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terça-feira, 20 de agosto de 2013

- As Freiras do Grupo Escolar São José

Apresentamos hoje parte da história de muita gente do Grande Garcia em especial das Ruas Amazonas e transversais, Progresso e transversais, Rua da Glória e transversais.
Eram Irmãs da Providência de Gap (Gap é um lugar da França onde a congregação foi fundada). Fundada pelo Beato João Martinho.Que fazia letras e músicas belíssimas, que a escritora e historiadora Urda Alice Klueger nos relembra:
Eu sei cantá-las, mas não sei o nome.
Uma era assim:
"Beato pai João Martinho
Filho dileto do eterno pai
ilustre defensor de Jesus Cristo
Chama ardente que o Espírito Santo acendeu
Rogai por nós! Rogai por nós!"
Outra a do Pentiévre (Pentievre era o nome do navio em que ele viajou para a China): 
"Vai Pentiévre
Mas anda bem de mansinho
És bem feliz!
Pois levas o João Martinho!
Vai navegando devagarinho
Nas grandes ondas do alto mar
Pois João Martinho está com pressa
Pra religião ensinar. 
Os chinesinhos estão sem batismo
As jovenzinhas não tem religião
A maioria do povo é pagão
Mas tem um bom coração!"
Da esquerda pra direita, começando do primeiro degrau, ou seja, de baixo para cima.
Nomes das Irmãs que trabalhavam no Garcia e Apiúna na visita da Superiora Madre Maria Elizabeth no ano 1960.
1ª fila: Irmã Maria Dora (com as mãos dentro da manga) Irmã Maria Artêmia (sem óculos) Irmã Maria Hilária (com óculos) Irmã Maria do Pilar (com óculos) Irmã Maria Ludovina (que é natural de Apiúna) e Irmã Maria Joelma (que deixou o Convento)
2a fila: Irmã Maria Ignácia (com óculos) Irmã Maria de Fátima (sem óculos) Irmã Maria Rosina Irmã Maria Trindade, Irmã Maria da Paixão Irmã Maria Josélia (com óculos e que deixou o Convento) e Irmã Maria Simone.
3a fila: Irmã Maria Benigna, Irmã Maria do Rosário (com óculos) Irmã Isabel Maria (com óculos e no alto) Madre Maria Elizabeth (bem no meio) Irmã Maria Conceição (sem óculos e alta) Irmã Conceição que depois adotou o nome de Marina Resende, falecida dia 28/07/2013 com 86 anos, em Itajubá - Minas Gerais.  Irmã Maria São Mauro e Irmã Maria Caridade (com óculos) As que estavam em Apiúna no Grupo Escolar São João Bosco: Benigna, Isabel Maria, São Mauro, Caridade, Trindade, Maria de Fátima, Artêmia, Hilária. 
Já falecidas: Irmãs Conceição, São Mauro, Benigna, Trindade, Hilária, Madre Elizabeth. 
As Irmãs dizem que foi o melhor tempo da vida delas, o tempo de Garcia e do que passaram no Sul e que o povo as queria um bem enorme. Irmã Mercedes Darós (natural do Apiúna).
Colaboração Guiomar Daros Peixe e Mercedes Daros Peixe
Imagem Orlando de Oliveira e Edite de Oliveira Buerger 

Grupo Escolar São José da Rua da Glória - pátio. Final dos anos de 1950.
Hora da Merenda Nessa foto eu (Adalberto Day) apareço bem a frente com a caneca semi levantada, parcialmente encoberto pelo braço da merendeira. Olhar atento ao aluno que fura a fila, característica que me acompanha até os dias atuais quando vejo corrupção, desordem, “Levar vantagem”, injustiças sociais. 
Imagem Orlando de Oliveira e Edite de Oliveira Buerger


Pelotão de saúde
Atriz Letícia Sabatella com a Irmã Adalgisa.Imagem  Antonio Carvalho.
D. Silvéria (Irmã Adalgisa) na nossa praça principal de Itajubá M.G. Imagem Antonio Carvalho.
D. Silvéria (Irmã Adalgisa) A outra, em pé, é irmã dela, Luíza. Está havendo uma pequena feira de produtos artesanais, voltada pra filantropia. O que se vê na pequena bancada é acessórios feitos pelas duas. O que me levou ali e a conhecer a D. Silvéria, foi exatamente o tipo de xale artesanal, do modelo à direita, em tom verde. Ele é feito de minúsculas “continha” de tecido, sei lá se é isso mesmo, e linha. A D. Silvéria (Irmã Adalgisa) faz esses xales na ponte de agulha de tricô.
Voltando à D. Silvéria (Irmã Adalgisa), é duma doçura sem igual. É a imagem de uma avó perfeita, não é mesmo? Como não construiu família própria. Carrega no pescoço, como escapulário, fotos de dois netos da irmã.  Imagem Antonio Carvalho.
História:
Imagem Adalberto Day

Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos foi fundada em 14 de fevereiro de 1929, com o nome de Escola Paroquial São José (servia de Capela pela comunidade – com sede inicialmente na Rua Belo Horizonte, em propriedades da família de Carlos Loos).
Professora Júlia
A primeira comissão formada para a construção da escola e a igreja era formada por Henrique Heiden, Carlos Loos, Roepcke, Gustavo Weinrich. Compraram o terreno da família Schatz (antes o terreno era da família Sasse). Todos com exceção de José Schatz doaram o terreno, que chegou a estar em mãos da professora Júlia Straskowsky. Antes dessa negociação do terreno, cogitou-se a construção de um cinema e de um hotel” (depoimento do sr. Nicolau Schtaz em 2002). O primeiro Presidente da escola foi Paulo Schatz, vice-presidente Carlos Loos e o primeiro secretário Nicolau Schatz. Quem sugeriu o nome da igreja e ajudou a fundá-la foi o frei Beda Koch, já na segunda comissão presidida pelo Sr. Rafael Rosini. - Em meados de 1951, a Escola já contava com mais de 500 alunos. - Em 1953, uma nova comissão em prol da ampliação da Escola foi formada, comandada pelo Frei Raul Bunn. - Em 1957, a Escola que era particular foi transformada em Grupo Escolar São José, por decreto do então governador Jorge Lacerda. - Em 1966 foi introduzido o antigo Ginásio, com o nome de Colégio Governador Celso Ramos.
- Em 31 de março de 1971, com a implantação do novo plano estadual de educação, a Escola foi transformada em Escola Básica Governador Celso Ramos. Em 1976 houve a implantação do 2º grau e a Escola passou a ser denominado Conjunto Educacional Governador Celso Ramos. Essas terras onde estão o colégio foram adquiridas da família Schatz , pela comunidade de todos os credos, mas por indução do Frei Raul Bunn, a comissão comandada pelo Sr. Rudolfo Papst passou a emprestar o nome da Igreja como proprietária que iria assegurar em nome da comunidade. Lamentavelmente em agosto de 2002, o Bispo diocesano da catedral São Paulo Apostolo de Blumenau através da MITRA, vendeu ao governo do Estado o Colégio que foi construído pela comunidade sem distinção religiosa. Um ato que revoltou toda uma comunidade, de uma atitude prepotente, e sem fundamentação histórica. A comunidade no geral não foi consultada, apenas alguns lideres que não aceitaram a venda, gerando discussões em Rádios e Jornais.
- Esse colégio foi o esforço de toda uma comunidade, ainda quando a Rua da Glória era conhecido com o nome de Spectife (palavra de origem alemã que quer dizer terra gordurosa ou lamacenta – barro vermelho) e foi nessas terras lamacentas que a comunidade do grande Garcia independente de credo, política, e pessoas representativas do bairro, como o Sr. Rudolfo Papst, Orlando de Oliveira, Francisco de Oliveira, João Heiden, José Klein Jr., Júlio Corsini, Antonio Tillmann, Nelson Salles de Oliveira, José de Oliveira, posteriormente Frei João Maria e o Padre Virtulino que introduziu o segundo grau e tantos outros que poderíamos nominar, levantaram tijolos por tijolos deste grande Educandário. Quero aqui relatar que dentro do direito judicial a venda do educandário foi efetuada dentro da legalidade, porém nem tudo que é moral é ético, e foi isso que foi ignorado.
Quando falamos que foi a comunidade que construiu, foram de todos os credos, inclusive os céticos, maçônicos espíritas e ateus, o que eles queriam era uma escola. 
Colaboração Urda Alice Klueger/Guiomar Daros Peixe e Mercedes Daros Peixe
Arquivo: Orlando de Oliveira/ Edite de Oliveira Buerger/ Antonio Carvalho/Adalberto Day 
Para saber a história da Escola São José acesse:


14 comentários:

Geraldo Pfiffer disse...

Muitas lembranças da época. Comecei a estudar na Escola São José em 1963, inclusive na época eu não sabia falar o português.

Djalma( Anapolis) disse...

Bom dia Adalberto. Vivênciei o final da passagens das irmãs por este colégio. Epoca em que a educação não era rigida , como se fala, e sim havia um respeito pelas pessoas que detinham o direito de nos ter sob sua responsabilidade pôr um certo periodo do dia.Nossos pais se sentiam tranquilos por estarmos em boas mãos.E nós protegidos. Havia os ecessos, dos dois lados, mas falando sério, não eramos faceis. Dai a chamada" RIGIDEZ" na educação. Tinhamos uma escola de exelência, construido por nossos pais e amigos, administrados por pessoas competêntes, e que mais tarde foi vendido sem respeitar a pupulação. Uso suas palavras....."Quero aqui relatar que dentro do direito judicial a venda do educandário foi efetuada dentro da legalidade, porém nem tudo que é moral é ético, e foi isso que foi ignorado.".......... E o Colégio nunca mais foi o mesmo. Não por sua culpa, dos administradores, mas pelas supostas modernizações do ensino. Mas ai já é outra conversa. Mas que todos ja sabemos.

Elisabeth Pavesi disse...

Boa tarde, Sr. Adalberto, parabéns pelo excelente trabalho que vem fazendo para a memória do grande Garcia, em especial a Rua da Glória, é um privilégio fazer parte dela.
O Sr. teria alguma foto ou informação sobre o Coral que pertencia a Igreja Nsa Sra da Gloria nos anos 70 onde Sr. Delfino Tomio era o Maestro?

Bráulia disse...

Olá Beto que bom lembrar o passado e um passado cheio de lembranças boas e não muito boas.
Mas a vida da gente é assim.
Sabes no domingo fomos a missa na Glória e lembrei da irmã Alexandria era especial foi especial p mim
abraços Bráulia

Guiomar disse...

Bela matéria , parabéns.
Os anos que trabalhei e morei na Escola São José ,foram os melhores de toda minha vida profissional .E foi com pesar que vi a Escola passar para as mãos do Estado .Mas tudo tem um sentido na vida .O importante é ter vivido este momento e bendize-lo .

Edemar disse...

Grande Historiador Mr. Adalberto Day
Tenho que parabenizar pela linda historia que valoriza deixou sua marca para o Garcia
Lembro-me muito bem meu PAI ajudava e contribuía mensalmente com uma quantia e
Recebia um selo para colocar em cima de um desenho do colégio o qual teria que ser
Completado veja a colaboração que foi dada pelo nosso povo.
Abraços
Edemar Faht

Braz disse...

Adalberto
Estudei no colégio destas freiras, e posso afirmar que não conheci nenhuma professora melhor do que elas. Minhas professoras foram: Irmã Maria Conceição, Irmã Maria Simone, Irmã Josélia, Irmã da Paixão. Conheci, também, as irmãs Maria do Rosário e Maria das Graças. Peço permissão Adalberto para fazer uma pequena correção. O Nome da Congregação religiosa delas era Irmãs da Providência, e não Irmãs da Divina Providência, que são as do Colégio Sagrada Família e do Hospital Santa Isabel. As primeiras irmãs que vieram para Blumenau eram de Passa Quatro, Minas Gerais.
Braz dos Santos.

Carlos Jorge Hiebert (russo) disse...

Carlos Jorge Hiebert (russo)
Sou nascido em 1948 e iniciei meus estudos com a dona Julia como diretora do São José. O primeiro ano tinha aulas em uma casa velha de madeira,que ficava em frente a igreja e as demais series as salas ficavam nos fundos da igreja. Ainda no primeiro ano passamos a ocupar as primeiras salas prontas no atual predio (Celso Ramos).Eu peguei a transição das professoras civis para as religiosas e a todas devo muito do meu carater. Me faz bem buscar esse passado, aprendiamos a ter limites a respeitar mesmo que fosse com uma reguada na mão dada por uma professora. Se elas tivessem ainda esse direito com certeza não teriamos tantos criminosos.

Justino da Silva disse...

Excelente texto mestre. Temos uma dívida enorme com nossas freiras, que com dedicação e abnegação, dedicam-se a servir o próximo nas escolas, hospitais e assistência social. Infelizmente nossa sociedade, na estupidez de se dizer laica, não presta o seu devido valor. Também iniciei meus estudos com as freiras do excelente Colégio Santa Rosa de Lima em Lages SC. Quanta saudade!

Valdir Salvador disse...

Amigo Adalberto tudo bem? olha para a historias das freiras não representa muito, pois ja tinha saido do glorioso Bairro do Garcia rua do fifa,mas gostaria de saber que tambem teve sua gloria em seu atendimento me o nome da merendeira desta foto, e quero tambem chamar atenção, para a beleza da grande Dona Julia como todos conhecem,quanto as freiras sou mais a Freira ou seja a Chestra Marta pois estou aqui escrevendo graça a sua abilidade como parteira particular, que beleza de lembrança abraços de teu amigo Valdir Salvadot.

Toby disse...

This is fantastic!

Ir. Angelina disse...

Ao Sr. Adalberto, bom dia,
A memória da nossa querida e saudosa Escola São José,
muito nos alegrou. Foi um tempo muito gratificante.
Somos muito gratas ao querido povo do Garcia que sempre
nos acolheu com carinho.
Obrigada e parabéns pela sua iniciativa.
Abraço fraterno.
Ir. Angelina R. da Silva - Providência de Gap

Jaqueline Tillmann disse...

Senhores, tenho grande interesse em conhecer a história da Irmã Rosina, se alguém puder me ajudar, serei grata! Jaqueline Tillmann.

Janete disse...

Mais uma linda e interessante história. Méritos à comunidade que se empenhou pela construção do colégio. Grande abraço!!

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