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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

- Nossa Senhora e São José

Crônica de Adalberto Day
Maria e José
Em 1929 a história da Igreja Nossa Senhora da Glória e do Grupo Escolar São José começa a se tornar realidade.
Tudo começou na Rua Belo Horizonte bairro da Glória em terras da família Loos e com o nome de Escola Paroquial São José. Depois se mudou para frente da atual Igreja Nossa Senhora da Glória e a partir da década de 1940 para o endereço atual Rua da Glória, 888 bairro Glória. 
Frei Beda Koch (ao centro) com os alunos na antiga escola da Rua da Glória, em Blumenau, na década de 1930. 

Desde minha infância e de milhares que moravam no então Garcia, um dos locais mais frequentados pelos moradores eram a Igreja Nossa Senhora da Glória e Grupo Escolar São José. Um ao lado do outro no mesmo número. Quantos encontros amorosos que resultaram em casamento na própria igreja, batizados, festas populares aconteceram desde 1929.
A Escola formou grandes cidadãos que se tornaram trabalhadores das empresas principalmente Garcia e Artex. Cidadãos e cidadãs que saíram pelo Brasil com um aprendizado exemplar podendo exercer funções com destaques por todos os cantos. Uma igreja linda, que merece ser tombada pelo patrimônio histórico de Blumenau, uma preciosidade.

 A Igreja Nossa Senhora da Glória é imponente, bela, majestosa, uma das mais lindas de nossa cidade. Sua edificação foi inaugurada em 1947, baseada na Igreja São Paulo Apóstolo que infelizmente foi demolida em 1956. Alguns Padres marcantes, o primeiro Frei Beda Koch, Frei Raul Bum, Frei João Maria, Padre Silvio, Padre Virtulino, Monsenhor Geraldo e tantos outros.
E o Grupo Escolar São José, que maravilha, que sonho para todos nós. Lembrar-se das Freiras de Minas Gerais e de todos que lecionaram neste Educandário Atual Celso Ramos. A primeira Professora Júlia Strzalkowska.
Abaixo parte da história da Igreja Nossa Senhora da Glória e Grupo Escolar São José.
 
1976
 
1978
A Igreja Nossa Senhora da Glória (pedra fundamental em 1942) inaugurada em 16 de março de 1947.A imagem mostra a igreja na década de 50, 60 e atual.
 
Freiras de Minas Gerais
Da esquerda pra direita, começando do primeiro degrau, ou seja, de baixo para cima.
Nomes das Irmãs que trabalhavam no Garcia e Apiúna na visita da Superiora Madre Maria Elizabeth no ano 1960.
1ª fila: Irmã Maria Dora (com as mãos dentro da manga) Irmã Maria Artêmia (sem óculos) Irmã Maria Hilária (com óculos) Irmã Maria do Pilar (com óculos) Irmã Maria Ludovina (que é natural de Apiúna) e Irmã Maria Joelma (que deixou o Convento)
2a fila: Irmã Maria Ignácia (com óculos) Irmã Maria de Fátima (sem óculos) Irmã Maria Rosina Irmã Maria Trindade, Irmã Maria da Paixão Irmã Maria Josélia (com óculos e que deixou o Convento) e Irmã Maria Simone.
3a fila: Irmã Maria Benigna, Irmã Maria do Rosário (com óculos) Irmã Isabel Maria (com óculos e no alto) Madre Maria Elizabeth (bem no meio) Irmã Maria Conceição (sem óculos e alta) Irmã Conceição que depois adotou o nome de Marina Resende, falecida dia 28/07/2013 com 86 anos, em Itajubá - Minas Gerais.  Irmã Maria São Mauro e Irmã Maria Caridade (com óculos) As que estavam em Apiúna no Grupo Escolar São João Bosco: Benigna, Isabel Maria, São Mauro, Caridade, Trindade, Maria de Fátima, Artêmia, Hilária. 
Já falecidas: Irmãs Conceição, São Mauro, Benigna, Trindade, Hilária, Madre Elizabeth. 
As Irmãs dizem que foi o melhor tempo da vida delas, o tempo de Garcia e do que passaram no Sul e que o povo as queria um bem enorme. Irmã Mercedes Darós (natural do Apiúna).
Colaboração Guiomar Daros Peixe e Mercedes Daros Peixe
Imagem Orlando de Oliveira e Edite de Oliveira Buerger 

História
Lado a lado Igreja e Educandário
A Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos foi fundada em 14 de fevereiro de 1929, com o nome de Escola Paroquial São José (servia de Capela pela comunidade – com sede inicialmente na Rua Belo Horizonte, em propriedades da família de Carlos Loos), abrigando os primeiros 50 alunos na única sala. Nesta sala a professora lecionava para alunos de 1a, 2a e 3a séries.
“A primeira comissão formada para a construção da escola e a igreja era formada por Henrique Heiden, Carlos Loos, Roepcke, Gustavo Weinrich. Compraram o terreno da família Schatz (antes o terreno era da família Sasse). Todos com exceção de José Schatz doaram o terreno, que chegou a estar em mãos da professora Júlia Straskowsky. Antes dessa negociação do terreno, cogitou-se a construção de um cinema e de um hotel” (depoimento do senhor Nicolau Schtaz em 2002). O primeiro Presidente da escola foi Paulo Schatz, vice-presidente Carlos Loos e o primeiro secretário Nicolau Schatz.
 
Década de 1950, de 1970 e atual
Quem sugeriu o nome da igreja e ajudou a fundá-la foi frei Beda Koch, já na segunda comissão presidida pelo Sr. Rafael Rosini.
- Em meados de 1951, a Escola já contava com mais de 500 alunos.
- Em 1953, uma nova comissão em prol da ampliação da Escola foi formada, comandada pelo Frei Raul Bunn.
 - Em 1957, a Escola que era particular foi transformada em Grupo Escolar São José, por decreto do então governador Jorge Lacerda.
- Em 1960, o novo prédio foi oficialmente inaugurado pelo Governador Jorge Lacerda, que assinou convênio com a escola, decretando que as professoras seriam remuneradas pelo Estado.
- No ano de 1966, pelo Decreto Nº 3823, de 21 de janeiro, foi criado o Ginásio Normal Governador Celso Ramos, funcionando somente no período noturno em salas cedidas pelo Colégio São José e tendo como diretora a Professora Dóris Terezinha Sanceverino
- Em 1969, o Ginásio passou a funcionar em prédio anexo ao Colégio São José, com 12 salas de aula, além de salas destinadas à secretaria, à direção e aos professores.
- Em 31 de março de 1971, com a implantação do novo plano estadual de educação, a Escola foi transformada em Escola Básica Governador Celso Ramos.
- Em 1974, houve a fusão do Grupo Escolar São José com a Escola Básica Governador Celso Ramos.
- Em 1976 houve a implantação do 2º grau e a Escola passou a ser denominada Conjunto Educacional Governador Celso Ramos atual Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos.
Essas terras onde estão o colégio foram adquiridas da família Schatz , pela comunidade de todos os credos, mas por indução do Frei Raul Bunn, a comissão comandada pelo Sr. Rudolfo Papst passou a emprestar o nome da Igreja como proprietária que iria assegurar em nome da comunidade.
Lamentavelmente em agosto de 2002, o Bispo diocesano da catedral São Paulo Apostolo Dom  Dom Angélico Sândalo Bernardino de Blumenau através da MITRA, vendeu ao governo do Estado o Colégio que foi construído pela comunidade sem distinção religiosa. Um ato que revoltou toda uma comunidade, de uma atitude prepotente, e sem fundamentação histórica. Observação.: Pelo que sei e toda a comunidade nunca prestou conta da Venda, ou seja onde anda esse dinheiro?, onde foi aplicado. Pergunta que não quer calar.
A comunidade no geral não foi consultada, apenas alguns lideres que não aceitaram a venda, gerando discussões em Rádios e Jornais.
O colégio e a Igreja foi o esforço de toda uma comunidade, ainda quando a Rua da Glória era conhecido com o nome de Spectife (palavra de origem alemã que quer dizer terra gordurosa ou lamacenta – barro vermelho) e foi nessas terras lamacentas que a comunidade do grande Garcia independente de credo, política, e pessoas representativas do bairro, como o Sr. Rudolfo Papst, Orlando de Oliveira, Francisco de Oliveira, João Heiden, José Klein Jr., Júlio Corsini, Antonio Tillmann, Nelson Salles de Oliveira, José de Oliveira, posteriormente Frei João Maria e o Padre Virtulino que introduziu o segundo grau e tantos outros que poderíamos nominar, levantaram tijolos por tijolos deste grande Educandário. Quero aqui relatar que dentro do direito judicial a venda do educandário foi efetuada dentro da legalidade, porém nem tudo que é moral é ético, e foi isso que foi ignorado.
Quando falamos que foi a comunidade que construiu, foram de todos os credos, inclusive os céticos, maçônicos espíritas e ateus, o que eles queriam era uma escola. - Houve participação efetiva da Empresa Industrial Garcia, inicialmente nos anos 20 e 30 com o Sr. João Medeiros Jr. (que também foi fundador da Radio Clube) e depois a partir de 1940 com o Sr. Ernesto Stodieck Jr. Como também da Artex S/A
- Dizem os moradores: "Foi o resultado de uma luta de classe, e deve ser melhor esclarecido pela Mitra, que precisa primeiro conhecer melhor a história de luta do povo do Garcia, antes de tomar qualquer atitude" . Essa historia começa antes da fundação da colônia Dr. Blumenau, de pessoas que já residiam por aqui desde 1846, nas imediações do inicio da Rua da Glória e que vieram do antigo Ribeirão Garcia, hoje Ribeirão Camboriú, conhecida como gente do Garcia.
“Mas o que queremos e sempre faremos é defender os interesses desta que foi a primeira comunidade organizada de Blumenau argumentou um dos moradores.” Até quando veremos esses tipos de desmandos e desrespeito a nossa comunidade. 
Arquivo de Dalva e Adalberto Day 

6 comentários:

Nillton Sergio Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
Veja vc, se não leio este texto já mais saberia que tal educandário fora vendido. Sobre tudo para o governo do estado,lembro que ali era o ponto final do último ônibus que vinha pro Garcia. Lembro também das festas que lá eram feitas, porém sempre estudei no PJM.Mais uma bela história ressaltando grandes lideranças da nossa comunidade, Parabéns.

Valdir Salvador disse...

Amigo Beto podes escrever , contar e dizer tudo desta bela Escola, mas eu jamais vou me acostumar se minhas lembranças sempre serão Escola São Jose digo ( Escola da dona Julia, com as professoras Dona Aguida, Dona Esmeraldina na qual como aluno cheguei a me apaixonar por uma delas ha ha ha ha, com tudo isto me veio as lembranças do passado foi um tunel do tempo, na fretnte da escola tinha a venda do seu Jaco que nos fornecia todas as goluzeimas, pouco abaixo sempre os maravilhosos Circos Touradas com o Famozo Toureiro Paraiba, e o Palhaço desculpe esqueci o nome,pouco abaixo do Circo era a venda do Senhor Jose Geraldo, e ai por diante abraços a todos Valdir Salvador.

Barreira disse...

Caro amigo Adalberto Day, simplesmente Beto, bom dia.
Somente você poderia proporcionar esta bela crônica a respeito de mais uma bela história de nossa magnifica e maravilhosa Blumenau! Desde aquela época as pessoas tomavam decisões aleatoriamente sem consultar quem de direito, ou seja, a venda de um patrimônio que pertencia a toda comunidade Blumenauense. O pior vendeu sem prestar contas e para o Governo de Santa Catarina. É lamentável que isto tenha ocorrido, mas como você mesmo disse é uma perguntar que não quer calar! Eu que não sou Blumenauense mas tive o prazer de conviver com este Povo ordeiro durante o período de 1964 à 1967, estou estarrecido com essa perda do patrimônio em questão, não só pela parte econômica mas principalmente pelo valor sentimental.
De qualquer forma meus parabéns pela matéria.
Um abraço.
Lourival Barreira.
Goleiro campeão em 1964 pelo Olímpico
Mora em São Paulo.

Barreira disse...


Caro amigo Adalberto.
Ao ler sua crônica Maria e José, me trouxe lembranças da minha chegada em Blumenau, como atleta profissional de futebol do Grêmio Esportivo Olímpico. Após acerto com o São Paulo Futebol, fato já narrado anteriormente, a viagem de São Paulo à Blumenau se deu em um Sinca Chambor do Sr. Sergio, diretor do Olímpico e proprietário da Cerealista Catarinense que ficava na Rua XV de Novembro ao lado da loja HM, quase em frente a Igreja Matriz. Pois bem, neste carro estavam eu, Bira, Aduci Vidal, mais um diretor que não me recordo quem era e logicamente o Sergio que estava dirigindo. A viagem correu tranquilamente, apesar de não estarmos confortável devido ao numero de pessoas que ocupavam o veículo. Na entrada da cidade houve uma pequena carreata saudando nossa chegada até o Hotel Avenida que ficava no inicio da Alameda Rio Branco. Após nossa acomodação, fomos levados ao restaurante oportunidade que fui apresentada ao Presidente Sr. Curt Metzger e demais membros da diretoria. Estavam também presentes os radialistas esportivos da Radio Nereu Ramos; Difusora e Alvorada. Logicamente houve uma serie de entrevistas com as respectivas rádios. Para mim não houve novidade quanto as entrevistas, porém, para o Bira que era ainda atleta das categorias de base do São Paulo foi a gloria para ele. No dia seguinte somos conhecer o Estádio do Olímpico e apresentados para os demais atletas que faziam parte do plantel. Ficamos hospedados no Hotel por um mês, aguardando a reforma que fora executada nas dependências do Estádio, para onde os jogadores solteiros do Olímpico foram acomodados posteriormente. A partir daí estávamos integrados ao clube. Os resultados foram o que todos já sabem fomos campeões Catarinenses com uma bela campanha e com resultados expressivos. Mas a maior dificuldade que encontrei foi minha integração na sociedade Blumenauense. Senti uma rejeição muito grande por parte da sociedade Blumenauense por ser um atleta de futebol profissional, afinal já e passaram quase um ano e não seguia fazer amigos fora do futebol, foi quando procurei o Sergio da Cerealista Catarinense e comentei com ele o fato. Como o Sergio era um empresário bem sucedido e conceituado na sociedade Blumenauense e solteiro, começou a me levar com ele nas reuniões familiares de seu relacionamento, com isso conseguimos quebrar a barreira que impedia que o atleta Barreira participasse da sociedade Blumenauense. O resultado foi surpreendente as portas se abriram, fiz grande amigos e pude observar que a rejeição era motivada por comportamentos nada convencionais de jogadores que antecederam a nossa chegada. Mas o fato mais marcante ocorreu quando fomos campeões. Como vocês sabem tínhamos no plantel o zagueiro Romeu Fischer que era nada mais menos que primo da Vera Fischer, e opor ocasião das comemorações do campeonato são convidados para um jantar na Churrascaria Fischer que era de propriedade da família da Vera e os proprietários faziam parte do Conselho Administrativo do Olímpico. Pois bem, lá chegando tive o prazer de conhecer pessoalmente a Vera que na época deveria estar com 14 para 15 anos, uma menina moça, linda, maravilhosa, bela com aqueles olhos azuis de deixar qualquer um de boca aberta. Durante o jantar trocamos algumas palavras de carinho e senti uma empatia muito grande, porém eu estava com 21 anos a diferença era muito acentuada, mesmo assim, tente me aproximar, pintando um affaire, mas não houve sequencia, os pais dela cortou o barato. Pena porque qual não foi minha surpresa que ela se tornou a mulher mais bonita do Brasil! Mas valeu apena. Mas isto só ocorreu porque consegui desfrutar desta bela família Blumenauense, no período que ai convivi.
Caro amigo, hoje vi uma matéria na Globo sobre a bela Vera Fischer e me deu vontade de relatar este fato que ocorreu comigo, porém, peço discrição de sua parte no que se refere a Vera, pois quem sabia deste fato era o Romeu Fischer e talvez ela nem se lembre do ocorrido.
Um grande abraço.
Lourival Barreira - Goleiro campeão pelo Olímpico/1964 SP

Anônimo disse...

Sr. Adalberto,
Meu avô Pedro Silvano de Oliveira foi um dos integrantes da comunidade que ajudou a erguer a Igreja. Ele é minha Avó Alicia tinham um comércio de secos e molhados bem em frente à escola. Adorei a história que sempre ouvi desde pequeno e acrescento algo a mais nessa história. Em um dos pilares do altar da igreja nossa senhora da Glória existem junto em seu fundamento garrafas com manuscritos/mensagens dentro de todas as famílias da comunidade que ajudaram a erguer a Igreja.
Ouvi sempre desde pequeno essa história relatada pelo Sr. Nessa matéria, parabéns mesmo.

Meu nome é Sandro Julio de Oliveira e sou filho de Genésio de Oliveira(in memoriam) e Rita de Oliveira(in memoriam).

Leda Tiefensee disse...

Estudei escola sâo José muita saúdades linda recordação

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