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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

- A casa de Grevsmuhl

A imagem por volta de 1920 mostra uma das casas em que morou a família de Johann Heinrich Grevsmuhl A família imigrou da Alemanha para o Vale do Garcia em Blumenau em 1860 e deu grande impulso ao desenvolvimento socioeconômico da região, inicialmente na Agricultura e depois com a fundação em 1868, da primeira Indústria Têxtil de Blumenau, a Johann Heinrich Grevsmuhl & Cia., que mais tarde viria a ser a Empresa Industrial Garcia (incorporada a Artex em 15 de fevereiro de 1974).
Morou nesta casa o filho do fundador da EIG Johann Heinrich Grevsmuhl , que tinha o mesmo nome do pai.
Também morou nessa residência Otto Huber um dos fundadores da Artex em 1936, e que trabalhou por 30 anos na Empresa Industrial Garcia, Albert Hiemisch e filhos. 
Esta residência se localizava na Rua Progresso em frente à antiga Comercial Mistura, onde foram edificadas construções da Artex S/A
Em setembro de 1994 a família Zadrozny perde o controle acionário da empresa, que é vendida para o grupo GP Investimentos (Garantia Partners--->sócios do Banco Garantia), lavrado em ata em 28 de abril de 1995, desaparecendo o nome Fabrica de Artefatos Têxteis S/A .ARTEX – para então somente ARTEX S/A .
Em 01 de junho de 2000, a empresa é novamente vendida desta vez ao Grupo Coteminas - e doravante a empresa passou a possuir uma nova razão social passando a denominar-se Toália S/A - Indústria Têxtil . - Filial da Empresa Toália de João Pessoa – Paraíba, mas ainda com participação do grupo Garantia. A ex empresa Artex S/A muda de razão social para atender interesses próprios e de seus acionistas, com o nome de Kualá S/A em junho de 2000.
E finalmente em 09 novembro de 2001, o grupo Garantia, sai do controle acionário, e a empresa adota o nome de COTEMINAS – Companhia de Tecidos Norte de Minas. E finalmente em 06 de janeiro de 2006, COTEMINAS S/A. 
Artex em 1966 já sem a elevação e a casa
Localiza-se mais próximo ao Ribeirão Garcia em uma pequena elevação (colina) em cujo topo foi construída a casa, com um belo pasto, jardim e arvores a sua frente e belas Palmeiras.
A casa foi demolida e transportada e remontada em 1960, em frente do atual 23 BI na Rua Quilombo, 95.
"Segundo Valter Hiebert todo o barro e muitas pedras foram usados no aterro da baixada onde ficava o antigo salão do Clube  Amazonas que foi destruído na enxurrada de 31.10.1961. Essa casa ficava um pouco afastada da rua Progresso e a imagem que tínhamos era a de um castelinho, muito bonito naquele local maravilhoso. Tudo isso ocorreu no inicio do processo de ampliação do parque fabril da Artex". 

Depoimento de Edson Mauricio da Silva:
“Estive na Rua Quilombo e conversei com o Sr. Ronaldo Olegário e sua esposa Sra. Tereza Olegário, atuais proprietários desta residência”.
“Conforme o Sr. Ronaldo, esta casa foi comprada pelo seu pai, o Sr. Carlos Olegário (filho de Luiz Olegário, conhecido por Luca e Helena Olegário, sendo o Sr. Carlos o responsável pela transferência da casa para seu atual endereço em 1960)”.
Ele confirma também que a família de Albert Hiemisch foram os moradores anteriores, mas não sabe precisar dados mais antigos.
“Quanto a posição da casa, ele afirma que foi remontada em sentido inverso ao que era antes, ficando os fundos da casa como sendo a frente da mesma”. 
Fiz uma montagem com uma foto postada pelo Djalma Fontanella da Silva  no  Facebook – Antigamente em Blumenau e outras que consegui hoje 13/setembro/2013.
Foto 1 – Antigo endereço na Rua Progresso;
Foto 2 – Atual endereço na Rua Quilombo, 95 imagem da década de 1980 acervo do Sr. Ronaldo Olegário;
Foto 3 e 4 – Atual endereço registradas em 13/09/2013.
Quero agradecer ao Sr. Ronaldo Olegário e a Sra. Tereza Olegário pelas informações prestadas, bem como foto cedida para postagem e também pela autorização para registrarmos em fotos a casa nos dias atuais. 
Montagem da comparação da foto Edson Mauricio da Silva/ Acervo de Adalberto Day/Ronaldo Olegário/Ilse Tallmann Grevsmuhl.
Colaboração da pesquisa: Valter e Carlos Hiebert, Djalma Fontanella da Silva, Alexandra Olegário, Edson Mauricio da Silva, Ester Bevian, Antigamente em Blumenau, Adalberto Day.
Para saber mais acesse:

8 comentários:

Edemar disse...

Bom dia Grande Adalberto
Gostaria de Parabenizar por esta matéria muito bem colocada,
Porque parte desta Historia eu conheço porque morava em frente
Abraços
Edemar Faht

Valter Hiebert disse...

Parabéns e obrigado Adalberto,
mais um belo registro da história de nossa história, de nossa Blumenau. Esse é o único caso que conheço em Blumenau em que o progresso não sepultou o passado, não conheço outro caso idêntico. Havia necessidade de ampliar a Artex e demolir uma belíssima casa. A arquitetura de uma época foi preservada em outro local, isso em 1960. Desde então se foram 53 anos e nada parecido aconteceu na cidade, imagine quantas casas maravilhosas poderiam ter sido remontadas em outros locais, bastaria uma incentivo da legislação municipal para que casas antigas demolidas sejam remontadas em outros locais. Nunca é tarde demais, quem sabe acordem, mesmo que tardiamente, para esse belo exemplo não imitado até agora.

hiebert.valter@gmal.com disse...

Pedindo licença para o Adalberto: Prezado Edemar Faht, prazer em reencontrá-lo por aqui. Lembrei de vc ao ver a foto de tua casa nessa postagem do Adalberto, ela aparece logo depois da casa dos Gauche, eram também duas belas casas, sendo a de vcs a mais antiga. Me mande teu email, por favor, o meu é hiebert.valter@gmail.com

Vilma disse...

Em obras de ficção, vimos personagens voltarem no tempo e assim conhecerem realidades de antepassados, vivenciarem fatos e um cotidiano que no presente não existe mais.

Quando vi a imagem da reportagem "casa", senti esse desejo... |Como será que era viver naquela casa em 1920? O que faziam? O que usavam? Quais eram as preocupações? (ainda não li seu texto)

Tenho sempre isso, quando vejo ou passo por algum lugar muito antigo... Que histórias reservam aquele espaço?

Talvez, este seja o grande "barato" de ser um historiador... É de certa forma, voltar no tempo e conhecer o que está lá no passado, guardado. O historiador traz para outro tempo e torna conhecido o que está escondido atrás do tempo.

Quem sabe, se não fosse professora, talvez fosse historiadora...

Prof.ª Vilma Chegatti Dallagnelo

Henry disse...

Tenho lembrança desta casa, depois estacionamento para diretores, aquela kombi no lado esquerdo da foto era do meu padrinho, João Valdir Klützke, a da direta do Sr. Irineu Theiss.
Uma pena não ter preservado parte da história de duas tão importantes empresas do Bairro. Mas mesmo assim o bairro Garcia é o bairro Garcia.
Henry Georg Spring

Nilton S. Zuuqi disse...

Meu caro Adalberto, quão é bom ler seus textos.
Desta forma é possível viajar no tempo ,e relembrar aquela localidade.
Quem do nosso tempo não lembra do bar do IKO(ICO),onde éramos proibidos de ficar lá após as 18:00hs ,pois éramos menores de idade.
Do campinho em frente ao cemitério progresso, o campo do doze , os banhos de rio, quantas saudades.....

Djalma( Anapolis) disse...

Reunião susinta de tudo o que foi falado desta bela casa. Sua história até os dias de hoje, com comentários valorosos.Nem mais nem menos.

Wieland Lickfeld disse...

Caro Adalberto, quando conhecemos a história de uma casa, vemos-na com outros olhos. A costumeira indiferença é substituída por respeito. Grande abraço!

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