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quarta-feira, 12 de maio de 2010

- Cia.Hering: e sua história

Cia.Hering 1890
130 anos de história.
2010 foi um ano muito especial para a Cia Hering. Tudo porque a empresa, que é a maior franquia de vestuário do Brasil, comemorou 130 anos de uma história da qual se orgulha muito, cercada de grandes conquistas, crescimento e a certeza da construção de uma marca que é reconhecida por mais de 90% dos brasileiros em todas as classes sociais.
Para marcar as comemorações, muitas ações serão realizadas. A principal delas é a criação do Museu Hering, que resgatará os 130 anos da história da companhia, cuja história está ligada ao desenvolvimento industrial do país. O espaço será criado em um imóvel tombado como patrimônio histórico do estado de SC. A casa, construída em enxaimel, tradicional técnica arquitetônica de influência alemã, tem 435m2 e fica na entrada da sede da empresa em Blumenau.

História
A gloriosa trajetória da Cia Hering iniciou-se em 1880, quando os irmãos Bruno e Hermann Hering criaram uma pequena malharia na cidade catarinense de Blumenau. Empreendedores, chegaram ao Brasil dois anos antes com a herança de uma sólida tradição de tecelões nascida séculos antes na cidade de Hartha, interior da Alemanha.
Em 1906, o envolvimento dos irmãos com a comunidade foi reconhecido através de um título concedido a Bruno Hering por seu pioneirismo em projetos de reflorestamento. Na década de 80, a empresa atingiu o status de ser uma das maiores malharias da América Latina, além de destacar-se como uma das primeiras a exportar seus produtos.
Passados 130 anos, a Cia. Hering se consolida como uma das maiores empresas de design de vestuário do Brasil e comanda três importantes marcas. A Hering, com mais de 270 franquias pelo país, deixou de ser sinônimo de camiseta para ser sinônimo de moda. Apresenta coleções antenadas com as últimas tendências. Em pleno crescimento, fechará 2010 com 325 lojas.
Já a dzarm., com perfil jovem, traz uma moda casual e aposta cada vez mais no jeanswear. Possui mais de 20 lojas exclusivas pelo país e uma ampla rede de multimarcas.
A marca PUC, focada no público infantil das classes A e B, é reconhecida por oferecer coleções coordenáveis, diferenciadas e que aliam conforto com um visual irreverente e criativo. Em 2009, as vendas totais cresceram 26,5%, com boa performance tanto na rede de franquias com mais de 70 lojas, como no canal multimarcas.
No setor têxtil, a Cia Hering está entre as 10 líderes em vendas no país: já vendeu mais de cinco bilhões de camisetas, o equivalente a 30 para cada habitante do Brasil. A sua produção, concentrada em nove fábricas, em Santa Catarina, Goiás e Rio do Grande do Norte, tem média de quatro milhões de peças produzidas por mês.
Foto enviada por Carlos Roberto Pereira - Arquivo Hering
Amaral Neto em visita a Hering 1970
Responsabilidade Social e Ambiental
Responsabilidade social e ambiental são valores que fazem parte do DNA da Cia. Hering, que monitora, minimiza, reduz riscos e impactos ambientais. A cada metro de área construída a empresa possui 58 mil metros de área verde.
Desde 1995, a Hering tem exclusividade com a marca “O Câncer de Mama no Alvo da Moda” e soma grandes resultados com essa parceria com o IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer). Milhões de camisetas foram vendidas em todo o país nesses 15 anos. Os valores arrecadados são utilizados pelo IBCC para ajudar mulheres na prevenção e tratamento de doenças como câncer de mama e como de útero. Recentemente, a Hering também se uniu ao Grupo Cultural Afroreggae, e desenvolve coleções exclusivas que são distribuídas através do canal multimarcas
Vídeo sobre o Museu Hering :
http://www.youtube.com/watch?v=ckdwtXo0uiA
Acesse:
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A Hering e seus dois peixinhos

Artigo
Qualquer brasileiro reconhece a marca Hering, assim como muita gente do Exterior, afinal, ela foi, em 1964, a primeira empresa têxtil brasileira a exportar. Mas poucos conhecem a origem da logomarca dos dois peixinhos e, menos ainda, detalhes sobre a epopéia da criação à consolidação.
Hering, em alemão, significa “arenque”, um tipo de peixe, semelhante à sardinha, muito comum na Alemanha. Os dois peixinhos representam os irmãos Bruno e Hermann, imigrantes vindos da cidade de Hartha, no interior da Alemanha, e fundadores da notável Companhia.
Ao tomar conhecimento da colônia fundada pelo Dr. Blumenau, em 1850, o empreendedor Hermann Hering decidiu partir em busca de uma vida melhor, tendo nela chegado em 1878.
Outra curiosidade pouco conhecida é que foi em Joinville que, dois anos depois, Hermann comprou um tear circular e um caixote de fios – insumos que deram início à produção da tecelagem “Trikotwaren Fabrik Gerbruder Hering”. Começava, assim, a saga de uma das mais antigas e conceituadas companhias brasileiras em atividade.
Um ano depois da fundação da empresa, há exatos 129 anos, no longínquo 8 de maio de 1881, nascia, em solo brasileiro, o último filho de Hermann, Curt Hering.
Apesar de se tornar especialista em tecelagem e industrial de mérito, o que o conduziu à diretoria da empresa, em 1915, dela se afastou para dar vazão ao seu irreprimível espírito público, o que o fez superintendente municipal (prefeito) de Blumenau, cargo que exerceu com brilho entre 1923 e 1930.
Espírito público, aliás, herdado por seu filho Ingo, que, não satisfeito com a presidência da empresa, destacou-se como vereador (por quase duas décadas), jornalista e figura importante na fundação da Furb, da Escola Superior de Música e da Orquestra de Câmara de Blumenau.
Mas nem tudo foram flores. Durante a 2ª Guerra Mundial, o alinhamento do Brasil aos Estados Unidos gerou repercussões em Blumenau. Industriais e comerciantes foram incluídos numa lista negra e tiveram vedado o acesso ao comércio com os EUA. E a Cia. Hering teve diretores incluídos na lista em 18 de dezembro de 1942.
Foi quando se agigantou a figura de Curt Hering. Em cartas ao consulado americano em Florianópolis e ao interventor federal em Santa Catarina, Nereu Ramos, argumentava não apenas a favor de sua empresa, mas também de outras igualmente incluídas nas listas, como a Cremer.
Nascido em 1805, o poeta e dramaturgo alemão Friedrich von Schiller dizia: “Todos, sem distinção, se deixam seduzir pelas vantagens do momento: somente as grandes almas é que são capazes de comover-se com a perspectiva de um bem futuro”.
Curt Hering foi uma delas.
LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA
Ex-governador de Santa Catarina
Publicado no Jornal de Santa Catarina/Artigo edição de Sábado 08/maio/2010
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Hering: a marca mais lembrada pelos catarinenses em SC
As marcas mais lembradas pelos consumidores catarinenses foram conhecidas nesta quarta-feira, 28/7, durante o evento de premiação do 16º Top of Mind do Jornal A Notícia.
Em nível estadual, a Hering foi reconhecida como a marca de roupa mais lembrada pelos catarinenses. O Sr. Gildo José Koerich, gerente Administrativo de Vendas, representou a empresa na solenidade e recebeu o prêmio do Sr. João Joaquim Martinelli, presidente da Martinelli Advocacia Empresarial.
“O prêmio certamente traduz o respeito, carinho e desejo que o consumidor tem pela marca Hering, fruto do trabalho e dedicação de todos os envolvidos nos diversos processos da Cia. Hering”, comemorou Koerich.
Além de marcas, cidades, eventos, empresas e um empresário foram homenageados. Ao todo, 89 referências em 33 categorias receberam o prêmio.
Para a edição 2010, foram realizadas 2,4 mil entrevistas pelo Instituto Mapa, em 27 municípios do Norte, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, Sul, Planalto e Oeste. O levantamento tem como objetivo identificar qual marca está mais presente na mente dos consumidores, avaliando o grau de popularidade e de prestígio.
A cerimônia aconteceu no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis.
João Alberto Pereira
Comunicação Corporativa

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(47) 3321.3981

Venda da Cia. Hering marca o fim de uma era para Blumenau:
Hering fechou acordo para ser incorporada pelo Grupo Soma, dono de marcas de moda como Farm, Foxton, Animale e Maria Filó. As duas empresas anunciaram a operação em comunicados divulgados na manhã desta segunda-feira (26).26 de abr. de 2021
Arquivo de Adalberto Day Cientista social e pesquisador da história

domingo, 9 de maio de 2010

- Alemão dormindo a “siesta”

A escritora e Colunista Urda Alice Klueger, nos apresenta uma crônica belíssima sobre um assunto por demais conhecido pelo Vale Europeu, “ A famosa siesta”.

Dizem que Santa Catarina tá cheia de alemão. Aqui no Vale do Itajaí, onde moro, dizem que tem mais alemão que formiga. Discordo: se tiver uma centena têm muito. O restante é tudo filho, neto, bisneto, trineto de alemão, e por aí vai. Tudo brasileiro legítimo, como dizia o nosso humorista no passado.
Daí penso no meu amiguinho Hermann Reimer, de Pomerode, apesar de ser algo assim como a sexta ou sétima geração de brasileiro, aos 23 anos ainda se acredita alemão e acha que se for para a Alemanha vai ser aceito, lá, como um igual. Canso de avisá-lo: no dia em que for visitar a Alemanha, prepare-se para ser recebido como terceiro-mundista. Daí que estes nossos alemães, digamos, “falsificados” (por favor, não fiquem brabos – eu tinha que arranjar um adjetivo!) têm toda uma filosofia de vida baseada no culto ao trabalho, e eu volto ao meu amiguinho Hermann Reimer: em monografia de especialização na Universidade Regional de Blumenau, além de defender o culto ao trabalho, contou como seu avô, seu bisavô, enfim, sua família sempre lhe disse da importância de manter-se o tempo todo ocupado, da importância de transformar-se tempo em dinheiro, da coisa vergonhosa que era o ócio.

Daí eu pergunto: diante do exposto, e do que a gente vê no dia-a-dia, alguém de vocês é capaz de imaginar um “alemão” a deitar-se após o almoço e a dormir até as cinco da tarde? Vamos imaginar esse alguém com toda a força da juventude e da saúde. Conseguem imaginar, no dia-a-dia, os nossos “alemães”, em todos os dias do ano, a dormir prolongada siesta, essa grande invenção dos povos mediterrânicos? (desconfio que os mediterrânicos já a copiaram dos árabes, que por ali andaram e ficaram na Península Ibérica por volta de oito séculos).

Bem, acabo de voltar de duas semanas maravilhosas no nosso vizinho tão desprezado, o Paraguai, e lá vi coisas que nem num ano conseguirei contar para vocês. Uma delas foi ver “alemão” dormindo a tarde inteira, todos os dias.

Vamos começar esquecendo que existe uma Ciudad Del Este, onde sacoleiros e outros curiosos fazem compras e contrabando, e onde se fica com uma impressão de sujeira e de coisas ruins sobre nosso vizinho país. Depois que a gente ultrapassa a cidade fronteiriça, vamos ter um Paraguai lindo, verde, com milhares de coisas interessantíssimas para conhecer, desde a cidade de Assunción até as cidades menonitas no Chaco. Agora complicou, não foi? Pois é, o Chaco é uma região ao Norte do Paraguai, extremamente verde apesar das escassas chuvas, e onde há como que todo um “estado” menonita. Menonita é uma religião que vem desde lá de 1520, se não me engano, e que foi fundada na Suíça logo depois que Lutero fez a Reforma Protestante. Assim como os luteranos tiveram o apoio dos príncipes alemães e acabaram ficando muito poderosos, os menonitas nunca tiveram grande apoio e foram perseguidos pelo mundo afora durante quatro séculos. O primeiro país que disse: “Venham para cá, temos terra, faremos leis especiais para vocês!” foi o Paraguai. E em 1930 eles vieram das mais diversas partes do mundo (já estavam até na China, de tão perseguidos), e criaram três “colônias” no Chaco paraguaio. Vamos dizer que cada “colônia” dessas tenha mais ou menos o tamanho do Vale do Itajaí, e que cada uma possui uma cidade que é uma sede administrativa. Fiquei em Filadélfia, mas há também as cidades de Loma Plata e Neuland, e lá tudo é alemão: desde a língua, as comidas, as construções, a organização, tudo. Daí a gente bate na grande diferença: a siesta. Donde já se viu alemão dormir la siesta? E ainda mais uma siesta de 4 a 5 horas? Siesta não é coisa de espanhóis e seus descendentes? “Alemão” de Santa Catarina teria coragem de dormir a tarde inteira sem ser chamado de malandro?

Pois é, gente, alemão menonita do Paraguai (os velhos já morreram quase todos, na verdade os alemães de lá são tão falsificados quanto os daqui, tudo paraguaio) dorme la siesta todas as tardes, nas horas de maior calor. Sem o menor constrangimento. Sem medo de ser chamado de malandro. Queria ver os “alemães” de Santa Catarina terem coragem para tanto!
Blumenau, 17 de janeiro de 2003.
Urda Alice Klueger/Escritora/Arquivo de Adalberto Day

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