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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

- Sessão Solene em Blumenau


No dia 14 de dezembro de 2007, em Sessão Solene na Câmara de vereadores de Blumenau, foram entregues moções a ilustres blumenauenses.
- O senhor Oclides Orides Nardes, foi homenageado pelo vereador Nagel Marinho – pelos relevantes serviços prestados em prol do esporte de Blumenau, seu esporte Karatê, onde conquistou mais de mil medalhas.
- O senhor Osvaldo Bruch, foi homenageado pelo vereador João José Marçal – pelo prêmio “Troféu Talento Brasileiro” recebido em 1993 – desenvolveu uma tesoura pneumática
- Armando Boos, Armelino da Silva, Arthur Montagna (Tuia), Mário G. Boos, José Oliveira Dias, Manoel dos Santos, Néon Carlos Schneider, Nilton Seberino, e Waldemiro Oliveira Dias – integrantes da vitoriosa equipe de ciclismo de Blumenau, campeã em várias edições dos Jogos Abertos de Santa Catarina durante as décadas 60,70 do século passado, foram homenageados por indicação do Senhor Olimpio Schaefer (Mori) e encaminhada pelo Presidente da câmara de vereadores José Luís Gaspar Clerici.
Também pertenceram a essa bela equipe: Afonso Kormann, Olimpio Schatz, Jorge Adriano, Emidio Esser.
Os trabalhos de apresentação, foram feitos por Napoleão Bernardes.
Arquivo Dalva e Adalberto Day

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

- Os Holetz


(E) Residencia  dos Holetz no Bom retiro (C) Hotel Holetz 1902 (D) Grande Hotel 
O Majestoso Hotel Holetz, cujas linhas arquitetônicas se constituíram, durante toda sua existência num dos mais belos cartões postais de Blumenau.
História:
Moritz Holetz

Patriarca da família Holetz que se radicou no Brasil, Moritz Holetz nasceu em Marklissa Bei Goerltz, Alemanha, em 1830. Filho de Wilhelm Holetz e Henriette Weise, Moritz, cujo nome em português equivale a "Maurício", chegou a Blumenau em 1854, sendo um dos pioneiros da promissora colônia alemã que começava a se formar no jovem Brasil Império. Trabalhou ativamente no desenvolvimento da colônia Alemã, amparando e orientando os recém-chegados e fornecendo-lhes refeições, além de trabalhar como açougueiro. Em 1857, no dia 6 de setembro, casou-se com uma jovem alemã de vinte e quatro anos - três a menos que ele - de nome Caroline Ida Wagenknecht, que viera de Tromlitz e era filha de Henrich Wagenknecht. Moraram em uma casa construída na esquina da atual rua 15 de Novembro com a alameda Rio Branco, em Blumenau, onde hoje se encontra o Hotel Blumenau.
A data de seu casamento constante em seu registro civil não é confirmada pelo registro histórico da biblioteca de Blumenau, que indica o dia 15 de outubro de 1855 como a data de suas bodas. Isso leva a crer que a oficialização de seu casamento civil deu-se dois anos após a consumação do mesmo.
Moritz Holetz faleceu no dia 22 de maio de 1884, deixando para seus filhos algumas propriedades em Blumenau, e para seu filho mais velho, Richard Holetz, a incumbência de substituí-lo no açougue. Mais tarde, Richard Holetz construiu e administrou o Hotel Holetz, o principal de Blumenau por longos anos. Também era de sua propriedade o salão de bailes que, muito mais tarde, deu lugar ao atual Cine Busch.

Heinz Holetz me passou os seguintes dados:
*Wilhelm Holetz emigrou de Marklissa bei Goerlitz, situada na antiga provincia oriental da Silésia (Schlesien-capital Breslau), hoje território pertencente à Polônia.
*Moritz então chegou ao Brasil não sozinho, mas acompanhado de seu pai, Wilhelm Holetz (já viúvo) e seu irmão Friedrich (Fritz).
*Moritz casou-se em 15 de outubro de 1855, sendo este o terceiro casamento registrado na nova colônia. O casamento religioso consta na data de 6 de setembro de 1857 porque a parôquia evangélica levou algum tempo para ser instalada.
*Moritz tornou-se assim o patriarca da família, pois Friedrich teve apenas duas filhas, que deram origem às famílias Schreiber e Zwicker, cujos descendentes ainda moram no bairro Garcia, em Blumenau-SC.
Considerando-se que a família Holetz, cuja grafia termina com as letras TZ, teve sua origem entre a Áustria e a Alemanha, e o fato de que sempre paira sobre a família um espírito de nobreza, pioneirismo e renovação, pode-se supor que os Holetz sejam descendentes de algum desses nobres franceses. Nada há que ateste a veracidade dessa origem. Todavia nunca soube-se de nada que a contradissesse. Trata-se apenas de deduções envolvendo antigos conhecimentos transmitidos através de gerações e as coincidências relacionadas ao fato histórico.
Colaboração:Morgana Holetz Aguiar - Estado do Espírito Santo

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