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domingo, 30 de março de 2008

- Os filhos de Francisco

A imagem de 1955, mostra o time campeão do Amazonas – Em pé da (e) Alberto de Oliveira (Presidente), Nicassio, Ivo Mass, Tenório, Jepe, Adalberto Rosumeck, , João Massaneiro, Cilinho, Oscarito, Clarindo Vargas, Zé Silvino (treinador). Agachados: Paulo de Lucca (Massagista), Aderbal Tomazoni, Amadeu, Chico Siegel, Erico Mass, Malheirinho, Chiquinho, Piava, Filipinho. E os meninos junto a bandeira, Wilson Siegel, Nilson Siegel, filho de Chico Siegel.
- Hoje vou fazer um pequeno relato de uma família esportista que tive a oportunidade de conviver na minha infância, juventude e até os dias correntes, a família Siegel. Eram moradores, do início da Rua da Glória, menos de 10 metros da nossa residência na Rua Almirante Saldanha da Gama, em Blumenau.
- Francisco Siegel (falecido) , quando veio jogar futebol no Amazonas, por volta de 1947, não sabia que ali começava uma trajetória gloriosa do nosso futebol, e de sua vida sentimental. Os torcedores Amazonenses lotavam o estádio do bairro Garcia, para ver o clube Alviceleste desfilar em seu gramado.
- Uma torcedora fanática pelo esporte “Bretão” como se dizia nessa época, dona Rosa Malheiros, estava atenta a um jogador em especial, o Francisco “Chico Siegel”.
- O resultado foi o casamento de Dona Rosa e o Sr. Francisco por mais de cinqüenta anos, e dessa união nasceram Wilson (Nenê), Nilson (Bigo) e Adilson (Ticanca). Todos foram grandes jogadores com muitas conquistas no cenário do esporte em Blumenau. Tive a oportunidade e o privilegio de jogar com todos, no nosso querido “12” ou morro, estádio do Amazonas, e outras praças esportivas.
- Chico Siegel, centro-avante foi um jogador possuía um poderoso chute, que levou o Amazonas a obter grandes conquistas. Contam os mais idosos, que um dia no estádio do Progresso, Chico chutou com tanta violência que a bola ao chocar-se contra o travessão, voltou quase ao meio do campo. A imagem mostra em primeiro plano, os irmãos Bigo e Nenê em 1972 – campeões pelo Amazonas - a imagem ao centro, mostra dona Rosa Siegel de costas , conversando com Meyer, craque do Amazonas nos anos 60, e Curuca a direita, na mostra em 2005 sobre o Grande Garcia, a imagem a direita mostra Ticanca e Bigo com a camiseta do Guarani.
- O Wilson Siegel (Nenê) o mais velho, era habilidoso, destro mais jogava como ponta esquerda, chutava forte com o pé esquerdo. Nós trabalhamos durante anos na Empresa Industrial Garcia e Artex, no departamento de Pessoal, portanto foi dos três aquele que mais tive proximidades e jogar junto.
- O Adilson Siegel (Ticanca) que recebeu este apelido do seu primo Ride que também foi atleta do Amazonas, o mais jovem, quando começou a ser titular do Amazonas em 1974 com 15 anos de idade, viu desaparecer a mais bela praça esportiva do Vale do Itajaí, a partir de maio deste ano. O Estádio foi impiedosamente aterrado pela empresa Artex, e Ticanca, não teve a oportunidade de jogar com a camisa do Amazonas nesta praça esportiva, a não ser em outros estádios, Palmeiras e Guarani onde o clube foi realizar seus derradeiros jogos. Ticanca foi um grande jogador não só do Amazonas, como outras equipes de Blumenau. Também foi um grande atleta no Futebol de Salão da Associação Artex, Guarani e Seleção Blumenauense, posteriormente foi comentarista esportivo, e grande incentivador do esporte em Blumenau.
A imagem mostra dona Rosa com seu filho Nilson (Bigo) na mostra sobre o Grande Garcia em 2005 na Associação Artex, e o Estádio do Amazonas em 1964.
- Nilson Siegel (Bigo) foi o maior goleador do Amazonas E.C. – o atleta mais completo que tive a oportunidade de conviver e ver jogar. Bigo era bom em todos os esportes, Basquete, Vôlei, Futebol de Campo e de Salão. Foi convidado a jogar futebol profissional no Palmeiras de Blumenau, e outras equipes da região, recebeu convite para jogar no futebol carioca, e quem sabe em seu Flamengo ou o Rival Fluminense, onde queriam levá-lo. Mas “o destino” se assim podemos falar, aconselhado pela família preferiu permanecer em nossa cidade, e com essa decisão podemos apreciar seu talento e sua categoria por muitos anos. Bigo começou a atuar nos Juvenis do Amazonas em 1966, como zagueiro, de categoria refinada, logo passou ao time principal. Fazia tantos gols como zagueiro que foi atuar de centro-avante. Em minha opinião, Bigo jogaria em qualquer clube de ponta do Brasil, e com certeza faria sucesso, e seria um dos maiores goleadores de nossa história.
Arquivo e texto : Adalberto Day

5 comentários:

Edemar Annuseck disse...

Bom dia Adalberto,

A primeira coisa que fiz foi abrir seu blog e mais uma vez quero me congratular com suas matérias. A de hoje sobre a família Siegel realmente é ótima. Parabéns.
Edemar Annuseck

Anônimo disse...

Prezado Adalberto,

Com olhos cheios de lágrimas, em nome de minha família, escrevo-te para agradecer-lhe pelo carinho, a consideração e a gratidão ao nosso clã.

Certamente, onde quer que o meu querido e saudoso herói, Francisco Siegel, o Chico, para os íntimos, onde ele estiver, estará orgulhoso da família que constituiu. Seu exemplo de dedicação, honestidade, justiça, lealdade, são características que todos nós herdamos e continuamos aplicando em todos os dias de nossas vidas e já mostrando aos nossos filhos e netos os mesmos conceitos de um cidadão do BEM.

O que posso dizer-lhe é que tenho muito orgulho do passado do meu Pai, da minha mãe, dos meus irmãos e também da minha, como cidadãos, profissionais, filhos, atletas, enfim...

Quero confessar também que sinto uma imensa saudade do corpo suado, das pernas cansadas, da camisa molhada e das comemorações de mais uma vitória sendo com a camisa do Amazonas, da Associação Artex, do Guarani, do CEP, da seleção de Blumenau de Futsal e até mesmo da seleção catarinense de Futsal.

Muito obrigado por esta homenagem.
Te confesso que fiquei imensamente honrado e adorei a analogia de OS FILHOS DE FRANCISCO, pois na verdade nós também podemos assim ser chamados.

Um beijo no seu coração generoso.

Adilson Siegel
Ticanca

José disse...

Muito feliz a lembrança desta família que marcou na nossa comunidade pela integridade de seu componentes, liderados pelo saudoso "Seu Chico". Não alcancei lembranças do tempo do Chico jogador, mas meu pai o "Zé de Oliveira II, sempre comentou que ele foi muito bom. Conheçí muito bem os irmãos Siegel. Todos jogaram muita bola, mas destaco o Bigo que foi um dos maiores craques que assisti jogar pessoalmente. Parabéns Beto Day, por mais esta interessante e inteligente matéria.
José Carlos de Oliveira.

Fernanda Siegel disse...

Olá!

Acabo de ler a matéria sobre "Os filhos de Francisco" aqui juntamente c/ meu pai Wilson Siegel (o Nene). Ele pediu p/ agradecer a homenagem, gostou muito.
Eu também achei muito legais o texto, as fotos, é muito bom saber um pouco mais de detalhes da história da vida de nossos familiares.
A admiração pelo esporte continua fazendo parte dos Siegel podem ter certeza.
Eu nunca fui uma atleta, pratiquei ginástica rítmica, marcha atlética e joguei basquete na escola apenas por lazer. Mas sempre gostei e continuo gostando muito de assistir a todas as modalidades, especialmente o futebol e o futsal, talvez por herança genética.
O esporte sempre me trouxe bons exemplos, conceitos muito importantes que levo sempre comigo.
Obrigada mais uma vez pela publicação em nome de toda a família.

Sds,
Fernanda Siegel.

Lauro Cordeiro disse...

Olá Adalberto!

Desculpe-me começar assim: Olá Adalberto. Até parece que já nos conhecemos faz tempo. E é mesmo. Isto no tempo dos torneiros classistas do SESI. Lembro-me de um “tal”Adalberto, jogando pela Empresa Garcia ou Artex e eu pela Cia Hering.
Acessado o teu Blog, vi a foto do glorioso Amazonas, com a maioria dos jogadores conhecidos meus, a história da Família Siegel, principalmente do Chico e mais um irmão, jogando basquete pelo Amazonas. Interessante que os irmãos eram bem diferentes. O Chico baixo e o outro, que não me lembro do nome, magro e alto. Ou não eram irmãos?.
Num desses jogos do SESI, contra o Amazonas, tive uma trombada com o Ivo Maas, numa disputa de bola pelo alto. Saímos os dois com os ouvidos zunindo e inchados. Mas ganhamos. Fizermos a final com a Artex e levamos a taça, depois de 24 batidas de pênaltis para cada lado. Na época só um batia. Pelo lado da Artex/América, o batedor foi o Esquerdinha, que perdeu a 24ª batida e, pelo nosso lado, o batedor foi o Aldinho, cunhado do Teixeirinha, que converteu. Estes dois ainda vivem, beirando os 90. O Aldinho ainda bate um tênis.
Quando se fala no Amazonas, lembro-me do José Pera, uma figura, para mim, extraordinária. Além de técnico do Amazonas e também do Olímpico e Palmeiras, foi protagonistas de uma bela apresentação teatral. Fã de filmes de farwest, montou e apresentou no belo estádio do Amazonas peça “Búfalo Bill”, ou nome parecido. Tudo com funcionários da Garcia, creio, e que foi maravilhosa e muito comentada, partindo da cabeça de um modesto, mas inteligente tijucano.
Bom, são fatos rápidos que me surgiram na memória ao bisbilhotar o teu blog. Como dizem, recordar é viver.
Parabéns pelo teu trabalho e abraço
Lauro Cordeiro

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