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sábado, 31 de outubro de 2015

- Helmuth Leyendecker

O HERÓI DO GARCIA
Em histórias de nosso cotidiano apresentamos um pequeno relato de Helmuth Leyendecker que teve uma grande atuação em sua comunidade do bairro Garcia –  principalmente na violenta enxurrada de 31 de outubro de 1961. Morador da Rua Amazonas e trabalhava na empresa Artex S/A. 




Helmuth Leyendecker  e esposa Tereza Ribeiro Leyendecker.
História:
Em 1961 ocorreu uma das maiores tragédias em todo Garcia. Foi na manhã do dia 31 de outubro de 1961. Algumas casas foram levadas, a principal foi na Rua Emilio Tallmann e onde uma mãe com três crianças preferiu ir para o “sótão” descartando o alerta das autoridades e bombeiros. A Casa da família Teixeira, foi levada pela correnteza, a mãe mais dois filhos  não pereceram. As três crianças foram encontradas mortas no estádio do Amazonas. Também nessa enxurrada morreu afogado o soldado Moacir Pinheiro. A tragédia poderia ter sido pior. No entanto, na época, as ocupações nas margens do Ribeirão eram poucas.
Valter Hiebert e seu relato:
Nessa tragédia ocorrida no dia 31 de outubro de 1961, tivemos o caso do Soldado Moacir Pinheiro (morador da rua Almirante Saldanha da Gama, bairro Glória)  que acabou caindo próximo a  passarela (pinguela) após tentar atravessa-la, devido a forte correnteza, da hoje rua Hermann Huscher ( bairro Valparaiso) cujo nível da rua era inferior ao da pinguela. Era água pelo joelho, mas ele caiu e foi arrastado para uma cerca de arame próxima onde ficou preso junto ao entulho e veio a óbito na  atual rua que empresta seu nome,; (Rua Soldado Moacir Pinheiro) no bairro Garcia em sua homenagem.
Helmuth Leyendecker  e esposa Tereza Ribeiro Leyendecker Bodas de Ouro
Outro fato digno de heroísmo foi uma tentativa feita por um morador do Bairro do Garcia  sito a Rua Amazonas e trabalhador da empresa Artex S/A, de salvar três crianças que vinham pelo ribeirão abaixo nos destroços da casa em que moravam. Este senhor foi HELMUTH LEYENDECKER que se atirou nas águas barrentas e com muita correnteza. Seu ato de heroísmo não foi suficiente pra salvar as três crianças, pois a ponte com estrutura muita baixa não permitiu, elas foram encontradas mortas no estádio do Amazonas Esporte Clube de propriedade da E.I. Garcia.
 

O senhor Helmuth foi levado pela corrente da esquerda onde era o leito natural do rio. Uns 150 metros abaixo existia um cotovelo do rio e o terreno mais baixo que o lado oposto. Nesse terreno mais baixo existia um bosque e nele Helmuth Leyendecker encontrou uma árvore salvadora. Mas com o nível do rio ainda subindo, tanto assim que depois destruiu salão do Amazonas. Fico a imaginar a tensão daquelas muitas horas que ali ficou. As tentativas de resgate eram com um barco a remo amarrado com longas cordas que tentava atravessar o rio em diagonal. Depois de várias tentativas frustradas obtiveram êxito,
Salvaram o HERÓI do Garcia. Muitos outros adultos estavam na ponte quando as crianças passaram ninguém mais teve a mesma iniciativa, todos ficaram pasmos com a coragem do 
HERÓI DO GARCIA, finaliza Hiebert.
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Marcos Salles Leyendecker Meu tio Helmuth Leyendecker, Valter e demais amigos, nasceu em Wuppertal, Alemanha. Seus pais eram Gustav Karl e Margareth (Beigreif) Leyendecker. Veio para Florianópolis em 1926. Meu pai contava ele ainda era de colo, portanto deve ter nascido em 1925, ou 1926, trazido por seus pais, e juntamente com seus dois irmãos, Hans Carl e Robert Ernst, meu pai. Faleceu em Blumenau em 2007.
Casou em Florianópolis com Tereza (Ribeiro) e mudou-se para Blumenau, penso que na década de 40, pois meu pai veio em 1941. Tiveram os filhos: Walter, Margareth, Helmuth Jr, Carlos, Arno e Betina.
Leyendecker Paulo Sou neto de Helmuth Leyendecker . Me emocionei ao ler estes comentários . Ouvi muito pouco da historia . Ele faleceu em 2007 de enfisema pulmonar aos 84 anos . Esta no cemitério da Igreja Luterana Centro . No que puder e precisar me avisem. Consigo até foto dele se quiserem. Eh uma honra para mim como neto homenageá-lo e SIM faria igual se um dia precisar salvar uma vida !
Colaboração Valter Hiebert/Paulo Leyendecker/Marcos Salles Leyendecker.    

18 comentários:

Hercio disse...

Adalberto É uma bela homenagem de uma história que eu não conhecia ainda. Grande abraço!
Hercio Prust

Nillton Sergio Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
Veja você, eu tenho o conhecimento da história soldado Moacir Pinheiro de uma outra forma. Até ler seu texto ,sabia que o mesmo havia salvado várias pessoas nesta enchente,por se tratar de um soldado que estava no auxílio da comunidade. Daí nominada a rua em homenagem ao ato heróico.Quando na verdade o herói desta época na enchente foi o Sr.Helmutf. Muito bom o texto, e excelente homenagem.

ARLETE TRENTINI DOS SANTOS disse...

BOA TARDE SR ADALBERTO.
MAIS UMA VEZ O SR NOS MOSTRA UM POUCO DA HISTÓRIA DE BLUMENAU.
E QUASE SEMPRE A HISTÓRIA E FEITA POR HEROIS QUE FICAM NO ANONIMATO. PARABÉNS POR ESSE RESGATE.

ABRAÇOS GASPARENSES

Wieland Lickfeld disse...

Caros Adalberto e Valter Hiebert, parabenizo-os pela justa homenagem feita ao Sd Pinheiro e ao Sr. Leyendecker. A sociedade está carente de bons exemplos e os que existem, costumam vir do homem simples, na maioria das vezes, anônimo em meio à multidão que o cerca. Sigamos fazendo justiça a eles, que não desejam moções, mas de quem lhes preserve a memória e siga seu exemplo. Estudei com Margareth Leyendecker no Pedro II na década de 1970. Grande abraço!

Henry disse...

Olá.

Tenho lembranças destes fatos.

A casa se destruiu junta a ponte da cooperativa, com era conhecida na época.
Tenho imagens na minha mente do Helmhut pendurado em um eucalipto onde hoje é a ponte da Emilio Talmann, fundos do mini preço, terra dos Lündner. Avós do Márcio.

Acontecimento de noticiário em várias rádios nacionais e jornais, pois TV, aqui pouco ou nada tínhamos.

Bravas as pessoas que auxiliaram, uma pessoa conhecida na época, Juca Santos com seu Jeep azul, fazia transporte de pessoas por tudo o Garcia ou a outros bairros, em emergências até o hospital Santa Catarina, ou a casa de Irmã Marta, (schwester Marta) onde recebiam os primeiros atendimentos. (hoje Padaria do Nestor.)


Morei ali em frente.
Rua acre 39
Henry Georg Spring

Valdir Salvador disse...

Salve salve amigo Adalberto ca estamos novamente juntos a relembrar o triste passado, mas fazer o que é que na verdade aconteceu, como tambem aconteceu la nos fundos do bairro da gloria prochimo ao inicioda rua Brusque e maior ainda foi na rua Belo Horizonte, ( Rua do Fifa)mas este Sr. Helmuhut, e o outro eroi eu o conhecia o Soldado Moacir Pinheiro, foi lamentavel mas nunca é tarde para que alguem faça uma oração para eles la onde estiverem, mas...... são coisa de aumento de população e o nosso progresso que nos não sabemos respeitar ,abraços Valdir Salvador.

Jochen disse...

Pena que ele não conseguiu salvar o que queria. Mas me orgulho e identifico com quem veio da Alemanha para tentar milagres.

Grande abraço,
Jochen

Walner Bernardes disse...

Sou morador do bairro Garcia, e essa é mais uma parte da história do nosso bairro e da cidade que eu desconhecia, bela lembrança e linda homenagem. Parabéns. Grande abraço.

Walfrido disse...

Beto,

Na época estudava no Senai na rua São Paulo. Lenbro de toda tragédia no Garcia.
Valeu, parabéns.

Att.

WALFRIDO BACHMANN

Rosaly disse...

Lembro muito bem, morava em frente à Artex.
Rosaly Sombrio

Russo disse...


Eu assisti ao resgate deste senhor Helmuth no meio do Ribeirão Garcia, que estava com uma correnteza muito forte . Em uma das tentativa, a canoa amarrada a uma corda, quando chegou próximo de fazer o resgate virou, e seu passageiro foi de agua abaixo, tendo sido resgatado na altura da ponte em frente do Clube Centenario.. Para que as pessoas possam se localizar, este triste e heroico episódio ocorreu nos fundos de um imóvel, que por muitos anos abrigou o Supermercado Mini Preço da Rua Amazonas.
Carlos Jorge Hiebert Russo

Paulo disse...

Nosso vizinho seu helmuth com quem convivemos por décadas na rua amazonas...pai de Margareth Leyendecker...noca, arninho...dna teresa sua esposa ainda mora na mesma casa. Bela publicação.
Paulo Fernando Bacca

Arlete disse...


Grande homenagem... cheguei a conhecê-lo na Artex S/A onde trabalhou por muitos anos...
Arlete Bugmann Hasse

lLauro Eduardo Bacca disse...

Como já postou meu irmão Paulo, fomos vizinhos de porta por décadas da família do Sr. lHelmuth e D. Tereza, como a chamávamos na rua Amazonas, onde ela ainda mora, tinha dez anos de idade e lembro perfeitamente da dor e desespero de D.Tereza quando soube pelo rádio sobre o que estava acontecendo com o marido. Bela recordação de um marcante episódio da história do Garcia, aliás, rio que merece respeito dadas suas características de violência quando de enxurradas, coisa que a administração municipal deve considerar com muita seriedade - veja o recente desabamento e desvio de curso acontecido no acesso à Nova Rússia, por exemplo.
Em tempo, para corrigir e melhorar a informação: o Sr. Helmuth Leyendecker não era morador da rua Emílio Tallmann ou proximidades - seu ato heróico e arriscado aconteceu em função de ele estar no momento na empresa Artex ou Garcia, não lembro exatamente qual das duas, donde ele era empregado.

Theodor Darius disse...

Olá Adalberto !

Muito interessante o relato, o qual também desconhecia na sua maior parte. Pertinente o registro e a deferência para com os envolvidos. No mundo em que vivemos, o preocupar-se com o próximo é uma atitude cada vez mais rara, mas da vontade de Deus. Valeu amigo, um abraço,
Theodor."

sergio luiz buchmann disse...

Boa tarde querido amigo vc é um enciclopédia viva q só nos enriquece. Nesta ano de 1961 eu um bebê,q morava na rua q hoje tem o nome de Ricardo Simão Krug meu avô.Meu Pai, e Mãe contam q fiquei sobre cuidados de minhas Irmã mais velha,e ao baixar as águas eu na água por dentro de nossa casa tentando pegar os peixes q estavam em seu interior.Engraçado se não fosse as tragedia,q foi comentada por décadas.Só discordo q não morreram todas as crianças, muitos anos depois conversei com um dos folhos daquela família.E me permita citar q em 2008 aconteceu fato quase idêntico,Eu minha Mulher e 3 de meus filhos ficamos no sótão da casa q só não foi embora porque o Sr q a construiu amarrou o frontais da casa com ferros de construção, talvez lembrando do acontecido de 1961.Grande abraço querido Adalberto e obrigado sempre por nos fazer reviver fatos,acontecidos,vividos por muitos de nós.ALEGRES OU TRISTES É HISTÓRIA Q PODEMOS PASSAR AOS JOVENS , FILHOS NETOS. NOVAMENTE ABRAÇÃO E OBRIGADO!

Valter Hiebert disse...

Parabéns Adalberto,

mais um registro da história de nossa bairro, com o detalhe que finalmente a verdade dos fatos e não mitos estão agora registrados.

Dos que estavam na casa da família Teixeira, além da mãe também sobreviveram uma filha e um filho, esse filho era adolescente e em 1965 prestou serviço militar no 23º BI (1ª Cia), era o Cabo Teixeira.

Os três que sobreviveram conseguiram sair do rio antes da ponte mas os três menores vieram junto com a casa que desintegrou-se ao bater na nova ponte da rua Emilio Tallmann, depois duplicada e mais tarde demolida, isso quando da incorporação da EIG pela Artex.

Uma das muitas pessoas que assistiram esse momento trágico foi a Ivonete Russi, junto com outros colegas da Seção Trabalhista da EIG. Acho que ela já postou seu relato sobre esse momento no teu Blog e se ele fosse aqui adicionado seria ótimo.

Adalberto, obrigado por perpetuar a história do local onde nascemos.

Um grande abraço.

Urda disse...

Nossa, Adalberto, fiquei muito emocionada. Lembro de tudo daquele dia, daqueles dias. Foi a primeira vez que deixei de ir à escola. Aquelas crianças que morreram eram minhas amiguinhas. Moacir Pinheiro era filho de uma amiga da minha mãe. Depois da tragédia, fomos à casa da mãe dele fazer uma visita. Até hoje conheço os sobreviventes das duas famílias, quando os vejo. Olhando as fotos, agora, recordei, inclusive, do galpão do Amazonas, tão bonito!
Estou bem emocionada.
Obrigada,
Urda

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