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terça-feira, 17 de março de 2015

- A professora de corte e costura

Um relato de nosso amigo Valter Hiebert sobre sua família e principalmente de sua querida mãe Anna Vale a pena ler todo conteúdo e com ele saber das dificuldades encontradas por muitos imigrantes. “Os RUSSOS” da Rua 12 de outubro.
Anna e David Hiebert em 1940
A PROFESSORA DE CORTE E COSTURA DA RUA DA GLÓRIA NOS ANOS 50 E 60.
Nos anos 19(50,60) toda moça se preparava por vários anos para o casamento, mesmo que ainda não inexistisse algum futuro pretendente.
Dentre outras qualificações era necessária a moça ter habilidades culinárias, montar um enxoval para residência do futuro casal, bem como saber cortar e costurar as roupas da futura família.
O curso de corte e costura era um conhecimento adicional que valorizava muito o “curriculum vitae” das possíveis futuras esposas.
Para aprender o corte e costura as moças procuravam as costureiras do bairro, as quais também ofereciam esse aprendizado às moradoras da região.
Sr. David "Russo" e filho Adolfo em sua bancada na oficina na Rua 12 de Outubro,111 bairro da Glória.
Casa onde residiam
Na região da rua da Glória, na já inexistente rua 12 de Outubro, nº 111, onde hoje existem os últimos pavilhões da Coteminas, (antes EI Garcia)  Praça Getúlio Vargas  e o terminal Urbano Garcia, a costureira e professora de corte e costura era Anna Klassen Hiebert, esposa de David Hiebert, conhecido como o “Russo” do bairro do Garcia, que além, de ser tecelão na Empresa Industrial Garcia S.A. tinha também uma oficina de rádios e outros aparelhos na sua residência.
Dentre as muitas alunas que passaram pela professora Anna Klassen Hiebert estavam a Ilse Machado (casou com Izidro Souza), a Ironi Pera (casou com o Zézinho da cooperativa da EIG) e a Iracema Hinkeldey.
Eram meses de convivência no período da tarde e várias delas se tornaram muito amigas da professora Anna Klassen Hiebert, sendo que a Ilse Machado foi convidada e aceitou ser a madrinha do neném da professora que nasceu em 1954, época em que realizava o seu curso. Nasceu um menino que se chama Adolfo Hiebert.
Mas quem era Anna Klassen Hiebert, mãe de sete filhos, duas meninas e cinco meninos, nascidos em 1942, 1943, 1946, 1948, 1954, 1959 e 1964?
Anna Klassen nasceu em 15 de abril de 1917, em Steinfeld, Ucrânia. O local era uma colônia menonita entre centenas que existiam na região.
Dada a perseguição, expropriações e fuzilamentos de familiares promovidos pelos comunistas a partir de 1919 a família remanescente de Anna Klassen saiu de Steinfeld no final de outubro de 1929. Eram oito pessoas: seus avós maternos Heinrich Kasper e Anna Kasper; seus irmãos Helena Friesen, Katharina Friesen, Heinrich Friesen, Julius Klassen e Gerhard Klassen; e uma tia gravida, filha de Heinrich Kasper, cujo marido fora fuzilado.
Os seis irmãos eram criados pelos avós maternos porque os pais tinham falecido em Steinfeld/Ucrania, ambos ainda jovens.
Ao começar a emigração da Rússia para a Alemanha saíram de Steinfeld de carroça e foram até a estação ferroviária que ficava a 7 km da residência deles.
Na noite do mesmo dia embarcaram num trem para Moscou.
A viagem até Moscou durou dois dias e duas noites.
Em Moscou alugaram vagas numa dacha da região para aguardar o sonhado documento que permitiria a saída da Rússia para a Alemanha. Assim faziam centenas de famílias que pretendiam sair do "paraíso" comunista.
Enquanto esperavam o asilo solicitado para a Alemanha a polícia soviética invadiu a dacha onde estavam e prendeu quem viu na casa. Várias famílias foram presas e deportadas para a Sibéria, Cazaquistão e alguns retornam para sua cidade de origem..
No momento da prisão das famílias que estavam naquela dacha os irmãos Julius e Gerhard Klassen estavam debaixo de uma mesa e não foram vistos, não sendo presos.
Helena e Heinrich também não foram achados e não foram presos.
Anna Klassen, Katharina Friesen, Heinrich Kasper, Anna Kasper e sua filha grávida foram presos e levados para uma prisão em Moscou.
Anna Klassen e sua irmã Katharina Friesen foram soltas, pois eram menores. Anna Klassen tinha 12 anos. Era o ano 1929. Foram soltas, mas não tinham quem cuidasse das mesmas.
Do avós Heintich Kasper e Anna Kasper e da filha deles a família ficou sabendo, já na Alemanha, que a tia dera a luz a gêmeos na prisão, mas falecera no parto. Os avós foram liberados com os dois bebês em pleno inverno moscovita e deles nunca mais a família obteve noticias. A hipótese mais provável é a de que os avós com os dois netos morreram de frio nas ruas de Moscou.
Julius Klassen, Gerhard Klassen, Heinrich Friesen e Helena Friesen foram acolhidos por outras famílias menonitas que conseguiram asilo e foram para a Alemanha .
Anna e Katharina ficaram sozinhas em Moscou. Anna Klassen tinha 12 anos.
Como ficaram sozinhas e perdidas, talvez querendo voltar para a cidade de origem, estavam numa estação ferroviária, quando Katharina desmaiou de fome.
Katharina contava que a última imagem que tinha antes de desmaiar era a de Anna chorando.
Vendo uma moça desmaiada e uma criança chorando, uma outra família menonita que já tinha conseguido o visto de saída socorreu as duas, levando-as junto com um grupo que conseguiu asilo na Alemanha.
Elas saíram de Moscou no final de novembro de 1929 no último grupo que conseguiu sair legalmente da Rússia.
A viagem foi de Moscou até Riga, na Rússia, depois até Eydtkuknen na Alemanha.
Em Eydtkuknen, já na Alemanha, tomaram banho e sauna para matar os piolhos que todos traziam da Rússia.
Todas as roupas passaram por fornos especiais para matar piolhos.
De Eydtkuknen foram para Hammerstein, onde ficaram até 4 de abril de 1930.
A seguir foram para Möllen, em Lanenburg, onde ficaram até julho de 1931, esperando a imigração para o Canadá, onde já residiam duas irmãs casadas dos mesmos que tinham saído da Rússia em 1927.
Em Möllen Anna e Katharina reencontraram irmãos, Helena, Heinrich, Julius e Gerhard.
Como o Canadá não aceitava mais imigrantes na ocasião, os irmãos optaram pela emigração para o Brasil.
Em 18 de julho de 1931, no porto de Hamburg, os três irmãos, Julius Klassen, Gerhard Klassen e Anna Klassen, ela então com 14 anos, e as meia-irmãs Helena Frisen e Katharina Friesen, embarcaram no navio Monte Oliva e vieram para o Brasil.
Eles viajaram com a família de Heinrich Friesen que tinha seis filhos. Ele era primo de Helena Friesen.
Em 6 de agosto de 1931 chegaram ao Rio de Janeiro, mas não saíram do navio.
Em 7 de agosto de 1931 fizeram escala em Santos – SP.
Em 8 de agosto de 1931 desembarcaram em São Francisco – Santa Catarina.
Em 9 de agosto de 1931 viajaram de trem até Jaraguá do Sul – Santa Catarina.
No mesmo dia foram de caminhão até Blumenau – SC.
Ainda no mesmo dia foram de trem até Ibirama – SC que naquele tempo chamava-se Hamonia.
Em 10 de agosto de 1931, com a bagagem e os idosos em carroças, todos os demais a pé, foram até a Colônia Dona Emma, onde pernoitaram.
Em 11 de agosto de 1931 subiram a serra por um caminho no meio do mato (picada), até que chegaram num local de mata virgem denominado Stolz Plateau ou Augen, hoje parte de Witmarsun – SC.
Era o último grupo de menonitas que chegou na região.
Os cinco irmãos ficaram na mesma casa com Heinrich Friesen, uma espécie de protetor dos cinco irmãos.
Anna Klassen, a futura professora de corte e costura da rua da Glória saiu da Rússia com 12 anos. Agora tinha 14 anos.
A viagem dos irmãos da Rússia até a nova residência durou 2 anos.
Helena, Katharina, Julius, Gerhard e Anna tinham um novo lar, era chamado pelos vizinhos de a casa dos Friesen.
Mas nenhum deles ficou muito tempo no novo lar. As condições de vida no meio da floresta virgem eram absolutamente difíceis, em especial para um grupo de jovens, sem pai nem mãe.
Vários imigrantes menonitas foram procurar emprego em Blumenau, Curitiba e até São Paulo. Anna Klassen, apesar de ser a mais nova dos irmãos, foi a primeira a sair. Ela optou por Curitiba. Tinha então quinze anos, era 1932.
Uma amiga convidou e ela foi trabalhar de doméstica na casa da família Hauer, em Curitiba. Tratava-se de família da elite curitibana em cuja mansão, localizada na rua Emiliano Perneta, hoje funciona o restaurante Scavolo.
Em Curitiba Anna Klassen  começou a namorar David Hiebert, também imigrante menonita que trabalhava como jardineiro e depois entregador de pães naquela cidade. A família dele residia no Krauel, hoje Witmarsun.
Em 1941 Anna Klassen mudou-se para Blumenau onde já estava seu futuro marido e foi trabalhar primeiro no Tabajara Tênis Clube e depois na Empresa Industrial Garcia S.A..
Em 23.02.1942 obteve o “Salvo Conduto Especial para Estrangeiro nº 143”, válido por dez dias, para viajar até “Getúlio Vargas”, onde se casaria com David Hiebert. A localidade era conhecida como Krauel, hoje Witmarsun. O casamento foi celebrado na casa da mãe de David e o idioma utilizado pelo pastor foi o Russo, já que era proibido falar alemão.
A curiosidade é que no Salvo Conduto consta que ela era natural da Rússia, país aliado do Brasil na Segunda Guerra Mundial, mas eles eram tratados com sendo inimigos alemães.
Da esquerda para a direita: Valter (falecido em 20/06/2016), Carlos, Anna Klassen Hiebert (nossa mãe falecida em 1973), Adolfo, David Hiebert (falecido em 1970), Irene Hiebert Kertischka (falecida em 2007), e Rosita Hiebert, falecida em 1961.
Rua 12 de Outubro
De 1942 até 1968 Anna Klassen, agora Hiebert, residiu na rua 12 de outubro, nº 111. Era a primeira rua a esquerda na rua da Glória, onde hoje estão os últimos pavilhões da Coteminas, Praça Getúlio Vargas e o terminal Urbano.
Anna com as filhas Irene e Rosita em 1944
De 1968 até 1973 ela residiu na rua Ipiranga, 81, Garcia, em Blumenau.
Ele teve sete filhos: Rosita, Irene, Valter, Carlos, Adolfo, Ivo e Alex.
Ela faleceu em 04.11.1973 em Blumenau, SC, tinha 56 anos, está sepultada no cemitério da rua Progresso no Garcia (Progresso).
Suas alunas Ilse Machado/Souza e Irone Pera/???  residem no Garcia e no município de Penha, SC, respectivamente.
A aluna Iracema Hinkeldey já é falecida.
A professora de corte e costura Anna Hiebert foi excelente mãe para seus sete filhos que se orgulham muito da mulher trabalhadora, batalhadora e educadora que ela sempre foi, sendo o alicerce da família nos anos em que nosso pai estava impossibilitado de trabalhar em razão de grave doença que o acometeu.
O maior trauma da professora Anna Hiebert foi ter perdido prematuramente a sua filha mais velha, Rosita Hiebert, que faleceu quando tinha apenas 19 anos.

OS PRIMEIROS DIAS DE ANNA KLASSEN E IRMAÕS NO BRASIL RELATADOS POR SEU IRMÃO JULIUS KLASSEN
A redação a seguir é de Julius Klassen, cujo original está com Valter Hiebert.
São respostas a perguntas feitas por carta por Valter Hiebert, a qual não foi encontrada, mas as respostas permitem entender o que foi perguntado. Essa mesma carta com as mesmas perguntas encaminhei para Jakob Hiebert, irmão de meu pai, que também me respondeu as mesmas perguntas.

RESPOSTAS DE JULIUS KLASSEN:
"A região era só mato virgem com muita madeira de lei, tal como imbuia, canela e cedro, além de outras. Vez em quando uma clareira no meio do mato, aberto por aqueles que chegaram um pouco antes do que nós. As terras eram mais ou menos, mais muito acidentadas, de maneira que não tivemos boa impressão."
"Como os imigrantes estavam acostumados na Russia a trabalhar com máquinas agrícolas modernas naquela época, tiveram que mudar o sistema de trabalho no mato virgem com ferramentas de mão, tais como machado, enxada, foice, etc.. Por isso a impressão não era das boas, mas assim mesmo agradeceram a Deus por ter lhes conduzido a um País (Brasil) com plena liberdade de palavra e um povo bondoso."
"As dificuldades encontradas foram muitas. No começo só tinham picadas, mais tarde foram alargadas e transformadas em estradas. Na temporada de chuvas as mesmas ficavam intransitáveis. Para conseguir um pouco de gêneros alimentícios tivemos que andar 5 a 6 Km. Nos primeiros tempos morávamos num rancho de 6 x 4 metros, construído com pau de palmito, as paredes e o telhado cobertas com um tipo de folhas."
"A nossa viagem da Alemanha para o Brasil foi custeada pelo governo alemão. No primeiro ano de Colônia tivemos muito auxílio da Igreja Menonita da Holanda."
"Não tivemos médico na Colônia, o mais próximo era a 60 Km de distância."
"Logo no início os imigrantes se reuniram para a construção de uma escola primária. A escola no domingo servia de igreja para cultos religiosos, escola dominical, enfim, para todas as festividades religiosas. Auxílio para construir estas escolas veio também da Holanda e Alemanha. No começo nas escolas foi lecionado somente o alemão. Mas logo em seguida a direção da Colônia mandou alguns professores nossos para Florianópolis para tomar um curso de língua portuguesa. Voltando a Colônia os professores imediatamente começaram lecionar em língua portuguesa, além do alemão."
"Lamentavelmente o governo brasileiro não prestou algum auxílio."
"A terra não era muito boa e a lavoura não tinha muito futuro."
"Ninguém era obrigado a permanecer na Colônia, mas também no começo ninguém tinha condições de procurar outros meios de vida."
"Nenhum dos imigrantes tinha estado no local anteriormente".
"Não havia fiscalização do governo".
"O idioma que os imigrantes falavam (platdeutsch), um dialeto do alemão e holandês, além do alemão clássico."
"Já em 1932/33 começamos a aprender o português."
"A Colônia foi dirigida pelo Sr. Heinrich Neufeld, tinha a função como prefeito."
"Apesar de muitas dificuldades houve progresso na Colônia. Os ranchos deram lugar para casas modestas de madeira, pois já funcionava uma boa serraria, também doada pela Holanda. Também funcionava um moinho de milho. O pão de cada dia era feito de milho. Com a derrubada do mato os colonos aumentaram a plantação de milho e mandioca."
Para saber mais acesse:
Texto de Valter Hiebert/Arquivos de Valter e Adalberto Day

19 comentários:

Eliane Day disse...

Bom Dia Beto
Obrigada por compartilhar histórias de tanta bravura. Convivi com a família do Valter durante um bom período. A casa dos meus pais (seus tios)eram na mesma rua no nùmero 10. Lembro muito do Russo, era uma figura respeitada na comunidade. Lembro do Carlos com sua bicicleta, da amizade do Valter com meu irmão, e da tristeza que se abateu na comunidade quando a Rosita faleceu. Na época eu tinha 11 anos, e recordo do carro passando na rua trazendo o corpo. Neste período criança não participava de assuntos de adulto, só fui entender o que aconteceu, bem mais tarde.
Lindo e emocionante relato.
Saudades, amo você meu querido.

Beijos

Adilson Siegel disse...

Sensacional.
Lendo este relato, vejo o quanto reclamamos por pouca coisa quando comparado as dificuldades daquela época. Pessoas de fibra, de ética, de moral de tudo exatamente que está faltando aos nossos representantes.
A comunidade do Garcia era muito unida e convivia em perfeita harmonia.
Saudades da rua 12 de outubro e dos velhos amigos.
Abraços ao Hibert/Russo

Edemar Fath disse...

Muito legal Valter e Adalberto , obrigado
Acabei de ler a biografia da tua família que o Adalberto mandou para mim
Eu sou um pouco saudosista por isso me encanta esta historias.
Abraços
Edemar Fath

Henry disse...

Adalberto e Valter,
Legal, minha Mãe ( Quando foi aluna, solteira, Elly Brehmer, depois casada Elly Spring
também aprendeu seus dotes de costura com Sra. Hiebert.

Ela foi uma costureira muito conceituada no Bairro Garcia.

Depois quando a família Hiebert se mudou para a rua Ipiranga (rua casa mirador) as duas trocaram ideias.

Família que marcou a história do Garcia.
Henry Georg Spring

Barreira disse...

Caro amigo Day bom dia.
Um relato como este do Valter Hiebert, sobre sua família é algo surpreendente que demonstra a fibra e muita coragem de seus familiares.
Fatos que servem como exemplo para nós que muitas vezes reclamamos por qualquer dificuldade e muitas vezes sem motivos.
Meus parabéns pela matéria.
Um abraço.
Lourival Barreira.

Walfrido disse...

Beto,

Super bacana, acabei de enviar um e-mai ao Valter sobre o assunto.
Beto, que bom que vocês existem, pois assim viajo no tempo de tão boas lembranças.
Fantástico vosso trabalho.
Abração
WALFRIDO BACHMANN

Valter Hiebert disse...

Obrigado Adalberto,
a tua edição ficou maravilhosa, um excelente registro sobre a história de nossa comunidade.
Em nome de toda a família agradeço essa divulgação que perpetua para futuras gerações um pouco da história do nosso Garcia.
O teu trabalho tem feito registros inéditos sobre pessoas e acontecimentos do Garcia e Blumenau.
Um dos mais importantes é a verdadeiro início da industrialização de Blumenau. Tuas pesquisas e documentos comprovam o pioneirismo do que viria a ser a Empresa Industrial Garcia S.A, fato desconhecido por outros historiadores da cidade.
Em nome das atuais e futuras gerações agradeço todo esse trabalho desenvolvido em muitos anos com muita seriedade e competência. Sem o teu trabalho tudo o que está no teu blog seria esquecido em pouco tempo.
Um grande abraço.

Assis disse...

Bom dia Valter,

Uma bela história de vida.
Parabéns.

Assis

Filipe disse...

Amigão Valter,
Realmente emocionante a saga da família Anna - David, com os seus ascendentes e descendentes. Fico a imaginar o teu trabalho de pesquisa para montar esse ilustrativo histórico familiar.
Quem já o admirava antes, agora te admira ainda mais, - após ler o relato da aventura iniciada e vivida por esses intrépidos seres humanos, desde a Rússia até ao Brasil. Os meus aplausos aos contemporâneos e aos que já fizeram a passagem ao mundo espiritual .
Fizeste bem em pesquisar e compilar a vibrante história da família Hiebert, que, estou certo, será lida e relida por muitas das gerações vindouras .
Aproveito para te transmitir a nossa tristeza pelo acidente rodoviário próximo a Joinville, que ceifou mais de 50 vidas .
Penitencio-me por não te ligar mais a miúdo e peço que me envies notícias da tua saúde e de toda a querida família.
Abraços fraternos,
F I L I P E

Maurílio disse...


Maravilhosa a história de seus pais e ancestrais, Valter. Parece até um filme, tamanha a atenção que a narrativa nos traz. Pretendo guardá-la, velho guerreiro grande amigo. Antes mesmo de ler o texto, já havia identificado você, na foto da família.
Parabéns e um grande abraço.
Maurílio Coelho

Nilo disse...


Valter! muito interessante a epopeia das famílias Klassen e Hiebert descrita no blog do Adalberto Day.. Isso é motivo de orgulho para os descendentes daqueles pioneiros que tanto sofreram e nunca abnegaram da sua crença religiosa - menonita. Isso deve servir de exemplo não só para nós como para os nossos descendentes.
Um abraço e mais uma vez parabéns por essa família maravilhosa.
Nilo Sérgio Krieger

Nilton Sergio Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
Como já falou em seu comentário o nosso amigo Adilson Siegel , que pra mim vai ser sempre o TICANCA.
Povo guerreiro este da época , pois veja vc, naquele tempo sempre procurava-se o melhor , seja no trabalho ou seja na vida pessoal, desistir, greve pfuu, nem pensar. A ordem era progresso, por conta de algumas historias como esta, temos histórico de ser um povo ordeiro, trabalhador, organizado, assim ouvi falar muito nos lugares onde viajei por este Brasil.
Sem duvidas mais uma aula espetacular de historia, parabéns.

Guido de Oliveira disse...

Bom demais matar a saudade de um tempo de infância, lendo aqui o relato do Valter sobre a história da sua família.
Fui vizinho da família do "Sr. Russo", na saudosa Rua 12 de Outubro, morando inclusive no mesmo lado daquela rua.
Quanta lembrança boa que agora me veio a mente! Obrigado ao Valter e ao Adalberto por nos permitir compartilhar de tão bela história.
Abraços.

Mércio Roney Blasius disse...

Muito bom Adalberto

Também morei na rua 12 de outubro até 1974 e conheci a família Hiebert, como também ouvi histórias sobre eles contadas por meu opa Marcos Moritz e minha oma Stefanie Moritz.
Parabéns pelo seu trabalho de resgate da história de nosso bairro.
Abraço, Mércio

Adalberto disse...

Mércio
Obrigado pelo comentário.
Você não deixou seu e-mail para poder contar com você.
Realmente nós que moramos nessa aldeia de casas sociais da EIG sabemos o quanto devemos valorizar a vida e aprendemos a ser cidadãos do bem. A Família Hiebert é um exemplo assim como outras.Eram mais de 240 casas que compunham essa "aldeia" com uma convivência social invejável para a época das décadas 1950/70. Parabéns ao Valter e toda sua família por esta bela história de vida, inicialmente muito difícil, mas souberam com trabalho e harmonia constituir uma bela e vitoriosa família.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau.

valdir salvador disse...

Adalberto isto é uma historia maior vista com sofrimento e o ressultado com alegria prova que não devemos desistir mesmo com o maior ploblema, no final viveram felizes,Agora eu pergunto onde esta nossa amiga hurda não lembro o seu sobrenome? sera que ela como escritora nunca pensou em fazer disto como é pouca historia para livros fazer nosso tradicional livro de historias de cordel de Santa Catarina.?, aguardo uma resposta da mesma abraços. Valdir Salvador.

Lucio de Oliveira disse...

Acabei de viajar no tempo, obrigado Adalberto por proporcionar tão boas recordações. Morei nesta rua e lembro-me da família Russo sem duvida. Esta imagem da rua 12 me trouxe grandes recordações das façanhas do tempo de molecagens.
Semana passada, ao passar em frente a Cote minas com minha filha comentei sobre este tempo em que subíamos o morro atrás de casa e aventurávamos a desbravar trilhas com nosso clube dos meninos valentes?? Valeu, Abraço.

Pedro disse...

caro Adalberto estamos carentes de cultura, impossível não ver com admiração suas postagens
Pedro Zimmermann

Urda disse...

Repassando com cópia para o historiador Rogério Gil Theodorowicz, pesquisador de ucranianos.

Adalberto, quanta saudade de tanta coisa! Das toalhas “Bom dia”, das máquinas de costura antigas, das duas meninas altas que andavam de bicicleta e que um dia me deram carona no bagageiro de uma... e do meu amigo Russo, que, tanto quanto sei, hoje mora em Balneário de Camboriú! Nunca imaginei tanta história e tantas peripécias na vida da família do Russo! Muito, muito linda essa publicação. Obrigada por nos fazer bem com tantas coisas bonitas!
|Urda Alice Klueger

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