<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836</id><updated>2012-01-31T20:56:30.460-02:00</updated><title type='text'>ADALBERTO DAY</title><subtitle type='html'>Cientista Social e pesquisador da História de Blumenau</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>705</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-8873772713917482083</id><published>2012-01-30T00:01:00.004-02:00</published><updated>2012-01-31T20:56:30.465-02:00</updated><title type='text'>- Nossos “Olhos Azuis”</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mais uma bela colaboração de &lt;u&gt;Carlos Braga Mueller&lt;/u&gt;/Jornalista e escritor.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;Mas como em 1949 ela (Rachel de Queiros) &amp;nbsp;fez um julgamento bastante discutível sobre Blumenau e o Vale do Itajaí, deixando-o registrado nas páginas de uma importante revista, optou também por enfrentar as represálias, que logo vieram.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
************&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Claro que naquela época a realidade era outra, mas que não deveria ser assim. Muitos pós-guerra vieram com ódio, outros com revoltas, mesmo alemães contra alemães. Então os comentários da &lt;u&gt;nossa grande Rachel&lt;/u&gt; da época refletia uma realidade, do qual sofreu protestos seu pronunciamento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Também creio que depois ela possa ter refletido e pensado de outra forma.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Adalberto Day&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aHlb2sOk2K0/TxCi5Xb_LyI/AAAAAAAALLc/ckVXboQA3ZU/s1600/Braga+foto+John+Pereira.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" kba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-aHlb2sOk2K0/TxCi5Xb_LyI/AAAAAAAALLc/ckVXboQA3ZU/s200/Braga+foto+John+Pereira.jpg" width="150px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por Carlos Braga Mueller&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;u&gt;AINDA RACHEL DE QUEIROZ E OS NOSSOS "OLHOS AZUIS"&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como fizemos questão de lembrar no artigo anterior sobre o assunto, nossa intenção ao reviver este episódio da história de Blumenau é apenas a de contar fatos que aconteceram ... e que em determinado momento foram marcantes para a comunidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Volto a enfatizar: temos o mais &lt;u&gt;profundo respeito&lt;/u&gt; pela brilhante carreira que &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Rachel de Queiroz&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; trilhou no campo da literatura brasileira.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas como em 1949 ela fez um julgamento bastante discutível sobre Blumenau e o Vale do Itajaí, deixando-o registrado nas páginas de uma importante revista, optou também por enfrentar as represálias, que logo vieram.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Analisando todos os comentários que nos chegaram, e que não foram poucos, nota-se que há, sim, interesse dos internautas em conhecer um pouco mais do que aconteceu em &lt;u&gt;Blumenau há quase 53 anos, então conhecida como "terra de alemães&lt;/u&gt;".&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Entendemos, pois, oportuno reproduzir aqui o artigo "Olhos Azuis", de Rachel de Queiroz, por ter sido o estopim de toda a briga que se seguiu entre a escritora e a cidade de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em nosso comentário postado no dia 29/07/2011, apresentamos apenas alguns trechos do que ela escreveu, mas para uma análise mais profunda, é bom que se leia a crônica na íntegra.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
"&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Olhos Azuis&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;", publicado pela revista "&lt;u&gt;&lt;strong&gt;O Cruzeiro&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;" no dia 19 de março de 1949, foi reproduzido pela revista histórico-cultural "&lt;u&gt;Blumenau em Cadernos&lt;/u&gt;", no seu Tomo XLIII, edição n° 05/06 de Maio/Junho de 2002, páginas 23 e 24.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Este o seu teor:&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
"Nem parecem olhos de brasileiros aqueles olhos azuis que nos fitam as gentes de certas zonas do sul. Tão claros, tão arianos, brigando muitas vezes com a pinta de sangue negro que o seu dono já possa ter de mistura e que se revela no cabelo ou na feição mulata, ou, quando o tipo branco permanece fixo, brigando com a fala mansa de caipira, com o descanso, a gentileza, o pé no chão, e outras características tão nitidamente nacionais.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Isso porém se registra em alguns casos, em algumas regiões. Há outras em que os olhos estrangeiros combinam com tudo o mais do indivíduo, e de brasileira aquela gente não tem nada, só mesmo o direito que a constituição lhe dá de brasileiros se chamarem porque aqui nasceram - naturalmente, não por seu gosto.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quem anda pela chamada "zona alemã" dos estados do sul, e especialmente pelo "Vale do Itajaí", em SC, a sensação que tem é de estar em país estrangeiro, e país estrangeiro inamistoso. E essa sensação nos é transmitida não só pela cor do cabelo e dos olhos dos habitantes, não só pelos nomes que se ostentam nas placas das lojas e dos consultórios, não só pelo estilo arquitetônico, é, antes e acima de tudo, pela fala daquela gente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O brasileiro do &lt;u&gt;Vale do Itajaí quando fala língua nacional, fala-a como um estrangeiro&lt;/u&gt;. Fala-a como a falaria qualquer alemão com poucos anos de Brasil, em certos casos nem assim a sabe falar. Fala mal, com sintaxe germânica, com uma pavorosa pronúncia germânica, e fala-a principalmente com um desinteresse, um descaso tal como devem falar os ingleses coloniais o dialeto dos cafres, pouco e péssimo, apenas o suficiente para se fazerem entendidos pelos nativos nas suas transações obrigatórias.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Isto, a língua é o obstáculo principal. Mas sente-se que existe, além da língua, um outro obstáculo mais sutil a separar brasileiros e teuto-brasileiros do Vale do Itajaí. Seria forte chamar desprezo o que eles sentem pelos habitantes do resto do Brasil - mas diabo é que não encontro outra palavra mais amena. É, entretanto, um desprezo disfarçado, uma espécie de desprezo atencioso, porque depois do trabalho de "nacionalização do Vale do Itajaí", e, mormente depois da guerra e da derrota nazista, os alemães dali já não se atrevem a assumir abertamente a sua antiga atitude de super-homens. A impressão que se tem é que eles se encolhem, mas ainda rosnam. São obsequiosos, corteses, talvez até solícitos. Conversam-se em alemão num grupo de rua e lhes passa por perto um ostensivo brasileiro de pele morena, eles mudam de língua enquanto o brasileiro passa e trocam qualquer palavra em português. Porém mal o brasileiro se afasta dez passos, logo eles juntam as cabeças e tornam a engrolar conspirativamente na sua língua de gringo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O grosso deles vive naturalmente nas cidades de &lt;u&gt;Joinville, Blumenau, Pomerode (que o governo tentou inutilmente crismar para Rio do Testo), Brusque&lt;/u&gt;. De Brusque para lá acham que fica a fronteira da sua nação: sentimento esse que foi muito bem traduzido pelo dono da principal confeitaria de Brusque, um alemão mal encarado que não sei se nasceu aqui, mas que em todo caso fala um português infame, e que nos declarou textualmente: "Se os senhores querem conhecer SC, podem ir embora daqui, o resto, Itajaí, Florianópolis, só tem sujeira lá".&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IOcsU92QjeQ/TxCiF7ivHSI/AAAAAAAALLU/QuJ8dt_id_U/s1600/Imagem0001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kba="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-IOcsU92QjeQ/TxCiF7ivHSI/AAAAAAAALLU/QuJ8dt_id_U/s1600/Imagem0001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Rachel de Queiroz&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Se há, pois, quisto racial ainda em plena exuberância é aquele. Aquilo não é Brasil, ou se o é, é Brasil transviado, Brasil em mãos alheias. Vivem os seus habitantes como se fora em terras da Europa e o pouco amor que reina entre as cidades nacionais e alemãs é "evidente" alarmante. Do lado dos alemães eles não se atrevem a falar a gente com tanta franqueza, mas os catarinenses, especialmente os de Itajaí e Florianópolis, não escondem o seu rancor, por aqueles a quem chamam de "galegos". Vivem os nacionais para um lado, vivem os alemães para o outro, quase tão separados quanto negros e brancos nos EUA. Até praias os alemães tem separadas: que o digam as lindas areias de Cabeçudas ou Camboriú, onde se não fosse o sol brasileiro, a gente pensaria estar às margens do mar do norte.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Alguém tem que dar um jeito nesse problema enquanto ele não se vira drama. A fórmula de solução é, entretanto difícil e, pelo menos até agora, parece que ainda não foi encontrada. E enquanto se espera o jeito, as crianças que nascem no vale do Itajaí continuam aprendendo o alemão como língua pátria, se batizando em alemão, lendo em alemão, pensando em alemão, vivendo e morrendo em alemão. "&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--ZXtQ8Tko3s/TxCjW-nBZNI/AAAAAAAALLk/aXOKB3FVpEg/s1600/imagesCA5NIEXK.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" kba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/--ZXtQ8Tko3s/TxCjW-nBZNI/AAAAAAAALLk/aXOKB3FVpEg/s200/imagesCA5NIEXK.jpg" width="155px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(Fonte: &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Revista "O Cruzeiro", 19.03.1949, nº 19, transcrito in "Blumenau em Cadernos" &lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;- Tomo XLIII - N. 05/06 - Maio/Junho - 2002).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;A POSIÇÃO DO PREFEITO DE BLUMENAU&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Representando a repulsa da comunidade blumenauense, o Prefeito de Blumenau na época, Frederico Guilherme Busch Jr., enviou à escritora Rachel de Queiroz uma carta de desagravo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Este foi o teor da correspondência de &lt;u&gt;Busch Jr.:&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
"&lt;u&gt;Prefeitura Municipal de Blumenau, em 26 de março de 1949&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
À &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Sra. Rachel de Queiroz&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Redação de "&lt;u&gt;O Cruzeiro&lt;/u&gt;"&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Rua do Lavradio, 2202&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Rio de Janeiro&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Prezada Senhora&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;,&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como &lt;u&gt;Prefeito Municipal de Blumenau&lt;/u&gt;, foi com profundo pesar que tomei conhecimento da sua crônica sob o título "&lt;u&gt;Olhos Azuis&lt;/u&gt;" inserto no "O Cruzeiro" de 19 do corrente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lamento sinceramente que V.S., que como escritora é sobejamente conhecida no Vale do Itajaí, tenha manifestado opinião tão pouco lisongeira sobre nossa população, demonstrando completo desconhecimento dos sentimentos de brasilidade que norteiam nossa patriótica população, sentimentos estes que absolutamente não mais podem ser postos em dúvida, sob pena de se cometer erro gravíssimo, imperdoável e injustificável.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Venho, portanto, protestar veementemente contra as referências de V. autoria, lastimando que sua brevíssima passagem por nossa cidade não lje permitisse uma análise mais profunda, mais serena, mais justa e mais honesta sobre o povo blumenauense, do qual, como Prefeito, só posso me orgulhar e que, pelo seu amor à Pátria, {a Ordem e ao Trabalho, honra SC e o Brasil.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Atenciosas Saudações&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-f-DHVSBYu1o/TxChStBK5JI/AAAAAAAALLM/ig5wWDbcImg/s1600/Frederico+G.Busch+Jr+001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" kba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-f-DHVSBYu1o/TxChStBK5JI/AAAAAAAALLM/ig5wWDbcImg/s200/Frederico+G.Busch+Jr+001.jpg" width="148px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Frederico Guilherme Busch Jr. (foto)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Prefeito Municipal"&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
*****************&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(reprodução publicada no jornal "&lt;u&gt;Cidade de Blumenau&lt;/u&gt; - &lt;u&gt;Diário Matutino&lt;/u&gt;", edição de 30 de março de 1949, quarta-feira, Ano XXV, nº 96, primeira página)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O &lt;u&gt;Prefeito &lt;/u&gt;enviou cópia deste ofício à Câmara Municipal de Vereadores, e na reunião daquele poder legislativo, em 29 de março de 1949, o mesmo foi registrado e lido em plenário.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;A POSIÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE BLUMENAU&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por proposição do vereador &lt;u&gt;Herbert Georg&lt;/u&gt; foi então discutido e aprovado um requerimento de protesto contra o artigo "&lt;u&gt;Olhos Azuis&lt;/u&gt;" de &lt;u&gt;Rachel de Queiroz,&lt;/u&gt; publicado na revista &lt;u&gt;&lt;strong&gt;"O Cruzeiro".&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aprovaram a moção, além do autor Herbert Georg, os seguintes vereadores presentes naquela reunião: Guilherme Jensen, Emilio Jurk, João Durval Müller, Gerhard Neufert, Erwin Zastrow, Hercílio Deeke, Otto Hennings, Afonso Balsini e Antônio Cândido de Figueiredo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;O documento tinha a seguinte redação:&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Exmo. &lt;u&gt;Senhor Presidente da Câmara Municipal de Blumenau&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Requeiro que, de acordo com o Regimento Interno e consultados os senhores Vereadores, seja aprovado o seguinte voto de protesto:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;A Câmara Municipal de Blumenau,&lt;/u&gt; representando os legítimos interesses e aspirações, bem como interpretando o pensar e sentir do seu povo laborioso, ordeiro, bom e patriótico, protesta veementemente contra as informações inverídicas e tendenciosas contidas no artigo intitulado "Olhos Azuis", de autoria da escritora patrícia &lt;u&gt;Rachel de Queiroz,&lt;/u&gt; publicado na revista "O Cruzeiro" de 19 de março do corrente ano. Requer, ainda, que este protesto seja encaminhado à escritora &lt;u&gt;Rachel de Queiroz&lt;/u&gt; e comunicado à redação da revista "&lt;u&gt;O Cruzeiro&lt;/u&gt;". Finalizando, requer que o teor deste protesto seja encaminhado a todas as Câmaras Municiais do Vale do Itajaí, juntamente com um apelo da &lt;u&gt;Câmara Municipal de Blumenau&lt;/u&gt;, a fim de que, igualmente, protestem junto a escritora &lt;u&gt;Rachel de Queiroz&lt;/u&gt; pelas expressões com que redigiu aquele artigo, que demonstra desconhecimento completo dos sentimentos de patriotismo dos brasileiros do Vale do Itajaí."&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(documento publicado no jornal diário "&lt;u&gt;&lt;strong&gt;A Nação" de Blumenau,&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; órgão dos Diários Associados, na edição n° 72, ano V, no dia 31 de março de 1949, quinta-feira).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Acesse para saber mais a primeira postagem sobre Rachel de Queiroz&lt;/u&gt; :&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://adalbertoday.blogspot.com/2011/07/rachel-de-queiroz.html"&gt;http://adalbertoday.blogspot.com/2011/07/rachel-de-queiroz.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(“Fontes: &lt;u&gt;Blumenau em Cadernos&lt;/u&gt;”, no seu Tomo XLIII, edição n° 05/06 de Maio/Junho de 2002, páginas 23 e 24.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Arquivo/Carlos Braga Mueller/John Pereira e Adalberto Day &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-8873772713917482083?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/8873772713917482083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=8873772713917482083' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/8873772713917482083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/8873772713917482083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2012/01/nossos-olhos-azuis.html' title='- Nossos “Olhos Azuis”'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-aHlb2sOk2K0/TxCi5Xb_LyI/AAAAAAAALLc/ckVXboQA3ZU/s72-c/Braga+foto+John+Pereira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-6980440760978641114</id><published>2012-01-23T00:01:00.011-02:00</published><updated>2012-01-23T12:31:53.077-02:00</updated><title type='text'>- As duas Roseiras de Dr. Blumenau</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;HISTÓRIA ROMANCEADA DE BLUMENAU E DO SEU FUNDADOR&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;NEMÉSIO HEUSI&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZnlsQXz-Jvk/Twjzl8frZ4I/AAAAAAAALIg/f2CYyuFe9rE/s1600/Roseiras.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZnlsQXz-Jvk/Twjzl8frZ4I/AAAAAAAALIg/f2CYyuFe9rE/s320/Roseiras.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
{....} O&lt;strong&gt;&lt;u&gt; Dr. Blumenau&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; chegou à colônia ao amanhecer. E nas mãos, &lt;u&gt;as duas roseiras.&lt;/u&gt; Estava ansioso por ver &lt;u&gt;Hackrad&lt;/u&gt;t, que tomava café num rancho, na companhia de um casal de pretos velhos. Eram as três almas que habitavam a colônia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Hackradt&lt;/u&gt;, barbado e com roupas mal tratadas, era, em verdade, a imagem de um fracassado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Depois de cumprimentá-lo, o &lt;u&gt;Dr. Blumenau&lt;/u&gt; indagou:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;strong&gt;Hackradt!&lt;/strong&gt; Onde estão os demais trabalhadores? Quando daqui sai, eram 9 ao todo e só vejo, agora, este casal de pretos velhos!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;strong&gt;Dr. Blumenau&lt;/strong&gt;, dos nove trabalhadores, só sobrou este casal! Uns fugiram, outros foram embora para Itajaí, um levado por um vizinho e um outro morre, atingido por uma caneleira.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Bem desagradável, &lt;u&gt;Hackradt!&lt;/u&gt; Infelizmente, não consegui os 250 imigrantes alemães que se haviam comprometido comigo, o que te comuniquei por carta. Simplesmente, desistiram sem me darem maiores satisfações. Só mantiveram a palavra empenhada 16, que com um sobrinho meu, somam 17. Estes os colonos que deverão chegar até fins deste mês de agosto ou começo de setembro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Hackradt&lt;/u&gt; esboçou um sorriso irônico, ma nada disse. Continuou calado, enquanto &lt;u&gt;Dr. Blumenau&lt;/u&gt; prosseguiu:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- E a serraria, já está pronta?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Pronta está, mas, trabalhando, não, por falta de braços.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Você me escreve, dizendo que ela esteve ameaçada de ser levada por uma enchente! Houve enchente na minha ausência.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Não, apenas chuvas fortes, elevando o nível do rio. O bastante, porém, para ameaçar a serraria!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Mas, então não a construíram no local combinado, Hackradt? Depois de examinar o local, o &lt;u&gt;Dr. Blumenau&lt;/u&gt; ponderou:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Não foi este o lugar escolhido à beira do ribeirão, e, sim, ali naquela saliência e naquele platô, livre de enchentes.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- É fácil! Facílimo, dizer-se ali. Mas difícil de fazer, quando não se tem braços para se atingir terreno elevado com material pesado, como só ser o de uma serraria. Daí a escolha de outro local mais acessível. Lamento muito, Dr. Blumenau, mas foi o que se pode fazer! Aliás, meu amigo, eu não continuo mais aqui de forma alguma. Eu não devia nem ter voltado para aqui. E muito menos ter assinado aquele contrato de constituição de uma firma, quando lá no Desterro. Mas o Senhor Insistiu tanto que me convenceu. De modo que acabei voltando para este inferno.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Sinto muito, &lt;u&gt;Hackradt&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eu é que sinto ter de lhe dizer isto e mais alguma coisa!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;u&gt;Desabafe Hackradt!&lt;/u&gt; Diga tudo o que tem para me dizer.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Dr. Blumenau&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;! Veja bem! Analise bem o seu comportamento vacilante. Eram &lt;u&gt;250 colonos que deveriam vir. Vêm apenas 17&lt;/u&gt;! E será que estes vêm mesmo?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;u&gt;Hackradt&lt;/u&gt;, dou-lhe o direito ao desabafo, porém, não o de duvidar da minha palavra!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Mas como, &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Dr. Blumenau,&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; que o Sr. Não quer que eu duvide da sua palavra, se agora mesmo, o Sr. Está demonstrando apenas incertezas e dúvidas? O Sr. ao invés de chegar com os seus colonos, que de &lt;u&gt;&lt;strong&gt;250&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; que deveriam, ser, conforme me escreveu, ficaram reduzidos a 17, chega-me aqui com duas roseiras nas mãos. E ainda quer que eu acredite em suas promessas?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;u&gt;Hackradt!&lt;/u&gt; Você é realmente a figura do derrotado! Barbado! Mal vestido! Relaxado! Deixou-se dominar, completamente, pelo desânimo. E quando se perde a fé, meu amigo, nada mais resta senão derrotismo, descrença e fracasso.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Quero que saiba e aprenda. Se houver fracasso este foi o seu. Nunca o meu! Não quero, de forma alguma, que continue comigo, com este estado de ânimo. Você poderá se retirar de nossa firma. Mas, terá de esperar até resolvermos certas pendências, o que espero se dê no mês que vem, ou em meados de outubro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Estamos no fim de agosto. Os meus colonos virão ainda neste mês, ou o mais tardar em começo de setembro. Terei de assisti-los durante um mês, para as primeiras adaptações. Só depois é que poderei tratar da nossa dissolução contratual, quando ajustaremos as nossas contas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não quero, de forma alguma, brigar com você, meu amigo e companheiro das primeiras horas!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;- Mas, Dr. Blumenau, eu sempre lhe disse que era apenas um mero comerciante.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;- E não um colonizador! Não era isto, Hackradt&lt;/u&gt;, que você ia me dizer?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Exatamente, &lt;u&gt;Dr. Blumenau&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- pois bem, meu amigo, eu sempre o quis como comerciante e vou lhe explicar por que!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Não quer que eu segure as roseiras e as ponha em lugar seguro?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Não, obrigado. Quero tê-las nas mãos porque ainda vou falar sobre elas. Vamos nos sentar, para podermos conversar mais à vontade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;u&gt;Hackradt&lt;/u&gt;, vou voltar ao passado, para poder melhor te mostrar a formação da minha personalidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O &lt;u&gt;meu velho&lt;/u&gt; pai era engenheiro-mor das florestas ducais, no distrito de &lt;u&gt;Helmstadt&lt;/u&gt;, em &lt;u&gt;Mariental&lt;/u&gt;. E ali, na escola local, aprendi os primeiros rudimentos para a minha formação, até os dez anos de idade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Com o meu pai muito aprendi sobre a Natureza e o seu mundo vegetal, que era o seu trabalho profissional. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E assim, passei a minha infância entre árvores e flores!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Depois, fui para a casa do &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Pastor alemão J.l.Gotting&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, onde preparei-me para o ginásio.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Foi o melhor tempo da minha juventude. Com ele aprendi toda beleza do incomensurável mundo espiritual. E me imbui da força do amor que tudo constrói.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Depois, na universidade, formei-me em filosofia, que é o conjunto de concepções práticas e teóricas, acerca do ego e dos seres em geral, bem como sobre o papel do homem no universo em que vive.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Finalmente, a parte farmacêutica, sobre há qual pouco me interessei.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Resumindo, &lt;u&gt;Hackradt&lt;/u&gt;: Com o meu pai, conheci o mundo material das plantas e as belezas extraordinárias da natureza. Que passei a amar com muita intensidade; e com o Pastor Gotting, toda a grandeza do mundo espiritual, onde adquiri esta fé inquebrantável em Deus.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E desta formação, &lt;u&gt;Hackradt &lt;/u&gt;nasceu o meu espírito idealista que tão bem se adapta ao de colonizador. Que requer uma dose muito grande de abnegação, sacrifício, tenacidade e perseverança!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Você deve ter notado, &lt;u&gt;Hackradt&lt;/u&gt;, que devido a minha formação cultural, os números sempre me estiveram ausentes. Daí não saber tão bem manejá-los como sabem os comerciantes, face aos seus negócios e seus lucros.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando você me apareceu, como comerciante, unindo o útil ao agradável, fiz-lhe o meu convite. E o que neste momento, estou justificando. Hackradt a tudo ouviu calado e sensibilizado, e perguntou:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Não vai plantar as suas roseiras, &lt;u&gt;Dr. Blumenau&lt;/u&gt;?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Não, &lt;u&gt;Hackradt.&lt;/u&gt; As plantarei no dia em que os meus 17 colonos chegarem, juntamente com as várias mudas de árvores frutíferas e flores, que eles trarão. Eles se mostravam bastante animados e esperançosos quando ainda estávamos em Hamburgo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- É incrível, &lt;u&gt;Dr. Blumenau,&lt;/u&gt; o contraste que existe entre nós dois. Para mim, estas terras só me trouxeram até agora, dor e sofrimento. E deles nasceu o meu desânimo. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dor, quando vi morrer debaixo da caneleira um pobre homem e excelente trabalhador; e quando uma traiçoeira jararaca mordeu e matou o nosso cozinheiro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sofrimento, porque tudo aqui é agressivo: a mata, as feras, as cobras e os índios; desânimo, portanto, porque não acredito que com tantas adversidades, &lt;u&gt;Dr. Blumenau&lt;/u&gt;, consigo fazer nascer a sua colônia. E, confesso, como eu, o Senhor Também, mas tarde ou mais cedo, desistirá!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2i3TvhHlcFs/Twj0JmKA7RI/AAAAAAAALIo/-umZFe5_65E/s1600/DR+BNU.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-2i3TvhHlcFs/Twj0JmKA7RI/AAAAAAAALIo/-umZFe5_65E/s200/DR+BNU.jpg" width="151px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Dr. Blumenau (Foto)&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;sorriu e disse-lhe, convicto:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- “&lt;u&gt;Não, Hackradt&lt;/u&gt;” Desistir é um verbo que não aprendi a conjugar. Neste chão, que tanto agrides, eu, no dia em que os meus colonos chegarem, com eles plantaremos flores e árvores frutíferas, para agradecer à natureza e a Deus, por ter nos dado esta terra dadivosa à qual transformaremos numa das mais extraordinárias colônias do Império Brasileiro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Minhas roseiras&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, &lt;u&gt;Harkradt,&lt;/u&gt; simbolizam a alegria e a dor! Porque as rosas servem para festejar os nossos dias de alegria e também de dor e sofrimento. Que o teu sentimento mercantilista, infelizmente, não compreende.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5pKd78gk4EQ/Twj3cjk-0cI/AAAAAAAALJI/YAvEGz7680k/s1600/Roseiras+Bnu.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-5pKd78gk4EQ/Twj3cjk-0cI/AAAAAAAALJI/YAvEGz7680k/s400/Roseiras+Bnu.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Se elas enfeitam os nossos lares e os nossos túmulos, não significa que devemos odiá-las porque têm &lt;u&gt;duplo sentido&lt;/u&gt;: sorriso e lágrimas. Não, &lt;u&gt;Hackradt&lt;/u&gt;, porque pra os fortes, viver é sorrir e também chorar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lamento profundamente que o pessimismo tenha transformado a tua atitude inicial e te levado à desistência de continuar ao meu lado, como nas primeiras horas. Se não queres comigo plantar a roseira, para amanhã colhermos as suas rosas, e com elas festejar as nossas conquistas e sucessos, peço-te que não nos abandones de vez e voltes sempre aqui, para sentires ao menos, o perfume das rosas, porque a nossa amizade não terá apenas a efêmera vida das rosas, mas sim, a da roseira que, para cada rosa que morre terá sempre um novo botão a florir.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5tL-E1qJ-qc/Tx1k-CTfP2I/AAAAAAAALNY/1UxchubsMeI/s1600/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-5tL-E1qJ-qc/Tx1k-CTfP2I/AAAAAAAALNY/1UxchubsMeI/s200/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg" width="130px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
- Foi por isso, &lt;u&gt;Hackradt (Foto)&lt;/u&gt;, que o meu &lt;u&gt;velho pai&lt;/u&gt; pediu-me que nunca deixasse esta roseira morrer. Porque ela simboliza a sua saudade. E hoje, meu bom amigo, ela tem mais um símbolo, que também nunca morrerá; a nossa amizade!&lt;br /&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Obs.: Memorialista&amp;nbsp;Niels Deeke:&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; FERDINAND ERNST FRIEDRICH HACKRADT, nascido em 20/12/1817 em Gramzow, próximo à Perleberg - Prignitz Ocidental - distrito de Postdam - ALEMANHA.&lt;br /&gt;
Imigrou no Brasil em fins de 1846.&lt;br /&gt;
Faleceu em Desterro SC, em 22/02/1887 às 3 horas da tarde, e dado à sepultura em 23/02/1887 às 8 horas da manhã, no cemitério protestante de Desterro SC Posteriormente seus ossos foram trasladados ao cemitério em Itacorubi - Desterro SC atual Florianópolis.&lt;br /&gt;
*************************************&lt;br /&gt;
- A gratidão, &lt;u&gt;Hackrad&lt;/u&gt;t, é a moeda com que nós, espiritualistas, pagamos as nossas dividas morais!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em outubro, &lt;u&gt;Hackrad&lt;/u&gt;t voltou a Colônia para rescindir o seu contrato. As plantas verdes e viçosas. Era a resposta do solo que pagava, com o mesmo amor, o que dele fora pedido.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Hackradt&lt;/u&gt; resolveu esperar pela chegada dos &lt;u&gt;primeiros 17 colonos&lt;/u&gt;. Não queria que o &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Dr. Blumenau&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; ficasse só, com o casal de pretos, velhos. E como até fins de agosto, os colonos ainda não tivessem chegado. Hackradt, numa balsa, tendo como remadores &lt;u&gt;Ângelo e Silvério&lt;/u&gt;, dia 2 de setembro deixaram a colônia e foram até Itajaí esperá-los. A sorte lhes foi favorável. Encontraram os colonos, que vinham num lanchão do &lt;u&gt;Major Agostinho&lt;/u&gt;, em Belchior. Assim. Com a respectiva bagagem, foram baldeados para a balsa, e á tardinha do mesmo dia, chegavam à Colônia. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Dxqv6Aniubc/Twj08ygcjjI/AAAAAAAALIw/U7wBJm_rj0c/s1600/-++180+anos+da+coloni+alema+em+Sc.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Dxqv6Aniubc/Twj08ygcjjI/AAAAAAAALIw/U7wBJm_rj0c/s400/-++180+anos+da+coloni+alema+em+Sc.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Reprodução: Livro 150 anos de Blumenau 2000&lt;/div&gt;
Foram recebidos pelo&lt;u&gt;&lt;strong&gt; Dr. Blumenau,&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; que os aguardava no alto da barranca do rio. Visivelmente emocionado e satisfeito, ele acenava para os recém-vindos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Foram todos provisoriamente alojados num barracão, ás margens do ribeirão da velha.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Dr. Blumenau,&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; ao apresentar o seu sobrinho Reinhold Gaertner, a Hackradt, disse-lhe que era ele o substituto do amigo que, por motivos particulares, deixava a Colônia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na manhã seguinte,&lt;u&gt; Hackradt&lt;/u&gt; se despediu. &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Ângelo&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; ficou para ajudar o &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Dr. Blumenau,&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; até que &lt;u&gt;Reinhold &lt;/u&gt;se acostumasse.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Naquele dia, embora já na companhia dos seus colonos, o Dr. Blumenau estava triste, devido à partida de Hackradt. Ele já se afeiçoara ao seu amigo e sócio.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A primeira noite dos imigrantes na Colônia foi bastante fria. O inverno daquele ano fora muito rigoroso. E o céu limpo e claro anunciava geada tardia para o dia seguinte.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Dr. Blumenau&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, conversando com &lt;u&gt;Reinhold&lt;/u&gt;, lhe disse:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Meu sobrinho, sinto que nem todos os colonos estão satisfeitos em instalações tão precárias, principalmente a senhora Friedenreich com as crianças, que estão estranhando tanta falta de conforto. Veja as crianças não dormem e só choram! Leva mais cobertores para elas, &lt;u&gt;Reinhold&lt;/u&gt;, quem sabe se melhor agasalhadas, elas conseguem dormir?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Vou levar, tio. Mas, amanhã, com o sol bonito, elas estarão mais alegres.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- É, meu sobrinho, precisamos fazer funcionar a serraria o mais breve possível. Iniciar a construção de novas moradias para os colonos, embora provisoriamente, com troncos de palmeiras e cobertas com as suas folhas, até que tenhamos as tábuas para melhor construí-las.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Reinhold&lt;/u&gt; sentiu que o seu trabalho não seria fácil. Mas, tudo faria para ajudar o seu tio, tão sacrificado. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ao completar o quinto dia da chegada dos seus colonos, o Dr. Blumenau lembrou-se que era o dia &lt;u&gt;&lt;strong&gt;7 de setembro&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, o dia maior do &lt;u&gt;Império Brasileiro&lt;/u&gt;, comemorativo da sua &lt;u&gt;Independência.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Acordou &lt;u&gt;Reinhold&lt;/u&gt; bem cedo e combinou com ele fazerem uma festinha para comemorar aquele dia da independência do Brasil.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;u&gt;Reinhold&lt;/u&gt;, hoje é o dia em que o &lt;u&gt;Brasil tornou-se independente de Portugal, em 1822&lt;/u&gt;. Eu estou sentindo que os colonos, nestes primeiros dias, não se estão adaptando como eu esperava. Vou, pois aproveitar este dia para despertar-lhes o civismo, dizendo-lhes do nosso dever de estrangeiros e imigrantes para com o Brasil, que adotamos como a nossa segunda pátria, no dia máximo de sua História.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Ótimo tio! Excelente idéia!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Não vou contar-lhes a &lt;u&gt;História do Brasil,&lt;/u&gt; Apenas fazer-lhes algumas imagens sobre a data, e sobre o nosso dever de imigrantes para com o império. Tenho comigo a bandeira do império, que me foi dada por um grande e importante amigo, o Marques de Abrantes, e um retrato do &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Imperador do Brasil, Dom Pedro II,&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; de quem tenho a honra de ser amigo e profundo admirador.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Muito bom tio, para levantar a moral dos colonos, que, realmente, não está boa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;u&gt;Reinhold,&lt;/u&gt; vai acordar o Ângelo e chama-o aqui. A propósito você e ele já estão se entendendo, por gestos e mímicas, não é?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Estamos nos entendendo e bem até.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Ângelo&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; chegou, ele mandou que os dois cortassem uma &lt;u&gt;palmeira &lt;/u&gt;e a trouxessem até a frente do barracão.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na ponta da palmeira, foi amarrado um pedaço de corda mais grossa e nela passada uma outra cordinha, de modo que pudesse ser hasteada a bandeira.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando tudo já estava pronto e todos reunidos defronte ao barracão, ao nascer do sol, o&lt;u&gt;&lt;strong&gt; Dr. Blumenau&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; conversou com &lt;u&gt;Ângelo&lt;/u&gt; e disse-lhe que teria que falar em alemão aos colonos, já que ninguém sabia falar o português.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Ângelo&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, você é que vai hastear a bandeira.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Mas...eu?...&lt;u&gt;Dou...tor!&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Sim, você &lt;u&gt;Ângelo&lt;/u&gt;. Por dois motivos: o primeiro, porque és brasileiro, e o segundo, é que és o único amigo que sobrou da nossa primeira viagem e a testemunha da escolha deste local para a implantação da nossa Colônia, uma vez que &lt;u&gt;Hackradt &lt;/u&gt;nos abandonou.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Se é assim, aceito com muita honra e grande prazer.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;u&gt;Ângelo, ao hasteamento,&lt;/u&gt; assistiremos em silêncio, em sinal do nosso respeito para com o Brasil e o seu Imperador. Depois, então eu falarei em alemão sobre a data de hoje. Mais tarde, eu te direi o que falei aos colonos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Muito obrigado, &lt;u&gt;Dr. Blumenau&lt;/u&gt;! Pode deixar que eu farei tudo direitinho. Posso lhe fazer um pedido, Dr.?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;u&gt;Faça Ângelo&lt;/u&gt;!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Depois, o &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Dr.&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; Não vai oferecer uma &lt;u&gt;pinguinha&lt;/u&gt; pra esquentar o corpo?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O frio está de cortar!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
-&lt;u&gt; Claro, Ângelo,&lt;/u&gt; depois festejaremos!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ainda não eram sete horas da manhã e já estavam todos defronte do barracão, &lt;u&gt;Reinhold &lt;/u&gt;ao lado do mastro improvisado, mostrava o retrato do Imperador &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Dom Pedro II,&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; para todos o verem e &lt;u&gt;Ângelo,&lt;/u&gt; vagarosamente, hasteava a bandeira, olhando firme, para o alto do mastro!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Dr. Blumenau pediu para que todos assistissem ao hasteamento de cabeça descoberta e em profundo silêncio, em respeito à data ao &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; e ao seu Imperador.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Terminada a cerimônia, o &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Dr. Blumenau&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; disse pausadamente: &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Reuni os senhores aqui, nesta manhã ensolarada, para hastear a&lt;u&gt; Bandeira ao império Brasileiro &lt;/u&gt;e mostrar-lhes o retrato do seu Imperador, &lt;strong&gt;&lt;u&gt;dom Pedro II, &lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;para que todos vocês o fiquem conhecendo. Ele traz a sua assinatura, de seu próprio punho, o que fez na minha presença, e em reconhecimento ao que sua majestade espera de mim, em prol da colonização alemã no Brasil.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Hoje, 7 de setembro, é um dia todo especial para o Brasil&lt;/u&gt;,&lt;/strong&gt; porque faz 38 anos da sua Independência, pois no dia de hoje, em 1822, o pai do nosso atual Imperador, Dom Pedro I, às margens do rio Ipiranga, em São Paulo, deu o grito de &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Independência ou Morte!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Com essas palavras ele quis dizer que se &lt;u&gt;Portugal&lt;/u&gt; reagisse, ele, à frente do povo brasileiro, lutaria até a morte, pela Independência do Brasil!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Nós, &lt;u&gt;alemães&lt;/u&gt;, e imigrantes que somos, temos deveres para com o Brasil, pois ao emigrarmos para cá, adotamos o Brasil como nossa segunda pátria. Por isso, devemos amá-lo e respeitá-lo, como hoje o fazemos na sua maior data nacional, hasteando a sua bandeira e festejando o seu dia maior!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Isto, porém não quer dizer que a nossa Colônia não seja uma “pequena Alemanha” dentro do Brasil, isto é, poderemos construir as nossas casas iguais as que construímos lá na Alemanha, vestir os nossos trajes típicos e usá-los permanentemente, bem como manter os nossos costumes e a religião de cada um, falar o nosso idioma, até que o governo nos forneça escolas para os nossos filhos. Eu, porém, semanalmente darei aulas a quem quiser aprender o português. E quem quiser se naturalizar brasileiro, poderá fazê-lo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os filhos de vocês que aqui nascerem, serão, automaticamente considerado brasileiro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Uma coisa, porém, fica bem claro: enquanto eu tiver voz de comando nesta Colônia, a escravatura jamais será praticada. O nosso trabalho será feito por homens livres sem &lt;u&gt;distinção de cor.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vivemos num Império que é um verdadeiro continente, dada a sua extensão territorial. E com o trabalho honesto, muita fé e força de vontade, construiremos uma colônia que será, através dos tempos, um orgulho para nós e nossos descendentes. E este deve ser o nosso lema: fé, amor e perseverança!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E assim vou terminar esta minha palestra, que repetirei sempre nesta data, como um compromisso do Imigrante e meu dever de colonizar, para que todos os colonos que aqui chegarem mantenham sempre bem vivas as suas obrigações para com a sua nova pátria!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando o sol começou a se esconder por trás da floresta virgem, naquele dia festivo da independência do Brasil, Ângelo Dias, cabeça descoberta diante de todos os colonos, novamente reunidos e do &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Dr. Blumenau,&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; todos em profundo silêncio, descia, lentamente a bandeira do império Brasileiro, ouvindo-se ao mesmo tempo um canto agudo e forte. Era a graúna que anunciava para toda mata a chegada, da noite, como o fazia ao raiar de cada dia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4QB-hmdAVU4/Twj2dPo4CZI/AAAAAAAALJA/F_G418eddTM/s1600/Bnu+em+Cadernos+001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-4QB-hmdAVU4/Twj2dPo4CZI/AAAAAAAALJA/F_G418eddTM/s400/Bnu+em+Cadernos+001.jpg" width="272px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;u&gt;Capa –&lt;/u&gt; Irmã Aluisianis e o médico Oswaldo Hoess&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Obs. Memorialista&amp;nbsp;&lt;u&gt;Niels Deeke: &amp;nbsp;trata-se do Dr. Alfred Hoess&lt;/u&gt; nascido na Áustria, Mergenhofen em 29/04/1892 e falecido em Blumenau em 04/10/1965&amp;nbsp;e não Oswaldo Hoess)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;u&gt;Naquela noite,&lt;/u&gt; quando todos já dormiam, o &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Dr, Blumenau&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; entrou no barracão. Quando se aproximou da cama de &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Ângelo&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, este jazia com as mãos pendentes da cama. E no chão de terra batida, a garrafa de pinga tombada e vazia. &lt;u&gt;O Dr. Blumenau sorriu&lt;/u&gt;, apagou a lamparina e se deitou, contente do dia bonito que tivera.{...} &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Blumenau em Cadernos – TOMO XXII&lt;/u&gt; – Nº 4 Abril de 1981&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Uma injustiça a reparar&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Nemésio Heusi/Fevereiro 1982&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não basta escrever sobre história, pesquisar fatos, buscar origem, é preciso quando neste mister encontrarmos por acaso alguma distorção histórica, ou mesmo lamentável omissão, como no caso de &lt;u&gt;Ferdinando Hackradt&lt;/u&gt;, companheiro do &lt;u&gt;Dr. Blumenau&lt;/u&gt; desde as primeiras horas na província de Santa Catarina com ele fazendo a primeira viagem rio acima em companhia de Ângelo Dias até os últimos momentos no Brasil, isto é, quase 36 anos depois quando se retirou, definitivamente, para a Alemanha, &lt;u&gt;nenhuma homenagem foi prestada a ele pela cidade que ele junto com tantos outros ajudou a fundar nos idos anos de 1850&lt;/u&gt;. Mas, por quê? Talvez porque José Ferreira da Silva respeitável jornalista e melhor historiador disse num de seus muitos artigos: “Hackradt a quem ele deixara na Velha, entregando-lhe regular soma de dinheiro para o trabalho indispensável à recepção dos primeiros colonos, não havia correspondido à confiança que Blumenau nele depositará...etc...etc...”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
“No entanto, em seu estudo maravilhoso sobre &lt;u&gt;“A Vida e Obra do Doutor Blumenau, ensaio Biográfico” do Dr. Carlos Fouquet&lt;/u&gt;, diz textualmente:” A empresa “&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Blumenau &amp;amp; Hackradt&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;” foi dissolvida em 15 de outubro de 1850, e em Dezembro o Dr. Blumenau pagou ao seu ex-sócio o capital inicial de 2.800 tálers e a título de compensação pela direção dos trabalhos preliminares. Segundo outras fontes ter-se-ia tratado de 2 contos de réis e mais 800 mil réis, fora os juros sobre o capital.”&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
De fato houve um incidente entre &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Dr. Blumenau&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; e seu ex-sócio quando Dr. Blumenau voltou da Alemanha para esperar na colônia os 17 primeiros colonos, mas logo depois, quando &lt;u&gt;Dr. Blumenau&lt;/u&gt; examinou todas as prestações de contas de &lt;u&gt;Hackradt,&lt;/u&gt; verificou que seu ex-sócio agora com toda honestidade, já que todas as despesas estavam, devidamente, comprovadas com os respectivos recibos em perfeita ordem, foi desfeito o mal entendido e os dois voltaram às boas tanto que, Hackradt, ainda recebeu o que lhe era devido por contrato e ambos continuaram amigos. O erro inicial desse mal entendido partiu do Dr. Blumenau que, teimou em transformar um comerciante, num colono, quando Hackradt sempre lhe dizia...”Dr. Blumenau eu sou tão somente um comerciante, e não um construtor de ranchos e engenhos”. Bem mais tarde Hackradt, voltou para Desterro e alguns anos depois com seu sobrinho &lt;u&gt;Carlos Hoepcke&lt;/u&gt; fundou um império comercial que é, ainda hoje, a centenária &lt;u&gt;Carl Hoepcke S.A.&lt;/u&gt; de nossos dias.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Estou certo que essa omissão histórica será reparada ainda na atual administração municipal, isto porque, está à frente da Prefeitura de Blumenau &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Dr. Renato Vianna&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; jovem advogado e um administrador considerado capaz, honesto e extremamente humano, e na Presidência da Câmara Municipal, um brilhante jornalista defensor intransigente das justas causas de sua cidade, Carlos Braga Mueller que ao tomar conhecimento deste artigo tomará as providencias para reparar tão lamentável omissão histórica, prestando uma justa e merecida homenagem a Ferdinand Hackradt, companheiro de Ângelo Dias, já devidamente homenageado com o seu nome em uma das ruas de Blumenau, e eu felicíssimo, porque tenho certeza absoluta que serão convidados para as homenagens, Cel. Júlio Werner Hackradt e seu filho, nascido em Blumenau no ano do seu Centenário, afinal são: Bisneto e Tataraneto de &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Ferdinando Hackradt&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; que se sentirão felizes e orgulhosos porque foi reparada uma lamentável &lt;u&gt;&lt;strong&gt;INJUSTIÇA HISTÓRICA.&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5VnB2qh8P54/Twj2AXnM9oI/AAAAAAAALI4/Ryw4HtXpHN8/s1600/FH+Bnu.png" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-5VnB2qh8P54/Twj2AXnM9oI/AAAAAAAALI4/Ryw4HtXpHN8/s1600/FH+Bnu.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em meu livro,&lt;strong&gt;&lt;u&gt; &lt;/u&gt;Ferdinando Hackradt&amp;nbsp;&amp;nbsp;e Dr. Blumenau (foto)&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;continuaram amigos, embora tenha havido o incidente, nele mencionado e dialogado, até os últimos dias de Dr. Blumenau no Brasil, isso porque, nas minhas pesquisas nada encontrei que me autorizasse ao contrário, e só fui conhecer o&lt;u&gt; Cel. Júlio Werner Hackradt,&lt;/u&gt; quinze dias antes do lançamento de meu livro, já que me telefonou dizendo que fazia questão de estar presente ao lançamento, como de fato esteve, e para ele autografei dez livros para ele distribuí-los entre seus amigos. Foi então quando me contou que na ocasião do Centenário de Blumenau quando foi apresentado à filha de Dr. Blumenau e essa lhe confessara que Hackradt e seu pai mantiveram correspondência até os últimos dias de &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Dr. Blumenau&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, dizendo, textualmente: “Foi seu bisavô Sr. Hackradt, um dos melhores amigos de papai e seu leal companheiro de todos os momentos no Brasil. Papai gostava muito do &lt;u&gt;Sr. Ferdinando Hackradt&lt;/u&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aí está a verdade histórica, e o meu acerto em mantê-los como dois bons amigos em meu romance. Resta, porém que está omissão histórica seja desfeita e a justa e merecida homenagem a Hackradt feita, para reparação de uma injustiça histórica.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Blumenau em Cadernos – TOMO XXIII&lt;/u&gt; – Nº 2 Fevereiro de 1982&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Arquivo – AHJFS/ Sávio Abi-Zaid/Dalva e Adalberto Day&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-6980440760978641114?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/6980440760978641114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=6980440760978641114' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/6980440760978641114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/6980440760978641114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2012/01/as-duas-roseiras-de-dr-blumenau.html' title='- As duas Roseiras de Dr. Blumenau'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZnlsQXz-Jvk/Twjzl8frZ4I/AAAAAAAALIg/f2CYyuFe9rE/s72-c/Roseiras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-8399464406757362661</id><published>2012-01-17T00:01:00.001-02:00</published><updated>2012-01-17T00:01:00.609-02:00</updated><title type='text'>- Professor José Ferreira da Silva</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Cj6g_QTVD9E/TwJV5Jd-CMI/AAAAAAAALFw/X3cPmUavaxA/s1600/JOS_FE%257E1.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-Cj6g_QTVD9E/TwJV5Jd-CMI/AAAAAAAALFw/X3cPmUavaxA/s200/JOS_FE%257E1.JPG" width="151px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vitima de acidente rodoviário sofrido na noite do dia &lt;u&gt;22 de dezembro de 1973 (faleceu dia 31)&lt;/u&gt;, na rodovia BR-277, quando o Volks em que viajava foi abalroado por um caminhão FNM, o professor &lt;u&gt;&lt;strong&gt;José Ferreira da Silva&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; lutou durante 10 dias contra a morte, internado na sala de terapia do hospital Cajurú, em Curitiba. Logo após o acidente, quando sofreu a primeira intervenção cirúrgica, entrou em estado de coma e até sua morte permaneceu inconsciente. Morreu às 06h30min horas de domingo, assistido pela esposa Dona Anita e pelos seus cinco filhos. De Curitiba, seu corpo foi transladado de avião até Navegantes, chegando a &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Blumenau&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; à 15h30 minutos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em câmara ardente, foi velado no salão nobre da Prefeitura Municipal, e às 17h30 minutos, depois de cumpridas as cerimônias religiosas dirigidas pelo vigário da paróquia de São Paulo Apóstolo, Frei Bernardo Oeschler, foi conduzido numa viatura do Corpo de Bombeiros ao Cemitério São José, onde foi sepultado. Milhares de pessoas de todas as partes do estado acompanharam o cortejo, que seguiu pela Alameda Duque de Caxias, Praça Mascarenhas de Morais e rua 7 de Setembro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No cemitério, &lt;u&gt;José Ferreira da Silva&lt;/u&gt; recebeu as homenagens da Academia Catarinense de Letras, da qual era membro, da Sociedade Dramática Musical Carlos Gomes e da Prefeitura Municipal de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;SUA VIDA&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O professor e historiador &lt;u&gt;José Ferreira da Silva&lt;/u&gt; morreu aos 77 anos de idade, deixando uma vasta folha de serviços prestados as comunidades em que serviu ao longo de sua vida. Natural de Tijucas, onde nasceu em &lt;u&gt;16 de janeiro de 1897&lt;/u&gt;, era casado com Ana Ferreira da Silva e deixa cinco filhos, Êrico, Zenaide, Zélia, Luís e Ana Maria.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aos dois anos de idade passou a residir em Florianópolis, onde freqüentou posteriormente a escola primária. Também cursou a escola paroquial de Santo Amaro do Cubatão (hoje da Imperatriz), sob a regência do professor Sebastião de Oliveira Dias. Posteriormente, fez o secundário no ginásio Catarinense e no Colégio São José, de Pareci, no Rio Grande do Sul. Já o curso colegial colaborava na revista infantil de Petrópolis, “O Beija-Flor”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em canoinhas, o professor &lt;u&gt;&lt;strong&gt;José Ferreira da Silva,&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; iniciou suas atividades no magistério.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tendo prestado exames para professor perante o então diretor geral de Instrução, o escritor, teatrólogo e autor da letra do hino de Santa Catarina. Horácio Nunes Pires, Ferreira da Silva, foi nomeado regente da escola primária de Canoinhas, onde permaneceu até 1919.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ali também foi tabelião interino.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Transferido em 1919 para Bom Retiro, hoje Luzerna&lt;/u&gt;, exerceu ali o magistério até o ano seguinte, quando foi removido, a pedido, para o município de Blumenau, onde dirigiu, durante meses, a escola subvencionada de Arapongas, no atual município de Indaial.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Em Canoinhas&lt;/u&gt;, trabalhou na imprensa colaborando no jornal “Timoneiro do Norte”, com artigos sobre a história do município e do movimento dos Fanáticos, que mal havia terminado. Em 1920, foi aprovado em concurso para Escrivão de Paz e Tabelião do então 7º distrito de Blumenau, hoje município de Rodeio, onde permaneceu por quadro anos consecutivo. Em Rodeio, apesar do meio ainda pouco desenvolvido, fundou o semanário “O Escudo”, que dirigiu até 1924.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nesse ano, foi transferido para a sede do município, como titular do cartório do Crime, Civil e Comercial, tendo como juiz de direito o bacharel Amadeu Felipe da Luz, de quem foi grande amigo e colaborador.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Em 1926, fundou com Otaviano Ramos, chefe da estação postal telegráfica e poeta, o jornal “A Cidade”.&lt;/u&gt; Passou então, a desenvolver intensa atividade intelectual, publicando contos, crônica e comentários e mais criticas esparsas por vários jornais e revistas. Deu a publicidade diversos estudos históricos, biografias traduções do alemão e do italiano, idiomas que dominava com relativa segurança.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Deixando o cargo de serventuário de justiça, montou escritório de advocacia, como solicitador depois de concurso prestado perante o tribunal de Justiça do Estado, associando-se ao Desembargador aposentado Pedro Silva e ao advogado provisionado Max Mayr.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Ingressando na política&lt;/u&gt;, foi candidato ao conselho Municipal pouco antes da Revolução de 1930. No ano seguinte, foi nomeado Inspetor Federal do ensino Secundário, tendo exercido estas funções no ginásio Santo Antonio de Blumenau, no ginásio Bom Jesus, de Joinville, no ginásio Lagunense, de Laguna e no ginásio Barão de Antonina, de Mafra, encaminhando os processos de reconhecimentos desses educandários.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já havia dado à publicidade vários trabalhos históricos e fundado outros jornais, &lt;u&gt;quando, em 1935, foi eleito para vereador e presidente da Câmara Municipal, cargo que exerceu até janeiro de 1938.&lt;/u&gt; &lt;u&gt;Nesse mês, foi nomeado prefeito de Blumenau. Permaneceu no cargo até maio de 1942.&lt;/u&gt; Deve-se à sua administração, entre outras obras a construção do prédio do Fórum e da Prefeitura (em parte destruído pelo incêndio de 1958); a canalização do ribeirão Bom retiro e consequente abertura da atual Rua Nereu Ramos (entre a rua XV de novembro e 7 de setembro); a Escola Agrícola Municipal; o campo de aviação de Itoupava Central; a abertura da Rua Presidente Getúlio Vargas; o “Museu Fritz Müller”; o matadouro municipal de Itoupava Seca; o serviço de abastecimento de água potável; o Grupo Escolar “Machado de Assis” e mais de 20 escolas isoladas, o prédio da intendência de Rio do Texto (atual) município de Pomerode, a estação meteorológica e vários outros melhoramentos. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Como procurador da “Aliança da Bahia”,&lt;/u&gt; grande organização securitária e de capitalização. Ferreira da Silva permaneceu vários anos fora de Blumenau, residindo no rio de Janeiro e Curitiba, não tendo, entretanto, perdido contato com Blumenau, nem com a sua atividade intelectual.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RfMfOE11cvA/TwJdkPNce1I/AAAAAAAALF8/bNzttJAg9s0/s1600/Jose+Ferreira+da+Silva+Bnu+em+cad+001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-RfMfOE11cvA/TwJdkPNce1I/AAAAAAAALF8/bNzttJAg9s0/s1600/Jose+Ferreira+da+Silva+Bnu+em+cad+001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mesmo residindo em Curitiba, fundou o mensário &lt;u&gt;“Blumenau em Cadernos” em 1957,&lt;/u&gt; que vinha dirigindo até a data de seu falecimento e que, dado o extraordinário desenvolvimento que atingiu e o prestigio que conquistou nos meios culturais do país e mesmo no exterior, constitui-se, hoje, no maior repositório histórico e regional de Santa Catarina. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Voltando a Blumenau, em 1962, Ferreira da Silva&lt;/u&gt; foi convidado pelo então prefeito &lt;u&gt;Hercílio Deeke,&lt;/u&gt; para dirigir a Biblioteca pública “&lt;u&gt;Dr. Fritz Müller&lt;/u&gt;”, que aquele blumenauense havia oficializado por lei.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-y4-6eMDl3y8/TwJdv6Wyn9I/AAAAAAAALGI/BDsPmswga88/s1600/Museu+e+arquivo+historico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240px" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-y4-6eMDl3y8/TwJdv6Wyn9I/AAAAAAAALGI/BDsPmswga88/s320/Museu+e+arquivo+historico.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A &lt;u&gt;Biblioteca&lt;/u&gt; contava, então, cerca de 3.000 volumes.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nesse meio tempo, a Câmara Municipal, reconhecendo os bons serviços prestados por &lt;u&gt;Ferreira da Silva a Blumenau, concedeu-lhe o titulo de Cidadão Blumenauense.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Assumindo a direção da Biblioteca, prestigiado pelo prefeito que construiu o novo prédio, Ferreira da Silva imprimiu tal ritmo de desenvolvimento a esse Departamento Cultural que a Biblioteca &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Dr. Fritz Müller&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; é hoje, com um acervo de cerca de 50 mil volumes (em 1974), a maior do Estado. Os prefeitos que sucederam a Hercílio Deeke na administração municipal também lhe deram todo apoio, incentivo que ele dotou a biblioteca de encadernação, tipografia. Seção Braille, discoteca e outros setores indispensáveis ao grau de desenvolvimento que a Biblioteca atingiu.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O governo da &lt;u&gt;República Federal da Alemanha&lt;/u&gt;, reconhecendo os serviços prestados e o trabalho intelectual do professor Ferreira em prol do estreitamento, cada vez maior, das relações entre o nosso e aquele país, não só o convidou para uma visita a Alemanha, como conferiu-lhe, por decreto de 15 de abril de 1970, a comenda da “Ordem do Mérito”, no grau de Grande Oficial. As insígnias da ordem foram-lhe entregues, em grande solenidade, pelo Cônsul Geral da República Federal em Curitiba, Rolando Zimmermann.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em 1970, &lt;u&gt;Ferreira da Silva&lt;/u&gt; foi eleito para a &lt;u&gt;Academia Catarinense de Letras&lt;/u&gt;, tomando posse da cadeira nº 4. Anteriormente já havia sido, também, eleito Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A secretaria do governo do Estado, pelo seu Departamento de cultura lhe conferiu diploma de reconhecimento pelos serviços que presta com a publicação de “Blumenau em Cadernos”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Ferreira da Silva&lt;/u&gt; foi, também, sócio honorário da Sociedade Dramático Musical Carlos Gomes, da Sociedade Recreativa e Desportiva dr. Blumenau, do circulo de Orquidófilos de Blumenau e de outras. É o decano dos radialistas de Santa Catarina, pois foi durante muito tempo, o primeiro locutor da PRC – 4, a pioneira da radiodifusão de Santa Catarina, pois foi durante muito tempo um dos mais antigos jornalistas do estado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;José Ferreira da Silva&lt;/u&gt; tem um total de 20 obras publicadas. ““O Padre Jacobs” foi sua primeira obra e a que se seguiu: “A colonização do vale do Itajaí”, “O &lt;u&gt;Doutor Blumenau&lt;/u&gt;” (duas edições), “ Calendários Blumenauense”, “&lt;u&gt;Fritz Müller&lt;/u&gt;”, “Blumenau, “Relatório do Prefeito”, “Anita Garibaldi”, “ O Catolicismo em Blumenau”, Colônias Para o Brasil”, “História de Blumenau”, História do Município da Penha”, “As terras do Itajaí Mirim e Vasconcelos Drummond”, “ Itajaí, a Fundação e o Fundador”, “Terra Catarinense”, “Cronografia do Dr. Blumenau”, “Blumenau - Pequeno Guia Turístico”, “A Bandeira do Brasil” e “Otaviano Ramos”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Ferreira da Silva&lt;/u&gt; fez também duas traduções: “ Dança Macabras” e “Viagens Pelas Colônias Alemãs da Província de Santa Catarina”, tendo outras obras inéditas, tais como; Descendo o São Francisco”, “ A Imprensa em Blumenau”, “ Os Monumentos de Blumenau” e “ Chega de Enchentes”.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;u&gt;Acesse também&lt;/u&gt;:&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://adalbertoday.blogspot.com/2011/06/jose-ferreira-da-silva.html"&gt;http://adalbertoday.blogspot.com/2011/06/jose-ferreira-da-silva.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Revista Blumenau em Cadernos&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; – Tomo XV * Janeiro e Fevereiro de 1974 * nº 1 e 2&lt;br /&gt;
Arquivo: Sávio Abi-Zaid/Adalberto Day&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-8399464406757362661?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/8399464406757362661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=8399464406757362661' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/8399464406757362661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/8399464406757362661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2012/01/professor-jose-ferreira-da-silva.html' title='- Professor José Ferreira da Silva'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Cj6g_QTVD9E/TwJV5Jd-CMI/AAAAAAAALFw/X3cPmUavaxA/s72-c/JOS_FE%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-3890825232084704767</id><published>2012-01-13T00:01:00.002-02:00</published><updated>2012-01-13T00:01:00.331-02:00</updated><title type='text'>- Revista do Sul</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dlxqYA4iitw/TwC3KQ52dkI/AAAAAAAALFk/UxY3rEtrpPs/s1600/BLOG.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-dlxqYA4iitw/TwC3KQ52dkI/AAAAAAAALFk/UxY3rEtrpPs/s200/BLOG.jpg" width="162px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Em histórias de nosso cotidiano,&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; apresentamos mais uma colaboração de Flavio Monteiro de Mattos, carioca de nascimento e &lt;u&gt;"BLUMENAUENSE POR OPÇÃO"&lt;/u&gt;, transcrevendo um texto da antiga Revista do &amp;nbsp;Sul sobre o cinquentenário do&lt;u&gt;&lt;strong&gt; Hospital Santa Isabel&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; em 04/10/1959.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Dados históricos&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-woySQEuw0x0/TvtDY38WXCI/AAAAAAAALDs/USLUc5LJN64/s1600/Imagem2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="93px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-woySQEuw0x0/TvtDY38WXCI/AAAAAAAALDs/USLUc5LJN64/s400/Imagem2.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-z4V2IQI6z6A/Tvpne1DSJLI/AAAAAAAALCY/9LOr5ozPjcg/s1600/Imagem1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-z4V2IQI6z6A/Tvpne1DSJLI/AAAAAAAALCY/9LOr5ozPjcg/s200/Imagem1.jpg" width="145px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Página 23 &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Capa da Revista do Sul&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; Nº 131 – Ano XV&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
“&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Nossa Capa"&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; - Gentil senhorinha &lt;u&gt;Lilian Schmidt&lt;/u&gt;, da sociedade blumenauense, filha do Casal Martha e Arnoldo Schmidt . A Srta. Lilian tem colaborado gentilmente como os desfiles da Casa Peiter, sendo um dos mais lindos modelos, destacando-se nestas ocasiões. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(Foto Universal)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;50 anos de bons serviços prestados à coletividade&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;O HOSPITAL SANTA ISABEL FESTEJA O SEU CINQÜENTENÁRIO DE FUNDAÇÃO.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(reportagem de OSIAS GUIMARÃES)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A data de &lt;u&gt;4 de outubro&lt;/u&gt; é imensamente grata para o povo de Blumenau e de Santa Catarina. Assinala a passagem do cinqüentenário de fundação do Hospital Santa Isabel.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desde 1905 estava em andamento um pequeno trabalho de enfermagem ambulante, dirigido pelas Irmãs da Divina Providência, que possuíam uma pequena casa de escola, hoje &lt;u&gt;Ginásio Sagrada Família&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Lh4zMPVkQeM/TvpnsV6rlhI/AAAAAAAALCk/RwuK_x87AZU/s1600/2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="280px" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-Lh4zMPVkQeM/TvpnsV6rlhI/AAAAAAAALCk/RwuK_x87AZU/s400/2.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas, o &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Hospital&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; em realidade, &lt;u&gt;foi fundado no dia 4 de outubro de 1909&lt;/u&gt;, com instalação de modesta casa, com 2 leitos, que foi o início, ou melhor, o berço do atual e magnífico &lt;u&gt;Hospital Santa Isabel&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Dr. Ernesto Sappelt&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; foi o primeiro médico que trabalhou em benefício do povo blumenauense. Notável era sua capacidade de trabalho e espírito de abnegação, pois, tarefa difícil era dirigir, numa casa desprovida de todo o conforto necessário ao trabalho de enfermagem. Seu primeiro colaborador foi o inesquecível enfermeiro João Doebeli, que durante 44 anos, com dedicação infatigável, trabalhou pelo bem de todos que procuram recuperar a saúde no Hospital santa Isabel.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aos poucos, notou-se a necessidade de ampliar a casa para poder dar aos doentes o conforto necessário. E assim, passados seis anos, deu-se início a uma construção, que foi terminada em outubro de 1916. Neste pequeno Hospital foi reservado um ligar para a primeira &lt;u&gt;capelinha&lt;/u&gt;, sendo em outubro (conclui na página 26).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Página 26 (conclusão)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mesmo ano com Missa cantada, oficializada pelo &lt;u&gt;Revmo. Padre O.F.M., zeloso franciscano&lt;/u&gt;, que figura entre os primeiros benfeitores do Hospital. Entretanto, por falta de sacerdotes, não poderia ser celebrada diariamente a Santa Missa na Casa, contudo, podia ser conservado o santíssimo Sacramento na Capelinha e uma vez por semana poderia ser celebrada a Santa Missa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em 1920, o &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Dr. Sappelt&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; foi substituído pelo &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Dr. Jungbluth&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, que trouxe consigo o primeiro aparelho de Raio X, que passou a funcionar no &lt;u&gt;Hospital Santa Isabel,&lt;/u&gt; sob a mesma direção das Irmãs. Nesta mesma época, entrou, também, o especialista &lt;u&gt;Dr. Hans Pappe.&lt;/u&gt; Com mais este melhoramento, notou-se logo a necessidade e a utilidade de ampliar mais a Casa, dando-se início a uma grande construção em 1922. Como, porém, não se tratava de obra muito grande, pode ser concluída no mesmo ano.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em 1925, com grande alegria, as Irmãs tiveram oportunidade de hospedar em sua Casa a &lt;u&gt;Madre Geral.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em 1926, o &lt;u&gt;Dr. Jungbluth&lt;/u&gt; deixou o Hospital Santa Isabel, sendo seu sucessor o &lt;u&gt;Dr. Prof. Capelle&lt;/u&gt;, que trabalhou no Hospital no período de cinco anos, sendo substituído pelo &lt;u&gt;Dr. Alfredo Hoess&lt;/u&gt;. Em seguida, deu-se início a uma construção, que mais tarde recebeu o nome de Pavilhão Menino Deus, para cuja inauguração o Hospital se viu honrado com a presença de S. Excia. Revma. Don Pio de Freitas, em fevereiro de 1933.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dr. Alfredo Hoess trabalhou como único médico, desde 1928 a 1940. Grande e humanitário médico.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Surgiu, então, como seu assistente, o &lt;u&gt;Dr. Paulo Mayerle,&lt;/u&gt; que no período de 1940 a 1950 se ausentou por dois anos, para aperfeiçoar seus estudos no estrangeiro. Foi nesta época que trabalhou no Hospital o saudoso médico, &lt;u&gt;Dr. Armínio Tavares&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FIvP54OEEp4/TvsaPzBSCLI/AAAAAAAALDU/lohTkvdA4bI/s1600/STAISABE.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-FIvP54OEEp4/TvsaPzBSCLI/AAAAAAAALDU/lohTkvdA4bI/s400/STAISABE.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;HSI - 1959&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em 15 de janeiro de 1950 &lt;u&gt;Dr. Gelásio de Souza Freitas&lt;/u&gt; passou a ser o assistente do &lt;u&gt;Dr. Alfredo Hoess&lt;/u&gt;, até outubro de 1952, quando o &lt;u&gt;Dr. Hoess&lt;/u&gt;, cansado de seu labor, deixou a direção do Hospital, passando-a para o atual Chefe &lt;u&gt;Dr. Paulo Mayerle&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desnecessário tecer comentários sobre a figura deste grande médico, que é o Dr. Paulo Mayerle. Todos o conhecem em Blumenau: Bom e humanitário, competente e estudioso, prestando seus serviços a todos que o procuram, sempre com a mesma dedicação, cumprindo seu dever ligado à profissão de médico.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E, 1951, foi necessário construir um prédio de cinco andares, em estilo moderno, cuja conclusão vimos em 1953. No andar térreo desta construção foi instalado o consultório do Especialista &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Dr. Wilson Gomes Santhiago&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, que vem dirigindo a Clínica de Olhos, Ouvidos Nariz e Garganta. &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Dr. Fernando Heusi,&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; que possui seu consultório no centro da Cidade de Blumenau, também envia clientes ao Hospital Santa Isabel, sobretudo quando se trata de casos de cirurgia. Dr. Diogo Vergara dirige o Banco de &lt;u&gt;Sangue no Hospital&lt;/u&gt; desde 1953.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O trabalho cada vez se tornava maior, sendo necessário conseguir-se mais um médico e o &lt;u&gt;Dr. Carlos Nicolau Goffergé&lt;/u&gt; consentiu em instalar seu consultório dentro do Hospital. &lt;u&gt;Dr. Érico Rocco Niemeyer&lt;/u&gt; trabalhou durante um ano, como assistente do &lt;u&gt;Dr. Paulo Mayerle&lt;/u&gt;. Em novembro de 1956, juntou-se ao corpo médico o &lt;u&gt;Dr. Eduardo Vitoldo Ferencz&lt;/u&gt;, que concluiu seu curso de especialidade em ortopedia, na Faculdade de Medicina de Porto Alegre.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Entretanto, o &lt;u&gt;Hospital &lt;/u&gt;ainda contava em aumentar o número de médicos, convencido da necessidade dos mesmos. Este desejo realizou-se quando receberam seu diploma o &lt;u&gt;Dr. Walmor Ervin Belz,&lt;/u&gt; natural de Blumenau e o &lt;u&gt;Dr. Enio Cezar Vieira Pereira,&lt;/u&gt; natural de Itajaí. Foi, pois, em fins de 1957 que o Dr. Walmor começou a trabalhar e o Dr. Enio somente em princípios de 1958, por ter concluído, antes, seus estudos de especialidade em Radiologia e Pediatria.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Num resumo geral, temos atualmente 9 médicos, 34 Irmãs, 46 serventes.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No ano de 1958 foram matriculados 9.136 doentes, dentre os quais 1.352 pertenciam à Maternidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
----------------------------------&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aí está, na frieza das linhas de uma composição, a bela história do&lt;u&gt; Hospital Santa Isabel&lt;/u&gt;. Seria impossível descrever a bondade, o espírito de renúncia e sacrifício das Irmãs, que atendem doentes e necessitados.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E não encontramos palavras para descrever a figura humana da &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Irmã Alloysianes,&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; dinâmica e extraordinária, sempre minorando o sofrimento alheio, esquecida de si própria, para servir a Deus, atual diretora e que desde agosto de 1920 se encontra no &lt;u&gt;Hospital&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Um novo prédio está se erguendo, assim como uma &lt;u&gt;bela Capela e o Hospital Santa Isabel&lt;/u&gt; ficará mais bem aparelhado para servir à sua nobre missão. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-PbffX3HNy0I/TvpoMwaBCoI/AAAAAAAALC8/F1LL7-pJqx8/s1600/HSI+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="142px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-PbffX3HNy0I/TvpoMwaBCoI/AAAAAAAALC8/F1LL7-pJqx8/s400/HSI+1.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;E já passou até o centenário dessa entidade, acesse&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://adalbertoday.blogspot.com/2009/10/hospital-santa-isabel-100-anos-de-bons.html"&gt;http://adalbertoday.blogspot.com/2009/10/hospital-santa-isabel-100-anos-de-bons.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Arquivo: Flavio Monteiro de Mattos e HSI/Adalberto Day&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-3890825232084704767?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/3890825232084704767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=3890825232084704767' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/3890825232084704767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/3890825232084704767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2012/01/revista-do-sul.html' title='- Revista do Sul'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dlxqYA4iitw/TwC3KQ52dkI/AAAAAAAALFk/UxY3rEtrpPs/s72-c/BLOG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-6411231923098236367</id><published>2012-01-10T00:01:00.002-02:00</published><updated>2012-01-19T16:56:24.923-02:00</updated><title type='text'>- Hotel Elite e Holetz</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Em histórias de nosso cotidiano&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, fizemos um relato da escrita de folders de dois hotéis famosos no início dos anos 1900 em Blumenau. Enviado por &lt;u&gt;José Geraldo Reis Pfau&lt;/u&gt; e Interpretação ou explicação da Senhora Ellen Ern esposa do dono da churrascaria Adolfo ERN - Ela Breitkopf de nascimento.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;img border="0" height="157px" mda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-pI7QIe2ViKE/TuOF-6VAbRI/AAAAAAAAK6M/Qfr4-OT-Ucs/s400/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A função das empresas e de certos segmentos como &lt;u&gt;hotelaria &lt;/u&gt;sofrem mudanças curiosas ao longo da história. A vida no hotel hoje está principalmente marcada pela característica de ser um padrão, ter determinados itens fundamentais e pouca ou quase nenhuma identidade com a comunidade. São confortáveis locais para dormir, ficam as outras funções como reuniões e demais necessidades para outros equipamentos existentes na cidade. No inicio do século passado &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Blumenau&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; tinha bons e tradicionais hotéis, pois na região e no Estado de Santa Catarina a nossa cidade era referencia e principalmente pelo aspecto como centro comercial.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aGfI70P68D0/TuOFtKqbzqI/AAAAAAAAK6E/T0x9QtsrdM8/s1600/Digitalizado+em+09-12-2011+10-24.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255px" mda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-aGfI70P68D0/TuOFtKqbzqI/AAAAAAAAK6E/T0x9QtsrdM8/s320/Digitalizado+em+09-12-2011+10-24.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;O Hotel Elite&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; localizado na Rua XV próximo ao Teatro Carlos Gomes anunciava em suas publicações as suas “modernas instalações”. Como argumentos de venda, em anúncios publicados na língua alemã, prometia ser “o café mais moderno da cidade”, de ter “salão de festas (para bailes), uma “confeitaria própria” e uma “sorveteria própria”. Oferecia as “melhores bebidas nacionais e estrangeiras”, que sua edificação tinha “piso colonial”, oferecia “dupla cancha de bolão”, “salas íntimas”, “salas para reuniões”, “sala de conferencias” e ainda ser um “local especial para família ver a vista do Rio Itajaí”. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AM8gzGaQ5po/TuOHqVxiGMI/AAAAAAAAK6c/IWaufigzDRk/s1600/hotel+elite.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="282px" mda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-AM8gzGaQ5po/TuOHqVxiGMI/AAAAAAAAK6c/IWaufigzDRk/s400/hotel+elite.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O que demonstra que o empreendimento além de atender viajantes servia como área de lazer e eventos para os blumenauenses. Mas o proprietário Walter Voss no rodapé do anuncio prometia “Hotel - hospedes – 28 elegantes quartos com água corrente e todo conforto”. Atendia pelo fone de nº 66. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NpUrSsPcU0s/TuOHUtSg3gI/AAAAAAAAK6U/btZmhgKqrVs/s1600/Digitalizado+em+09-12-2011+10-20.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="257px" mda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-NpUrSsPcU0s/TuOHUtSg3gI/AAAAAAAAK6U/btZmhgKqrVs/s320/Digitalizado+em+09-12-2011+10-20.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já no telefone nº 65 era o Hotel Holetz que atendia e se localizava na esquina da Rua XV com Alameda Rio Branco. O proprietário R. Siebert, que assinava o anuncio também em alemão, usava de argumento “quartos limpos e ventilados”, o que deveria ser uma obrigação era um diferencial, certamente pelas modestas condições dos demais. Tinha no Hotel auto garagem à disposição e o privilégio de estar “localizado no centro da cidade”. Oferecia “cozinha de primeira classe”, colocava a disposição “sala para mostruário a disposição dos senhores viajantes”. Nota-se também a preocupação com a comunidade local, além da importante sala de mostruários.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uz77VaSamPg/TuOIGAGlrYI/AAAAAAAAK6s/VDwy_2rgQRc/s1600/hotel+holetz.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="281px" mda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-uz77VaSamPg/TuOIGAGlrYI/AAAAAAAAK6s/VDwy_2rgQRc/s400/hotel+holetz.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;O representante comercial e viajante monta seu showroom no hotel, com a exposição de amostras dos produtos e convidando tradicionais empresários, compradores, comerciantes e industriais para conhecer as novidades de suas representadas e efetuar pedidos. &lt;u&gt;A precariedade das estradas,&lt;/u&gt; das empresas, as distancia eram facilitadas e o conforto proporcionado pelo verdadeiro show room montado no hotel para atender clientes. Se quisermos podemos colocar esta oportunidade como semelhante uma feira, ou um evento de lançamento que tradicionalmente acontece em grandes centros e também aqui em &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Blumenau&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Texto enviado por &lt;u&gt;José Geraldo Reis Pfau- publicitário/&lt;/u&gt; Interpretação ou explicação da &lt;u&gt;Senhora Ellen Ern&lt;/u&gt; esposa do dono da churrascaria Adolfo ERN - Ela Breitkopf de nascimento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Arquivo José Geraldo Reis Pfau/Adalberto Day&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-6411231923098236367?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/6411231923098236367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=6411231923098236367' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/6411231923098236367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/6411231923098236367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2012/01/hotel-elite-e-holetz.html' title='- Hotel Elite e Holetz'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-pI7QIe2ViKE/TuOF-6VAbRI/AAAAAAAAK6M/Qfr4-OT-Ucs/s72-c/Sem+t%25C3%25ADtulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-5050502985202736271</id><published>2012-01-06T00:01:00.003-02:00</published><updated>2012-01-06T00:01:00.961-02:00</updated><title type='text'>- Preservando a História e melhorando o futuro</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Preservando a História e melhorando o futuro&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Adalberto Day&lt;/u&gt;, 58 anos, é uma das pessoas que mais conhece a história do Grande Garcia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DGplqfM97pQ/TvJrVop9mQI/AAAAAAAAK-o/eK1FdchcSjw/s1600/1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-DGplqfM97pQ/TvJrVop9mQI/AAAAAAAAK-o/eK1FdchcSjw/s200/1.jpg" width="186px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em histórias de nosso cotidiano apresentamos hoje, um pouco da &lt;u&gt;minha própria história&lt;/u&gt;. Uma homenagem da &lt;u&gt;Revista Bela Vida&lt;/u&gt; – dos amigos &lt;u&gt;Edson Peres Gonçalves e sua esposa Lilian Peres Gonçalves&lt;/u&gt;. Entrevista concedida a Jornalista &lt;u&gt;Liliani Bento&lt;/u&gt; – DRT-SC 817&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="mailto:belavida@editorabelavida.com.br"&gt;belavida@editorabelavida.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Meus agradecimentos por tão nobre homenagem, que traduz o reconhecimento por parte de toda equipe da &lt;u&gt;Revista Bela Vida&lt;/u&gt;. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Também é uma honra estar ao lado de tanta gente importante de nossa sociedade, em especial na página 22,23, em &lt;u&gt;Bela Culinária&lt;/u&gt;, com nosso amigo &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Tenente Coronel Paulo Roberto Bornhofen&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, relatando sobre uma de suas especialidades – Cozinhar. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Parabéns a todos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
_____________________________&lt;br /&gt;
Meus bisavós vieram da Alemanha, tanto do lado paterno (Day) como materno (Deschamps), e estabeleceram-se inicialmente em Brusque e Gaspar respectivamente. Porém as origens são Irlandês e Frances. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Casado desde 1976, com Dalva, e possuimos&amp;nbsp;duas filhas. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
______________________________&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;É admirável colaborar com a história&lt;/strong&gt; de um município, de um estado ou mesmo de um país, dedicando-se a pesquisa, ao arquivamento e a disseminação das informações coletadas, para que as gerações futuras conheçam sua origem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
É desta forma desprendida com muita vontade de ajudar, que trabalha o cientista social e pesquisador &lt;u&gt;Adalberto Day&lt;/u&gt;, nascido em Blumenau há 58 anos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ele conta com orgulho que quando nasceu, à família morava na &lt;u&gt;Rua Almirante Saldanha da Gama&lt;/u&gt;, início da Rua da Glória, no entroncamento de três bairros importantes de Blumenau (&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Garcia, Glória e Progresso&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;), que fazem parte do &lt;u&gt;Distrito do Garcia&lt;/u&gt;. Até hoje ele mora no Bairro e é, provavelmente, a pessoa que mais conhece a história dessa localidade de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Beto&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, como é conhecido pelos amigos, resgata através de pesquisas a história de sua comunidade para que se mantenha sempre viva para as gerações futuras. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yALbC0vWj4g/TvJuPwlQzVI/AAAAAAAAK-0/l6Xg8SJbYfc/s1600/2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="182px" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-yALbC0vWj4g/TvJuPwlQzVI/AAAAAAAAK-0/l6Xg8SJbYfc/s400/2.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Seu acervo particular tem contribuído para a realização deste sonho. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mantém um Blog desde 21 de julho de 2007 – com quase &lt;u&gt;400 mil acessos por ID e mais de 750 mil paginas acessadas&lt;/u&gt; – no endereço eletrônico &lt;a href="http://www.adalbertoday.blogspot.com/"&gt;http://www.adalbertoday.blogspot.com/&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Qualquer coisa que queira saber sobre o &lt;u&gt;Grande Garcia,&lt;/u&gt; e sobre a cidade basta acessar o seu Blog com informações fieis à história e fotos. Outros bairros, inclusive, procuraram o pesquisador para fazer um acervo deles. Porém, faltam elementos para contar a história deles.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O pesquisador conta que, no início dos anos 60 despertou o seu interesse pela história e pesquisa. “Sempre perguntava para a minha avó &lt;u&gt;Ana&lt;/u&gt; o porquê disso ou daquilo”. Queria saber como as coisas aconteciam.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Uma das passagens que pesquisador não esquece é de quando a avó ia visitar a irmã dela, Maria, e ele perguntava onde ela morava.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;u&gt;“Sempre perguntava para minha Avó Ana o porquê disso ou daquilo”.&lt;/u&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DOTfjxoIK8k/TwZSctoTNSI/AAAAAAAALIM/oRjh3G5-C1g/s1600/Adalberto+na+Hering++14+12+12.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-DOTfjxoIK8k/TwZSctoTNSI/AAAAAAAALIM/oRjh3G5-C1g/s200/Adalberto+na+Hering++14+12+12.jpg" width="174px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A avó respondia no “&lt;u&gt;Kroba&lt;/u&gt;”, referindo-se a localidade que hoje é conhecida como rua &lt;u&gt;Rui Barbosa&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O “&lt;u&gt;Kroba&lt;/u&gt;” na verdade era “&lt;u&gt;Krohberger&lt;/u&gt;” ou &lt;u&gt;Krohbergerbach&lt;/u&gt; “bach ribeirão”, ou ainda somente “Kroba”, originando-se da primeira família que morou na região, do &lt;u&gt;Sr. Heinrich Krohberger&lt;/u&gt;, que chegou por aqui por volta de 1858. Elefaleceu em 22 de abril de 1914. Possuía uma grande propriedade. Era engenheiro, agrimensor e prestou serviço em vários governos, inclusive com Dr. Blumenau, com quem projetou as primeiras e maiores obras de vulto do município. Entre ass principais estão a construção das pontes do Garcia e do Salto, igrejas católicas e evangélicas. O local adentra-se para além da ponte com denominação de “&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Ponte Preta&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;“Meus pais, Nicolao e Augusta, também eram alvo da minha aguçada curiosidade”.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A infância de &lt;u&gt;Adalberto&lt;/u&gt; foi bem aproveitada no bairro onde nasceu. Quando criança, jogou futebol no Clube 12 (Morro da Rua Almirante Saldanha da Gama), onde a disputa rendia sempre uma garrafa de capilé. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No Estádio do Amazonas atuou como jogador de basquete, de futebol e participou da última partida no dia 26 de maio de 1974, atuando como aspirante. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Jogou por diversas equipes de várzea da região do Garcia, como Estrelinha, Glória, Esparragos, Jordão, Brasileirinho e outros. Outras boas lembranças são o Cine Garcia, o maior entretenimento da juventude, na época, e os banhos no Tapume, em uma rua transversal da Emílio Tallmann.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
-------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Adalberto é conhecido por ajudar e lutar pelo Grande Garcia&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tanto comprometimento com o bairro sempre levaram Adalberto a se envolver em questões que ajudaram a melhorar a vida dos moradores do Grande Garcia. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ele foi um dos fundadores da Associação “&lt;u&gt;&lt;strong&gt;METAJUHA”&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; - &lt;u&gt;Associação de Moradores das Ruas Emilio Tallmann, Júlio Heiden e Arredores da Associação Artex.&lt;/u&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Entre as conquistas da entidade destacam-se vários benefícios para as Ruas Emilio Tallmann e Júlio Heiden, como: abertura, pavimentação, e transporte coletivo, com apoio dos vereadores do bairro, poder público, e comunidade. Atualmente, é presidente de honra desta entidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Outrossim, foi um dos fundadores do &lt;u&gt;Núcleo das Associações do Grande Garcia.&lt;/u&gt; Vários serviços foram executados entre 1990 e 1991. A comunidade o escolheu para representar o Grande Garcia na &lt;u&gt;Comissão Permanente de Prevenção de Enxurradas e a Comissão Permanente de Defesa da Comunidade do Grande Garcia.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desde 1995 realiza palestras e exposições em diversos educandários, principalmente, do &lt;u&gt;Grande Garcia, na FURB – na empresa Coteminas, no 23º BI&lt;/u&gt;, sobre experiência de sua vida profissional e história do Vale do Garcia. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tudo que se refere ao Grande Garcia é acompanhado pelo pesquisador. Contabiliza mais de &lt;u&gt;400 participações nos jornais&lt;/u&gt; da cidade ,sempre enfocando a &lt;u&gt;história e cultura de Blumenau,&lt;/u&gt; bem como em diversos canais de TV. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Atualmente, é membro da comissão &lt;u&gt;pró-Construção do AGG – Ambulatório Geral do Garcia - Schwester Marta Elisabetha Kunzmann&lt;/u&gt;. Obra esta executada no antigo Salão e Cantina da Artex, inaugurado no dia 12 setembro 2008, em sua primeira etapa. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tanta dedicação tem rendido moções e elogios de todas as partes. &lt;u&gt;Adalberto recebeu, em 1999, uma moção da Câmara de Vereadores&lt;/u&gt; pelos trabalhos de pesquisas que vem realizando e diversas placas em agradecimento pelos trabalhos executados.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;“Como Orientador Trabalhista, mantinha-me sempre atualizado com as leis, procurando transmitir com segurança aos funcionários.”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Uma vida para se orgulhar&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Adalberto&lt;/u&gt;, como a maioria dos moradores do Garcia, começou sua vida profissional na &lt;u&gt;Empresa Industrial Garcia&lt;/u&gt;, posteriormente, &lt;u&gt;Artex, hoje Coteminas.&lt;/u&gt; Trabalhou quase 25 anos na empresa que existe até hoje no bairro e é conhecida nacionalmente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;“Fomos criados para obedecer e respeitar. Vivíamos no bairro como uma grande família e trabalhávamos todos na mesma empresa”, diz.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Uf69-8kpghQ/TvJvLDADwXI/AAAAAAAAK_Y/a6Ai_FMZQLw/s1600/3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="363px" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-Uf69-8kpghQ/TvJvLDADwXI/AAAAAAAAK_Y/a6Ai_FMZQLw/s400/3.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Atualmente, está aposentado e trabalha em sua casa realizando pesquisas. Seu local de trabalho é um &lt;u&gt;misto de escritório com museu,&lt;/u&gt; onde guarda a sete chaves, diversas relíquias.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nas empresas &lt;u&gt;Garcia e Artex&lt;/u&gt; trabalhou, de 1968 a 1992, no setor de &lt;u&gt;Recursos Humanos&lt;/u&gt;. Como orientador ocupacional, procurou promover um bom relacionamento entre empregados, chefia e Recursos Humanos, mantendo sempre a participação dos colaboradores junto à produção. Na integração dos recém-admitidos, passava-lhes uma mensagem positiva da empresa, mostrando a necessidade de participação de todos os setores. Também informava as normas e procedimentos legais da empresa. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
De acordo com dados históricos guardados por Adalberto, a empresa fazia parte do dia-a-dia do bairro. Havia uma praça esportiva onde eram realizadas várias modalidades esportivas: atletismo, ciclismo, futebol e outros. A empresa oferecia diversos benefícios aos seus colaboradores. Anualmente, eram realizadas festas em comemoração ao Dia do Trabalhador, Junina e de Natal. Os empregados moravam em casas feitas, com recursos da empregadora, e dos próprios funcionários, com toda a infraestrutura e coleta de &lt;u&gt;lixo feita pela Empresa Industrial Garcia&lt;/u&gt;. Pagavam um aluguel simbólico. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;“Esta foi uma fase muito boa no Bairro, havendo perfeita integração da empresa com os colaboradores.”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;&lt;u&gt;Adalberto Day&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Cientista Social formado pela FURB&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Professor aposentado das disciplinas de História, Geografia, Filosofia e Sociologia, é pesquisador da história do Grande Garcia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
e-mail: &lt;a href="mailto:familiaday@terra.com.br"&gt;familiaday@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.adalbertoday.blogspot.com/"&gt;http://www.adalbertoday.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Revista Bela Vida&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
* Ano 6 – Nº 36&lt;br /&gt;
* Dezembro/Janeiro/2011/12&lt;br /&gt;
* A Revista Bela Vida é um título de propriedade da Editora Bela Vida&lt;br /&gt;
* Diretor: Edson Peres Gonçalves&lt;br /&gt;
* Coordenadora Geral: Lilian Peres Gonçalves&lt;br /&gt;
* Jornalistas responsáveis: Liliani Bento&lt;br /&gt;
* Mariene Maluli&lt;br /&gt;
* Revisão de Textos: Teresa Pfhffer Franco&lt;br /&gt;
* Projeto Gráfico e Diagramação Viek Comunicação&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-5050502985202736271?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/5050502985202736271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=5050502985202736271' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/5050502985202736271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/5050502985202736271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2012/01/preservando-historia-e-melhorando-o.html' title='- Preservando a História e melhorando o futuro'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DGplqfM97pQ/TvJrVop9mQI/AAAAAAAAK-o/eK1FdchcSjw/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-8647110276043908104</id><published>2012-01-03T00:01:00.003-02:00</published><updated>2012-01-03T00:01:01.056-02:00</updated><title type='text'>- Blumenau e sua Gente</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;BLUMENAU E SUA GENTE, UMA PAIXÃO ANTIGA.&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-alCFQUJaMT0/TwC2c1ToMWI/AAAAAAAALFY/aDkxlY0ZN9s/s1600/BLOG.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-alCFQUJaMT0/TwC2c1ToMWI/AAAAAAAALFY/aDkxlY0ZN9s/s200/BLOG.jpg" width="162px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em histórias de nosso cotidiano, apresentamos &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Flavio Monteiro de Mattos&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, contando um pouco de suas lembranças quando vinha do &lt;u&gt;Rio de Janeiro&lt;/u&gt; visitar &lt;u&gt;Blumenau,&lt;/u&gt; com sua família.&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;
Carioca de nascimento e &lt;u&gt;BLUMENAUENSE POR OPÇÃO&lt;/u&gt;".&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Minha ligação com Blumenau&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; foi estabelecida muito antes do meu nascimento e teve como origem, indireta e incidentalmente, quando minha tia-avó Cybelle, seu marido José Ribeiro de Carvalho e os filhos José Luiz e Maria Lúcia se mudaram para Santa Catarina, lá pelo inicio dos anos trinta. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Contava-se que o Carvalhinho, como ficou conhecido em &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Blumenau,&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; que já advogava no &lt;u&gt;Rio&lt;/u&gt; resolveu prestar concurso e acabou aprovado para a promotoria da comarca de Mafra, também em &lt;u&gt;Santa Catarina&lt;/u&gt;. Meses depois se mudou com a família e permaneceu naquela cidade por um bom tempo, sendo transferido posteriormente para &lt;u&gt;Blumenau&lt;/u&gt;, onde a família fincou raízes. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Minha mãe, que era afilhada do casal, foi várias vezes visitar os parentes e dizia que &lt;u&gt;Blumenau&lt;/u&gt; dessa época não era mais do que uma pequena e esquecida cidade do interior do estado de &lt;u&gt;Santa Catarina&lt;/u&gt; onde predominavam imigrantes &lt;u&gt;alemães&lt;/u&gt; e &lt;u&gt;italianos&lt;/u&gt;, que tiravam seu sustento na agricultura e pecuária e posteriormente, na indústria manufatureira da tecelagem e porcelana. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E a cada vez que minha mãe lá retornava constatava que os tios e primos iam se tornando, gradativamente, catarinenses. Ao longo dessas estadas fez várias amizades, teve alguns namoros e dizem que, por muito pouco, eu não nasci por lá.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Contava minha mãe que quando terminou a II Guerra retornou ao &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; uma irmã da tia que morava em &lt;u&gt;Blumenau&lt;/u&gt;, que se alistara como enfermeira da FEB. Ao retornar essa tia audaz decidiu visitar a irmã que morava &lt;u&gt;“em um fim de mundo chamado Blumenau”.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Embarcaram no Galeão e depois de quase três horas de voo desembarcaram em Itajaí para dali seguirem, no ônibus da empresa aérea, até &lt;u&gt;Blumenau.&lt;/u&gt; Mal o ônibus partiu, a destemida tia percebeu que a língua falada no interior do veículo era o alemão, idioma que não lhe trazia as melhores lembranças. Lá pelas tantas os brios americanizados da tia visitante transbordaram e a impetuosa senhora, do alto do seu metro e meio, decretou o fim do uso do idioma de &lt;u&gt;Goëthe&lt;/u&gt; naquele espaço. Concluiu informando que não mediria esforços para interceder junto ao promotor público de &lt;u&gt;Blumenau&lt;/u&gt;, que por acaso era seu cunhado, no sentido de auxiliar o pronto retorno para a Alemanha dos saudosos pelo idioma. Afirmava minha mãe que por todo o resto do trajeto nenhuma palavra foi pronunciada, nem em alemão ou mesmo em português. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Anos depois, casava-se a filha da minha tia-avó quase blumenauense que providenciou uma prole de nove rebentos, ao longo dos anos. Era a esse time ao qual me incorporava, de tempos em tempos e que contribuíram pelas boas lembranças que tenho por Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Minha primeira &lt;u&gt;ida à cidade&lt;/u&gt; aconteceu em 1951 e é claro que não lembro. Mas há algumas fotos clicadas por meu pai que registram o acontecimento. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zr4Sn2zTPTY/Tvj9Tl1fpGI/AAAAAAAALA4/D2ZS31O9lGA/s1600/1+Alameda+Rio+Branco+em+1962.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-zr4Sn2zTPTY/Tvj9Tl1fpGI/AAAAAAAALA4/D2ZS31O9lGA/s400/1+Alameda+Rio+Branco+em+1962.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
- Alameda Rio Branco em &lt;u&gt;Blumenau&lt;/u&gt; 1962&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Blumenau dos meus primeiros anos se restringia à casa da minha tia tia-avó. Situava-se na &lt;u&gt;Alameda Rio Branco&lt;/u&gt;, na época, a mais aristocrática e charmosa rua da cidade. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A residência fazia esquina com uma pequena rua de terra e sem saída. Construída no centro do terreno, tinha dois andares e cercada por um baixo muro com pilares interligados por cercas de madeira, em toda sua extensão. O acesso principal se fazia através de um portãozinho de madeira que se abria para a calçada da &lt;u&gt;Alameda Rio Branco.&lt;/u&gt; Chegava-se até a entrada social cruzando um caminho de cimento que separava o gramado em dois. Em cada lado haviam fícus plantados em intervalos e podados em formato de bolas bem rentes ao chão e sobre os quais pulávamos, em diversas brincadeiras. Na esquina do terreno haviam as plantas maiores e lembro-me em particular de uma árvore grande que sobressaia, uma palmeira, talvez. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No lado esquerdo do acesso, plantas escondiam o varal de secar roupas e como o local era gramado formavam um mini campo de futebol onde disputávamos animadas peladas. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Naquele lado da Alameda somente havia uma transversal que era continuação da &lt;u&gt;Rua Coronel de Freitas Melro&lt;/u&gt;. Por uma razão que desconheço essa continuação da rua não era pavimentada como também não haviam calçadas, muito embora várias residências ali existiam. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por essa rua de terra se tinha acesso à garagem da casa e nos fundos havia uma espécie de lavanderia. Lembro que era um ambiente escuro e meio sombrio e nos grandes tanques de cimento não era raro o &lt;u&gt;Zé Luís&lt;/u&gt;, primo da minha mãe, enchê-los dos peixes que fisgava na suas pescarias. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A cada retorno à Blumenau eu ganhava mais liberdade e autonomia e com isso, mais percepção das coisas e da cidade. Lembro que havia uma vendinha na Alameda, que ficava quase em frente à casa da minha tia, onde comprávamos sorvetes coloridos e de formato cilíndrico. Havia ainda o capilé, um refresco de groselha que eu adorava. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Inesquecíveis também eram os carros de mola, que ficavam estacionados na esquina da &lt;u&gt;Alameda Rio Brancos com a XV de Novembro&lt;/u&gt;. Eram elegantes charretes puxadas por cavalos. Da boléia o condutor manobrava os cavalos e os fregueses se sentavam confortavelmente, atrás do condutor, em duas fileiras de bancos forrados. Se fosse um dia de sol puxava-se um toldo, mas andar com ele arriado permitia a visão ampla da cidade, sua gente e casas. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como minha autonomia era pequena, minhas explorações à cidade se restringiam aos passeios de bicicleta pelos quarteirões próximos. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1C-NPO299BY/Tvj9yrYWnbI/AAAAAAAALBE/aUDlenVjF9Q/s1600/2+Maternidade+atual+Casa+do+Com%25C3%25A9rcio+d%25C3%25A9cada+40.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="262px" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-1C-NPO299BY/Tvj9yrYWnbI/AAAAAAAALBE/aUDlenVjF9Q/s400/2+Maternidade+atual+Casa+do+Com%25C3%25A9rcio+d%25C3%25A9cada+40.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
- Maternidade Johannstift&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Imagem - Comerciante e Cineasta &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Willy Sievert&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Se saísse em direção ao centro, a primeira casa vizinha era do Margarida cujo pai era tabelião. Mais a frente situava-se o escritório (ou oficina) da Viação Catarinense, que tinha uma pequena rampa de acesso muito boa para executar manobras de bicicleta e claro, colecionar tombos. Na esquina da Alameda com a Sete de Setembro ficava o prédio da Maternidade e esse era o meu limite nessa direção.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Indo na direção oposta o quarteirão era imenso, pois não havia transversais com esse lado da Alameda, exceto o da tal rua de terra. É claro que preferia pedalar para este lado. O temor era passar sem ser visto pela frente da casa da temida &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Frau Scholl,&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; que diziam ficar espiando as crianças choronas pelas frestas das janelas. Tendo sucesso, sucediam-se as casas de gente que não inspirava medo. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Logo depois começava o muro do &lt;u&gt;G. E. Olímpico &lt;/u&gt;, com o largo e sempre aberto portão de acesso. Era impossível resistir o convite para descer a ladeira que nos levava à sede. Tinha que se ter cuidado ao descê-la porque o chão era de terra, com alguns buracos. Nessas peripécias, várias vezes perdi o controle da bicicleta e tomei vários e doloridos tombos. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Era uma vida simples, que em nada se compara aos dias de hoje.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como todos em casa ficamos encantados com &lt;u&gt;Blumenau &lt;/u&gt;e sua gente, a opção mais acessível para ir até &lt;u&gt;Santa Catarina&lt;/u&gt; era por meios próprios, isto é, de carro e o escolhido foi um &lt;u&gt;Citroen&lt;/u&gt; uma espécie de &lt;u&gt;Fusca &lt;/u&gt;daquela época. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como todo &lt;u&gt;Citroen&lt;/u&gt; que se prezasse o nosso era preto e quatro portas, tão contemporâneas como nos anos atuais, porém obrigatórias. Mas o que mais impressionava era o interior pela ausência total do conforto que hoje desfrutamos! Na frente, bancos individuais que não permitiam regulagem na distância para os pedais ou altura. Se você se encaixasse no padrão, sorte sua. Na traseira, o banco era inteiriço. A forração era de um material que parecia plástico, dizia-se oleado, e de cor vermelha (ou encarnada). O painel era o mais simples possível com o volante preto, um único e no painel um único e imenso mostrador, No meio desse painel ficava a alavanca de mudanças, que acionava as três marchas para frente e a ré. O comando do limpador de para-brisa era acionado junto ao teto e somente o que ficava à frente do motorista era elétrico. O do copiloto era a vácuo e a sua velocidade estava condicionada à rotação do motor. Isso quer dizer que se você andasse devagar por causa de uma forte chuva, o que era recomendado, seu carona não ia enxergar absolutamente nada porque a velocidade do limpador de para-brisas daquele lado equivaleria ao “&lt;u&gt;quase parado&lt;/u&gt;”. Um ponto positivo era para o para-brisa dianteiro que permitia articulá-lo, ou seja, através de um comando no painel podia-se abrir uma fresta para ventilação evitando, assim, que os vidros ficassem embaçados. Mas como nas quatro janelas das portas não haviam quebra-ventos, o ganho de ventilação ia, literalmente, por água abaixo. O resultado era vidros totalmente embaçados e água entrando pela fresta dianteira! &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8_kU9duCnhI/Tvj-n-R8mPI/AAAAAAAALBQ/N4pkwlixWo8/s1600/Imagem2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="292px" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-8_kU9duCnhI/Tvj-n-R8mPI/AAAAAAAALBQ/N4pkwlixWo8/s400/Imagem2.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Sr. Anthero Frota de Mattos&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas com tudo isso que o &lt;u&gt;Citroen&lt;/u&gt; possuía, ou deixava de oferecer, era o que tínhamos e para mim, com meus parcos cinco ou seis anos, era realmente o possante que nos levava à Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Essas viagens acontecidas há quase cinquenta anos podiam ser classificadas nos dias de hoje como autênticas provas de rally e como tal dividida em setores.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;O setor 1&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; era o trecho que ia do &lt;u&gt;Rio até São Paulo&lt;/u&gt;. Podia-se dizer que este era a fase mais tranquila, com a extensão totalmente asfaltada, porém com mão dupla. Comparado ao que vinha depois, essa parte da viagem era quase como um aquecimento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;O setor 2&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; começava em &lt;u&gt;São Paulo e ia até Curitiba&lt;/u&gt; e aqui, o bicho pegava. Asfalto, pelo que me recordo era somente até Sorocaba e daí para frente, lama e barro se estivesse chovendo ou, sem chuva, poeira e as irritantes costelas, que eram sulcos feitos na terra pela água da chuva que escorria para as beiras da estrada. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No meio desse trecho ficava a cidade de Registro, ainda no estado de São Paulo e ponto do nosso primeiro pernoite, se tudo corresse bem. Daí para frente iniciava-se a subida da serra para Curitiba. E aí, subir uma baita serra na lama ou dentro da baita nuvem de poeira que os caminhões levantavam, só mesmo para quem gostava muito de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;O setor 3&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; ia de Curitiba até Blumenau, também na terra e idem para as condições. Descia-se a serra até &lt;u&gt;Joinville&lt;/u&gt; para subir novamente até a cidade de Jaraguá. Daí descia-se novamente para um nível pouco abaixo do mar (ou do rio Itajaí-açú) onde estava &lt;u&gt;Blumenau.&lt;/u&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Agora você está inserido no contexto, sente-se ao meu lado e vamos dar inicio a uma fantástica viagem que nos levará à Blumenau&lt;/u&gt;, estado de Santa Catarina!&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Meu pai gostava de sair do Rio lá pelas quatro da manhã. Recordo-me que tinha a sensação de acabar de dormir e logo alguém me acordava para viajar. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Saíamos de Ipanema quase sempre de madrugada e as ruas do Rio neste horário eram rigorosamente desertas. Entretanto, não tínhamos qualquer preocupação caso acontecesse um furo de pneu na temida Avenida Brasil, por exemplo. Parava-se o carro e se trocava o pneu com total tranquilidade. Isso era o &lt;u&gt;Rio de Janeiro&lt;/u&gt;, capital do estado da &lt;u&gt;Guanabara&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não contávamos com o túnel Rebouças ou Aterro do Flamengo e era quase obrigatório trafegar pela orla. Cruzávamos Ipanema, Copacabana que tinha somente uma pista de mão dupla, praia de Botafogo, do Flamengo, Praça Mauá, os armazéns do Cais do Porto, a tal Avenida Brasil e por fim a via Dutra, onde a viagem realmente começava.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Uma vez na via Dutra, bastava que rodássemos alguns quilômetros para deixar para trás o estado da Guanabara e logo estávamos na baixada fluminense que fazia parte do estado do Rio de Janeiro, cuja capital era Niterói. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Deste ponto em diante, os ônibus &lt;u&gt;Morubixabas da Viação Cometa&lt;/u&gt;, GMC importados, hidramáticos e com ar condicionado passavam zunindo a inacreditáveis 100 km/h. Vinham para a “festa” também os caminhões FNM (Fenemês) com as três letras afixadas na grade dianteira da frente achatada, escritas de baixo para cima e os estradeiros eram logo reconhecidos, pois a parte da carga era geralmente coberta com o encerrado Locomotiva.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nosso farnel era composto por duas garrafas térmicas e controlado por minha mãe. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Muito embora meu pai sempre fizesse uma revisão no carro antes de partirmos, era comum a parte elétrica do Citroen logo no início da subida da serra das &lt;u&gt;Araras,&lt;/u&gt; que fica atualmente a uma hora do centro da cidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na primeira oficina elétrica que encontrou aberta e o diagnóstico foi de trocar toda a fiação. Na próxima, na outra e na outra, o mesmo diagnóstico e como meu pai não estava disposto de correr riscos com mecânicos que não conhecia decidiu ignorar este “pequeno probleminha” e estabeleceu que somente viajaríamos de dia!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E atravessar a serra das &lt;u&gt;Araras&lt;/u&gt; era duro mesmo naquele tempo. A subida e descida eram feitas no lado que hoje é utilizado somente para a descida, com todas aquelas curvas apertadas. E para que ninguém esqueça, seguíamos no escuro, na rabeira de um Fenemê, respirando toda aquela fumaça que era despejada na nossa frente, a quase estonteantes 5 quilômetros por hora! A primeira vez que se trafega sem iluminação é apavorante. Depois, mais acostumados com o fato a situação perde um pouco o suspense... &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Muitas vezes íamos a “reboque” de algum caminhoneiro que percebendo o nosso problema com os faróis colaborava, sinalizando tudo que podia. Quando clareava o dia e o deixávamos para trás, agradecíamos a ajuda com vários toques de buzina, que eram também retribuídos, tudo na maior cordialidade e que vai desaparecendo neste insosso século XXI. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dia claro pela frente chegávamos às vezes a estonteante velocidade de 80 quilômetros por hora, a velocidade máxima que meu pai admitia e assim mesmo no plano e em retas longas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Com sorte, chegávamos perto de Resende lá pelas 9 da manhã, que era local da primeira parada e sempre no posto de venda da fabrica do Ovomaltine, à beira da estrada. Enquanto eu ia com minha mãe tomar o achocolatado, meu pai ainda tentava encontrar um bom e honesto mecânico que resolvesse o problema da parte elétrica. Sempre, minha mãe e eu tínhamos mais sucesso!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Horas depois chegávamos à capital paulista onde sempre nos perdíamos para dela sair. Depois de muito tentar São Paulo finalmente ficava para trás, entravamos no setor 2 onde havia aventura para todos os gostos. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Chegava-se à Sorocaba com alguma facilidade, pois a estrada era asfaltada. De Sorocaba em diante, as cidades iam se revezando com uma procissão e à medida que avançávamos, a estrada piorava. O que não dava para acreditar que uma estrada que mais parecia uma picada era a única via de ligação do sudeste com o sul, regiões consideradas como as mais importantes do país, coalhadas de indústrias, fábricas e forte agricultura.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas esse &lt;u&gt;Brasil&lt;/u&gt; antigo ainda é muito parecido com &lt;u&gt;Brasil atual&lt;/u&gt;. Muitos anos depois e com muito custo construíram a &lt;u&gt;Regis Bittencourt&lt;/u&gt;, uma estrada que já nasceu perigosa. Portanto, nada a estranhar uma quantidade elevada de acidentes mortes em uma via que foi dimensionada para o tráfego dos velhos fenemês e que hoje é percorrida por veículos modernos, turbinados, etc. e tal.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tínhamos ainda pela frente terra, poeira, barro que se alternavam em função das condições climáticas. Como viajamos quase sempre no verão, época das chuvas, o barro e a lama eram companhias quase constantes, porém o pequenino carro os encarava com total galhardia. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Muitas vezes íamos muito além do que se podia esperar pelas condições da estrada, mas em algum momento atolávamos. Nas primeiras atoladas meu pai descia do carro para pedir ajuda calçado em sapatos e quase sempre retornava com ditos nas mãos, as meias e a barra da calça, dobrada evidentemente e cobertas de lama. Com o passar do tempo, já descia descalço, mesmo...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Havia situações em que o lameiro não era tão alto e o que nos impedia atravessar era o barro alto se ajuntava entre as rodas dos caminhões. Chamava-se de talude e imobilizavam os veículos baixos que teimavam enfrentá-los. Muitas vezes eram tantos que não havia alternativa senão tentar trafegar por cima deles, porém tampouco dava certo. E de repente, lá estava você totalmente imobilizado como um caranguejo no brejo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando começava a chover sobre a terra seca acontecia outro fenômeno. Formava-se uma camada de lama sobre a superfície da estrada que era extremamente escorregadia que fazia os pneus deslizar alucinadamente e sem qualquer tipo de tração. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Todos esses percalços faziam com que nossa média fosse de três ou quatro horas para percorrer trechos de apenas cinquenta quilômetros. E sempre no auge da chuvarada, o limpador de para-brisas dava pane. Somente restava em funcionamento do limpador a vácuo, que ficava à frente da minha mãe. Mas como eu já disse, a velocidade de funcionamento dependia da rotação do motor e nessas condições se andava muito devagar, quando se andava, o movimento do limpador beirava o imperceptível! &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A chuva, a lama e a ausência de funcionamento do limpador de para-brisas já bastariam para criar um clima de aventura às nossas viagens, mas não eram somente estes os vilões. Trafegar à noite, sem faróis e sem sinalização não era brincadeira! Por isso, quando começa a escurecer e ainda estávamos na estrada dava frio na barriga. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas sempre que tínhamos algum problema os caminhoneiros paravam para ajudar. E dava dicas também. Um deles disse que quando acontecessem panes no limpador de para-brisas bastava esfregar folhas de amendoeira sobre o vidro para que a água da chuva escorresse. Não era uma grande melhora, mas era a que se podia ter. Daí para frente, folhas de amendoeira não podiam faltar nas nossas viagens. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E foi nesse setor 1 que tivemos uma experiência que será difícil de esquecer! &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não me recordo com exatidão em que ano aconteceu, mas certamente não foi nem na primeira e nem na ultima viagem com o Citroen. O certo é que estávamos no estado de São Paulo entre as cidades de Apiaí, Capão Bonito ou Ribeira, debaixo de um temporal daqueles e que já durava algumas boas horas e novamente sem a ajuda daquele instrumento indispensável: o limpador de para-brisas! &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
De repente, todos que estavam a nossa frente pararam e nós, também. Meu pai desceu para se informar e logo voltou. Uma ponte que teríamos que atravessar adiante fora arrancada pelas águas do rio, que transbordara. Teríamos que retornar alguns quilômetros e pegar uma estrada alternativa, torcer para que o rio não tivesse arrancado a outra ponte para depois retornar para a estrada principal. E assim, fizemos. Nós, e quase todo mundo que estava parado. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Depois de muito penar, chegamos a tal estrada que não passava de um atalho. Tinha a largura que abrigava justo, um caminhão. De quando em quando, a estrada sumia e trafegávamos pelo mato. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A cena era impagável: o limpador de para-brisas quebrado e meu pai, com o braço para fora, esfregando as folhas de amendoeira sobre o vidro. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando vinha algum caminhão no sentido contrário tinha que se fechar a janela para se proteger da lama que era jogada contra nós e cobria todo o carro! Não se esqueçam de que a única pessoa que até então enxergava alguma coisa à frente era minha mãe até que a lama levantada nos atingisse! Nessa hora se instalava um certo pânico a bordo porque andávamos alguns metros em total voo cego! &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Retomando, para nossa sorte a tal ponte ainda estava lá. O problema é que depois da travessia havia uma forte lombada coberta por um lameirão que inibia qualquer tentativa dos mais ousados. Nova parada técnica e lá se vai o meu pai conversar com os caminhoneiros. Para nossa sorte (ou azar), sempre havia algum que acabava convencendo meu pai que o Citroen tinha como transpor mais essa parada. A “estratégia” era de atravessar a ponte o mais embalado que pudesse para que a “velocidade” ajudasse a subir o ladeirão. Vale dizer que a tal ponte era de madeira e estreita, com passagem de somente um carro, por vez. Para atravessá-la, você tinha que por as rodas apoiadas sobre as toras de madeiras que formavam a pista que, infelizmente, não estavam unidas ou alinhadas às outras. Portanto, o ajuste tinha que ser muito fino senão havia o risco de cair no rio! &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas a sorte já tinha sido lançada! A travessia da ponte foi mais ou menos tranquila, porém o embalo que conseguimos para encarar o subidão não deve ter passado dos &lt;u&gt;10 quilômetros por hora!&lt;/u&gt; E nesta estonteante velocidade começamos a subir, com lama em todos os lados. E o valente Citroen vai subindo, subindo... e atola. Sem tração para continuar subindo, começamos a escorregar de ré, entortando para o lado que havia um barranco. Por pura sorte, caímos em um &lt;u&gt;imenso buraco e o carro parou&lt;/u&gt;. Meu pai deu a ordem para que ninguém se mexesse, temendo que um movimento despregasse o carro da lama e nos levasse para o tal barranco. Mas como tudo parecia “firme”, meu pai abriu a porta, saltou. Havíamos naufragado mesmo, cercados de lama por todos os lados. Para sentir a situação, abri a porta traseira e via a roda daquele lado enterrada na lama, até a metade. Meu pai acenou para os que estavam na ponte e para os que estavam em cima da ladeira e a solidariedade mais uma vez foi demonstrada. Nem sei como, mas o pessoal conseguiu reunir cabos ou cordas que foram presas no Citroen e amarrados em um caminhão, em cima do ladeirão que nos puxou, morro acima. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E naquele dia, além das caminhonetes de tração nas quatro rodas, houve um valente Citroen, do estado da Guanabara, que foi o único a conseguir atravessar aquele mar de lama e seguir viagem!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Raríssimas foram as vezes que conseguimos chegar à Registro, que era o meio do caminho entre &lt;u&gt;São Paulo e Curitiba&lt;/u&gt;, ao término do primeiro dia de viagem. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pernoitávamos com alguma frequência em cidades como Capão Bonito ou Ribeira que, na época, eram apenas vilarejos. Dormíamos também em hotéis de beira de estrada que milagrosamente apareciam e era melhor pernoitar ali porque do que arriscar passar a noite em algum atoleiro. Lembro-me de dormir várias vezes sobre o vestido da minha mãe, porque as roupas de cama desses hotéis não eram “de confiança”, como meu pai dizia. Mas com ou sem roupa de cama, o fato é que batíamos na cama exaustos e dormíamos (pelo menos, eu) instantaneamente. Ao clarear o dia, já estávamos novamente na estrada.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Chegar à &lt;u&gt;Registro&lt;/u&gt; era uma vitória e quase sempre almoçávamos por lá. Não sei se daí para frente a estrada melhorava mas o fato é que os maiores apertos aconteciam antes de Registro. Dali até &lt;u&gt;Curitiba&lt;/u&gt; era mais ou menos tranquilo. O complicador era subir a serra tendo pela frente uma fila interminável de caminhões. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas o valente &lt;u&gt;Citroen&lt;/u&gt; era valente mesmo e no fim do segundo dia, chegávamos à Curitiba onde a oferta de hotéis era muito melhor do que nas cidades que passávamos. Noite bem dormida e um bom café da manhã e todos com forças renovadas para o ultimo trecho da viagem, o setor 3, que ia de &lt;u&gt;Curitiba à Blumenau&lt;/u&gt;. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-S2YGk4XP27U/TvkAT7u6RuI/AAAAAAAALBc/OaGoOkE5_bI/s1600/b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="248px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-S2YGk4XP27U/TvkAT7u6RuI/AAAAAAAALBc/OaGoOkE5_bI/s400/b.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Foto : Flavio Monteiro de Mattos, em 1956, no trecho da estrada entre &lt;u&gt;Curitiba/Blumenau&lt;/u&gt;, em &lt;u&gt;Jaguariaíva&lt;/u&gt;, e que no texto é citada como a "Capela onde fazia promessas para passar de ano".&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Esta etapa era a mais tranquila de todas e lembro que a cruzar uma determinada ponte, antes ou depois de &lt;u&gt;Jaguariaíva&lt;/u&gt; havia uma cachoeira e uma capela, onde quase sempre parávamos. O curioso é que sempre que passávamos por lá, minha mãe pedia para parar e como era um local agradável e fresco, meu pai abria uma das poucas concessões. Na verdade, minha mãe me carregava para rezar e que pedisse para passar de ano, ter boas notas e essas coisas. Eu &lt;u&gt;rezava&lt;/u&gt;, de fato, mas empregava todo o fervor em pedir que um professor de matemática que dava aula no colégio onde estudava fosse chamado de volta para a Espanha ou se não desse, que ficasse mudo para o resto da vida. Hoje tenho certeza que o meu fervor nas orações não foi suficiente para sensibilizar o &lt;u&gt;Criador,&lt;/u&gt; já que o tal padre não voltou para a Espanha... &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Seguindo viagem, depois dessa ponte deixávamos o &lt;u&gt;Paraná&lt;/u&gt; para trás, descíamos a serra para outra vez viajarmos ao nível do mar. O primeiro indício que estávamos no estado de &lt;u&gt;Santa Catarina&lt;/u&gt; era o calçamento das ruas em paralelepípedos, que se iniciava quando entrávamos nos perímetros urbanos das cidades. O segundo, a grande quantidade de ciclistas, na maioria os operários indo ou vindo das indústrias onde trabalhavam. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Outra coisa que notava eram as casas de madeira nas áreas do que hoje chamamos de periferia eram levantadas do solo por bases de tijolos e não entendiam como ficavam equilibradas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E assim iam desfilando as cidades pela janela do &lt;u&gt;Citroen&lt;/u&gt;. Quase sem perceber chegávamos à &lt;u&gt;Joinville&lt;/u&gt;, a cidade dos &lt;u&gt;Príncipes,&lt;/u&gt; muito bonita e bem tratada, mas cá entre nós, não chegava aos pés de &lt;u&gt;Blumenau&lt;/u&gt;!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Alguns quilômetros depois, subíamos novamente para Jaraguá pela serra que se apresentava com curvas fechadas e, claro, muitos caminhões. Não me lembro se já havia ligação pelo litoral, mas tenho quase certeza que o acesso atual somente foi aberto anos mais tarde. Lá pelas quatro ou cinco da tarde do terceiro dia de viagem, dependendo de como estava a situação na serra, cruzávamos o rio Itajaí por sobre uma ponte de ferro, em arcos. Logo depois, Blumenau surgia à nossa frente. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SU4tvuigwQE/TvkA8yzVQFI/AAAAAAAALBo/p9Dilu9bCAo/s1600/a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="273px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-SU4tvuigwQE/TvkA8yzVQFI/AAAAAAAALBo/p9Dilu9bCAo/s400/a.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Foto : Ano 1949, na residência dos tios José Ribeiro de Carvalho/Cybelle, na Alameda Rio Branco. &lt;u&gt;Senhora Celeste&lt;/u&gt; com os sobrinhos &lt;u&gt;Carmem Lúcia&lt;/u&gt; e &lt;u&gt;Otávio&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A cada chegada havia um novo &lt;u&gt;primo&lt;/u&gt; ou &lt;u&gt;prima&lt;/u&gt; recém-nascida. Ainda quando toda essa turma, ou parte dela, cabia na casa da &lt;u&gt;Alameda Rio Branco&lt;/u&gt; as brincadeiras eram infindáveis. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O futebol ocupava grande parte do tempo. Havia também os passeios de bicicleta que já mencionei e outras brincadeiras, um pouco mais “elaboradas”. Dessas, a mais perigosa foi sem dúvida quando junto com os primos maiores resolvemos dar um fim nas casas de marimbondos que infestavam o beiral do telhado e que por vezes, interrompiam nossas brincadeiras. O plano era de queimarmos todas as “residências” que ali haviam e para isso os instrumentos utilizados foram uma vara de bambu bem longa tendo na ponta um pano embebido em álcool que, em momento certo, seria ateado ao fogo. Feitos os preparativos, o escolhido para a missão de fritura dos marimbondos foi, é claro, eu! Lembro que nem deu tempo para correr, pois logo fui picado por um marimbondo vermelho. Até então não sabia que era alérgico ao veneno, mas logo descobriram porque passei a ter dificuldades de respirar. Fui levado às pressas para o Pronto Socorro e atendido pelo &lt;u&gt;Dr. Abelardo Vianna.&lt;/u&gt; Ele disse à minha mãe que se tivesse sido picado por mais outro marimbondo teria certamente morrido...&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4YbGLboTLTA/TvkBYyCJTpI/AAAAAAAALB0/bfBhFh4mgKk/s1600/3+-+RuaXV+a+partir+da+ig+SPdecada40.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="262px" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-4YbGLboTLTA/TvkBYyCJTpI/AAAAAAAALB0/bfBhFh4mgKk/s400/3+-+RuaXV+a+partir+da+ig+SPdecada40.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Rua XV de Novembro Blumenau&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Imagem - Comerciante e Cineasta &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Willy Sievert&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas as melhores brincadeiras dessa época aconteciam na tal rua de terra e sem saída onde ficava a casa da minha tia-avó. Juntava uma &lt;u&gt;“piazada”&lt;/u&gt; que morava na rua e nas redondezas e formávamos uma tropa para ninguém botar defeito.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Houve a fase das pescarias e meu pai desaparecia com o &lt;u&gt;Zé Luís&lt;/u&gt;, por semanas inteiras. Depois, veio a fase dos passarinhos e sempre haviam gaiolas dentro do carro. Minha função era de abastecê-las com água e quando parávamos, meu pai as tirava para fora do carro para que os passarinhos renovassem forças para as próximas etapas da viagem. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-w2Bk_KAlU1I/TvkBozSo9XI/AAAAAAAALCA/PrpwNlinz7w/s1600/c.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="237px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-w2Bk_KAlU1I/TvkBozSo9XI/AAAAAAAALCA/PrpwNlinz7w/s400/c.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Foto : 1958, Senhora Maria Celeste e Flávio no sítio do folclórico "seu Bitú", nos arredores de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não sei se os canários que iam eram os mesmos que voltavam, pois o seu Bitú, um personagem meio folclórico que surgiu nessa época em Blumenau e por causa dele, passei a ser obrigado a dividir o meu espaço no banco traseiro do Citroen com gaiolas de passarinhos. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Seu Bitú era de estatura mediana, andava sempre vestido de jardineira e um chapéu enfiado na cabeça. Morava nos arredores de &lt;u&gt;Blumenau &lt;/u&gt;em uma casa que ficava sobre uma colina de onde se tinha uma bela visão do rio Itajaí-Açú. Toda vez que chegávamos à &lt;u&gt;Blumenau&lt;/u&gt; vindo pela serra de Jaraguá, passávamos pela sua casa. Além de um grande viveiro para os passarinhos, havia horta, pomar e outras coisas do gênero. Lembro que ele tinha um carro azul e parecia estar enguiçado há muito tempo, porém toda vez que foi solicitado a funcionar, funcionou sem maiores problemas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Uma ocasião, meu pai e o seu&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Bitú&lt;/strong&gt; &lt;/u&gt;resolveram pescar no rio em frente casa e eu os acompanhei. Utilizavam uma pequena canoa a remo e tive muito medo porque a água ficava muito próxima. O seu &lt;u&gt;Bitú&lt;/u&gt;, percebendo meu desconforto fez um terrorismo dizendo que não pusesse a mão na água por causa dos jacarés que haviam e eu, com mais medo ainda, não ousei por um dedo na água. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lembro-me de muita coisa, é verdade, mas não lembro terem pescado peixe algum daquela vez. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O ciclo de viagens com o valente &lt;u&gt;Citroen &lt;/u&gt;encerrou-se no início dos anos 60 e o fato que decidiu seu destino foi um acidente que sofremos, ao retornar para o Rio numa dessas viagens. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Seguíamos no trecho entre &lt;u&gt;Curitiba e São Paulo&lt;/u&gt;, o tal mais difícil e perigoso. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lembro que havíamos dormido em uma pequena cidade do interior de São Paulo e levantamos bem cedo, para seguir viagem. Estava meio noite e meio dia, na hora que se costumava chamar de lusco-fusco. Ainda com sono, encolhi-me no pequeno espaço que me sobrava no banco traseiro junto com as gaiolas de passarinhos e até hoje não sei direito o que aconteceu. O que posso garantir é que não estávamos correndo porque velocidade nunca foi o forte do meu pai. Disse ele que veio sobre nosso carro outro, em sentido contrário e não para evitar a batida teve que manobrar bruscamente. Com isso nosso carro derrapou sobre o chão de terra, subiu desgovernado em um barranco que ficava à margem da estrada e lá tombou sobre o lado do motorista. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu que estava no banco traseiro, voei por cima do banco dianteiro e encaixei aonde ficavam os pedais do Citroen. Minha mãe caiu por cima do meu pai e logo que entendeu a situação tentou encontrar apoio para abrir a porta, mas não conseguiu. Logo, os caminhões começaram a parar e seus motoristas subiram na lateral do Citroen e nos tiraram do interior do carro. Meu pai foi o que deu mais trabalho, pois prendera o pé em alguma coisa. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Com todos do lado de fora, os que pararam ainda ajudaram a desvirar o carro, que pouco amassara. Constatou-se que uma barra da direção havia rompido e segui com minha mãe de carona em um caminhão até a cidade de onde havíamos saído para providenciar um reboque. Durante todo o dia, meu pai procurou a tal peça na cidade, mas não houve como encontrar uma substituta. O jeito foi deixar o carro lá e seguir viagem de ônibus. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dia depois, já no Rio meu pai comprou a tal peça e retornou com minha mãe à cidadezinha para o conserto do carro. Só que aconteceu outro problema. Quando retiraram a peça danificada o parafuso que a segurava também se estragou e não havia outro para substituí-lo. A solução encontrada foi fixá-la com um fio de aço e trafegar com muito cuidado. Minha mãe conta que foi uma viagem terrível, pois a cada curva para o tal lado não se podia virar todo o volante, pois havia o risco do fio romper e o carro ficar sem direção. Quando chegaram, meu pai comentou que em várias curvas teve a certeza que iam entrar embaixo dos caminhões que trafegavam no sentido contrário, mas o fio aguentou e o &lt;u&gt;Citroen &lt;/u&gt;enfrentou mais essa, que foi o seu “canto do cisne”. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Depois que o valente &lt;u&gt;Citroen &lt;/u&gt;passou para outras mãos, chegaram lá por casa outros carros. Primeiro um imenso Buick, que meses depois fez algumas viagens à Blumenau sem que nada excepcional acontecesse. Anos depois o Buick foi substituído por um Chevrolet, que proporciou uma passagem curiosa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O ano era &lt;u&gt;62 ou 63&lt;/u&gt; e grande parte do trajeto já estava asfaltada. Havíamos deixado Curitiba para trás, descemos a serra e quando alcançamos Joinville havia a opção de seguir pela serra de Jaraguá, que estava em condições normais de uso ou utilizar a nova, que estava quase pronta e nos levaria direto à Itajaí com a vantagem de ter um trajeto mais curto do que o da serra. Meu pai nem pestanejou e seguimos pela segunda alternativa. Entretanto, as condições de tráfego dessa escolha estratégica eram tão ruins que quando chegamos ao entroncamento que liga Itajaí à Blumenau, passava da meia noite. Meu pai, exausto, estacionou e disse que dali para frente não tinha mais condições de dirigir e alguém que não ele, poderia assumir o posto de pilotagem. E foi para o banco traseiro, dormir. Minha mãe, que tinha pavor de dirigir muito embora houvesse feito uma tímida tentativa de aprender, assumiu o volante. Mas guiar não era mesmo o seu forte. Arrastamo-nos por vários quilômetros atrás de caminhões porque o medo dela era tanto que não conseguia acelerar o carro para ultrapassá-los e lá pelas tantas, meu pai acordou e percebeu que estávamos quase no mesmo lugar em que paramos. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RLMr4Iv8oHU/TvkCLM71hiI/AAAAAAAALCM/HrPJDARn0f0/s1600/4+Hotel+Holetz+bl.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="90px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-RLMr4Iv8oHU/TvkCLM71hiI/AAAAAAAALCM/HrPJDARn0f0/s400/4+Hotel+Holetz+bl.JPG" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ele sugeriu que me deixasse dirigir e minha mãe acabou por concordar. Sentei-me no colo dela e cuidava do volante e marchas, enquanto minha mãe se responsabilizava pelo freio e acelerador. E assim fomos, em dupla, até que depois de um bom tempo, surgiu à nossa frente &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Blumenau&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, com o prédio do Grande Hotel sobressaindo entre os telhados e árvores, a pequena ponte da XV e o Itajaí, fluindo placidamente, margeando os prédios baixos da cidade. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fomos direto para o &lt;u&gt;Grande Hotel&lt;/u&gt;. A cor do carro deixara de ser creme e se tornara um bonito marrom estrada. Meu pai saltou e demorou muito para retornar e quando o fez disse que o recepcionista recusou a hospedagem por achar que éramos caminhoneiros. Recomendou que o hotel mais apropriado fosse o Rex, pois achava que nem o Glória nos aceitaria. O recepcionista somente liberou nossa estada quando meu pai mostrou sua carteira de identidade do Ministério da Fazenda. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
As surpresas nas estradas eram quase nulas, mas as mudanças aconteciam mesmo era em Blumenau. A família dos primos já havia crescido o suficiente para não caberem mais no andar &lt;u&gt;superior da casa da Alameda e se mudaram para uma casa na rua Frederico Guilherme Busch.&lt;/u&gt; Se não estiver errado, era uma casa azul de três andares. Na frente tinha uma espécie de piscina, onde tomávamos banho em quase todos os dias de sol. Numa das esquinas dessa rua havia um campinho de futebol onde batíamos intermináveis peladas. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Às vezes acompanhava minha mãe pela XV e eram inevitáveis as paradas na &lt;u&gt;Casa Flamingo&lt;/u&gt;, onde éramos atendidos pelo próprio Augustinho Schramm, que tinha sempre uma estória para contar. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Obrigatórias também eram as visitas à &lt;u&gt;Moellmann e a Hering&lt;/u&gt;. Lembro-me de uma casa na XV que parecia um castelo, com direito, a brasão e bandeiras alemãs entrecruzadas junto ao telhado. Fazia questão de dar uma parada no Kiekebusch, que ficava na esquina da XV com a Alameda. Os carros de molas foram substituídos na minha preferência pela “banana split” que era servida no restaurante do &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Grande Hotel.&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já não se via tantas “carroças” circulando pela cidade como antes, como também ficava difícil ver trafegar os pequenos caminhões com caçambas eram de madeira. Desapareciam as lambretas de três rodas, que tinham cabines fechadas e limpadores de para-brisas. Algumas lojas ainda permaneciam intactas, mas a modernidade se fazia presente com chegada da &lt;u&gt;Prosdócimo&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pelas ruas, a língua mais falada já não era o alemão.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Flavio Monteiro de Mattos&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Rio de Janeiro, 22/12/11.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Arquivo: Anthero Frota de Mattos , Maria Celeste Monteiro de Mattos, Flavio Monteiro de Mattos e Adalberto Day&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-8647110276043908104?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/8647110276043908104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=8647110276043908104' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/8647110276043908104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/8647110276043908104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2012/01/blumenau-e-sua-gente.html' title='- Blumenau e sua Gente'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-alCFQUJaMT0/TwC2c1ToMWI/AAAAAAAALFY/aDkxlY0ZN9s/s72-c/BLOG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-3926542178834252154</id><published>2011-12-25T00:01:00.014-02:00</published><updated>2012-01-19T10:37:28.909-02:00</updated><title type='text'>- Inri Cristo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wFkw8_d_9P0/TutyVtQgnVI/AAAAAAAAK8U/RJfDzTgYNk8/s1600/Braga+002.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-wFkw8_d_9P0/TutyVtQgnVI/AAAAAAAAK8U/RJfDzTgYNk8/s200/Braga+002.jpg" width="159px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em histórias de nosso cotidiano, apresentamos um texto do Jornalista e escritor &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Carlos Braga Mueller,&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; que nos relata Sobre &lt;u&gt;INRI CRISTO&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;ANTIGAMENTE EM BLUMENAU, O RÁDIO ERA ASSIM&lt;/strong&gt;.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por Carlos Braga Mueller&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-a37z3lXm5lg/TutymYpMaZI/AAAAAAAAK8c/cxWGShHbJVg/s1600/O+Cinema+em+Blumenau+parte+XI.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160px" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-a37z3lXm5lg/TutymYpMaZI/AAAAAAAAK8c/cxWGShHbJVg/s400/O+Cinema+em+Blumenau+parte+XI.JPG" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A Rádio Clube de Blumenau, que ostentava antigamente um honroso prefixo PR (PRC-4) prepara-se para comemorar seus 80 anos de vida.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dos meus tempos de &lt;strong&gt;&lt;u&gt;PRC-4,&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; me voltam à memória alguns momentos que valem a pena registrar:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;O INRI CRISTO COMEÇOU NA RÁDIO CLUBE&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vs-C_S74kgk/Tut0as6kCCI/AAAAAAAAK8s/BIYvWETYZxk/s1600/Radio+Mundial+mod+MT47+003.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="216px" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-vs-C_S74kgk/Tut0as6kCCI/AAAAAAAAK8s/BIYvWETYZxk/s320/Radio+Mundial+mod+MT47+003.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
Na segunda metade da década de cinquenta eu era locutor de estúdio da &lt;u&gt;PRC-4 Rádio Clube de Blumenau&lt;/u&gt;. De "estúdio" eram os locutores que liam as mensagens publicitárias (os reclames) e anunciavam os nomes das músicas que eram rodadas na programação.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O locutor ficava em uma sala forrada com material que evitava eco e à sua frente, em sala separada por um vidro, ficava a técnica de som, como era chamada a aparelhagem onde se conectavam os microfones e os toca discos, os "pratos", que recebiam discos em 78 rotações ou em 33 rpm, os então recém chegados long-plays, que novidade !&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Se os 78 de cera quebravam ao cair no chão e tinham agulhas descartáveis, os LPs podiam cair que não estragavam e as agulhas de diamante duravam uma eternidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
Pois bem. Certo dia um dos nossos operadores de som teve que deixar a rádio, se não me engano para servir o Exército.&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
Era filho do seu&lt;u&gt;&lt;strong&gt; &lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Theiss&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, um homem boníssimo, conhecido pela cidade inteira, porque vendia bilhetes de loteria, principalmente nas lojas da Rua 15. Ia passando pelas calçadas e na frente de cada loja gritava: &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Olha a loteria. Vão querer?&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O filho do seu &lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Theiss&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; procurou o seu Flávio Rosa, nosso Diretor, e disse que tinha um irmão mais novo, dos seus 15 anos, que podia aprender a ser técnico de som. E veio o jovem aprendiz.&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
Foi duro ensiná-lo a operar aqueles botões. Quantas e quantas vezes eu anunciava a música e tinha que sair da mesa de locução, pé ante pé, e chegar até a mesa de som para desligar o botão do microfone! Ele simplesmente esquecia-se de cortar o som da cabine de locução.&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
O jovem me olhava com cara de culpado ... mas fazer o que ? Um dia ele aprenderia. Logo, porém, ele jogou a toalha e foi em busca de outro emprego.&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
Passaram-se os anos e eis que vejo uma reportagem, não sei se na revista &lt;strong&gt;&lt;u&gt;"Manchete"&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; ou no &lt;u&gt;&lt;strong&gt;"O Cruzeiro",&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; mostrando a reencarnação do filho de Deus na terra ! E quem estava lá, estampado?&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EQxp8AIxZSI/Tuty7ErCqqI/AAAAAAAAK8k/2pgsR4XiYSA/s1600/inri-cristo-001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240px" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-EQxp8AIxZSI/Tuty7ErCqqI/AAAAAAAAK8k/2pgsR4XiYSA/s320/inri-cristo-001.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: center;"&gt;
A foto está neste link: &lt;a href="http://profetada.com.br/?p=776"&gt;http://profetada.com.br/?p=776&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
O jovem Thais, que havia sido nosso operador de som na PRC-4. Ele se auto intitulava agora &lt;u&gt;INRI CRISTO&lt;/u&gt; e, pasmem, tinha até carteira de identidade com esse nome, que fazia questão de mostrar aos que duvidavam da sua identidade divina.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Deixara crescer a barba, falava com os "erres" de pastor evangélico, e se fazia cercar de apóstolos e apóstolas. Todos trajando mantas brancas, como ele.Thais... digo INRI, tinha fincado sua sede em Curitiba.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ainda hoje &lt;strong&gt;&lt;u&gt;INRI CRISTO se intitula o filho de Deus&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;. Os cabelos longos embranqueceram, a coroa que usa é de seda e não tem mais espinhos. Continua com muitos seguidores, mas é bufão quando vai a TV dar entrevistas. Os apresentadores se divertem com ele. Mas como não faz mal a ninguém, &lt;u&gt;INRI CRISTO&lt;/u&gt; circula bem entre a moçada do rádio e da TV. Ratinho, até por ser também de Curitiba, é um que dispensa muita atenção ao profeta.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E nós, que o conhecemos adolescente, podemos dizer que um dia tivemos problemas com o Cristo em pessoa!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aliás, quando INRI lá pelos anos 70 provocou um escândalo em uma igreja do Pará durante uma festa, açoitando os infiéis que "haviam transformado a casa de Deus em um bazar", chamaram a polícia e o delegado logo o soltou. Perguntado por que, o homem da lei foi enfático:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- E se ele for mesmo o filho de Deus?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;História&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Eu conheci o INRI CRISTO,&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; quando ainda jovem no bairro da Velha, e ainda se chamava Álvaro Thais. Durante o início dos anos 1970, muitas vezes o encontrei pela Rua XV de Novembro - praças públicas, fazendo suas pregações. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;INRI CRISTO nasceu em Indaial,&lt;/u&gt;&amp;nbsp; estado de &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Santa Catarina&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, em 22/03/1948. A parteira que testemunhou o nascimento entregou o menino de origem desconhecida a um casal de camponeses alemães católicos, Wilhelm e Magdalena &lt;strong&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Theiss&lt;/span&gt;.&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; &lt;u&gt;INRI CRISTO&lt;/u&gt; frequentou a escola Pedro II e &amp;nbsp;Adolfo Konder, em Blumenau , tão somente até o terceiro ano primário. Deixou de estudar , pois tinha que carregar água para ajudar a mulher que o criara no ofício de lavadeira, a fim de contribuir no sustento da família.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desde a infância &lt;u&gt;INRI &lt;/u&gt;obedece a uma voz forte e poderosa que lhe fala no interior da cabeça; obediente a esta voz abandonou o aconchego do lar aos 13 anos, passando a viver independente da família de criação.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ainda jovem, trabalhou como verdureiro, entregador de alimentos, padeiro, mascate, garçom vendedor de rifas. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Em 1969, iniciou a vida pública como profeta&lt;/u&gt;, apresentando-se como Iuri; falava nas rádios anunciando o porvir e ajudava as pessoas com a solução de seus problemas. Por ser ateu, vivia como profeta de um DEUS desconhecido. Em 1971, começou a falar nas televisões, o que lhe possibilitou conhecer os mais altos escalões sociais. Este período facultou-lhe um minucioso estudo na escola da vida e lhe rendeu o conhecimento puro de ciências humanas, que não se aprende nos livros nem nas academias convencionais, necessário para o cumprimento de sua missão. Em 1976, no caminho da transcendência espiritual, INRI tornou-se vegetariano. &lt;u&gt;Em 1978, saiu do Brasil e peregrinou por diversos países da América Latina. Em setembro de 1979,&lt;/u&gt; obediente à mesma voz que o comanda, submeteu-se ao jejum em Santiago do Chile, ocasião em que a voz se revelou como sendo seu &lt;strong&gt;&lt;u&gt;PAI, SENHOR e DEUS, o DEUS&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; de Abraão, de Isaac e de Jacó, revelando-lhe, igualmente, sua identidade, ou seja, que era o mesmo Cristo crucificado há quase dois mil anos. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Passou a viver como apátrida, peregrinando por vários países e cidades do mundo, especialmente Europa e América Latina, sempre proferindo sermões ao público de cada cidade. Apátrida porque, obediente à voz em sua cabeça, incinerou todos os seus documentos civis (onde constava seu nome de batismo, &lt;u&gt;Álvaro Thais&lt;strong&gt;,&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; por seu nome novo ser &lt;u&gt;INRI CRISTO,&lt;/u&gt; como afirma que DEUS lhe revelou. Foi expulso de vários países, como Estados Unidos e Inglaterra, mas bem acolhido na França por nove meses. Nessas peregrinações foi preso mais de 50 vezes, por não possuir pátria. Já de volta ao Brasil (por extradição), em 28 de fevereiro de 1982 praticou o que diz ser Ato Libertário ("anulação da Igreja Católica..."), em Belém do Pará. vivendo como apátrida até 24 de outubro de 2000, data em que o egrégio Tribunal de Justiça do Paraná expediu acórdão determinando a retificação da certidão de nascimento de Inri Cristo junto ao &lt;u&gt;Cartório de Registros Públicos da Comarca de Indaial-SC, e reconheceu sua nova identidade&lt;/u&gt;, passando a constar legalmente em todos os documentos civis (Passaporte, RG, CPF, CNH, etc...) "INRI CRISTO" como seu legítimo nome.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Adalberto Day/cientista social e pesquisador da história&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Para saber mais acesse :&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://carlostonet.wordpress.com/2011/12/01/ratinho-inri-cristo-e-eu/"&gt;http://carlostonet.wordpress.com/2011/12/01/ratinho-inri-cristo-e-eu/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TvZllaMOWfQ/TvxtdAG58sI/AAAAAAAALEE/uH_bol0c1SE/s1600/inri_em_blumenau.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="272px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-TvZllaMOWfQ/TvxtdAG58sI/AAAAAAAALEE/uH_bol0c1SE/s400/inri_em_blumenau.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Entrevista concedida em 1983 ao jornalista Carlos Tonet&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Carlos Braga Mueller&lt;/u&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Jornalista e escritor&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Arquivo Dalva e Adalberto Day&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
***********&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;ADENDO&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;SERIA MESMO INRI CRISTO O JOVEM APRENDIZ DE SONOPLASTA EM BLUMENAU?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Surgiu agora uma dúvida. Seria o jovem &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Álvaro Thais&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; o aprendiz de sonoplasta da PRC-4 Rádio Clube de Blumenau há 50 anos ?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sobre este assunto, recebemos correspondência do próprio INRI CRISTO, assinada por sua assessora e discípula Assinoê Oliveira, na qual ele contesta ter trabalhado na &lt;strong&gt;&lt;u&gt;PRC-4,&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; esclarecendo que foi um irmão seu que prestou serviços naquela emissora.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Todavia, expressa a vontade que sempre teve em sua pré-adolescência de atuar naquela rádio de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Reproduzimos abaixo a correspondência que recebemos de INRI CRISTO e em seguida vocês poderão ler mais algumas considerações do jornalista &lt;u&gt;Carlos Braga Mueller&lt;/u&gt;, autor da matéria neste blog.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Correspondências (via e-mail)&amp;nbsp;recebidas de INRI CRISTO.&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Adendo da Assessoria de INRI CRISTO com seu conhecimento:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Olá, Adalberto!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em seu blog você publicou um texto de &lt;u&gt;Carlos Braga Junior&lt;/u&gt; sobre &lt;strong&gt;&lt;u&gt;INRI CRISTO,&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; porém, é necessário esclarecer que INRI nunca trabalhou na &lt;u&gt;Rádio Clube de Blumenau&lt;/u&gt; e sim seu irmão de criação, já falecido, &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Aldolino Theiss.&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; Como pode ver até por asposas coincidências o nome de Aldolino Theiss foi registrado corretamente Theiss, como é originário da Europa, enquanto no nome de &lt;u&gt;INRI CRISTO&lt;/u&gt; houve um equívoco do tabelião que escreveu Thais ao invés de Theiss. Aldolino Theiss tinha o mesmo sobrenome do ex-prefeito Félix Theiss.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;INRI CRISTO&lt;/strong&gt; nasceu em 22 de março de 1948 e o sonoplasta mencionado na reportagem &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Aldolino Theiss&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, nasceu em 22 de novembro de 1946. Na época em que Aldolino trabalhava na rádio Clube, INRI CRISTO trabalhava numa verduraria de japoneses, num box que havia na Rua Nereu Ramos. Logo após o local onde estava a Rádio Clube havia a Churrascaria Palmital; antes de chegar ao prédio do INSS que ficava na esquina havia a mencionada feira permanente, em cujo primeiro box à esquerda estava a verduraria dos japoneses da família Iriê onde INRI CRISTO trabalhou como verdureiro de 1960 a 1963. INRI sente saudades dessa época.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O seu irmão de criação, Aldolino Theiss, era o sonoplasta; ele saiu da rádio para trabalhar na instaladora Blumenau, da família Cascais, enquanto INRI continuou como verdureiro até 1963. INRI lembra inclusive das coisas que o irmão de criação dizia fazer na rádio; lembra que ele falava dos locutores Nelson Rosenbrock e Nilton Simas. INRI CRISTO recorda de um momento marcante em que Aldolino Theiss lhe mostrara com júbilo uma medalha que ganhou, por ocasião da enchente que houve em Blumenau e ele tinha que andar de canoa até a rádio para fazer seu trabalho de sonoplastia. Se por ventura existem registros nos anais da rádio poderão ver o nome de Aldolino Theiss. Álvaro Thais era o nome que INRI CRISTO fora registrado ao nascer, conforme está até hoje nos documentos. Depois da decisão judicial seu nome completo é &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Álvaro INRI CRISTO Thais&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;
Confira nesse link tudo sobre a história jurídica do nome de &lt;strong&gt;&lt;u&gt;INRI CRISTO&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://www.inricristo.org.br/index.php/pt/o-tempo"&gt;http://www.inricristo.org.br/index.php/pt/o-tempo&lt;/a&gt; . &lt;br /&gt;
Aldolino Theiss saiu da instaladora para servir o exército no Rio de Janeiro, o que para ele foi um transtorno, pois se apaixonara por uma moça da cidade. INRI lembra com muito carinho do seu irmão de criação, falecido num acidente de carro no Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Para bem confirmar a condição e posição de &lt;u&gt;INRI CRISTO&lt;/u&gt; quando era verdureiro de 1960 a 1963, ele pediu que lhe descrevesse uns lugares no qual ele entregava verduras. Ele lembra com certa nostalgia desse período que entregava verduras ao Restaurante Gruta Azul que ficava na Rua Marechal Floriano logo depois da XV; também entregava verduras ao Restaurante do russo Victor Rogouchie que ficava do lado da Beira Rio e da Praça Dr. Blumenau, onde em 1981 INRI reuniu o povo para dar um sermão e até parou o trânsito. Victor Rogouchi transferiu mais tarde o seu estabelecimento para o Restaurante Aquarius por ocasião da inauguração do Grande Hotel de Blumenau. INRI entregava verduras na Alameda Rio Branco, na casa do Dr. Lourival Saade, também para o Maestrini que se tornou diretor de televisão. Entregava verduras até na Boate Imperial, lugar mais inusitado por onde passou nesse período, que ficava na Itoupava Central depois da Ponte Salto. Ele entregava verduras para vários clientes que tinha nas transversais na Alameda Rio Branco, no Bom Retiro, para o Dr. Moussi, advogado. Nesse mesmo tempo o Aldolino trabalhava na Rádio Clube de Blumenau. Inclusive INRI lembra que houve um período por conta das enchentes que ele não podia trabalhar, a Rua XV ficava toda debaixo d'água. As mercearias tinham que retirar todo depósito e colocar no andar superior. A mercearia Blumenau que ficava em frente do Bola Sete ao lado do Restaurante Petisqueira, por exemplo, INRI até ajudou a evacuar as caixas de pepinos e outras conservas. INRI entregava verduras na Rua Nereu Ramos para a viúva do tabelião Nóbrega.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nesse mesmo tempo, além da &lt;u&gt;Rádio Clube e da Rádio Nereu Ramos&lt;/u&gt; de Blumenau tinha também o &lt;u&gt;Zone Cassiano&lt;/u&gt; e ele tinha uma espécie de rádio improvisada num carro com alto falante e andava pelas ruas de Blumenau fazendo concorrência com as emissoras de rádio. Ele era filho do Cassiano das Neves dono do Ninho da Sorte, única casa lotérica que tinha no centro da cidade na época.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
INRI diz ter boas recordações da Rádio Clube, naquele tempo a rádio mais respeitada e ouvida de Blumenau; já a rádio Nereu Ramos não tinha a mesma audiência, cujo diretor na época era o Lazinho (Evelásio Vieira) tornou-se Senador da República. A Rádio Clube era tradição em Blumenau nos tempos em que INRI era ouvinte, no período de sua adolescência. INRI até gostaria de ter trabalhado na rádio se o tivessem convidado, mas quis o destino que INRI passasse a conviver em ambiente de rádios somente quando iniciou sua vida pública em março de 1969, aos 21 anos. Começou pela Rádio Princesa de Francisco Beltrão - PR, dirigida por Domingos Bertanholi, que era o proprietário, e a partir de então falou em centenas de rádios em todo o Brasil. Inclusive falou durante horas na Rádio Nacional do Rio de Janeiro e na Super Rádio Tupi convidado pela Cidinha Campos em 1981.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;INRI&lt;/u&gt; tem muitas recordações de Blumenau onde passara sua infância e pré-adolescência.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ele iniciou sua alfabetização no D. Pedro II e depois o 3° e último ano por motivo de transferência de residência no Adolph Konder.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;INRI&lt;/u&gt; apreciou ver o prédio da Rádio Clube publicado em seu blog e ficou feliz em constatar que o jornalista Carlos Braga está fazendo um excelente trabalho de história.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Veja a biografia de INRI CRISTO nesse site:&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://inricristo.net/pt/historia/inri-revelacao"&gt;http://inricristo.net/pt/historia/inri-revelacao&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
outrossim, em sua literatura completa.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;INRI CRISTO&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; percebeu que você é uma pessoa de lisura e se você achar de bom alvitre para preservar a verdade genuína você pode proceder com a correção.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fizemos questão de fazer essas correções no intuito de contribuir com seu trabalho e no afã que a verdade prevaleça.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Seja bem-vindo aqui na sede da SOUST, em Brasília, se tiver interesse de coletar outras informações.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Cordialmente,&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Assinoê Oliveira - Discípula&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Assessora do MÉPIC &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Movimento Eclético Pró INRI CRISTO&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Contatos: &lt;a href="mailto:mepic@inricristo.org.br"&gt;mepic@inricristo.org.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Telefone da assessoria: 61 3404 0134&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Site oficial de INRI CRISTO: www.inricristo.org.br &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Twitter oficial de INRI CRISTO - &lt;a href="http://twitter.com/_INRICRISTO"&gt;http://twitter.com/_INRICRISTO&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Facebook: &lt;a href="http://facebook.com/INRI.CRISTO"&gt;http://facebook.com/INRI.CRISTO&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;*************&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;CONSIDERAÇÕES DE CARLOS BRAGA MUELLER&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lembro-me de um Theiss, que INRI CRISTO em seu e-mail classifica como seu irmão de criação Aldolino, como sendo o técnico de som (sonoplasta) da PRC-4 Rádio Clube de Blumenau de 50 anos atrás, ao tempo em que eu era locutor da emissora e usava um pseudônimo, como era moda: Charles Neto !&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Recordo também que quando este técnico de som teve que deixar a rádio, disse que tinha um irmão menor de idade que poderia ficar no lugar dele. É bom salientar que naquela época aos 14 anos já se podia trabalhar com carteira assinada, recebendo meio salário. O jovem esteve na rádio e como aprendiz fez testes durante alguns dias, não sendo admitido. É a imagem deste jovem que ficou na minha lembrança como sendo aquele que se tornaria depois o INRI CRISTO. Claro, posso ter me enganado em minhas lembranças pois tudo aconteceu há 50 anos !&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas o importante neste resgate histórico é o depoimento de INRI CRISTO, que acabamos provocando e no qual ele faz um relato muito interessante sobre a Blumenau daqueles tempos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Depois de ler a matéria no blog do Adalberto Day ele fez colocações de uma forma cordial e educada e lendo suas recordações pode-se ver que sua vivência em Blumenau foi bastante intensa, deixando-lhe marcas profundas, principalmente dos trabalhos que desenvolveu como ajudante de uma verdureira. Tempos que lhe trazem saudades, como salienta no seu depoimento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;INRI CRISTO&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; também confirma que a grafia do sobrenome de sua família é Theiss. Mas ele foi registrado como Thais por uma falha do registro civil de Indaial, onde nasceu.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E referenda que sua carteira de identidade traz agora o nome de Álvaro Inri Cristo Thais.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Talvez pelo envolvimento do seu irmão com a PRC-4, e por acompanhar a programação da emissôra, Álvaro confessa que era um sonho seu atuar também na PRC-4 naqueles tempos de juventude e lembra-se de radialistas como Nelson Rosenbrock e Nilton Simas (hoje já falecidos).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como se vê, rebuscando lembranças, sempre se acaba revivendo momentos interessantes da nossa história.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Se no caso de INRI CRISTO fui traído pela memória, paciência.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Acabamos resgatando uma parte da biografia desse líder religioso, adorado por alguns, combatido por outros, mas conhecido nacionalmente graças ao apoio que recebe da mídia.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Carlos Braga Mueller &lt;/div&gt;
Jornalista e escritor&lt;br /&gt;
Arquivo Dalva e Adalberto Day&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-3926542178834252154?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/3926542178834252154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=3926542178834252154' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/3926542178834252154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/3926542178834252154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2011/12/inri-cristo.html' title='- Inri Cristo'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wFkw8_d_9P0/TutyVtQgnVI/AAAAAAAAK8U/RJfDzTgYNk8/s72-c/Braga+002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-2062867613724290015</id><published>2011-12-22T00:01:00.003-02:00</published><updated>2011-12-23T08:49:07.189-02:00</updated><title type='text'>- Natal 2011 em Blumenau</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Jv_MPkLcuq4/Tsu7KELladI/AAAAAAAAK1w/rQAdrEz7ldo/s1600/acendimento_luzes_e-mkt-.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="400px" src="http://1.bp.blogspot.com/-Jv_MPkLcuq4/Tsu7KELladI/AAAAAAAAK1w/rQAdrEz7ldo/s400/acendimento_luzes_e-mkt-.jpg" width="376px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Este ano novamente podemos apreciar uma bela decoração nas principais ruas de Blumenau. A secretaria de &lt;u&gt;Turismo de Blumenau&lt;/u&gt;, através do Secretário &lt;u&gt;&lt;strong&gt;José Bhals de Almeida&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; e equipe, vêm se esforçando, para que a cada ano possamos evoluir e quem sabe em um futuro breve, chegarmos retomar a supremacia no sul do país no tocante as festividades natalinas. A cidade de &lt;u&gt;Gramado - RS&lt;/u&gt;, que se inspirou em nossa cidade a partir de 1986, também mantém uma tradição forte, nessa época do ano. &lt;br /&gt;
________________________&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;O Projeto Magia de Natal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; da decoração natalina, -&amp;nbsp;a decoração a cargo da CDL - Câmara de Dirigentes Lojistas de Blumenau, coordenada pela Sra. Sara Neves Fogaça.&lt;br /&gt;
Assim como o Desfile que foi coordenado pelas senhoras Marion Bubeck e Lilian Ribeiro e o Auto de Natal, pelos Maestros Cunico e Oecksler &lt;br /&gt;
São muitas as pessoas envolvidas. Só na Pró-Família temos mais de 500 pessoas entre professoras, alunos e grupos da melhor idade que participam como figurantes. (Rodrigo Ramos - Produtor Cultural)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6XynKioFF1Y/Tsu-o_wajbI/AAAAAAAAK2A/D-qkNvqn5Rw/s1600/Casa+do+com.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="265px" src="http://1.bp.blogspot.com/-6XynKioFF1Y/Tsu-o_wajbI/AAAAAAAAK2A/D-qkNvqn5Rw/s400/Casa+do+com.png" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Todos os órgãos gestores de nossa cidade nos últimos anos se envolveram em um esforço grandioso de recuperação para que a economia possa girar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Eu já tenho a certeza que Blumenau&lt;/u&gt; faz um Natal tão bom ou melhor que a cidade de Gramado. Pude constatar&amp;nbsp; visitando Gramado, e comparando com nossa Blumenau, que desde 2005 deu uma arrancada espetacular em busca de melhorar a cada ano.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Com o nome de &lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;"A magia do Natal"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; a programação começou já em &lt;u&gt;15/novembro.&lt;/u&gt; Uma união de transformar as pessoas em um clima de fraternidade e do renascimento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Parabéns a todos os organizadores - &lt;u&gt;Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Prefeitura de Blumenau&lt;/u&gt; com apoio das entidades de classe.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;A Magia de Natal&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, deste ano de 2011 ganha proporções na decoração de locais públicos, desfiles temáticos e apresentações artísticas, culturais e religiosas envolvendo os blumenauenses e turistas no clima do &lt;u&gt;espírito de Natal.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Confira a programação completa no site oficial:&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://www.magiadenatal.com.br/"&gt;http://www.magiadenatal.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
FonteAssessora de Comunicação: Adriana Schimila&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;O Natal na minha Infância.&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Meus avós, pais todos cultivam essa tradição que representa o nascimento de Jesus. A cidade se enfeitava, os presépios eram sempre as atrações principais, acompanhada do “bom velhinho”. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Mas as festas natalinas começavam mais cedo, no dia 6 de dezembro, onde a figura de &lt;u&gt;Bispo Nicolau,&lt;/u&gt; que viveu e pontificou na cidade de &lt;u&gt;Myra,&lt;/u&gt; na Turquia, no século quatro. São Nicolau era rico, mas costumava ajudar pessoas pobres, que estivesse em dificuldades financeiras, colocando sacos de moedas, nas chaminés das casas. Uma vez ao atirar pela chaminé, essas moedas teriam entrando em uma meia, daí o termo “pé de Meia”. E foi assim que aprendi com minha avó Ana e meus pais, que a figura do Papai Noel teria se inspirado no Bispo Nicolau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- No dia &lt;u&gt;24 de dezembro véspera de Natal&lt;/u&gt;, já cedo íamos ao mato cortar uma arvore (ou na casa do &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Senhor Djalma e Ingeborg&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; (Inha) Fontanella da Silva, ou ainda na &lt;u&gt;&lt;em&gt;Frau Bachmann, mãe do meu amigo Walfrido&lt;/em&gt;&lt;/u&gt; – da antiga Rua 12 de outubro) para depois durante a tarde enfeitá-la com bolas coloridas e como não havia luzes “piscas-piscas” eram colocados velinhas também coloridas para iluminar o pinheiro. Muita alegria e confraternização entre os moradores das Ruas próximas onde morávamos: &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Almirante Saldanha da Gama, da Glória, 12 de outubro, Belo Horizonte, Progresso, e Vila&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;. Mas um natal desses não foi tão bonito, pois uma velinha de cera ao cair nas vestes de nossa vizinha e colega &lt;u&gt;Sandra,&lt;/u&gt; pegou fogo em suas vestes e lhe causou graves queimaduras em seu pequeno corpo, já que era uma garotinha de uns 10 anos. Era um dia especial, se colocava a arvore somente no dia 24, devido ao calor sempre predominante, a ramas murchavam facilmente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Em nossas ruas do bairro Garcia e Glória, eram colocados enfeites coloridos em toda extensão das vias públicas, da Rua Amazonas e Rua da Glória. Também havia sempre um presépio em forma de personagens de tamanho natural, colocado na antiga Praça Getulio Vargas, no início do Progresso, Glória e final do Garcia. &lt;u&gt;E as músicas natalinas&lt;/u&gt; que ouvíamos bem cedo provenientes dos auto-falantes da casa Nº. 111 da Rua 12 de Outubro, &lt;u&gt;residência do Senhor David Hiebert, mais conhecido como Russo&lt;/u&gt;, (hoje praça Getulio Vargas). &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Essa era a década principalmente dos anos de 1960, esperávamos ansiosos os presentes, que naquela época era raro, era costume os pais dar o mesmo presente, durante alguns dias, e depois os guardava para o ano seguinte. Da mesma forma as bonecas eram recolhidos alguns dias antes do Natal, e as mães as vestiam com roupinhas novas, para dar novamente as filhas na noite véspera do Natal. Os carrinhos eram todos de madeira, mas a bola para jogar o ano inteiro no clube doze (no Morro) há essa não podia faltar, e não era recolhida, ganhava todos os anos.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-a9ZCekYL3MQ/Tsu9DABln-I/AAAAAAAAK14/5QELb9LOGPw/s1600/Naatal+07.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="300px" src="http://4.bp.blogspot.com/-a9ZCekYL3MQ/Tsu9DABln-I/AAAAAAAAK14/5QELb9LOGPw/s400/Naatal+07.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- E o &lt;u&gt;presépio lindo que data de 1950&lt;/u&gt;, era da minha avó Ana, guardo em nossa residência desde 1976 quando nos casamos e “tomei posse desta tão linda ornamentação”. A confraternização era linda entre os moradores, em nossa aldeia social, morávamos nas casas pertencentes a E.I.Garcia. Não Faltavam os lindos cantos natalinos, pura nostalgia e que cultivamos nos dias de hoje mantendo a tradição.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Q8dQOwY2eTg/Tsu_XpZXutI/AAAAAAAAK2I/iTn-nEmVEj8/s1600/palmeiras.png" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="320px" src="http://2.bp.blogspot.com/-Q8dQOwY2eTg/Tsu_XpZXutI/AAAAAAAAK2I/iTn-nEmVEj8/s320/palmeiras.png" width="241px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;História:&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Há 16 séculos na Turquia, havia um menino rico que não suportava ver a miséria existente. Então decidiu distribuir brinquedos, alimentos, roupas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O &lt;u&gt;Papai Noel&lt;/u&gt; foi inspirado no Bispo Nicolau, que viveu e pontificou na cidade de Myra, na Turquia, no século 4. São Nicolau era rico, mas costumava a ajudar pessoas pobres, que estivesse em dificuldades financeiras, colocando sacos de moedas, nas chaminés das casas. Uma vez ao atirar pela chaminé, essas moedas teriam entrando em uma meia, daí o termo “pé de Meia”. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando cresceu se tornou bispo “São Nicolau” (dia de São Nicolau comemorado em 06 de dezembro) e continuou com sua generosidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Foi através dele que surgiu a lenda do Papai Noel na Finlândia, já com trenó, renas, descendo as montanhas geladas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas foi na França que surge o termo “Papai Noel” depois imitado pelos Italianos que antes chamavam o bom velhinho de “Babbo Natale”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O &lt;u&gt;Cartão de Natal surgiu na Inglaterra em 1843&lt;/u&gt;. Mas foi em 1849 que começam a serem comercializados, tornando-se populares.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A figura do &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Papai Noel&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, foi elaborado pelo cartunista Thomas Nast, da revista Harper”s Weekly em 1881.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-r36KjYRZLuc/Tsu_kNI0kgI/AAAAAAAAK2Q/jkrYXxaRLA4/s1600/Natal+2011+18+11+008.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="299px" src="http://4.bp.blogspot.com/-r36KjYRZLuc/Tsu_kNI0kgI/AAAAAAAAK2Q/jkrYXxaRLA4/s400/Natal+2011+18+11+008.JPG" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A tradição de árvores de Natal foi a partir do século XVI em 1525 na Alemanha, pelo pastor protestante Martinho Lutero.. Já o presépio acredita-se é desde o século 8 em Roma, e mais tarde em 1223 São Francisco de Assis fez o primeiro presépio vivo que se tem noticia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O dia 25 de dezembro começou a se comemorar o nascimento de Jesus a partir do ano 353, até então eram em diversas datas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Noite feliz&lt;/u&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A canção mais popular da noite de Natal nasceu na Áustria, em 1818. Na cidade de Arnsdorf, ratos entravam no órgão da igreja e roeram os foles. Preocupado com a possibilidade de uma noite de Natal sem música, o padre Joseph Mohr saiu atrás de um instrumento que pudesse substituir o antigo. Em suas peregrinações, começou a imaginar como teria sido a noite em Belém. Fez anotações e procurou o músico Franz Gruber para que as transformasse em melodia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A versão brasileira da canção também foi feita por um religioso: o Frei Pedro Sinzig. Também nascido na Áustria, em 1876, estudou música em sua terra natal e veio morar na cidade de Salvador, na Bahia, em 1893. O frei naturalizou-se brasileiro em 1898 e se destacou como um grande incentivador da música religiosa no país. Em 1941, criou a revista Música Sacra e fundou a Escola de Música Sacra, na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro. Frei Pedro é autor de várias músicas do mesmo estilo e livros sobre o assunto e também atuou como consultor e conselheiro de muitos compositores, inclusive de Villa-Lobos, que dedicou a ele a canção "Missa S. Sebastião". Frei Pedro morreu na Alemanha em 1952.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2GFGWofocRw/Tsu_s8V27sI/AAAAAAAAK2Y/4wxzH0Fj2no/s1600/1+convite_desfile_natal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="352px" src="http://3.bp.blogspot.com/-2GFGWofocRw/Tsu_s8V27sI/AAAAAAAAK2Y/4wxzH0Fj2no/s400/1+convite_desfile_natal.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Mensagem:&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dentro de alguns dias, um ano novo vai chegar a esta estação.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Se não puder ser seu maquinista, seja o seu mais divertido passageiro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Procure um lugar próximo a janela e desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer com o prazer de quem realiza a primeira viagem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Procure curtir a viagem da vida observando cada arbusto, cada riacho, beiras de estrada e tons mutantes da paisagem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Descobre o mapa e planeje roteiros. Preste atenção em cada ponto de parada e fique atento ao apito de partida.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou, não hesite.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desembarque nela os seus sonhos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Feliz Natal e feliz ano de 2011&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Colaboração: José Geraldo Reis Pfau –Zé Pfau Publicitário.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Arquivo de Adalberto Day&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-2062867613724290015?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/2062867613724290015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=2062867613724290015' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/2062867613724290015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/2062867613724290015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2011/12/natal-2011-em-blumenau.html' title='- Natal 2011 em Blumenau'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Jv_MPkLcuq4/Tsu7KELladI/AAAAAAAAK1w/rQAdrEz7ldo/s72-c/acendimento_luzes_e-mkt-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-7269223513223036016</id><published>2011-12-19T00:01:00.004-02:00</published><updated>2011-12-19T00:27:26.809-02:00</updated><title type='text'>- Osmênio Pfau</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JdD17PJeoqk/TrVpLKaPEVI/AAAAAAAAKw8/BUMzxx2qzDY/s1600/11+Osm%25C3%25AAnio+Pfau.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-JdD17PJeoqk/TrVpLKaPEVI/AAAAAAAAKw8/BUMzxx2qzDY/s200/11+Osm%25C3%25AAnio+Pfau.jpg" width="190px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em histórias de nosso cotidiano apresentamos hoje, a história do &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Senhor Osmênio Pfau (Foto).&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Publicado no dia 21/11/2011 Edição N° 12419 &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wg41R9bQ2z4/TsvX0xok39I/AAAAAAAAK2g/XDbGE784y8Q/s1600/clicrbs+logo.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="33px" src="http://2.bp.blogspot.com/-wg41R9bQ2z4/TsvX0xok39I/AAAAAAAAK2g/XDbGE784y8Q/s400/clicrbs+logo.gif" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;ALMANAQUE DO VALE&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; &lt;br /&gt;
Jackson Fachini&lt;br /&gt;
• Osmênio Pfau&lt;br /&gt;
A imagem mostra um ilustre cidadão, conhecido por toda comunidade blumenauense, Osmênio Pfau, natural de São Francisco do Sul. Chegou a Blumenau em 1938 como profissional de futebol do Brasil E.C. - Palmeiras. Em 30 de outubro de 1952, ingressava no quadro de funcionários das lojas Hermes Macedo S.A., chegando.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;A trajetória de um vencedor&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O texto enviado por &lt;u&gt;José Geraldo Reis Pfau “Zé Pfau”,&lt;/u&gt; por mim solicitado, descreve parte da interessante história nos anos 19(80) das &lt;u&gt;Lojas HM&lt;/u&gt; em Santa Catarina e de seu gerente Sr. &lt;u&gt;Osmênio Pfau&lt;/u&gt;.&lt;strong&gt;&lt;u&gt; A HM – Hermes Macedo S/A&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, foi uma empresa especializada de departamentos, utilidades domésticas e vendedora de pneus paranaense fundada em 1932. Iniciou vendendo peças novas e usadas para caminhões e automóveis. Na década de 70, chegou a possuir 285 lojas em 80 cidades espalhadas por seis Estados brasileiros: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. &lt;u&gt;Tinha um slogan: Lojas &lt;strong&gt;HM &lt;/strong&gt;“Do Rio Grande ao Grande Rio!” E para vender pneus, usava outro muito bom: “Pneu carecou &lt;strong&gt;HM&lt;/strong&gt; trocou&lt;/u&gt; !” Da pequena loja de 1932, culminou no ano de 1976 como uma das 100 maiores empresas do Brasil e a 1ª no ramo de departamentos com utilidades domésticas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QHXU4gwG8cc/TrVpaI5hN3I/AAAAAAAAKxE/VZHqX-FEROs/s1600/10+Hermaciano.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" ida="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-QHXU4gwG8cc/TrVpaI5hN3I/AAAAAAAAKxE/VZHqX-FEROs/s200/10+Hermaciano.jpg" width="135px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Revista “O Hermaciano”&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; , em 1980 na passagem de comemoração dos 130 anos de Fundação de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;A revista O Hermaciano&lt;/u&gt; edição nº 155 em 1980 com o titulo de “130 anos de grandeza” mostrava &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Blumenau&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;. Dizia que comemorando 130 anos da chegada do filosofo &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Hermann Bruno Otto Blumenau&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; ao Ribeirão da Velha, onde desembarcou de uma canoa em companhia de outros 17 pioneiros alemães, &lt;u&gt;Blumenau&lt;/u&gt; mostra hoje aos visitantes as tradições legadas pelos seus pioneiros, conservadas nas festas, pratos típicos, arquitetura, trajes e outras manifestações folclóricas. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dupa3iLUwAI/TrVpisLyQyI/AAAAAAAAKxM/ACFKTdrOn1g/s1600/3.1Brasil+FC.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="305px" ida="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-dupa3iLUwAI/TrVpisLyQyI/AAAAAAAAKxM/ACFKTdrOn1g/s400/3.1Brasil+FC.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A Imagem de 1941 - mostra o Brasil de Blumenau fundado em 19 de Julho de 1919 campeão citadino de Futebol. Em 1943 por determinação governamental, devido a segunda grande guerra mundial, os clubes com nome de estados, países, e outros tiveram que alterar seus nomes. O Brasil mudou para Palmeiras Esporte Clube - Foto cedida gentilmente por &lt;u&gt;José Geraldo Reis Pfau &lt;/u&gt;que por sua vez recebeu do amigo do filho do Cardoso lá de Rio do Sul. &lt;u&gt;Osmênio Pfau pai do Zé Pfau&lt;/u&gt; está na foto, é o primeiro pela ordem.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3UXBUYJVkEk/TrVpszpxoPI/AAAAAAAAKxU/zG0V5tYY37Q/s1600/1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267px" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-3UXBUYJVkEk/TrVpszpxoPI/AAAAAAAAKxU/zG0V5tYY37Q/s400/1.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Inserida neste cenário, desde maio de 1952, está a nossa empresa que abriu sua primeira loja em modestos 120 metros quadrados para servir a cidade e a região. Localizava-se onde atualmente é o shopping Beira Rio. Era apenas um começo. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uPY2fsCQlHw/TrVp5U2WBTI/AAAAAAAAKxc/1y8SZmjeoNk/s1600/2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265px" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-uPY2fsCQlHw/TrVp5U2WBTI/AAAAAAAAKxc/1y8SZmjeoNk/s400/2.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Decoração natalina&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A imagem do início da década de 1970 mostra a decoração natalina feita anualmente pelas antigas Lojas HM- Hermes Macedo. A loja localizava-se nos altos da Rua XV de Novembro, uma das mais tradicionais de Blumenau. (Imagem: Arquivo de José Geraldo Reis Pfau e Adalberto Day)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Publicada na coluna ALMANAQUE DO VALE - Jackson Fachini&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;• Natal em Blumenau&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Esta época do ano, quando dias mais longos e noites calorentas empurram os blumenauenses para fora de casa, invoca prazerosas memórias de Natais que vivi por aqui. As ruas dos bairros recebem o barulho das crianças em férias e as calçadas, cadeiras de praia onde sentam vizinhos a compartilhar o fim de tarde. No Centro, o comércio e os bares enchem até bem tarde, e não faltam ciclistas e corredores ocasionais a disputar espaço com os carros. É gostoso esse raro clima diário de confraternização, hoje potencializado pelo Parque Ramiro Ruediger.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sempre que o calendário marca o início de dezembro e as luzes coloridas do Natal acendem na Ponte de Ferro, recordações da infância surgem sem aviso, não é verdade? Aconteceu comigo no domingo, durante passeio pela programação natalina montada na Vila Germânica.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lembrei imediatamente da loja Hermes Macedo, a HM, que ficava na XV, ali no prédio onde está o Bremen Zenter. Não eram os desejos infantis de consumo que me despertavam encanto, mas um presépio gigante (assim ele parecia, ao menos), com bonecos em movimento e cenários detalhistas. Era hipnótico. Ainda é.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tenho viva na memória a expectativa de subir por escadinhas e rampas intermináveis daquele lojão para chegar ao presépio. No caminho, outro motivo de encanto (ok, aqui admito a sede consumista): os pianos em miniatura da Brinquedos Hering ficavam expostos e qualquer um podia sentar e tocar. Imagino os pobres vendedores, pacientes ouvintes de pirralhos pianistas dando lambadas dissonantes nas teclas, iguaizinhas às de instrumentos de verdade. Ainda posso ouvir o som.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A HM fechou nos anos 1990, levada pelo dominó de falências que varreu grandes redes varejistas brasileiras. As sensações despertadas por ela em milhares de crianças com aquele presépio, porém, vivem até hoje.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Só por proporcionar essa duradoura fantasia aos pequenos, o esforço de alguns abnegados para fazer um Natal bacana em Blumenau já vale a pena. Tem defeitos? Tem. Compara-se ao de Gramado? Não. Mas fico imaginando... se um presépio e pianinhos em miniatura marcaram minha infância, que memórias fantásticas os pequenos de hoje guardarão da neve artificial, de bonecos gigantes iluminados e de um verdadeiro presépio humano, formado pelos desfiles?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na infância o Natal é mais bonito. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Publicada no Jornal de Santa Catarina dia 07/12/2011 - N° 12433&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Colunista EVANDRO DE ASSIS&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Cont. José Geraldo reis Pfau&lt;br /&gt;
A primeira loja &lt;strong&gt;&lt;u&gt;HM&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; fora do Estado do Paraná, conhecida como F-5. Seu desenvolvimento está intimamente ligado à pessoa do Sr. Osmênio Pfau, natural de São Francisco do Sul, nascido em 09 de novembro de 1918 e falecido em 15 de agosto de 1999 - chegou a Blumenau em 1938 como profissional de futebol do Brasil E.C. – hoje (1938) Palmeiras – ganhando 200 mil réis por mês. &lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hA0WQlpg8oc/TrVqFM3oQlI/AAAAAAAAKxk/pTrVNKpgaqA/s1600/3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="273px" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-hA0WQlpg8oc/TrVqFM3oQlI/AAAAAAAAKxk/pTrVNKpgaqA/s400/3.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em 30 de outubro de 1952 ingressava no quadro de funcionários de Hermes Macedo S.A., tendo sido admitido pelo Sr. Willian Castelain para exercer as funções de chefe de escritório, passando rapidamente ao cargo de Gerente. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Enquanto crescia, expandindo seu fabuloso parque industrial. Seu florescente comércio e crescente movimento turístico, nossa empresa sentia que estava chegada a hora de transferir-se para um local mais amplo, onde pudesse atender seu grande número de clientes com todas as linhas que tradicionalmente comercializa. Assim em 1962, foi inaugurada a loja na rua 15 de Novembro, com 3.400 metros quadrados, em prédio próprio. Na época a maior loja de todo Estado de Santa Catarina.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GqQ3T7Nm1c0/TrVqU1vzrzI/AAAAAAAAKxs/4QNPPinmb2I/s1600/4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="286px" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-GqQ3T7Nm1c0/TrVqU1vzrzI/AAAAAAAAKxs/4QNPPinmb2I/s400/4.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
É até hoje motivo de orgulho para os blumenauenses. Paralelamente surgia a primeira agencia da F-5 – Itajaí, cujo pessoal foi todo treinado durante estagio em Blumenau. Aliás, uma característica que muito orgulha aquela filial é o fato de praticamente todos os Gerentes e principais funcionários das lojas de Santa Catarina, serem oriundos da F-5, muito deles tendo a iniciado suas carreiras de hermacianos em posições modestas, galgando posições de destaque balizando-se por seus superiores. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-K5HTHRp4kLE/TrVqgQ4qFAI/AAAAAAAAKx0/27P86KVxJO4/s1600/6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256px" ida="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-K5HTHRp4kLE/TrVqgQ4qFAI/AAAAAAAAKx0/27P86KVxJO4/s400/6.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;As boas festas de todos os anos da HM&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jcCZtA6bkFo/TrllUpc54-I/AAAAAAAAKz4/xa4Otfa0VGk/s1600/Jorge+Bornh+e+Renato+Viaanna.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ida="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-jcCZtA6bkFo/TrllUpc54-I/AAAAAAAAKz4/xa4Otfa0VGk/s1600/Jorge+Bornh+e+Renato+Viaanna.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Destaque-se também, que o quadro de colaboradores da &lt;u&gt;Hermes Macedo S;A.&lt;/u&gt; em Blumenau, já contou em seu departamento jurídico com os concursos do &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Dr. Jorge Bornhausen &lt;span style="font-size: large;"&gt;¹&lt;/span&gt;,&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; hoje governador do Estado de Santa Catarina e do &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Dr. Renato de Mello Vianna&lt;span style="font-size: large;"&gt;²&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, atual prefeito Municipal de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-inA4nskAGW0/TrVrIV0__6I/AAAAAAAAKyM/xUTP_KP7dEE/s1600/8+Carros+aleg%25C3%25B3ricos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="243px" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-inA4nskAGW0/TrVrIV0__6I/AAAAAAAAKyM/xUTP_KP7dEE/s400/8+Carros+aleg%25C3%25B3ricos.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Carros alegóricos&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-o6zG_GnuMl4/TrVrzVOTktI/AAAAAAAAKyU/by7xfwJNcpY/s1600/7+Brinquedorama.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="257px" ida="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-o6zG_GnuMl4/TrVrzVOTktI/AAAAAAAAKyU/by7xfwJNcpY/s400/7+Brinquedorama.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Brinquedorama&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FPNWkF_ftbc/TrVsDbcBy-I/AAAAAAAAKyc/KM_UAU2BI84/s1600/5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="287px" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-FPNWkF_ftbc/TrVsDbcBy-I/AAAAAAAAKyc/KM_UAU2BI84/s400/5.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
Uma das marcas registradas de &lt;u&gt;Blumenau&lt;/u&gt; é a comemoração natalina com feérica iluminação as margens do Rio Itajaí Açu, fachadas decoradas, presença de milhares de turistas e alegres festividades com bandas típicas alemãs.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oThY3Xe41go/TrVs88k_KEI/AAAAAAAAKys/HXWcYbwKZSc/s1600/9+Desfile+de+Natal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="263px" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-oThY3Xe41go/TrVs88k_KEI/AAAAAAAAKys/HXWcYbwKZSc/s400/9+Desfile+de+Natal.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;As Lojas HM&lt;/u&gt; participam desse calendário turístico com o seu Desfile de Chegada do &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Papai Noel&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;. Carros alegóricos especialmente preparados pela seção de decorações, centenas de participantes, banda de música, fanfarras, alegorias, cenas cômicas e outras atrações levam as ruas de Blumenau praticamente toda a população, incluindo as das cidades próximas, explodindo de entusiasmo crianças e adultos. É um dos pontos altos do Natal blumenauense. Comandando a equipe hermaciana, atualmente com 180 funcionários e acumulando a Gerencia Regional de Santa Catarina, com jurisdição sobre Blumenau, Itajaí, Lages, Florianópolis, Joinville, Jaraguá do Sul, Rio do Sul, Tubarão, Criciúma, Araranguá e Brusque está a figura simpática do Sr. Osmênio Pfau – filho de alemães e portugueses, grande colecionador de samambaias – seu “hobby” nas horas vagas – orgulhoso de seus 5 filhos, todos formados e seus 7 netos. Um homem tranquilo, satisfeito consigo mesmo e com os hermacianos que criou e encaminhou na empresa. Que começou, participou e viu crescer e participa ativamente para que as lojas HM sejam, cada vez mais, integradas a comunidade, gozando de excelente conceito, perfeitamente identificada com Blumenau e sua boa gente. Nossa reportagem agradece as atenções recebidas dos companheiros hermacianos de Blumenau, especialmente seu Gerente Comercial Sr. Rui Jorge Fernandes. Cumprimentando a todos pela magnífica presença das &lt;u&gt;Lojas HM&lt;/u&gt; nesta cidade-cenário onde impera a beleza, a alegria de viver, de trabalhar, de participar e promover seu progresso. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Coral Hermes Macedo&lt;/u&gt; (Curitiba)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=LhQYFEhbHy4"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=LhQYFEhbHy4&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Para saber mais sobre as Lojas HM&lt;/u&gt; – Acesse: &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://adalbertoday.blogspot.com/2010/12/natal-das-lojas-hm.html"&gt;http://adalbertoday.blogspot.com/2010/12/natal-das-lojas-hm.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Dr. Jorge Bornhausen&lt;span style="font-size: large;"&gt;¹&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;, hoje governador do Estado de Santa Catarina e do &lt;u&gt;Dr. Renato de Mello Vianna&lt;span style="font-size: large;"&gt;²&lt;/span&gt;&lt;/u&gt; 1980 ano do texto&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Texto e reprodução Revista Hermaciano de 1980 - &lt;u&gt;José Geraldo Reis Pfau/publicitário em Blumenau.&amp;nbsp;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-7269223513223036016?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/7269223513223036016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=7269223513223036016' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/7269223513223036016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/7269223513223036016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2011/12/osmenio-pfau.html' title='- Osmênio Pfau'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JdD17PJeoqk/TrVpLKaPEVI/AAAAAAAAKw8/BUMzxx2qzDY/s72-c/11+Osm%25C3%25AAnio+Pfau.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-3504249365052622888</id><published>2011-12-15T00:01:00.004-02:00</published><updated>2011-12-16T11:31:03.704-02:00</updated><title type='text'>- "Camisa confeccionada pela Cia. Hering em 1955, vai para o museu”</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Olt5QDAEZDI/Tuk503TfB3I/AAAAAAAAK7M/tBsyQgrceLE/s1600/01.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="299px" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-Olt5QDAEZDI/Tuk503TfB3I/AAAAAAAAK7M/tBsyQgrceLE/s400/01.JPG" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Museu Hering&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Minha contribuição ao &lt;u&gt;Museu Hering&lt;/u&gt;, uma camisa do Antigo &lt;u&gt;Amazonas Esporte Clube do Bairro Garcia&lt;/u&gt; em Blumenau. A raridade é de 1955, e nunca foi utilizada por ser de numeração pequena.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Sua importância se acentua por ter sido confeccionada na &lt;u&gt;Cia. Hering&lt;/u&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-M2L1FrkCs8w/Tuk5_J8grRI/AAAAAAAAK7U/kc8qko8lldk/s1600/1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300px" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-M2L1FrkCs8w/Tuk5_J8grRI/AAAAAAAAK7U/kc8qko8lldk/s400/1.JPG" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;Camisa do Amazonas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;Ato da entrega Mariana Girardi e Adalberto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-At3NdA2Vl_g/Tuk6kuULotI/AAAAAAAAK7c/8kKQuQaKJI0/s1600/2.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300px" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-At3NdA2Vl_g/Tuk6kuULotI/AAAAAAAAK7c/8kKQuQaKJI0/s400/2.JPG" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Mariana Luiza de Oliveira, Mariana Girardi Barbosa Silva, Adalberto, Hanelore Sandner Campregher&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O &lt;u&gt;Amazonas EC&lt;/u&gt;, foi do bairro do Garcia, fundado em 19 de setembro de 1919, mas que de fato era mais antigo - existia desde 1911, muito conhecido pelo nome de "Jogadores do Garcia".&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O clube Alvi – Celeste - ou anilado como era conhecido o Amazonas, fundado por empregados da Empresa Industrial Garcia ,já praticavam o futebol desde o inicio do século XX, era o time proletário do bairro Garcia, teve como primeiro estádio por alguns meses, onde hoje é o batalhão do exercito. Depois se transferiu para as proximidades da Rua Ipiranga (conhecida como Rua Mirador), por quase cinco anos, posteriormente por alguns meses, na rua Progresso próximo a Artex, onde existia um bar conhecido como Bar do Iko, e, finalmente, em 1926, mudou-se para o definitivo local, próximo a Empresa Garcia, até ser aterrado pela Artex, em 1974. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Para saber mais acesse:&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://adalbertoday.blogspot.com/2009/09/amazonas-esporte-clube-90-anos-de.html"&gt;http://adalbertoday.blogspot.com/2009/09/amazonas-esporte-clube-90-anos-de.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Para marcar as comemorações da passagem dos 130 anos da &lt;u&gt;Cia. Hering&lt;/u&gt;, muitas ações serão realizadas. A principal delas&amp;nbsp;foi a criação do &lt;u&gt;Museu Hering&lt;/u&gt; (inaugurado em 22/novembro/2010), que resgatará história da companhia, cuja história está ligada ao desenvolvimento industrial do país. O espaço criado em um imóvel tombado como patrimônio histórico do estado de SC. A casa, construída em enxaimel, tradicional técnica arquitetônica de influência alemã, tem 435m2 e fica na entrada da sede da empresa em Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O museu foi aberto ao público no dia 30 de novembro de 2010.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Mapa do Circuito&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Museu Hering destina-se a preservação e comunicação do acervo constituído por maquinaria, documentos, fotografias, amostras, peças publicitárias, indumentárias, edificações e outros objetos musicológicos originários da Cia. Hering. Tem como objetivos construir a idéia de patrimônio industrial, conhecer e analisar a história da indústria, conhecer e analisar a história da indústria têxtil no Vale do Itajaí e Blumenau e refletir sobre moda, hábitos e costumes e empreendedorismo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Museu Hering propõe como linhas de pesquisa o Empreendedorismo, memória do Operário e História Social do Trabalho, História da Industrialização. Fabricação da malha no Brasil, História e uso da Camiseta, Desing e moda, Publicidade e Propaganda. Dessa forma, permite abordagens de diversas áreas como Economia e Administração, Engenharia, Arquitetura, História, Antropologia, Sociologia e outras.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Tempo ao tempo&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
“De tempo ao tempo” era a resposta dada por Hermann Hering às adversidades encontradas para a constituição da empresa criada por ele e seu irmão Bruno Hering em Blumenau em 1880. Tempo ao tempo é a exposição de longa duração que inaugura o museu Hering no 130º ano de existência da empresa. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O objetivo da exposição é informar sobre o potencial museológico do patrimônio industrial preservado. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Sala 1&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-W6QEFWAE2Sc/Tuk7y-f51ZI/AAAAAAAAK7k/1_bFpJX6wjc/s1600/3.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300px" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-W6QEFWAE2Sc/Tuk7y-f51ZI/AAAAAAAAK7k/1_bFpJX6wjc/s400/3.JPG" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Blumenau na segunda metade do século XIX até a década de 1920: o contexto de surgimento das primeiras indústrias Historia e trajetória da Cia. Hering.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Multimídia sobre Blumenau, fotografias, objetos e sonorização com trechos de cartas e depoimentos compõem este setor da exposição que apresenta, em linhas gerais, aspectos da trajetória da Cia. Hering desde sua fundação em 1880.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tqKcySiKl9Y/Tuk8JlVxijI/AAAAAAAAK7s/4QuPFusmZJg/s1600/4.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="299px" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-tqKcySiKl9Y/Tuk8JlVxijI/AAAAAAAAK7s/4QuPFusmZJg/s400/4.JPG" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Sala 2&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A contribuição dos funcionários: protagonistas de uma grande cena.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Multimídia com depoimentos de funcionários e ex-funcionários, como forma de demonstrar a participação dos mesmos no processo industrial no contexto assinalado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A Preservação do patrimônio Cultural: o acervo do museu Hering – bens móveis, imóveis e natural.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Objetos museológicos que compõem o acervo do Museu, tais como máquinas de costura, estampas, amostras de malhas e cartelas de cores, peças publicitárias, etiquetas, itens da coleção Câncer de Mama no alvo da moda, edificações históricas e o Vale do Bom Retiro, patrimônio ambiental preservado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Sala 3&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
• As coleções, tendências e costumes. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
• Multimídia com projeção de fotografias de catálogos de coleções de vestuário. Imagens da década de 1970 até a atualidade para traçar uma evolução do modo de vestir. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
• Criatividade na moda: estamparias&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A criatividade por meio da criação de estampas é o tema deste multimídia. Projeções em grande escala com diversos padrões das estampas de diferentes épocas.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yiIEhsFeM6Y/Tuk8gHhhedI/AAAAAAAAK70/nF17iaTeUrY/s1600/5.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="299px" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-yiIEhsFeM6Y/Tuk8gHhhedI/AAAAAAAAK70/nF17iaTeUrY/s400/5.JPG" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
• A produção da moda&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Multimídia com as diversas etapas da cadeia produtiva de moda, desde o desenvolvimento das coleções, sua produção até a comercialização nas lojas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
• Intimidade&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Interatividade para apresentação da transformação da roupa intima de crianças e adultos. Fotografias de diversas coleções de moda intima, desde a década de 1970, destacando que a moda alcança a intimidade de qualquer pessoa de qualquer idade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Sala 4&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Espaço lúdico para crianças, jovens e adultos exercitarem a criatividade com a moda. Jogos interativos, programas de criação de estampas, mesa para customização de peças são algumas das possibilidades de lazer criativo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A cultura das campanhas publicitárias: vídeo com campanhas publicitárias de lazer criativo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_J5z41lXxgs/Tuk861I5jTI/AAAAAAAAK78/BeJVuQGvowo/s1600/6.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300px" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-_J5z41lXxgs/Tuk861I5jTI/AAAAAAAAK78/BeJVuQGvowo/s400/6.JPG" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
De brinde recebi uma camiseta Hering, pelas mãos de Hanelore&amp;nbsp;- oferecida pela gerente &lt;strong&gt;Amélia Malheiros&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A cultura das campanhas publicitárias: vídeo com campanhas publicitárias veiculadas a partir da década de 1970.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Horário de Funcionamento&lt;/u&gt;:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
De terça a Sexta 9 às 18 horas&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sábados, Domingos e Feriados, das 10 às 16 horas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Visitas para grupos (escolares e outros) devem ser agendadas com antecedência.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Serviços:&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
• Exposição de longa duração Tempo ao Tempo;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
• * Visitas orientadas por educadores;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
• Atendimento a grupos de estudantes e outros (com prévio agendamento);&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
• Atendimento a pesquisadores.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Museu Hering&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Rua: Hermann Hering 1790 – Bom Retiro&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
CEP 89010-900 – Blumenau – Santa Catarina&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
e-mail: &lt;a href="mailto:museu@hering.com.br"&gt;museu@hering.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
site: &lt;a href="http://www.ciahering.com.br/museuhering"&gt;www.ciahering.com.br/museuhering&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fone: (47) 3321-3340&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Acesse:&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Museu Hering&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=u7XT4x6pRxo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=u7XT4x6pRxo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Hering&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Cia.Hering: 130 anos de história&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://adalbertoday.blogspot.com/2010/05/ciahering-130-anos-de-historia.html"&gt;http://adalbertoday.blogspot.com/2010/05/ciahering-130-anos-de-historia.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Arquivo de Dalva e Adalberto Day&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-3504249365052622888?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/3504249365052622888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=3504249365052622888' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/3504249365052622888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/3504249365052622888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2011/12/museu-hering-e-malha.html' title='- &quot;Camisa confeccionada pela Cia. Hering em 1955, vai para o museu”'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Olt5QDAEZDI/Tuk503TfB3I/AAAAAAAAK7M/tBsyQgrceLE/s72-c/01.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-333624390553188393</id><published>2011-12-13T00:01:00.001-02:00</published><updated>2011-12-13T10:07:57.008-02:00</updated><title type='text'>- O Brasão de Blumenau</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;O Escudo d’Armas do Munícipio de Blumenau&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em dezembro de 1936, a Câmara Municipal de Blumenau aprovou e mandou adotar um brasão para o Município de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_qYnnhWP1MU/Tm-KiFim0gI/AAAAAAAAKaU/8uZyA2mdQVA/s1600/Bras%25C3%25A3o+de+Blumenau+001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400px" rba="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-_qYnnhWP1MU/Tm-KiFim0gI/AAAAAAAAKaU/8uZyA2mdQVA/s400/Bras%25C3%25A3o+de+Blumenau+001.jpg" width="397px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Que é um brasão?&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sem pretender entrar em pormenores que alongariam de muito este artigo, diremos que os brasões simbólicos se originam dos escudos dos soldados das eras primitivas, que costumavam neles desenhar figuras que os distinguissem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Passaram, depois, a fazer parte do patrimônio das famílias nobres, dos feudos, dos bispos, das vilas, cidades e países.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No Velho Mundo,&amp;nbsp;rara a vila ou cidade de alguma importância que não tenha seu brasão.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No Brasil, também, muitos municípios os possuem, alguns bem vistosos e expressivos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A heráldica municipal, entretanto, deveria ser cuidada com mais interesse e carinho, pois os escudos d”armas dos municípios têm uma alta finalidade educativa”. Longe de parecerem frutos de regionalismo condenável, eles condensam lições de historia do desenvolvimento do município a que se referem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Basta saber decifrá-los.Tendo, por exemplo, diante de nós, o escudo de armas de Blumenau, poderemos conhecer, em suas mais importantes passagens, a historia da fundação e do progresso dessa importante parcela da terra barriga-verde.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Como?&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
É o que diremos. Antes, porém, esclareceremos que o escudo de Blumenau foi ideado pelo ilustre historiador conterrâneo, &lt;u&gt;Dr. Afonso d´Escragnolle Taunay&lt;/u&gt; (¹), membro proeminente da Academia Brasileira de Letras, do instituto Histórico e Geográfico, ex-diretor do Museu Paulista, atual diretor da Biblioteca do Itamarati, escritor fecundo e grande amigo de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A pedido do autor destas linhas, o Dr. Taunay prontificou-se a organizar o escudo de armas, presidindo, também, os trabalhos do artista que o concretizou numa magnífica aquarela, que figura no gabinete do Prefeito Municipal.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O nosso co-municipe &lt;u&gt;Curt Hering,&lt;/u&gt; antigo e benemérito prefeito de Blumenau, auxiliou com parte da quantia necessária ao pagamento dos desenhos e fotografias necessários, sendo a outra parte paga pela Prefeitura. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
As várias figuras representativas do escudo foram combinadas entre o &lt;u&gt;Dr. Taunay&lt;/u&gt; e o autor deste artigo, então presidente da Câmara Municipal.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;O Dr. Taunay&lt;/u&gt;, que, além dos escudos de &lt;u&gt;Joinville, S. Francisco e Laguna em Santa Catarina,&lt;/u&gt; ideou muitos outros para municipalidades brasileiras, foi felicíssimo com o de Blumenau. É, no gênero, um trabalho que se pode dizer perfeito (²). Resume a história de Blumenauense em seus lances marcantes, numa magnífica homenagem á memória dos pioneiros do nosso engrandecimento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
As armas de Blumenau constam de um escudo redondo português, encimado pela coroa mural, privativa das municipalidades, esquartelada em seis, com o escudete sobreposto a 3 e 4. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O escudo é dividido em seis quartéis, também com um escudete sobreposto ao todo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nesse escudete, que constitui propriamente as “armas falantes”, vêem-se um rio e um campo de flores à sua margem, sob o Cruzeiro do Sul.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O rio é o Itajaí-açu, o maior do litoral catarinense e que, nascendo nos contrafortes da Serra Geral, vai desaguar no Oceano Atlântico, fecundando uma zona riquíssima, sem dúvida a mais produtiva e progressista de Santa Catarina.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A margem direita desse importante curso d’água ergue-se Blumenau, que quer dizer “campo de flores”, célula magnífica de trabalho, de atividade febril em prol do engrandecimento do Brasil, representado pelo Cruzeiro do Sul, a cuja claridade inspiradora os blumenauenses constroem a própria grandeza para a grandeza da Pátria. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
É muito feliz a combinação. Quanta lição de civismo se poderá daí deduzir! &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NTN1aKGXa4o/Tm-PHcXid1I/AAAAAAAAKag/Y0-125G9Isw/s1600/Blumenau+Beira+Rio+Not.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="271px" rba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-NTN1aKGXa4o/Tm-PHcXid1I/AAAAAAAAKag/Y0-125G9Isw/s400/Blumenau+Beira+Rio+Not.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Blumenau é, de fato, um “campo de flores”&lt;/u&gt; com as suas construções modernas e alegres, os seus jardins esplendentes na beleza e variedade das plantas e, sobretudo, no bom gosto dos seus habitantes que amam sua terra e, instintivamente, colaboram com os poderes públicos no cuidado que dispensam á cidade, a espelhar-se, lindas, nas azuladas águas do Itajaí. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nos quartéis superiores e inferiores estão representadas as armas dos Estados alemães que maiores contingentes de imigrantes enviaram para povoar Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Assim, no ângulo de destra do chefe em campo de goles, está o leão leopardado de Brunswick, de onde procederam muitos colonos que auxiliaram a fundação e a colonização do município.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Brunswick foi também a terra natal do &lt;u&gt;Dr. Blumenau&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-THsqPIvG6VE/Tm-LleMiKNI/AAAAAAAAKac/7aO0Z2_dVJM/s1600/Dr.Blumenauquadros.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" rba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-THsqPIvG6VE/Tm-LleMiKNI/AAAAAAAAKac/7aO0Z2_dVJM/s200/Dr.Blumenauquadros.jpg" width="144px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Hermann Blumenau&lt;/u&gt; ali nasceu a 26 de dezembro de 1819; ali cursou a escola primária, encaminhando-se sob as vistas do pai, enérgico, profundamente religioso e honesto, para a missão gloriosa de civilizador, que lhe haveria de imortalizar o nome.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Brunswilk lembra o &lt;u&gt;Dr. Blumenau&lt;/u&gt;; lembra os sofrimentos, as angustias, o suplicio inenarrável que ele teve de suportar para que o arrojado empreendimento não fracassasse.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A história dos primeiros anos da colônia de Blumenau é um romance amargo de desilusões e de martírios. Só os que conhecem a documentação deixada pó Blumenau, dos primeiros dez anos do seu estabelecimento, poderão fazer uma ideia do que, foi aquele período de atribulações para o animoso doutor em filosofia. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Brunswilk lembra ainda uma plêiade de abnegados e simples agricultores que, ao lado do fundador, serviram-lhe de conforto e de estimulo e, com trabalho, porfiado, foram vencendo o próprio desanimo e a natureza agreste, os perigos das feras e dos índios.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No ângulo de senestra do chefe, em campo de prata, está a águia estendida de preto, bicada, sancada e coroada de ouro, com as asas ligadas do mesmo, tendo à destra um cetro e á senestra um gládio. È a águia da Prússia e do Tirol, de onde vieram muitos imigrantes. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nos ângulos de ponta, a destra, em campo burelado de ouro e sabre, um trancelim de sinople, da Saxonia, e, á senestra, em campo de prata, um leão de blau, o leão da Baviera.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
As armas desses Estados que nos enviaram colonos, com os quais se foi fazendo a grandeza de Blumenau, de Santa Catarina, cercam os quartéis centrais, num dos quais se vêem as armas do Brasil e, no outro, as principais peças das armas o estado, a âncora, a chave e a roda dentada, simbólica de Santa Catarina. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HhGchZehRZQ/Tm-LSuIYy7I/AAAAAAAAKaY/-ME7Opx9v4E/s1600/Bandeira+de+Blumenau+1964.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-HhGchZehRZQ/Tm-LSuIYy7I/AAAAAAAAKaY/-ME7Opx9v4E/s1600/Bandeira+de+Blumenau+1964.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Essa combinação, bem ideada, recorda a fusão teuto-brasileira, pela conjugação das peças heráldicas germânicas; são grupos de prussianos, saxões, bávaros, tiroleses, vurtemburgueses, arrostando os azares de uma longa e perigosa travessia, do Atlântico, em barcos a vela, para virem fundar um núcleo de cultura e progresso nas florestas de Santa Catarina, longe dos centros civilizados, elegendo esse rincão, abençoado com suor e canseiras, para sua segunda pátria, protegidos pela hospitalidade tradicional do povo brasileiro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como “tenentes” aos lados do brasão, estão um sábio e um colono, este empunhando um machado. Ao sábio, deram-se as feições do &lt;u&gt;Dr. Hermann Blumenau,&lt;/u&gt; segundo uma fotografia da qual se copiou a figura do machadeiro, à senestra.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Esses “tenentes” significam que Blumenau é um município criado e engrandecido por sábios e colonos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por sábios como o próprio fundador, que era laureado em Filosofia, naturalista e astrônomo, e, sobretudo, um grande, inteligente e culto colonizador; por sábios como Fritz Muller, universalmente conhecido por “príncipe dos observadores”, como o alcunhou Darwin, e autor de valiosos trabalhos sobre a fauna e flora catarinenses, e de uma das teorias do mimetismo; por sábios como Friedenreich, como Augusto Muller, como dezenas de outros que permanecem na obscuridade, mas cujas obras não foram menos proveitosas á coletividade blumenauense.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pelos colonos, esses ativos e ordeiros elementos que, de outras terras, nos trouxeram exemplos de tenacidade, de sacrifícios, de patriotismo também; colonos que, deixando a enxada, depois do mourejar diário nas clareiras abertas na mataria bruta, estudavam à claridade de lâmpadas de azeite de peixe, para não se embrutecerem no relaxamento, não esquecerem o que da mãe – pátria haviam trazido, não desesperarem sob o peso enorme do trabalho e da saudade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E tudo isso, “pro Sancta Catharina et Brasília”, por Santa Catarina e pelo Brasil, como se vê no listel em campo de blau, do escudo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sim, foi por Santa Catarina e pelo Brasil que &lt;u&gt;Hermann Blumenau&lt;/u&gt; e seus abnegados companheiros arrostaram tanto sofrimento; foi por eles que, em 1865, marcharam garbosos, para os campos do Paraguai; foi por eles que, em 1894, empunharam a bandeira da legalidade, rebelando-se contra a prepotência de governadores descontrolados; foi por eles que fundaram as suas escolas, as suas igrejas, as suas sociedades culturais e recreativas e, finalmente, foi por eles, pela honra e glória de Santa Catarina, que criaram o grande empório industrial e agrícola, em que transformaram todo o vale do Itajaí. Essas indústrias vêm representadas no escudo pela roda dentada de engrenagem de ferro subposta ao listel da divisa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por Santa Catarina e pelo Brasil, Blumenau continuará, pelos séculos afora, com o mesmo animo que orientou os seus fundadores, com a mesma fé, a mesma persistência e honestidade que lhe conquistaram o grande nome dos dias presentes e lhe assegurarão a glória dum futuro majestoso, dentro da grandeza da Pátria Brasileira.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;1) Encomenda da feitura do Brasão foi procedida pelo prefeito Alberto Stein ao senhor heraldista Dr. Afonso d´Escragnolle Taunay&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;2) O desenho original em aquarela foi feito pelo heraldista Dr. Afonso d´Escragnolle Taunay. Foi emoldurado em vidro e colocado no salão nobre da prefeitura municipal de Blumenau. Seu tamanho era de aproximadamente de 40 cm x 40 cm. Em 1965 Niels Deeke observando a aquarela retirou-a da parede e solicitou a Dona Annemarie Techentin que mandasse datilografar a descrição heráldica do brasão colocando-a em um envelope e o colasse no verso do quadro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;u&gt;Obs. de ND .&lt;/u&gt; o quadro sumiu após Hercílio Deeke deixar &lt;u&gt;Paço &lt;/u&gt;municipal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Acesse: &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://adalbertoday.blogspot.com/2011/08/bandeira-do-municipio-de-blumenau.html"&gt;http://adalbertoday.blogspot.com/2011/08/bandeira-do-municipio-de-blumenau.html&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Livro Centenário de Blumenau&lt;/u&gt; – 1850 – 2 de Setembro – 1950&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Edição da comissão de festejos&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
Arquivo de Dalva e Adalberto Day &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-333624390553188393?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/333624390553188393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=333624390553188393' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/333624390553188393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/333624390553188393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2011/12/o-brasao-de-blumenau.html' title='- O Brasão de Blumenau'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_qYnnhWP1MU/Tm-KiFim0gI/AAAAAAAAKaU/8uZyA2mdQVA/s72-c/Bras%25C3%25A3o+de+Blumenau+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-5329143706767203364</id><published>2011-12-08T00:01:00.011-02:00</published><updated>2011-12-16T09:10:23.107-02:00</updated><title type='text'>- A camisa "10" do Zico</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Meu presente de Natal/2011&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No dia &lt;u&gt;27 de novembro/2011&lt;/u&gt; encaminhei um e-mail ao Zico solicitando uma camisa sua do Flamengo para compor meu acervo. Como bom Vascaíno, sempre fui fanático pelo futebol e caráter do Zico, irmão de nada mais que Edu Coimbra, um cracaço de bola, como também Antunes. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Edu foi ídolo do América e chegou a jogar no meu Vascão, mas encerrou a carreira ao lado de Zico no Flamengo.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YFnbtqiMyCw/TuAiuJXAw7I/AAAAAAAAK50/5L4ZRIH1wyk/s1600/Zico+Sedex+001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="144px" mda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-YFnbtqiMyCw/TuAiuJXAw7I/AAAAAAAAK50/5L4ZRIH1wyk/s320/Zico+Sedex+001.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Dia 07 de dezembro/2011 ontem&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; – o Aldori do &lt;u&gt;&lt;strong&gt;SEDEX&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; me chamou para receber essa relíquia autografada do Zico, com sua camisa estilizada, da final do campeonato mundial de futebol – Interclubes; no Japão em 1981. A &lt;u&gt;Camisa mostra a estrelinha do primeiro campeonato mundial ganho pelo Flamengo em 1981&lt;/u&gt;, como também o seu autógrafo mencionando meu nome. Os dizeres são os seguintes:&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0jiMXbldZYU/Tt-XIyYHDJI/AAAAAAAAK40/Zch3HgzhpKM/s1600/Pai+-+camisa+zico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="124px" mda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-0jiMXbldZYU/Tt-XIyYHDJI/AAAAAAAAK40/Zch3HgzhpKM/s320/Pai+-+camisa+zico.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Ao Adalberto Day, com afeto.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Zico&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Ps-7rVQzQxY/Tt-XVkERPoI/AAAAAAAAK48/B2SXtys2rqg/s1600/1+zico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212px" mda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ps-7rVQzQxY/Tt-XVkERPoI/AAAAAAAAK48/B2SXtys2rqg/s320/1+zico.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;Zico vestiu,&amp;nbsp;por um dia, vestiu a camisa do meu Vasco ao lado de Roberto Dinamite.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu já havia recebido autógrafo do Zico durante os&lt;u&gt;&lt;strong&gt; JASC&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; de 2010 em Brusque, conforme mostro abaixo:&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FPpXIHuFeFA/Tt-Xzk2OmrI/AAAAAAAAK5E/CqdMzcnMDvY/s1600/aut%25C3%25B3grafo+zico+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; height: 211px; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; width: 168px;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" mda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-FPpXIHuFeFA/Tt-Xzk2OmrI/AAAAAAAAK5E/CqdMzcnMDvY/s200/aut%25C3%25B3grafo+zico+2.jpg" width="154px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O galinho de Quintino, maior jogador da história do Flamengo, - &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Consegui um autógrafo do Galinho com dedicatória.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;"Ao Beto com Abraço Zico"&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;O dia em que vesti a camisa do ZICO&lt;/u&gt; :&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Z2yWtPRuUY8/TuAkGOoby3I/AAAAAAAAK58/UcUvuzGL1mU/s1600/Camisa+do+Fla+7+12+11+009.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="178px" mda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-Z2yWtPRuUY8/TuAkGOoby3I/AAAAAAAAK58/UcUvuzGL1mU/s200/Camisa+do+Fla+7+12+11+009.JPG" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Muitos achavam que o Flamengo era um time que só conquistava títulos no Maracanã. A Taça Libertadores, vencida no Uruguai, balançou a tese. Depois, o show seria em Tóquio e o Flamengo não precisaria provar mais nada.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os &lt;u&gt;&lt;strong&gt;craques rubro-negros&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; entraram em campo no dia 13 de dezembro de 1981, para enfrentar o Liverpool, vencedor da Copa dos Campeões, pelo Mundial Interclubes, com o objetivo de exterminar uma velha máxima ouvida pelos quatro cantos do Brasil: "o Flamengo é time de Maracanã, só neste estádio mostra superioridade". É verdade que, apenas 20 dias antes, o clube carioca conquistara a Taça Libertadores em Montevidéu, no Uruguai, ao derrotar o Cobreloa, do Chile. Mas pouco importou para os críticos. Para convencê-los, o jeito era superar os ingleses. Com uma grande apresentação, de preferência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Publicado no jornal de Santa Catarina dia 16/12/2011&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;
N° 12442 - ALMANAQUE DO VALE &lt;br /&gt;
Jackson Fachini&lt;br /&gt;
• A camisa 10 do Zico&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-w6DwXMrnHBI/TusmoHKPIwI/AAAAAAAAK8M/QVL5JJPcVgA/s1600/12688423.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="277px" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-w6DwXMrnHBI/TusmoHKPIwI/AAAAAAAAK8M/QVL5JJPcVgA/s320/12688423.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Camisa do Flamengo da final do Mundial de Clubes no Japão, em 1981, com a estrelinha do primeiro campeonato mundial ganho pelo clube e ainda a dedicatória de Zico para Adalberto Day. (Imagem: arquivo de Adalberto Day)&lt;br /&gt;
_________________&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tudo indicava que não seria fácil. O Liverpool passava por uma fase semelhante&amp;nbsp;a do Flamengo, conquistando títulos seguidos há anos. Por coincidência, a primeira conquista importante, a da Copa dos Campeões da Europa, foi arrebatada a em 1978, mesmo ano em que o clube da Gávea vencia o Campeonato Carioca, dando início a uma era de ouro em sua História.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Para os especialistas em futebol, o Liverpool levava ligeira vantagem. Em 1981, enquanto o Flamengo vencera o desconhecido Cobreloa na decisão da Libertadores, o time inglês superara o Bayern de Munique e o&amp;nbsp;Real Madrid nas duas últimas fases - semifinais e final, respectivamente - da Copa dos Campeões. Só que essas teses pouco valeriam em Tóquio. Em campo, como adoram repetir os jogadores, seriam 11 contra 11. Durante o jogo decisivo, aí sim, surgiria o favorito.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os 62.000 torcedores que compareceram ao Estádio Nacional não tiveram que esperar muito para saber qual era o melhor time em campo. Aos 13 minutos, Zico lançou Nunes que viu a saída desesperada do goleiro Grobbelaar e, ainda fora da grande área, o encobriu para abrir o placar. "Acidente de percurso", pensaram os ingleses. Coitados, mal sabiam que o show rubro-negro estava apenas começando.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não se pode dizer que o Liverpool não contava com talentos capazes de inverter o rumo da partida. Os habilidosos Souness e Dalglish, dois dos maiores jogadores da história do futebol escocês, poderiam brilhar a qualquer momento, fazendo o Flamengo tremer. Tremer? Presta atenção no time dirigido por Paulo César Carpegiani: Raul; Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. Havia craques por todos os lados, vencê-los era tarefa quase impossível.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_6RDNgU5dOg/Tt-a5sCuPGI/AAAAAAAAK5k/0wHFb51E7mo/s1600/Zico+1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" mda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-_6RDNgU5dOg/Tt-a5sCuPGI/AAAAAAAAK5k/0wHFb51E7mo/s200/Zico+1.jpg" width="166px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E o pior para os ingleses era que &lt;u&gt;Zico (foto)&lt;/u&gt;&amp;nbsp;estava inspirado, levando à loucura a defesa adversária. Aos 34 minutos, McDermott derrubou Tita na entrada da área e o Galinho se encarregou da cobrança da falta, mandando a bomba que Grobbelaar apenas rebateu. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na sobra, Lico acertou Thompson e Adílio, esperto, estufou a rede: 2 a 0.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Liverpool bambeou, faltava pouco para ruir de vez. A solução era torcer para que o primeiro tempo terminasse logo, com a intenção de se recuperar dos ferimentos no intervalo. A tática estava acertada, só faltou avisar a Zico e Nunes. Aos 41 minutos, o maior jogador do Flamengo em todos os tempos lançou novamente o centroavante, que avançou e bateu na saída do goleiro. Com 45 minutos de antecedência, a taça já tinha destino certo: o Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O segundo tempo foi arrastado, chato mesmo de se ver. O Liverpool não mostrava forças para reagir, limitou-se a ficar na defesa - talvez temendo sofrer uma goleada ainda mais humilhante. Os craques do Flamengo tocavam a bola de pé em pé sem objetividade, envolvendo os combalidos adversários e esperando o tempo passar. Foram 45 minutos de total domínio rubro-negro sobre os ingleses.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Final de jogo e festa no Brasil, o clube conquistava o mundo. Agora, definitivamente, o Flamengo não poderia ser chamado de "time de Maracanã". Afinal, provou ser imbatível em todo o canto, até mesmo do outro lado do planeta.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;SÚMULA - Flamengo 3 x 0 Liverpool&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Data: 13/Dezembro/1981 Local: Estádio Nacional (Tóquio/JAP)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Árbitro: Rúbio Vazques (México) Gols: Nunes 13, Adílio 34 e Nunes 41 do 1° tempo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FMR-Zk7--aE/Tt-Y54p3C5I/AAAAAAAAK5U/XHUDUvIbf94/s1600/mundial81.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240px" mda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-FMR-Zk7--aE/Tt-Y54p3C5I/AAAAAAAAK5U/XHUDUvIbf94/s320/mundial81.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Flamengo:Leandro, Raul;&amp;nbsp;Andrade, Mozer ; Marinho, e Júnior;&amp;nbsp; Lico, Adílio e&amp;nbsp; Nunes;Zico; e Tita. Tec.: Paulo César Carpegiani.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Liverpool: Grobbelaar; Neal, R. Kennedy, Lawnson e Thompson; Hansen, Dalglish e Lee; Johnstone, Souness e McDermott (Johnson). Tec.: Paisley.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fonte: Arquivo e flamengo.com.br&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Página adicionada em 04/maio/2006&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Arquivo Adalberto Day e ZIco&lt;/div&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Acesse para saber mais sobre o Zico:&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://flamengoeternamente.blogspot.com/2011/11/livro-1981-como-um-craque-idolatrado-um.html"&gt;http://flamengoeternamente.blogspot.com/2011/11/livro-1981-como-um-craque-idolatrado-um.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://adalbertoday.blogspot.com/2009/04/tele-e-zico-no-sesi.html"&gt;http://adalbertoday.blogspot.com/2009/04/tele-e-zico-no-sesi.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://adalbertoday.blogspot.com/2009/01/blumenau-x-flamengo-no-sesi.html"&gt;http://adalbertoday.blogspot.com/2009/01/blumenau-x-flamengo-no-sesi.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-5329143706767203364?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/5329143706767203364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=5329143706767203364' title='37 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/5329143706767203364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/5329143706767203364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2011/12/camisa-10-do-zico.html' title='- A camisa &quot;10&quot; do Zico'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YFnbtqiMyCw/TuAiuJXAw7I/AAAAAAAAK50/5L4ZRIH1wyk/s72-c/Zico+Sedex+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>37</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-390962298886979657</id><published>2011-12-07T00:01:00.000-02:00</published><updated>2011-12-07T00:01:00.104-02:00</updated><title type='text'>- Criação da FURB 3º Capítulo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;IDEÁRIO e PRÓDROMOS da CRIAÇÂO DA FURB - Fundação Universidade Regional de Blumenau.&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
SINÓPSE DOS ALINHAVOS CONSOLIDADOS - GENERALIDADES ESPARSAS - REMINISCÊNCIAS, anotações de Niels Deeke, na quadra temporânea que precedeu a criação da instituição.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Prolegômenos colecionados por Niels Deeke – diversas épocas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;3° Capítulo&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rUBM9mDtCMQ/Ts5r-iem7SI/AAAAAAAAK3k/1E0BefvxjXg/s1600/FURB+o2+de+maio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="91px" src="http://2.bp.blogspot.com/-rUBM9mDtCMQ/Ts5r-iem7SI/AAAAAAAAK3k/1E0BefvxjXg/s400/FURB+o2+de+maio.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Reminiscências relativas à FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS. Talvez o ano que então transcorresse fosse o de 1975, cerca dois anos antes de seu falecimento, quando, Hercílio Deeke, numa de suas diárias e delongadas entrevistas com o filho Niels, para enorme espanto deste último, o “Velho Hercílio” exprimiu sua tristeza pelo fato de que já então não era mais lembrado, nem pelo Glauco (Beduschi- diretor da Faculdade e ex-gerente do Banco da Bahia- ag. Bl’au ) numa solenidade na Faculdade para a qual convidaram personalidades que teriam envidado esforços para a concretização da instituição. O velho Hercílio não foi convidado, porém personalidades bem menos representativas, no caso, foram até agraciadas com louvações e diplomas. Ele rememorou rapidamente toda a atabalhoada trabalheira que resultou na criação da Faculdade, quando o mais destacado prócer político e empresarial de seu próprio partido manifestava-se peremptoriamente contrário à idéia. Relembrou nossas muitas conversas de 1962, nas reuniões lá em casa, com o Martinho (Cardoso da Veiga) que era vereador do partido adversário, mas nosso aliado na questão, o apoio constrangedor e difícil que precisou buscar na oposição através do Evelásio Vieira –Lazinho (2), a quem sempre reconheceu, afirmando-o como pessoa que prestou decisivo concurso na criação da Faculdade, quando eu, Niels Deeke, em fins de 1963 e início de 1964, exercendo pesada atividade industrial em Itajaí, não mais podia auxiliá-lo na questão. Contudo adiante deverei, ainda, revelar uma Circunstância que foi Decisiva para a formalização da Criação da Faculdade Municipal. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
2) EVELÁSIO VIEIRA –LAZINHO : Nascido a 25/11/1926. Prefeito Municipal de Blumenau de 31/01/1970 a 31/01/1973 – portanto observe-se que seu mandato de prefeito foi o menor exercido – ou seja de somente três anos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lembrou, H. Deeke, a acolhida positivamente favorável que teve de Alcides Abreu –no Plameg - em F’polis., bem como as dificuldades em encontrar artifícios legais para inscrever verbas orçamentárias e subsidiar técnicos vindos “a priori” a fim de instruir metodologia e burocracia necessárias. Afinal acabou dizendo : “ Até parece que nada mais fiz do que assinar a lei da Criação da Faculdade, talvez já agora pensem que meu único trabalho foi arrastar a caneta por cima do papel e se esquecem da ciumeira partidária que aconteceu em Lages, Itajaí e Joinville, onde, nos dois últimos municípios, respectivamente, governavam o Dadinho e o Bender ”. Aliás o único apoio político-administrativo explicitado, no caso, foi o do Prefeito Alfredo João Krieck (mandato 1961-1966) -de Rio do Sul. É preciso registrar que um conhecido deputado federal por Santa Catarina, nem admitia - por não desejar a criação da “instituição” - ser interlocutor, no Rio ou em Brasília, do assunto criação de uma Faculdade em Blumenau. Quem quebrou as arestas ministeriais, subsidiado com informações documentais e a pedido de Hercílio Deeke foi o então radialista Evelásio Viera - que leva o mérito de ter praticado as buscas e obtido desembaraços, principalmente em São Paulo, talvez até no Rio de Janeiro, e sem dúvida em Brasília para onde seguiu com passagem paga pela PMB, cujos atos o deputado federal, por jamais ter simpatizado com Blumenau, furtou-se, de proceder.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Hercílio não tinha vaidades nem era orgulhoso, mas lhe doía muito qualquer ingratidão, contudo dificilmente deixava escapar, para percepção alheia, o sentimento de que fora atingido. O filho Niels entretanto, já estava mais que curtido pelas vezes em que, nessas ocasiões, suavizava-lhe o amor próprio ferido. Já estava até decorado na expressão de que “ não levasse em conta ações e posturas da nova sociedade emergente, porque esta não possuía passado, era oriunda da classe agrícola ou operária, inculta para os nossos parâmetros conservacionistas de eto tradicional, isso quando não envergonhavam-se, injustificadamente, de um passado de si próprios ou de seus antepassados, menos socialmente participativo ou desprovido de qualquer significado. Faltava-lhes “Berço”. Havia ainda as “aves de arribação” , não andorinhas mas aves de rapina, que aqui chegavam para tudo reformular, somente para justificar feitura de algo, mas que nada mais faziam que somente maquiar existências já anteriormente consubstanciadas.” Era o caso de um parente de político da região serrana. O “velho Hercílio” lançava mão de maneiras suasórias para anestesiar mágoas por ingratidões. Para o filho tudo poderia valer desde que não magoassem o seu “Velho” que tanto se desdobrara, no passado, em favor dos outros. Melhor seria tudo esquecer - porém eram verdadeiros os nossos incômodos, sofridos na maior discrição e confidência, e que transformaram-se na “enorme festança dos outros”. E assim aconteceu, que felizmente em 1969, Niels Deeke, pôde resgatar todo o seu volumoso “dossiê”, relativo ao material “Universitário discente e docente” de seus tempos de acadêmico da UFSC- Faculdade de Ciências Econômicas, que a duras penas obteve e emprestou, em 1962/63, ao Martinho Cardoso da Veiga a fim de possibilitá-lo à composição do teor às matérias letivas a serem ministradas nas diversas cadeiras do curso. . &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Governo do Estado, interpunha toda a sorte de óbices ao pagamento da Cota do Artigo 20 da Constituição Federal, devida, durante a administração de Hercílio Deeke, à Prefeitura de Blumenau. A arrecadação obtida em Blumenau e que lhe era devida mediante devolução Constitucional, foi desviada, pelo Estado, para outras finalidades, como subscrição do capital do “Banco de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina”- “Desembank”, obras do PLAMEG ( Plano de Metas do Governo) - antigo POE ( Plano de Obras e Equipamentos) que somente trocou de denominação, aumento salarial e numérico do funcionalismo estadual, asfaltamento da rodovia entre Joinville e São Francisco do Sul, e principalmente o pagamento da dita “Cota” aos municípios de Lages e outros administrados por prefeitos partidários da situação governante estadual, aquisição de controles acionários das empresas : “Empresa Força e Luz Santa Catarina” –sediada em Blumenau a rua Duque Caxias nº 7 – Cx.Postal 27, e “Empresul”- sediada em Joinville, cujas administrações eram então filiadas ao mesmo partido que exercia o poder o Estado ( PSD) - e, cujos diretores, locupletando-se com a venda de suas ações ao Estado, continuaram assentados nos altos cargos de direção das já então “Sociedades de Economia Mista” e passaram a integrar o consórcio “Celesc”. O que fez Hercílio Deeke para contornar a situação ? Sabedor, no início de 1963, de que o município de Itajaí, apesar do governo local ser da oposição ao estadual, o Prefeito Eduardo ( Dadinho) Canziani (UDN), conseguia através dos deputados estaduais “Sr. José Bahia Spinola Bittencourt ” e “Estivalet Pires” ( ambos do P.S.D), receber frações de seus duodécimos ( Cota artigo 20) e como de antemão podia deduzir que jamais receberia os pagamentos em dia, de vez que os deputados estaduais do partido governamental e que representavam a região blumenauense somente pretendiam era mesmo “ver o circo pegar fogo”, resolveu “instituir” a Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau, destinando à sua recém criada Faculdade, a percentagem de 10% dos recursos oriundos dos duodécimos que Prefeitura de Blumenau, viesse a receber, pelo efetivo ingresso, do retorno da “Cota” do artigo 20 da Constituição Federal no Tesouro Municipal. Procurando, ele Hercílio Deeke, adrede, gestores &lt;strong&gt;&lt;u&gt;capazes de administrarem convenientemente uma autarquia e que pertencessem ao partido da oposição&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; e portanto correligionários dos então mentores do Governo Estadual, deu início a propalada idéia de fundar uma Faculdade em Blumenau, iniciando as discussões “de fato” em sua residência com Martinho Cardoso da Veiga- presidente do Diretório do P.S.D. - partido de oposição, e , a pedido de Martinho, Niels Deeke cedeu-lhe todo o seu vasto material relativo ao Curso de Ciências Econômicas que, em 1961, havia concluído em Universidade Federal e respectivos documentos concernentes ao Conselho Regional de Economistas Profissionais – CREP da 4a. Região com sede então em Porto Alegre RS da qual Niels Deeke era o membro nº 606. Vide nota relativa as preliminares para a organização da Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau e em alusões a Martinho Cardoso da Veiga) . Mesmo assim o Governo do Estado persistiu no atraso do pagamento, pela devolução do IVC , e não foram poucos os aborrecimentos enfrentados também por Martinho Cardoso da Veiga ( Martinho Cardoso da Veiga = Formando em Direito pela UFSC em 1961. OAB SC nº 1688)– encarregado de organizar a nova Faculdade o qual não obtendo sucesso junto à Secretaria da Fazenda Estadual, apelava para Hercílio Deeke, solicitando adiantamentos da Prefeitura- como mensalmente terminou ocorrendo, provocando, dessarte, a antecipação da entrega dos recursos, muito antes da PMB havê-los recebido do Estado, enfim grave sangria no erário da prefeitura...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Rebuscando nossos anais de 1962, encontramos o registro de uma reunião na casa de Hercílio Deeke, num sábado a tarde, mês de outubro, presente o Dr. Martinho Cardoso da Veiga, ocasião em que este último insistia na procura um terreno para abrigar, no futuro, outras “Faculdades” que necessariamente decorreriam, após a fundação da primeira, cuja criação era somente uma questão de tempo. Dr. Martinho fazia muita questão de que Hercílio Deeke declarasse de “Utilidade Pública” os terrenos de ¨ Otto Jensen ¨, situados logo após a Fábrica de Cristais Hering, aliás uma vasta gleba então livre e desocupada, justamente na esquina da rua Bahia com a Rua Benjamim Constant. Era na realidade um terreno de elevado valor não só pelo ponto privilegiado como em razão da considerável área, e tal objetivo pleiteado pelo dr. Martinho era de todo – sem objeções - o mais acertado. Não sabemos quais teriam sido os motivos, além dos citados, que levaram, naquela oportunidade, o dr. Martinho a pleitear dito terreno para a edificação do futuro prédio da Faculdade, entretanto talvez estivesse então interessado por aquele terreno, pela simples razão de residir bem próximo dali, na rua Luiz Altenburg sênior, uma rua transversal à Benjamin Constant. O assunto do respectivo ao terreno de Jensen, infelizmente, não progrediu e sem muita demora foi procedido o seu grande loteamento. – Identificação do terreno que foi objeto de preliminares, em 1963, para abrigar o primeiro prédio da Faculdade- proprietário do terreno : classificado da Crônica Genealógica da família Jensen sob : LRIIF1N9 : Otto Jens Jensen, nascido em 18/6/1894 (Domingo) e falecido em 01/02/1976. Casado com Clara Schoenau, nascida em 1894 e falecida em 17/6/1987. Descende de uma colateral de Clara Schoenau, a sra. Elen Myszcka Pruner – residente em Balneário de Camboriú tel. 3.6..1....4 1. Foto do casamento in TABULARIUM JOANA JENSEN DEEKE &amp;amp; NIELS DEEKE. .Otto Jens Jensen, foi apelidado de “Gasosen Otto” ou “Gasosen Jensen” em virtude de ser fabricante de refrigerante- gasosa- “Fábrica de Bebidas Blumenau”. Residia defronte à “Fábrica de Cristais Hering” na Rua Bahia, então considerado o ponto extremo da Itoupava Seca ( após a linha férrea sobre a via, a região era a do Salto) , em bela casa pintada em cor amarela, no sopé do morro, com frontal para oeste, junto a curva que a rua fazia antes de ser secionada pela linha férrea, possuindo o vasto terreno de pastagem que havia logo à entrada da atual rua Benjamin Constant, então chamada, popularmente, de rua da “Escola Agrícola”.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tRTJyv4j8Q0/Ts5vlvMetPI/AAAAAAAAK3s/TjOwSMhvsrA/s1600/FURB+logotipo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-tRTJyv4j8Q0/Ts5vlvMetPI/AAAAAAAAK3s/TjOwSMhvsrA/s1600/FURB+logotipo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No sentido de prover a Faculdade de Ciências Econômicas de terreno para a construção dos edifícios e instalações, o Prefeito Hercílio Deeke sancionou a Lei nº 1.266 de 13 de agosto de 1964, que em seus quatro artigos declarava de Utilidade Pública, diversas áreas de terras, no bairro Ponta Aguda, em Blumenau. Foram objeto da lei as terras pertencentes aos seguintes proprietários : Comercial Jansen S/A, Eduard Kurt Winckler, Afonso Cordeiro de Oliveira, Afonso Franziskus Maria Steinert, Cerealista Catarinense Ltda., Amilcare Molinare, Otília Koch. É o seguinte o texto do artigo 3º da lei supracitada de 1.266: Art.3º - Fica o diretor da Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau autorizado a praticar os atos necessários à efetivação da aquisição das áreas enumeradas no artigo 1º desta lei, inclusive assinar as competentes escrituras públicas. –ass. Hercílio Deeke- Prefeito Municipal. ( Docs. Vários- ofícios, leis e decretos In arquivo Niels Deeke- Pasta Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau) &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Logo no início de 1964 foram convidadas, de São Paulo, duas professoras solteiras, que vieram para complementar as orientações passadas pela UFSC, para o âmbito não federal.. Vide consignação desta vinda das mestras in. Rel. Neg. Adm. Pref. Hercílio Deeke ano 1964 p. 105 dia 25/02/1964 e 11/03/1964. No ano de 1965 a “Faculdade” foi transferida da “Escola Barão do Rio Branco” (3) para a “ Escola Básica Júlia Lopes de Almeida”(4) , na Ponta Aguda. Somente em fins de 1969 os três primeiros prédios da FURB foram inaugurados na Rua Antônio da Veiga, antigo início do “Jarakenbach”. Início em 1963- Vide Relatórios Administrativos de Hercílio Deeke. Busca de Docs. na UFSC, relativos programa do Curso de “Ciências Econômicas”. Apontamentos das viagens de Martinho Cardoso da Veiga (Martinho OABSC nº 1688 e tel. 221125) e Niels Deeke à Florianópolis em 1963/64, para conhecer dos procedimentos necessários à instalação da Faculdade e arrecadar cópias por “Termo Fax - 3M ”. objetivando viabilizar o curso. Apostilas cedidas por Niels Deeke, formado em Ciências Econômicas pela UFSC em 1961 entregues ao colega Martinho Cardoso da Veiga visando consubstanciar material letivo curricular e prover com subsídios os futuros mestres que formariam o corpo docente da projetada “Faculdade”. Martinho da Veiga (5) devolveu os docs. em 1969, quando na “Fábrica de Chocolate Saturno S.A”., exercia a função “técnico em Contabilidade” e secretário de Assembléias Gerais, empresa da qual Niels Deeke era Diretor. Posse dos primeiros Professores da Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau em 06/4/1964, em solenidade realizada no paço municipal. Em 20/4/1964 foi realizado o primeiro exame vestibular da “Faculdade de Ciências Econômicas” de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
3) &lt;strong&gt;ESCOLA BARÃO DO RIO BRANCO&lt;/strong&gt;. Instituição particular de ensino fundada a 04/3/1953 (Quarta-feira) em Blumenau SC.. Mais precisamente a aula inaugural aconteceu em 04/3/1953- estando o governador do Estado representado por Hercílio Deeke.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
4) ESCOLA BÁSICA JÚLIA LOPES DE ALMEIDA : Inaugurado pelo Governador do Estado Sr. Celso Ramos, em 7/8/1963. Na época a notícia reportava a inauguração de um Grupo Escolar de Ponta Aguda.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
5) &lt;strong&gt;MARTINHO CARDOSO DA VEIGA&lt;/strong&gt; . Inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil – seção Sc nº 1688 e tel 221125. Martinho apesar de integrar o partido P.S.D. - adversário ao de Hercílio Deeke, era simpático aos justos interesses da comunidade e destarte apoiava politicamente os atos administrativos do Prefeito HD- filiado a U.D.N.. Martinho foi também grande amigo de Niels Deeke, confraternizaram diversas vezes com algumas cervejas e camarões à “Paulista” numa mesa de canto no “Bar e Restaurante Lampião” na Itoupava Seca, antes de seguirem para suas casas que adiante situavam-se no mesmo caminho, pois eram vizinhos de residência- quando N.D. possuía sua casa-escritório-fábrica na Rua Gottlieb Reif, e Martinho era confrontante de fundos da propriedade, pela rua Luiz Altenburg sênior, rua paralela à primeira e que a precedia no entroncamrnto com a Rua Benjamin Constant. Na época Martinho já evitava dirigir automóvel e comumente telefonava para N.D. pedindo carona no fim do dia. Assuntos vários foram projetados, numa época em que o futuro genro de Martinho- o dr. Péricles Prade, nascido em 1942, ainda era estudante de Direito, pois formou-se somente em 1965 na UFSC- e nem sonhava em tornar-se seu parente. O assunto “Faculdade de Ciências Econômicas” chegou a tornar-se enfadonho, pois Martinho tanto insistia para que fosse levado avante, quando Niels Deeke ainda era, em Bl’au, o único “ Economista Profissional” inscrito no CREP - Conselho de Economistas Profissionais - cuja sede então ainda era em Porto Alegre RS. De tanta insistência o “nosso velho Hercílio Deeke” acabou concordando em “Criar” a “Faculdade” às exclusivas expensas do Prefeitura e ainda em 1998- as dotações à FURB eram da competência da P.M.B. Além de tudo Martinho era o Contador-Adjunto - responsável da Fábrica de Chocolate Saturno S.A. - empresa de propriedade de Niels Deeke. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Declarações de Hercílio Deeke&lt;/u&gt;: Tão logo cientes de que fora criada uma Faculdade Municipal em São Paulo – a de Taubaté – ( Leia adiante como Niels Deeke foi informado da criação de uma Faculdade Municipal em Taubaté- SP) encetamos os necessários contatos com o Secretário da Educação e Cultura de São Paulo - Padre Januário Baleeiro, ( Governo Adhemar de Barros) que, convidado, veio à Blumenau nos dias 03 e 04 de janeiro 1964, quando hospedou-se no Convento dos padres Franciscanos. Padre Baleeiro veio à Blumenau para tomar parte num programa radiofônico local – e no dia 04/01/1964 ofereceram-lhe, um churrasco no antigo Restaurante Palmital ( sito ainda à rua Nereu Ramos) , ágape ao qual também esteve presente o Secretário do Interior e Justiça do Estado de Santa Catarina- dr. Mário Tavares da Cunha Mello, além membros da comitiva do Padre Baleeiro – seus assessores, diretores da Rádio Nereu Ramos e destacadas personalidades. Vide relatório da visita in “O Executivo em Foco” 09/01/1964- 3 páginas) - Resumo :. Em discurso de agradecimento, feito no Restaurante Palmital, o Padre Baleeiro depois de, com fluência e correção de linguagem, atributos que lhe dão destaque às orações, agradeceu a acolhida carinhosa, manifestando-se, de maneira a mais simpática, sobre a nossa cidade e sua administração e hipotecando a solidariedade do governo paulista às pretensões de Blumenau no que se relaciona com a criação de um estabelecimento de ensino superior nesta cidade. Prometeu, na oportunidade, a vinda imediata de um técnico paulista para orientar todos os trabalhos ligados a essa idéia e para a sua breve concretização. No seu discurso o Padre Baleeiro referiu-se ao fato de ser Blumenau o único município do interior brasileiro que é dotado de um Departamento de Turismo e que esse fato, à primeira vista sem grande significação, é um atestado eloqüente, vivo, da pujança dos blumenauenses, do seu alto grau de cultura e da larga visão administrativa e patriótica dos seus governantes. Fez questão de frisar, o Padre Baleeiro, que ao pisar-se terras blumenauenses, sente-se logo contagiado pelo espírito de ordem, de trabalho, de alegria que reina por toda a parte, características de um povo que vive bem e feliz, trabalhando pelo engrandecimento do país. O assistente militar do Padre Baleeiro, um oficial da Força Pública de São Paulo, simpático e culto, que, com outros membros da comitiva, hospedara-se no “Grande Hotel”, não podia esconder as suas maravilhosas impressões sobre esse estabelecimento, que disse superar em instalações e serviço e na paisagem que dele se descortina, a quantos conhece, mesmo o “Palace Hotel” de Brasília. Esse militar também manifestou-se, com entusiasmo, sobre a recente publicação do Departamento Municipal de Turismo, o pequeno “Guia de Blumenau”, exemplares do qual haviam sido ofertados aos membros da comitiva do Padre Baleeiro. Disse-nos que, se todos os municípios publicassem guias tão bem feitos, tão completos e verdadeiros nas suas informações, não se precisaria sair de casa para conhecê-los bem. Antes de seguir viagem, o Padre Baleeiro e sua comitiva, visitaram à Prefeitura Municipal, ocasião em que a S. Exa. foram oferecidos os “longs playngs” – “Blumenau também Canta” e “Antigamente era Assim” (6), com expressivas dedicatórias. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
6) &lt;strong&gt;&lt;u&gt;BLUMENAU TAMBÉM CANTA” e “ ANTIGAMENTE ERA ASSIM&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;” : Discos “long-play”- lançados oficialmente em Blumenau no mês de novembro de 1963. Foram produzidos pela gravadora Audio Fidelity do Brasil Ltda – estabelecida a Rua Rêgo Freitas, 354- São Paulo, Capital. Era seu gerente geral Sebastião R. Bastos. A gravação foi parcialmente subsidiada pela Prefeitura Municipal - governo Hercílio Deeke, que também colocou à disposição daquele gerente passagens aéreas, e um apartamento no Grande Hotel para recebê-lo em Blumenau durante o lançamento oficial das gravações. Longos trechos da gravação foram executados pela orquestra e coro do Teatro Carlos Gomes, de Blumenau, regida pelo maestro Heinz Geyer.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Exemplares dessas gravações também foram entregues ao Padre Baleeiro para que este os oferecesse, em nome do povo e do governo de Blumenau, ao dr. Adhemar de Barros, governador do Estado de São Paulo.. Entre as promessas de outros favores à Blumenau, o Padre Baleeiro, comprometeu-se a mandar material didático para o Grupo Escolar Machado de Assis, além de uma remessa de livros para a nossa Biblioteca Pública. Foram ainda procedidos os devidos contatos com o Secretário da Educação e Cultura do Estado de Santa Catarina- Prof. Elpídio Barbosa, objetivando orientação nas providências indispensáveis à criação de um estabelecimento de ensino superior em Blumenau. O Secretário da Educação paulista, enviou, em fins de fevereiro 1964, à Blumenau, o diretor da Divisão de Relações Públicas daquela Secretaria, o Padre Manoel Bezerra Melo, cujos conhecimentos relacionados com a organização e funcionamento de Faculdades eram bastante conhecidos. Foram enviados, pelo Governo do Estado de São Paulo, vários técnicos, dentre os quais Orfelina Rabelo e Lapecy Latife, visando orientar os trabalhos para a criação da Faculdade de Ciências Econômicas. Outros profissionais paulistas são referidos nos documentos constantes do arquivo de Hercílio Deeke. Em 11/3/1964 a AIRVI homenageou as professoras paulistas que trataram da fundação da Faculdade de Ciências Econômicas, com um jantar. Reunidos o Prefeito Hercílio Deeke, o Padre Bezerra e o Presidente da Câmara de Vereadores (Bernardo Wolfgang Werner), Presidente da AIRVI- Evelásio Viera (7), e representantes de associações, resultou do encontro o assentamento das providências para a concretização da grandiosa idéia. Foram as seguintes as palavras de Hercílio Deeke : “ A reunião em que tomei parte na sede da Associação Comercial, promovida pela AIRVI, para ouvir o enviado do Sr. Secretário da Educação do Estado de São Paulo, o padre Dr. Manoel Bezerra de Melo, diretor de Relações Públicas da referida Secretaria, teremos e, se Deus quiser, ainda neste exercício, a Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau. Neste sentido, ainda hoje, e em decorrência dos entendimentos havidos na citada reunião, enviarei à Câmara Municipal exposição de motivos, acompanhada de projeto de lei, criando a nossa Faculdade de Ciências Econômicas. Esse projeto deverá ter a aprovação unânime da nossa Câmara Municipal, pois os Srs .Vereadores, homens que sabem sobrepor às conveniências políticas ou de grupos, os superiores interesses da nossa comunidade, já que de há muito também se integravam no número de beneméritos blumenauenses que vêm se batendo pela conquista de um estabelecimento de ensino superior entre nós, e cuja falta se faz sentir de maneira premente. Sancionada a lei de criação da faculdade, solicitarei a sua aprovação ao Conselho Estadual do Ensino. Acredito que, dado o interesse que S.Exa. o Sr. Governador do Estado e o seu digno Secretário de Educação têm demonstrado pelo desenvolvimento e crescente melhoria do ensino no Estado, também aquele órgão não oporá óbices ao pronto atendimento da nossa pretensão. Conto com que, no mais tardar, dentro de 30 dias, teremos legalizados os termos indispensáveis e que, em maio vindouro, já a Faculdade poderá estar em funcionamento. Esclareço ainda que o Decreto de Criação da Faculdade de Ciências Econômicas estabelecerá a distribuição de uma verba de 10% sobre as cotas de retorno devidas pelo Estado ao Município. Isso será suficiente para a manutenção da Faculdade. E eu acredito que dentro do mesmo espírito que tem inspirado o Governo Celso Ramos, no que se relaciona com o ensino e nos seus propósitos, mais uma vez evidenciados, o Estado manterá em dia o pagamento das citadas cotas de retorno; o Município não terá dificuldades, por sua vez, de cumprir com pontualidade os compromissos que terá de assumir para a criação da Faculdade em causa. Congratulo-me, portanto, efusivamente, com a população de Blumenau por mais este grande melhoramento que estamos proporcionando, pelo nosso Governo, a esta comuna e a todo o Vale do Itajaí. Cumpre-me, também, enaltecer o decidido trabalho do presidente da AIRVI, na pessoa do sr. Evelásio Vieira, e à colaboração sincera dos srs Vereadores, das classes produtoras, dos estudantes em geral, de toda a população blumenauense, enfim. Se nos mantivermos dentro do mesmo espírito de solidariedade, de cooperação, que ensejou o feliz resultado a que chegamos, pode Blumenau estar certa de que outras e grandes conquistas serão alcançadas para o seu bem estar e o seu engrandecimento, porque, unidos, seremos uma força capaz de todas as realizações.” – Seguem-se duas folhas copiadas em “ mimeógrafo ” contendo o primeiro “Programa para o Concurso de Habilitação para as Cadeiras da Faculdade de Ciências Econômicas”, que foi publicado, oficialmente, em 12/3/1964. Os primeiros professores da Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau, foram, oficialmente, empossados, pelo Prefeito Municipal de Blumenau- Hercílio Deeke, em solenidade realizada no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Blumenau na data de 31/3/1964. Ainda em 10 de abril de 1964, foram contratados os professores para as várias Cadeiras da Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau, tendo os atos sido referendados pelo Prefeito Hercílio Deeke. Em 20/4/1964 realizaram-se os primeiros exames vestibulares para ingresso na referida Faculdade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
7) &lt;strong&gt;PRESIDENTE DA AIRVI&lt;/strong&gt; : Em outubro de 1964 era Presidente da AIRVI – Associação de Imprensa e Rádio do Vale do Itajaí, o Professor JOAQUIM DE SALLES. Após receber em outubro de 1964 um exemplar do Relatório dos Negócios Administrativos do Município de Blumenau- administração Prefeito Hercílio Deeke, assim se expressou o Professor Joaquim de Salles: “Mais uma vez pude apreciar pormenorizadamente o patriótico e inteligente esforço de V.Exa., bem como o manifesto desejo de bem servir à florescente Comuna que, em boa hora, vem administrando. Perlustrei todo o seu trabalho, mas, de um modo especial, chamou-me a atenção o muito que V.Exa. tem realizado em prol da Educação Pública. Oxalá os sucessores de V.Exa. continuem esta obra, por todos os títulos meritória e digna de encômios. Faço votos para que V.Exa. Senhor Hercílio Deeke, prossiga nesta marcha nobilitante até o fim do seu mandato. Cordialmente Joaquim de Salles – Presidente da AIRVI”.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cLT83XlExhs/Ts5wEfMIjlI/AAAAAAAAK30/2aVpvWdnbvM/s1600/logo+da+furb.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="45px" src="http://3.bp.blogspot.com/-cLT83XlExhs/Ts5wEfMIjlI/AAAAAAAAK30/2aVpvWdnbvM/s320/logo+da+furb.JPG" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Final dos excertos&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
QUAL FOI ENFIM A &lt;u&gt;&lt;strong&gt;CIRCUNSTÂNCIA QUE CONSIDERO DECISIVA&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; NA CRIAÇÂO DA FACULDADE ?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
D E um B A U R U À T A U B A T É&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Acontecimentos entre um BAURU e TAUBATÉ : Um Bauru ( sanduíche) no Bar e Café Alvorada e a indicação de haver uma Faculdade Municipal em Taubaté. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A fim de que me seja possível indicar a “Circunstância que foi Decisiva” na criação da Faculdade, não se me afigura outra condição que não a de relatar as preliminares que culminariam no ¨ &lt;u&gt;FELIZ ACHADO&lt;/u&gt; ¨.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desde meados de 1962 não se passavam dois meses sem que o Martinho estacionasse o seu Chevrolet de duas cores – verde e creme – no pátio do Moinho Peônia , em Itajaí, do qual eu era o gerente geral. ( Capacidade instalada - 300 toneladas diárias de moagem de trigo em grão – capacidade nominal 150 toneladas de moagem) &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Era, ele, o &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Martinho&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, já conhecido dos meus funcionários, como o ¨homem do chapéu Panamá¨ e, pelo interfone, assim o referiam, comunicando sua chegada, geralmente no início das tardes. A história era sempre a mesma : convocava-me, com insistência, a acompanhá-lo à Florianópolis para rebuscar na UFSC legislação e documentação concernente ao funcionamento das Faculdades. Por evidente sempre pretendeu que seguíssemos com meu carro, na época um Aero Willys na cor marrom ou seja ¨cor de burro quando foge ¨, aliás uma corruptela da expressão “corro de burro quando foge”, deixando o seu Chevrolet no pátio da empresa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Foram muitas, mais de 10, as viagens mais fiz com o Martinho Cardoso da Veiga , ele com seu indefectível Panamá à cabeça, terno de linho e mascarado pelos óculos Ray-Ban com armação dourada. Não mais me surpreendia ao vê-lo enfiar a cabeça assim decorada pela porta do meu gabinete no Moinho. Sem alternativa seguia para casa e preparando minha mala para um dia de viagem, rumávamos à Florianópolis, lá extraindo, na UFSC, montanhas de cópias Termo –Fax da 3 M ( eu levava, do Moinho as caixas de papel virgem – sensível ao calor &amp;lt; era caríssimo &amp;gt; para as cópias) , em época na qual não havia, pelos menos aqui, máquina para cópia xerográfica. Através posterior pesquisa minuciosa de tais cópias esperávamos encontrar os necessários subsídios que nos permitissem viabilizar os procedimentos legais necessários à instalação do Curso de Economia em uma Faculdade Municipal.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Foi justamente em uma dessas minhas estadas na UFSC, suponho fosse julho ou agosto de 1963, oportunidade na qual a Universidade recebia a visita de palestrante catedrático de São Paulo, que o dr. David Ferreira Lima - reitor da UFSC , sabedor, há tempos, de nossos objetivos, mandando-me chamar, do recinto de onde extraia cópias, ao seu gabinete, colocou-me em contato com o lente palestrante de curso de extensão universitária que provinha de São Paulo, o qual foi por mim informado de nosso desiderato em constituir uma Faculdade em Blumenau. De imediato apontou-me a apropriada forma legal a ser perseguida, qual fosse repetir os procedimentos que recém haviam ultimado na criação de uma Faculdade Municipal em Taubaté – SP , mediante utilização de recursos públicos municipais. Martinho naquela tarde não esteve presente – permaneceu na Junta Comercial, protocolando e retirando contratos e extratos de assembléias gerais a cargo de seu escritório de contabilidade em Blumenau, e além perdia muito tempo no guichê da Imprensa Oficial do Estado onde providenciava publicações e retirava exemplares impressos com as suas encomendas. Saudoso recordo-me quando, anos após, em 1969/70, sentados à mesa de assembléias da minha Fábrica de Chocolate Saturno S/A nas costumeiras reuniões mensais, ele repetiria a expressão hipocorística ( ou seria uma antonomásia ?) com que, primeiramente, me referiu naquele ano de 1963 : ¨Niels – o Arquimedes, ( ¨ da criação de nossa Faculdade¨, em alusão ao experimentador da pressão hidrostática, que ao banhar-se por imersão, descobriu o método de proceder o cálculo do volume de um corpo e, saindo nu à rua, em Siracusa, gritou ¨Eureka¨, em grego ¨descobri ¨.) no que eu redarguia : ¨só me falta mesmo é sair pelado por aí gritando ¨eureka¨, e nos divertíamos com blagues mais. Todavia não fui propriamente o seu ¨Arquimedes ¨ , quando muito um efêmero primeiro receptor da ¨ informação capital ¨, de que, no Estado de São Paulo, havia uma ¨Faculdade Municipal¨ - &lt;u&gt;então acreditada como a primeira criada no país&lt;/u&gt; - e que se pretendêssemos constituir igualmente outra, mais cômodo seria procurássemos repeti-la, e para tanto indicaram-me competente a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que em seus arquivos possuía a recente documentação aprovada. Num primeiro momento, quando aquele mestre palestrante, com a maior serenidade deste mundo, indicou-me a solução do nosso problema, nem me dei conta do valor da informação, e não fossem as palavras com as quais logo manifestou-se o dr. David Ferreira Lima. dizendo pensar estar revelada, ali, a solução de nosso problema, eu continuaria por algum tempo ainda incrédulo. Sem demora anotei os dados que aquele professor forneceu, endereços e o nome do padre Januário Bezerra – secretário da Educação em S.P. como experimentado no assunto e como a pessoa indicada para consultas. Horas após eu comunicava o ¨ Fato Novo ¨ ao Martinho e também ele, num primeiro instante, não percebeu a importância da notícia, porém aos poucos percebeu que finalmente encontráramos a solução, e para, meu gáudio, eu não precisaria mais vasculhar em Florianópolis.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A partir de novembro de 1963, devido problemas familiares de minha exclusiva família em Itajaí, e da falta de abastecimento de Trigo em Grão importado, o que requeria meus contínuos esforços junto à entidades federais, estaduais e classistas além da COMAP -Comissão de Abastecimento e Preços de Santa Catarina, em Florianópolis e Itajaí, comuniquei, então, ao Martinho e ao meu pai, que deixaria de prestar contribuição tanto assídua ao assunto Faculdade, pois daí em diante as tratativas deveriam ser desenvolvidas diretamente com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, vez que seria nos procedimentos dessa Secretaria, havidos com a Faculdade Municipal de Taubaté, que poder-se- ia fundamentar a futura estrutura de nossa pretendida Faculdade Municipal em Blumenau. Recordo-me ainda que fui, por duas vezes, portador de correspondência ao padre Bezerra – diretor do Ensino da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo ( Padre Manoel Bezerra de Mello ), aproveitando viagens que fazia ao Rio de Janeiro para adquirir cotas de Trigo em Grão, junto ao Ministério da Agricultura, no departamento que substituiu o anterior Serviço de Expansão do Trigo – SET.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Cá encerro este singelo relato no qual constam consignados alguns dos meus procedimentos coevos ao ideário e à ultimação da nossa primeira Faculdade, a de Ciências Econômicas de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Elaboração de: Niels Deeke, em o ano de 2004 – Blumenau – SC&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Para saber mais sobre a FURB e sua história clique em&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; : &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://adalbertoday.blogspot.com/2009/05/furb-45-anos-de-fundacao.html"&gt;http://adalbertoday.blogspot.com/2009/05/furb-45-anos-de-fundacao.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-390962298886979657?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/390962298886979657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=390962298886979657' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/390962298886979657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/390962298886979657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2011/12/criacao-da-furb-3-capitulo.html' title='- Criação da FURB 3º Capítulo'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rUBM9mDtCMQ/Ts5r-iem7SI/AAAAAAAAK3k/1E0BefvxjXg/s72-c/FURB+o2+de+maio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-4551199901396032946</id><published>2011-12-05T00:01:00.001-02:00</published><updated>2011-12-05T10:44:47.205-02:00</updated><title type='text'>- Criação da FURB 2º Capítulo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;IDEÁRIO e PRÓDROMOS da CRIAÇÂO DA FURB - Fundação Universidade Regional de Blumenau.&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7V9fKQ8ZFm0/Ts5l-Z2os_I/AAAAAAAAK3M/Rr5SxQt7kh0/s1600/FURB+o2+de+maio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="91px" src="http://4.bp.blogspot.com/-7V9fKQ8ZFm0/Ts5l-Z2os_I/AAAAAAAAK3M/Rr5SxQt7kh0/s400/FURB+o2+de+maio.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
SINÓPSE DOS ALINHAVOS CONSOLIDADOS - GENERALIDADES ESPARSAS - REMINISCÊNCIAS, anotações de Niels Deeke, na quadra temporânea que precedeu a criação da instituição.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Prolegômenos colecionados por Niels Deeke – diversas épocas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;2° Capítulo&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A mim, Niels Deeke, parece que toda a história de teus períodos de gestão pública administrativa, foram, qual “Mamutes”, congelados na Sibéria Polar, e sinto-me como se fosse um escavador, que dotado de picareta precisa remover o espesso gelo, sem, porém, poder desbastá-lo ao ponto de revelar, nitidamente, a sua aparência. Tal como o mamute ainda encarnado – parcialmente visível dentro do bloco de gelo, também permanecem os teus atos – tuas ações - teus sistêmicos grandes feitos. Solitário ( Desassistido social e politicamente ) não consigo mover o enorme paquiderme, para, transportando-o a aprestado ambiente, onde sendo possível retirar-lhe a camada de água turva congelada, se possa então, rapidamente, revestir seu arcabouço da conveniente película, de cristalina e translúcida substância criogênica, que iria preservá-lo inteiramente visível. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tu, meu indígete pai e velho herói, já agora dotado de clarividência no fastigioso apogeu da eternidade em que te encontras, por certo não precisas que eu decline as flexões substantivas- ativas, passivas e neutras, referidas na supra figurada exposição, porque poderás identificá-las de plano, porém quanto ao “ambiente aprestado”, na verdade, existem, aqui em Blumenau, dois, ditos públicos e que deveriam ser os bastiões de nossa história,, todavia infectados de parasitas perdulárias lá acomodadas e, pelo menos, de momento, para tal “não se prestam”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já nos debatíamos em surda luta por nossa Faculdade anos antes do Secretário da Educação e Cultura do Estado de São Paulo – o Padre Januário Baleeiro, ( Governo Adhemar de Barros), vir a Blumenau nos dias 03 e 04 de janeiro 1964 - quando aqui chegou transportado pelo avião particular do governador Adhemar de Barros do qual era piloto o nosso parente Afonso Henrique Deeke (3) - e que hospedou-se no Convento dos Padres Franciscanos para tomar parte num programa radiofônico local (Vide relatório da visita in “O Executivo em Foco” de 09/01/1964- 03 páginas. O “Executivo em Foco “ trata-se de precioso documentário registrando.em minuciosa resenha, as atividades cotidianas exercidas pelo Prefeito Hercílio Deeke) e de naquela oportunidade ter, ele Padre Baleeiro, se submetido a argüição quanto a possibilidade da Secretaria daquele Estado, orientar nossa municipalidade no sentido de formalizar a instalação de uma Faculdade, no que o Secretário Baleeiro, anuiu e enviou, nos últimos dias de fevereiro 1964, à Blumenau, o diretor da Divisão de Relações Públicas daquela Secretaria, o Padre Manoel Bezerra Melo, cujos conhecimentos relacionados com a organização e funcionamento de Faculdades eram bastante louvados. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
3) &lt;strong&gt;AFONSO HENRIQUE DEEKE&lt;/strong&gt; : Crônica Genealógica da “Família Deeke” – autoria Niels Deeke. Afonso Henrique Deeke -F6N36- nascido em Rio da Luz- Jaraguá do Sul - SC, em 07/6/1911 e falecido, solteiro, em agosto de 1988, em São Paulo. Piloto Civil que serviu, por longos anos, ao governador de São Paulo- Adhemar de Barros, na qualificação de seu piloto de confiança. Possuiu avião particular e era instrutor de aviadores.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Consta de minhas anotações – in agenda Niels Deeke do 1º trimestre do ano 1964, creio que pela ordem dos registros fosse o mês de fevereiro : “Viagem ao Rio de Janeiro. Escala em São Paulo para entrega de documentação da “Faculdade de Blumenau” ao Padre Bezerra na Diretoria do Ensino Superior da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo”. Recordo-me de que necessitando ir, trimestralmente, ao Rio Janeiro, onde ainda funcionava o Ministério da Agricultura, adquirir, para o trimestre seguinte, cotas de Trigo em Grão importado da Argentina para Moagem no Moinho de Itajaí – “Moinhos Reunidos Itajaí S.A ou Moinho Peônia” ( Grupo empresarial misto : Chinês e Nacional) – do qual eu era o gerente geral , pediu o meu pai, que eu fizesse escala em São Paulo para levar, em mãos, um pacote com documentação relativa à Faculdade e que era destinada ao Padre Bezerra na Diretoria do Ensino daquele Estado. Eu próprio já nem desejava mais incomodar-me com o assunto que em 1963 tanto trabalho me custara pelo envolvimento com o Martinho e seus insistentes pedidos de buscas em Florianópolis e em P.Alegre-RS, porém acedi em ser portador do embrulho do qual fiz entrega ao Oficial de Gabinete do dito padre. Após um chá de cadeira de mais de duas horas sem que o homem aparecesse, e quando, pelas 17 horas já temia perder conexão aérea para o Rio, decidi enfrentar o já então caótico trânsito e correr para Congonhas, porém foi em vão, no que perdi a passagem , e somente consegui embarque para o dia seguinte. Além de então só haver, para saída antes das 7 horas da manhã, vôo com destino ao aeroporto Galeão, pois para a Ponte Aérea para o Santos Dumont – ( O Ministério da Agricultura distava do Aeroporto Santos Dumont não mais de 500 metros) ainda não havia entrado em operação. Parecia que tudo quanto fosse assunto relacionado com a Faculdade provocava-me contratempos. Na ocasião eu portava uma carta de apresentação do Sr. Genésio Miranda Lins ao seu amigo o Ministro da Agricultura – Sr. José Ermírio de Morais, recomendando-me como emissário e interlocutor de seus interesses na Empresa Moageira da qual ele, Genésio Lins, era o acionista majoritário do grupo nacional. A audiência fora previamente marcada para as 10 horas da manhã e eu apresentar-me-ia amarrotado pela viagem. Mas mesmo assim ainda fui feliz conseguindo chegar no horário aprazado ao gabinete do ministro o dr. José Ermírio que gentilmente recebeu-me e, chamando o então encarregado do Serviço de Expansão do Trigo, o Sr. Fontelles, despachou a reivindicação de nosso Moinho concedendo-nos as cotas de grão pleiteadas para todo aquele ano. Tudo novamente em vão, pois já em abril, com a queda do Governo Jango, as posições das cotas anteriormente deferidas foram canceladas e o departamento do SET ( Serviço de Expansão do Trigo) foi simplesmente extinto.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Foram enviados, pelo Governo do Estado de São Paulo, vários técnicos especializados, dentre os quais a professora Orfelina Rabelo ( Que recebeu por ordem de Hercílio Deeke –qualificado Prefeito, a importância de Cr$100.000,00 a titulo de gratificação pelos serviços prestados na organização e encaminhamento do processo relativo à criação da Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau. Era seu endereço : Secção de Planejamento da Secretaria de Educação - Largo do Arouche, 302 – 14º andar São Paulo S.P.) e Lapecy Latife, visando orientar os trabalhos para a criação da Faculdade de Ciências Econômicas. Outros profissionais paulistas são referidos nos documentos constantes do arquivo de Hercílio Deeke, quase todos vinculados à Faculdade em Taubaté – &lt;strong&gt;&lt;u&gt;autarquia municipal&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; de Taubaté –SP, cujas diversas Faculdades foram instituídas a partir de 1965 , e , no presente, agrupadas na UNITAU ( Universidade de Taubaté) , sendo, agora, regidas pelas Leis do Poder Executivo do Município de Taubaté, n° 1.032 de 11/12/1967 e pela Lei Municipal n° 1498 de 06/12/1974. Portanto criada pelo Município de Taubaté SP, e que, sem dúvida, foi o espelho que serviu de modelo para a formalização dos primeiros atos de constituição da nossa Faculdade de Ciências Econômicas, muito contrariamente ao que pensa, atualmente ( estamos em 1997) , a maioria dos blumenauenses ao imaginarem que as diretrizes organizacionais foram determinados pelo Estado de Santa Catarina, pois, na verdade, todas as projeções da instituição, apesar de Instituição de Ensino Municipal, foram unicamente planeadas na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como dizia eu, muito antes da feliz e eficaz interveniência do padre Baleeiro, cujo primeiro contato local devemos, no segundo semestre de 1963, ao Sr. Evelásio Vieira ( Lázinho) , nós, como deves recordar, meu velho – tu , Martinho e eu - desde 1962, nos debatíamos intensamente para concretizar a “Promessa” que havias feito, de público, tanto na tua campanha política em 1960, como no teu discurso de posse em 1961 na Prefeitura Municipal de Blumenau e também perante à Câmara Municipal de Vereadores. Martinho, que foi meu colega, ou melhor, contemporâneo, estava, como acadêmico, um ano à minha frente, na Faculdade de Direito da UFSC, na qual ele formou-se em 1961 e eu em 1962, e como, Martinho, não era bacharel em Ciências Econômicas, mas sim ¨Contador ¨-Técnico em Contabilidade e segundo dizia formara-se em Ciências Contábeis e Atuariais - no Paraná- necessitava, para respaldar os primeiros atos, de alguém, preferentemente blumenauense, que sendo Bacharel em Ciências Econômicas, estivesse devidamente inscrito no Conselho Regional de Economistas Profissionais -CREP. Naquele ano de 1962 não encontrou por aqui quem preenchesse todos estes requisitos. Em 1963, em Blumenau, havia somente cerca de vinte advogados e economista registrado como tal no Conselho-CREP- competente não havia único na cidade. Assim ele, Martinho, sabendo-me Bacharel em Ciências Econômicas –UFSC, desde 1961, estimulou-me para proceder o competente registro de meu Diploma de Bacharel em Ciências Econômicas- UFSC- concluído em 1961, instando-me a inscrever-me, na então distante Porto Alegre RS, sede da região circunscricional a que estavam, os Economistas Profissionais do nosso Estado, filiados. Foram duas viagens que resultaram nas seguintes consignações : Conselho Regional de Economistas Profissionais – CREP da 4a. Região com sede então em Porto Alegre RS da qual Niels Deeke era o membro nº 606, registrado a fls 61 do livro nº 01 do Conselho Regional de Economistas Profissionais da 4ª Região em Porto Alegre RS em 19/6/1963. Posteriormente, quando junto com meu colega, de turma em economia, Odemir Faísca – economista em Florianópolis, falecido em Brasília - encabeçamos o movimento pela criação do nosso próprio Conselho no Estado, registrou-me, aquele colega, sob nº 034 a fls. do livro competente nº 01 do Conselho Regional de Economistas Profissionais da 7ª Região em Florianópolis - Santa Catarina em 27/02/1967- CREP -7ª Região inscrição nº 034. Também mais tarde inscrevi-me no Conselho Regional de Economistas Profissionais da 2ª Região São Paulo em 10 de julho de 1968 - Recibo de inscrição nº 11892- anuidade de 1968.- CREP – IS - baixado em sessão plenária da 2ª região em 19 de junho de 1974.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desinteressadamente, a teu mando, fui, algumas vezes, de Itajaí à Florianópolis, levar, em mãos, documentação para formalização da Faculdade ao dr. Elpídio Barbosa, que era o Secretário da Educação, do nosso adversário Governo do Estado. O bom Elpídio, já velhinho e fungando, penso que também sofresse de enfisema pulmonar, quando, mesmo sabendo através da solicitação de audiência que antes lhe entregava o funcionário, me via entrar no seu gabinete, não conseguia disfarçar sua preocupação. Eu que o conhecera por quatro anos na Faculdade de Ciências Econômicas, podia avaliar o seu estado de espírito, que deixava transparecer a angustia que lhe provocava toda a questão das démarches para a instituição oficial do nosso Estabelecimento de Ensino Superior. Por ser notório - era caso cediço - que não desejavam, não propriamente ele Elpídio, mas a alta administração do Governo do Estado em geral, talvez ainda só com a exclusão do dr.Alcides Abreu, a criação de uma Faculdade, em qualquer cidade do Estado. E por quê ? Não era pela razão específica de pretender-se aqui, em Blumenau, criá-la, mas sim pelas suas conseqüências, que desencadearia, em cascata, uma proliferação de pleitos idênticos em Itajaí, Joinville, Lages, Criciúma e demais cidades, seguindo no rastilho da nossa criação. Temiam que as cidades administradas por seus correligionários lhes requeressem o patrocínio de fundações idênticas, quando então, não teriam como esquivarem-se de abrir as burras do Tesouro a fim de satisfazê-los. Foi este o motivo de terem, no Governo do Estado, interposto tamanhos entraves à tramitação dos documentos perante os organismos da Educação, pois com finança, nenhuma, do Estado, contribuíram para a formalização da nossa Faculdade. Néquinha de catiberibe.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E quantas viagens mais fiz com o Martinho Cardoso da Veiga (Martinho Cardoso da Veiga OAB-SC nº 1688 e tel. 221125) - ele com seu indefectível chapéu panamá à cabeça - fizemos à Florianópolis em 1963.algumas ainda em 1964, para, na UFSC, conhecer dos procedimentos necessários à instalação da Faculdade e programas de gestão arrecadando cópias por “Thermo Fax – 3 M” objetivando viabilizar o curso. Toda esta parte também consta parcialmente desenvolvida junto ao HD 111 – Escólios de Niels Deeke Nota nº 2 – Faculdade de Ciências Econômicas. Naquele época o Milton Pompeu da Costa Ribeiro, ainda nem residia em Blumenau e nem sabíamos que ele existia ou quem fosse. Entrementes é necessário reconhecer que o Martinho, vereador à câmara naquele tempo, foi uma pessoa obstinada na questão “Faculdade”, portanto foi o calço da mola mestra para o assentamento da Instituição. Tornamo-nos colegas e amigos, fomos vizinhos de casa no bairro Asilo, e resultante dessa relação de amizade cheguei à direção da &lt;u&gt;Fábrica de Chocolate Saturno S/A&lt;/u&gt; da qual ele era, então, o Contador e secretário das assembléias gerais.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em síntese todo o assunto Faculdade e Furb (4), tornou-se para mim enfadonho, fastidioso ao extremo, e considerando a maneira como hoje interpretam - inquinando e conferindo conotação medíocre à sombra de artificialismos truncados - aquele nosso hercúleo esforço despendido tão desinteressadamente, e que levou-me, inclusive, a uma séria discussão com o Heinz Schwartz, este que então era radicalmente contrário à criação de uma Faculdade de Direito, mas, interesseiramente, submeteu-se ao exame de capacitação para lecionar na Faculdade de Economia - e foi aprovado, só me resta tudo esquecer porque, para mim e para ti, tudo não passou de “puro tempo perdido, relegado ao limbo”, sem qualquer reconhecimento, aliás muito pior porque agora a existência da “Faculdade” é invariavelmente citada como devida a Lei Municipal nº 1.459 de 1967, ( sancionada pelo prefeito que te sucedeu) quando através desta, simplesmente multiplicaram por dois o que já existia, ou seja o resultado que, muito antes, em 1964, obtiveste criando, &lt;u&gt;&lt;strong&gt;após&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, os cursos de Ciências Jurídicas ( Direito) e o de Filosofia, olvidando a difícil problemática que enfrentaste para encontrar a solução e instituir definitivamente a Escola Superior. Agora, passados trinta anos, o episódio não só da criação com também da vitalização da Instituição é geralmente referido através capcioso etimema ( silogismo truncado ou ainda uma metátese de raciocínio), no qual, tergiversando, apresentam à platéia o esforçado Martinho transmudado de Diretor da Faculdade em Reitor das três Faculdades (das quais a primeira foi por ti criada) e tal fizeram com enorme alarido para adonarem-se da criação de uma Universidade de somente três cursos. Não pude afastar de mim o sentimento de contrariedade por tamanha incompreensão explicitada nos meios de comunicação e pelos de preservação e divulgação da história local, razão pela qual, num momento de repulsa, expurguei prontamente o acesso aos meus arquivos da espessa “Pasta Ensino Superior em Blumenau”, remetendo-a, também, ao meu depósito de documentos e velharias no Paraná e, além disso, propendo, sempre mais, quando divulgado tal assunto, esquecê-lo, porquanto mesmo curada a ferida, permanecerá a cicatriz. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
...............................&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
4) (FURB : A “Fundação Universidade Regional de Blumenau”, foi declarada e Utilidade Pública através da lei nº 1.774 de 11 de agosto de 1971- Prefeito Evelásio Viera. E através da lei nº 1.765 de 09/7/1971 sancionada pelo Prefeito Evelásio Vieira, foram criadas bolsas de estudos na Fundação Universidade Regional de Blumenau, em número de 12 ( doze) bolsas de estudos. Em abril de 2002 era responsável pelo Arquivo histórico da Furb- a Sra. Nessi Cristelli – tel. 3 210224.)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
----------------------------------------------- &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Palavras aos Blumenauenses : versão extensiva - página 8.604 :&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
HD: 111&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Discurso&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; proferido por HERCÍLIO DEEKE&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Qualificação : Prefeito Municipal de Blumenau&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Local : Salão Nobre do Colégio Santo Antônio- Blumenau SC&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tema : Solenidade de Inauguração da Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau (1) (2)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Data : 02 de maio de 1964 (3) &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Exmo. Sr. Diretor Dr. Martinho Cardoso da Veiga&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Exmo. Sr. Professor Dr. Alcides Abreu&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Exmos. Srs. Professores&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Senhores Alunos&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Meus Senhores. Minhas Senhoras&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Se a vida pública impõe sacrifícios, gerados pela soma de deveres e obrigações de seus variados encargos, firma, também, momentos de grande satisfação, marcando profundamente a nossa existência.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A sanção e promulgação da Lei Municipal nº 1.233 de 05 de março de 1964, foi uma dessas ocasiões marcantes que, pelo seu valor histórico, pelo seu significado e alcance, pode ser rubricado como o maior acontecimento atual da vida cultural blumenauense. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sinto-me feliz em ter participado, diretamente, como Governador do Município e ainda pessoalmente, na fundação da Faculdade, que há muito desejávamos. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zjSUITpohCU/Ts5oOKrAeeI/AAAAAAAAK3U/k2XsFw2ZgkA/s1600/Colegio+Bom+Jesus+Sto+Antonio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="240px" src="http://3.bp.blogspot.com/-zjSUITpohCU/Ts5oOKrAeeI/AAAAAAAAK3U/k2XsFw2ZgkA/s320/Colegio+Bom+Jesus+Sto+Antonio.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;“ Blumenau precisa de uma Faculdade&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; ”&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Este o brado uníssono levantado. Este o lema que congregou os esforços de todas as classes sociais de nossa comuna.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A capacidade de viver, sentir e realizar em conjunto, resultou, afinal, na fundação da Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau, criada, juridicamente pela Lei nº 1.233, mas com existência anterior em nossa vontade, como meta ideal dos blumenauenses que sentiam, e sentem nela, a possibilidade de aumentar o quadro de suas elites, para corresponder ao desenvolvimento de nossa cidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Este fruto de obstinado esforço comum irá disseminar a ciência nela recebida.É a primeira Faculdade do interior do Estado de Santa Catarina em manter o ensino, em grau superior, das Ciências Econômicas, Atuariais e Administração, cuja influência benéfica - criadora, em pouco tempo far-se-á sentir, não só no nosso Município, como em todo o Estado, mercê dos estudos dos fenômenos econômicos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Curso de Economia corresponde a uma necessidade do Brasil contemporâneo, dado o seu processo de expansão incoercível que tem suscitado a admiração dos estudiosos. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E vós, jovens que ireis fazer da ciência econômica o seu instrumento de trabalho, permitais, como essa bondade que vos é própria, uma recomendação no sentido de que apliqueis a teoria à prática, e que não só classifiqueis aos fatos, mas, também, que se lhes deis a interpretação verdadeira e consentânea com o meio social e as condições peculiares da vida do nosso povo, desprezando as falsas equações, tudo como subsídio necessário para melhoramento desse mesmo ambiente e das suas naturais identificações.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Hoje, mais do que ontem, tem o Brasil maior necessidade de bons economistas, científica, honesta , moral e civicamente bem formados, a fim de colaborarem no engrandecimento do país.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ao Corpo Docente da Faculdade está afeito o cumprimento de um vasto e árduo programa didático e administrativo. Sua direção conta com o nosso apoio, enquanto nós contamos com Ele - o Todo Poderoso, para velar pelo sempre crescente engrandecimento de nossa faculdade, em todos os seus setores, a fim de que consolide-se o conceito de que em Blumenau, efetivamente, foi estabelecida uma Faculdade que honra as suas tradições.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Corpo Discente está ávido de saber.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Que a messe seja farta para o bem de todos nós.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ao ilustre Professor dr. Alcides Abreu que ministrou com tanta erudição a aula inaugural, símbolo da capacidade intelectiva dos jovens catarinenses, o reconhecimento do Governo e do povo de Blumenau, pelo atendimento ao convite, que marcou, admiravelmente bem, o início do ano letivo de nossa Faculdade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Deveremos continuar a empenhar-nos com o mesmo esforço comum que propiciou a criação da Faculdade de Ciências Econômicas, para podermos alcançar, em futuro próximo, a fundação de outras Faculdades.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tenho a certeza e a convicção de que o mesmo desprendimento, esforço e ânimo de trabalho de ontem, está aguardando o toque de reunir para encetar a execução de novas tarefas, novos empreendimentos em benefício de nossa coletividade, que já a aspiração não é só nossa, mas sim de toda a Pátria. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ao porvir caberá distribuir a recompensa mediante o reconhecimento de nossa juventude culturalmente enriquecida através da segura orientação acadêmica, para contribuir ativa e decisivamente nos destinos da Nação. Sejam Felizes . &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Muito Obrigado. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;HERCÍLIO DEEKE&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Notas ao HD 111 – Escólios de Niels Deeke&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
1) JÁ EM 1953 PRETENDIAM INSTALAR UMA UNIVERSIDADE EM SANTA CATARINA.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Consta do Relatório dos Negócios Administrativos do Município de Blumenau- Prefeito Hercílio Deeke- ano 1953, à p. 96 : 29/5/1953 : “ Chegam a esta cidade o Prof. Sr. Ernesto de Souza Campos e Exma. esposa, acompanhados do sr. dr. Vitor Peluso. Ao ilustre visitante, que se encontrava em nosso Estado estudando a possibilidade da construção de uma UNIVERSIDADE, foi oferecido um jantar no Tabajara Tênis Clube, ao qual compareceram as autoridades locais e grande número de representantes das classes produtoras. “ &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A Faculdade de Direito de Santa Catarina foi fundada em 11 de fevereiro de 1932, e reconhecida pelo Governo Federal , nos termos do Decreto nº 20334 de 07 de janeiro de 1946.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
2) FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS : A primeira Cadeira de “Ciência Econômica”( sic) foi criada por Decreto na cidade do Rio de Janeiro em 23/02/1808 . &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
ÍNTEGRA da Lei nº 1233 de 05/3/1964. Cria a Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau, e dá outras providências. HERCÍLIO DEEKE, Prefeito Municipal de Blumenau. Faço saber a todos os habitantes deste Município que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono e promulgo a seguinte lei: Art. 1º Fica criada a “Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau”, como entidade autárquica, com personalidade jurídica de direito privado interno, autonomia financeira e administrativa, com sede e foro no Município de Blumenau, e reger-se-á pelo disposto nesta lei. Art. 2º - À Faculdade de Ciências Econômicas compete administrar o Ensino Superior de curso de Economia, de Atuário, de Contador e de Administração de Empresa. Art. 3º- A Faculdade organizar-se-á na forma estabelecida na legislação federal vigente ( Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) Art. 4º- A Faculdade poderá firmar convênios com fundações, legalmente constituídas, que mantenham atividades correlatas. Art. 5º- A Faculdade será dirigida e administrada por um Diretor, nomeado em comissão pelo Prefeito Municipal, dentre os professores da Faculdade, na forma como dispuser o Regimento Interno. Art.6º- Fica criado o Fundo de Manutenção da Faculdade de Ciências Econômicas, destinado à execução de sua finalidade. Art. 7º- O Fundo é constituído de 10% ( dez por cento) da Cota de Retorno determinada no art. 20 da Constituição Federal. Art.8º- A Prefeitura entregará à Faculdade, o Fundo previsto no artº 7º na mesma proporção que o for recebendo do Governo do Estado de Santa Catarina. Art.9º- Constituem fontes de receita da Faculdade : a) O Fundo de Manutenção da Faculdade; b) Dotações Orçamentárias ou créditos especiais aprovados pela Câmara Municipal; c) Auxílios, subvenções, contribuições e doações de entidades públicas ou particulares; d) Produtos de operações de crédito; e) Produto de juros de depósitos bancários; f) Taxas ou rendas de serviços prestados; g) Rendas eventuais; h) Rendas provenientes de acordos, convênios e contratos com pessoas jurídicas ou físicas. Art. 10º- A Faculdade terá serviço completo de contabilidade de todo o seu movimento financeiro e patrimonial. Art. 11º - Os Balanços anuais da Faculdade serão encaminhados à Diretoria da Fazenda Municipal, até 31 de janeiro do ano subseqüente. Art. 12º- O patrimônio da Faculdade será constituído de haveres, bens, papéis, máquinas e outros bens legal e regularmente constituídos. Art. 13º- A Administração da Faculdade ater-se-á às peculiaridades da legislação e dos regulamentos pertinentes à espécie. Art. 14º - A Faculdade terá sistema de classificação de cargos e remuneração própria aprovada por decreto do Poder Executivo, ou por qualquer outra forma estabelecida em convênios, regulamento ou regimento. Art. 15º- Fica criado o cargo de Diretor da Faculdade- Parágrafo único- O cargo só poderá ser provido por pessoa que preencha as condições estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Art. 16º - Dentro de noventa (90) dias, contados da publicação desta lei, serão baixados os seus regulamentos e o regimento da “Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau”. Art. 17º- Fica o Poder Executivo autorizado a abrir crédito especial, por conta de recursos hábeis, para atender o disposto no art. 7º desta lei, devendo, para os exercícios financeiros vindouros, consignar em orçamento a verba aludida. Art. 18º- O Prefeito Municipal designará pessoa para praticar todos os atos necessários à execução desta lei, cujas funções cessarão com a autorização para o funcionamento da Faculdade, expedida pelo órgão competente. Art. 19º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Prefeitura Municipal de Blumenau, em 05 der março de 1964. HERCÍLIO DEEKE- Prefeito Municipal.- Publicada a presente Lei nº 1.233 na Diretoria do Expediente e Pessoal, aos cinco dias do mês de março do ano de mil novecentos e sessenta e quatro. Annemarie Techentin- Diretora.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A “Aula Magna Inaugural” da Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau, foi proferida em 02/5/1964, pelo professor dr. Alcides Abreu, catedrático da Universidade Federal de Santa Catarina, e secretário do “PLAMEG” do Governo Estadual, proferida no antigo auditório do “Colégio Santo Antônio” &lt;u&gt;&lt;strong&gt;(Foto)&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&amp;nbsp;sob a presidência de Hercílio Deeke (Vide Relatório dos Negócios Administrativos do Município de Blumenau ref. ao ano de 1964- Prefeito Hercílio Deeke- p. 17,18, 18-a, 18-b, e 19- historiando a fundação da faculdade de Ciências Econômicas em Blumenau) &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Observação&lt;/u&gt; de Niels Deeke : Nesta mesma data de 02/5/1964 era inaugurada, com a presença do Governador do Estado, prefeitos dos municípios do Vale do Itajaí, a USINA PALMEIRAS, geradora de Eletricidade, em Rio dos Cedros.. ( Obs. de Niels Deeke : era voz corrente que pretenderam, assim agindo - os próceres da oposição político-partidária instalados no Governo do Estado - obnubilar a majestade da notícia e da repercussão da criação da nossa Faculdade )&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Decreto nº 490 de 07/3/1964, com 15 artigos, através do qual o Prefeito Hercílio Deeke Adota Normas Para Admissão, Mediante Contrato de Professores Para a Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau e Dá Outras Providências Contém 15 artigos - Vide Coleção de Leis ano 1964 Prefeito Hercílio Deeke- in arquivos de Niels Deeke.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Prefeito Hercílio Deeke, através de sua Portaria nº 87 –de março de 1964, designou a Comissão Julgadora encarregada de proceder ao Concurso Público para a admissão de Professores para a Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau. A comissão ficou assim constituída : Presidente José Ferreira da Silva; Membros : Dr.Rômulo Silva, economista e Eunildo Lázaro Rebelo, advogado. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Obs. : Vide HD: 78. Discurso de HERCÍLIO DEEKE. Qualificação: Prefeito Municipal de Blumenau. Local : Câmara de Vereadores de Blumenau. Data : 10 de fevereiro de 1961.Tema : Plano de Metas e Realizações – Reivindicações básicas do Município Início de Governo- em 10 de fevereiro de 1961, no qual já então afirmava : “No setor da Educação e Cultura, carece o nosso Município, como todo o Vale do Itajaí, de um estabelecimento de ensino superior, instituição à qual aspiro concretizar e, em favor do qual, envidarei todos os esforços estabelecê-lo definitivamente.”&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Através da Portaria nº 90 de 06/4/1964, o Prefeito Hercílio Deeke aprovou a classificação do concurso de títulos realizado para o preenchimento das diversas cadeiras da Faculdade de Ciências Econômicas. Na data de 07/4/1964, a resenha administrativa do Prefeito Hercílio Deeke, registrou : &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
EMPOSSADOS ONTEM OS PROFESSORES DA FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DE BLUMENAU.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-B4BJ9QKY8bY/Ts5pPCdhEhI/AAAAAAAAK3c/JvWC8QVNCNE/s1600/logo+da+furb.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="45px" src="http://1.bp.blogspot.com/-B4BJ9QKY8bY/Ts5pPCdhEhI/AAAAAAAAK3c/JvWC8QVNCNE/s320/logo+da+furb.JPG" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Sr. Prefeito Hercílio Deeke, pela Portaria nº 90, aprovou no dia de ontem a classificação do concurso de títulos realizado para o preenchimento das diversas cadeiras da Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau, cuja estrutura ficou assim constituída : - INTRODUÇÃO À ECONOMIA POLÍTICA – vencedor : Milton Pompeu da Costa Ribeiro (MILTON POMPEU DA COSTA RIBEIRO, falecido domingo de 27 de outubro de 2002, aos 66 anos idade em Curitiba PR). MATEMÁTICA – COMPLEMENTOS – vencedor : Rivadávia Wollstein . HISTÓRIA ECONÔMICA E GERAL DO BRASIL – vencedor : Dr. Martinho Cardoso da Veiga. CONTABILIDADE GERAL- vencedor : Rômulo Silva. SOCIOLOGIA GERAL E APLICADA – vencedor : Padre Orlando Maria Murphy. INSTITUIÇÕES de DIREITO – vencedor : Gentil Telles.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A posse desses professores nas respectivas cadeiras deu-se ontem (06/4/1964) a tarde no Gabinete do Prefeito Municipal, ocasião em que foram lavrados os contratos de locação de serviços destes com a faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau. Com esse ato ficou constituída, também, a Congregação da Faculdade, que terá por finalidade dirigir e defender os interesses da mesma sempre que se fizer necessário. Na ocasião estiveram presentes os Professores contratados, além do Chefe do Executivo- Sr. Hercílio Deeke e seu Oficial de Gabinete –Sr. Frederico Kilian, os Srs. José Ferreira da Silva e dr. Eunildo Rebelo - procurador judicial da Prefeitura, componentes da Comissão Julgadora do Concurso.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ainda em 10 de abril de 1964, foram contratados os professores para as várias Cadeiras da Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau, tendo os atos sido referendados pelo Prefeito Hercílio Deeke. Em 20/4/1964 realizaram-se os primeiros exames vestibulares para ingresso na referida Faculdade. Inicialmente foi a Faculdade de Ciências Econômicas dotada, além do diretor e vice-diretor, de 06 professores e um secretário, e 35 foram os alunos aprovados no primeiro vestibular, quando prestaram exame mais de 90 candidatos, cujas provas foram realizadas no Colégio Santo Antônio. Entretanto somente muito após em 20/3/1972 a Faculdade de Ciências Econômicas foi reconhecida através do Decreto Federal nº 70.302.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Após o sr. Adriano Cury (1), funcionário municipal, haver lavrado e lido para os presentes o termo dos contratos, usou da palavra o dr. Martinho Cardoso da Veiga que, em seu e em nome dos seus colegas, expressou ao sr. Hercílio Deeke o reconhecimento sincero pela presteza com que se houve o seu Governo na organização e concretização dos atos que culminaram com a criação da faculdade e posse dos seus professores, salientando que, sem a decisiva e eficiente colaboração do Prefeito Sr. Hercílio Deeke, não teria sido possível levar a bom termo esse empreendimento, aspiração máxima da mocidade estudiosa deste município, assegurando ao Chefe do Governo Municipal que a Congregação envidará todos os esforços para corresponder plenamente às esperanças do êxito da faculdade, que considerava ser o primeiro passo para a formação da Universidade de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Agradecendo as palavras do dr. Martinho C. da Veiga , S. Exa. o Prefeito Hercílio Deeke, em rápido improviso, enalteceu a qualidade dos empossados, em cujas mãos depositava o sucesso da iniciativa pioneira no interior do Estado. Disse mais o Sr. Prefeito Deeke : “que se todos conjugarmos esforços, em breve teremos em Blumenau a tão sonhada Universidade do Vale do Itajaí ”, como já frisara o porta- voz dos professores.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
1) ADRIANO CURY : Em outubro de 1964, o Prefeito Hercílio Deeke, assinou decreto exonerando Adriano Cury do cargo da classe M da Carreira de Fiscal da D.O.P., e nomeando-o para exercer as funções de Secretário da Diretoria de Obras Públicas, padrão P do Quadro Único do Município, cargo criado pela Lei 1.267 de 20 de agosto de 1964.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em aditamento podemos informar que o Sr. Prefeito Municipal assinou decretos abrindo crédito especial em favor da Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau, bem como nomeando Diretor da mesma Faculdade o dr. Martinho Cardoso da Veiga e seu Vice- Diretor o Professor Rômulo Silva, em face da lista tríplice que lhe foi apresentada pela Congregação da nova Faculdade, na forma do seu Regimento Interno. (Vide os vencedores e notícias da posse, In “O Executivo em Foco” ano 1964- Prefeito Hercílio Deeke, In arquivo Niels Deeke )&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
 O valor do crédito especial aberto a favor da Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau, foi de cinco milhões de cruzeiros, através o Decreto nº 500 de abril de 1964.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pelo Decreto nº 499, o Prefeito Hercílio Deeke nomeou o Diretor e o Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas, respectivamente os drs. Martinho Cardoso da Veiga e Rômulo Silva.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fim do 2° Capitulo&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Continuação dia 07 de dezembro/2011&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-4551199901396032946?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/4551199901396032946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=4551199901396032946' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/4551199901396032946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/4551199901396032946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2011/12/criacao-da-furb-2-capitulo.html' title='- Criação da FURB 2º Capítulo'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7V9fKQ8ZFm0/Ts5l-Z2os_I/AAAAAAAAK3M/Rr5SxQt7kh0/s72-c/FURB+o2+de+maio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-1718908751543281411</id><published>2011-12-02T00:01:00.002-02:00</published><updated>2011-12-07T17:44:53.311-02:00</updated><title type='text'>- Criação da FURB 1º Capítulo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por ser de real importância apresentaremos em &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Três capítulos a história da criação da FURB&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; – Fundação Universidade Regional de Blumenau&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;IDEÁRIO e PRÓDROMOS da CRIAÇÂO DA FURB - Fundação Universidade Regional de Blumenau.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_HxHJG_aB3w/Ts5geZ6tGAI/AAAAAAAAK20/XWZGNmzTvxI/s1600/FURB+logotipo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-_HxHJG_aB3w/Ts5geZ6tGAI/AAAAAAAAK20/XWZGNmzTvxI/s1600/FURB+logotipo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
SINÓPSE DOS ALINHAVOS CONSOLIDADOS - GENERALIDADES ESPARSAS - REMINISCÊNCIAS, anotações de Niels Deeke, na quadra temporânea que precedeu a criação da instituição.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Prolegômenos colecionados por Niels Deeke – diversas épocas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Apresentação em 03 Capítulos&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;1° Capítulo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Observando o Jornal de Santa Catarina, edição de 31/3/2004, página de face do caderno B - GERAL, no qual a FURB, encimando o título, é da seguinte forma referida :&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
"&lt;strong&gt;&lt;u&gt;FURB 40 anos&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; . Gerações que fazem história", onde publica menção a &lt;u&gt;Carlos Curt Zadrozny,&lt;/u&gt; cumpre-me comunicar que acaso considerar-se, conforme foi explicitado no periódico - decorridos 40 anos de criação da instituição - registro que aliás é perfeito, bem como correto, então, através de elementar cálculo aritmético, será preciso reconhecer o ano de 1964 como sendo o da sua criação, quando &lt;u&gt;através da Lei nº 1.233 de 05/3/1964, sancionada pelo prefeito Hercílio Deeke, foi criada a Faculdade de Ciências Econômicas.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ao longo dos últimos 42 anos ( estamos em 2004) , apesar de, há tempos, haver me afastado, por inteiro e propositadamente, de qualquer participação na sociedade local, vez que elegi prioritária a vivência cenobítica, venho observando que os órgãos de divulgação e a própria FURB, simplesmente têm olvidado qualquer menção aos verdadeiros patronos de sua Fundação e, apesar de ciente de que o Prefeito Zadrozny , através da lei 1.557 instituiu, em 1968, a Fundação – &lt;strong&gt;&lt;u&gt;FURB&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; - nem por tal motivo meramente superveniente, assim creio eu, dever-se-ia relegar ao esquecimento aqueles que envidaram titânico esforço para assentar a pedra angular da instituição mediante a criação da Primeira Faculdade em 1964, além de ser notório que os bacharelados no período que decorreu entre 1964 e a criação da Furb em 1968 são mencionados sob a qualificação de formados pela posterior Fundação, quando concluíram o Curso de Ciências Econômicas , na primeira Faculdade - ainda não constituída em Universidade – ou seja no ano de 1967. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sintetizando : Se a &lt;strong&gt;&lt;u&gt;FURB&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; louva com tamanha ênfase uma elementar assinatura de Zadrosny na dita Lei, então seria de supor-se que Hercílio Deeke, deva, para estupefação nossa, igualmente ser acreditado modesto signatário de uma lei na época em que era Prefeito, o que, entrementes e eternamente, referem mediante as seguintes palavras : ¨ Faculdade de Ciências Econômicas , criada à época em que Hercilio Deeke era Prefeito¨ - uma apostasia, aliás um pseudo sofisma que retira-lhe o mérito das pessoais e extenuantes tratativas para formalizar a criação da Faculdade, negociações político-administrativas, ocorridas tanto aqui como em Florianópolis, Rio de Janeiro, Brasília além de, principalmente, em São Paulo. Muito árduas foram as démarches das quais fui testemunha pessoal coeva, além de participante ativo em diversos episódios.que resultaram na formalização da Primeira Faculdade – a de Ciências Econômicas. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Possuo em meus arquivos farto material que paulatinamente colecionei nas mais diversas oportunidades, além de significativo acervo específico, referente a Criação da Faculdade de Ciências Econômicas, herdado do meu saudoso pai, no entanto este último documentário já encontra-se depositado, definitivamente, em instalações adrede por mim mantidas em outro Estado da Federação, tornando-se, a sua consulta, verazmente dificultosa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não desejando furtar precioso tempo de quem, porventura, interessado esteja no assunto, consigno, adiante, a transcrição sucinta do quanto eu já havia, em capítulos diversos de meus apontamentos, anotado; textos que suponho possam interessar eventual pesquisador.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Concluindo&lt;/u&gt; esta prefação, manifesto minha estranheza em não ter observado, pelo menos até agora, menção a &lt;u&gt;Hercílio Deeke&lt;/u&gt; e sua decisiva atuação – a qual não foi somente fugaz e simples participação da criação da primeira Faculdade que, em 1968, passou a integrar a Furb em Blumenau, aliás não somente ¨ participação ¨ como referem, pois a realização do feito dependeu “única e exclusivamente” da sua particular vontade – política e pessoal - quando poderia - se assim desejasse - postergar – procrastinando para muito além de 31/01/1966, a concretização daquela grande aspiração dos blumenauenses. Sem embargo informo que Hercílio Deeke prometera, já no seu discurso de posse, em 31/01/1961, perante a Câmara Municipal de Blumenau ....” envidar todos os esforços para” – conforme explicitou publicamente, afirmando : ....."No setor da Educação e Cultura, carece nosso município, como todo o Vale do Itajaí, de um estabelecimento de Ensino Superior ; e por isso deveremos concentrar todos os nossos esforços no sentido de viabilizar a realização desta aspiração", além de muitos anos antes, quando foi Secretário da Fazenda do Estado, 1956-1960 - em F'polis, ter determinado a produção de estudos, pela procuradoria fiscal da Fazenda Estadual, visando formalizar uma Faculdade em Blumenau. Quero crer que a omissão das menções tenha fulcro na falta de disponibilidade de documentação relativa às precessões da criação da Instituição, todavia pela ordem dos feitos, precedência e magnitude das realizações, penso que, por mérito e justiça, a menção a Hercílio Deeke deveria ter precedido a referência ao Prefeito Zadrozny, creditando legitimidade e veracidade à ocorrências.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Comunico&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, outrossim, que enuncio este meu singelo testemunho – rebuscando meus velhos cadernos - não somente para manifestar minha exclusiva opinião, como também a de alguns familiares de Hercílio Deeke, que nesse entremeio, contataram-me, exprimindo suas contrariedades quanto às omissões, amesquinhamentos e malfeitos, que propositadamente – consoante parece ocorrer – os ditos fiéis e fidedignos guardiões de nossa valorosa história, motivam, deixando de consignar os legítimos fatos. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sem mais de oportuno, coloco-me a disposição, condicionado às circunstâncias, para esclarecer possíveis dúvidas. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;Niels Deeke.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;EXPOSIÇÂO DOS FATOS E CIRCUNSTÂNCIAS NO CONTEXTO SOCIAL E POLÍTICO AO TEMPO DOS RESPECTIVOS SUCEDIMENTOS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Excertos parcialmente extraídos do preâmbulo da obra inédita “Palavras aos Blumenauenses ” compêndio catalográfico que consubstancia a textualização de 130 discursos e alocuções proferidas por HERCÍLIO DEEKE.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Preâmbulo intitulado “Somente para Ti – Meu Pai” de autoria de Niels Deeke. ( Solilóquio) &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Seleções : Assunto Faculdades em Blumenau. Extração de resumos procedido em 31/3/2004&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
...........................&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
1) Como ocorreu a primeira manifestação intencional de estabelecer-se uma Faculdade em Blumenau :&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Estávamos em 1960, tanto eu, como &lt;u&gt;Martinho Cardoso da Veiga,&lt;/u&gt; cursando os últimos anos do curso de Direito na UFSC em Florianópolis, ele um ano à minha frente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não me recordo, com precisão, qual mês fluía, porém era, sem dúvida, algum daqueles em que iniciaram-se as aulas, razão porque suponho fosse março. Em uma tarde de calor tórrido - senegalesco - pelas 17 horas, eu seguia para a Faculdade de Direito com meu Jeep de fabricação nacional e com capota de aço, subindo a rua Esteves Júnior, quando, em meia ladeira, percebi o Martinho, seguindo, a pé, pela calçada. Seria impossível deixar de notá-lo, porquanto era caracterizado pelo uso do seu indefectível chapéu Panamá e pelos óculos Ray Ban de armação dourada. Nisso acostei o Jeep à calçada, dando-lhe carona. Martinho, extenuado e suando em bicas, foi logo dizendo que chegara fazia pouco de Blumenau e acabara de protocolar, na Junta Comercial do Estado, ( então sita no Edifício Zahia – ali próximo) Contratos Sociais, produzidos em seu escritório contábil em Blumenau A seguir assistimos nossas aulas, ele as do 4° ano, e eu as 3° ano. Antes indagou-me se poderia tomar carona na volta ao centro da cidade, quando lhe disse que sim, mas que eu faria um rápido lanche no Bar Alvorada, onde invariavelmente servia-me de um “Bauru”- acrescido de bife no entremeio - porquanto “cheese salada” por estas bandas era ainda desconhecido, se bem que no Rio de Janeiro era largamente produzido nas lanchonetes da cadeia “ Bobs ”. E assim aconteceu. que, pelas 19 horas, lanchamos no “Bar Alvorada” e na conversa informei-lhe que meu tempo era escasso, pois deveria logo seguir à Faculdade de Ciências Econômicas da UFSC, onde cursava igualmente o 3° ano. Revelei-lhe ainda que por ter cursado o Científico no Rio de Janeiro, achei necessário cursar, também o Técnico em Contabilidade, curso que concluiria naquele ano de 1960. Tanto o Curso de Ciências Econômicas da UFSC como o de Técnico em Contabilidade eram ministrados na ¨Academia de Comércio de Santa Catarina ¨, no antigo prédio do Instituto Politécnico de Florianópolis, que fora fundado em março de 1917, e cujo prédio localizava-se à Avenida Hercílio Luz.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Martinho pareceu-me vivamente impressionado com tantos cursos que eu freqüentava ( suponho haver deixado de mencionar que ao mesmo tempo cursava ¨História e Geografia¨ na Faculdade Catarinense de Filosofia – curso que, devido a incompatibilidade de horários e traumática polêmica com um infeliz professor de antropogeografia, precisei, a muito contragosto, abandonar) e, ele, logo foi declarando já ser mais que tempo de criar-se uma Faculdade em Blumenau, concitando-me a, juntos, envidarmos esforços visando a sua concretização. Brincando, eu disse ao Martinho que a idéia mais parecia um sonho de verão ( febre) – o calor estava demais – quando ele, sabendo-me Oficial de Gabinete de meu pai - então Secretário da Fazenda do Estado - pediu-me, marcasse, na manhã seguinte, uma audiência com meu pai para tratar do assunto, o que prometi conseguir Naquela conversa o Martinho declarou que nas eleições daquele ano, certamente o meu pai seria candidato a prefeito e que venceria fácil. Não acreditei, ainda mais sendo ele do PSD e vereador por tal partido, quando nós éramos da UDN, porém Martinho foi enfático, afirmando não ter dúvida e que a oportunidade de embasar uma Faculdade estaria, então, nas mãos do meu pai, eventualmente destinando recursos antecipados para tal objetivo. Evidentemente eu, ratione officii, sabia que isso seria totalmente impossível. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dia seguinte, pelas 10 horas, lá, na sala de espera do gabinete da Secretaria da Fazenda, estava o Martinho. Recebido por meu pai, retirei-me do recinto para não constranger as partes. Após longo tempo, meu pai chamou-me, quando dizendo-se ciente do pleito de Martinho, pediu minha opinião de Formando em Ciências Econômicas, sobre o assunto. Lembro-me de ter expressado minhas dúvidas quanto a possibilidade de obter-se sucesso positivo, pois., entre os diversos entraves, haveria necessidade de contratar cerca de 30 professores para lecionarem o curso de 04 anos – mestres habilitados que na nossa Blumenau não eram encontrados, e cujas contratações preenchessem requisitos exigidos pelo Ministério da Educação, a fim de não ficarmos expostos a uma futura rejeição do imprescindível Reconhecimento Federal da Faculdade. Recinto condigno, meios financeiros e tudo mais que Martinho, ao ouvir-me, estampava contrariedade com muxoxos.. Mas o homem era persistente, insistia e afirmava que tais questiúnculas eram de somenos importância e facilmente solúveis, enfim, suponho que visando cooptar-me à causa, aventou que eu próprio poderia assumir a cadeira de Ciência das Finanças.Após muitos cafezinhos e de meu pai prometer-lhe mandar estudar a questão pela Procuradoria Jurídica e Fiscal da Secretaria, lá se foi o Martinho, não sem antes achegar-se à minha escrivaninha, na ante-sala, e expressar o seu descontentamento com a minha opinião, tornando a insistir na viabilidade da criação da Faculdade e, para não deixar de ser franco e veraz, , chegou a garantir-me nomeação para a função imediatamente inferior à sua, qual fosse a de sub-diretor da Faculdade. Por evidente já naquela ocasião declinei da aceitação da oferta, contudo foi o que ocorreu e, anos mais tarde, tornaria a repetir-se em 1964 e ainda após. Cumpre-me reconhecer que o &lt;u&gt;Martinho &lt;/u&gt;honrou a sua palavra, contudo meus interesses eram outros.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O procurador jurídico, dr. Antônio Romeu Moreira, foi convocado. naquele mesmo dia, ao gabinete. Não estive presente, pois às 16,45 seguia à Faculdade de Direito, e a reunião ocorreu após às 17 horas, contudo foi o dito Procurador incumbido de fornecer “ Parecer “ acerca da questão. Passado cerca de um mês, o dr. Moreira entregou o Parecer, que recordo-me era mais vazio que cérebro de trilobita , no qual as mais interessantes indagações foram vagamente respondidas pela Secretaria da Educação do Estado. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Passados mais dois meses, em 30 de junho de 1960, meu pai resignava seu cargo de Secretário da Fazenda do Estado – que exerceu desde 02 de fevereiro de 1956 - para lançar sua candidatura a prefeito de Blumenau, vencendo a eleição em 03 de outubro de 1960.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Recordo-me, vivamente, das palavras que proferiu no seu discurso de posse perante a Câmara Municipal Blumenau, quando . &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Página 52. de 2438 : solilóquio, de Niels Deeke, - “ Somente para Ti – Meu Pai ”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
..............Concernente às omissões contidas nas ditas revelações trazidas à luz pelos nupérrimos tradutores da “Nova História” ( Se ítalos fossem, validariam a troca de “Traduttore por Traditore”) principalmente quando imprescindíveis, como referência, ao relacionamento de suas ocorrências, dariam para preencher volumes enciclopédicos. Muitos destes escribas bisonhos diplomaram-se na Faculdade local, que tu próprio, meu saudoso e querido “Velho”, com tanto esforço e paixão, criaste e que, já nos primeiros meses de 1960, ainda em Florianópolis, quando exercias o cargo de Secretário da Fazenda do Estado foi, por nós excogitada, (eu pessoalmente participei daquelas reuniões quando, ainda em abril /maio de 1960 - supúnhamos que venceríamos as eleições no Estado- porém quem levou de vencida foi a oposição, elegendo o nosso adversário Celso Ramos e como seqüela tudo ficou muito difícil – administrativa e politicamente - para nós aqui em Blumenau ) e virtualmente concebido, pela equipe de técnicos da Procuradoria Fiscal do Estado – o esquema projetado para a criação de uma “Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau”, oportunidades em que, gerando o córion da tua “Plataforma” – do teu Programa Administrativo Político - assentiste que se fizesse constar daquele Plano a “criação de um Estabelecimento de Ensino Superior em Blumenau” (1) conforme foi divulgado na campanha eleitoral da candidatura a que te submeterias no pleito para Prefeito de Blumenau, que conteve : “No setor da Educação e Cultura, carece nosso município, como todo o Vale do Itajaí, de um estabelecimento de Ensino Superior ; e por isso deveremos concentrar todos os nossos esforços no sentido de viabilizar a realização desta aspiração”. No ato de tua posse, em 31/01/1961, no pronunciamento perante à Câmara Municipal de Blumenau, formalizaste o louvável desiderato de “viabilizar” a então arrojada realização. ( In Palavras aos Blumenauenses: obra inédita de Niels Deeke, vide HD: 57)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
HD: 57 &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;Discurso proferido por HERCÍLIO DEEKE&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;Qualificação : Sua Posse como Prefeito Municipal de Blumenau (2ª Gestão)&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;Local : Gabinete do Prefeito Municipal de Blumenau&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;Tema : Recepção do Cargo de Chefe do Executivo Municipal&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;Data : 31 de Janeiro de 1961 ( terça-feira)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pela Segunda vez o povo blumenauense houve por bem confiar-me a elevada missão de dirigir os destinos do nosso município, honrando-me com a sua confiança através do voto livre que a Constituição lhe outorgou.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
....... ( exclusão de 134 linhas do texto) ......&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No setor da Educação e Cultura, carece nosso município, como todo o Vale do Itajaí, de &lt;strong&gt;&lt;u&gt;um estabelecimento de Ensino Superior&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; ; e por isso deveremos concentrar todos os nossos esforços no sentido de viabilizar a realização desta aspiração.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Necessitamos de uma Escola Rural ; bem como de maior número de matrículas em nossos Estabelecimentos de Ensino Primário. A par da iniciativa do Estado, ao qual incumbe a construção de Grupos Escolares, deverá o Município construir e criar mais Escolas Primárias.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A Biblioteca Pública Municipal está a exigir melhores instalações e, precisamos de um novo Arquivo Público, bem como a Sociedade dos Amigos de Blumenau necessita de maior amparo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
.......( exclusão de 96 linhas do texto) ......&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Instala-se, hoje, também o novo Governo da República. Assume o poder, como primeiro mandatário da nação, o presidente Jânio da Silva Quadros (5) e, o povo brasileiro, ansioso por melhores dias, cheio de esperanças, exulta com as clarinadas que anunciam um sopro renovatório, a redenção da nossa querida Pátria.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Também, em nosso Estado, assume, nesta data, o governador eleito Sr. Celso Ramos. Formulamos votos que Santa Catarina, histórica e brava, continue impávida na sua trajetória de progresso e desenvolvimento. Que o novo governador assegure à gente barriga-verde um futuro de paz e tranqüilidade, fatores essenciais à felicidade de um povo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Muito obrigado. Sinceramente agradeço-lhes a presença. Hercílio Deeke &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hE5d8bKFS60/Ts5kXNvRVQI/AAAAAAAAK3E/LuWDRhR0Mmw/s1600/FURB+o2+de+maio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="91px" src="http://1.bp.blogspot.com/-hE5d8bKFS60/Ts5kXNvRVQI/AAAAAAAAK3E/LuWDRhR0Mmw/s400/FURB+o2+de+maio.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;Y&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(1) CRIAÇÃO DE UM ESTABELECIMENTO DE ENSINO SUPERIOR EM BLUMENAU : Note-se que tal ideário, incluído, no primeiro semestre de 1960, na Plataforma Política para a gestão administrativa do candidato a prefeito de Blumenau —Hercílio Deeke, precedeu, em mais de seis meses, a criação, em 18 de dezembro de 1960, da Universidade Federal de Santa Catarina.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
.........................&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Porém, melancolicamente, aqui, por oportuno, te informo meu velho Pai, que, socolor da divulgação de memoráveis acontecimentos históricos, minimizaram ao extremo, amolgando – se não até amesquinhando - e, não poucas vezes, até mesmo expungindo, a tua já agora dita simplesmente “participação” na criação da “Faculdade”, cometendo, além de solecismos, verdadeira blasfêmia, dessagrando o teu feito, quando a condição não foi, absolutamente, de um simples “participante estíptico”, pois, na realidade, foste o seu idealizador, mentor e antístite - enfim o fautor da Fundação. Fundaste uma Faculdade, isto sim. Houvessem observado o quanto constava no teu “Plano de Governo”, conforme teu pronunciamento em 31/01/1961, no qual, entre outras metas, consignaste as palavras acima transcritas e ainda : “Este é o primeiro passo concreto para o surgimento da Faculdade blumenauense”, ( Texto de Hercílio Deeke em 29/10/1963, na qualificação de Prefeito Municipal, ao propor a destinação de 10% da cota de retorno do I.V.C. ( Imposto sobre Vendas e Consignações) prevista no artigo 20 da Constituição Federal à futura Faculdade, a titulo de “Fundo de Manutenção” da mesma Faculdade ( in Relatório dos Negócios Administrativos do Município de Blumenau- Prefeito Hercílio Deeke – referente ao ano de 1963 pág. 102 ), quiçá, então, se não estivessem movidos por intenções inconfessáveis, te poupassem o ultraje perpetrado, fazendo, a ti, meu velho, Justiça. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não foram poucas as vezes em que, ultimamente, perplexo fiquei ao perceber o medíocre conceito que fazem aqueles que não te conheceram mais amiúde, acerca de teus dotes intelectuais, de teu caráter e da tua personalidade, enfim da tua proficiência e sensatez perante os negócios públicos. Talvez, ao tentarem estabelecer paralelos entre os atos governamentais praticados à época da tua administração municipal e as que se seguiram no tempo, imaginem que igualmente te socorresses em secretarias municipais, assessorias ou técnicos aficionados - para estabelecer ideários e planos de governo - eminências pardas, ou ainda que, escondido no armário do Gabinete do Prefeito, houvesse um gost manager a conceber os projetos – planear ações - decidindo cumprimentos e comandando a orquestração dos propósitos na gestão do teu governo. Chega a ser chocante a prosápia estúpida com que certos escrevinhadores reportam atos e fatos alusivos aos períodos nos quais estiveste a frente da administração pública municipal que sem dúvida, como préstite, exerceste investido na plenitudine potestatis dos destinos da sociedade local. Justamente tu, se bem que, mui comedidamente, delegavas poderes, não possuíste assessor algum de formação eclética. E caso argumentem que os planos e atos durante o teu governo, tiveram fulcro no ideário de pessoas de comprovada capacidade, por ti nomeadas, e que integravam as diretorias da Prefeitura, nisso ressalta teu desprendimento, quando afastando preferências e ou conchavos político-partidários, optaste por bem dotar aqueles cargos, preenchendo-os com indivíduos hábeis e capazes, malgrado dentre estes ter existido alguns que professavam contrária ideologia política, como, só para exemplificar, era o caso do José Ferreira da Silva, buscado, por ti, em 1962, de Curitiba Pr, e que junto com o monumental Frederico Kilian alternava-se no exercício do cargo de Oficial de Gabinete do Prefeito, função de confiança máxima em qualquer Governo. O preço que, assim agindo, pagaste não foi pequeno, porque aquele que deveria, desde o início de tua segunda gestão administrativa até janeiro de 1966, ter sido o teu menestrel histórico - o Ferreira da Silva - como ¨arauto proclamador¨ pouco cantou das merecidas trovas que deveria ter produzido em teu louvor e, a final, o Ferreira sempre psicopatologicamente enciumado de ti, para complicar, embolando as eleições em 03/10/1965, candidatou-se pelo P.D.C., a Prefeito de Blumenau, já então desvinculado de seu antigo partido P.R.P.- do qual antes fora o prócer máximo em Blumenau, mesmo consciente que jamais obteria votação superior a cinco por cento dos votos, portanto de caso pensado com a oposição, o que provocou o fracionamento dos sufrágios que destinar-se-iam ao teu candidato - o da situação (U.D.N.+P.T.B.), redundando na vitória da coligação adversária formada P.S.D.+- P.R.P + P.S.P., que elegeu Prefeito um teu primo-germano, ou seja um primo coirmão. O episódio foi muito evidente e era caracterizado pela notoriedade da ignóbil manobra política na qual saltava aos olhos a trama da vil maquinação maquiavélica, quando o affaire da candidatura beirou o escândalo político e, apesar do Ferreira da Silva ter solicitado em 23/8/1965, e por ti aceita, a sua dispensa do cargo de diretor-geral do Departamento Municipal de Turismo, cargo para o qual o havias nomeado em 06/9/1963, e também o seu afastamento do cargo, em comissão, de Encarregado de Relações Públicas e do Serviço de Estatística, padrão “P”- do quadro único do Município, no período de 23/8/1965 a 08/10/1965, este sem remuneração, para que concorresse às eleições de 03 de outubro daquele ano, como candidato ao cargo de Prefeito Municipal de Blumenau. Tal procedimento de relativo decesso funcional não foi - e compreenda-se que justos fundamentos haviam - aceito como suficiente pelos demais membros do teu partido (aldistas), que, com ênfase, exigiam a exoneração do Ferreira da Silva, pelo - como diziam - desplante de ter, com o maior cinismo, negociado a proposição de sua natimorta candidatura com o partido da oposição, mediante a promessa da sua futura permanência no cargo de Diretor do Arquivo Público, o que realmente ocorreu. Quanto, em favores, fizeste pelo homem e quanto devolveu ! Só ingratidão, porque sempre foi mais que patente a inveja e o ciúme que o Ferreira tinha de ti, meu velho. Naqueles tempos quando o Tribunal de Contas do Estado, ainda admitia que proventos municipais oriundos de duas ou mais fontes fossem acumulados pelo mesmo indivíduo e, a fim de socorrer o Ferreira da Silva no reforço de seu ordenado, tu o nomeaste para mais de duas funções cumulativamente remuneradas, além de subsidiar-lhe, a título de contribuição para as despesas pessoais (Lei nº 1.268 de 27/8/1964), em julho de 1964, uma viagem - dita cultural - à República Federal da Alemanha, circunstância e fato que jamais ocorrera antes. Quanta ingratidão ! Todavia a tudo e a todos perdoavas, sem ressentimento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Casos similares de “púnica fides “ ocorreram, como a do teu procurador judicial, cujo procedimento infido após 08 de agosto de 1965, foi de franca deslealdade e que pela tamanha indignidade da felonia com que agiu nem mesmo anfótero revelou-se. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
.......................................&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
PAGINA 6.314 da obra ¨Palavras aos Blumenauenses¨- autoria de Niels Deeke, inédita, supracitada : &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
.........Mas é tempo de, com a ponta já rombuda do meu croque, dar uma estocada para afastar-me das penhas e fragas pelas quais enfiei-me no curso desta entremetida digressão acerca dos aspectos da política reinante naquela época e retornar ao assunto “Faculdade”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os escribas, desmemoriados - nos seus saberetes - esqueceram-se que, a tua “destinação”, contida no texto da Lei nº 1.233 que criou à Faculdade, instituindo, &lt;strong&gt;&lt;u&gt;perenemente&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, aqueles 10% do retorno dos impostos ( I.V.C.) arrecadados em Blumenau pelo Estado Federado – verba portanto orçamentária municipal, que foi “decisiva” e sem a qual o “ovo não chocaria”. Nem por fugazes sombras passa-lhes à cabeça quantos sábados e domingos inteiros, restamos, na tua casa, debruçados sobre o orçamento financeiro da PMB, buscando encontrar alguma brecha nos títulos das contas e na arrecadação dos seus valores visando tentar consigná-los na verba de Fundo Perdido, pois que Dotação Orçamentária destinada a uma Faculdade Municipal, era então algo muito inusitado. Ipso facto, foste, de direito e de fato, e mesmo se mais não houvesses te empenhado, o único PATRONO daquela criação, imaginando-a, aninhando-a através da reuniões com a AIRVI, com o Martinho Cardoso da Veiga, e, ainda como determinante foste o seu INSTITUIDOR, destinando-a o imprescindível pecúlio – recursos financeiros sem os quais tudo permaneceria na esfera dos sonhos. Soubessem das dificuldades financeiras e o quanto a receita orçamentária municipal estava coarctada ao arbítrio do Estado Federado na devolução da famigerada “Cota de Retorno” instituída no artigo 20 da Constituição Federal, então mudariam de opinião. Se melhor e mais caracterizadamente desejássemos configurar a tua qualificação na criação da Faculdade, em época ainda não revestida dos requisitos legais de uma “Fundação”, bastaria observar o que estatui o artigo 24 do Código Civil Brasileiro que contém : “Para criar uma fundação, far-lhe-á o SEU INSTITUIDOR, por escritura pública ou testamento, DOTAÇÃO ESPECIAL DE BENS LIVRES, especificando o fim a que a destina, e declarando se quiser, a maneira de administrá-la”.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ru8UHBUnQmo/Ts5kAlm1hwI/AAAAAAAAK28/u3IsOwscPGE/s1600/Colegio+Bom+Jesus+Sto+Antonio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="240px" src="http://3.bp.blogspot.com/-ru8UHBUnQmo/Ts5kAlm1hwI/AAAAAAAAK28/u3IsOwscPGE/s320/Colegio+Bom+Jesus+Sto+Antonio.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lei nº 1233- ( 05/3/1964 ) Cria a Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau, e dá outras providências. HERCÍLIO DEEKE, Prefeito Municipal de Blumenau. Faço saber a todos os habitantes deste Município que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono e promulgo a seguinte lei: Art. 1º Fica criada a “Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau”, como entidade autárquica, com personalidade jurídica de direito privado interno, autonomia financeira e administrativa, com sede e foro no Município de Blumenau, e reger-se-á pelo disposto nesta lei. Art. 2º - .................................................. Art.6º- Fica criado o Fundo de Manutenção da Faculdade de Ciências Econômicas, destinado à execução de sua finalidade. Art. 7º- O Fundo é constituído de 10% ( dez por cento) da Cota de Retorno determinada no art. 20 da Constituição Federal. Art.8º- A Prefeitura entregará à Faculdade, o Fundo previsto no artº 7º na mesma proporção que o for recebendo do Governo do Estado de Santa Catarina. Art.9º- Constituem fontes de receita da Faculdade : a) O Fundo de Manutenção da Faculdade; b) Dotações Orçamentárias ou créditos especiais aprovados pela Câmara Municipal; c) Auxílios, subvenções, contribuições e doações de entidades públicas ou particulares .... - Vide texto in teor da lei 1.233 de 05/3/1964, em : Palavras aos Blumenauenses: HD 111, idem ibidem in Notas ao HD 111 – Escólios de Niels Deeke Nota nº 2.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Portanto o Fundo de Manutenção da Faculdade – recurso financeiro que em abril de 1964 foi instituído, é ônus orçamentário municipal - da Prefeitura Municipal de Blumenau. Pelo teu Decreto nº 515 de 29/10/1964 destinaste à Faculdade Cr$17.865.000,00 pagos imediatamente e cuja verba foi inclusa na conta do excesso de arrecadação do exercício. Ainda em 31/12/1964 tornaste a socorrer a Faculdade com Cr$ 9.919.838,00 também por conta de excesso de arrecadação. Em 15 de dezembro de 1964 o Prefeito Hercílio Deeke oficiou ( Ofício 1857/64) ao dr. Martinho Cardoso da Veiga – Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas, explicitando que incluiu no Orçamento do Município para o exercício financeiro de 1965 ( Lei 1.300 de 11/12/1964) a importância de Cr$36.500.000,00 destinados à Faculdade de Ciências Econômicas de Blumenau. Aliás os acadêmicos da FURB, que em 02/9/2000 participaram do desfile comemorativo ao sesquicentenário da Fundação de Blumenau, o fizeram manifestando, através de trajes de luto e outras representações, o seu desagrado para com o Prefeito Municipal, em virtude deste, há anos, não cumprir a obrigação de repassar à, já agora. Universidade, os recursos que por aquela Lei, talvez então, parcialmente, reformulada, lhe eram devidos. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Além do mais, meu “ Velho”, criaste de FATO uma “Fundação”( o teu mérito em tal produção deveria ser sacralizado, vez que é inconteste) , que a propósito foi posteriormente qualificada legalmente como tal, e a afirmação está contida no Código Civil que preceitua : É Seu Instituidor, quem, à Fundação, dota de bens. (Entenda-se recursos em dinheiro – scilicet o Fundo de Manutenção que criaste).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Foram, certamente, anos muito difíceis e enfestos, aqueles de teu segundo mandato, contudo, prevíamos, para breve, a Universidade, e aqui repito um registro consignado no “O Executivo em Foco” : “ Em 13 de maio de 1964 o Prefeito Hercílio Deeke, a convite do diretor Martinho Cardoso da Veiga, foi assistir a uma aula do estabelecimento. Na ocasião e depois de término da aula, o Prefeito Deeke dirigiu-se, em breve alocução, aos alunos presentes, dizendo da satisfação com que constatava estarem em auspiciosa concretização e desenvolvimento os sonhos há tanto tempo acalentados por Blumenau e, concitando os mestres e alunos da Faculdade para que a instituição servisse de modelo e que fosse o início de novos e eficientes estabelecimentos de ensino superior, de onde partisse o movimento para a realização de outra e justa aspiração, que, conforme apregoou : “.... a de termos, em breve, a UNIVERSIDADE”. As palavras de Hercílio Deeke, foram recebidas com uma vibrante salva de palmas”. ( Fonte : ¨O Executivo em Foco¨ - digesto condensando os relatos das ações administrativas do prefeito Hercílio Deeke) &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fim do 1° Capitulo&lt;br /&gt;
Continuação dia 05/dezembro/2011&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-1718908751543281411?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/1718908751543281411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=1718908751543281411' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/1718908751543281411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/1718908751543281411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2011/12/criacao-da-furb-1-capitulo.html' title='- Criação da FURB 1º Capítulo'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_HxHJG_aB3w/Ts5geZ6tGAI/AAAAAAAAK20/XWZGNmzTvxI/s72-c/FURB+logotipo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-4462256736247972210</id><published>2011-11-29T00:01:00.001-02:00</published><updated>2011-11-29T00:01:00.418-02:00</updated><title type='text'>- Curiosidades do futebol</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Em histórias de nosso cotidiano&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, apresento um fato não tão comum entre o meio futebolisco. Este sobre o&amp;nbsp;&lt;u&gt; Amazonas Esporte Clube&lt;/u&gt; do Garcia, foi um relato de Ary Fernando Flores.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por Volta de 1957, o time aspirantes do &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Amazonas&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, se preparando para mais um jogo do campeonato, fica postado junto ao gramado e diante de sua torcida para uma famosa foto.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-W57WRIndQLg/TsUbB4bn1NI/AAAAAAAAK0s/7TxSdsz7E2Q/s1600/Amazonas+1957+001+-+C%25C3%25B3pia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="261px" src="http://3.bp.blogspot.com/-W57WRIndQLg/TsUbB4bn1NI/AAAAAAAAK0s/7TxSdsz7E2Q/s400/Amazonas+1957+001+-+C%25C3%25B3pia.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Foto batida no estádio do Amazonas no Bairro Garcia&lt;/u&gt;: da (E) para (D) em pé : Nino, (Bidico o menino), Amálio de Souza,, Lino Cestari e Célio, Chimbica e Massagista Valmor T.Victorino.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Agachados: Diretor Sylvio de Oliveira, Hércilio Machado, Curuca, João Massaneiro, Boião e Nelinho Reinert.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O time devidamente perfilado, eis que um jogador que não aparece na foto. O jogador conhecido como &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Costinha, correu ao banheiro&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; após uma “&lt;strong&gt;&lt;u&gt;diarreia&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;”. Notem na foto que o &lt;u&gt;local está vago&lt;/u&gt; e aos fundos aproveitando a deixa, aparece o menino Bidico.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-i9ZbB57glvY/TsUbnwwj4JI/AAAAAAAAK04/RP6Er1pG0LI/s1600/R%25C3%25A1dio+Moto+radio+001.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="271px" src="http://2.bp.blogspot.com/-i9ZbB57glvY/TsUbnwwj4JI/AAAAAAAAK04/RP6Er1pG0LI/s400/R%25C3%25A1dio+Moto+radio+001.JPG" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Rádio que ganhei do meu amigo Álvaro l. dos Santos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Algumas curiosidades&lt;/strong&gt;:&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- O nosso futebol bretão nos trás de vez em quando algumas dessas histórias, como a aquela da premiação oferecida por uma emissora paulistana, para o jogador melhor em campo. Era a (época epopeia do famoso &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Rádio Moto-Rádio Atual Moto Brás).&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; O jogador vencedor ao receber a premiação, foi perguntado na entrevista, o que ele faria com o Moto-Rádio? “Ele imediatamente retrucou: O Rádio eu vou ficar, mas a moto irei vender”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LcfmT1qRhSg/TsUb9YT-tVI/AAAAAAAAK1A/StXN47NtRfs/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-LcfmT1qRhSg/TsUb9YT-tVI/AAAAAAAAK1A/StXN47NtRfs/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;u&gt;- Charles William Miller&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Charles Miller foi um funcionário da São Paulo Railway Company, vice-cônsul inglês no Brasil e o introdutor do futebol no Brasil.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Nascimento&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Charles Miller&lt;/u&gt; nasceu na cidade de São Paulo (Brasil) em 24 de novembro de 1874..&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Charles Miller&lt;/u&gt; morreu na cidade de São Paulo (Brasil) em 30 de junho de 1953.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Biografia (resumo):&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Filho de pai escocês e mãe brasileira de ascendência inglesa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Com dez anos de idade foi estudar na Inglaterra onde conheceu e se encantou pelo futebol.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Retornou ao Brasil em 1894 para trabalhar na São Paulo Railway (Estrada de Ferro Santos-Jundiai). Trouxe na bagagem duas bolas de futebol, um livro de regras, uniforme e um par de chuteiras. Começou a partir de então a difundir o futebol entre os trabalhadores da estrada de ferro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Foi correspondente da Coroa Britânica na Inglaterra.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Atuou também como vice-cônsul da Inglaterra no Brasil.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Principais realizações&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Trouxe da Inglaterra o futebol para o Brasil.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Colaborou, de forma importante, na criação da Liga Paulista de Futebol.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Participou da organização do São Paulo Athletic Club. Jogou neste time até 1910, tornando-se tri-campeão (1902, 1903 e 1904).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Após encerrar a carreira, foi árbitro de futebol.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Curiosidades:&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- A praça em frente ao Estádio do Pacaembú, em São Paulo, chama-se Praça &lt;u&gt;Charles Miller&lt;/u&gt; em homenagem ao "pai do futebol brasileiro".&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- “A Maior Goleada do Futebol Brasileiro” conquistado pelo time carioca Botafogo, no dia 30 de maio de 1909, com um placar histórico de 24x0 em cima do Sport Club Mangueira.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizado na Várzea do Carmo, em São Paulo, em 14 de abril de 1895. Até então a prática não era conhecida por terra brasileiras e as primeiras equipes eram formadas por ingleses que viviam em nosso pais.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Esse jogo histórico contava com São Paulo Railway e Companhia de Gás como equipes e com ninguém menos que Charles Miller, considerado o pai do futebol, no primeiro time. Miller venceu por 4 x 2.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- No dia 31 de março de 1928, foi realizado em São Januário, o primeiro jogo oficial artificialmente iluminado. O Vasco da Gama venceu o Wanders (Uruguai), por 1 a 0.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iku_lzYQg4E/TsUcfbs8B0I/AAAAAAAAK1I/hzcoUbfxXtI/s1600/20090413dinamite55anos02.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="170px" src="http://2.bp.blogspot.com/-iku_lzYQg4E/TsUcfbs8B0I/AAAAAAAAK1I/hzcoUbfxXtI/s200/20090413dinamite55anos02.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
- Parece que a marca de &lt;u&gt;Roberto Dinamite (Foto ao lado de Zico)&lt;/u&gt;&amp;nbsp;no Campeonato Brasileiro ainda leva um tempo a ser batida. Jogando pelo Vasco, em 1971 até 1988, 90 e 92 e também pela Portuguesa de Desportos, em 1989, o atacante marcou nada menos que 190 gols em 326 jogos – média de 0,58. Zico, em cinco torneios disputados pelo Flamengo, é o ‘vice-artilheiro’ geral do torneio: 135 gols em 248 jogos (média de 0,54 gols por partida)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- O primeiro gol da seleção brasileira em Copas (1930/Uruguai) foi marcado por Preguinho na derrota por 2 x 1 para a Iugoslávia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- O primeiro pênalti defendido em Copas: Veloso, goleiro do Brasil, na vitória por 4 a 0 sobre a Bolívia (1930/Uruguai).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_y34PUTOTds/TsUc201k3gI/AAAAAAAAK1Q/atQBQoMl1qA/s1600/Gol+de+Friedenreich+entrando+com+bola+e+tudo+na+meta+advers%25C3%25A1ria+em+1923.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="136px" src="http://4.bp.blogspot.com/-_y34PUTOTds/TsUc201k3gI/AAAAAAAAK1Q/atQBQoMl1qA/s200/Gol+de+Friedenreich+entrando+com+bola+e+tudo+na+meta+advers%25C3%25A1ria+em+1923.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;u&gt;- Arthur Friedenreich&lt;/u&gt; &lt;/div&gt;
- Nascido em São Paulo em 18 de julho de 1892.&lt;br /&gt;
- Faleceu em 06 de setembro de 1969.&lt;br /&gt;
- Em 1941 foi homenageado em Blumenau, no estádio Brasil depois Palmeiras/BEC.&lt;br /&gt;
- Neto de Wilheim Friedenreich um dos 17 primeiros colonizadores de Blumenau, e que mais tarde transferiu-se para São Paulo. &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Na foto&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; a esquerda, o canhoteiro &lt;u&gt;Arthur Friedenreich, marcando um gol&lt;/u&gt;.&lt;br /&gt;
- Filho de Oscar Friedenreich Blumenauense que casou com uma brasileira (cor negra) de nome Matilde. &lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;É um dos maiores monstros do futebol brasileiro e, segundo o Guinness Book, o maior artilheiro de toda a história do esporte. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
Era conhecido popularmente como “Fried” e também como “El Tigre”, recebeu este apelido no Uruguai após participação pela seleção brasileira onde atuou 22 vezes em jogos oficiais e não oficiais, marcou em sua carreira 1329 gols contra 1283 de Péle (segundo a FIFA), dos quais 10 pela seleção. Também recebeu o apelido de “El namorador Del América”&lt;br /&gt;
A seleção brasileira jogou a primeira partida oficial em 1914 contra a Argentina, e lá estava Arthur Friedenreich vestindo a camisa 9 do escrete nacional.&lt;br /&gt;
Em 1930 por ocasião da primeira copa do mundo no Uruguai apesar dos seus 38 anos ainda era considerado o melhor jogador do Brasil, não foi convocado contrariando os torcedores brasileiros.&lt;br /&gt;
Em São Paulo atuou pelo Mackenzie, Ypiranga, Germânia e Paulistano (todos times extintos) São Paulo e Flamengo (exibição). Atuou nas décadas de 1910/1935&lt;br /&gt;
Ida filha do casal Friedenreich, foi a primeira pessoa a nascer em Blumenau em 1851 que era por conseguinte tia de Arthur Friedenreich.&lt;br /&gt;
Foi campeão Paulista em 7 oportunidades.&lt;br /&gt;
Foi artilheiro do campeonato paulista nos seguintes anos:&lt;br /&gt;
1912- 1914- 1917- 1918- 1919- 1921- 1927- 1928- 1929&lt;br /&gt;
&lt;u&gt;Clubes:&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;
• 1909 - Germânia • 1910 - Ypiranga • 1911 - Germânia • 1912 - Mackenzie &lt;br /&gt;
• 1913 - Ypiranga • 1913 - Americano • 1913-1914 - Paulista • 1914 - Atlas &lt;br /&gt;
• 1914-1915 - Ypiranga • 1915-1916 - Paysandu • 1916 - Paulistano • 1917 - Ypiranga • 1917 - Flamengo • 1917-1929 - Paulistano • 1929 - Internacional • 1929 - Atlético Santista • 1930 - Santos • 1930-1933 - São Paulo da Floresta • 1933 - Dois de Julho (BA) • 1934-1935 - São Paulo &lt;br /&gt;
• 1935 - Santos • 1935 - Flamengo &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pv9zNcy__8c/TsUgfk5NgTI/AAAAAAAAK1Y/c4TNsMa2nBY/s1600/leonidas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="200px" src="http://3.bp.blogspot.com/-pv9zNcy__8c/TsUgfk5NgTI/AAAAAAAAK1Y/c4TNsMa2nBY/s200/leonidas.jpg" width="180px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;u&gt;Diamante Negro&lt;/u&gt; &lt;br /&gt;
- Artilheiro da Copa de 1938/França, Leônidas da Silva transforma-se no primeiro garoto propaganda do futebol brasileiro. Ele anuncia cigarro e motiva a criação de um chocolate com o seu apelido. Diamante Negro. Fez vários gols antológicos de bicicleta. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
- Claudiomiro, então jogador do Inter, chegando para um jogo pelo Campeonato Brasileiro em Belém do Pará:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Orgulho-me por vir jogar na terra onde Jesus nasceu.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Frase célebre de Nunes, antigo centroavante do Flamengo:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;Para fugir do becão, fiz que fui, não fui, e acabei fondo...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Arquivo/Adalberto Day &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-4462256736247972210?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/4462256736247972210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=4462256736247972210' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/4462256736247972210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/4462256736247972210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2011/11/curiosidades-do-futebol.html' title='- Curiosidades do futebol'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-W57WRIndQLg/TsUbB4bn1NI/AAAAAAAAK0s/7TxSdsz7E2Q/s72-c/Amazonas+1957+001+-+C%25C3%25B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-5610602071659717055</id><published>2011-11-23T00:01:00.001-02:00</published><updated>2011-11-24T11:43:05.961-02:00</updated><title type='text'>- Blumenau no Exército Nacional</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Voluntários da Pátria de Blumenau&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Frei Ernesto Emmendoerfer&lt;/u&gt;, O.F.M.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fS8BC1TArJM/Tprc6LppmvI/AAAAAAAAKjM/i0NpfmspHjY/s1600/Jaime+Batista+da+Silva.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300px" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-fS8BC1TArJM/Tprc6LppmvI/AAAAAAAAKjM/i0NpfmspHjY/s400/Jaime+Batista+da+Silva.JPG" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto de &lt;u&gt;Jaime Batista da Silva&lt;/u&gt; - em homenagem aos voluntários da Pátria em Blumenau. Prédio antigo da Prefeitura, atual fundação cultural.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Pela Lei 3.371&lt;/u&gt;, de 7 de janeiro de 1865, o Governo Imperial do Brasil convocava voluntários para a guerra contra o ditador do Paraguai, Francisco Solano López, que, em 12 de novembro do ano anterior, rompera as hostilidades, apoderando-se do vapor Marquês de Olinda e invadindo o Mato Grosso.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sem que houvesse constrangimento ou pressão de parte alguma, a novel colônia de Blumenau atendeu generosa, ao apelo da Pátria que os imigrantes adotaram.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os habitantes de Blumenau, naquela época, podiam ser uns dois mil e poucos. Era gente recém-chegada, que mal começara a construir as bases da prosperidade que esperava conquistar nas margens férteis do Itajaí-açu.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Foram mais de 70 homens, quociente, pois, bastante elevado da população, que se apresentaram para defender o território e a honra nacional.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Temos a relação dos &lt;u&gt;voluntários blumenauense,&lt;/u&gt; de maneira que conhecemos os nomes daqueles bravos que escreveram uma página de glória na história de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Num diário começado em 1864, com anotações diversas até 1882, nas ultimas páginas, independente dos demais lançamentos, encontram-se a mencionada relação.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Constam dela os nomes de 80 homens,&lt;/u&gt; com indicação de idade, profissão e religião, bem como observações referentes à situação militar de alguns alistados e ao soldo pago.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nove nomes da lista foram riscados, dois nomes foram intercalados, com letra miúda, diferente, e um foi acrescentado a lápis. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No fim da relação encontra-se a seguinte nota escrita pela mão do Doutor Blumenau:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
“&lt;u&gt;Foram ao todo 67 homens&lt;/u&gt; mais os oficiais: capitão Von Gilsa, tenente Odebrecht, alferes Von Seckendorf, alferes Sametzki, cirurgião-alferes Friedenreich”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No mesmo diário, no dia 5 de outubro de 1865, foi feita esta anotação:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
“Marcha de 57 voluntários da Pátria para Destêrro” (i.é, Florianópolis).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E no dia 23 do mesmo mês diz-se:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;“Marcha de 11 voluntários da Pátria para Destêrro”.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Parece haver contradição, quando se diz que foram ao todo 67 homens e 5 oficiais os que alistaram, e depois se afirma que seguiram 68 voluntários.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dos oficiais citados Emilio Odebrecht e Júlio Sametzki figuram na lista, os demais, não. Mas da relação ainda constam o nome de Ludwig Endrenyí como oficial e as observações dão Jacó Riedinger como cabo, Luís Hoffmann, Fernando Schuhmacher e Wilhelm Peters como militares.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Se dos 80 nomes da lista tirarmos os nove nomes riscados e os dos 7 militares profissionais, acrescentando os três nomes das entrelinhas, teremos 67 voluntários da Pátria.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Está-se parecendo que a relação não é completa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A Crônica do &lt;u&gt;Convento de Santo Antônio de Blumenau&lt;/u&gt; diz que Peter Tillmann de Blumenau participou da guerra do Paraguai. Informa também que em Passo Manso residiam húngaros, dos quais bom número se alistaram para a guerra, quando na relação encontramos apenas um nome tipicamente magiar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Da Crônica da Residência Franciscana em Gaspar colhemos os seguintes dados:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Jacob Rinks e Mathias Bens tombaram no campo de batalha, Jacob Theiss (cujo nome, aliás, também encontramos no diário de Vítor von Gilsa, de que falaremos mais tarde) regressou depois da guerra; dela também participaram Anton Simon, Jacob Müller, Heinrich Lucas e Jakob Gaspar, este, talvez, idêntico com Jakob Jasper da lista de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Estes e, quiçá, uns quantos outros, possivelmente, não se incorporaram em Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No diário de &lt;u&gt;von Gilsa&lt;/u&gt; ocorrem vários nomes que parecem ser de cidadãos radicados em Blumenau, sem contudo figurar entre os 80 homens que partiram dali em novembro de 1865.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sobre a personalidade e a atuação do tenente Emílio Odebrecht informa a biografia deste benemérito cidadão neste livro entre os “Blumenauenses Ilustres”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Carl Wilhelm (Guilherme) Friedenreich&lt;/u&gt; chegou a Blumenau a 2 de setembro de 1850 com o primeiro contingente de imigrantes. Veio acompanhado da mulher e duas filhas. Tinha, então 26 anos. De profissão era veterinário, mas durante muitos anos fez as vezes de médico. Foi um dos sócios fundadores da Sociedade de Atiradores de Blumenau, como o capitão Vitor von Gilsa. Quando a colônia foi entregue ao Governo Imperial, Friedenreich foi nomeado delegado de policia. Manteve forte polemica política no “Immigrant” contra o Doutor Fritz Muller, que por sua vez, escrevia no “Blumenauer Zeitung”. Mais tarde Friedenreich mudou-se para São Paulo. Seu neto Artur é o célebre campeão de futebol, cuja fama vem de anos que já vão longe.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Júlio Sametzki&lt;/u&gt; arribou a Blumenau em 24 de julho de 1859, com 44 anos de idade, trazendo sua mulher e um casal de filhos. Na Prússia havia sido agricultor. Possuía, porém, bastante instrução. Foi morar em Itoupava-Seca, onde pôs à disposição do Dr. Eberhardt uma casa para nela instalar a primeira escola daquele bairro. Regressou da guerra e viveu até 20 de março de 1893.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Guido von Seckendorf&lt;/u&gt;, que fez a campanha como alferes, também voltou. Foi secretário da primeira Câmara Municipal de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Vítor von Gilsa&lt;/u&gt;, depois de ter servido à Prússia, ao Schleswig-Holstein e ao Brasil como capitão de artilharia, veio a Blumenau, onde foi nomeado professor público, em 1858. Regressou da guerra antes de acabada, talvez por motivos de saúde, como Emilio Odebrecht. Reassumiu seu cargo em 1867 e nele se manteve até a morte, em novembro de 1874.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vitor von Gilsa, que foi o comandante dos voluntários de Blumenau, aos quais depois vieram juntar-se os de Dona Francisca (Joinville), fez apontamentos sobre a campanha contra López em forma de diário. Temos diante de nós esse documento precioso, inédito até agora. É, um caderninho sem capa, de 8 x 13,5 cm. Está escrito a lápis. Em certas partes as páginas já estão um tanto apagadas. As páginas não tem numeração. Na primeira parte encontram-se endereços de parentes chegados dos soldados, certamente para fazer-lhes, comunicação em caso de acidente fatal; estão anotados nomes de autoridades civis e militares; existe a relação dos que faleceram do seu contingente até 25 de junho de 1866; de permeio com outras notas estão vocábulos, expressões e rifões da língua portuguesa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1oardssPWuU/TprefQE8bmI/AAAAAAAAKjU/O3ceSrKDaa8/s1600/Volunt%25C3%25A1rios+de+Blumenau.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225px" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-1oardssPWuU/TprefQE8bmI/AAAAAAAAKjU/O3ceSrKDaa8/s400/Volunt%25C3%25A1rios+de+Blumenau.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
À memória dos heróicos Voluntários da Pátria, comandados por: - &lt;u&gt;Emil Odebrecht – Guido Von Seckendorf – Viktor Von Gilsa,&lt;/u&gt; que defenderam a honra e dignidade do Brasil nos Campos do Paraguai.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Homenagem do povo de Blumenau no centenário de sua partida.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Blumenau, 5 de outubro de 1965&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os depoimentos diários começam com a data de 5 de novembro de 1865. Depois do dia 8 de dezembro faltam folhas no diário até 1º de fevereiro. De 6 de maio em diante existe só parte de uma página. É, pois, o diário de von Gilsa um documento fragmentário. Mas contém referencias valiosas. Merece ser estudado e analisado minuciosamente, o que não pode ser feito no âmbito deste livro, nem por quem escreve estas linhas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Servimo-nos do diário de &lt;u&gt;von Gilsa&lt;/u&gt; para dar algumas notícias sobre a atuação dos voluntários da Pátria de Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Depois que o contingente chegou a Florianópolis, passou o mês de novembro em treinamentos e preparativos para o embarque, juntamente com os homens de Joinville, que de início eram 19.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No dia 5 de novembro chega, sem ser esperado, o Imperador. Há parada. Sua Majestade visita os “alemães” em seu quartel. Aperta a mão do comandante. Na despedida, os soldados dizem: “O bom Deus guarde a vida de V.M.”&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dia 28 de novembro, partida de Desterro, no vapor São Miguel. Em 1º de dezembro, chegada a Montevideo, e em 4, a Buenos Aires. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nos dias 6,7 e 8, subida pelo Prata e Paraná até Rosário.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Muitos soldados adoecem e têm que baixar aos hospitais. A moléstia dos intestinos (foi disenteria ou cólera?) ataca também o comandante, mas este continua à frente das duas companhias que formavam o chamado Contingente de Alemães, incorporado á 9ª Brigada. A maior parte de seus componentes constituía a tripulação da canhoeira Araguari.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em Corrientes prepara-se a invasão do Paraguai. Durante os trabalhos de exploração registraram-se escaramuças e combates entre unidades das fronteiras adversárias.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em 30 de março, 20 homens, sob o comando de &lt;u&gt;von Gilsa&lt;/u&gt;, conquistaram uma chata paraguaia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No combate de 10 de abril, de que participaram os soldados blumenauenses, 900 brasileiros derrotaram 1.200 paraguaios, que deixam no campo de batalha 640 mortos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em 16 de abril de 1865, dá-se a invasão do território inimigo, pelas 16 horas, com tempo horrível. A canhoeira Araguari participa da operação.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A 18 de abril &amp;nbsp;é içada a bandeira brasileira no forte de Itapiru.. Tomaram parte nos combates 7 oficiais e 112 homens do Contingente de voluntários da Pátria Alemães.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Depois de 20 de abril de 1866, &lt;u&gt;von Gilsa&lt;/u&gt; trabalhou na intendência e nos transportes dos depósitos centrais de Corrientes para a frente de batalha.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Infelizmente, a nossa fonte não dá ulteriores informações, dando seu estado fragmentário.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O tenente &lt;u&gt;Emílio Odebrecht&lt;/u&gt; foi dos primeiros que regressaram a Blumenau, devido a seu estado de saúde.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não sabemos se &lt;u&gt;von Gilsa&lt;/u&gt; reconduziu os voluntários de Blumenau ou parte deles.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Poucos, relativamente, foram os que regressaram a Blumenau, e estes, na maior parte, doentes e alquebrados.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aos bravos que deram seu sangue pelo Brasil, ou lhe sacrificaram a saúde, e a todos que lutaram com denodo pela sua nova Pátria, Blumenau centenária rende homenagem. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Seus nomes não serão esquecidos:&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Vítor von Gilsa&lt;/u&gt;, capitão, comandante dos Voluntários da Pátria de Blumenau; Emilio Odebrecht, tentente; Guido von Seckendorf, Júlio Sametzki, alferes; Carlos Guilherme Friedenreich, alferes-cirurgião; Luis Endrenyi, Luís Hoffmann, comissionados em alferes; Wilhelm Fischer, oficial inferior; Jacó Riedinger; cabo; Francisco Ewald, Guinther Fransce, Eugen Kurz, Hermann Eckelberg, Henrique Riegel, Conrad Riegel, Fernando Schuhmacher, Christiano Muller, Henrique Lucas, Michael Riegel, Wendelin Kraemer, Christiano Reiff, Ernesto Richter, Carlos Siebert, Otto Lobedan, Rodolfo Wagner, Jacob Jasper, Carlos Baucke, Christiano Lucas, Pedro Lucas, Oscar Kluge, Chr. Fred Kruger, Augusto Persch, Johann Wendt Dias, Guilherme Hafenstein, Fred Gross, Julio Hartmann, Gottieb Gneewuch, Wilhelm Peters, Nicolau Haendchen, Frederico Augusto Thomas, Carl Sauberlich, Carl Hinze, Gustavo Bosse, Luis Helmbrecht, Francisco Boehmer, Albert Marx, Carl Jansen, Heinrich Engel, Bruno Scharn, Guilherme Fischer, Fr. Bahr, Christiano Klein, Paulo Stahl, Christiano Mitthoft, Johann Weisensee, Hermann Kuchendahl, Luis Schonhauser, Adolfo Marx, Wilhelm Vogel , Fritz Riemer, Hermann Grahl, Eduard Kochy, Hermann Willerding, Johan Fischer, Hermann Geyer, Carl Lichtenberg, Ernst Scheeffer, Carl Kressien, Woldemar von Zeschau, Carlos Geyer, Fernando Ebert, Ricardo Ebert, Hugo Braun, João Oltmann, Isidor Hirt, Gottlieb Zeschke, Simon Theiss, Heinrich Hausen, Wilhelm Fischer.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A lista (certamente incompleta) dos mortos é esta:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Christian Muller faleceu no hospital de Corrientes em 7-2-66.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Otto Lobedan, f aleceu no hospital de Corrientes em 24-4-66.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Hermann Kuchendahl, faleceu no hospital de Corrientes em 1-5-66.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eugen Kurz, faleceu no hospital de Corrientes em 9-5-66.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fischer (qual deles?) faleceu na ilha (de Itapiru?) em 10-6-66.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Hoffmann (Luis?) faleceu no hospital de Corrientes (sem data).&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-naRqIumO_Bg/TrMgCMVb5sI/AAAAAAAAKvw/jZeRA_qkLXM/s1600/Medalha+marinha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="203px" ida="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-naRqIumO_Bg/TrMgCMVb5sI/AAAAAAAAKvw/jZeRA_qkLXM/s400/Medalha+marinha.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;Marinha do Brasil - foto Rubens Heusi&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Livro Centenário de Blumenau – 1850 – 2 de Setembro – 1950&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;u&gt;Edição da comissão de festejos&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;
Arquivo de Dalva e Adalberto Day&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-5610602071659717055?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/5610602071659717055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=5610602071659717055' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/5610602071659717055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/5610602071659717055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2011/11/blumenau-no-exercito-nacional.html' title='- Blumenau no Exército Nacional'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fS8BC1TArJM/Tprc6LppmvI/AAAAAAAAKjM/i0NpfmspHjY/s72-c/Jaime+Batista+da+Silva.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-422258175339328585</id><published>2011-11-18T00:01:00.001-02:00</published><updated>2011-11-20T21:13:07.615-02:00</updated><title type='text'>- Frederico Jensen</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Em histórias de nosso cotidiano,&lt;/u&gt; apresentamos um breve relato biográfico de Frederico Jensen: “Manteiga Especial – Frederico Jensen- Blumenau”. Frederico Jensen estabeleceu-se por conta própria, no ramo de açougue e beneficiamento de subprodutos do leite, queijaria, manteigas, banha, além da casa de comércio nas imediações da atual empresa “Mafisa” , próximo ao trevo da Br 470 com a Rua Pedro Zimmermann, sobre a qual estabeleceram a via asfáltica Guilherme Jensen.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Excerto extraído da &lt;u&gt;CRÔNICA GENEALÓGICA&lt;/u&gt; da &lt;u&gt;FAMILIA JENSEN&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
elaborada por &lt;strong&gt;&lt;u&gt;JOANA JENSEN DEEKE&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;u&gt;&lt;strong&gt;NIELS DEEKE.&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;FREDERICO JENSEN:&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; personagem selecionado, por &lt;u&gt;Niels Deeke&lt;/u&gt;, mediante especial pedido de &lt;u&gt;Adalberto Day&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YX7Cv_EkZnE/Tqs1fFXyj_I/AAAAAAAAKr0/Vw-IJ6wwjhE/s1600/1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" ida="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-YX7Cv_EkZnE/Tqs1fFXyj_I/AAAAAAAAKr0/Vw-IJ6wwjhE/s200/1.jpg" width="168px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Brasão Regional da Frísia do Norte - de onde emigraram os Jensen desta genealogia..&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Nmfec7jq5yg/Tqs1kgH8mqI/AAAAAAAAKr8/Y84a2L7BH9g/s1600/2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nmfec7jq5yg/Tqs1kgH8mqI/AAAAAAAAKr8/Y84a2L7BH9g/s200/2.jpg" width="171px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Brasão distrital da Ilha Pellworm, onde estavam estabelecidos os Jensen desta genealogia&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Resumo Genealógico&lt;/u&gt; :&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1 : RUDOLF WILHELM HARRO JENS JENSEN de seu casamento com Karoline Dorothea Friderike Kay, teve dez seqüências, sendo seis masculinas e quatro femininas, cuja nominata é a seguinte : &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N1. : CARL JENSEN, nascido a 16/0//1871 em Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N2. : JOHANNA JENSEN, nascida a 02/4/1873 em Itoupava, Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N3 : CAROLINE SOPHIE ERNESTINE JENSEN, nascida em 28/02/1876, em Itoupava, Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N4 : FREDERICO ( FRITZ) JENSEN. ( NICOLAUS FRIEDRICH JENSEN), nascido em 19/7/1879.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N5 : WILHELMINE JENSEN, nascida em 1883. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N6 : IDA JENSEN, nascida em 1887.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N7 : JENS JENSEN. ( JENS ERNST EDUARD JENSEN) nascido a 08/5/1888- Itoupava, Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N8 : WILLY JENSEN, nascido em 1893.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N9 : OTTO JENS JENSEN, nascido a 18/6/1894.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N10: HERMANN NIKLAUS JENSEN, nascido em 1897.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N4 : FREDERICO ( FRITZ) JENSEN. (Nikolaus Friedrich Jensen - ou Fritz Nikolaus Jensen) ), nascido em 19/7/1879 ( Sexta-feira) em Blumenau onde faleceu em 1973 ( o Ancestry registra falecido em abril de 1974). Foram padrinhos de seu batismo: Claus Steen, Nicolaus Jensen, Fritz Jenichen. Casado, em 25/7/1900 – Blumenau, com Martha Anna Augustine Kuchenbecker, nascida a 28/8/1880 ( O Ancestry registra nascida em 28/9/1880) e falecida em 1948 (O Ancestry registra falecida em abril de 1976) , filha de Ludwig Kuchenbecker, nascido a 22/02/1852 em Posnam – Alemanha e falecido em 31/10/1890 e de Johanna Hackbarth. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vwoRAuEzu2Y/Tqs15Vc9LLI/AAAAAAAAKsE/jqUatd32SII/s1600/6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-vwoRAuEzu2Y/Tqs15Vc9LLI/AAAAAAAAKsE/jqUatd32SII/s1600/6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Em 1929 Frederico Jensen&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; e sua esposa &lt;u&gt;Martha&lt;/u&gt; viajaram para a Europa em turismo. Como particularidade física de &lt;u&gt;Frederico Jensen&lt;/u&gt; foi indicada uma grande cicatriz no braço direito e seus olhos eram muito azuis e a esposa Martha tinha olhos castanhos, cfe. consta de suas certidões. Em poder de sua neta Edite Jensen Loewen, filha de Harry Jensen, estão diversos originais de cartas escritas por Rudolf Wilhelm Harro Jens Jensen a seu filho Frederico Jensen bem como muitas outras que sua mãe Karoline Kay Jensen lhe enviou. A troca de correspondência também deu-se com sua irmã Wilhelmine Jensen, (LRIIF1N5 : Wilhelmine Jensen, nascida em 1883) e além existe uma carta que lhe dirigiu a irmã Ida Jensen, casada Soefner –( LRIIF1N6 : Ida Jensen, nascida em 1887) .Consta, transmitida entre os familiares Jensen, a informação de que Frederico Jensen costumava trazer consigo, invariavelmente, no bolso, uma pequeno frasco com álcool, que embebia em lenço e passava nas mãos após precisar com elas cumprimentar alguém. O que tal procedimento poderia significar em higiene própria ou temor de contaminar alguém com possível mal que o afligisse, isto não foi informado. Fotocópias no &lt;u&gt;TABULARIUM JOANA JENSEN DEEKE &amp;amp; NIELS DEEKE&lt;/u&gt;, onde também constam os rótulos de produtos de fabricação de Frederico Jensen, como : “Manteiga Especial – Frederico Jensen- Blumenau”. Frederico Jensen estabeleceu-se por conta própria, no ramo de açougue e beneficiamento de subprodutos do leite, queijaria, manteigas, banha, além da casa de comércio nas imediações da atual empresa “Mafisa” , próximo ao trevo da Br 470 com a Rua Pedro Zimmermann, sobre a qual estabeleceram a via asfáltica Guilherme Jensen. O Professor Max Humpl em seu “Diário” – Aus dem Tagebuch eines alten Mannes- über seinen Aufenthält in Brasilein – 1912-1939- von Lehrer a. D. Max Humpl- Trostberg” na p. 62 refere: Tagebucheintrag *uber erteilte stunden Bis Ende 1934 zu Altona : “ 1- Sohn Fritz Jensen – violino!” Portanto um dos filhos homens de Frederico Jensen teve aulas de violino com Humpl antes de 1934. Em sua homenagem – in memoriam- foi dado seu nome à Rua Frederico Jensen - bairro Itoupavazinha, com início na Dr. Pedro Zimmermann nº 1.708 CEP 89066-301. A rua foi denominada através da Lei nº 2097 de 13/10/1975, que renomeou a antiga BL 05- com tal numeração cadastrada em 1965 durante a gestão administrativa municipal de Hercílio Deeke .Vide reportagem no “Jornal de Santa Catarina” - 06/8/1998 Caderno B p. 02, cujos informes foram transmitidos através telefonema mantido pela redação do jornal com Niels Deeke. Obs. de N.Deeke : a matéria publicada contém alguns erros e omissões, acerca cronografia da rua Frederico Jensen . &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N4 : Frederico ( Fritz) Jensen de seu casamento com Martha Kuchenbecker teve cinco seqüências, todas masculinas, cuja nominata é a seguinte :&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N4B26 : Henrique Jensen , nascido a 25/6/1907 e falecido em 30/3/1982. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N4B27 : Frederico Jensen, nascido a 11/12/1905 e falecido em 03/9/1940&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N4B28 : Alfredo Jensen, nascido a ......................... ....... ( 48 anos aprox. em 1950) &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N4B29 : Harry Jensen, nascido 31/5/1904. e falecido em 25/6/1986 &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
LRIIF1N4B30 : Erico Jensen, nascido a 08/02/1901.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
========================================&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Rótulos dos produtos fabricados por “Jensen”&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; : “ Manteiga de Nata Doce” – Jensen &amp;amp; Cia”. “Banha de Sta. Catharina- Fabricado pelo Systema Americano- Jensen &amp;amp; Co.” “Marca Sem Rival”. No rótulo aproveitado para o produto Manteiga- de Nata Doce, observa-se a utilização parcial de desenho contido no “Brasão da Frísia do Norte”, atravessado por uma faixa e com uma chave superposta. Disto se infere que a descendência Jensen –imigrada em Blumenau, tinha conhecimento dos detalhes do Brasão de armas da terra de seus antepassados- Frísia do Norte. “Manteiga Especial – Frederico Jensen- Blumenau”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Adiante alguns Rótulos dos diversos produtos fabricados por &lt;u&gt;Frederico Jensen&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rRFBenGfj9c/Tqs2z4utTTI/AAAAAAAAKsM/FWaTl8kxDK0/s1600/3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="40px" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-rRFBenGfj9c/Tqs2z4utTTI/AAAAAAAAKsM/FWaTl8kxDK0/s320/3.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-N5Ydej8FYiU/Tqs26iGxxsI/AAAAAAAAKsU/qt8Bm6X8oFM/s1600/4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="65px" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-N5Ydej8FYiU/Tqs26iGxxsI/AAAAAAAAKsU/qt8Bm6X8oFM/s320/4.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lAVJihkHmd0/Tqs3BYbDOZI/AAAAAAAAKsc/I6KZ43CARHs/s1600/5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="193px" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-lAVJihkHmd0/Tqs3BYbDOZI/AAAAAAAAKsc/I6KZ43CARHs/s320/5.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-422258175339328585?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/422258175339328585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=422258175339328585' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/422258175339328585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/422258175339328585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2011/11/frederico-jensen.html' title='- Frederico Jensen'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YX7Cv_EkZnE/Tqs1fFXyj_I/AAAAAAAAKr0/Vw-IJ6wwjhE/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-2942837539394208591</id><published>2011-11-14T00:01:00.003-02:00</published><updated>2011-11-16T17:01:33.763-02:00</updated><title type='text'>- A Beira Rio</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Segundo o &lt;u&gt;Memorialista Niels Deeke&lt;/u&gt; o ideário das Obras de Defesa da margem direita do Rio Itajaí Açu, na cidade de &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Blumenau&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, teve início após a queda da barranca atrás do Hotel Moderno da Família Greuel, quando a enchente de 18 de maio de 1948 atingiu 11,46 metros. No ano seguinte, maio de 1955, precisaram interditar a Rua XV de novembro - trecho desde a rua Amadeu da Luz até a confluência com a rua Brusque - atual rua Namy Deeke - por cerca de um ano, vez que aquele trecho da rua XV de novembro, sensivelmente fraturado, ameaçava desabar no rio. Constam da nota n° 5 abaixo os desbarrancamentos ocorridos naquela época;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GrWHNVQ0MtY/Tp4HdRKM_yI/AAAAAAAAKkQ/H541fft9iEI/s1600/1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256px" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-GrWHNVQ0MtY/Tp4HdRKM_yI/AAAAAAAAKkQ/H541fft9iEI/s400/1.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;Foto : AHJFS Arquivo Histórico José Ferreira da Silva&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Com fundos para o&lt;u&gt; Rio Itajaí-Açu, a Casa de Comércio Altenburg&lt;/u&gt; (Após Casa Moellmann) construiu na barranca um porto particular. Tinha, através Plano Inclinado de Tração, acesso direto aos porões da loja, onde funcionava o depósito. E este, depois de desativado, foi lacrado tão bem que só foi descoberto recentemente, com a reforma da Havan. Com o passar do tempo, o rio deixou de ser importante para o tráfego de mercadorias. Novas lojas ocuparam o lugar das antigas. A barranca transformou-se, aterrada, na Avenida Castello Branco, ou Beira-Rio. Aos fundos, a antiga Igreja São Paulo Apóstolo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pdA-sITkTFU/Tp4IgWr7iUI/AAAAAAAAKko/TqRekJxjfgc/s1600/2+Beira+e+centro+1950.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="294px" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-pdA-sITkTFU/Tp4IgWr7iUI/AAAAAAAAKko/TqRekJxjfgc/s400/2+Beira+e+centro+1950.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
1950&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_W1fH_HbJ3o/Tp4H_uMQ6HI/AAAAAAAAKkg/0d_bkvTm4zU/s1600/3+Beira+Rio+1959+Muro+de+arrimo+Prefeito+Frederico+Guilherme+Busch.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="277px" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-_W1fH_HbJ3o/Tp4H_uMQ6HI/AAAAAAAAKkg/0d_bkvTm4zU/s400/3+Beira+Rio+1959+Muro+de+arrimo+Prefeito+Frederico+Guilherme+Busch.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;1959 - Barranca do rio fundos Praça Hercílio Luz&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XZScY_ESMo0/Tp4H2tIzj2I/AAAAAAAAKkY/qfJx1otmDZ0/s1600/4+Beira+Rio+inincio+constrru%25C3%25A7+1964.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="247px" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-XZScY_ESMo0/Tp4H2tIzj2I/AAAAAAAAKkY/qfJx1otmDZ0/s400/4+Beira+Rio+inincio+constrru%25C3%25A7+1964.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Foto: Arquivo de Adalberto Day e Neide Fronza)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A imagem de 1964 mostra a fase inicial das obras na &lt;u&gt;Avenida Castello Branco, a Beira-Rio&lt;/u&gt;, em &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Blumenau&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;. Foi na gestão do governo de &lt;u&gt;Hercílio Deeke&lt;/u&gt; que o primeiro trecho da obra foi construído, cobrindo, em 1965, a seção desde o entroncamento com a rua XV de Novembro - junto à Ponte dr. Pedro da Silva sobre o ribeirão Garcia - até o final da Rua Marechal Floriano Peixoto – foi citado como até o trecho de rua onde localiza-se o edifício Mauá - em uma extensão de 650 metros, permitindo a passagem dos caminhões caçamba e o transporte das pedras para o enrocamento da margem do rio. Desde 1954 foram intensificadas as ações para construção de um muro de arrimo para proteger a margem direita do Rio Itajaí-Açu, projeto que a final aprovado, foi executado em convênio com o DNPVN com início em 27/8/1963, data da assinatura do convênio entre Hercílio Deeke pela a PMB e o Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis do Ministério da Viação e Obras Públicas. Durante a gestão administrativa do governo Carlos Curt Zadrozny foi dada continuidade e concluída a obra. A nova avenida, em alguns trechos, invadiu o leito do rio em até 30 metros.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WOFpfHGs0nc/Tp4JIh3FNoI/AAAAAAAAKkw/sad7I2Vlvjw/s1600/5+Beira+Rio+em+1968.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="264px" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-WOFpfHGs0nc/Tp4JIh3FNoI/AAAAAAAAKkw/sad7I2Vlvjw/s400/5+Beira+Rio+em+1968.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Foto - trecho entre a Foz do rib Garcia e a rua Mal. Floriano Peixoto . ANO 1965&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_f7Kt1nElSc/Tp4KdbfmRLI/AAAAAAAAKlA/ihrjcpmc90I/s1600/6+Beira+Rio+1968.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400px" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-_f7Kt1nElSc/Tp4KdbfmRLI/AAAAAAAAKlA/ihrjcpmc90I/s400/6+Beira+Rio+1968.JPG" width="376px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
1968&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FNYBIK558zE/Tp4MnDSUwcI/AAAAAAAAKlY/j9whVr3RBow/s1600/7+Beira+Rio+em+Blumenau+anos+1973+Blumenau+II.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="274px" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-FNYBIK558zE/Tp4MnDSUwcI/AAAAAAAAKlY/j9whVr3RBow/s320/7+Beira+Rio+em+Blumenau+anos+1973+Blumenau+II.JPG" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
1973&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A nossa encantadora Avenida Castello Branco – mais conhecida por Avenida Beira Rio, arrebata a atenção do espectador desde a sua inauguração. Recebeu esta denominação em homenagem ao ex Presidente da República Federativa do Brasil, Humberto de Alencar Castello Branco, que visitou nossa cidade em maio de 1965, acompanhado da filha Antonieta Diniz . Não poucos contestam o nome dado, tendo ocorrido várias tentativas de mudança do nome visando homenagear alguém da cidade. Contudo mudando-se-lhe ou não a denominação, será sempre conhecida como “Avenida Beira Rio”. Apreciando-a, seja durante o dia ou à noite, tanto o seu glamour como seu charme, sempre se farão notados, por representar, a bela via pública, o mais formoso remate a emoldurar a cidade de &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Blumenau&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xadlj20zJl8/Tp4M2P4ShdI/AAAAAAAAKlg/hmD0LCKZ_rw/s1600/8+Prefeitura+nova+de+Blumenau.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="196px" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-xadlj20zJl8/Tp4M2P4ShdI/AAAAAAAAKlg/hmD0LCKZ_rw/s320/8+Prefeitura+nova+de+Blumenau.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
1982&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Notas:&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
1) Em 08/01/1954 conforme relata o Prefeito Hercílio Deeke- in Relatório dos Negócios Administrativos ano 1954 p. 89 : “ É aprovado na Câmara Federal , o crédito destinado ao Muro de Arrimo da margem do rio Itajaí Açu, no centro da cidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
2) Em 25/7/1954 o Deputado Federal Wanderley Júnior apresentou uma emenda ao orçamento de 1955, elevando a cinco milhões de cruzeiros o crédito para a construção do projetado muro de arrimo da margem do rio Itajaí Açu no centro da cidade de Blumenau.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wtgetlpDpl0/Tp4NIeFJlEI/AAAAAAAAKlo/IRH1_YXaMOI/s1600/9+Rogerio+Pires+1986.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="257px" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-wtgetlpDpl0/Tp4NIeFJlEI/AAAAAAAAKlo/IRH1_YXaMOI/s400/9+Rogerio+Pires+1986.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Foto: Rogério Pires&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IvL556SK-nM/Tp4NZNfkqaI/AAAAAAAAKlw/mwX5ueAt0is/s1600/10+Blumenau+II+CALENDARIO+13.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267px" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-IvL556SK-nM/Tp4NZNfkqaI/AAAAAAAAKlw/mwX5ueAt0is/s400/10+Blumenau+II+CALENDARIO+13.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Foto Calendário Prefeitura 1988&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-P4RV4zNOOig/Tp4NplEOtXI/AAAAAAAAKl4/QmRzVX6MuLc/s1600/11+Beira+Rio+CALENDARIO+4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300px" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-P4RV4zNOOig/Tp4NplEOtXI/AAAAAAAAKl4/QmRzVX6MuLc/s400/11+Beira+Rio+CALENDARIO+4.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Foto Calendário Prefeitura 1988&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
3) Vide descrição parcial das “Obras de Defesa da Margem do Rio Itajaí Açu, ao longo da rua 15 de novembro” in Relatório Neg. Administrativos Prefeito Hercílio Deeke ano 1964 – p. 85/86. Em 26/02/1965 foi celebrado entre o Ministério da Viação e Obras Públicas – Depto. Nacional de Portos e Vias Navegáveis o “Termo aditivo ao aditamento de 23/10/1963, referente ao termo de convênio de 27/8/1963 celebrado entre o Depto Nacional de Portos e Vias Navegáveis e a Prefeitura Municipal de Blumenau, no Estado de Santa Catarina, para a execução das obras de proteção da margem direita do rio Itajaí Açu- naquele município- contém sete cláusulas e três páginas – cópia in arquivo Niels Deeke.- Leis Hercílio Deeke - Ano 1965. Pelo Decreto nº 42.423 de 07/10/1957 o presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira nomeou um Grupo de Trabalho cujo fito era estudar a situação econômica da bacia hidrográfica do rio Itajaí Açu. Foi então que numa das palestras mantidas por técnicos ficou assentado que o problema das cheias somente poderia ser resolvido com a construção de barragens nas cabeceiras dos principais rios que formam o Itajaí .&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YFfEzq3az2M/Tp4OrFUn4CI/AAAAAAAAKmA/RKheRn6pZ6Y/s1600/12+Beira+Rio+a+noitinha+anos+80+001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="280px" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-YFfEzq3az2M/Tp4OrFUn4CI/AAAAAAAAKmA/RKheRn6pZ6Y/s400/12+Beira+Rio+a+noitinha+anos+80+001.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Década de 1990&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GM8Z0FF2KXo/Tp4O7hC4h4I/AAAAAAAAKmI/KgIqUTpsD0A/s1600/14+Blumenau+Beira+Rio+Not.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="271px" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-GM8Z0FF2KXo/Tp4O7hC4h4I/AAAAAAAAKmI/KgIqUTpsD0A/s400/14+Blumenau+Beira+Rio+Not.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Década 1990&lt;/div&gt;
4) “Obras de Defesa da margem do rio Itajaí Açu, ao Longo da Rua 15 de Novembro, em Blumenau” &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
“Conforme convênio firmado com o Departamento de Portos e Vias Navegáveis, do ministério da Viação e Obras Públicas, foi a Prefeitura encarregada da execução das obras de Defesa da Margem Direita do rio Itajaí Açu, obedecendo o projeto elaborado pelo referido Departamento – D.N.P.V.N. – que prevê o enrocamento no trecho compreendido entre as embocaduras dos Ribeirões “Velha” e “Garcia”, o que proporcionará também, além da segurança das casas situadas entre o Rio Itajaí Açu e a Rua XV de Novembro, a possibilidade da construção da tão almejada “Avenida Beira-Rio”, que dará à cidade um aspecto novo, além de um logradouro público das mais aprazíveis e pitorescos.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9xaYuxfRuTM/Tp4PK3U3jII/AAAAAAAAKmQ/-6x-XXzRwcs/s1600/17+Beira+Rio+em+blumenaufoto+Mario+Barbeta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267px" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-9xaYuxfRuTM/Tp4PK3U3jII/AAAAAAAAKmQ/-6x-XXzRwcs/s400/17+Beira+Rio+em+blumenaufoto+Mario+Barbeta.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Foto Mário Barbeta - Ano 2003&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oy4GD5NLs9Y/Tp4PhPbg4HI/AAAAAAAAKmY/bxTzke7MtRQ/s1600/18+Blumenau+Beira+Rio+2011.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="264px" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-oy4GD5NLs9Y/Tp4PhPbg4HI/AAAAAAAAKmY/bxTzke7MtRQ/s400/18+Blumenau+Beira+Rio+2011.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Ano 2011&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Utilizando-se a verba de Cr$ 16.000,00, consignada no Orçamento da União para o ano de 1963 e já recebida, foram executados, de início, os serviços de limpeza e movimento de terras no trecho compreendido entre a Praça Dr. Blumenau e o Edifício Mauá ( na esquina da Rua Quinze de Novembro com a Rua Marechal Floriano Peixoto) , permitindo o aterro efetuado a construção de plataformas de trabalho, necessárias à movimentação dos caminhões e da máquina “Drag-Line”. Retirou-se na margem 960,00 m3 de lixo e detritos e colocou-se 6.396,00 m3 de barro e cascalho miúdo. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os serviços estão sendo executados sob a administração da Prefeitura, através sua Diretoria de Obras Públicas e sob a fiscalização e supervisão direta do Engº João Caropreso, funcionário do D.N.P.V.N , como representante do Ministério da Viação e Obras Públicas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Cabe registrar que, além da verba já anteriormente recebida, de Cr$ 16.000,00, falta receber a consignada no Orçamento do ano passado ( 1964) , de Cr$ 10.000,00 , conforme aditivo ao Convênio firmado. Para o corrente exercício, acha-se consignada no Orçamento da União, a verba de Cr$ 50.000,00, para as obras em referência.. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tratando-se de obra grandiosa e de um projeto de grande vulto financeiro, pelo montante de recursos que nele deverão ser investidos, há, como é natural, necessidade da cooperação financeira do Governo Federal, para garantir a continuidade dessas obras.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Atualmente acham-se as mesmas paralisadas, por falta de liberação e pagamento das verbas nos anos de 1964 e corrente exercício (1965). respectivamente de Cr$ 10.000,00 e Cr$ 50.000,00 , o que vem prejudicando grandemente as serviços de aterro já feito, em virtude da erosão que se verifica pelas contínuas enchentes do Rio Itajaí Açu. Hercílio Deeke, prefeito de Blumenau, abril de 1965. “ &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
5) Adiante faço constar ocorrências de desbarrancamentos da margem direita do Itajaí Açu Cumpre-nos registrar uma singular ocorrência datada de 18 de maio de l948, quando na manhã daquele dia o Itajaí Açu alcançava uma cheia de 11,46 metros. Victor Deeke preocupado com as conseqüências que a enchente estivesse causando a Blumenau, pois nesta cidade ainda residia sua mãe Dª Emma Deeke, e como as ligações telefônicas estivessem interrompidas e também as rádios estivessem fora do ar pela falta de energia ( então gerada exclusivamente pela Usina Salto a qual deixava de operar com águas acima de 10 metros e só os poucos radioamadores mantinham os contatos mais importantes), resolveu, recordando-se dos prestimosos serviços que os vapores Progresso em 1880 e o Blumenau em 1911 prestaram no socorro à população flagelada, trazer a sua poderosa “lancha Henrique” de Itajaí a Blumenau para eventualmente cooperar no salvamento e transporte de necessitados. Com facilidade venceu as caudalosas águas da enchente desde a barra do Itajaí-Mirim, local em que Victor Felix Deeke residia junto à sede da Fábrica de Papel – da qual era diretor presidente - com o trapiche da embarcação, e no início da tarde chegou a Blumenau. No percurso seguiu até altura do trapiche que havia junto ao acesso à balsa que transpunha o rio na Itoupava-Seca, local onde atualmente situa-se a “ponte Irineu Bornhausen”, na rua Santa Catarina e como nenhuma solicitação de socorro lhe fosse feita, retornou aportando na embocadura do ribeirão Garcia. Contudo tão logo atracou foi informado de que a lancha ao deslocar-se, rio acima, defronte as barrancas da cidade provocara tamanha “pororoca” que o macaréu com suas ondas fizera desabar alguns ranchos levados pela terra que desbarrancava. A surpresa dos pilotos foi geral, pois não podiam observar os efeitos das grandes ondas que produziam, porquanto estas só atingiam as margens quando a “verdadeira belonave” - o que efetivamente era por tratar-se de uma lancha de desembarque das tropas aliados na Grande Guerra que terminara fazia 3 anos – Lancha modelo PT - já se encontrava muito adiante, rio acima. Ainda na mesma tarde retornaram à Itajaí. Dia seguinte à rumorosa passagem da “Lancha”, queremos crer que por coincidência, aconteceu um enorme deslizamento da “barranca do rio”, quando toda a margem de terra atrás do “Hotel Moderno” (defronte a atual - 1996- agência do Banco do Brasil) de propriedade da família Greuel, ( cuja matriarca foi Helene Greuel, falecida em 02/7/1998 , genitora de Ingo e Werner Greuel,) desapareceu, formando um imenso pontal até o centro do rio. O prédio do hotel foi condenado, suas dependências sobre a barranca, como a cozinha, despencaram nas águas e a própria rua l5 de novembro, no trecho em questão , foi afetada por rachaduras e interditada. A família Greuel recuperou, em parte, o prédio mediante seu assentamento sobre profundos poços em concreto. Dificilmente a causa do desabamento poderia ser atribuída, exclusivamente, à movimentação e deslocamento da água que o fragoroso avanço da Lancha provocou na já impetuosa correnteza que a enchente desenvolvia. A partir de então outros desabamentos houve, como os da antiga “Casa Meyer,” a do prédio em construção da “Farmácia Catarinense”, a perda da barranca e condenação do prédio da antiga agência Banco Inco no início da rua Floriano Peixoto – uma esplêndida edificação mandada construir pelo Sr. Curt Hering e que serviu de sede ao Banco Agrícola e Comercial de Blumenau S.A. até 1942, local onde atualmente localiza-se a agência Prime do Bradesco - e ainda o total desbarrancamento, entre os dias 20 e 27 de maio de 1955, fazendo sumir tudo quanto havia nos fundos do Hotel Cruzeiro, além de provocar interdição pelo perigo iminente de desmoronamento do prédio ao lado, pertencente ao Sr. Garcia – onde antes havia o Bar Dinamarca, quando o trânsito foi desviado, po longo tempo, para a rua Getúlio Vargas, como também em 27 de maio 1955 iniciou o deslize da barranca atrás da casa do sr. Braga. etc., flagelos que somente foram coibidos com o enrocamento da margem e execução, mesmo que não observando o projeto inicial, do muro de arrimo da margem direita do Itajaí Açu, junto ao centro urbano de Blumenau. (atual Avenida Castello Branco).&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Colaboração especial do Memorialista Niels Deeke&lt;br /&gt;
Arquivo de Dalva e Adalberto Day&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-2942837539394208591?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/2942837539394208591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=2942837539394208591' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/2942837539394208591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/2942837539394208591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2011/11/beira-rio.html' title='- A Beira Rio'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-GrWHNVQ0MtY/Tp4HdRKM_yI/AAAAAAAAKkQ/H541fft9iEI/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-603204269695793706</id><published>2011-11-09T07:03:00.002-02:00</published><updated>2011-11-09T12:07:01.074-02:00</updated><title type='text'>- Ponta Aguda 1911-2011</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;u&gt;Em histórias de nosso cotidiano,&lt;/u&gt; apresentamos hoje mais uma crônica da Urda, relatando uma conversa com uma senhora enquanto em trânsito Itapocoroy/Penha/SC. Se este fato é apenas uma memória desta senhora não sabemos, mas que faz parte de nossa história...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;ENCHENTE DE 1911 – PONTA AGUDA - MAIS UMA MEMÓRIA – UM SÉCULO DEPOIS&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Por Urda Alice Klueger /Colunista&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--kRQvnz694M/TrfXK20ekoI/AAAAAAAAKy0/8RLGtcf9DwM/s1600/Urda.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/--kRQvnz694M/TrfXK20ekoI/AAAAAAAAKy0/8RLGtcf9DwM/s1600/Urda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu já devia ter pelo menos 15 anos, pois foi naquela época em que meus pais já moravam na Praia Grande do Itapocoroy/Penha/SC, o que já faz, portanto, mais de 40 anos. Vinha de lá para Blumenau no ônibus da &lt;u&gt;Brusquense,&lt;/u&gt; que era a empresa de ônibus que fazia tal trajeto então, e que já faz muito tempo que não existe mais. Sou capaz de sentir, neste momento, o cheiro do ônibus da &lt;u&gt;Brusquense,&lt;/u&gt; seu sacolejar, o rangir das suas molas, o gosto dos chicletes Ploc de morango que eu costumava mascar para não enjoar – só que naquele dia a conversa estava tão interessante que eu não enjoei.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nJUe5wNA8z8/TrqIsLuv3iI/AAAAAAAAK0A/GRX8iiZdi38/s1600/Brusquense.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="268px" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-nJUe5wNA8z8/TrqIsLuv3iI/AAAAAAAAK0A/GRX8iiZdi38/s400/Brusquense.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://www.egonbus.com.br/fotos/thumbnails.php?album=29"&gt;http://www.egonbus.com.br/fotos/thumbnails.php?album=29&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
No primeiro banco, &lt;u&gt;estava sentada junto a uma senhora&lt;/u&gt; que conversava jovialmente e me dava atenção como se eu fosse uma interessante adulta. No meu olhar adolescente era &lt;u&gt;uma senhora velha, embora sua conversa tão agradável&lt;/u&gt; – é que quando adolescentes, às vezes, pensamos que todos os velhos são chatos ou tristes. Em todo o caso, agora, penso que tinha 15 anos em 1967, época em que já fazia 56 anos desde a enchente de 1911. Como aquela senhora deveria já ter uns 10 anos em 1911, então, lá naquele dia do &lt;u&gt;ônibus da Brusquense&lt;/u&gt;, ela teria pelo menos 66 anos, o que é uma idade avançada quando mal se saiu da infância, mas que hoje se me parece ainda tempo de tão grande juventude, principalmente quando penso que, se tiver sorte, logo terei chegado lá, e talvez, então, continue sentindo o que sinto hoje: que sou absolutamente jovem, mas que levo um susto danado quando olho para o espelho e vejo a mulher velha que me espia de lá!&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-McCSXFe9E2w/TrfZLW2V2GI/AAAAAAAAKzU/JEd9HgeGMCo/s1600/Ponta+Aguda+bairro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="117px" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-McCSXFe9E2w/TrfZLW2V2GI/AAAAAAAAKzU/JEd9HgeGMCo/s400/Ponta+Aguda+bairro.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;Ponta Aguda - &lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Primórdios da colônia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KAm59IFH3Ww/TrfYqXh8R5I/AAAAAAAAKzE/c_YL_oopkIk/s1600/22+Blumenau+1911.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="273px" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-KAm59IFH3Ww/TrfYqXh8R5I/AAAAAAAAKzE/c_YL_oopkIk/s400/22+Blumenau+1911.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;Enchente 1911&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VmAT7C56cLI/TrfYy5SCW2I/AAAAAAAAKzM/24WjzZxW11k/s1600/310774_167086970038832_100002125893547_343830_1609872690_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="170px" ida="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-VmAT7C56cLI/TrfYy5SCW2I/AAAAAAAAKzM/24WjzZxW11k/s400/310774_167086970038832_100002125893547_343830_1609872690_n.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;100 Anos após - Enchente 2011&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas voltemos ao velho ônibus da &lt;u&gt;Brusquense&lt;/u&gt; e àquela conversa onde um adulto de verdade me levava a sério – pelo tempo que passou, aquela senhora já faleceu há muito, e talvez somente sobreviva na memória dos seus descendentes e na minha. Meu interesse por História foi sempre muito aguçado, e jamais esqueci o que ela me contou naquele dia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aquela senhora era uma &lt;u&gt;menina em 1911&lt;/u&gt;, e morava num lugar que se chamava &lt;u&gt;Ponta Aguda&lt;/u&gt;, que é o mesmo lugar que hoje tem tal nome, em Blumenau.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Sabe por que o nome Ponta Aguda?&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; – explicou-me ela. – É porque havia um &lt;u&gt;morro muito pontudo&lt;/u&gt;, pontiagudo, que a enchente de 1911 levou. Ali eram as terras dos meus pais, e tínhamos lavoura e bananeiras plantadas nesse morro pontudo. Quando o rio subiu, subiu, meu pai se lembrou de que havia esquecido uma enxada na encosta desse morro, e tendo em vista que a água ameaçava atingir o mesmo, mandou que eu fosse correndo buscar a ferramenta. &lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Qg4evIFYS8w/TrfZ9N_ZcVI/AAAAAAAAKzc/BhWjNALXEqA/s1600/Curva+do+Rio+Itaja%25C3%25AD+nov+2008.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300px" ida="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-Qg4evIFYS8w/TrfZ9N_ZcVI/AAAAAAAAKzc/BhWjNALXEqA/s400/Curva+do+Rio+Itaja%25C3%25AD+nov+2008.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ponta Aguda 2008 antes da Tragédia e enchente 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto: Paulo Sérgio Schneider&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu já não lembro se ela conseguiu buscar a enxada ou não – lembro como me contou que estava muito próxima dessa ponta aguda quando tudo desmoronou... e o tal morro pontudo foi-se rio abaixo. Foi uma coisa assustadora, e penso que só depois que vivi a &lt;u&gt;Catástrofe das Águas de 2008&lt;/u&gt; foi que pude me identificar direito com o que sentiu aquela menina lá do passado quando um morro inteiro foi embora diante dos seus olhos incrédulos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- No lugar, restou o que hoje é a &lt;u&gt;Prainha&lt;/u&gt; – explicou-me ela, e nunca duvidei do que ela disse. Ao longo da minha vida já vi a Prainha, em &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Blumenau&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, tomar diversos formatos depois de grandes enchentes, como o de quase um Saara de &lt;u&gt;areia branca que aterrou tudo em 1983&lt;/u&gt;. Por que não teria sido ali, no passado, um morro pontudo? Por que teria me mentido aquela senhora tão simpática cujo nome eu deixei fugir no tempo, mas cuja história nunca esqueci? Era tão vívida a lembrança daquilo tudo, dentro dela...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dentro de mim ficou explicado porque a &lt;u&gt;Ponta Aguda se chama Ponta Aguda&lt;/u&gt;. Achei que deveria contar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nova Rússia, 06 de novembro de 2011.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Urda Alice Klueger/Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR.&lt;/div&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Para saber mais acesse:&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; &lt;br /&gt;
&lt;a href="http://adalbertoday.blogspot.com/2011/10/ano-2011-centenario-da-grande-enchente.html"&gt;http://adalbertoday.blogspot.com/2011/10/ano-2011-centenario-da-grande-enchente.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://adalbertoday.blogspot.com/2011/10/enchente-de-1911.html"&gt;http://adalbertoday.blogspot.com/2011/10/enchente-de-1911.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Arquivo de Adalberto Day/AHJFS - Arquivo Histórico José Ferreira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2953407439745136836-603204269695793706?l=adalbertoday.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adalbertoday.blogspot.com/feeds/603204269695793706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2953407439745136836&amp;postID=603204269695793706' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/603204269695793706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2953407439745136836/posts/default/603204269695793706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adalbertoday.blogspot.com/2011/11/ponta-aguda-1911-2011.html' title='- Ponta Aguda 1911-2011'/><author><name>Adalberto Day</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203079296697600682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_E3oMKWFgwdE/SVveaXe-tbI/AAAAAAAAFDM/A9QAnymQ7Lc/s1600-R/pai%2B4%2Beditado.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--kRQvnz694M/TrfXK20ekoI/AAAAAAAAKy0/8RLGtcf9DwM/s72-c/Urda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2953407439745136836.post-5944241810389047392</id><published>2011-11-05T11:31:00.004-02:00</published><updated>2011-11-08T08:20:11.379-02:00</updated><title type='text'>- Um drible na história</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Jornal de Santa Catarina 05/11/2011 N° 12406&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3BynX4g_g8A/TrU0alnUN2I/AAAAAAAAKv4/5qF7QFwFZak/s1600/clicrbs+logo.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="27px" ida="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-3BynX4g_g8A/TrU0alnUN2I/AAAAAAAAKv4/5qF7QFwFZak/s320/clicrbs+logo.gif" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;HISTÓRIAS REAIS DA BOLA&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Um drible na história&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DB20U24BIxU/TrU0pjMbhgI/AAAAAAAAKwA/Lkmb07RuRx8/s1600/12413729.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-DB20U24BIxU/TrU0pjMbhgI/AAAAAAAAKwA/Lkmb07RuRx8/s1600/12413729.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Imagens, são raras. Relatos, poucos. Mas o &lt;u&gt;Santa&lt;/u&gt; reconstrói o dia em que &lt;u&gt;Mané Garrincha jogou em Blumenau.&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Pelé e Garrincha&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, ícones do futebol brasileiro, pisaram em gramados blumenauenses. A passagem do Rei, em 30 de agosto de 1961, é conhecida e documentada. &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Pelé&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, já um popstar, jogou pelo Santos em um amistoso contra o Olímpico, então o principal clube da cidade. Marcou quatro gols – há quem fale em cinco – e deu show. O próprio Santa já contou essa história.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A vinda de &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Mané Garrincha, o anjo das pernas tortas&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, foi bem diferente. Por um capricho, ou quem sabe pela falta dele, é tão apagada quanto o triste fim de carreira de um dos maiores gênios que o futebol já produziu.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os registros são poucos (não há fotos, ao menos públicas) e um roteiro só é possível baseado nos relatos de quem esteve lá. Também era um dia 30, como quando &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Pelé&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; esteve por aqui, no mês de agosto. E de 1969. O ponta que imortalizou as camisas 7 do Botafogo e da Seleção vivia a derrocada de uma carreira tão brilhante, quanto tumultuada. &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Garrincha,&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; então atuando pelo Flamengo, aventurava-se pelo país nas folgas rubro-negras jogando por cachês que lhe aliviavam a situação financeira caótica.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-k41DKop1heM/TrU1HLELp3I/AAAAAAAAKwI/Ro8wJntcjBg/s1600/manegarrincha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400px" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-k41DKop1heM/TrU1HLELp3I/AAAAAAAAKwI/Ro8wJntcjBg/s400/manegarrincha.jpg" width="299px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E foi assim que &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Mané&lt;/strong&gt; vestiu a camisa grená do Grêmio Esportivo Olímpico&lt;/u&gt;, em troca de parte da renda da partida, para a abertura do&lt;u&gt; Torneio Vera Fischer &lt;/u&gt;– homenagem à musa blumenauense que naquele ano havia se tornado &lt;u&gt;Miss Brasil.&lt;/u&gt; O jogo era contra o Caxias, de Joinville. Além deles, Palmeiras (o arquirrival do Olímpico), Carlos Renaux e Paysandu, de Brusque, também participaram.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O antigo &lt;u&gt;Estádio da Baixada&lt;/u&gt;, claro, estava lotado. &lt;u&gt;Vera Fischer,&lt;/u&gt; toda paramentada de miss, até deu o pontapé inicial do jogo, mas todos queriam mesmo era ver “A alegria do povo”, um dos tantos apelidos de Garrincha. Absolutamente fora de forma, ele atuou o jogo inteiro, e as opiniões sobre a performance se dividem.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XvdFD47V7KY/TrU1Wg3MadI/AAAAAAAAKwQ/Dy45DlS0sWg/s1600/12413730.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="228px" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-XvdFD47V7KY/TrU1Wg3MadI/AAAAAAAAKwQ/Dy45DlS0sWg/s320/12413730.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
– &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Garrincha&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; pouco participou, em lances isolados e sem brilhantismo. O principal foi cobrar uma falta no fim do jogo, na qual a bola bateu na trave defendida pelo goleiro caxiense. Mesmo assim, conseguiu arrancar aplausos dos blumenauenses, que reconheceram todo o talento do ex-grande atleta – diz o relato do radialista blumenauense Edemar Annuseck, um dos poucos que conversou com ele naquele dia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
– Conversamos na sacada do Hotel Glória, na Rua 7 de Setembro, foi uma entrevista para a Rádio Nereu (Ramos) e o extinto Jornal Cidade de Blumenau. Ele falou de tudo, carreira, de futebol em geral, da vida conturbada – conta &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Annuseck&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, que fez carreira como um dos principais radialistas esportivos do país e hoje atua no canal a cabo SporTV no interior de São Paulo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
rodrigo.braga@santa.com.br &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;RODRIGO BRAGA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;O MITO DAS PERNAS TORTAS&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Manuel Francisco dos Santos, o &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Mané Garrincha&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, nasceu no distrito de Pau Grande, em Magé (RJ), em 18 de outubro de 1933. O apelido Garrincha veio de um tipo de pássaro, comum na região serrana do Rio.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Na maior parte da carreira defendeu o Botafogo (entre 1953 e 1965), onde disputou 614 partidas e marcou 245 gols. Também jogou pelo Corinthians, Flamengo, Vasco (apenas uma partida), Olaria (onde encerrou a carreira) e Atlético Júnior, da Colômbia. No total, atuou em 716 partidas oficiais, marcando 283 gols.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Brilhou na &lt;u&gt;Seleção Brasileira&lt;/u&gt; entre 1957 e 1966, com 61 partidas e 17 gols. Foi um dos heróis da conquista da Copa de 1958, na Suécia, e, principalmente, do bicampeonato no Chile, em 1962, quando após a contusão de Pelé foi o principal jogador. Mané teve uma única derrota pela Seleção, contra a Hungria, no fiasco brasileiro na Copa de 1966, na Inglaterra.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Notabilizou-se pelos dribles desconcertantes, apesar do fato de ter as pernas tortas. Para muitos, é considerado o maior driblador da história do futebol. A carreira foi marcada por vários percalços fora de campo, principalmente por causa do vício em bebida alcóolicas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Pobre e muito longe do brilho do auge da carreira, o anjo das pernas tortas (título de um poema dedicado a ele por Vinícius de Moraes) morreu no dia 20 de janeiro de 1983, aos 49 anos, no Rio de Janeiro, por complicações da cirrose.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cH3qhpCheZ8/TrU5CpqfVaI/AAAAAAAAKwo/PtkqAvORzfY/s1600/Est%25C3%25A1dio+do+Olimpico+em+1963+001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250px" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-cH3qhpCheZ8/TrU5CpqfVaI/AAAAAAAAKwo/PtkqAvORzfY/s400/Est%25C3%25A1dio+do+Olimpico+em+1963+001.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Estádio da Baixada do G,E. Olímpico 1963&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Você estava lá?&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tem fotos ou alguma lembrança do dia em que Garrincha esteve em Blumenau? Entre em contato pelo e-mail &lt;a href="mailto:leitor@santa.com.br"&gt;leitor@santa.com.br&lt;/a&gt;&amp;nbsp;ou para mim &lt;a href="mailto:familiaday@terra.com.br"&gt;familiaday@terra.com.br&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;“O marcador teve que suar”&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Tarcísio Torres&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;, hoje com 66 anos, estava em campo. Ironicamente, era o eficiente ponta-direita do time blumenauense desde 1967, mas naquele jogo, claro, foi deslocado para o meio-campo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
– Não dava para competir – admite, aos risos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E lá do meio-campo,&lt;u&gt;&lt;strong&gt; Tarcísio&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt; viu uma atuação discreta do craque, mas que ainda assim não deixou de ter alguns bons momentos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
– Ele estava fora de forma, mas não deixou de fazer umas graças para a torcida. Teve a bola na trave também, na falta. Dá para dizer que o marcador dele, o Luizinho, teve que suar – conta.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Segundo ele, Mané Garrincha&lt;/u&gt; conversou pouco com os demais jogadores, apenas coisas de jogo, no vestiário. Chegou no dia, combinou posicionamento em campo e fez a parte dele. No fim, passou pelo churrasco de confraternização, na antiga churrasqueira do clube, e saiu.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
– Foi curtir a noite, pelo menos foi o que nos disseram na época – relembra.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Registros da partida acabaram perdidos&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O jogo que abriu o &lt;u&gt;Torneio Vera Fischer&lt;/u&gt; naquele sábado à noite no Estádio da Baixada, na &lt;u&gt;Alameda Rio Branco, terminou em 1 a 1.&lt;/u&gt; E encerram aí as informações sobre o episódio. &lt;u&gt;Garrincha&lt;/u&gt;, dizem, atuaria também nas demais partidas, o que não se confirmou. Já o destino do simpático troféu com nome de Miss Brasil é desconhecido. Entre os clubes participantes, só o Caxias ainda atua. E por lá, ninguém sabe dele.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Infelizmente, o troféu não foi a única perda daquele dia para a história do futebol blumenauense. Passados 42 anos, não há registros, a não ser relatos, do craque das pernas tortas com a camisa do Olímpico. No clube, se algum dia houve fotos, foram perdidas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
– Não temos mais. Antigamente, a sede ficava na parte de baixo do clube, e muita coisa se perdeu com as enchentes – conta o atual presidente do &lt;u&gt;Olímpico,&lt;/u&gt; &lt;u&gt;&lt;strong&gt;Braulino Pontes&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zb_b0MER2VA/TrU4vb3unEI/AAAAAAAAKwg/X894lPSoIjo/s1600/Garrdrib.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ida="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-zb_b0MER2VA/TrU4vb3unEI/AAAAAAAAKwg/X894lPSoIjo/s1600/Garrdrib.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O &lt;u&gt;Cientista social e pesquisador da história Adalberto Day,&lt;/u&gt; que conhece a fundo o futebol blumenauense, confirma: se algum dia essa imagem esteve em algum arquivo, se perdeu.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
– Já procurei por todos os lugares possíveis, conversei com quem esteve lá. Se alguém tem fotos daquele dia, nunca contou para ninguém – disse.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;Tarcísio Torres&lt;/u&gt; lembra que fotos chegaram a ser feitas:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
– Houve fotos, eu mesmo tinha algumas, mas não sei aonde foram parar. Uma pena.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;strong&gt;OPINIÃO: Lição de Mané&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu, ainda jovem, fui assistir ao jogo com meu amigo &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Reinoldo Fuenfstueck&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, num sábado à noite. Naquele dia, &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Garrincha,&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; já em final de carreira, nos proporcionou alguns momentos de alegria.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nossa expectativa era que ele jogasse um bom futebol, apesar de já veterano, porém isso não ocorreu. O pouco que fez foi bater uma falta no final do jogo, e a bola bater na trave. Garrincha mesmo assim conseguiu arrancar aplausos do estádio lotado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Lembro bem de um lance específico. Já no decorrer do segundo tempo, o Olímpico em ofensiva pelo lado esquerdo da arquibancada, a bola é desviada e vai até próximo ao alambrado onde eu e meu amigo estávamos. Com um dos pés, empurrei a bola ao &lt;u&gt;Garrincha&lt;/u&gt; que veio buscá-la, e disse a ele:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
– É aí, Mané, vai jogar melhor?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ele nada respondeu, apenas me deu um sorriso e um olhar. Para mim, foi uma lição. Pelo olhar, percebi o sentimento dele no momento, ou seja: ele deve ter imaginado “cobrar de mim, que tanto já fiz pelo nosso futebol? Campeão pelo Botafogo, Seleção Brasileira, melhor ponteiro direito do mundo...”&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Jogando bem ou mal, quem esteve no&lt;u&gt; Grêmio Esportivo Olímpico&lt;/u&gt; naquele dia teve o privilégio de ver Garrincha jogar com a camisa grená. Infelizmente, o registro desse dia acabou perdido pelo clube.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;u&gt;Adendo: Urda a. Klueger&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;u&gt;MODERNIDADES&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Criei-me no tempo do rádio, grandes rádios com o interior cheio de válvulas que apagavam e acendiam, que precisavam “esquentar”, e que, no meio de muita estática, traziam até nossas casas a Rádio Clube de Blumenau e a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, entre outras. Os rádios eram enormes, contidos dentro de grandes caixas de decoração rebuscada, e, apesar de serem popularmente chamados de “caixão-de-abelha”, eram, sem dúvida, a principal peça que compunha a sala-de-visitas de uma casa.&lt;br /&gt;
Lá por volta de 1960, porém, os rádios começaram a mudar. Foi uma verdadeira revolução nas comunicações e nos hábitos das pessoas, só comparável, creio, ao surgimento do telefone celular, 30 anos depois. O que aconteceu foi que surgiu o rádio a pilha.&lt;br /&gt;
Ter um rádio a pilha, na época, era questão de status, bem como foi o telefone celular nos seus primeiros dias. “Gente bem” tinha, obrigatoriamente, de andar com o seu rádio a pilha, quanto menor, mais chique, radinhos a pilha dentro de capinhas de couro marrom cheia de furinhos, com alças de couro que permitiam que fossem usados pendurados ao ombro. Era o começo dos tempos do consumismo no Brasil, e ter um rádio a pilha passou a ser ponto de honra, bem como aconteceu com o telefone celular nos seus primeiros tempos.&lt;br /&gt;
Muita coisa aconteceu no alvorecer da era dos rádios a pilha. Ouviam-se, na época, os jogos de futebol nos velhos rádios cheios de estática. Ou ouvia-se no rádio, ou ia-se ao estádio. Como se ter certeza se o locutor do futebol estava transmitindo o jogo fielmente? Com o rádio a pilha, foi possível conferir. E quem tinha um rádio a pilha, ia ao estádio com ele, e ouvia e via o jogo ao mesmo tempo, e depois podia apontar todas as falhas dos locutores. Esses conferentes viraram os donos da razão, com todo um círculo de pessoas a ouvi-los, boquiabertas por terem de desacreditar nos seus locutores de confiança.&lt;br /&gt;
O Brasil tinha sido campeão do mundo em futebol em 1958 – coincidindo com a chegada do rádio a pilha, esteve em Blumenau, para jogar com o Olímpico, nada mais nada menos que o Santos de Pelé. Com Pelé e tudo. Pelé, na época, só perdia para Deus em popularidade, e creio que isto não mudou muito ao longo de quase quatro décadas. Ver Pelé jogar no nosso campinho sujeito a enchentes tornou-se quase questão de vida ou morte para os blumenauenses de antanho e, quem pôde, foi ver o jogo. O Santos surrou o Olímpico por 8x0. E na manhã seguinte a fofoca corria solta na nossa rua. O problema não era ter perdido de goleada do Santos, claro que não, era quase uma honra perder-se por muitos gols para o time de Pelé. A grande discussão era a respeito dos donos dos rádios a pilha, que diziam que tinham estado no campo vendo o jogo, ao mesmo tempo em que ouviam a transmissão radiofônica nos seus radinhos, e que apontavam os muitos erros dos locutores esportivos emocionados com a presença de Pelé.&lt;br /&gt;
Até hoje não sei qual foi a verdade, mas alguns dos nossos vizinhos foram taxados de mentirosos. Dizia-se que fulano e sicrano tinham ficado era bem em casa, ouvindo o jogo pelo rádio, e que só para “aparecer”, para deixarem bem claro que possuíam rádios a pilha, tinham inventado aquela história de que tinham estado no campo conferindo o trabalho dos repórteres. Penso, hoje, que provavelmente toda essa encrenca derivou da inveja de moradores que morriam de vontade de ter ido ver Pelé e não o puderam fazer, coisa mesquinha em qualquer dos casos.&lt;br /&gt;
Nos seus primórdios, o rádio da pilha movimentou energias e opiniões. Mais tarde, quando já estava popular, virou companheiro e amigo. Meu pai deu-me um quando eu já era uma mocinha, moderno rádio com linda capa de couro preta e longa e flexível antena embutida, sofisticado rádio com três faixas de ondas. Eu dormia e acordavam com ele, e nele ouvia os Beatles e todos os sucessos da Jovem Guarda, e nele ouvi todas as notícias do Projeto Gemini, e, afinal, a chegada do homem a lua, em noite esquecida lá na minha adolescência. Usei aquele rádio em todos os momentos, até ele não prestar mais, e tenho certeza de que ele foi à coisa mais chocante que o meu pai podia ter me dado, depois da vida, é claro.&lt;br /&gt;
Essas modernidades do passado hoje são coisas sem valor, mas como alegraram e movimentaram a nossa vida na época!&lt;br /&gt;
Blumenau, 26 de maio de 1996.&lt;br /&gt
