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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

- Natal em Blumenau

Após trabalhar meses no Polo Norte, o Papai Noel cansou do frio e vem passar o verão em Blumenau

VILA DE NATAL PROMETE RESGATAR AS TRADIÇÕES DO NATAL DE BLUMENAU.
Um dos objetivos do projeto é o resgate da essência do natal, que desperte sentimentos genuínos. “A Vila de Natal é uma oportunidade única de vivenciar os valores implícitos desta época do ano, como a solidariedade e o amor ao próximo. 
As atrações da Weinachtsdorf serão a Oficina da Família Noel, Feira de artesanato, Feira de Livros, Caminho das Neves, Bosque dos Presépios, Projeto Árvore Solidária, Projeto Árvore das Águas, Estação Vila Germânica, Exposição de mesas natalinas, Palco Cultural, Casa do Papai Noel e Jantar de Natal. "A Vila de Natal é um espaço destinado às famílias, para que tenham momentos de confraternização e resgate do espírito de Natal".
O Magia de Natal é um projeto gratuito ao público e acontece de novembro a 6 de janeiro. Organizado pela Câmara de Dirigentes Logistas de Blumenau em parceria com a Prefeitura Municipal e com apoio do Governo do Estado de Santa Catarina, da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte com o Funturismo. Confira a programação completa no site oficial do evento, www.magiadenatal.com.br.


O Natal na minha Infância
Meus avós, pais todos cultivam essa tradição que representa o nascimento de Jesus. A cidade se enfeitava, os presépios eram sempre as atrações principais, acompanhada do “bom velhinho”. 
- Mas as festas natalinas começavam mais cedo, no dia 6 de dezembro, onde a figura de Bispo Nicolau, que viveu e pontificou na cidade de Myra, na Turquia, no século quatro. São Nicolau era rico, mas costumava ajudar pessoas pobres, que estivesse em dificuldades financeiras, colocando sacos de moedas, nas chaminés das casas. Uma vez ao atirar pela chaminé, essas moedas teriam entrando em uma meia, daí o termo “pé de Meia”.  E foi assim que aprendi com minha avó Ana e meus pais, que a figura do Papai Noel teria se inspirado no Bispo Nicolau.
- No dia 24 de dezembro véspera de Natal, já cedo íamos ao mato cortar uma arvore (ou na casa do Senhor Djalma e Ingeborg (Inha) Fontanella da Silva, ou ainda na Frau Bachmann, mãe do meu amigo Walfrido – da antiga Rua 12 de outubro) para depois durante a tarde enfeitá-la com bolas coloridas e como não havia luzes “piscas-piscas” eram colocados velinhas também coloridas para iluminar o pinheiro. Muita alegria e confraternização entre os moradores das Ruas próximas onde morávamos: Almirante Saldanha da Gama, da Glória, 12 de outubro, Belo Horizonte, Progresso, e Vila. Mas um natal desses não foi tão bonito, pois uma  velinha de cera ao cair nas vestes de nossa vizinha e colega Sandra, pegou fogo em suas vestes e lhe causou graves queimaduras em seu pequeno corpo, já que era uma garotinha de uns 10 anos.  Era um dia especial, se colocava a árvore somente no dia 24,  devido ao calor sempre predominante, a ramas murchavam facilmente. 
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A Weihnachtsdorf ou Vila de Natal
Livro que recebi dos meus queridos amigos Ricardo e Fabiana Lange Brandes - Histórias de Natal, escritores renomados relando o cotidiano vivenciado por eles nos Natais. Contos & Crônicas. Na dedicatória diz  o seguinte:
Para Adalberto,
Um presente dos amigos Ricardo Brandes e Fabiana Lange Brandes, com votos de muita saúde, felicidade e luz em sua vida!
Blumenau, P.S. Prosit!
- Em nossas ruas do bairro Garcia e Glória, eram colocados enfeites coloridos em toda extensão das vias públicas, da Rua Amazonas e Rua da Glória. Também havia sempre um presépio em forma de personagens de tamanho natural, colocado na antiga Praça Getúlio Vargas, no início do Progresso, Glória e final do Garcia. E as músicas natalinas que ouvíamos bem cedo provenientes dos auto-falantes da casa Nº. 111 da Rua 12 de Outubro, residência do Senhor David Hiebert, mais conhecido como  Russo, (hoje praça Getúlio Vargas). 
- Essa era a década principalmente dos anos de 1960, esperávamos ansiosos os presentes, que naquela época era raro, era costume os pais dar o mesmo presente, durante alguns dias, e depois os guardava para o ano seguinte. Da mesma forma as bonecas eram recolhidos alguns dias antes do Natal, e as mães as vestiam com roupinhas novas, para dar novamente as filhas na noite véspera do Natal. Os carrinhos eram todos de madeira, mas a bola para jogar o ano inteiro no clube doze (no Morro) há essa não podia faltar, e não era recolhida, ganhava todos os anos.
- E o presépio lindo que data de 1950, era da minha avó Ana, guardo em nossa residência desde 1976 quando nos casamos e “tomei posse desta tão linda ornamentação”. A confraternização era linda entre os moradores, em nossa aldeia social, morávamos nas casas pertencentes a E.I.Garcia. Não Faltavam os lindos cantos natalinos, pura nostalgia e que cultivamos nos dias de hoje mantendo a tradição. 
História 
Há 16 séculos na Turquia, havia um menino rico que não suportava ver a miséria existente. Então decidiu distribuir brinquedos, alimentos, roupas.
O Papai Noel foi inspirado no Bispo Nicolau, que viveu e pontificou na cidade de Myra, na Turquia, no século 4. São Nicolau era rico, mas costumava a ajudar pessoas pobres, que estivesse em dificuldades financeiras, colocando sacos de moedas, nas chaminés das casas. Uma vez ao atirar pela chaminé, essas moedas teriam entrando em uma meia, daí o termo “pé de Meia”.
Quando cresceu se tornou bispo “São Nicolau” (dia de São Nicolau comemorado em 06 de dezembro) e continuou com sua generosidade.
Foi através dele que surgiu a lenda do Papai Noel na Finlândia, já com trenó, renas, descendo as montanhas geladas.
Mas foi na França que surge o termo “Papai Noel”  depois imitado pelos Italianos que antes chamavam o bom velhinho de “Babbo Natale”.
O Cartão de Natal surgiu na Inglaterra em 1843. Mas foi em 1849 que começam a serem comercializados, tornando-se populares.
A figura do Papai Noel, foi elaborado pelo cartunista Thomas Nast, da revista Harper”s Weekly em 1881.
A tradição de arvores  de Natal foi a partir do século XVI em 1525 na Alemanha, pelo pastor protestante Martinho Lutero.. Já o presépio acredita-se é desde o século 8 em Roma, e mais tarde em 1223 São Francisco de Assis fez o primeiro presépio vivo que se tem noticia.
O dia 25 de dezembro começou a se comemorar o nascimento de Jesus a partir do ano 353, até então eram em diversas datas. 
Noite feliz
A canção mais popular da noite de Natal nasceu na Áustria, em 1818. Na cidade de Arnsdorf, ratos entravam no órgão da igreja e roeram os foles. Preocupado com a possibilidade de uma noite de Natal sem música, o padre Joseph Mohr saiu atrás de um instrumento que pudesse substituir o antigo. Em suas peregrinações, começou a imaginar como teria sido a noite em Belém. Fez anotações e procurou o músico Franz Gruber para que as transformasse em melodia.
A versão brasileira da canção também foi feita por um religioso: o Frei Pedro Sinzig. Também nascido na Áustria, em 1876, estudou música em sua terra natal e veio morar na cidade de Salvador, na Bahia, em 1893. O frei naturalizou-se brasileiro em 1898 e se destacou como um grande incentivador da música religiosa no país. Em 1941, criou a revista Música Sacra e fundou a Escola de Música Sacra, na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro. Frei Pedro é autor de várias músicas do mesmo estilo e livros sobre o assunto e também atuou como consultor e conselheiro de muitos compositores, inclusive de Villa-Lobos, que dedicou a ele a canção "Missa S. Sebastião". Frei Pedro morreu na Alemanha em 1952.
Mensagem
Dentro de alguns dias, um ano novo vai chegar a esta estação.
Se não puder ser seu maquinista, seja o seu mais divertido passageiro.
Procure um lugar próximo a janela e desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir.
Procure curtir a viagem da vida observando cada arbusto, cada riacho, beiras de estrada e tons mutantes da paisagem.
Descobre o mapa e planeje roteiros. Preste atenção em cada ponto de parada e fique atento ao apito de partida.
E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou, não hesite.
Desembarque nela os seus sonhos.

Colaboração: José Geraldo Reis  Pfau – Zé Pfau Publicitário./Arquivo de Adalberto Day 

12 comentários:

OKTOBERBLOG disse...

Adalberto, passando para desejar um Feliz natal e boas festas! E que todos os seus desejos se realizem!
Grande abraço dos amigos Ricardo e Fabiana Brandes!
P.s. Excelente matéria, muito completa!

Wieland Lickfeld disse...

Estimado Adalberto, grato pelas interessantes informações sobre o Natal contidas no post. Que Deus abençoe ricamente a você e seus queridos familiares neste Natal e Ano Novo. Grande abraço!

Shirley disse...

Que lindo Primo!!!
Feliz Natal para você e sua linda Família!
Te amo de todo meu coração!
Bjokas
Shirley

Braz disse...

Lembro-me que minha mãe nos proibia veementemente de entrar na sala onde estava sendo enfeitado o pinheiro. Minha ansiedade era enorme, e o mesmo ocorria na páscoa, quando minha mãe nos mandava buscar capim para o coelho comer.
Uma vez tentei ficar acordado para ver o coelho, mas acabei dormindo.
Que bons tempos aqueles.
Braz Santos.

Nilton S. Zuqui disse...

Meu caro Adalberto, também tenho lembranças do Natal por volta dos anos 70, quando minha avó(Materna)enfeitava a arvore de natal com tais velas coloridas, e as bolas que também eram coloridas , ela colocava algodão por sobre a arvore , para simbolizar NEVE , ficávamos admirando todo aquele ritual com muita alegria , pois sabíamos que era significado de presentas que o bom velhinho nos trazia , quão bom eram aqueles tempos....

lilisou disse...

Não podemos deixar que o espirito natalino se vá..É preciso preservar o que é bom.Sempre lembrando do nascimento do amado Jesus afim de resgatar e redimir o ser humano..

Rubens Heusi disse...

Na minha infância,na rua Paraíba,minha mãe plantava os pinheiros,(tannenbaum) para enfeita-los na noite de 24.Éramos proibidos de entrar na sala pois à noite havia a abertura oficial da árvore e distribuição de presentes.Quantas lembranças...
Felizmente até hoje fazemos o mesmo,primeiro para os nossos três filhos e agora para os nossos netos.|Duas árvores amarradas e as
enfeitamos com velas (ainda com aqueles pegadores antigos) bolas de vidro e o presépio na base (tem mais de 90 anos,era de minha mãe e feito de cera)!
Nunca devemos deixar este hábito terminar.Bom Natal a todos.

Ivonete disse...

Olá Adalberto.

Como era lindo nosso Natal de antigamente, hein?
Lembro-me dos pinheiros (os espinhos doiam prá burro) e as velas (os pingos), ardiam muito. As velinhas coloridas eram lindas. A cor que eu mais gostava era a vermelha. Um ano queria colocar só desta cor, mas aí veio a briga da família. Era muito gostoso. Os vestidos das bonecas eram feitos de tecidos da antiga EIG. Molhávamos o pinheiro, com melhoral, para não murcharem tão rápido. Era tudo muito lindo. UM abraço bem grande a todos, muita saúde, muitas alegrias. FELIZ NATAL.
Atenciosamente

Ivonete Poerner
Blumenau (SC)

karla Franc disse...

Conheci Blumenau há quase 20 anos atrás..Parecia estar dentro de um livro de conto de fadas,e fiquei imaginando como seria agora no Natal..pelo seu texto maravilhoso eu pude vivenciar um pouco do que seja ..Cidade linda e de pessoas encantadoras.Lindo texto, linda descrição..lindo tudo.
Feliz Natal !

Valdir Salvador disse...

Bonito, não vou me alongar,lembranças engraçadas, tinhamos que limpar a frente de casa capinar varrer,se não Papai Noélnão vinha nos visitar, a vitoria era descobrir antes do natal quando nossos pais ian ao cinema vamos descobrir os brinquedos e brincar e gardar denovo e decorar a surpresa quando nos ganharmos no Natal,saber enfrentar o ajudante do Papai Noél o pisinique que era feio de morrer, ganhar o brinquedo bricar e gardar limpinho para ganhar credito para o proximo ano,o pinherinho lindo e gostoso era aquele que vinha desenhado EM CIMA DO DOCINHO DE NATAL EM VARIAR CORES DE AÇUCAR COLORIDO COMO Era GOSTOSO. ABRAÇOS vALDIR sALVADOR

Nilton Sérgio Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
Sim, também nosso pinheiro (árvore de natal), era oriundo desta mesma, Sra. Frau Bachmann.
Pois ali tinha sempre as melhores árvores, também aguardávamos ansiosos para efetuarmos a decoração da mesma.Pois naquele tempo dávamos muito valor para referida data, diferente de hoje.
Aguardamos a data natalina para festas, presentes,encerramentos etc...Com relação a vila germânica não estive lá ainda, mas tenho ouvido falar muito bem da decoração, organização , certamente farei uma visita.
Muito lindo os cartões de natal em sua página, bem como o texto sempre excelente.

ARLETE TRENTINI DOS SANTOS disse...

NATAL É MESMO UMA ÉPOCA DE MAGIA. NOSSO CORAÇÃO FICA MAIS TERNO ,MAIS HUMANO...
MUITAS DAS HISTÓRIAS DE NATAL SÃO PARECIDAS.ATÉ NOS COMENTÁRIOS PODEMOS VER.
NATAL É MESMO UMA ÉPOCA DE RENASCIMENTO .
E VAMOS VIVER AS ALEGRIAS DE NATAL. QUE O MENINO DEUS FAÇA MORADA EM NOSSOS CORAÇÕES.
SR DAY UM FELIZ E SANTO NATAL AO SENHOR ,A SUA FAMÍLIA E AOS SEUS AMIGOS.ABRAÇOS GASPARENSES DA ARLETE E DO BRIDON

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