A imagem enviada pelos irmãos Valter e Carlos Jorge Hiebert, mostra dois craques do futebol catarinense, décadas 40/60 do século XX, Teixeirinha e Walmor Belz. O encontro foi em Blumenau no clube Tabajara Tênis Clube, no dia 24-04-2009.
- Nildo Teixeira de Melo, Teixeirinha.
- Nascido em Tubarão SC em 03 de agosto de 1923
Jogou em vários clubes não só de SC, mas do Brasil.
Entre esses clubes, estão Palmeiras de Blumenau, Carlos Renaux de Brusque, Olímpico de Blumenau, Botafogo e Bangu do Rio de Janeiro, São Paulo
Teixeirinha e Zizinho
No Botafogo jogou ao lado do maior jogador da história do glorioso, Heleno de Freitas, e no Bangu, nada menos ao lado do mestre Ziza o Zizinho , um dos maiores jogadores da história do Brasil.
Teixeirinha em 1950 teria disputado a copa do mundo se fosse pela vontade de João Saldanha, Técnico e cronista.
A imagem mostra o Carlos Renaux de Brusque em 1958, após uma partida contra o Botafogo do Rio de Janeiro 5x5 foi o placar. Em pé da Esquerda para a direita: Esnel, Tesoura, Ivo Meyer, Baião, Mosmann, e Gordinho; Agachados (Massagista), Petruscky, Julinho, Teixeirinha, Júlio Camargo e Agenor.
Teixeirinha foi Pentacampeão pelo Palmeiras Esporte Clube de Blumenau na Liga LBF – Liga Blumenauense de Futebol (1944/45/46/47/48). Campeão do Centenário de Blumenau pelo Palmeiras em 1950. Tricampeão pelo Carlos Renaux da LBF – (1952/53/54) e 1958. E Tricampeão da liga de Brusque (1960/61/62)
Campeão pela Seleção Catarinense Sul Brasileiro em 1960.
Teixeirinha no Estádio do Amazonas em 1960, com a camisa do Carlos Renaux de Brusque – O Goleiro é Adalberto Rosumeck, foi campeão pelo Amazonas em 1957.
Em Pé da Esquerda para a direita : Merizio, Adalberto,Aujor, Sardo, Tesoura, Afonsinho, Simplicio, Técnico Otavio Bolomini; Agachados: Niltinho, Teixeirnha, Alcino .Petruscky, ( ), ( )
Craque com os pés e com as mãos
Com a camisa 10 do Olímpico e jogando pela meia-esquerda, Walmor Erwin Belz era chamado de "Garoto de Ouro da Alameda Rio Branco", devido ao seu fino trato com a bola. Fez parte do time que em 1949 foi campeão estadual invicto e, mais tarde, já como médico, participou do grupo que ergueu o título estadual de 1964. Hoje, Walmor Belz é um conceituado cirurgião vascular, com prêmios e homenagens importantes na carreira, e a honra de ter participado decisivamente na implantação do curso de Medicina da Universidade Regional de Blumenau (FURB). Em 1944, 1945 e 1946 venceu os títulos na categoria juvenil da Liga Blumenauense de Futebol. A coleção de títulos aumentou em 1948, novamente no torneio da Liga, mas agora pelo time de aspirantes. O melhor, contudo, ainda estava por vir. Em 1949, o Olímpico conquistou o título estadual de forma invicta. O jogo final foi contra o Avaí, no estádio Adolfo Konder, em Florianópolis, e terminou com a vitória dos blumenauenses por 4 a 1. Walmor era tido como o jogador mais habilidoso do time, sempre levando perigo no ataque e com um talento raro na cobrança de faltas. Ele próprio conta que tinha um chute potente na perna esquerda, que unia força e direção. Um veneno para os goleiros.
O título estadual não sai da lembrança, mas Walmor também não se esquece da rivalidade local entre Olímpico e Palmeiras. A cidade se dividia em duas para torcer. Segundo o ex-jogador, o Olímpico tinha um carneiro como mascote e passou cerca de um ano sem perder para o rival. "Depois o pessoal do Palmeiras matou o carneiro e começamos a perder as partidas", lamenta.
Opção pela Medicina
O meia esquerda jogou no Olímpico ainda até o ano seguinte ao título estadual, depois partiu para o Rio de Janeiro para estudar Medicina. Mesmo assim, tentou associar a carreira de jogador com o estudo. Ficou no Vasco por dois meses, treinando ao lado do goleiro Barbosa, Vice-campeão mundial em 1950 pela Seleção Brasileira. Não conseguiu manter as duas coisas e optou pela Medicina. Atuava então por uma equipe da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Mesmo morando e estudando na capital fluminense, Walmor foi campeão em 1953 e 1954 da Liga Blumenauense de Futebol, jogando pelo Tupi, de Gaspar. "Eles pagavam a passagem de avião e eu vinha jogar, porque gostava mesmo", recorda. Em 1956, fez mais uma tentativa de continuar no futebol profissional, tendo atuado três meses pelo Olaria, mas novamente os estudos falaram mais alto. E, se o futebol de Santa Catarina e do Brasil perdeu cedo um Garoto de Ouro, a saúde ganhou um excelente profissional.
Arquivo de: Informações dos Craques que passaram por aqui.
Arquivo de Carlos Jorge (Russo) e Valter Hiebert/Valdir Appel/Adalberto Day




4 comentários:
Adalberto,
parabéns, ficou muito bonita essa postagem.Uma bela e merecida homenagem ao Teixeirinha e Walmor
Um grande abraço.
Valter
Adalberto,
Parabéns por resgatar estes monstros do futebol catarinense.
Belos exemplos de vida para os mais jovens.
Abraço.
Meu nome é Cleiton e sou estudante de jornalismo. Acompanho seu blog há alguns meses e tenho visto que os Sr. em algumas colunas também faz comentários do esporte na cidade.
Pois bem! O motivo de meu e-mail é para saber se existe a possibilidade de uma entrevista.
Estou no 7º SEM e junto com mais um companheiro de turma estamos fazendo um vídeo-documentário sobre o futebol em Blumenau.
Sua participação é importante para fazermos uma comparação entre os tempos de Olímpico, BEC, e agora Metropolitano...
Grato,
aguardo retorno!!!
Dr. Walmor Erwin Belz, é um ícone de Blumenau em todos os sentidos. Obrigado por tudo Dr. Walmor!
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