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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

- O Rádio do meu Pai

Crônica de Vitor Soares
Sou formado nas profissões de mecânica e eletrônica, por hobby sou brevetado como piloto privado de aeronaves, mas foi através da eletrônica que garanti o meu sustento até que pude me aposentar, ainda continuo na ativa com a eletrônica.
A inspiração pela eletrônica surgiu através do antigo rádio que o meu pai ganhou de um parente dele por volta dos anos 1960 ou 1962 da marca Saratoga. O rádio era movido a válvulas. Sus cobertura (capa) é de madeira. 
Todas as vezes que o meu pai ligava o rádio eu ficava repleto de curiosidade, queria descobrir a todo custo como é que aquela caixa falava.
O rádio era ligado apenas em algumas ocasiões como no horário almoço antes do meu pai ir trabalhar onde ele ouvia o repórter Esso e as notícias.
Também era ligado aos domingos onde meu pai ouvia musicas sertanejas, ele ouvia a Rádio PRC4 (rádio Clube), a Rádio Nereu Ramos e se não me engano também existia a rádio Difusora. Nós crianças não tínhamos permissão para mexer no rádio.
Impaciente eu queria a todo custo descobrir como aquilo falava, então sem o meu pai me visse eu ia atrás da cômoda onde estava o rádio e tentava meter os dedos pelos buracos de ventilação da tampa traseira.
Levei inúmeros choques porque conseguia encostar os dedos nas partes vivas do chassi do rádio, mas não desistia, a curiosidade apenas aumentava cada vez mais então havia prometido a mim mesmo que quando chegasse a mocidade iria estudar para saber como funcionava e como deveria ser consertado quando desse algum defeito porque me lembro do meu pai ter levado o rádio para o conserto em uma certa ocasião em que não funcionava mais e ficamos alguns dias sem ouvir nada.
Lembro que eu e a minha mãe costumava sintonizar a Rádio Aparecida de Aparecida do Norte, não lembro se a sintonia era feita em ondas curtas, médias, tropicais ou longas, mas dependia do tempo era possível ouvir bem as preces do Padre Vitor diretamente de Aparecida do Norte.
Eu e a minha mãe também ouvíamos rádio novela nesse rádio nas horas em que o meu pai (Osvaldo Soares) estava no trabalho, acho que uma das radio novela que ouvíamos era o direito de nascer ou viver, não lembro, e eu ficava encantado com as histórias, então decidi que queria ir assistir a novela ao vivo, queria conhecer os artistas e queria saber como é que eles se apresentavam.
Acho que era a rádio PRC4 que transmitia a radio novela e após ter saído da escola no meio de uma tarde, em vez de ir para casa fui procurar a rádio porque estava decidido a ver a novela pessoalmente.
Descobri onde era a rádio e chegando aos estúdios estranhei por ser tão pequeno e perguntei ao funcionário se eu podia assistir à novela que estava quase começando, ele disse que sim, apontou uma cadeira e pediu que eu me sentasse, na minha santa inocência fiquei esperando ansioso para a chegada do momento achando que o funcionário da rádio fosse me levar até uma enorme sala ou em algum enorme pátio onde teriam os artistas, chuva, vento, cavalos, crianças, etc.
Para o meu espanto olhei o funcionário colocando um LP de vinil no toca discos e foi a minha decepção, mesmo assim ouvi a novela até o final e fui para casa, a minha mãe só não me deu uma surra por chegar tarde em casa porque tratei de dar detalhadas explicações da minha curiosidade e ela me alertou que da próxima vez em que eu saísse da escola e não fosse diretamente para casa iria apanhar uma bela surra.
E essa é uma das passagens da minha infância relacionada ao rádio antigo do meu pai o qual eu preservo ele até hoje junto comigo.
Texto e foto do rádio de Vitor Soares
 Para saber mais sobre o dia do Rádio acesse:
Pra saber sobre PRC4 Rádio Clube de Blumenau acesse:
Para saber mais sobre a família de Vitor Soares acesse:

6 comentários:

ARLETE TRENTINI DOS SANTOS disse...

AS NOVELAS DE RADIO FAZIAM A GENTE USAR MUITO A IMAGINAÇÃO.
OS PERSONAGENS GANHAVAM VIDA.BEM INTERESSANTE.PARABÉNS.MAIS UMA VEZ O SR DAY DA OPORTUNIDADE PARA ALGUÉM PARA CONTAR UMA HISTÓRIA DE VIDA.
ABRAÇOS GASPARENSES

Nillton Sergio Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
Até nos dias de hoje sou apaixonado por rádio, veja vc que o único canal de informações que tínhamos e temos durante as enchentes de Blumenau, são através das rádios. Até mesmo cobertura dá televisão que existe hoje nas eleições, não se compara a constante do rádio, aliás durmo com o rádio ligado. Lembro de programas memoráveis, picape dá frigideira, com Nelson Rosenbrog (talvez o sobre nome não esteja correto), carta aberta, Danilo Gomes etc... Ouço muito esportes nas rádios Globo, Bandeirantes.. bela história, parabéns.

EDEMAR ANNUSECK disse...

Bonita história amigo Adalberto Day. Eu comecei a ouvir rádio já aos oito anos. Lembro da transmissão do jogo Brasil 2 x 4 Hungria na Copa do Mundo de 1954 na Suiça. Acompanhava todos os dias O Anjo, Jerônimo o Herói do Sertão pela Rádio Nacional do Rio. E ouvi diariamente depois das 13 horas após o comentário de Marreta na Bigorna de um Padre famoso na época da Rádio Aparecida um programa de histórias. Minha mãe adorava ouvir as novelas e meu pai gostava como eu de acompanhar os jogos de futebol. Mas, essa de a Rádio do Meu Pai tem uma história curiosa. Passou-se nos anos 60 na cidade de Tubarão numa das rádios locais, acho qwe na Rádio Tubá. O proprietário da rádio - Kuerten - nunca permitia que o filho falasse ao microfone. Certo dia com a ausência do locutor ele entrou no ar e lá pelas tantas saiu-se com essa. ... Estão ouvindo a Rádio Tubá- ZY..... de Tubarão... A RÁDIO DO MO (Mo mesmo) PAI. Parabéns e um fort

Henry disse...

Também ouvi muitas notícias em rádio. SEMP, se não me engano vi um destes aí na sua coleção.
Emissoras rádio Clube, ( prc4) do Nelson Rosembrock, radio Nereu Ramos do Nelson Tofano. Radio Difusora da Walmira Siman, e rádio Clube de Gaspar (rádio tupi).

Bons tempos.
Henry Georg Spring

Valdir Salvador disse...

Radio,Belo nome,quase tudo foi dito a respeito de Radio, so que cada um tem uma historia, eu por exemplo digo lembro de meu primeiro radio que comprei Radio Semp a Valvula muito antigo foi la pelos anos 66 eu levei para casa como não era qualquer um que tinha na rua em que morava quando liguei um pouco mais alto para visinhansa saber que eu ja tinha um Radio,tamanha foi minha surpresa outro dia, a noite quando vim para casa la estava minha casa cheia de visita que foram ouvir as novelas que estavam em susseço, de tarde passava uma novela que ninguem lembrou nos comentarios anteriores ado Grande Tarzan Edegar não sei escrever o resto do seu nome,que tinha ccmo atração a propaganda do Achocolatado Toddy, que era assim Dlim Dom Dlim Dom o meu Toddy vou tomar para mim fortificar.........., ai ouvia-se o Tarzan dar seu tradicional Grito da selva a chamar seu amigos Animais, entre os radialista tinha tambem o meu amigo Mario Day, e outro reporte futibolistico senho muito simpatico apesar de ser tocedor do Gremio Esportivo Olimpico Tessoura Junior. abraços Valdir Salvador.

sergio luiz buchmann disse...

Boa tarde Professor Adalberto. O Rádio do meu Pai como de muitos Pais,e garotos de nossa época e anterior a nós. Uma das palavras citadas no texto (Curiosidade) Como funciona essa caixa nós todos tínhamos essa curiosidade. Comigo não foi diferente,levei choques,deixei cair encima de mim etc...rs. Meu Pai colocava um bambu grande com um fio enorme q servia de antena,e a noite chegava entrar uma radio estrangeira,não sei se do Paraguai,ou Uruguai entrava quando eu procurava ouvir qualquer jogo de Futebol da época rs. Depois o Radio a pilha onde nós levávamos a qualquer lugar pra ouvir os jogos de futebol.E pensar que a tecnologia nos colocou na palma de nossas mãos o Nosso radio,Tv,cartas que levam meses pra obter qualquer resposta. Hoje temos tudo em segundos e graças a curiosidade rs. Parabéns a Vitor Soares por ser um desses curiosos que conserta ate os dias um objeto de nossa curiosidade. E Parabéns a vc Professor Adalberto por publicar tão bela Crônica. Abraço meu querido amigo!

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