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domingo, 18 de outubro de 2009

- Jornal “O GARCIA” Edição nº 14

Introdução: Adalberto Day
- Nesta edição de Outubro/2009, o jornal, continua com belas matérias. - Os destaques desta edição são para as Seguintes matérias: Capa: Família Tiago: vencedores nas pistas e na vida; - Artigos: Cantinho da Saudade, A Infância, página 3 - Imagem do mês: Beira Rio e Vapor Blumenau II, página 3 – Dia das crianças no Garcia, página 4 – Amigo Bicho: fases da idade emocional de um cão página, 5 – Saúde em Movimento: Personal Trainer cada vez mais uma realidade, página, 8 – De olho na ortografia: quando se usa a virgula antes de “e”, página 9 - Projeto Prime, Casa Brasil entrega certificado aos alunos,página 12

A infância :
Quando criança a maioria das ruas dos bairros da cidade não eram pavimentadas. No Vale do Garcia, somente a Rua Amazonas possuía pavimentação, concluída por volta de 1959. Poucos carros circulavam por essas ruas. O transporte mais utilizado era a bicicleta e até carroças. Morávamos em uma transversal da Rua da Glória, na Rua Almirante Saldanha da Gama. Como nossa rua, todas as outras ruas eram de chão batido, com exceção da Rua Amazonas. As ruas eram palcos de nossas brincadeiras, com a bicicleta, jogar pião, trocar figurinhas e gibis, ouvir músicas e jogo de seu time preferido. Porém eram brinquedos quase que exclusivamente de meninos. As meninas pouco se aventuravam a jogar pião, Bibloquê (nome correto Bilboquê), Pesca ,Gaiolas, Bolinha de gude (Kilica), atirar com uma funda (estilingue), Aviãozinho, Ténis de mesa (Ping-Pong), ou jogar futebol no morro ou campinho do “12”. As meninas jogavam até vôlei, mas a preferência eram as bonecas, brincavam de amarelinho. Os meninos liam revistas do Esporte, Gibis, as meninas mais revistas de romances. Ambos iam assistir filmes no Cine Garcia, ou no Salão do Amazonas. Hoje muita coisa mudou, elas jogam futebol (e muito bem), vôlei, praticam atletismo e tantos outros esportes Alguns termos usados por exemplo na kilica :
- a fulanga - jogar empurrando a mão além do limite,
- o pêco - o guri que acertava todas
- o bagalão - a bola de gude de vidro tamanho grande
- a carambola -kilica transparente com um desenho de carambola dentro,
- o gesso - bola de gude branca de gesso
- o aço - bola de gude de esfera de rolamento
- a paulistinha - kilica de cor (não transparente).
O mais importante é educar as crianças "Educar é tudo", com bons costumes. Ensinar a moral, a virtude a ética a disciplina, a organização, incentivar a leitura, a pesquisas, a valorizar, respeitar os idosos, são aspectos fundamentais para um futuro cidadão. Nossos governantes são sempre o reflexo da sociedade”.
Arquivo de Adalberto Day/ cientista social e pesquisador da História.
Colaboração de José Geraldo Reis Pfau - os dados sobre Kilica, também são dele.
- Ir no Cine Blumenau no matinê das duas horas trocar gibis.
- Corrida e habilidades de bicicletas,pedaço de papelão no garfo para o raio da bicicleta fazer barunho de motor
- Jogar futebol com torneio, time com camisa contra time sem camisa O dono da bola era chamado pra casa pela mãe, acabava o jogo
- fazer ruas cavadas no barranco para brincar de carrinho
- escolher os bons de bola e sempre ganhar nas peladas de futebol
- Fazer casa na árvore (tarzan) e pedir para dormir lá e a mãe não deixar colocar no mato armadilhas e alçapão para pegar bichos e passaros
- Ter habilidade para brincar de iô iô
- Soltar barquinho de papel depois da trovoada na sargeta da rua
- Improvisar uma cesta de basquete no varal de casa
- Colocar bombinhas na lata de ervilha para ver voar
- Descer morro com carrinho de madeira
- Correr na calçada com carrinho de rolimã
- Tomar banho no Ribeirão da velha (do Garcia também) escondido,
- O vizinho Siqueira fazia no porão sessão de cinema infantil c/equipamento Cine Barlan.
- Campeonato de jogo de botão ou futebol de mesa
- Fazer os melhores atletas de futebol de mesa de lentes de relógios de pulso.
A Imagem do mês :
A imagem do mês mostra a Avenida Castelo Branco (Beira Rio) e o Vapor de Turismo Blumenau II em 1972. As festividades e a primeira viagem inaugural foram no dia 24 de setembro de 1972. Bandas e muito foguetório fizeram parte das festividades. Abandonado na cidade de Gaspar afundou para sempre no inicio de 2002. Arquivo de Adalberto Day
Expediente:
- Grande Agência Publicitária Ltda
- Gerente comercial e fotos: Carlos Ubiratan
- Jornalista Responsável: Fernando Gonzaga
- Diagramação : Yuri Apolônio
- Distribuição Tiragem : mensal e gratuita
- Circulação : Distrito do Garcia, Centro, Velha. Itoupava Seca e Região
- Endereço: Rua Ignácio dos Santos,83 – Bairro Glória - Blumenau SC

10 comentários:

C!cero Nogueira disse...

Lá no Ibes este jornal é colocado tão no canto da cantina que os mais desatentos nem o vêem. É incrível como não valorizamos aquilo que é produzido com qualidade e nos deixamos influenciar apenas pelos grandes "caciques" da comunicação, que mostram apenas o que lhes é útil do ponto de vista comercial.
Tenho lido O Garcia e foi lá que conheci o Blog Alberto Day - ou será que eu joguei Alberto Day no Google? Nem me lembro mais.
A versão eletrônica poderia ter mais atualizações, mas também está ótima.
Parabéns aos profissinais que fazem parte deste projeto. Digo isso sem demagogia.

Tere disse...

Beto, guardo com carinho todos os exemplares. Parabéns a toda equipe do jornal. Um abraço.

R. M. disse...

Poxa, muito bacana essas imagens antigas de Blumenau.

Vilma disse...

Adalberto,

Saudades...

O texto nos remete a um tempo delicioso: a infância!

Acordávamos, íamos a escola, ajudávamos as mães nas tarefas da casa e brincávamos até escurecer.

Jantávamos, lavávamos os pés (confesso que muitas vezes nossos banhos não eram diários e quando eram, eram em grandes bacias... O chuveiro apareceu lá em casa quando eu já tinha uns 10 anos); rezávamos o "Padre Nosso" e íamos dormir... no inverno, debaixo de pesados cobertores feitos de sei lá o quê... Nem nos mexíamos, tamanho o peso das cobertas... No verão, uns lençóis feitos com os tecidos Artex, ganho com o zero-faltas... Lembras disso?

E de manhã, o barulho do despertador mal humorado, aquele cheiro de café coado no saco, o conga nos esperando na porta e íamos para a escola...

Sem pensar em contas, em dinheiro, em doenças, em responsabilidades, em política, em nada de muito sério... no máximo, nos preocupávamos em não esquecer os deveres da escola e em conseguir boas notas para passar de ano...

Para, claro... não poderia ser diferente (para um bom blumenauense) em dezembro irmos para a nossa casinha na praia de Armação.

Bons tempos, amigo... bons tempos!

Um grande abraço, da Vilma

Santos disse...

Amigo Berto.
Essa sobre fatos da infância trazem muito saudosismo. A pesar da minha idade, essas ocorrências e brincadeiras que ali mencionas, também havia no meu tempo.
Sem dúvida as meninas tinham muito menos brincadeiras do que os guris. Muitas passagens da infância ficam gravadas. No meu tempo, os pais eram mais rigorosos com os filhos no que tange aos seus comportamentos inadequados. De minha infância guardo algumas recordações nas brincadeiras com meu irmão (éramos só dois). Como ele era mais novo, estava sempre junto a mim nas brincadeiras e ele acabava sendo muitas vezes atingido acidentalmente. Lembro-me de avisá-lo de que iria atirar uma pedra no ribeirão (Joinville) e quando levantei a pedra para atira-la, escutei a batida atrás de mim. Atingira-o na cabeça e nele caiu. Tive que levá-lo às pressas para casa, ensanguentado, e, não deu outra. Entrei no "pau" como era costume. Noutra ocasião, ao irmos colher capim pára os coelhos, levei uma foice ( de mão) e, quando comecei a operação meu irmão postou-se justamente ao alcance da tal foice. Essa foi mais grave. A foice penetrou-lhe na barriga, felizmente, sem gravidade. Conduzi-o rapidamente para casa para o curativo,e, também não deu outra. Entrei na diferença. Outra vez, derrubei-o no rio, e voltou ensopado para casa. Outra daquelas. E era assim com frequencia. Como eu possuía espírito criativo, em casa de meus avós, montei algumas armas de cabo de guarda-chuva (bandoliche), não sei se você alcançou essa época, só que eram armas perigosas porque o material não era muito seguro. Presenciei alguns acidentes entre a gurizada no uso dessas pequenas armas. Uma delas explodiu junto ao rosto do guri e seus estilhaços atingiram a do menino. Demorou a chegar o socorro e quando veio ele já havia perdido todo o sangue.É lógico que havia entre nós brincadeiras sem qualquer perigo, como essas que você mencionou de se sua infância, e também tínhamos muito futebol.É Beto, essas recordações de infância, se forem narradas vão muito longe e como se passam ligeiro. Gosto de ler os nossos antigos poetas que narravam sua infância de uma forma muito bela, como Castro Alves, ou, Casimiro de Abreu.
Um grande abraço amigo e votos de que tenha sucesso nessas investidas constantes que tens levado a efeito junto às nossas autoridades. Um dia eles acordam.
Eutraclinio A. Santos

Elaine disse...

Muito legal!! No meu tempo os meninos brincavam de kilica, hj as crianças nem sabem o que é isso hehehe, legal relembrar. Bjssss

Marilia disse...

As crianças, já afirmava Piaget, têm balbucio igual em todos os idiomas e o Beto provou que as crianças brincavam do mesmo modo, só mudando o nome de algumas brincadeiras..
Marilia CArqueja Rio de Janeiro Itapema

Adilson disse...

Oi Adalberto

Tudo bem com você ?

Muito legal este seu e-mail. Realmente viagei de volta no tempo uns 50 anos.

Nunca mais iria lembrar destes nomes :gibis, pião, bibloquê, fulanga, pêco, bagalão, carambola, gesso, aço e paulistinha.
Não sei se você lembra do Capilé ? Ele tinha um rádio portátil igual ao da foto.

Como mudaram os valores, como mudaram os divertimentos. Não é mesmo ?
Mas, o mais importante , independente da época, é que todos procurem praticar o bem, proporcionando
alegria, felicidades e paz para uma vida melhor da humanidade .

Muito obrigado, parabéns pela matéria e um abração deste seu amigo de muitos anos

Adilson Nilton Correia

Valdir Appel disse...

Quando eu tinha os meus 12 anos, comprava gibis de montão da editora Ebal do Rio.
Certa vez ganhei uma toalha de mesa de presente ao enviar um cupom de uma das revistas.
Alguns anos depois, caminhando pelo bairro de São Cristóvão no Rio de Janeiro, descobri que o meu destino era mesmo São Januário, que fica ao lado do prédio da Ebal.

Vivien disse...

As brincadeiras eram subir em árvores para apanhar frutas,
tomar banho no rio que era de águas cristalinas.
Andar nos pastos, correr e explorar os pastos dos vizinhos.
Brincar com o nosso cachorro vira-lata, ou com os gatos
que eram muitos na casa da minha avó.

Minha irmã ganhou uma boneca Susie da tia de S. Paulo,
e eu cortei os cabelos da Susie dizendo:
- Depois cresce de novo....
Cada travessura, uma surra...

Uma prima minha, que era muito cuidadosa tinha uma coleção de
bonecas de louça, de vários tamanhos todas com roupinhas,
e móveis pequenos que faziam parte da "casinha de boneca" dela.


Brinquedos eram gaita de boca, violãozinho, urso de pelúcia,
dorminhoca (uma boneca usada como enfeite nos carros).
Na escola brincávamos de cantigas de roda, e de gato e rato.
Os meninos brincavam de clicas, colecionavam figurinhas dos
times.
As guloseimas eram: pipoca doce, pirulito Zorro, sorvete seco
(quem comprava um sorvete seco ganhava um anel de plástico),
maria-mole,bolacha Maria e mata-fome.
Refrigerante era o tal do Gasosão de Framboesa, Cruch ou laranjinha ou então
Choco leite.

É isto, nos divertíamos muito.

Vivien Alcântara

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