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sábado, 5 de julho de 2008

- Os 25 anos da grande enchente de 1983 em Blumenau


- A enchente de 1983 teve uma duração de 32 dias, do dia 05 de julho até 05 de agosto, atingiu a marca maior no dia 09 de julho, 15,34 metros. Criou-se daí em diante, um estigma de cidade das enchentes. Mas o tempo passou, e nem sempre a primeira impressão é a verdadeira. Hoje somos uma cidade alegre, com festas populares, turismos, e a nossa Oktoberfest criada em 1984 para levantar o animo dos Blumenauenses. Povo ordeiro e trabalhador nunca se deixaram abater pelas intempéries da natureza, que impiedosamente castigou os Blumenauenses.
Depoimento de Carlos Braga Mueller:

Algumas gerações sofreram com as enchentes de 1880 e de 1911. A nossa geração amargou as cheias de 1983 e 1984, tragédia em dôbro, uma atrás da outra.

A chuva e a névoa escura que se abateram sobre Blumenau durante quase todo o mês de julho de 1983 jamais sairão da minha memória. Na minha casa, na Vila Nova, eu podia ver e ouvir o barulho dos helicópteros da FAB que fizeram uma base na quadra de esportes da Cremer.
Todas as comunicações estavam cortadas e só rádio a pilha captava notícias. As emergências eram transmitidas pelos valorosos radioamadores. Foi uma alegria quando descobrimos que um telefone público estava funcionando! Ficava na Rua Engº Paul Werner, esquina com a Rua Daniel Pfaffendorf, em frente a um mercado que existia naquele local. Foi assim que pude tranqüilizar minha mãe e minhas irmãs, que moravam em Curitiba e que não tinham notícias de nós. Graças ao solitário telefone, talvez o único que ainda funcionava em Blumenau, pude pedir que mandassem água mineral. Alcina, uma das minhas irmãs, disse que ia mandar laranjas.
Minha casa não pegou água, mas estávamos ilhados.
Éramos uma população flagelada!
Para saber mais acesse: As Enchentes de Blumenau
Depoimento sobre a enchente de 1983/Carlos Braga Mueller Jornalista e escritor.
Arquivo de Adalberto Day

quinta-feira, 3 de julho de 2008

- A "Rua do FANTASMA" em Blumenau


Histórias de nosso cotidiano.
Por Carlos Braga Mueller escritor e Jornalista.
A rua Rua Ângelo Dias.
Chamava-se antes Gespensterstrasse (Rua dos Fantasmas) no centro, depois Travessa 4 de Fevereiro , chamando-se atualmente de rua Ângelo Dias.
- Fantasmas sempre assombraram as ruas de Blumenau antigamente. Ficou na história da cidade, já como lenda, a imagem de um estranho personagem que perambulava pelas ruas, sempre tarde da noite, envolto em pesadas roupas também escuras, para parecer ainda mais tétrico.

A Rua Ângelo Dias, no centro, chamava-se antes Travessa 4 de Fevereiro.
E graças a esse vulto estranho, que costumava aparecer mais vezes por ali, a rua ficou conhecida também como a Rua do Fantasma. É o que conta a lenda urbana que surgiu por volta de 1920, 25 até 1930, que ficou na retina dos blumenauenses daqueles tempos !...
Porém alguns mais afoitos foram em frente e resolveram tocaiar o fantasma. Descobriram então, dizem os mais velhos, que se tratava de um sacerdote que, altas horas da noite, visitava uma pessoa que lhe era muito cara. E para não causar escândalo, escondia-se na penumbra da escuridão, quando todas as casas já haviam se recolhido e as ruas estavam desertas.
Mas alguém viu, outro também, e na espreita acabaram vislumbrando de vez em quando o vulto, que aparecia só a noite na Travessa 4 de Fevereiro e cujo destino era sempre a mesma casa.
Quem era esse personagem na história da cidade ?

Ninguém queria sequer pronunciar o seu nome, porque segundo consta era importante na época.
E como lendas são lendas, ficou tudo perdido pelo espaço; na boca do povo, mas sem qualquer registro.
Por isto, o que estamos contando pode ter um pingo de verdade, mas também pode ser fruto apenas da imaginação de alguns blumenauenses. Quem pode provar?
Arquivo de Adalberto Day/Fonte da foto: (divulgação) personagem Silas, monge, no filme O Código da Vinci, que era atormentado com o estigma de fantasma, apelido que ganhou na infância.. Texto Carlos Braga Mueller/Escritor e jornalista.





Veja o vídeo:

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