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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

- A Prainha

Pesca de Robalo e descanso na Prainha

Desde a fundação da cidade de Blumenau, um dos locais favoritos para um bom banho (se refrescar) era principalmente na “Prainha” no Rio Itajaí Açu. O primeiro registro de afogamento foi com um dos primeiros colonizadores, em 1852 –Daniel Pfaffendorf.

A partir dos anos 1950, os Blumenauenses, começam a explorar o litoral, dando inicio ao desenvolvimento dessas regiões litorâneas. Um exemplo foi o Balneário de Camboriú, que começou a se desenvolver rapidamente.
Balneário de Camboriú em 1962


Balneário de Camboriú na década 70
História :
- Em 1878 a colônia de Blumenau crescia e a embarcação existente (Vapor Progresso) já não era mais suficiente para atender a demanda, sentiu-se então a necessidade de uma embarcação maior. Adquirido na Alemanha em 1894 e montado na cidade de Itajaí, o Vapor Blumenau navegou pela primeira vez em 1895 (desativado em 29 de outubro de 1959). Ele foi a segunda embarcação a vapor a fazer a ligação entre Blumenau e o porto de Itajaí. Além do transporte de pessoas para regiões vizinhas, transportava também mercadorias. Com 28 metros de comprimento, 4m40cm de largura e 2m10cm de altura, o Vapor Blumenau tinha potência de 80 cavalos. Devido à construção da estrada de ferro, o escoamento da produção e o transporte de passageiros passaram a ser feitos pela ferrovia. Na década de 50, já não havia mais demanda para a navegação do Vapor, quando foi desativado. Reformada, hoje a embarcação faz parte da história de Blumenau e abriga um pequeno museu contando sua história através de painéis explicativos.
O Restaurante Moinho do Vale , a concha Acústica doada a comunidade em 1986 pela Empresa Artex, tornaram mais bonita nossa prainha. E todo o paisagismo ao redor em nossos dias correntes.
Foto: Willy Sievert
Local: Praça Juscelino Kubitschek de Oliveira (Prainha) – bairro Ponta Aguda
Arquivo Adalberto Day/colaboração Rubens Heusi / José Reis Pfau

8 comentários:

Rubens disse...

Com referencia ao Vapor,lembro-me quando ainda jovem,pois meu pai Nestor Seara Heusi era Chefe da Contabilidade da Estr.Fer.Sta.Cat.dos vagonetes que desciam até ao navio para embarcar/desembarcar mercadorias;acho que havia uma certa interligação do Vapor com a EFSC.

Loreni disse...

Olá, Sr. Adalberto.

Sou Lorení Martin do RS, através da Internet lí sobre o afogamento de Daniel PFAFFENDORF, em 1852, na prainha
do Rio Itajaí Açu.

Desculpe perguntar, mas o Sr. tem algo mais sobre essa família Pfaffendorf?
Pois desconfio que minha bisavó descende desses Pfaffendorf.

Obrigada pela atenção e se caso saiba algo agradeceria seu retorno.

Abraço
Lorení

MARY.GRACE2006@HOTMAIL.COM disse...

OLÁ SR.ADALBERTO....
FIQUEI MUITO EMOCIONADA QDO DA VISITA A SEU BLOG...
SOU BLUMENAUENSE DA FAMILIA LUZ..MEU PAI ALFREDO DA LUZ FOI MARINHEIRO DO VAPOR BLUMENAU..ATÉ SER DESATIVADO QDO PASSOU PARA A ESTRADADE FERRO...MEU IRMÃO PEDRO NOGUEIRA DA LUZ LUTOU MUITO PRA REFORMA DO VAPOR..
HOJE MORO EM SÃO PAULO ...ESTOU AQUI DESDE 80...SEMPRE QUE POSSO VOU A BLUMENAU...
SOU MUITO ORGULHOSA DE SER BLUMENAUENSE,,E SABER QUE MEU PAI FEZPARTE DO CRESCIMENTO DESTA LINDA CIDADE....
ABRAÇO..
MARIA DA GRAÇA LUZ

José disse...

Bela história tem Blumenau. Que bom o povo conhecer e cultivar!
Ab.
J A S

Valdir Salvador disse...

Amigo Adalberto parabens,p/teu belo trabalho de lembrar a ocorrencia do primeiro afogamente no Rio Itajai Açu especialmente na famosa prainha, pois no passar dos anos muitos fatos ocorreram,muitos mesmo de meus colegas se foram e so deixaram saudades,eu fui um dos mais felis escapei graças a Deus, mas foi preciso minha mãe dar-me uma grade surra quando descobriu que euia la escondido de meus Pais,sabes porque especialmente todos morriam? ali naquele local esistia um porto de areia para retirada e venda de areia então se formavam grande craterra na retirada da areia, e nos não sabiamos nadar caiamos nauqeles buracos, e não conseguia nadar para fora dele e Adeus familia e amigos. por outro lado era lindo ver todas aquelas lanchas grande no rio a retirarem areia,aquelas carroças puchadas a burro ou cavalos a transportarem areia ate a obra ou voce via o progresso do calçamento sendo ascentado em cima daquela areia,como era lindo ver aqueles homens robustos com grandes fisicos,a remover a areia la do fundo do rio com aqueles grandes canecos na ponta de um varejão de bambu como era chamado na epoca,a caminhar pela beiradinha da lancha a se eqilibar como artistas para puxar para cima os citados varejõns,nos crianças adoravamos ver aquilo enquanto iamos pescar nas beiras do rio oque? piava, mandim, eguia,traira,jundia,cara, tajabicú,pelado,rã, viu como este rio era rico teve vida era maravilhoso posso garantir, em tempo, robalo,bagre ,tainhota e muitos outros,fui ,muito felis pois em 1955, meu pai transferio residencia desse maravilhoso birro que é o grande Garcia no qual tive a felicidade de nascer, e depois vir morar na Ponta Aguda,na rua méxico, 296 onde tenho a minha loja de antiguidades, e estou pronto para recebelos em que puder e vier ,Amigo Adalberto uma coisa me deixa endignado,porque o nome da praça da Prainha é jucelino, e não da familia do balceiro e canoeiro que nos transportavamos na epoca? pois com sol ou chuva rio cheio ou não la estava ele a nos atravessar o rio de canoa ou balça, Pergunta que fica aos politicos desta cidade façam uma barragem no rio nos fundos do Clube Bela Vista para nivelar o leito do rio e passam a fazer melhor uso deste rio maravilhoso que é o Rio Itajai Açu. tenho dito. grato a braços deste seu Amigo Valdir Salvador.

Osmar Hinkeldey disse...

Boa tarde Adalberto

interessante esta história do vapor Progresso.
Resta o museu, porque as viagens acabaram, atropeladas pelo progresso.
Parece que assim é com tudo...mas pelo menos no teu blog isto fica registrado e os comentários mostram a importância disto.
abraço

Adrian Marchi disse...

Sempre que posso, deixo um comentário para meu amigo Adalberto.

Grande Mestre Historiador.

Leio sempre suas colunas históricas e as seguirei lendo.

Sempre é muito bom poder ver a verdadeira história de comunidade que tanto amo.

Grande abraço

Prof. Wieland Lickfeld disse...

Prezado Adalberto, a Prainha me traz boas recordações do final da década de 1960, quando, ainda menino, residia no final da Rua Bolívia, bairro Ponta Aguda. Foram muitos os domingos nos quais meu falecido pai nos levava para passear pela região da Prainha. No barrancos próximos ao local onde hoje está a AABB, vez por outra nos deparávams com os velocíssimos ratos piriás - preás? -, que costumávamos chamar de 'Barrancken-Hase' (coelho do barranco). Quase sempre podia-se ver nadadores aventureiros atravessando o rio da Prainha até o porto de areia, no Biergarten, à época conhecido como "Öffentlicher Garten" ou Jardim Público. Quanto ao aproveitamento do nosso litoral, recomendo a leitura da interessante dissertação de mestrado do Prof. Ângelo Ricardo Christofolli, da Univali, intitulada "Cabeçudas 1910-1930: a praia como padrão de conduta social". Ele demonstra que o aproveitamento do nosso litoral começou em Cabeçudas naquelas décadas, inicialmente para fins de saúde e logo depois para o lazer. Cabeçudas era considerada um "Kurort", isto é, estância de saúde, com direito a carimbo alusivo ao fato nos envelopes postais. Para tal fora construído, se não me trai a memória, o Hotel Zwölfer, que talvez tenha sido conhecido também como Hotel Cabeçudas. O público-alvo eram as famílias, principalmente de teuto-brasileiros, de Blumenau, Brusque e Itajaí. Com respeito ao questionamento da sra. Lorení do RS, informo que Daniel Pfaffendorf fez parte do pequeno grupo de imigrantes que deu início à Colônia Blumenau em 1850. Era natural da Saxônia, carpinteiro de profissão, e chegou aqui solteiro, com 26 anos de idade. Em fevereiro de 1851, devido a desavenças com o Dr. Blumenau abandonou a Colônia, mas a ela retornou pouco depois. Na noite de 11/09 do mesmo ano apareceu um grupo de bugres - moradores nativos - na propriedade de Francisco de Oliveira. Um grupo de colonos, do qual Daniel Pfaffendorf fez parte, ajudou a perseguí-los, mas o grupo voltou dias depois, sem conseguir avistá-los. Pfaffendorf pereceu afogado na Colônia Blumenau, como também o colono Neubert, em fins de janeiro ou início de fevereiro de 1852. Por seu pioneirismo, é homenageado com o nome de uma rua perpendicular à Rua Engenheiro Paul Werner, situada nas proximidades da empresa Cremer. Sua vida no Brasil durou cerca de 1 ano e meio apenas e desconhecemos que tenha deixado descendência. Grande abraço!

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