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quarta-feira, 16 de julho de 2014

- Frohsinn


Introdução: O Frohsinn é dos blumenauenses (é nosso) e não cabem apenas uns poucos munícipes ou (gestores) decidirem sobre sua venda.
Em 14 de agosto/2009, um dos mais tradicionais restaurantes de Blumenau, comemorou seu quadragésimo ano de fundação.
Restaurante Frohsinn - típico, no morro do Aipim*, com vista panorâmica para o centro da cidade. Rua Gertrud Sierich, 940 = Bairro Vorstadt Blumenau.
Adalberto Day 


Foto: Diogo Barbieri 
Foto: Rádio Clube de Blumenau
Foto Alfredo Lindner
Foto Fábio Bublitz
Mais uma tragédia anunciada em Blumenau.
Não foi devidamente cuidado e aconteceu o previsível. Frohsinn é completamente destruído por um incêndio dia 20 de agosto de 2014. 
Vídeo Blog Jaime Batista da Silva
Vídeo de Alexandre José 
Vídeo Jornal de Santa Catarina

História
O local pertenceu ao fundador da cidade, Dr. Blumenau, e foi doado ao município pelo seu filho Pedro em 23 de outubro de 1909, quando a visitou, segundo o Dr. Carlos Fouquet cita no Livro do Centenário, em companhia de sua irmã Christine, representando a família. A doação foi formalizada em 1911*. 
Obs.: Dr. Blumenau casou aos 48 anos com Bertha Repsold. Deste casamento resultaram quatro filhos: Pedro Hermann, Christine, Gertrud e Otto, que faleceu meses após o nascimento.
O Restaurante começou a ser erguido em 1968, no melhor estilo técnica exaimel, com largas varandas e decoração alpina, é um belo convite a visualizar belas paisagens de nossa cidade.
Frohsinn, significa estado de alegria, foi inaugurado em 14 de agosto de 1969.
O forro do restaurante é todo feito com as caixas de madeira das máquinas que vinham da Alemanha para as indústrias têxteis blumenauenses.
O Grande diferencial do restaurante fica por conta da verdadeira cozinha europeia dos tempos da “oma”, a vovó alemã.

O cardápio era servido fartos pratos tradicionais como o Hackapetter ou o Einsbein, com o destaque para o marreco recheado.
Só no Frohsinn o marreco era feito com a mesma receita e forma de preparo do tempo dos imigrantes, da Colônia Blumenau. São 40 HORAS DE PREPARO! Nos dias em que esses marrecos são assados, o perfume (aroma) da comida toma conta de todo o local! 
Foram mais de 40 anos de sucesso.
Justiça de Blumenau manda fechar o restaurante em 22/10/2012 Decisão faz parte de processo de reintegração de posse por parte da prefeitura.
*Morro do Aipim
Em palavras aos Blumenauenses o Niels diz assim:
Conforme correspondência mantida por volta de 1925, na época dos festejos dos 75 anos de Fundação da Colônia, com as filhas do Dr. Blumenau, estas explicitaram, com muita ênfase, que desejavam ver cumprido o desejo do Fundador que era o de que estabelecessem nas suas terras particulares do Morro do Aipim, um Museu Colonial da Imigração. O Morro do Aipim, não constou da venda das terras da colônia particular do Dr. Blumenau ao governo imperial em 13 de janeiro de 1860, e foi objeto de doação da família do Dr. Blumenau à municipalidade de Blumenau.  A doação das terras foi procedida em *1909 e formalizada em 1911, pelo filho do fundador Pedro, que, entretanto na formalização do ato da transferência, através instrumento próprio, foi acompanhado de correspondência na qual, os descendentes do fundador, condicionavam a doação à municipalidade, mediante observância de clausulas estabelecendo finalidades da destinação do terreno, que deveria ser a de, exclusivamente, servir à construção ao «Memorial da Colonização».
O Morro por semelhar-se a uma soca de aipim arrancada e por ter sido o Morro dos amoladores dos instrumentos para produzir aipim, tomou o nome de Morro do Aipim. Contudo antes foi chamado Feileberg (Morro do Amolador) para designar o talude frontal quando observado a partir do centro da cidade.
E afinal, sempre associada ao aipim, a lima ou a pedra abrasiva, que o colono enfiava na cinta, pelo desgaste tornando-se cônico, semelhava-se em muito a uma das raízes do tubérculo, o que fez com que dessem o nome de aipim para aquela rudimentar ferramenta. Portanto tudo terminou quando aquela ferramenta passou a ser jocosamente denominada Aipim em vez de Feile, ainda mais pela razão da pedra ser de má qualidade e que logo se desgastava, e era mole como um aipim. Passar o aipim na enxada ou passar a enxada no aipim - algum dos dois seria necessário que fizessem, e isto dizia em alemão para assegurar que trabalhar era preciso. Aqui finalizo o resumo de uma parte dos contos que me passou meu pai - Hercilio Deeke com relação ao Morro do Aipim e a origem de seu nome provindo da imensidade de gozações que faziam quanto às pedras de amolar do Dr. Blumenau.

 {...} e do morro desabariam, os nossos sonhos, como foi, também, o desejo do Fundador, de lá estabelecer um Museu da Colonização Alemã no Sul do Brasil, ou mesmo um aprestado aeroporto para helicópteros, este conforme chegaste a imaginar quando percorreste o terreno com engenheiros da PMB e da Estrada de Ferro. Também elidiria qualquer pretensão, projeto que mais recentemente foi aventado, de estenderem um funicular desde o alto do morro até a Prainha, para suportar uma linha teleférica e as respectivas unidades de transporte.

{...} D. Pedro II sempre olhara com simpatia a colonização e nunca negara o seu auxílio e apoio a semelhantes empreendimentos. Por isso o Dr. Blumenau resolveu oferecer à venda da sua colônia ao Governo, passando a este o encargo de prosseguir com a colonização na zona da sua concessão.
D. Pedro II concordou com as sugestões que lhe foram feitas nesse sentido e, a 30 de janeiro de 1860, cerca de 10 anos após a fundação, Blumenau fechou o contrato de compra e venda de sua concessão com o Governo Imperial. O contrato foi bastante favorável ao Dr. Blumenau. Além de lhe ter sido garantida a posse de extensas terras, como as do Morro do Aipim , da Ponta Aguda e de outras ao redor da atual sede, recebeu setenta e cinco contos de réis a título de indenização por toda a concessão, ficando ainda investido nas funções de Diretor da Colônia, mediante vencimentos
mensais fixos de quinhentos mil réis, pelo prazo enquanto durasse a colonização.
Oficializada, assim, a colônia, o governo brasileiro passou a fornecer auxílios pecuniários suficientes para facilitar ao Dr. Blumenau o prosseguimento de seus planos, dando-lhes maior amplitude. Melhorou os meios de transporte; concedeu assistência mais eficiente aos colonos concorrendo com as suas despesas de assentamento; construiu escolas e igrejas e, enfim, tudo fez, na medida do possível, para dar à colônia uma base sólida e sadia, requisitos que até então ainda lhe faltavam, tendo nisso a ventura de poder contar, para a bom êxito de sua obra, com o auxilio eficiente e inestimável de seu guarda-livros e secretário, Hermann Wendeburg.
MORRO DO AIPIM : Elevação do terreno, com 140 metros de altura, existente a leste e sudeste da rua Itajaí , ou seja da antiga rua Minas Gerais. No seu topo, em certa época se pretendia fazer um aeroporto tão extensa é a sua continuidade. No longo platô que esparge-se por cerca de 05 km, há terras com moderada ondulação, as quais dividem-se em numerosos espigões, parecendo uma soca de aipim arrancada da terra e o que vemos, da cidade, não são as raízes mas sim a cabeça da soca inaproveitável do pé da rama. As terras das faldas do morro, não se prestam para o plantio vantajoso do aipim, mas o morro era uma referência aos instrumentos necessários à sua produção machado foice facão - enxada , e lógico os sempre imprescindíveis afiadores pedra de afiar e rebolos que somente lá eram produzidos pelo Dr. Blumenau. O Dr. Blumenau, após recepcionar no seu bureau administrativo o novo imigrado recém-ingresso, indicava-lhe o galpão do almoxarifado onde poderia adquirir sementes e instrumental para iniciar sua lavoura, e lá o colono tomava conhecimento, vez primeira em sua vida, do aipim ( aqui assim chamado e não por mandioca) suas ramas para o plantio, sem o qual não poderia satisfatoriamente criar seus porcos, que representavam, no início de qualquer assentamento colonial, a fonte de alimentos de mais rápida conversão. Sem embargo todo o equipamento que adquirisse o novo colono, ficaria logo dependente da respectiva afiação, que sem os ditos instrumentos abrasivos, não poderia adequar as lavouras aos fins a que se destinavam. Pedras- limas- rebolos- afiadores para viabilizar as plantações, que eram essencialmente de aipim. Ora limas Nicholson de aço-carbono  naquela pregressa época ainda não havia. Trazer pedras na travessia oceânico seria desperdício no pagamento do frete à navegação, que cobrava os ditos sobre o peso do material embarcado. Chistes e pilhérias cedo foram lançadas, como a associação das pedras e rebolos abrasivos ao até então desconhecido aipim. Daí por diante é fácil imaginar como o colono referenciou, mediante uma metonímia transversa ( transnominação, sinédoque por associação) , os amoladores ao aipim. E segundo constou o próprio Dr. Blumenau, desejando não ver mencionado o seu morro particular como Feileberg, termo que o associava à sua pequena exploração dos amoladores, passou a citá-lo em português, aliás, língua na qual sempre preferencialmente denominou pontos da geografia local, como Morro do Aipim. A denominação já estava definitivamente consolidada em 1892, e assim manteve-se. Sintetizando : O Morro por semelhar-se à uma soca de aipim arrancada e por ter sido o Morro dos amoladores dos instrumentos para produzir aipim, tomou o nome de Morro do Aipim. Contudo antes foi chamado Feileberg ( Morro do Amolador) para designar o talude frontal quando observado a partir do centro da cidade.
E afinal, sempre associada ao aipim, a lima ou a pedra abrasiva, que o colono enfiava na cinta, pelo desgaste tornando-se cônico, semelhava-se em muito a uma das raízes do tubérculo, o que fez com que dessem o nome de aipim para aquela rudimentar ferramenta. Portanto tudo terminou quando aquela ferramenta, passou a ser jocosamente denominada Aipim em vez de Feile, ainda mais pela razão da pedra ser de má qualidade e que logo se desgastava, e era mole como um aipim. Passar o aipim na enxada ou passar a enxada no aipim - algum dos dois seria necessário que fizessem, e isto diziam em alemão para assegurar que trabalhar era preciso.
{...} o então prefeito Curt Hering em seu Relatório da Gestão Dos Negócios do Município De Blumenau durante o ano de 1929, cita a página nº 09 : Em vista de ter sido marcado o dia 29 de dezembro para o lançamento da Pedra Fundamental do Museu da Imigração Alemã, mandei construir em novembro uma estrada, provisoriamente de três metros de largura, que dá acesso ao alto do Morro do Aipim, como também mandei escavar o chão para o futuro Museu. Contudo, como soe acontecer neste país, nada foi cumprido, só ficou o futuro visionário, e acabaram arrendando o proeminente local de visual panorâmico mais distinto da cidade, para exploração comercial de comes e bebes (Restaurante Frohsinn).
"Aos treze dias do mês de janeiro de 1860 nesta Repartição Geral das Terras Públicas, presentes o Conselheiro de Estado Diretor Geral da mesma, Manoel Felizardo de Souza e Mello e o Fiscal interino Joaquim Ignácio Alvares d´Azevedo, compareceu o Dr. Hermann Blumenau e disse que, por si e seus herdeiros aceitava as condições seguintes:
O Dr. Blumenau entrega ao Governo Imperial todas as terras que possui no Rio Itajaí cuja área para os efeitos somente de maior clareza se avalia em 20 léguas quadradas, mais ou menos, com excepção apenas das que formam os sítios da Velha e do Salto, que este possui na barra do Itajaí, para recepção dos colonos que desembarcaram.
Frohsinn por volta de 1970
Foto divulgação "face Antigamente em Blumenau".

{...} Restaurante Frohsinn não se localiza (va) no Morro do Aipim propriamente dito, e sim no Morro do Amolador, ou melhor sobre o talude do Morro do Amolador. Morro do Amolador, ou Morro de Amolar FEILEBERG ou FEILENBERG era o primeiro promontório e seu talude observável a partir do centro da cidade de Blumenau, e cujo nome foi esquecido a partir dos anos 1883/84.
Consoante contou-me meu pai, Hercílio Deeke, o Dr. Blumenau não gostava que referissem o morro por tal denominação, pois assim procedendo explicita vinha a menção à Mina de Amalodres e Limas de Pedra, além dos rebolos, de propriedade exclusiva do Dr. Blumenau e que situava-se no seu sopé, justamente no local onde atualmente está edificado no prédio do Centro de Saúde.
Era tamanha a contrariedade do Dr. Blumenau às especulações e aleivosias além de chistes com que a população referia aquela sua
pequena mina com produção artesanal. {...} declarações aos jornais, afirma que pretende alienar o terreno do Morro do Aipim. Pois sim! Acerca da doação do Morro do Aipim à municipalidade, consta, a seguir, o texto da Ata da Sessão Ordinária do Conselho Municipal de Blumenau do dia 10 de abril de 1911, no qual foi mencionada a intenção da doação, sob condições. Ata da Sessão Ordinária do Conselho Municipal de Blumenau do dia 10 de abril de 1911. Aos 10 dias do mês de abril de 1911, às 10 ½ horas da manhã, presentes os conselheiros Abry, Hering, Jensen, Fouquet, Germer, Hardt, Gadotti e o suplente Braga e havendo número legal, o presidente abriu a sessão. Expediente : Um requerimento de Celso Mello e outros moradores do Rodeio pedindo abrir-lhes um caminho de carruagem. Ao superintendente para informar em ofício da Diretoria Geral de Estatística do Ministério da Agricultura pedindo informações sobre as escolas públicas. Ao superintendente para esclarecer e informar Um relatório sobre o episódio pelo Dr. Constantino Sloppe inteirado. {...} Levou ao conhecimento do conselho que o Sr. Blumenau, filho do fundador da colônia, ofereceu como doação à municipalidade o cume do Morro do Aipim, sob a condição de não levar mais cascalho do referido morro, bem como construir e conservar um caminho para o mesmo. O conselho aceitou a doação a assinando um voto de gratidão na ata autorizou o senhor presidente de levá-lo ao conhecimento do mesmo Sr. Blumenau 
No Morro do Aipim foram encontradas muitas pontas de flechas indígenas, algumas inacabadas, podendo-se supor que, ali, os silvícolas as produzissem nalguma época do passado, utilizando-se das pedras de amolar, para, desgastando dar forma, aqueles seus apetrechos. Portanto seria uma oficina lítica indígena.

Niels Deeke Memorialista (in memorian). Arquivo de Adalberto Day/antigamente em Blumenau.

33 comentários:

José Geraldo Reis Pfau disse...

Adalberto
Ótimo este seu resgate da história de glórias de mais um cartão postal de nossa cidade. Foram fantásticas as participações daquela casa na nossa tradição. Lá o espetáculo ao vivo ficava por conta de um cachorrinho que cantava junto com a banda típica. Também de lá que se ouvia o toque de silencio que o pistonista da banda, presenteava a cidade no final da noite todos os dias. Muito bom.

Anônimo disse...

Fui neste restaurante em janeiro de 2012... nao recomendo pra ninguem! muito caro, comida de qualidade duvidosa, marreco seco e borrachudo....
o garcom ja veio servindo agua e couvert sem sequer trazer o cardapio e perguntarmos o que queriamos... cobraram couvert (8 reais) da minha filha de 10 anos...
um esquema de pegadinha do mallandro alemã...

Anônimo disse...

BOA TARDE SR DAY.
BEM INTERESSANTE TUDO ISSO QUE VOCÊ CONTA AQUI SOBRE O MORRO DO AIPIM.
O FROHSIM TINHA A MELHOR VISTA PARA CIDADE.UM LUGAR MUITO BONTITO.
COM ESTA"REITEGRAÇÃO DE POSSE POR PARTE DA PREFEITURA " O QUE VÃO FAZER LÁ? CREIO QUE ATÉ AGORA É SÓ UM LUGAR ABANDONADO....UMA PENA...ABRAÇOS GASPARENSES ARLETE

Edson disse...

Prefeito, pavimente a rua do Morro do Aipim, faça uma licitação transparente que teremos o Frohsinn de volta rapidinho!
Edson Luiz Trierweiler

Ivalci disse...

Tanta coisa poderia ser feita para aquilo lá dar certo.... Convênio com empresas de turismo de Blumenau e de fora também, possibilidade de jantar dançante temático (um dia música italiana, outro música alemã, outro música americana, outro música austríaca, outro música brasileira, etc).
Mas eles não querem algo que dê certo ou lucro para outros que não eles próprios.
Ivalci Laun

Russo disse...


TRANSFIRAM PARA LÁ O CENTRO DE CULTURA E NA ANTIGA PREFEITURA A CÂMARA DE VEREADORES.
Carlos Jorge Hiebert Russo

Flavio Monteiro de Mattos disse...

Amigo Adalberto,
Ótima sua postagem do Frohsing, de onde tenho boas lembranças.
O Canecão, casa de espetáculos do Rio, viveu situação semelhante por conta de reintegração de posse e por mais de uma década está fechado, perdendo a cidade uma das suas poucas casas de espetáculo.

Wieland Lickfeld disse...

Caro Adalberto, consta que o Morro do Aipim foi a última propriedade da qual a família do Dr. Blumenau se desfez. Por ter sido um presente, e e se trata de um presente para a cidade e seus munícipes, correto seria de fato assim permanecesse. Vender o local, como se especulou recentemente, não me parece uma atitude correta. Um abraço!

Dr. José Victor Iten disse...

Bom dia,

Estive muitas vezes no Frohsim, pela excelente culinária e também para ouvir piano, majestosamente tocada pela Soninha, aliás onde ela está? Beto! Seria uma ótima fonte de história do local.
Mas não sabia que a origem da propriedade é a doação da família Blumenau para o Município.
Portanto, devemos respeitar e cumprir a vontade do doador, sem ressalvas. Memorial, que assim seja.
Finalizando.. ha um projeto de construir um teleférico da prainha o Frohsim, a quanto anda este magnífico projeto?

Abraços

Santos disse...

Beto
Quanto ao Restaurante Frohsin, gostei da história. Frequentei várias vezes aquele restaurante, principalmente devido à vista da cidade lá de cima que é um espetáculo. Quanto ao Morro do Aipim não convenceu muito a explicação da origem do seu nome. Creio que seria mais lógico se explicassem que se plantava o citado tubérculo lá por cima. Enfim. Como foi uma explicação do Dr. Niels, não se pode por dúvida. Obrigado Beto, por mais uma história de nossa querida cidade que satisfez muita curiosidade. (rimou) Um grande e amistoso abraço.
E.A. Santos.

Nilton S. Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
Fico feliz em saber que este restaurante tão famoso veio a ser inaugurado na data de meu aniversário , já em contra partida fico triste por perdermos parte de nossa historia . Parabéns pelo ótimo texto como sempre .

Angelina Wittmann disse...

Bela contribuição para o "Dossiê" Frohsinn. Muitos quesitos esclarecedores e que contribuem...
Oportunizando deixo aqui nossa contribuição como Arquiteta Urbanista - O Frohsinn pode ser observado sob várias áreas:
Histórica - O Terreno foi um presente do filho do fundador - Sr. Pedro Hermann Blumenau à cidade de Blumenau, em 1911. Também foi cenário de ações históricas.

Arquitetônica - Possui, mesmo em condições não muito boas, um exemplar autêntico e único de uma edificação construída com a técnica do enxaimel - obra de 1968.

Econômica - Um terreno com situação privilegiada na área central da cidade, como valor comercial. Terreno que pertence à cidade. esta conseguirá adquirir novamente o imóvel ou outro similar, para implantar algum projeto público de utilização pública, por exemplo, relacionado à cultura e ao lazer?

Urbanística - Blumenau tem sua malha urbana distribuída nos vales. Na área central, apresenta restrições de espaços livres para públicas de lazer. Este espaço é um espaço natural pronto - mirante, para lazer e contemplação. a vista é panorâmica.

Vender um patrimônio de Blumenau que foi um presente da família do fundador - Dr. Blumenau, com características naturais adequadas para tornar um espaço natural de lazer, desconsiderando o patrimônio histórico arquitetônico existente no terreno e, antes de tudo, contraditório. Basta analisar os fatos.

O Frohsinn é um patrimônio de grande valor sob vários aspectos, que pertence a cidade de Blumenau. Se não sabem o que fazer sem se desfazer dele, deixo-no lá, quieto, integrado à paisagem natural, com acesso livre ao mirante.

No futuro, terão o espaço "inteiro", ainda.
Valeu, Sr. Adalberto...Belo trabalho de pesquisa. Abraços de Salto Weissbach.

Flavio Monteiro de Mattos disse...

Prezado Amigo Adalberto,
Se os comentários de um "blumenauense por opção" podem significar alguma coisa, faço minhas as suas palavras de dos blumenauenses que também postaram comentários no seu prestigioso blog, acrescentando que sob o olhar de turista, quase nada resta daquela Blumenau que tanto encantava os brasileiros em visita à cidade.
Portanto, considerem minha participação virtual em qualquer manifesto para a preservação deste marco cultural doado pelo fundador da cidade aos seus habitantes.

Profe Borto disse...

Carissimo amigo e Admirado Homem da História Mestre Day!

Parece que "construimos" uma caracteristica peculiar nas ultimas décadas. Disse "consteruimos" nao herdamos. Herdar significa continuar com aquilo que existe, um verdadeiro legado, seja de um homem, de uma familia, de uma comunidade ou de um estado. Não mantivemos este costume herdado de nossos antepassados, todos oriundos de terras europeias.
Entristece-me isso Mestre.
O trabalho majestoso que faz para a historia registrando para nossos netos e futuras gerações é efetuado na serra gaúcha do qual me orgulho da tradiçãode minha familia paterna, italiana, lá estao verdadeiros acervos datados desde sua construção e preservados até hoje como memória. Verdadeiras "jóias" de nossos valentes e corajosos antepassados.
Os administradores de hoje parecem serem desprovidos de quaisquer conhecimento histórico e do significado para a evolução do homem.
Entristece-me que a pequena alemanha no Brasil que significa Blumenau hoje em toda a america tenha alguem que ainda nao possua esta consciência.
Digo-te mestre Day, quem pensa diferente não é blumanauense... Não gosta desta belissima terra e dste cultissimo e inteligente povo que ai vive alegremente e representa tão bem o progresso e a cultura que pouco possuimos no restante do país.
Lastimo que alguem tenha a coragem dee querer mecher em tal patrimônio, este sim histórico e de propriedade de toda uma comunidade.
Sou seu fiel escudeiro nesta batalha da preservação para que possamos mostrar um pouco das origens para nossos netos e quiçá bisnetos.
Não deixe acontecer tal afronta a cultura. Não se trata de um "simples" restaurante mas sim da história viva de muitas gerações e de um povo verdadeiramente heroico.

Com todo meu apoio e admiraão

José Carlos Bortoloti
Jornalista e Prof. de Comunicação
Passo Fundo - RS -
www.epensarnaodoi.blogspot.com.br

Ana disse...

FROHSINN O RESTAURANTE
Escrito por Ana Maria Ludwig Moraes – Historiadora, associada do Instituto Histórico de Blumenau.


É oportuno, que se busque através de depoimentos e documentos, a história de um dos mais importantes pontos turísticos de Blumenau. Nos anos sessenta, delineava-se o cenário para o milagre econômico. A urbanização acelerada e a indústria automobilística, aliada ao crescente poder de compra da população, incentivava a mobilidade e o turismo. Santa Catarina com seus balneários – e Blumenau, pelo reconhecimento da qualidade dos seus produtos industrializados, requeriam do poder público atenção. Focados nesta demanda, em 1967, na gestão do Prefeito Carlos Curt Zadrozny, foi criada a Comissão de Turismo, com a incumbência de gerenciar as questões do setor. Os visitantes queriam conhecer “o pedaço da Europa” no Brasil. E um entre tantos pedidos dos visitantes, era: “Onde podemos apreciar a gastronomia alemã?”. Desconsertadamente a resposta: “Em casa”. Sentindo a dificuldade e liderando o empresariado local, Hans Prayon, da Cia. Hering e Presidente do SINTEX, viu a possibilidade de criar, no Morro do Aipim, um restaurante típico. Fez a proposta ao Prefeito. Reuniu empresas afiliadas ao Sindicato: Artex (Ingo Zadrozny), Cremer (Heinz Schrader), Garcia (Jorge Buechler), Hering (Hans Prayon), Karsten (Walter Karsten), Sul Fabril (Gert Fritsche), Teka (Rolf Kuehnrich) e cada uma delas investiu 10 mil dólares. O desenho do projeto foi realizado por Herbert Müller Hering, a execução à Construtora de Heinrich Herwig. Através de concurso surgiu o nome: Frohsinn, homenagem ao primeiro teatro da cidade. Conta-se que, no mezanino do Restaurante, uma banda típica tocava músicas alemãs e em uma delas, um grande cão preto, colocava as patas no guarda corpo e emitia sons acompanhando-a. Do alto do morro à meia noite, era executada música Silêncio! Hora dos blumenauenses recolherem-se. Neste pequeno fragmento da história, percebe-se, que o Restaurante Frohsinn é mais do que um ponto turístico, é o testemunho de um período de mudanças para a cidade e a sociedade local. Está à espera das perguntas certas para rememorar suas lembranças.

Nilton Sergio Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
É lamentável que por manobras politicas a cidade perdeu parte da sua tradição.
Pois querem dizer que a nossa cidade é TURISTICA, entendo que não temos este perfil, pois é só vc sair aos fim de semana e datas de feriados para constatar vários estabelecimentos fechados, principalmente RESTAURANTES.
Pois eu tive algumas ocasiões de receber amigos até de outros Estados ,e não tinha um restaurante típico para contemplar os mesmos com um almoço típico resultado, fomos até Pomerode.
é claro que temos atrações(OKTOBERFEST) e me limito a falar somente esta atração.
É lamentável perdermos este ponto turístico que esta virado em nada, sobre coisa alguma, de qualquer forma parabéns pelo texto como sempre excelente.

Claudia disse...

Adalberto
Muito oportuna a postagem.
Sobre o assunto da venda do Frohsinn, veja os documentos em anexo, da acaprena e do iab.
Abraço,
Claudia Siebert

ze americo azul disse...

Gostei q pena que não acordo pra o tombamento

Marcondes Schifter disse...

Boa noite querido amigo, sempre me emociono com a sua arte histórica, pois nos faz viajar através dos tempos, nos levando de carona nas suas palavras que apresenta a história como uma novidade! Parabéns pelo belo trabalho e sucesso!

Dr. José Victor Iten disse...

Soube recentemente que o Frohsin foi construído em uma área de terras doadas por herdeiros do fundador de Blumenau.
Esta doação tinha/tem o propósito de construir no local um memorial dos imigrantes, o que não ocorreu.
Desta forma deixamos de cumprir uma condição do instituto da doação noticiado, ou seja, a condição de o município receber a doação com o objetivo de lá construir um memorial e não um restaurante.
Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra.
A diversos tipos de doações, uma delas é aquela que vem acompanhada de um ônus ou gravame, é o caso!
Foi determinada uma incumbência e o Município de Blumenau aceitou. Assim, aceita a doação, o encargo deve ser necessariamente cumprido.
Portanto, deve-se cumprir com os desejos do doador ou fazer a devolução do bem.

Anônimo disse...

Adalberto,
Mais um que vai para a caixa prego, e assim Blumenau vai perdendo seus pontos turísticos. Volto a dizer, "Conheça Blumenau, antes que se acabe." É lamentável que as administrações públicas não tenham políticas para revitalizar áreas de interesse, não só local, mas de interesse para o turismo. O próximo vai ser o Biergarten.

Rudolf

Artur disse...

Adalberto é preciso manter a história de #Blumenau! Parabéns pelo trabalho e siga firme nessa luta! Abraço
Jesus Artur

Darius Turismo disse...

Prezado Sr. Adalberto !

Parabéns pelo ótimo compêndio do tema Frohsin. Fica claro o grande valor estimativo e histórico que o mesmo representa para a cidade. De fato também vejo como sensato a permanência deste como um patrimônio do município. Creio que o ideal seria encontrar uma forma inteligente de explorá-lo turisticamente dado ao grande pontencial. Nós mesmos como agência já o incluímos em nossos pacotes e penso que haveriam várias opções interessantes que não a sua venda. Um grande abraço, Theodor Darius.

Vângela Queiroz disse...

Um belo Cartão Postal de Blumenau como todo mundo fala, e eu não tive o prazer de conhece-lo. Espero imensamente que haja uma reviravolta nesse caso... Parabéns pela postagem, Beto. Abraço :)

Edson disse...

Adalberto
Sou blumenauense, nasci em 1959 conheci o seu blog hoje.
Foi fantástico relembrar as datas que lembram nossa cultura e história, da nossa linda blumenau, parabéns por todas as suas pesquisas e conhecimento da nossa verdadeira identidade de sermos blumenauense.
Nasci na cabeceira da ponte do ribeirão itoupava norte, era menino, e assisti a construção da mesma na varanda da casa do papai.
Também presenciei a queda da ponte de madeira que era usada na época, jogava quilica com os amiguinhos na cabeceira da mesma e ela veio abaixo com um caminhão carregado de tijolos, depois virou uma pinguela que existe até hoje.
Beto vc tem algum registro da data de inauguração dessa ponte porque não lembro mais.
Parabéns pela sua iniciativa de divulgar só coisas lindas de blumenau.
Edson Gil Pereira

Valdir Salvador disse...

Amigo Beto acertasse na mosca ao falar do Restaurante Frosinn, esqueci até de perguntar de tua querida familia desculpe como estão bem? Beto como você já viu quantos comentários estão a cima ,vou me esforçar-me para ver se vocês entendam meu comentário que é de pessoa simples, minha classe não se dizia muito Restaurante Frosinn, mas sabes que nos também temos nossos direitos, trabalhe que poderás desfrutar o que todos podem.
Também fui cliente do famoso restaurante. Tudo bonitinho lá estava perfumado com o famoso perfume Dirce e a brilhantina no cabelo já viram? Sabes veio o cardápio e eu mas que ligeiro olhei e pedi o prato mas barato com o nome Gulas e fiquei aguardando olha o que veio musculo de boi ensopado com batatas inteiras cozidas juntos. Bom só que isto eu comia três vezes por semana em casa de minha mãe e eu queria um prato diferente.
Muito bem vamos falar do espaço do Restaurante Frosinn, Pelo amor de tudo deixem lá onde está, queres um portal tem lugar para fazer um, queres um Museu tem lugar para fazer um, queres um teleférico tem lugar para fazer um, queres um heliporto tem lugar para fazer um. Olha faça sua sugestão para outras coisas vocês não sabem o tamanho de terra que tem ali em cima daquele morro com o simples nome de morro do amolador o morro do aipim, mas pelo amor de Deus autoridades coitados de Blumenau façam uma entrada digna de ser usada se não for para o turistas façam pensando naqueles coitados que pagam seus impostos em dia e moram lá em cima que não são poucos. Vamos aguardar eles estes belos políticos de Blumenau primeiro inaugurar a ponte da rua Baia Passo Manso ,fazerem a passagem Bairro da Velha x Garcia alo Felix Theis é seu projeto, melhorar a Rodoviária a mais de cinco anos ja falam em uma nova ponte no centro da cidade isto é Blumenau que pena a Cidade Jardim tenho dito Valdir Salvador em tempo quando meus netos vão ver inaugurar ciclovia ao lado da margem rio da Ponta Aguda .
Valdir Salvador

Carlos A.Salles de Oliveira disse...


Adalberto
Comentário 1
Aproveitando oportunidade para me atualizar sobre o conteúdo do seu Blog me deparo com a matéria sobre o Frohsinn, Não estou conseguindo acreditar no que está acontecendo, ou melhor, na nova ameaça que está para acontecer em Blumenau e, não é nada a ver com catástrofe da natureza, mas é muito pior – então a cidade de Blumenau, o povo de Blumenau pretende vender o “MORRO DO AIPIM”? Será que é isso mesmo que pretendem fazer? Talvez seja um equívoco, ou algum mau entendimento! Em 2012 a cidade entrou com um processo de reintegração de posse deste imóvel, o que foi uma decisão surpreendente e indubitavelmente correta, pois que jamais poderíamos estar correndo o mínimo risco de perdermos este precioso presente que nos deixou DR. BLUMENAU, para a sua “TERRA DE CORAÇÃO”, para a nossa Cidade de Blumenau e, que já possui hoje mais de trezentos mil cidadãos, coproprietários deste município.
Muitas são as razões que nos condicionam (aconselham/sinalizam/impõem/ ...) a não aceitar e não permitir que tal fato possa a vir acontecer, ou melhor, que tal tragédia nociva, prejudicial, nefasta, fúnebre, etc., possa a vir a ser consumada e, pior ainda, por apenas uns poucos que estão momentaneamente em cargos de confiança, como está mencionado no texto da publicação.
Várias dessas razões e indagações já estão postadas nos inúmeros comentários apresentados em anexo a esta matéria e, que estão indicando para um altíssimo índice de opinião pública contrários a esta venda e totalmente favorável à preservação desta propriedade como pública. Entre elas quero aqui destacar as seguintes:

“consta que o Morro do Aipim foi a última propriedade da qual a família do Dr. Blumenau se desfez e se tratar de um presente para a cidade e seus munícipes, correto seria de fato que assim permanecesse. Vender o local, como se especulou recentemente, não me parece uma atitude correta”

“vender um patrimônio de Blumenau que foi um presente da família do fundador - Dr. Blumenau, com características naturais adequadas para se tornar um espaço natural de lazer, desconsiderando o patrimônio histórico arquitetônico existente no terreno é, antes de tudo, contraditório. Basta analisar os fatos”

“os administradores de hoje parecem ser desprovidos de quaisquer conhecimento histórico e do significado para a evolução do homem”

“É lamentável que por manobras políticas a cidade perdeu parte da sua tradição”

“lastimo que alguém tenha a coragem de querer mexer em tal patrimônio, este sim histórico e de propriedade de toda uma comunidade”

“é lamentável que por manobras políticas a cidade perdeu parte da sua tradição”

“não deixe acontecer tal afronta a cultura”
continua ....

Carlos A.Salles de Oliveira disse...

comentário 2
“mais um que vai para a caixa prego, e assim Blumenau vai perdendo seus pontos turísticos”

“creio que o ideal seria encontrar uma forma inteligente de explorá-lo turisticamente dado ao grande potencial”

“de fato também vejo como sensato a permanência deste como um patrimônio do município”

“sou seu fiel escudeiro nesta batalha da preservação para que possamos mostrar um pouco das origens para nossos netos e quiçá bisnetos”

“considerem minha participação virtual em qualquer manifesto para a preservação deste marco cultural doado pelo fundador da cidade aos seus habitantes”

Acrescento a estas a razão da “moral e bons costumes”, onde tal situação se configura em uma “atitude de desfeita” ao valioso presente ofertado à cidade pelo seu digníssimo fundador, o mesmo que poderá ser interpretado como uma rejeição as origens e portando à bela e fantástica história de criação e evolução do nosso município, o que também pode-se considerar uma grave ofensa ao histórico povo desta cidade.

Temos que preservar na propriedade deste povo o “Morro do Aipim”, cumprir com o desejo e promessa feita de lá construir o “Memorial do Imigrante” e assim também seremos gratos aos nossos valorosos colonizadores e fiel a nossa bela e rica história.

“se não sabem o que fazer sem se desfazer dele, deixem-no lá, quieto, integrado à paisagem natural, com acesso livre ao mirante”

Adalberto, temos também que respeitar e deixar descansar em paz nossos magníficos antepassados, como o magistral “NIELS DEEKE” que recente, “infelizmente” nos deixou.
“Sabedoria e juízo, Administradores de Blumenau”.

CarlosASallesOliveira

Adolfo Ern disse...

Adalberto
Vou te dizer uma coisa, este terreno do Frohsin foi doado pelo Dr. Blumenau ao município de Blumenau, para ser um museu ou qualquer coisa assim...Acho que poderiam transformar o local num Museu, ou num ponto turístico de Blumenau sem ser propriamente um restaurante. Sempre é mais fácil se desfazer dos imóveis de interesse publico, o dinheiro desaparece e a historia também. Lute para que se ache alternativa para o uso do Frohsinn. Vender jamais...descartar é mais fácil, que usem da criatividade porque o turismo em Blumenau é uma falácia, atração só OKTOBERFEST...Haja falta de criatividade.
Abraços
Adolfo Ern Filho
Estou nessa briga...

Adalberto
Interessante este projeto do Ricardo, eu vou ser um pouco mais audacioso e contar que sempre tive um sonho para realizar em Blumenau uma Escola da nova Gastronomia Alemã (eisbein e marreco já deu pra bola) e acho que se os CONSUL Honorário da Alemanha ( o atual e o EX) se preocupassem mais com a cidade de Blumenau na área do turismo isso pode acontecer. O que segue abaixo publiquei no FACEBOOK. Diga ao Ricardo que a ideia dele é boa mas pode ficar ótima se juntar com esta e Blumenau pode se tornar novamente referencia no turismo nacional e não ficar dependente só da OKTOBERFEST.
FROHSIN - A IMAGEM DO TURISMO DE BLUMENAU ONTEM E HOJE
O Restaurante Frohsin foi a imagem do sucesso do turismo de Blumenau ontem. Hoje é vergonhoso e lamentável o estado de abandono em que se encontra. Vou dar uma sugestão para sua revitalização: Porque não transformar o FROHSIN em um escola de gastronomia alemã de alto padrão da nova culinária da Alemanha. Além da culinária, curso de confeiteiros, padeiros ( na Alemanha fazem mais de 300 pães diferentes), Metzger (açougueiros) para fazer embutidos, salsichas...e para completar um escola de cervejeiros e produzir a CERVEJA FROHSIN (o nome é bom). lugar para tudo isso tem e seria um grande atração turística para Blumenau. Recursos: AMBEV, SADIA, FRIBOI empresas de Blumenau e Santa Catarina. Movimentar Consul honorário, Instituto Brasil - Alemanha e outros.
Adolfo Ern Filho

André disse...


André Luiz Bonomini‎Antigamente em Blumenau
16 min •
Acabou, quase 45 anos de história viraram cinzas...e cinzas dolorosas.
A história de Blumenau chora, lamenta e observa entristecida a cena de barbárie do sinistro consumindo sem dó nem piedade a histórica sede do antigo Frohsinn. O topo do Morro do Aipim, ora majestoso pela beleza da mata e pela vista monumental da cidade agora é uma carcaça calcinada de restos de madeira, tijolo, árvores...e histórias perdidas.
Culpados? Não apenas os malditos vândalos, que insistem em dizer que a cidade é "sua" e fazem dela sua caixinha de brinquedos com seus atos depravados e nefastos...Mas, e muito mais, do poder público municipal. A teima descabida em vender, as discussões acaloradas, a perda desnecessária de tempo em transformar o Frohsinn num espaço digno da história e cultura da nossa cidade...O tempo perdido do poder é que deu o golpe de misericórdia na bela casa...
Com a alma chorosa? Sem dúvida que sim. Como entusiasta da história, blumenauense enamorado com sua cidade e um jornalista atônito, assistimos entristecidos a última página de uma vida que não podia acabar, de um lugar que Blumenau se encontrou, provou sua comida típica, dançou nas noites de Kerb...viveu a sua cidade em toda sua beleza...
O Frohsinn se foi...(1969-2014)

Valdir Salvador. disse...

Mister beto, é lamentavel, comentar o que se viu Hoje eu por exemplo de minha casa no Bairro da Ponta Aguda, quando ouvi barulho e estalação de materiais que estava sendo queimado e vi a altura do fogo que destruia aquele que ja foi cartão postal de Blumenau,Restaurante Frohsim,no que longe em nosso Brasil ao ver a reportagem do Incendio vai lembrar, mas sei que não vai conhecer ao ver falar em morro do Amolador, nos deviamos conservar mais paisagem que ja ficaram na Historia e lembrançãs de quem as usou, agora podes crer isto foi coisa feita, mandado por gente que sabe fazer,mas infelismente que vai se fazer eu fiz minha parte dei meu voto contra meses antes, não quiseram dar ouvido garanto que talves não tinha nem segurança para se ver o que iriam fazer. abraços Valdir Salvador

Valdir Salvador disse...

Meus Senhores e Senhoras, preste muita atenção, pois esta história me tocou muito em meu no coração;
Era um dia muito lindo que no fim da tarde veio tudo a mudar, formou-se uma enorme nuvem escura, para todo mundo assustar e logo apos aparecendo as grandes labaredas muitos metros de altura com um grande clarão.
Que podia ser visto no Bairro da Velha as margens de seu ribeirão, Ernesto logo gritou com aquele vozeirão FOGO olha gente quanto fogo que tamanha judiação, deve ser no restaurante Frohsinn, que atendia o povão, seus amigos e turistas, servia muita comida apreciada por todos como o Marreco Recheado com repolho roxo, Aisben o Joelho de Porco, também o arroz e feijão.

Muito Chopp, e belas musicas tocadas no piano pela bela Soninha e seus colegas na cozinha com suas mãos de ouro faziam a comida e a sobremesa, servida no salão com a simpatia e sorrisos dos simpáticos Garçons.
Os proprietários senhores Herbert e Sr. Hotto, dois amigos e sócios, sempre muitos atenciosos com os clientes e funcionários. Lá fora no frio ou no calor ficava o manobrista do estacionamento. Em frente em seu majestoso varandão se via toda a cidade, que era a alegria de todos os clientes que ali estavam. O belo Rio Itajaí e sua população também choraram ao ver o clarão do fogo refletir em seu lençol de Agua aquele clarão. Mas ninguém me diz ou me convence que não foi um incêndio criminoso, por falta de atenção das autoridades responsáveis. Nós, eu e meus amigos, já havíamos pedido para o povo se unir e não aceitar a venda daquele imóvel, pois foi um dos maiores presente que a cidade de Blumenau recebeu do filho do Dr Blumenau, Veja esta meus senhores, os Homens que nós confiamos e damos nosso voto ao invés de aumentar nosso patrimônio querem reduzir nosso patrimônio histórico, porque não vender também a ponte de arcos de ferro que ganhamos da E.F.S.C.? Por ser bem pesada e deve valer bastante no ferro Velho ai não vai ter manutenção, que tal se antes de deixar queimar o prédio não foi aproveitado para ser ocupado pelo pelotão dos vereadores ou deixar alugado como estava para ajudar a pagar por este absurdo dinheiro gasto com reforma e quanto estão pagando de aluguel? Ou eles não queriam subir o morro esta turma de folgados. Muito bem vamos guardar esta lembrança de que todos que lá se serviam, no fim do dia saiam muito alegre ao ouvir o toque de silencio que representava o toque de recolher, tocado pelo musico Lino.
Atenciosamente Valdir Salvador.

Flavio Monteiro de Mattos disse...

Amigo Adalberto,
É com pesar que leio sua postagem e constatar que o Frohsing vai se juntar ao Cavalinho Branco e outras tantas marcas registradas de Blumenau, que existirão somente na lembrança de quem os conheceu.

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