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quarta-feira, 5 de abril de 2017

- O Silêncio do Castelo

O Silencio do Castelo

A matéria é reprodução de texto do JSC do ano de 2003, referindo-se aos eventos de 1999. 
Blumenau 22 de fevereiro  de 1999
Criada em 1869 a Moellmann sucumbiu às dívidas e pediu falência 130 anos depois.
Fechamento do mais famoso ponto turístico da Rua XV surpreende a cidade em fevereiro de 1999.
O silêncio tomou conta do castelo mais famoso de Blumenau no dia 22 de fevereiro de 1999. Com dívidas que, na época, ultrapassavam a R$ 6 milhões, os 130 anos de tradição da Moellmann sucumbiram e a empresa decretou falência, encerrando de forma discreta e melancólica  as atividades. Naquela manhã, a cidade foi pega de surpresa ao descobrir o prédio inaugurado em 1978, na Rua XV de Novembro, de portas fechadas. Chegou-se a falar que o local seria transformado em um centro comercial, o que acabou não ocorrendo.

Autoridades e pessoas comuns lamentaram a perda de um patrimônio histórico de Blumenau. Apontado como uma das construções mais fotografadas da Região Sul, o castelinho teria pela frente anos de incertezas. Além do processo de falência, uma briga judicial se arrasta desde então. Isso porque, oficialmente, no dia do fechamento o prédio não pertencia mais à Moellmann. Oferecido como garantia do pagamento de empréstimos, o prédio há três anos havia sido repassado ao empresário Wandér Weege, de Jaraguá do Sul.
O confuso processo está indefinido até os dias atuais. Enquanto o impasse segue sem solução, a prefeitura encontrou uma forma de evitar que o local permanecesse fechado e, desde junho do ano passado, por recomendação judicial, instalou lá a Secretária de Turismo.
O imóvel que viria a se transforma no castelinho foi adquirido pela família Moellmann em 1919. O projeto arquitetônico marcante foi inspirado na prefeitura de Michelstadt, na Alemanha. A história da empresa começou um século antes, em 1817, pelas mãos de Carl Moellmann, carpinteiro que, em função das dificuldades para prosperar na Europa, veio com a esposa e os cincos filhos para o Brasil. Desembarcou em Florianópolis (na época, Desterro), onde, em 1869, abriu uma loja de tintas.
Anos depois, fazendo sucesso com a importação de utensílios e ferramentas da região onde nascera resolveu abrir filiais no Estado. A Loja de Blumenau foi a primeira, inaugurada em 13 de outubro de 1919.
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Castelo da Havan 
Observação: Em 31 de maio de 2008 A Loja Havan foi inaugurada no Castelinho ou Castelo.
Para saber mais e dados atuais leiam:
Inauguração do Castelo da Havan
Arquivo de Adalberto Day/Jornal de Santa Catarina, 1º de setembro de 2003 

5 comentários:

Nillton Sergio Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
Este imóvel apesar destas lamentáveis brigas judiciais, sobre tudo ainda é um cartão postal de muita soberania em nossa cidade. Estas dificuldades que a família passou na época não foram únicas(em textos outros de suas postagens foi citadas outras tradicionais famílias dá cidade),seria lamentável se houvesse uma demolição para avanços comerciais de tal ponto. Mas é semore um retrocesso Quando não se dá sequência as obras patriarcas. Parabéns pelo texto.

Darius disse...

Bacana abordar este assunto. Realmente foi um ícone do comércio blumenauense. Não há quem não sinta saudade. Lembro bem da dinâmica da loja sempre bem prestigiada, do café colonial e também de minha torcida na época para que não fechasse, diante das dificuldades que eram anunciadas.

Uma pena seu encerramento, e uma compensação para todos nós seu ressurgimento como HAVAN.

Valeu, grande abraço,
Theodor.

sergio luiz buchmann disse...

Boa tarde professor Adalberto. Triste relato, como já citado por Nilton. Quantas lojas tradicionais se fecharam ao longo dos anos,uma outra o Probst loja essa que trabalhei. O que me faz lembrar os incentivos ao esporte, tínhamos o campeonato de futebol de salão, hoje futsal, dos Cormerciarios. Tinha grande rivalidade entre era muito divertido. Uma mistura das línguas alemã, e portuguesa. Era uma época onde as pessoas se conheciam, do patrão ao empregado,o cliente. O fechamento dessa loja e outras também se perdeu muito da tradição. Abraço e parabéns sempre.

Luis disse...

Muito grato pela lembrança.
Foi uma noticia chocante á época.

Luis

Lauro Eduardo Bacca disse...

Quanta história em tão pouco tempo de existência do Castelinho ...
O Sr Udo Schadrack, que o construiu foi uma das pessoas que mais admirei e respeitei na vida.
Só uma sugestão de redação. Ao invés de dizer que "no ano tal a loja Havan inaugurou o Castelo" , dizer :no ano tal a loja Havan foi inaugurada NO Castelo"

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