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terça-feira, 22 de julho de 2014

- O cavalo Petiço

A historieta do Cavalo Petiço
“Komm... Komm... Petiço
Quando garoto morava na Rua Almirante Saldanha da Gama no início da Rua da Glória – bairro que leva o mesmo nome em Blumenau. Morei nesta Rua em três residências até nosso casamento quando tinha 23 anos.
Das recordações de nossa infância muitos são os fatos poderia relatar (como já fiz aqui neste espaço), mas um que aflora no momento é sobre o cavalo Petiço de propriedade do Sr. José da Silva ( Zeca da Silva e Sra. Guilhermina da Silva (dona Mimi), que de quebra tinham um papagaio muito falante.
Fato ocorrido por volta do final dos anos de 1950 e meados dos anos de 1960.
Petiço era de Raça de cavalo com pouca altura e comprimento.
O casal Silva “Zeca & Mimi” moravam na Rua da Glória na (foto) terceira casa e ao lado aparece local coberto onde se localizava o poço artesanal movido a ”bomba”.
Todas as crianças e também adultos gostavam do animal dócil e que pela nossa aldeia de casas populares da Empresa Industrial Garcia, fazia sucesso.
Todos os dias de manhã Petiço era solto, e o portão aberto e ele sozinho se encaminhava por um pequeno trecho da Rua da Glória (50m), adentrava a  Rua Almirante Saldanha da Gama por uns 120m, sempre bem ao lado das cercas (estaquetas) e subia por uma trilha de uns 60cm de largura até o Pasto do campinho do 12. Na realidade pasto existia pouco neste local, mas o suficiente para alimentar nosso personagem.
Neste trecho que percorria de uns 100m, à direita e esquerda era mato com alguma vegetação, pasto, muitas goiabeiras, Araçás, pitangas.
Quando chegava o entardecer, a senhora “Mimi” muito querida por todos, se dirigia até o sótão de sua residência aos fundos e chamava o pequeno animal para retornar a casa. Ela pronunciava em idioma alemão “Komm... Komm Petiço” em português volte, e ele obedecia e logo fazia o trajeto de retorno.
“Recordo-me do petiço (era dócil e gordinho) pastando na rua 12, no pasto (foto) que ficava a esquerda na frente da casa do Sr. Alberto Day até a casa do Sr. Kluger, depois Waldir Cunha. No mesmo pasto ficavam as “vacas” do Sr. Erwin Bachmann pai do nosso amigo Walfrido. Quando a Empresa Industrial Garcia construiu a galeria (túnel) e o muro, o pasto ficou isolado. As vacas passaram para o pasto que servia o Sr. Umbelino Bernz. O Petiço foi para  o morro ou “12”  campinho este que substituiu o existente próximo a residência de meu pai David Hiebert”. Conta Valter Hiebert.
Arquivo de Adalberto Day/colaboração/Valter Hiebert/ Vângela Silva Queiroz/ Wieland Lickfeld/Mário de Oliveira/Edite de Oliveira Buerger e Djalma Fontanella da Silva.

9 comentários:

Dr. José Victor Iten disse...

És brilhante nos relatos da sua infância, faz viajarmos no tempo e ter a sensação de viver contigo os momentos.
Parabéns e obrigado!

Abraços com carinhos

Djalma disse...

Dificil não lembrar dele entrando na rua, bem de mansinho e se dirigindo a subida que tinha depois da casa do "Velho" Ipólito. Subia, comia alguma coisa que o seu Zeca colocava no "Cocho" que construiu logo na subida do "morro" e ia a trotes lentos comento um capim aqui, outro ali até chegar no 12.Como diz aquele reporter esportivo do canal Sportv..............Que beleza..............

Nilton Sérgio Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
Quanta saudade desta época, onde nos domingos íamos jogar futebol no campo do 12 , é bem verdade que só entrávamos no campo quando os mais velhos já estavam satisfeitos, e até chegar tal momento comíamos goiaba, fruta está que era farta aos arredores do campo.
No momento em que vc comenta sobre o cavalo , lembrei da parelha de cavalos do finado Sr. Dalila das Neves, tal parelha chamava!!! Mono e tostado, um animal de cor escura e outros de cor clara, daí origem ao nome dos mesmos, na época ele fazia frete com a carroça, e trabalhava na prefeitura com a mesma, fazendo a capina da Rua Emílio Tallmann, Quão bom é recordar esta época, obrigado por manter viva as histórias do nosso bairro.

Valdir Salvador disse...

Amigo Beto tudo legal? Ha senhor Adalberto chegase quase ao maximo, eu ja entrei no tunel do tempo de bicicleta, de tres rodas , ja entrei do lambretta, mas a cavalo so mesmo voce lembrando , mas então vamos cavalgar....., eu lembro muito bem da carrosa, do Sr. Manoél Inacio que fazia frete na rua Belo Horizonte antiga rua do Fifa, nos colocamos em cima de um mourão de cerca um mamão que limpamos por dentro com uma vela acesa que ficava com uma imagem de caveira, quando veio a carrosa, seu manoél bateu com o chicote e caiu com a vela e assustou a parelha de burros que puchava a carrosa imagina o estrago, O outro cavalo de nossa rua que lindo especialmente quando nos eramos muito criança o cavalo parecia maior era um cavalo de pelo claro chamado tordilho,e a carrosinha do colono la do morro da Garruva que transportava seus produtos Hort Grangeiros para vender o cavalo era giado por seu amigo cachorro que ia na frente como se ensinando o caminho, mas desculpe mas teu petiço era pouca coisa perto do petiço que eu vou te lembrar lembras do petiço da carrocinha que fazia o frete ou seja a entrega das compras dos operarios da Empresa Industrial Garcia, eu não lembro o nome do dono da carroça mas lembro o petiço eu acho que era branco bem gordinho pois era muito bem tratado, e seu dono tambem era de cabelo branco e meio gordinho ,ha lembras do carro de entrega de pão do Maneca padeiro ali na frente da venda do barbeiro Hemilio? o seu cavalo ia de uma venda a outra e parava sozinho na frente da venda pois ja conhecia o seu cliente que eu lembro é so abraços Valdir Salvador

Vângela Queiroz disse...

Sabe quanto tu sente saudade de um cavalo que nem conheceu?! Dei asas a minha imaginação Beto... Belíssima história! Parabéns pelo pouco conteúdo que você pode ter em mãos. .. Ficou ótimo. Abraço

Walfrido disse...

Beto,
Em primeiro lugar manifesto minha alegria em saber que você está começando a recuperar peso.
Sem dúvida, você está recuperando a saúde e a alta estima. Continuamos rezando para que tudo volte ao normal. AVANTE
Com relação ao petiço do Sr. Zeca da Silva tenho boas recordações, afinal nós tínhamos uma vaca holandesa que pastava junto com o petiço.
Quem sabe se a vaca que aparece na foto não era do meu pai.
Eu mesmo era incumbido em limpar o pasto arrancando pés de chamarita, nome que meu pai chamava.
Belos tempos, não é mesmo?
Valeu Beto
Um forte quebra ossos, pois acho que você já resiste.
WALFRIDO BACHMANN

Gil disse...

Boa noite!
Sou blumenauense, nasci em 1959 conheci o seu blog hoje.
Foi fantástico relembrar as datas que lembram nossa cultura e história, da nossa linda blumenau, parabéns por todas as suas pesquisas e conhecimento da nossa verdadeira identidade de sermos blumenauense.
Nasci na cabeceira da ponte do ribeirão itoupava norte, era menino, e assisti a construção da mesma na varanda da casa do papai.
Também presenciei a queda da ponte de madeira que era usada na época, jogava quilica com os amiguinhos na cabeceira da mesma e ela veio abaixo com um caminhão carregado de tijolos, depois virou uma pinguela que existe até hoje.
Beto vc tem algum registro da data de inauguração dessa ponte porque não lembro mais.
Parabéns pela sua iniciativa de divulgar só coisas lindas de Blumenau.
Edson Gil Pereira

Kako disse...

Adalberto fonte de inspiração, homem do bem e caráter inquestionável , tenho muito orgulho em ser seu amigo!
kako waldrich

Valter Hiebert disse...

Parabéns Adalberto, mais uma bela recordação de nossa infância.Teu relato retrata o que de fato ocorria com o "Petiço do Zeca da Silva".
Obrigado pela viagem no tempo. Abração.

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