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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

- A Bandeira do município de Blumenau

DOCUMENTOS HISTÓRICOS
A BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE BLUMENAU
EXCERTO EXTRAÍDO DAS COLEÇÕES EXISTENTES NO ACERVO PARTICULAR DE NIELS DEEKE
Mensagem de  HERCÍLIO DEEKE
Qualificação: Prefeito Municipal de  Blumenau
Local:  Gabinete do Prefeito Municipal
Tema :  Mensagem encaminhada à Câmara Municipal de Blumenau, acompanhada do Projeto de Lei que instituiu a
BANDEIRA DE BLUMENAU  (1)
Data:  15/10/1964

À CÂMARA MUNICIPAL DE BLUMENAU

“Senhor Presidente: Tenho a honra de submeter à consideração e aprovação dessa Colenda Câmara o incluso projeto de lei que institui a BANDEIRA DO  MUNICÍPIO DE BLUMENAU. Somente os que não podem compreender o sentido do verdadeiro patriotismo discutem, ainda, a conveniência dos símbolos municipais para estimular, no cidadão, o amor à Pátria, sempre mais acrisolado e sincero. Esses símbolos, brasão e bandeira, desde tempos imemoriais, pertenceram antes que a Estados e Nações, às comunas e aos municípios. Realmente é ensinando o indivíduo a amar e defender o seu céspede natal, a sua “Pequena Pátria”, na feliz expressão de Marcos Konder, a felicitar-se com as suas alegrias e a entristecer-se com as suas dores, que se lhe incute o verdadeiro amor à Pátria comum. O cidadão não pode se sentir empolgado por sentimentos de afeição e de carinho para com o país que o viu nascer, sem que manifeste, antes, entranhado amor ao pedaço de terra em que veio à luz, onde passou a sua infância, a sua mocidade, aconchegado à ternura maternal e sob a solícita vigilância de pais extremosos. É a natureza que cerca a nossa aldeia natal; são os encantos das suas matas, das suas flores, dos seus rios, do seu sol e do seu céu; é a bondade da sua gente e o equilíbrio dos seus homens públicos, e o civismo dos seus soldados que acendem em nossos corações a centelha de patriotismo capaz de todos os sacrifícios, de todas as renúncias pela grandeza e felicidade da Pátria. Foi animado por esse pensamento que determinei a elaboração de um projeto de bandeira para o  nosso município, inspirado em razões sentimentais e históricas. Na verdade  os motivos e cores do modelo, que junto, não foram escolhidos a esmo. As cores vermelha, branca e amarela, foram as mesmas das fitas e laços com que, em 1865, as mulheres blumenauenses enfeitaram a bandeira imperial  que os 56 voluntários, que Blumenau mandou aos campos do Paraguai, levaram consigo para o teatro das lutas, em defesa da honra, do brio e da dignidade do Brasil. Não poderiam, portanto, serem outras as cores escolhidas para a Bandeira Municipal. Presentes, continuamente, aos olhos e ao coração dos munícipes, das crianças e da juventude das escolas de um modo especial, essas cores nos apontarão sempre o caminho do dever para com a Pátria estremecida, desde o do esforço físico e intelectual para fazê-la grande, forte e respeitada, até a suprema renúncia da própria vida para vê-la sempre respeitada e digna do seu passado inconspurcado e das suas tradições gloriosas. Apresento a V.Exa. com minhas saudações, as expressões da minha estima e consideração. HERCÍLIO DEEKE – Prefeito Municipal”.
O Projeto de Lei que institui a Bandeira do Município, tem redigido seus artigos da seguinte forma :
Artº 1º - Fica instituída a Bandeira de Blumenau que, juntamente com o Brasão adotado pela Lei nº 19, de 21 de junho de 1948, passará a ser um  dos símbolos do Município.
Arº 2º -  A Bandeira de Blumenau obedecerá aos tamanhos regulamentares e consistirá em campo de quatro listas vermelhas e três brancas, em sentido horizontal, tendo ao centro, sobreposto a uma esfera amarela, o Brasão do Município, em suas cores oficiais.
Artº 3º - O uso da Bandeira de Blumenau será obrigatório em todas as repartições escolas municipais, observadas, quanto ao seu hasteamento e ordem de precedência, as leis e determinações federais e estaduais.                                              
                                  Gabinete do Prefeito Municipal de Blumenau , em 15 de novembro de 1964

                  HERCÍLIO DEEKE – Prefeito Municipal

Referenciais :  Atos Administrativos do Prefeito Hercílio Deeke ano 1964
Mensagem  de  HERCÍLIO DEEKE
Qualificação :  Prefeito Municipal de  Blumenau
Local :  Gabinete do Prefeito Municipal
Tema :  Mensagem encaminhada à Câmara Municipal de Blumenau, acompanhada do Projeto de Lei que instituiu a BANDEIRA DE BLUMENAU
Data :  15/10/1964
Documento : Cópia, produzida por papel-carbono,  datilografada da mensagem.  Uma folha estampada com o escudo armorial e o timbre municipalidade, datada de 15/10/1964 –  constante no documentário  “ O Executivo em Foco” – atos administrativos do prefeito Hercílio Deeke. Colecionada por Niels Deeke, integrando o espicilégio de Discursos de Hercílio Deeke. Arquivo Particular Niels Deeke. 

Y
Notas   – Escólios de Niels Deeke
1) A revista “AGORA” editada em Florianópolis pela “Associação de Amigos do Arquivo Público do Estado de Santa Catarina” ; ano I, nº 1, junho de 1985, páginas 27 a 32 ( Exemplar constante do acervo de Niels Deeke) , em artigo sob o título “A Bandeira do Município de Blumenau” (Y)- trabalho de autoria do eminente heraldista doutor Edison Mueller (Y), contém em parte de seu texto  a seguinte informação : “A nossa bandeira foi instituída pela Lei municipal nº 1.287, sancionada em 20 de novembro de1964 (Y), pelo saudoso Prefeito e benquisto cidadão sr. Hercílio Deeke. Porém, ela só foi apresentada aos munícipes blumenauenses (Y) e desfraldada publicamente pela primeira vez em cerimônia realizada no dia 04 de abril de 1965. Nessa data, em ato solene e a convite da Câmara de Vereadores, a esposa do citado Prefeito Municipal, Sra. Namy Deeke, confiou a primeira bandeira do município, ricamente confeccionada em gorgurão de seda, a uma “guarda de honra”, composta de moças da sociedade blumenauense, que, marchando à frente da “Banda de Música Municipal”, percorreu as principais ruas da nossa cidade, sob aclamação geral. No dia seguinte a “Bandeira do Município” foi hasteada na fachada do edifício da Prefeitura, juntamente com a “Bandeira Nacional” e a “Bandeira do Estado de Santa Catarina (Y) “.
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A BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE BLUMENAU.  Instituída pelo Pref. Hercílio Deeke através da Lei nº 1.287 de 20/11/1964 Vide Rel. Neg. Adm. Pref. Hercílio Deeke ano 1964 p. 21 e 22.
BANDEIRA DE BLUMENAU. Foi pela primeira vez apresentada ao público em 04/4/1965. Vide Relatório dos Negócios Administrativos do Prefeito Hercílio Deeke ano 1965 p. 100 – acontecimento do dia.
ESCUDO ARMORIAL DO MUNICÍPIO DE BLUMENAU : Adotado através da Lei nº 19 de 21/6/1948. Vide Rel. Neg. Adm. Pref. Hercílio Deeke ano 1964 p. 21. Vide p. 01à 04 do Livro do Centenário de Blumenau- título : “ O Escudo d’Armas do Município de Blumenau”- texto de autoria de José Ferreira da Silva.

LEI MUNICIPAL Nº 1.287, SANCIONADA EM 20 DE NOVEMBRO DE1964 . Somente referida como instituída, in  relatório Neg. Adm. Pref. Hercílio Deeke ano 1964 p. 114- acontecimento do dia.
APRESENTAÇÃO DA BANDEIRA DO MUNICÍPIO : Em 04/4/1965 foi apresentada ao público, por Dona Namy Deeke, esposa do Prefeito Hercílio Deeke- que encontrava-se ausente no Rio de Janeiro - a Bandeira do Município de Blumenau Vide Relatório dos Neg. Administrativos do Prefeito Hercílio Deeke ano 1965 p. 29  onde consta a descrição da cerimônia levada a efeito. 
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Y BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE BLUMENAU.  Instituída pelo Pref. Hercílio Deeke através da Lei nº 1.287 de 20/11/1964 Vide Rel. Neg. Adm. Pref. Hercílio Deeke ano 1964 p. 21 e 22.
Y BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE BLUMENAU.. Foi pela primeira vez apresentada ao público em 04/4/1965. Vide Relatório dos Negócios Administrativos do Prefeito. Hercílio Deeke ano 1965 p. 100 – “Acontecimento do dia” Apresentação da  Bandeira do Município de Blumenau : Vide Relatório dos Negócios Administrativos do Prefeito Hercílio Deeke -ano 1965 p. 29  onde consta a descrição da cerimônia levada a efeito.
y BANDEIRA DE BLUMENAU.. Foi pela primeira vez apresentada ao público em 04/4/1965. Vide Relatório dos Negócios Administrativos do Prefeito Hercílio Deeke ano 1965 p. 100 - acontecimento do dia.
y BRASÃO DO MUNICÍPIO DE BLUMENAU : Adotado através da Lei nº 19 de 21/6/1948. Vide Rel. Neg. Adm. Pref. Hercílio Deeke ano 1964 p. 21. Vide p. 01à 04 do Livro do Centenário de Blumenau- título : “O Escudo d’Armas do Município de Blumenau”- texto de autoria de José Ferreira da Silva.
y DR. EDISON MUELLER . Polígrafo, Heraldista, Artista Gráfico. Sócio Benemérito do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. O Dr. Edison Mueller, nascido a 23/4/1938, filho do Sr. Deoclydes Muller, este nascido em 17/01/1909 e falecido em 12/7/1969 e de Rosa Ruth ( Roza Ruti Mueller - Rosinha) do Nascimento, nascida em ...............e falecida, aos 88 anos de idade, em 08/6/2008 em Blumenau SC. Edison Mueller foi registrado como  Mueller enquanto seu pai constava como Müller. Dentre as variadas atividades exercidas, como renomado heraldista e escritor blumenauense, foi também Vice-Presidente da “Fundação Casa Dr. Blumenau” nos anos setentas ( 1972-1977).
y LEI MUNICIPAL Nº 1.287, SANCIONADA EM 20 DE NOVEMBRO DE 1964 . Somente referida como instituída, in  Relatório Neg. Adm. Pref. Hercílio Deeke ano 1964 p. 114- acontecimento do dia.
y   APRESENTAÇÃO DA BANDEIRA DO MUNICÍPIO : Vide Relatório dos Negócios  Administrativos do Pref. Hercílio Deeke ano 1965 p. 29  onde consta a descrição da cerimônia levada a efeito.
y  BANDEIRA DO ESTADO DE SANTA CATARINA. Logo após o Golpe de Estado em 10/11/1937 (Quarta-feira), deflagrado por Getúlio Vargas, o ditador, num primeiro e muito simbólico ato “Solene” do Estado Novo, determinou a “queima” de todas as  Bandeiras dos Estados em 19/11/1937.

Niels Deeke memorialista em Blumenau Santa Catarina
Arquivo de Adalberto Day

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

- O Antigo Mercado Público de Blumenau

 A imagem do final dos anos de 1960 mostra o Antigo Centro de Abastecimento Municipal, o Mercado Público de Blumenau, na Rua 7 de Setembro. (Imagem: arquivo de Arno Evandro Gielow e Adalberto Day)
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Publicado no Jornal de Santa Catarina  dia 26/08/2011 | N° 12346 
ALMANAQUE DO VALE | Jackson Fachini
jackson.fachini@santa.com.br
Antigo "Centro de abastecimento municipal", da cidade de Blumenau-SC.
À esquerda, Chevrolet 1951 e Gordini; Rural Willys, Studebaker Commander 1950, Ford Custom 1951 (carro de aluguel); um Gordini dourado, que me sugere ser o raro modelo "1093"; Kombi e Fusca. 
O antigo MERCADO PÚBLICO de Blumenau, com o nome de CENTRO DE ABASTECIMENTO MUNICIPAL conforme consta da foto.
Situava-se defronte ao Hotel Rex, e tomava o espaço desde a Rua Floriano Peixoto até a Rua Ângelo Dias.
Em 1965 lá se estabeleceu a empresa  BLUSA COMÉRCIO DE EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO BLUMENAU SA, que era concessionária da Volkswagen  ( a BLUSA) , quando ainda não havia a grande parede erigida rente à calçada.. Após a concessionária transferir-se para a Rua Itajaí, o local foi novamente utilizado para conter BOXES comerciais´, quando, então edificaram o paredão em que está escrito CENTRO DE ABASTECIMENTO MUNICIPAL.
Nos anos 1946 o local era utilizado pela Auto Viação Catarinense, da qual era  sócio o Sr. Adolfo Hass, empresa que anos após, no início da década de 1950, incorporou a Auto Viação Brusquense do Sr. Nilo Bianchini .
Observando o foto e os dizeres, nos vem a lembrança de que Blumenau carece de um MERCADO PÚBLICO, uma falta que muito nos entristece por requerer sempre urgente instalação, como soe acontecer com todas as cidades que honram seus cidadãos com a pública disponibilização de artigos de primeira necessidade. Lamentável  não possuirmos  tal utilidade e comodidade.
Foto da segunda metade dos anos sessenta, enviada pelo Arno Evandro Gielow.
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Adendos:
A necessidade de Blumenau ter um mercado público é mais uma situação de atenção para com as nossas tradições por parte dos governantes. Essa feira que existe próximo a Rua Alberto Stein com Humberto de Campos já é um local muito bem frequentado. Lá você encontra produtos de qualidade principalmente de produtores regionais e com boa procedência. Um mercado público teria a ampliação dos serviços oferecidos como frutos do mar e mesmo açougues mais especializados. Na área de lacticínios a nossa tradição tem produtos de excelente qualidade e que deveríamos ter no mercado com mais variedades. Num mercado se teria a certeza da procedencia e os setores ligados a agricultura da região poderia melhor viabilizar economicamente seus projetos. A falta de comercialização ou a dificuldade de distribuição desmotiva os remanescentes colonos que insistem em produzir produtos que enaltecem a nossa tradição. Perdemos a nossa identidade quando não oferecemos condições de sobrevivência aos que produzem este tipo de produto nesta região do Vale. Se não tivermos um mercado público de acordo certamente e novamente outra cidade vizinha vai saber explorar esta oportunidade e Blumenau passar a frequentar aquele mercado também. Outra característica é a eliminação de produtos cuja procedência é duvidosa e até sem característica de um mercado público.


Jose Geraldo Reis Pfau/Publicitário em Blumenau
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Resposta do Sr. Nelson ao adendo de José Geraldo Reis Pfau
Quanto aos produtos de boa qualidade, produzidos de modo artesanal, devo acrescentar que a praça ou local de vendas, é muito importante. Mas não é por esta razão que os mesmos desapareceram do mercado. Eu escrevi um pequeno livreto “ Sabores da Colônia” onde consta a historia de 33 empreendimentos deste tipo, a maioria já fechada. Se se dispuser a ler o mesmo, verá que nenhuma delas fechou por falta de ponto de vendas. As razões são bem mais complexas, mesmo porque todas as barracas da atual Feira da Humberto de Campos, pertencem a comerciantes que revendem produtos produzidos por terceiros. Nenhum deles é produtor.

As pequenas industrias artesanais, quase em sua maioria, fecharam em face de novas exigências das autoridades sanitárias, cuja essência não cabe aqui discutir, as quais para serem satisfeitas, exigiam investimentos que o pequeno negocio não suporta. Também o desenvolvimento e a reestruturação da área rural não mais contribuem para este tipo de indústria. Certamente devem existir outras modalidades de fomento a tais industrias familiares.
Com meus cumprimentos

Nelson V. Pamplona
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Desculpa Sr. Nelson, mas eu sou frequentadora assídua(!) da feira da Humberto de Campos, das segundas-feiras, principalmente, e existem sim produtores locais levando seus produtos. E a feira de sábado também tem produtores locais.

Daniela Mayerle
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Dona Renate sobre o assunto
Caros amigos/as interessados no assunto Feira Livre x Mercado Municipal.

Rolf (agrônomo) e eu amamos a Feira Livre que fica na Humberto de Campos com a Alberto Stein. Levantamos sábado cedinho e rumamos para a Feira sem Agrotóxicos para comprar ovos de galinhas felizes que ainda dormem com o galo, mais galinha, marreco, peru, que vêm da Vila Itoupava e não são tratadas com ração, as maravilhosas geleias de tangerina e morango feitas pelas Omas de Atalanta, juntamente com a banha de porco branquinha e firme, manteiga, ricota, também o pão de milho com cará e batata-doce, compota de pêssego crioulo, que vêm de lá. Tem a banca que traz noz peça descascada (safra começa em maio, época de encher uma prateleira do freezer – ômega 3) Isto para não falar nas variadas e lindas alfaces da banca de Wilson/Adelaide (logo começará a época do morango, depois vem a época do figo) – tudo sem agrotóxicos. Conhecemos os agricultores pessoalmente. Não queremos viver sem aquelas laranjas e tangerinas da nossa terra, repolho-coração de boi, brócolis, cenouras e dezenas de outras delícias.

Mas, há uma série de produtos dos quais necessitamos que só tem nas Feiras Livres de 2ª. e 5ª. feira. Então lá vamos nós novamente, uma vez por semana, logo após a sesta, comprar cereais, chás, suco de uva (muito bom!), Kochkäse, bacon, frios em geral, charque para o feijão, salsicha de Pomerode, aipim descascado (ótimo), banana, tomate cereja – conhecemos bem as poucas e boas bancas que plantam sem agrotoxicos!!!
Nós somos idosos, temos tempo, mas moramos do outro lado da cidade, fazer feira é nosso luxo, luxo cansativo. Talvez um mercado municipal fosse uma boa.
Confessamos que temos receio de perder o contato com os nossos amigos agricultores feirantes.
Mas o Sr.Nelson Pamplona não deixa de ter razão em algumas de suas ponderações.

O que muito me admira é não encontrar esposas de médicos e donas de casa da ala vip nas feiras livres. Nós vamos lá comprar saúde. Há cerca de seis anos não entra margarina na nossa casa e só refogamos e tostamos (a polenta) com um pouco de banha de porco (uma delícia) e usamos manteiga, tudo em quantidade medida, claro, e no pão integral (feito em casa) só azeite de oliva, esporadicamente uma manteiga fininha, que ninguém é de ferro. Ricota amassamos com iogurte – esqueça a nata. Aqui em casa um ovo por dia (contando o que vái no pudim, etc) não mexe com o colesterol. Hoje há uma nova tabela para taxar o colesterol.

Senhor Deus, abençoe nossas feiras livres, mas faça acontecer também um mercado municipal. Blumenau precisa de ambos. Agradecemos-te por podermos viver numa terra onde dá desde banana a figo, de nozes a abacate, de tangerina a maçã. Ainda de lambuja os plantadores de São Paulo e mais pro norte nos mandam manga, abacaxi e tudo o mais, os gaúchos nos mandam suco de uva e vinho. Deus seja louvado pela fartura do nosso Brasil.

Renate S. Odebrecht

Sugestão da matéria e colaboração Allan Jurk/Niels Deeke/José Geraldo Reis Pfau.
Arquivo Arno Evandro Gielow e Adalberto Day

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