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terça-feira, 1 de janeiro de 2008

- A Bela e Santa Catarina

A imagem mostra alguns pontos turísticos de Santa Catarina, Florianópolis, Blumenau, Camboriú, Itajaí, São Francisco do Sul, Pomerode. Toda Santa Catarina é bela, vale a pena visitar.
- História
Expedições Exploratórias:
A revelação do Litoral catarinense foi feita pelas primeiras expedições exploradoras do Brasil. Em 1515 Juan Dias de Solis passou em direção ao Prata.
Várias expedições se assinalam em Santa Catarina: D. Rodrigo de Acuña (1525), que deixa 17 tripulantes na Ilha, onde se fixaram voluntariamente; Sebastião Caboto (1526), que ali se abastece, segue para o Prata e retorna. Dele recebeu a Ilha, que antes era denominada dos Patos, o nome de Santa Catarina. Após Caboto, nela aportou Diego Garcia. Os portugueses, inicialmente, não demonstraram grande interesse pelo território catarinense, que pertencia a capitania de Santana cujo donatário era Pero Lopes de Souza, havendo numerosas bandeiras vicentistas (séc. XVII) mas apenas com o intuito de aprisionamento dos índios que viviam na região para escravizá-los. O contigente indígena (tupis - guaranis, chamados de carijós do litoral e o grupo Jê, os Xokleng e os Kaigang no interior) foi bastante reduzido graças a expedições como as de Manoel Preto, Antonio Raposo Tavares e Jerônimo Pedroso de Barros.
O choque entre Portugal e Espanha era fatal. O primeiro conflito foi o ataque à capitania de São Vicente, o qual deu pretexto aos portugueses para combater os carijós, aliados dos espanhóis, conduzindo-os escravizados àquela capitania. Só os jesuítas se ergueram em defesa dos índios, e Nóbrega conseguiu do Governador-Geral ordem de reconduzi-los livres a Santa Catarina. Nova guerra e novo esforço jesuítico, de que resultou a lei de liberdade dos índios, de 1595.
Povoamento Vicentista.
Portugal, que já manifestara interesse em fundar uma colônia na margem esquerda do Rio da Prata, começa a encarar com muito interesse e cuidado a preservação da Ilha de Santa Catarina e avançam pacificamente. O gado, vindo de São Vicente, através dos campos, atinge o Paraguai. A notícia de minas atrai diversas levas vicentista. Em 1642 ergue-se uma capela em São Francisco que em 1660 já passa a vila. Em 1637 é o grande patriarca Francisco Dias Velho que se fixa com filhos criados e escravos na Ilha de Santa Catarina, fundando a ermida de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), nome da futura povoação. O mesmo faz em Laguna em 1676, Domingos de Brito Peixoto. A fundação da colônia de Sacramento em 1680 realça a importância dos núcleos catarinense. Apesar dos ataques de piratas, já existe, em 1695, comércio regular entre Paranaguá, São Francisco e Itajaí, expandindo-se os lagunenses até a colônia do Sacramento.
Capitania Real de Santa Catarina
Desmembrada de São Paulo, a nova capitania cuja capital é o povoado de Nossa Senhora do Desterro - fundado pelo bandeirante paulista Francisco Dias Velho em 1673 -, nasce com o objetivo de ser uma base de apoio aos enfrentamentos militares com os espanhóis. Esses viam Sacramento como uma ameaça ao monopólio sobre a boca do rio do Prata, que funcionava como uma porta de extrema importância para mais da metade de suas colônias da América do Sul.
Fortificação da Ilha de Santa Catarina
Alertado sobre a importância estratégica da Ilha de Santa Catarina, situada entre o Rio de Janeiro e a fronteira portenha, pelo general Gomes Freire de Andrade, D. João V, rei de Portugal, em 1738 incumbiu Silva Paes de fortificar os pontos.
Colonização Açoriana
A sede de colonos na nova capitania coincide com a crise de superpopulação nos Açores e Madeira. Há um movimento espontâneo de vinda para o Brasil. Resolve então o Conselho Ultramarino realizar a maior migração sistemática de nossa história. Em várias viagens foram transportados cerca de 4.500 colonos. Deu-lhes boa acolhida o Governador Manuel Escudeiro, sucessor do Brigadeiro Paes. Mas nem todas as promessas da administração colonial podiam ser cumpridas, por falta de recursos. Além disso, nem todos os imigrantes, entre os quais muitos nobres, estavam dispostos a dedicar-se à agricultura ou aos ofícios mecânicos, em obediência às ordens régias, que tinham o propósito de evitar a entrada de escravos. Colonização Européia.
Foi no final do Primeiro Reinado que se iniciou um grande movimento de colonização em todo o país. A província de Santa Catarina foi um dos setores em que ele produziu resultados mais promissores, quer o de iniciativa oficial, quer o particular. Do primeiro tipo foram: São Pedro de Alcântara, de alemães (1829); Itajaí, de nacionalidades diversas (1836); Piedade, de alemães (1847); Santa Tereza (1854), com soldados agricultores, destinada a ligação entre Lages e a capital; Teresópolis, de alemães (1860); Brusque, idem (1860); Angelina, de diversas nacionalidades (1862); Azambuja, de italianos (1877); Luís Alves, de diversas nacionalidades (1877).
Fonte: arquivo histórico José Ferreira da Silva/Blumenau

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

- O GARCIA HÁ 50 ANOS



- A imagem mostra a confeitaria, pousada de Hermann Hinkeldey - depois Cine Garcia em Oficialmente em novembro de 1944 -1974. O Ônibus "Gostosão" assim chamado carinhosamente pelos Garcienses, parado ao lado da entrada para a Rua Antonio Zendron e o 23 RI - depois 23 BI - Batalhão de Infantaria.
Texto : Carlos Braga Muller Quando eu era jovem vivenciei muitos momentos agradáveis pelas bandas do Garcia.
Eu comecei muito cedo no rádio, como locutor, na antiga PRC-4 Rádio Clube de Blumenau.
E entre os anúncios que eu lia ao microfone, um era da Alfaiataria Modelo de Waldemar Rudolf, situada na Rua Amazonas.
Por aquela época eram poucas as lojas de roupas prontas. Todo mundo tinha que ter pelo menos um terno e ele teria que ser feito em alfaiate. Era o chique da moda.
Embora morasse no centro, escolhi a Alfaiataria do Rudolf para fazer um terno !
Como naqueles tempos eu não era ainda motorizado, pedalava sim uma bicicleta, lá ia eu de bike ou de ônibus ao meu alfaiatate, o Waldemar Rudolf. A alfaiataria ficava em frente do Cine Garcia, aquele prédio antigo com um grande varandão na frente, onde o Olegário ajudava o proprietário, Sr. Zügue, a passar os filmes que faziam a alegria dos garcienses.
Como eu estudava no Pedro II com o Coracy, filho do Seu Zügue, era sempre bom procurar os amigos dali. Foi asim que conheci também o Reynaldo Olegário, que depois comprou o cinema e o manteve por muitos anos, até o prédio ser demolido para dar lugar à Paróquia Santo Antônio.
E foi para o Garcia que eu me desloquei também, por essa época, para fazer o meu alistamento militar. Colocado no excesso de contingente, acabei não servindo ao Exército.
Todas estas lembranças vêm impregnadas de muita saudade de um tempo em que a nossa cidade tinha poucos bairros (Garcia, Velha e Itoupava-Sêca). Em compensação, havia bem mais tranqüilidade. Enfim, mudam os tempos e muda o modo de se viver.
Um célebre cômico, José de Vasconcelos, sempre dizia: "Renovar ... ou morrer ! "
Então, o negócio é renovar, e sempre.
Carlos Braga Mueller - Jornalista e escritor.

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