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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

- Faxinal do Bepe


- A imagem do início da década de 60 mostra um grupo de amigos desbravando o Faxinal do Bepe, no Encano. A família Molinari, chegou à localidade por volta de 1951? (data ainda a ser confirmada). O encontro foi marcante na época, pois o veículo utilizado foi um Jipe, até então pouco comum nessa localidade. (Foto: Arquivo de Adalberto Day) Publicado no Jornal de Santa Catarina em 02 de julho 2008, coluna Almanaque do Vale do Jornalista Sérgio Antonello.
História
- Foi no ano de 1951, que a família Molinari deixou a cidade catarinense de Botuverá para ocupar as terras que adquiriu do governo. O caminho a nova propriedade era – uma trilha de cerca de 30 km rasgando a densa Mata Atlântica. Como se não bastasse o difícil acesso, a baixa fertilidade daquelas terras foi outra dificuldade encontrada pelos Molinari, imigrantes italianos vindos da região do Tirol.
Fotos: arquivo de Tânia Regina Moraes
Como a agricultura era pouco promissora, Bepe, o patriarca da família, optou pela pecuária, cuja renda sustentava a família e o pagamento das dívidas com o governo. Produziram muita lingüiça para poder pagar os compromissos assumidos. “Em dois anos, pagaram os títulos e se apossaram definitivamente das terras”.. A partir de então, aquele local ficou para sempre batizado de “Faxinal do Bepe”.
Adendo de Lauro Eduardo Bacca/Ecólogo 30/outubro/2013
Faxinal do Bepe o começo
Um século depois da saga dos primeiros dezessete imigrantes da Colônia Blumenau, outra saga acontecia, em escala bem menor em termos numéricos e espaciais, mas igualmente marcante em termos de aventura do espírito humano, por volta de 1950. Foi quando Giuseppe Molinari, o Bepe, morador de Lageado Baixo, município de Botuverá, passou a trabalhar para João Bianchini, que tinha posse de terras nas cabeceiras do ribeirão Warnow, município de Indaial, acessível por extensas picadas na floresta. “Viemos trabalhar na coivara e não saímos mais”, recorda seu filho mais velho, Ari Molinari, que então acompanhava o pai, aos 12 anos de idade.
Antes disso Giuseppe (José) já faziam incursões pela área, para conhecê-la e para caçar. Foi quando Ari esteve no lugar pela primeira vez, com o pai e o tio Vicentin. À noite, no acampamento montado com folhas e galhos obtidos ali mesmo na mata, o pai mandou que ele fosse buscar água no córrego logo abaixo, mas, “eu não ia, tinha medo”. Pudera. Ninguém morando por perto, selva pura, ruídos estranhos na escuridão, presença não apenas de tudo o que era real, mas, também e principalmente, no imaginário do menino que nessa ocasião tinha apenas oito anos!
Comprada a posse e feito o primeiro rancho com ripas de xaxim, telhado de palha e panela pendurada para o fogo no chão batido, veio a mudança com a família: Bepe e esposa Cléria, ainda na faixa dos 37 – 35 anos e os sete filhos vivos, dos onze que tiveram: Ari, com 14 anos, Davi aos 12, Isair com uns 8 anos, Dolores (6), Martim (5), Marta (2) e Jorge, de apenas 6 meses de idade. Picadão na floresta, por mais de 8 horas, todos a pé e descalços, como descalços viveram até hoje. Só de travessia de córregos, pés nas águas e nas pedras, foram 21 vezes. Cinco cargueiros (mulas) levavam a mudança simples, acomodada nos lombos e em bruacas nas laterais dos animais. Mais um cavalo. Justo a mula que carregava o berço do pequeno Jorge, teve a bruaca trancada numa ponta de taquara que estalou, assustando o animal que corcoveou, quebrando tudo. O bebê, por sorte, ia no colo da mãe. 
Com essa mudança começou, no dia 11 de fevereiro de 1953 ou 1957? a data ainda a confirmar, o quase lendário Faxinal do Bepe, uma espécie de vila familiar de tantas histórias, aventuras, sorrisos e dramas. Passados 60 anos os Bepe se despedem, mas o nome fica. Os visitantes continuarão. Não mais para caçar e destruir como muitos faziam, mas, para apreciar a fauna a ser recuperada e preservada, espera-se, no Parque Nacional da Serra do Itajaí.
Lauro Eduardo Bacca
Jornal de Santa Catarina 28/10/2013 | N° 13023
PRESERVAÇÃO
Foto: Patrick Rodrigues
Adeus ao Faxinal do Bepe
Missa marca despedida (27/10/2013) de Família Molinari de área INDAIAL - A estrada de terra castigada pela chuva de sábado à noite foi obstáculo pequeno diante da persistência para estar na última festa da Família Molinari, no Faxinal do Bepe, ontem de manhã. Pouco antes das 9h, o trecho que liga o Distrito do Garcia à comunidade reservava muito barro e pouca facilidade para os carros pequenos. Até mesmo o padre João Leonardo Hoffmann precisou ser resgatado por jipeiros para chegar à missa marcada para as 10h.
Cinco minutos antes da cerimônia ele estava lá, recepcionado por Isair Molinari, a esposa Teresa e os filhos Angelo e Ana Paula. A missa e a festa marcadas foram símbolos do fechamento da pousada mantida pela família há pelo menos 50 anos. A partir desta semana, os precursores do Faxinal do Bepe começam a sair da comunidade, cuja área será desapropriada para uso do Parque Nacional Serra do Itajaí.
A partir de hoje (28/10/2013), conforme combinado pelos Molinari com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra a unidade ambiental, a pousada não poderá ser mais aberta. Os tradicionais encontros de jipeiros, ciclistas e adoradores da natureza agora só serão permitidos diante de autorização prévia. Apesar de o encontro de ontem ter sido uma despedida, a alegria predominou. Todos que estavam presentes tinham uma história para contar sobre aventuras no Faxinal do Bepe. A maioria começava o assunto pela mesma forma: “venho aqui desde pequeno”.
Dos sete filhos de José Molinari, o criador do faxinal, quatro estavam lá. Com eles, filhos, netos, amigos, conhecidos. Na missa rezada pelo padre João Leonardo, a pequena capela de Bom Jesus de Iguape, construída pela própria família, ficou ainda menor. Do lado de fora, era possível ver pessoas chorando pela despedida.
– Vim de moto no começo do ano pela primeira vez. É uma alegria pra mim ser o escolhido para celebrar este momento – afirmou o padre.
Depois da missa, um churrasco foi servido com alimentos da propriedade dos Molinari. A música da gaita embalou o começo da tarde e ditou os últimos momentos do local que será guardado na memória dos frequentadores:
Ontem à noite (27/10/2013), a Pousada dos Molinari foi fechada pela última vez. A partir da saída da família da propriedade, a Furb deve ocupar o local como base para recuperação do meio ambiente do Faxinal do Bepe. O que os antigos frequentadores, amigos, familiares e os próprios Molinari esperam é que a comunidade continue exibindo a natureza que os atraiu para lá.
ÂNDERSON SILVA

Entenda o caso
- Com a criação do Parque Nacional Serra do Itajaí, em 2004, o plano de manejo da unidade de conservação prevê que as áreas sejam desapropriadas para uso da União.
- As indenizações das aproximadamente 300 propriedades começaram em 2010. Até o momento, apenas nove foram regularizadas.
- Entre elas, estão três irmãos da família Molinari, que criou o Faxinal do Bepe. Ari foi o primeiro a deixar a área. Agora, sairão Isair e Martin. Os dois receberam as indenizações e precisam sair ainda este mês (Outubro/2013).
- Ontem 27/10/2013 eles fizeram a missa de despedida do local. A família vai se mudar.
- O local passou a ser chamado de Faxinal do Bepe em alusão a José Molinari, patriarca da família. Em Italiano, José significa Bepe.

Adendo de Renato Noveletto:
Ola, na verdade a família Molinari  não tem a sua origem no Trento: Leia isto:
Sia Molinari che Molinaro sono panitaliani, anche se Molinaro è più concentrato al sud, Molineri è piemontese del cuneese, di Cuneo, Caraglio, Mondovì e Valgrana, Molinero, sempre piemontese, è però specifico del torinese, di Pinerolo, Avigliana, Scalenghe, Frossasco e Torino, dovrebbero tutti derivare, anche attraverso alterazioni dialettali, da soprannomi basati sul vocabolo tardo latino molinarius (addetto al mulino), probabilmente indicando così quale potesse essere il mestiere dei capostipiti, dei mugnai o dei lavoranti presso un mugnaio.
http://www.cognomiitaliani.org/cognomi/cognomi0011o.htm
Agora, o Carlo Molinari nasceu em 1874 no comune de Bieno,TN e veio para o Brasil ainda criança e a família primeiro foi para Nova Trento e a partir dali alguns foram em direção a Botuverá e outros para o que na época se chamava de linha dos pomeranos  e posteriormente com a chegada dos trentinos que ocuparam as terras mais à frente caminho dos tiroleses.  Esta estrada existe ate hoje pois é uma estrada vicinal ligando Pomerode a Timbó.
De timbó, quando os imigrantes (maioria de venetos) veio para região se fixaram em Ascurra e quando foi a vez de colonizarem o alto vale do Itajaí todos subiram a serra e é por isto que hoje em rio do sul, onde moro ha uma verdadeira confusão de sotaques sendo que o trentino foi preservado devido a atuação forte da região do trento e também porque foi para cá que a grande maioria imigrou. Alguns ficaram em Vitoria, já na primeira viagem que fizeram entre o final de 1874 e inicio de 1875. Posteriormente, ate 1880, outros imigrantes trentinos e venetos vieram se juntar à estes imigrantes e um grupo que veio mais tarde, entre 1882 e 1885 vieram com os imigrantes venetos  e foram parar no Rio Grande do Sul.
Mas o que conta mesmo é o nosso avô ou bisavô. É através dele que a cidadania será obtida.  E se ninguém da sua família deu entrada no pedido de dupla cidadania agora só indo na Itália e entrando com processo judicial junto a corte de assissi, que seria uma espécie de corte de apelação, que trata de assuntos menores, não criminais. A vantagem é que com uma procuração (de cada interessado) todos saem beneficiados em um mesmo processo e se alguém da família já obteve só indo diretamente no comune para apresentar o pedido.

Um abraço
Renato Noveletto
de Rio do Sul, SC
__________ 
Arquivo de Adalberto Day

10 comentários:

Odirlei disse...

Boa tarde Prof. Adalberto,

Li sobre o Faxinal do Beppe no seu blog e fiquei curioso sobre a travessia até Botuverá.

Tenho avós em Botuverá e possuo um carro de passeio (Peugeot 206), sempre pego o caminho por Guabiruba para ir visitálos, pois gosto das paisagens e estradas de chão. Será que já é possível passar por ali para chegar lá? Se não tiver essa informação não tem problema, só o contato já é legal, pois faz tempo que não conversamos (desde as aulas de História no antigo Colégio Estadual Padre José Maurício).



Uma coisa que sempre penso...
Acho que deveria ser feito uma integração do transporte coletivo com as cidades vizinhas a Blumenau, colocando por exemplo, um terminal urbano em Indaial, outro em Timbó, outro em Gaspar e também em Guabiruba, seguindo as normas do consórcio Siga, isso facilitaria o deslocamento entre essas cidades e chuto que não teria diminuição no lucro para as empresas do consórcio. Ou pelo menos ter ônibus saindo dos terminais mais próximos a estas cidades e indo até o centro delas. Essa é uma idéia besta?

Desculpe tomar seu tempo, mas agradeço a atenção.

Odirlei Vanelli

Curt disse...

meu caro Adalberto - eu faço votos de que realmente seja dado o destino correto ao Vale. Via de regra é invadido e depois não há quem tira os invasores. Atenciosamente Curt heisecurt@gmail.com

Djalma( Anapolis) disse...

O Bepi não era pros fracos não. La tinha uma coisa inexplicavel, que sempre nos fazia chegar la, e olha que não é facil. E tem muitas histórias la. Uma vez, o Juca Satos foi convidado para ir levar um cumpadre dele que precisava por toda a lei ir até la naquele dia. O Tio Juca que pra apronar não perdia tempo aceitou. Como ja passava das 18 horas, la se foi ele.Naquela época, hoje não sei mais, existia varios portões até chegar la. No segundo portão, ele inventou uma pane elétrica no carro e que teria apagado os farois do Jeep dele (aquele que tinha um garrafão de cachaça debaixo do banco....kkkkkkkkkkkk). Dai ele falou que não daria ré no escuro, e blablabla......kkkkkkkkk. resumindo a história, este cumpadre dele subiu o morro do Bepi a pé, com um maço de vela no bolso e uma sempre aceza na mão, para orientar o Jeep. Claro que ele quase matou o Tio Juca qdo soube que era sacanagem...........kkkkkkkk

Djalma( Anapolis) disse...

Mais uma.Em 1975, se não me engano, fomos em uma turma da EIG no dia do motorista. Só para lembrar, saia uma carreata dp trevo da Artex em direção ao Bepi. Chegando la, fomos nos alojando e preparando a churrasco para o domingo. Como não tinha geladeira ou frizer disponivel, goi colocado a carne temperada em uma bacia, e como a agoa do rio la era fria, alojou-se a bacia sobre uma pedra, escondida sob um arbusto que existia ao lado do rio, mas dentro do rio, para refrigerar a bacia. Pois bem, a noite, um individuo, que me recuso a dizer o nome......kkkkkkkkkkkkk.........após tomar todas, foi aliviar a bexiga e o fez onde? No primeiro arbusto que encontro. Não precisa explicar que no outro dia a bacia de churrasco estava cheia de.................kkkkkkkkkkkkk.Prontamente ele foi"convidado" a se jogar naquela agua fria com roupa e tudo. Uma dica. Era um baita jogador e morava no Emilio Talmann

Nilton Sergio Zuqui disse...

Meu caro Adalberto, Faxinal do Bepi vai ser sempre respeitado por que o frequentou um dia.
Eu tive a oportunidade de viver varias historias lá quando jovem, vezes ia de moto vezes de carro(tenho vídeos) ,sim carro , já estive no Bepi de fusca 1200 16 vlas.Onde tínhamos que parar hora outra para resfriar a bobina do mesmo.
Mas ,a maioria das vezes fui de moto para sempre subir o morro da igrejinha onde jogávamos água antes de subir para ser mais emocionante, tenho saudades...

Vângela disse...

Fascinante essa história sobre o Bepe. Imaginei as pessoas andando na mata descalço e com as crianças no colo. Espero como os demais, que façam o prometido
Vângela Silva Queiroz

Wilberto disse...


Que breve, mas belo relato, Lauro. A história do Faxinal do Bepe também povoou minha imaginação há tanto tempo que o próprio tempo encarregou-se de torna-la quase uma lenda. Meu já falecido pai contava de tal encontro de caçadores, isso lá quando ele ainda era solteiro. Foi então, que num final de semana eu e mais alguns amigos pegamos nossas bicicletas e rumamos ao tal Faxinal. Chegamos lá e ficamos extasiados pela atração do local, pela recepção dos Bepe e pelo desbravamento de uma quebra de possibilidades de se conhecer nosso território, seus personagens e a beleza da Mata Atlântica.
Isso foi no ano de 1990. Dormimos no ranchão, passamos frio corporal mas com um calor extasiante na alma,. Por muitos e muitos anos frequentamos o Faxinal do Bepe, Fiz amizade com o patriarca Sr.Bepe, a Nona, que contavam orgulhosos suas histórias e lutas para manter sua familia. Entre um e outro gole de cachaça servido com muito carinho pelo seu Bepe, um café preto da Nona, naquela cozinha com fogão a lenha, suas panelas e tampas penduradas na parede, as fotos dos resultados das caçadas de outrora...e nestes anos todos sempre fomos hospedados pelo Sr. Ari e Dª.Fortunata, seus filhos. Dormíamos no sótão, acordávamos já com o cheiro do café e os ruídos dos animais.
Passaram-se os anos e assistíamos a uma invasão de veículos motorizados, com seus motores ruidosos, acelerando pelos pastos, derrubando cercas e cochos entalhados sendo jogados em grandes fogueiras. Assim lentamente perdemos o encanto, não pelos Bepe, nem pelo local. Mas víamos que a invasão descontrolada estava destruindo uma história.
A vivência aguçou nosso olhar e começamos a perceber um grave problema sendo instalado, com as nascentes sendo contaminadas por dejetos, comprometendo sobremaneira um sistema hidrográfico no seu nascimento.
Hoje, passados os anos da angústia e desencontros de informações, nasce o Parque Nacional da Serra do Itajaí. Gratos somos e seremos eternamente à todos os agentes envolvidos, desde o Sr.Bepe e familiares e até os algozes (??) criadores da ideia de se criar o Parque.
Agradecemos à todos, principalmente aqueles que se colocaram à frente, pondo em risco inclusive sua integridade física e se expondo a má compreensão dos fatos e da necessidade de se manter preservada aquela região.
Temos agora uma pérola nas mãos e para mantê-la sempre linda teremos que fazer a nossa parte. Obrigado Lauro e demais ecochatos. Sem vocês não teríamos tanto verde emoldurando nosso horizonte.
Vida eterna ao Parque Nacional da Serra do Itajaí, mais conhecido como adorável Parque das Nascentes.
Obrigado à todos proprietários de terra que agora nos incumbem da sua proteção. As gerações futuras certamente não mais saberão das entrelinhas para a criação deste Parque, mas poderão usufruir de sua beleza e encanto.

Saudações e agradecimentos eternos à todos,
Wilberto Boos

Santos disse...

Oi amigo Beto. Saúde.
Muito interessante essa história desses imigrantes da familia Molinari. Quanto a essa despedida do Faxinal, li a respeito na imprensa. Mas, foi algo superficial. Não imaginava sobre a história dessa família pioneira daquela região. Só fui ser proprietário de uma área mais ou menos por lá Encano), uns 30 anos mais tarde. Interessante é por que deram o nome de faxinal, quando poderia ser "Rancho", "Sítio", ou coisa assim. A indenização feita pelo governo a essa brava gente, deve ter sido uma coisa insignificante, como costuma ser. Parabéns por mais uma história fascinante.
E.A.Santos

Lauro Eduardo Bacca disse...

Esclarecendo ao E.A.Santos que questionou sobre a indenização, na realidade ela foi justa e acordada amigavelmente entre as partes. Ouvi o testemunho do Sr. Ari Molinari, o primeiro indenizado. Perguntado sobre se ele estava bem e contente na sua nova vida e onde morava, respondeu com seu forte sotaque italiano, convicto: "Seu Lauro, havera ter sido dez anos antes!" Isso diz tudo; o pagamento foi conforme avaliação técnica imobiliária e até arama farpado enferrujado entrou no cálculo; até mesmo benfeitorias como estradas internas da propriedade foram consideradas, mesmo sabendo-se que algumas são causadoras de muita erosão e impacto ambiental (nesse caso deveria ser debitado e não acrescido no valor da propriedade.

Wieland Lickfeld disse...

Olá, Adalberto, sempre tive curiosidade de ir ao Faxinal do Bepe. Tentei em duas oportunidades, mas não consegui, devido ao estado da estrada. Havia chovido muito e não consegui transpor a lama que se formou em alguns locais da estrada que, devido à natureza do terreno e à vegetação, não eram atingidos pelos raios solares. O que me entristecia era saber que muita gente utilizava um lugar tão bonito para se drogar, especialmente em encontros de motociclistas - testemunho dado por um frequentador assíduo destes encontros. Preciso planejar uma nova tentativa. Grande abraço!

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