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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

- Parque Esportivo

Apresentamos novamente a participação do amigo Carlos A. Salles de Oliveira, presidente da Comissão Pró-construção do AGG – Ambulatório Geral do Garcia, que hoje nos apresenta uma mistura de saudosismo do nosso “Morro, ou 12”, com projetos de instalação do Parque Tecnológico e uma área de lazer.

Outrora, nos bons tempos das antigas empresas – E.I.Garcia e Artex (foto acima, e ao alto a esquerda o "12", conglomerado industrial que veio a conquistar o status de maior produtor têxtil em cama, mesa e banho da América Latina, num grande morro das proximidades, isto no princípio da década de 50, em uma de suas colinas foi terraplanado, formando dois extensos grandes patamares e, colocado a disposição da comunidade local, para a utilização como área de lazer. A ideia foi muito bem vinda e a plataforma mais elevada foi preparada e transformada em um belo campo de futebol, de dimensões equivalentes ao de futebol suíço. A partir desta época, nos arredores deste morro brotaram muitos times de futebol, que treinavam, ensinavam, aprendiam e se aprimoravam na prática da arte e domínio da bola. Surgiram os “bate-bolas”, “tiros ao gol”, “jogo de controle”, “peladas diversas”, “jogos clássicos” e “jogos de campeonatos”, exatamente como no meio profissional.
Toda a grande região em torno daquelas Indústrias tornou-se uma excelente incubadora de times de futebol, que além de se utilizarem de outros campos que surgiram, sequencionalmente, em outros vários locais, tinham como ponto principal para os melhores clássicos e finais dos torneios, o “campo do morro”, que passou a ser denominado de campo do 12, devido o nome do clube principal das imediações daquela praça esportiva, da rua 12 de outubro.
Inúmeras vezes campeões, o Clube 12 (foto), uma bela mistura de vascaínos, palmeirenses, fluminenses, corintianos, são-paulinos, botafoguenses, santistas, flamenguistas e outros tantos fanáticos desse esporte, perderam a conta da grande quantidade de garrafas de capilé que conquistaram, justa recompensa financiada por todas as equipes e, que substituía a taça de campeão, caríssima e rara naqueles tempos. A rigor e de forma natural, toda aquela região se tornou um magnífico centro de formação espontânea de grandes atletas, maior fonte de sustentação e formação do majestoso Amazonas Esporte Clube, campeão blumenauense e grande representante de Blumenau no cenário catarinense.

Nos tempos atuais, analisando exclusivamente dentro da nossa dimensão municipal, estamos vivendo e vivenciando, uma realidade bastante deficitária na prática esportiva em geral e, especialmente na modalidade mais valorizada e prestigiada, no futebol, já se vão muitos anos que estamos presenciando participações inexpressivas do nosso município, com baixo índice de aproveitamento, chegando, em algumas ocasiões à nulidade completa.

O mais impressionante e comovente é a constatação de que num passado recente tínhamos, nesta área do esporte, uma estrutura excelente, organizada, com enorme capacidade de atuação, que produzia constantes expressivos bons resultados para a glória de nossa cidade.
Camisas do Olímpico, Palmeiras, Amazonas, Vasto Verde e Guarani
O que aconteceu? Onde estão os grandes times de futebol que tantas glórias e orgulho nos proporcionaram? O que ocorreu com o time do OlímpicoPalmeiras, Amazonas,Vasto Verde, Guarani  e demais tantos clubes, que brilharam nas mais diversas divisões do futebol de Blumenau.
Hoje temos ciência do fator primordial e fundamental, que provocou em um curto espaço de tempo, toda essa transformação do nosso status no cenário futebolístico catarinense. Como num processo de desertificação as nascentes de água vão secando, o desaparecimento gradativo dos nascedouros e formadores de atletas e jogadores foi enfraquecendo, desestabilizando o sistema até a completa desestruturação. Todos os bons, fortes e prestigiados times de futebol foram sendo fechados, desativados e nem uma réstia de luz permaneceu, daquela fantástica e vitoriosa estrutura que naturalmente havia se formado de forma gradual e correta, em todas as regiões da cidade.
BEC- 1989. Leandro, Alaércio, Silva, Gassem e Sidney; Derval, Serginho ; Osmair, Mirandinha, Cesar Paulista e Cide.
Uma das vítimas fadadas ao desaparecimento completo está o valioso espaço do morro do clube 12, ou morro do 12, assim abreviado, que outrora foi um dos mais importantes e significativos incubador de bons times, formador de grandes jogadores e, que está no eminente risco de se tornar apenas um imóvel privado, mas, que de direito, ainda deve pertencer ao governo e, portanto, ao povo, que ainda não assinou qualquer autorização que permita sua indireta comercialização imobiliária.

O campo deste saudoso Clube 12 servia de área de lazer e campo de futebol nas décadas de 50, 60 e 70, era utilizado pelas comunidades abrangidas pela totalidade das ruas da Glória, Vila Operária, Belo Horizonte, Emílio Talmann, Júlio Heiden e grande parte das ruas Amazonas e Progresso. Já há muitos anos, desde sua desativação no final da década de 70, não foi mais permitida a sua utilização pública. Foi, em 2007 colocado à disposição da entidade de empreendimentos, “SC Parcerias”, que ali se comprometeu com a imediata construção do grande “Centro Tecnológico de Blumenau”, mas, que até o momento e sem qualquer satisfação ou esclarecimento, sequer iniciou a obra, isto é, absolutamente nada ainda executou.

Há aqui de se esclarecer, de que aquele espaço estava previsto para utilização como área de lazer, bem antes de surgir este atual projeto do Parque Tecnológico. O Governo municipal de Blumenau, que detém os direitos de utilização, por comodato renováveis a cada 30 anos, de toda aquela grande área de propriedade do Governo estadual, havia prometido a implementação da referida obra para o povo do Garcia e, a Secretaria Municipal de Saúde também a utilizaria, no suporte aos tratamentos corretivos e preventivos da saúde pública.
Com a preocupação de que este, inegável excelente empreendimento, não vier mais a acontecer, o que seria, do ponto de vista econômico e de desenvolvimento técnico e humano, lamentável para todo o nosso Distrito do Garcia, nada mais justo o direito da nossa comunidade reivindicar aquela grande área para utilização, como anteriormente estava previsto, como uma área de lazer e completo parque esportivo, resgatando dessa forma a imagem e os desígnios que foram naturalmente concebidos e desenvolvidos, pelas condições proporcionadas pelo antigo campo do morro do Clube 12.
“Bravamente, do alto dos enormes eucaliptos que ladeavam o Campo do Clube 12 vislumbrava-se, um futuro bastante promissor para a comunidade garciense” .

Texto Carlos A. Salles de Oliveira.
Arquivo Adalberto Day

4 comentários:

Valter Hiebert disse...

Boa noite Adalberto,

pergunto se podes mandar as duas fotos onde aparecem o nosso campinho de futebol.

Ao reler o belíssimo comentário do Carlos Alberto sobre o campinho do Doze, em minha mente despertou um registro muito antigo qeu voce deve ter fontes que poderão confirmar ou não.

Na época da terraplanagem existia um campinho de futebol que ficava ao lado de minha casa, ao lado daquela goiabeira enorme, e ia até a frente da casa do Sr. Umbelino Bernz.

Com a criaçãoda Sala 14 A referidlo campo foi extinto, pois alí foi construído um novo pavilhão da EIG, cujo traçado no seguia mais a linha uniforme de toda aquela constução qeu até hoje existe.

Assim, as peladas passaram para o morro do 12, em função da origem da maioria dos peladeiros, a maioria da Rua 12 de Outubro.

Mas o que me lembrei agora foi a verdadeira finalidade daquela terraplagem feita pela EIG, já para futebol tinha o campo do Amazonas.

No pasto que ficava na frente da casa do Walfrido era proibido jogar futebol, pois brincar ali prejudicaria a grama, alimentação das vacas do Sr. Erwin Bachmann e do petiço do Sr. Zeca da Silva.

Porque então a terraplanagem?

Ali seria contruída um enfermaria ou hospital para os operários e familires da EIG.

Contudo o projeto nunca passou da terraplanagem.

Lembre-se da preocupação social permanente do Sr. Ernesto Stodieckd com seus colaboradores.

Casa, Escola, Ambulatório, Dentista, Médico e outros beneficios mais que não existem nas empresas atuais.

Acho que o Walfrido vai se lembrar desses detalhes.

Depois que acabaram com o pasto do Sr. Bachmann e construiram aquele murro enorme, surgiu no local outro campo, o emergencial, para treinamento do Amazonas , já qeu o respectivoEstádioa foi totalmente destruido por uma enchente.

Referido campo emergencial foi utilizado pela molecada por alguns anos, até que criaram uma horta e um pomar no local.

Era isso que qeuria resgistrar.

Um grande abraço.

Valter

Theodor disse...

Olá Sr. Adalberto,

Muito bacana, gostei da reportagem !!!

Como será criado o parque das Itoupavas e da Velha, seria muito bom também ter um no Garcia. Pelas dimensões do bairro, nada mais justo. Creio que isto deverá ocorrer a médio prazo.

No sábado a noite, minha esposa e eu fomos fazer um passeio panorâmico de carro no Garcia, contemplando um pouco da vida norturna do bairro. Seguimos caminho até a Ilha do Sossego no Jordão e na volta passamos na antiga Ponte Preta e depois na tradicional Júlio Heiden onde mora nosso estimado amigo Adalberto Day. Vimos a casa de vocês e lembramos de nosso agradabilíssimo encontro.

Valeu, nos falamos.

Um abraço e ótima semana,

Theodor.

Carlos disse...

Adalberto

Como o nosso bom amigo Valter Hiebert muito bem lembrou e deixou registrado em seu perfeito comentário, havia na outrora, referida época, uma preocupação muito maior por parte das autoridades e dos e líderes empresariais, com o lazer do povo e, permitiam, ajudavam , apoiavam e até financiavam as iniciativas e investimentos neste sentido, principalmente na área dos esportes e, mais especificamente no esporte do futebol.
Com satisfação, sempre é muito bom lembrarmos do Sr. Ernesto Stodieck, o maior desses líderes e especial amigo do nosso grande bairro, que além da comprovada preocupação com casa, escola, ambulatório, médico, dentista, etc., foi, inegavelmente, o maior benfeitor também na área esportiva, a quem muito temos que agradecer pela grande contribuição e apoio neste sentido e, que está gravado na história através da gloriosa trajetória do Amazonas Esporte Clube e do maravilhoso Estádio da Empresa Industrial Garcia.
Muitos campos que possibilitavam a prática do futebol acredito, que já existiam e, muitos outros surgiram após o Campo do Clube 12 e, nós sabemos, estes sempre foram e sempre serão intensamente utilizados pelo povo para a prática deste esporte de maior preferência nacional e, até mundial, nos dias de hoje.
Sem os referidos campos, ou, sem as áreas específicas para a prática do futebol, a nossa região se tornou deficitária na criação e formação desses atletas, completamente na contramão dos nossos interesses e da nossa própria inclinação histórica. Quem sabe com esta constatação e conscientização possamos ajudar a nossa cidade a mudar o rumo desta atual e grave deficiência esportiva.

CarlosASallesOliveira

Anônimo disse...

Carlos Alberto:
Que bom te ver aí! Não lembro do campinho, mas lembro de um menino clarinho, que tinha um irmão mais moreno, e que ia na mesma sala que eu, na antiga Escola São José! Carlos Alberto Salles de Oliveira chamava a atenção por ser sempre bem comportado, estudioso, com caprichados cadernos limpinhos, sempre simpático - nunca imaginei que jogasse futebol e tomasse capilé! Eu te revi faz pouco tempo, depois de mais de 40 anos de diferença no tempo - e fiquei muito feliz de saber que aquele era mesmo o Carlos Alberto da minha sala! Que bom te ver por aqui de novo!
Urda Alice Klueger

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