Histórias de nosso cotidiano:
Apresentamos mais uma bela crônica do colunista André Luiz Bonomini relatando um pouco da trajetória de uma grande banda " Os Montanari".
A imagem mostra a Capa do Vol. 12 de 1977, da época de quando eles vieram para Blumenau.
Nosso amigo Henrique Bento é o primeiro da direita para a esquerda e Bruno Montanari é o segundo da direita para a esquerda.
Por André Luiz Bonomini
Uma simples homenagem à banda que inspirou uma geração e alegrou os bailes em toda a região.
Nesta linha que escrevo hoje, quero fazer apenas aos amigos que aqui visitam uma menção e uma homenagem, justa por sinal, afinal, "Os Montanari" não se formaram por acaso, ouvindo suas musicas e imaginando o trabalho dado em favor destas, é que vi que belo trabalho empregado em nome da musica regional foi feito pelos irmãos Bruno e Oswaldo Montanari em prol da cultura e da boa musica. Estrada essa não fora fácil no inicio, a banda apareceu pela primeira vez para todos em 1958, pela Radio Rural de Concórdia (onde a banda teve origem), os irmãos Oswaldo e Bruno Montanari encontraram no caminho inúmeras dificuldades. A formação contava nessa fase com os próprios irmãos mais a participação de Fridolino Kiekov, Arthur Tessmann, Erwno Vatzlavick, Urbano Bloss e Werno Falh.
Em 1969 saia enfim o primeiro disco da banda, sem foto do conjunto, apenas uma bela paisagem germânica, a banda trazia musicas de vários estilos, alias, essa pluralidade de estilos foi o que marcou nos Montanari, tocando absolutamente de tudo, do rock ao germânico, do sertanejo ao mexicano, valsa e seus derivados, marchinhas, enfim, todos os ritmos de modo geral. E essa variedade de musicas os fazia cada vez mais pedidos nos bailes da região.
Um detalhe importante foi a mescla de vários instrumentos que ao fim conseguiam belos arranjos no trabalho final, de um lado os sopros (trompete/saxofone) e o acordeon, clássicos das musicas germânicas e do outro a bateria refinada e os instrumentos elétricos como a guitarra, o baixo e o teclado, que renovavam a cara de marchinhas conhecidas do publico e também mudavam a forma de se fazer musica germânica, em qualquer tipo de arranjo, ou até de ritmo, a banda ganha notoriedade com essa combinação que deu supercerto.
Os Montanari em Blumenau
Em 1977 a banda já podia se considerar uma verdadeira orquestra, suas musicas se mostravam cada vez mais bem arranjadas (trabalho de mestre de Bruno Montanari) e gravadas (a Chantecler passava a empregar tecnologia stereo-mono, que melhorava signitificamente a reprodução nas vitrolas da época) e os horizontes iam aumentando, nesse ano Bruno Montanari resolve transferir a orquestra para Blumenau, isso ocorre devido a entrada dos filhos de Dom Bruno na banda. Na cidade os Montanari descobrem, de certa maneira, a sua identidade, Blumenau vivia a flor de seus anos mais “germânicos” e os bailes nos caça-e-tiro da cidade eram as principais vedetes do momento, e a banda não ficou de fora de quase nenhum deles, até de bailes aqui,no nosso caça-e-tiro Garcia-Jordão, sempre muito concorridos na época. No fim dos anos 70 a Chantecler passa a gravar seus discos pelo selo principal da gravadora e o Vol. 16 passa a ser um dos mais vendidos da banda.
O LP “Leve Blumenau Com Você”
Em 1983, a Lojas Hering patrocina de forma exclusiva uma gravação em disco de uma coletânea, intitulada “Leve Blumenau Com Você”, gravada pelo selo Continental/MusiColor, o disco contem uma riquíssima seleção de musicas com diversas bandas, como Cavalinho Branco, Os Schiavini, Conjunto Estrela D’Alva, e, é claro, OS MONTANARI, que emplacaram 2 musicas no lado A do disco, “Adeus Mariana” e “Vinho, Mulher e Canção”. O LP teve grande repercussão em Blumenau e hoje se torna muito difícil o encontrar.
A Banda “Os Montanari” não teve fim se é o que você pensa, apesar de pouco divulgada pela mídia a sua atuação, a banda ainda se apresenta em diversos bailes e até na Oktoberfest desde 1985. Hoje ainda tem seu repertorio muito variado e conta com quase 11 componentes e uma dançarina para abrilhantar ainda mais seus concertos.
Integrantes da formação atual: Darci Montanari, Genésio Montanari, Jean Fábio Kolm, Helio Ricardo Sontag, Jean Ricardo Sontag, Hélio Gonçalves, Nercy Adelar Falk, Carlos Schmitz, Sandro Schmitz, Marcelo E. Soares e Libiane Nicole S. Gomes.
Empresário Atual: Nadir Antonio Montanari (que atuou na banda por 20 anos).
Saxofonista da banda Os Montanari morre durante show em Pomerode
Além de saxofonista, Darci dividia-se nas funções de operador de áudio e motorista da banda. Participou das gravações de 21 LP's e quatro CD's do grupo. Filho do fundador da banda, Bruno Montanari, falecido em 16/ fevereiro/ 2009, acometido por um AVC, era apaixonado pela música desde a infância.
- Ele aprendeu a tocar com o pai, em casa. Fazia muito barulho, não deixava ninguém dormir - relembra, comovido, o irmão Beto Montanari.
Casado com Magali, deixa dois filhos. Natural de Concórdia, estava em Blumenau há 32 anos, desde o ingresso na banda. Ficará eternizado na lembrança daqueles que o conheceram como homem íntegro e pai exemplar. Estes lotaram domingo à tarde o Cemitério Jardim da Saudade para o último adeus. Jornal de Santa Catarina (CLIC RBS)
Contato: (47) 3387-0935/ (47) 9973-2979, Blumenau, SC.
Saxofonista da banda Os Montanari morre durante show em Pomerode
Mesmo com a morte, grupo decidiu continuar a apresentação em baile, sábado
Fazia meia hora que a banda Os Montanari tinha começado o show, sábado à noite, numa formatura no Clube Pomerode. Ao fim da música Gosto Doce da Paixão, de autoria do próprio grupo, o saxofonista Darci Montanari sentiu uma forte dor no peito, deu um suspiro e caiu no palco. O músico não resistiu a um ataque fulminante e partiu fazendo o que mais gostava. Após a confirmação da morte, dez minutos depois, o grupo decidiu que não poderia parar o show.
Foi uma forma de homenageá-lo. Nas primeiras canções, dava aquele nó na garganta. Mas ele (Darci) não queria que a gente parasse e nos deu força para continuar a tocar até o fim - conta o vocalista da banda, Eloir Thomaz.
Além de saxofonista, Darci dividia-se nas funções de operador de áudio e motorista da banda. Participou das gravações de 21 LP's e quatro CD's do grupo. Filho do fundador da banda, Bruno Montanari, falecido em 16/ fevereiro/ 2009, acometido por um AVC, era apaixonado pela música desde a infância.
- Ele aprendeu a tocar com o pai, em casa. Fazia muito barulho, não deixava ninguém dormir - relembra, comovido, o irmão Beto Montanari.
Casado com Magali, deixa dois filhos. Natural de Concórdia, estava em Blumenau há 32 anos, desde o ingresso na banda. Ficará eternizado na lembrança daqueles que o conheceram como homem íntegro e pai exemplar. Estes lotaram domingo à tarde o Cemitério Jardim da Saudade para o último adeus. Jornal de Santa Catarina (CLIC RBS)
Contato: (47) 3387-0935/ (47) 9973-2979, Blumenau, SC.
Termino aqui esta linha prestando minha sincera homenagem também ao saudoso Bruno Montanari e seu Irmão Oswaldo, que com muito esforço transformaram a musica germânica em nosso estado e fizeram seu trabalho de uma forma impecável. A Banda hoje é uma realidade e seu estilo diferente e marcante mudou o estilo também de várias bandas germânicas ou não nesses anos todos. Que a banda não desanime e continue com seu ritmo alegrando as pessoas jovens e idosos. Tenho certeza de que Bruno e Oswaldo, ao olharem abraçados la do firmamento todo esse trabalho, podem se orgulhar e muito de que o que fizeram foi algo que realmente eles gostaram e muito.
Agradecimentos ao site “Bandas de Baile do Sul”, que muito ajudou na pesquisa e onde se encontram arquivos com quase toda a discografia da banda para todos ouvirem e matar saudade.
Arquivo : André Luiz Bonomini



7 comentários:
Adalberto,
Eu não residia em SC, nos anos auje da banda. Mas sempre que vinha a Brusque ouvia os familiares encherem a bola dos Montanari. Velhos tempos, belos dias.
Abraço.
Hoje à noite no programa do Amauri Pereira, Rádio Blumenau, foi citado o texto sobre a Banda Montanari. Amauri destacou os velhos tempos em que recorda da banda nos bailes da cidade. Elogiou o texto de André Luiz Bonomini, e das fotos ali destacadas.
“Amauri Pereira”
Amigo Adalberto e André Luiz Bonomini:
oportuna matéria a respeito de Banda Os Montanari, mas, não poderia me omitir em citar um integrante que muito orgulha os blumenuenses,trata-se de Henrique Bento, inicialmente empregado da Empresa Industrial Garcia S. A., e passou a integrar a Banda ainda quando a mesma estava sediada em Concórdia, e assim a acompanhou por muitos e muitos anos, não sei ao certo onde está e como está o grande Henrique Bento, um verdadeio "virtuose", do sopro em instrumento de metal. Gostaria de saber algo sobre o Henrique, se souberem nos comunique. Residia com a familia próximo a Igreja Nossa Senhora da Gloria e casou-se com a filha do Nena Poli.
Abraços
Airton Gonçalves Ribeiro
Parabéns pelo homenagem. Tanto ao Luiz como ao Adalberto por essa oportuna postagem.
Temos que abrir espaço a cada dia para a cultura, nada mais justo que fazermos isso localmente, através da internet, torna-se mundialmente.
Angeline Coimbra
Miracemense, moradora de Niterói-RJ
Economista por formação e blogueira por paixão.
Blog "O Vagalume"
blogovagalume.blogspot.com
realmente uma Grande Orquestra.Eu acho que tenho quase todos os antigos LPs deles,que são do meu pai.Junto com tantas outras, como Clarins de Prata,Schiavini,Mexico Bras e tantos outros abrilhantavam as domingueiras aqui no Garcia(Centenario e Caça e Tiro).Os Montanari tinham no Centenario seu ponto de ensaio nos ultimos tempos.Tem uma capa de um volume,que não me recordo qual é que foi tirado la.Bom domingo a todos.
realmente uma Grande Orquestra.Eu acho que tenho quase todos os antigos LPs deles,que são do meu pai.Junto com tantas outras, como Clarins de Prata,Schiavini,Mexico Bras e tantos outros abrilhantavam as domingueiras aqui no Garcia(Centenario e Caça e Tiro).Os Montanari tinham no Centenario seu ponto de ensaio nos ultimos tempos.Tem uma capa de um volume,que não me recordo qual é que foi tirado la.Bom domingo
Adalberto,
meu pai foi integrante da banda Bruno Montanari como percurcionista, por meados dos anos 80, Wanderley Lauro Capelari, mais conhecido como "baixinho". Maior satisfação ver uma matéria assim.
Abraços
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