“A Educação é a base de tudo, e a Cultura a base da Educação”

Seja bem-vindo (a) e faça uma boa pesquisa.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

- O dia que neguei uma MOÇÃO

O DIA EM QUE NEGUEI UMA MOÇÃO 
DO PODER PÚBLICO
Adalberto Day*
Com muito orgulho recebi no dia 05 de outubro de 1999, uma MOÇÃO da Câmara de Vereadores de Blumenau, pelo considerado excelente trabalho desempenhado em uma Feira de MOSTRA escolar da E.E.B. Padre José Mauricio – Progresso em Blumenau. “Mostra Cientifica e Cultural de Trabalhos e Projetos”, desenvolvidos junto aos alunos e corpo docente.
Participei de várias feiras de MOSTRAS, como também exposições por todo o Grande Garcia e outros pontos de Blumenau. Ocorreu entre o período de 1993 até 2008. Depois comecei a apresentar os trabalhos no sistema Data Show.
Esta MOÇÃO foi assinada pelo então Presidente da Câmara Deusdith de Souza e pelo autor vereador Braz Roncaglio. 
Até aqui muitas alegrias e felicidades de ter recebido uma MOÇÃO tão importante.
Mas chegou o dia de negar uma segunda MOÇÃO e explico:
O dia em que neguei de receber uma MOÇÃO da câmara de vereadores de Blumenau.
Sim este dia aconteceu para desespero de alguns políticos. Apesar de ter sido aprovado por unanimidade pelos parlamentares.
Foi o ano de 2008, aquele mesmo ano da maior tragédia urbana do Brasil onde exerci uma atividade muita intensa na luta pelo resgate do projeto de construção do AGG – Ambulatório Geral do Garcia, para o qual sugeri, com aceitação unânime da comunidade, o nome de Ambulatório Geral Schwester (Irmã) Marta Elisabetha Kunzmann, (nascida na Alemanha em 11 de outubro de 1901 e falecida em 11 de abril de 1982), considerada por muitos como uma “Santa” enviada para ajudar na saúde das mulheres da comunidade do Garcia, nas décadas de trinta, quarenta, cinquenta e até sessenta do século passado.
Muito popular era carinhosamente chamada pela comunidade de “O Anjo Branco”, que além de prestar voluntariamente o atendimento como parteira e dar assistência à saúde das mulheres, assistia a todos com a prática da caridade e espiritualidade, sem distinção de classe social e confissão religiosa. Para tal, se locomovia para as diversas localidades do grande bairro, unicamente com sua exclusiva e inseparável bicicleta.
Gravação de pintura artística em parede, realizada pela artista Sônia Baier Gauche
Vale salientar que na ocasião em que informamos às autoridades sobre a vontade popular pela escolha do nome da Schwester Marta, nos deparamos com um obstáculo muito complicado e que até então desconhecíamos. A Câmara Legislativa de Blumenau já havia aprovado o nome do ex vereador Maurício Pacheco, antecipadamente, o que vinha a frustrar a nossa indicação de consenso e que representava os anseios da comunidade do Grande Garcia. Mesmo não havendo qualquer manifestação contrária ao nome do referido, grande vereador e cidadão Maurício Pacheco, a vontade da comunidade incentivou a busca de uma solução para este conflito de interesses. Para conseguirmos contornar o difícil obstáculo, a Comissão Pro Construção do AGG, sob a liderança de seu Presidente Carlos Alberto Salles de Oliveira, entrou com uma solicitação junto a Câmara de Vereadores, para alteração da decisão anterior e substituição da indicação para o nome da Schwester Marta, a qual, com a respectiva aprovação alcançou o êxito desejado.
 A decisão definitiva pela escolha do nome da querida Irmã Marta Elisabetha Kunzmann, religiosa pertencente a *²"ordem" das Irmãs representadas pela Comunidade Evangélica da Igreja Bom Pastor, deste mesmo Bairro do Garcia, trouxe um grande alento à “Comissão Pro Construção”, e a coragem necessária para enfrentar um desafio ainda muito maior, que viria proporcionar “uma grande batalha” pelo resgate da implementação do projeto do referido AGG, no antigo prédio da Cantina da Empresa Artex SA.) 
Na época este era mais um dos desafios que tive que enfrentar dentro da comunidade junto com meus parceiros e amigos.
Por mais que negue o então prefeito João Paulo Kleinubing,  não iria mais construir o AGG – faria apenas uma transferência para o antigo Ambulatório da empresa Artex, já desativado e pequeno para esta finalidade.
        Depois de muita luta que já se arrastava por anos, conseguimos colocar ao nosso lado muitas pessoas e personalidades importantes, entre eles podemos citar Ricardo Stodieck então presidente da ACIB, Luiz Cenzi Rebellato, presidente do Conselho Municipal de Saúde, ex prefeitos, Felix Theiss, Victor Fernando Sasse, Renato Vianna, o Secretário de Estado Paulo França e muitos vereadores, entre os quais os representantes do nosso bairro, Vanderlei Paulo de Oliveira, José Luiz Clerici e o incansável líder comunitário, e o suplente vereador  Mauricio Goll (Intendente do Garcia a partir de 13/02/14), que em conjunto com a “CPC" pressionaram o então prefeito JPK.
A obra que havia sido prometida em 1988 para ser o 1º Ambulatório Geral de Blumenau, somente foi realizada 20 anos após e, graças a imposição da Comunidade do Garcia a qual, através da sua Comissão Pro Construção do AGG exigiu de forma imperativa e inquestionável o cumprimento da antiga promessa dos Gestores Públicos daquele período e, que havia sido novamente, politicamente, prometida em 2006 e na sequência negado pelo próprio promitente, o candidato a Prefeito eleito na ocasião. Mesmo assim, reconhecendo os nossos direitos, este realizou apenas 60% da obra e também não substituiu, conforme previsto no projeto, o velho telhado de mais de 50 anos. Apenas remendou-o, deixando-o em condições inadequadas para garantir a necessária proteção ao prédio da antiga “Cantina da Artex” e, consequentemente, às caras instalações do novo Ambulatório do Distrito.   
O sonho se tornou realidade e no dia 12 de setembro de 2008 “As luzes se acenderam”.
Porém antes dessa inauguração acontecer, em Agosto/2008 recebi um convite para receber uma nova MOÇÃO, desta vez pelos diversos trabalhos comunitários que tive participação.
Ao receber uma ligação telefônica, em princípio fiquei feliz, mas não aceitei. O Autor da MOÇÃO tentou justificar que todos já tinham aprovado e que nunca alguém teria negado e pediu que pensasse melhor.
Concordei e expus a situação aos familiares e alguns amigos. Como era ano de eleição me senti extremamente usado. As eleições seriam em Outubro.
Dois dias após o autor liga novamente na certeza de receber um “sim”, mas disse a ele o que pensava a respeito e lhe proferi um sonoro “Não”.
Quando da realização da obra do AGG, a qual foi feita de forma acelerada devido ao pouco tempo disponível antes das eleições de 2008, esta foi utilizada intensamente e de forma deplorável na campanha política, com a vinda de verdadeiras caravanas de eleitores para visitações e assistir a realização de apresentações em data show, verdadeiros contínuos e vultosos comícios políticos, as custas do erário público, que antecipava a todos os benefícios da maravilhosa obra.
Muito me revolta e entristece em ver o poder público, constantemente, jogar fora pelo ralo, escassos recursos públicos e, em contra partida, levar 20 anos para cumprir com as obrigações assumidas com a população, como a que ocorreu com a promessa, em 1988, de construção imediata e urgente do Ambulatório Geral para o maior bairro da cidade e, quando pressionados executam apenas a metade do projeto, com várias irregularidades em prejuízo da qualidade, como a redução nas instalações hidráulicas, elétricas e de infra estrutura, remendando a velha e já inadequada cobertura, desviando parte do valor previsto do projeto para outros irrelevantes ou de interesse exclusivamente eleitoreiro. 
Hoje contamos com a vigente promessa do atual Prefeito Napoleão Bernardes, para a urgente substituição do antigo e remendado telhado por um novo tipo de cobertura, com qualidade superior as do tipo comum, onde se inclui a garantia de imensa durabilidade e resistência ao granizo. Decisão esta conquistada com a imprescindível ajuda da atual Secretária da Saúde, Sra. Maria Regina de Souza Soar, que tomou a responsabilidade para si, convencida dos riscos e de que este investimento será muito benéfico para a eficiência da assistência à saúde, como também aos cofres da prefeitura, pois que cessarão os sinistros e as reincidentes ocorrências com prejuízos ao mobiliário e ao público usuário deste que é, atualmente, o mais importante e valioso Ambulatório Geral de Blumenau. 
____________

Ambulatório Geral do Garcia será reformado 
Dia 27 de março 2014 o prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes oficializou as obras de melhorias no Ambulatório Geral (AG) do Garcia, no bairro Progresso, e adequação nos seus 1.532 metros quadrados de área, na própria unidade de saúde. Participaram da solenidade a secretária de Saúde, Maria Regina de Souza Soar, além da equipe de profissionais do setor administrativo da rede pública de saúde e comunidade.
Com recursos financeiros do Ministério da Saúde no valor de R$ 269 mil, as obras de reforma envolvem a retirada da cobertura de fibrocimento da unidade, instalação de manta auto aderente de asfalto especial, além da colocação de placas de compensado estruturado. A Prefeitura também vai fazer a colocação de telhas asfálticas com grânulos cerâmicos, cumeeira ventilada, beirais e calhas e ainda revisão e impermeabilização das marquises. A previsão é de concluir os trabalhos em no máximo quatro meses. 
Obs: promessa cumprida e obra concluída em Julho/2014 entregue a comunidade dia 05 de dezembro de 2014. Parabéns Comissão Pro Construção do AGG, sob a liderança de seu Presidente Carlos Alberto Salles de Oliveira,
 ----------
Quero ressaltar que me senti orgulhoso por ter sido lembrado, mas achei muito estranho ser tão próximo das eleições. Poderei ainda aceitar em receber em outras oportunidades, novas Moções e ou títulos de reconhecimento público mas, com a ressalva de que não venha a ser revestido de exclusivo cunho de interesses políticos, no que igualmente considerarei uma verdadeira afronta, uma nova ofensiva e aviltante tentativa de utilização política da minha pessoa. Também nunca aonde se localiza a nova Câmara de Vereadores, local inadequado em um gargalo da cidade e gastos desnecessários, com aluguéis acima de 47 mil. Só com o valor dos mobiliários (mais de 2,3 milhões) daria para fazer uma sede nova. Um absurdo. Dinheiro do contribuinte jogado através do ralo.
Revendo todos os detalhes da minha consciente e enérgica atitude me sinto orgulhoso de ter, à época, dito “NÂO”. 
“NÃO ME ARREPENDO E HOJE RECUSARIA, NOVAMENTE, QUALQUER PROPOSTA DO PODER PÚBLICO EM MEU BENEFÍCIO, QUE NÃO VENHA A BENEFICIAR, EM PRIMEIRO LUGAR, OS CIDADÃOS DE BLUMENAU” (ou “toda a Sociedade” ou “toda a nossa Comunidade”). 
Jean Kuhlmann e Adalberto Day

Por indicação do vereador Professor Gilson, os Gincaneiros foram homenageados pela assembleia Legislativa. Não compareci por motivos particulares, mas recebi em minha residência. Aos amigos Gincaneiros meu muito obrigado assim pela indicação do vereador  professor Gilson. 
Dizeres na Placa:
Assembleia Legislativa de Santa Catarina
O poder Legislativo catarinense em sessão solene de comemoração dos 25 anos da Gincana Cidade de Blumenau, presta menção honrosa ao senhor historiador Adalberto Day, pela grande e frutífera parceria com as equipes da Gincana Cidade de Blumenau, pela qual recebeu o titulo de "Padrinho dos Gincaneiros". 
Florianópolis 06 de novembro de 2017.
Presidente Silvio Dreveck - Deputado Jean Kulhmann =  proponente. 

Adendo
Osmar Hinkeldey 
*²Fundação Catarina de Wittenberg com a qual a Sociedade Evangélica de Senhoras de Blumenau manteve relacionamento  de 1912 até 1971, quando a última diaconisa Irmã Maria Wulfmeier deixou a direção da maternidade e retornou à Alemanha.
De 1907 a 1912 as Irmãs que aqui chegaram vinham da Irmandade de Enfermeiras de Zehlendorf em Berlim; mas esta Irmandade não tinha parteiras e a premência aqui na região era não só o trabalho social mas também de parteiras.
Portanto, a Irmã diaconisa Martha veio da Fundação Catarina de Wittenberg e foi designada para os trabalhos na região do Garcia.  
2) já havia na época a sociedade de senhoras evangélicas do Garcia, mas que na realidade pertenciam ou faziam parte da grande Sociedade Evangélica de Senhoras de Blumenau, porque a Garcia se tornou independente apenas em 1968/69 com a vinda do primeiro Pastor que ainda morou por vários anos na casa das Irmãs, formando assim uma Paróquia, que veio a se denominar de “Bom Pastor” apenas mais tarde, creio que na década de 1980 quando foi construída a Igreja hoje localizada ali em frente à Relojoaria Tomio. 
3) nós chamamos de Irmãs (Schwestern) ou diaconisas, ou seja, além de fazerem trabalho social abrangente com obras de caridade, também ensinavam o evangelho e era incentivado o seu conhecimento pelo povo. 
4) hoje ainda a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) à qual a Paróquia Bom Pastor é filiada, mantém uma Casa Matriz de Irmãs em São Leopoldo, RS, (fundada em 1939) que é a sede da Irmandade Evangélica Luterana, que mantém acionatos, ajuda social, etc, e cuja responsável é denominada de “Irmã Superiora”.
5) diria então que a Igreja Evangélica Luterana não tem uma “ordem de Irmãs”,  mas tecnicamente falando tem um “ministério diaconal” para expressar por assim dizer uma linguagem evangélica luterana.   
Clique no link para saber mais sobre o dia da inauguração do AGG:
*Adalberto Day cientista social e pesquisador da história.
Colaboração: Carlos Alberto Salles de Oliveira.
Arquivo de Dalva e Adalberto Day 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

- Ponte Foz do Ribeirão Garcia

A imagem por volta de 1860 mostra a ponte sobre a foz do Ribeirão Garcia, construída em 1856. Onde está a residência, depois em 1902 Hotel Holetz, em 1962 o Grande Hotel (datas de inauguração). Acervo e colaboração: Bruno Kadletz/Gilberto Gerlach
A imagem 1883 mostra a ponte sobre a foz do Ribeirão Garcia, construída pelos colonos. Onde está a residência depois em 1902 Hotel Holetz, e em 1962 o Grande Hotel (datas de inauguração).
Acervo Carl Heinz Rothbarth
Imagem de 1904 mostra a antiga ponte de madeira sobre o Ribeirão do Garcia, -  as embarcações e aos fundos a esquerda o Hotel Holetz que foi inaugurado em 1902, demolido em 1959 e hoje desde 1962 o Grande Hotel. Acervo Carl Heinz Rothbarth
A imagem de 1906 mostra os trabalhadores da ponte sobre o Ribeirão Garcia em sua foz, trabalhos em fase de conclusão e o dia da inauguração. Sua construção teve inicio em 1903.
************
Hoje, lendo o Relatório de 1906 apresentado ao Conselho Municipal de Blumenau pelo Superintendente Sr. Alwin Schrader em 15 de Abril de 1907 e impresso em junho do mesmo ano pela Typographia do "Urwaldsbote" Blumenau (Brazil) nas páginas 18 e 19 consta:
Acervo de MRoeck Röck
Acervo Carl Heinz Rothbarth - dia da inauguração - aos fundos antiga Prefeitura de Blumenau - atual fundação Cultural
A inauguração aconteceu no dia 3 de junho de 1906 com a presença de diversas autoridades e comunidade em geral. Teve a presença do governador Interino Pereira Oliveira. A obra construída com trilhos da E.F. Santa Catarina, com a supervisão do Engenheiro Henrique Krohberger. Os recursos financeiros para a aquisição da estrutura de ferro, importada da Alemanha, foram levantados através de empréstimos público, com apoio da Associação Comercial. A Ponte tinha 29 metros de comprimento e 9 metros de largura.
A imagem da década de 1920 mostra a ponte e o Hotel Holetz (1902-1959) mais aos fundos antiga Padaria e Confeitaria de S.Katz, inaugurada em 20 de julho de 1904.
A imagem da década de 1940 mostra a Ponte de Ferro sobre o Ribeirão Garcia, com visão para a prefeitura antiga, atual fundação cultural de Blumenau. Acervo da família de Wily Sievert
A imagem do inicio da década de 1950, mostra a nova Ponte denominada de  Dr. João Pedro da Silva, executada no governo do então prefeito Hercilio Deeke. Aparecem na imagem à esquerda o antigo estabelecimento -  Ponte Bar e aos fundos o majestoso Hotel Holetz.
Imagem da Ponte meados dos anos de 1950
Ponte sobre a Foz do Rib Garcia enchente 17/10/1950 - Foto:  Márcia Lorese Heidorn
A imagem da década de 1970 mostra a ponte Dr.  João Pedro da Silva e a esquerda já o então Grande Hotel (inaugurado em 16 de dezembro de 1962). Arquivo de Charles Schwanke.
Acervo Giovani Luebke 
A imagem de 1976 mostra o acesso a atual Ponte Dr. João Pedro da Silva e aos fundos o Grande Hotel. 
Dr  João Pedro da Silva
Na galeria dos blumenauenses ilustres, seria injustiça omitir o nome do Des. João Pedro da Silva, filho do Cel. João da Silva Ramos e de D. Maria Adolfina Sales Silva, que embora nascido em São José, neste Estado, aos 29 de junho de 1882, viveu por muitos anos nesta cidade, cuja vida judiciária presidiu com elevação e imparcialidade.
Formado pela tradicional Faculdade de Direito de São Paulo, em 1906, João Pedro da Silva iniciou a sua vida pública em seu Estado natal, como oficial de gabinete do Cel. Gustavo Richard, então governador do Estado. Alguns anos após, em 1909, ingressou na magistratura, indo ocupar o juizado de direito da comarca de São Bento, revelando logo nobres qualidades de julgar sereno, conciliador e esclarecido. Durante este tempo dedicou muito de seus esforços no sentido de acalmar os ânimos, então exaltados em face da chamada “questão do Contestado”.
Em 1915 foi nomeado Juiz de Direito desta comarca, assumindo o exercício das suas funções em 19 de setembro. Aqui permaneceu até 1919, quando foi nomeado para exercer o cargo de Juiz de Direito da 2ª Vara da Capital, sendo posteriormente, em 1920, promovido, por merecimento, a desembargador do nosso Tribunal de Justiça. Quando já desembargador, João Pedro da Silva teve ocasião de exercer com proficiência e serenidade as funções de Chefe de Polícia do Estado do governo do Cel. Pereira e Oliveira.
A inclusão de seu nome entre aqueles que amaram e engrandeceram Blumenau, justifica-se plenamente pela sua destacada atuação quando Juiz de Direito desta comuna.
Durante os anos em que aqui exerceu a judicatura, o Des. João Pedro da Silva não só cumpriu o seu dever de magistrado com brilhantismo e perfeito senso de justiça, como se tornou um verdadeiro amigo e conselheiro da gente blumenauense. Tratando a todos com aquela grandeza de coração que era bem uma característica de sua alma, João Pedro da Silva fez-se credor da estima e da consideração dos blumenauenses, que traduziam a sua afetividade pelo Juiz, chamando-o, de modo familiar, de “Dr. Pedrinho”. De fato, o Dr. Pedrinho não foi em Blumenau simplesmente o pretor, apegado no texto frio da lei, insensível e distante. Ao contrário, exerceu em Blumenau, sem quebra do cumprimento de seu dever, uma judicatura suave, paternal e amiga. Mesmo afastado de Blumenau, João Pedro da Silva, não esqueceu os seus jurisdicionados e até morrer, em 15 de junho de 1936, recordava sempre com saudade e carinho os anos que vivera entre nós.
Casado com Exma. Sra. D. Raquel Ramos da Silva, filha do venerando Cel. Vidal Ramos, uma das figuras de merecido relevo na vida pública catarinense, o Des. João Pedro da Silva legou aos seus filhos, entre os quais o Dr. Aderbal Ramos da Silva, atual governador do Estado (1950), o seu nome honrado e muito da bondade de coração que foi o traço dominante de sua personalidade.
Livro Centenário de Blumenau 1850/1950; páginas 424,425
Colaboração Niels Deeke/Memorialista em Blumenau (In Memorian). José Geraldo Reis Pfau.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da história. 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...