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terça-feira, 23 de maio de 2017

- Opel!

Opel!
Que susto ...
Rua 12 de Outubro, uma transversal da Rua da Glória, em 1946. Existiam nessa rua mais de 25 casas, todas pertencentes à Empresa Industrial Garcia. Foram demolidas no início da década de (19)70. Hoje, nesse local estão a Praça Getúlio Vargas e o terminal urbano do Garcia.
Foi nesta rua que ocorreu o sinistro. A foto foi batida por Osmar Day que estava em cima do pontilhão que fazia a travessa deste ribeirão chamado Grevsmhul no bairro Glória.
O deslize ou acidente ocorreu em 1960. O carro era um Opel, de Bruno Hoenick . “Após a manobra infeliz, da qual saiu ileso",  Valmor  Adriano mudou-se de Blumenau .Foi morar no Rio de Janeiro hoje da gargalhadas quando é citado o  episódio.

Adendo de Carlos Hiebert (Russo) que morava quase em frente  ao ocorrido.
Este fato ocorreu em um sábado à tarde na Rua 12 de Outubro uma transversal da Rua da Glória, primeira à esquerda.
O carro pertencia a um operário e os recursos eram limitados, em vês de levar o carro em  uma oficina para reparar os freios, optou-se por usar os serviços de um vizinho chamado Valmor  Adriano que trabalhava em uma oficina mecânica no centro da cidade. Apos efetuar os reparos no sistema dos freios no interior da garagem do Sr. Bruno Hoenick no sistema de freios, o mecânico Adriano realiza testes para verificar se estava tudo em ordem.
Da garagem para rua tinha uma descida e ao lado da rua como mostra a foto o ribeirão. Quando é realizada a manobra em marcha ré, ainda no interior da garagem, quando o motorista (mecânico ) precisou acionar os freios, constatou que alguma coisa tinha sido feito “errado”,  o carro não freou e desceu em direção ao  ribeirão.
Para retirar o carro do ribeirão foi utilizada uma talha (ferramenta ou máquina simples baseada num sistema de roldanas) que foi buscada na Fabrica ou Empresa (era como nos chamávamos a Empresa Industrial Garcia) Inicialmente se amarou a talha em uma arvore a qual não suportou a carga e em seguida foi amarrada em um local mais firme. Uma coisa que marcou minha memoria de adolescente foi o comportamento da esposa do proprietário do veiculo dona Herta, ela chorava copiosamente lamentando o ocorrido. Um dos temores que despencasse uma trovoada, o que era comum no verão, transbordasse o ribeirão e arrastasse o carro. Mas tudo deu certo e o carro foi retirado do local. 
Fotos arquivo Dalva e Adalberto Day

13 comentários:

Nillton Sergio Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
Lembro deste local quando estavam fazendo tubulações, mas esta história é um tanto quanto Ilaria. Veja que os recursos da época eram precários comparados aos de hoje (talha) porém nada de mais grave , talvez danos materiais, imagino o falatório na empresa sobre este ocorrido. Mais uma bela história.

Henry disse...

Adalberto,
Eta tempo bom da minha juventude dos anos 60, todos estes personagens nos eram familiares, o que sei, é que tudo isto me traz saudades, e lembranças de tempo bom, só para você ver, que num sábado à tarde um funcionário qualquer da EMPRESA chega a portaria ganha autorização e busca uma talha emprestado para realizar um serviço particular.
Só isto já é saudoso, pelo comportamento e confiança que se depositava no alheio, porque? Porque ele era um ser EDUCADO, com MORAL e BONS COSTUMES, tudo isto que está FALTANDO hoje, principalmente aos nossos ADMINISTRADARES e POLÍTICOS, não igual nós fomos criados por nossos PAIS, que repassamos aos nossos filhos e assim por diante, netos e outros mais, só isso já motivo de muita SAUDADE.
Agora por exemplo, como nos DASNUER, que prestamos serviços a várias ADMINISTRADORAS e ORGANIZADORAS de Condomínios, estamos aqui no aguardo de que sejam tomadas decisões junta a JUSTIÇA para que tudo comece novamente a andar, porque as ADMINISTRADAS não se sentem confiáveis diante do momento, porque podem ocorrer muitas inadimplências é assim baixar muito um fundo de caixa.
Enquanto isso nós aqui se ralando, e os outros carregadores de malas, delatores e vários outros sem vergonha rindo da nossa cara.

Como falava Sr. JULIO SCHULENBURG, lá de INDAIL, dizia enquanto tocava seu bandonião lá na nossa OFICINA, e mecânicos trabalhando, enquanto ele sentado, lá dos anos 60, ISTO SIM, É BRAZIL.

Henry Georg Spring

Urda disse...

Muito legal, Adalberto! Pensava que eu era a única a ter caído lá – caí em dezembro de 1963, de bicicleta, quebrando o tornozelo em dois lugares. Mais de 30 anos depois, tal incidente virou um filme da cineasta Mara Salla, o qual foi premiadíssimo, tanto no Brasil quanto no exterior!
Grande abraço,
Urda Alice Klueger.

Russo disse...

Beto,
Sempre disposto a colaborar com o tão importante trabalho que desenvolves. Me impressiono com a visão que tivestes para garimpar dados e objetos da nossa historia.Fostes um visionário que nos remete a momentos de lembranças muito felizes.
Carlos Jorge Hiebert

Ricardo Hoenicke disse...

Carro do meu avô. Sempre escutei meu pai ( Bubi ) contar essa história

Valdir Salvador disse...

Alo Alo grande Beto, Rua 12 de outubro,por vvolta de 1946, ja fazia suas artes como diz nossa amiga Hurda,com sua passagem caiu de bicicleta e o opel tambem ficou na historia e como não tinhamos como dizer no mais novos e grandes moleques da época muito coragozos, anos depois tinhamos medo de passar naquéla curva de caminho, citado a curva do Luca, éra um morador que ali morava e infelismente tinha ploblema, e surgiu a lenda do Luca, nesta rua morava o saudoso locutor de radio e esportivo Onélio Cavaco, o Ribeirão lembro passava por tras da padaria do Manéca, que éra a atração da Gloria a entrega de pão com o carreto que o Manéca ia a pé e o cavalo parava em frente o comercio do seu patrão,ha haha ha depois veio a galeria e moderniso a rua da gloria e hoje recebe de, troco o retorna das enchurradas porque estão de pequeno tamanho, tenho dito.Abraços Valdir Salvador.

Maestrinho disse...

Beto
Bom dia
Fato interessante e até engraçado lendo o ocorrido
valeu
L.C. Maestri

Marilene disse...

Relato bem interessante, de um acidente que terminou em risos, com o passar dos anos!

sergio luiz buchmann disse...

Boa tarde Professor Adalberto!Passei muito por ali na época do ribeirão aberto,hoje escondido por galerias e as obras sob ele.Lembro de passar por dentro dessa rua onde morava os Pais de Maria Helena,ela hoje trabalha No AG,E NA ABLUDEF se não me engano, não lembro o sobrenome.Voltando a que do veiculo fatalidade da época,e nos dias de hoje muito se da por imprudência. Dona Herta,ela chorava? Mesmo com o transbordamento acredito q a água não ia levar o Veiculo pelo peso que eles tinham rs. Com a lataria de 1 carro daquela época da pra fazer uns 1 carros nos dias atuais rs. Seu relado me fez lembrar algo q fiz nos anos 7 em uma Variant que aos invés de por primeira engatei Ré e destruiu a a traseira da mesma rs. Veiculo esse de uma empresa q trabalhei.Só tenho a agradecer por vc sempre nos fazer lembrar de lugar que vivemos na infância,brincamos e ate aprontamos porque não dizer rs . Obrigado sempre meu querido Professor.

Moacir disse...

Muito interessantes estas histórias revividas aqui no seu Site...

Obrigado Adalberto...
Moacir Curbani

Anônimo disse...

Um pouco antes de onde esta o carro , começava uma galeria que nós moradores dali chamávamos de túnel,e minha casa ficava exatamente em frente da boca deste túnel, ele deveria de ter uns 3 metros de altura por talvez uns 500 metros de comprimento e era muito escuro, esporadicamente a mulecada da rua atravessava ele saindo na sua desembocadura no ribeirão Garcia próximo do inicio da rua Emílio Tallman.Um dos temores para fazer a travessia era coincidir com a descarga de águas fumegantes que a fabrica ( Empresa Industrial Garcia) largava de sua tinturaria outro temor era encontrar cobras mas mesmo assim a gente se metia ali para dentro como aventura e constar do currículo (rssss). Para evitar que nos entrássemos no túnel, em sua entrada foi instalada um grade de ferro, assim que as águas subissem ela subia junto. Pensa num brinquedo que ganhei? Foram muitas horas me balançando ali, havia até disputa para ver quem conseguia ir mais alto.Nestas águas deste ribeirão, nos pescávamos de balaio e capturávamos muitos jundiás, mas minha mãe nunca permitiu levar para casa para consumir. Carlos Jorge Hiebert (RUSSO)

Djalma disse...

Bom dia. Não foi o unico carro à beber destas calmas aguas ai.

EDEMAR ANNUSECK disse...

Amigo Adalberto,

Fico muito feliz com as suas postagens resgatando o que outrora ocorreu em Blumenau. Recordar é viver e mostrar aos jovens de hoje o que ocorreu em nossa cidade em tempos idos.
Parabéns e ótimo final de semana. Saúde amigo Adalberto

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