"A Educação é a base de tudo, e a Cultura é a base da Educação"

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terça-feira, 18 de abril de 2017

- Time do Bom Retiro


Um dos uniformes que o FC Bom Retiro Utilizava - Alvinegro.
Poucos são os registros que temos sobre o Alvinegro Clube de Futebol Bom Retiro do bairro que emprestou o nome ao clube. Porém estes dados são importantíssimos para nossa história e quem sabe podemos ter a colaboração de outras pessoas e colocaremos no texto da postagem. Com a ajuda do Jornalista Giovani VitóriaMoacir Curbani, Theodor Darius, Wieland Lickfeld e Adalberto Jorge Kluser conseguimos alguns dados e fotos.

Quando garoto, lá pelos anos de 1960 ouvia falar que no final da década de 1920 o Amazonas Esporte Clube o primeiro clube de Blumenau do Bairro Garcia, havia contratado Leopoldo Cirilo um centroavante espetacular conforme ouvi em minhas pesquisas. A contratação foi a maior transação esportiva na época, reforçando o Amazonas que já possuía Nena Poli e outros, ajudando a formar na época um dos melhores clubes de Santa Catarina. Conheci tanto Nena Poli, de enorme estatura e forte fisicamente de cor branca. Leopoldo Cirilo de cor Negra, era alto e forte, ambos amavam o clube anilado do Garcia. Leopoldo Cirilo morava próximo a casa em que residíamos.
Leopoldo Cirilo e Nena Poli - craques do futebol de Blumenau
Foto 01
Futebol Clube Bom Retiro. Fotos provavelmente do início do Início dos anos 1950/51.
Na Foto 02: Pedro Curbani, o primeiro agachado da esquerda para direita. O terceiro agachado (com camisa escura) era o irmão do senhor Pedro: José Curbani, conhecido em todo o bairro Garcia, na época do Amazonas Futebol Clube, como Jépe. Jépe também atuou no Tupi (Gaspar) e Palmeiras de Blumenau.
Jépe irmão de Pedro Curbani além de jogar no Bom Retiro, também jogou no Tupi de Gaspar, Palmeiras de Blumenau e campeão por anos no Amazonas do Bairro Garcia. Um craque que chegou a ser convocado para a a Seleção de SC. Jogava de quarto Zagueiro e meio de campo. Batia pênalti com maestria. Na época os torneios inícios quando jogos terminavam empatados eram decididos por penalidade, três por equipe e um único jogador batia. Jépe conduziu o Amazonas a ganhar alguns torneios nas décadas de 1950/60.
Fonte: KORMANN, Edith. Blumenau: arte, cultura e as histórias de sua gente (1850-1985). vol. 1. 2ª ed. Florianópolis: Edith Kormann, 1996. Enviado por Wieland Lickfeld.

Pequena História:
Em 18 de outubro de 1926 foi fundado o "FC Bom Retiro”. Uniforme com cores preta e branca. Disputou o estadual de 1932, sendo eliminado pelo Brasil (Palmeiras) de Blumenau. O pequeno campo ficava no bairro mas não identificado.
O time ficou inativo no final da década de 1930. Outro Bom Retiro foi fundado posteriormente em 13 de janeiro de 1946 por remanescentes do FC Bom Retiro
TÚNEL DO TEMPO: F.C. BOM RETIRO - BLUMENAU
O Futebol Clube Bom Retiro, fundado em 18 de outubro de 1926,  foi o clube do bairro homônimo em Blumenau. As cores da bandeira e uniforme eram preta e branca.

O alvinegro foi o segundo time blumenauense no campeonato catarinense, em 1932. Naquele ano, quatro equipes participaram da competição no sistema eliminatório (mata-mata). No campo da Sociedade Ginástica (campo que hoje pertence a E.E.B.E. Pedro II) , em Blumenau, o Brasil venceu o Bom Retiro por 6 a 3.

No outro confronto, o Figueirense venceu o Brasil de Tijucas por 4 a 1. Na decisão, o time de Florianópolis sagrou-se campeão ao vencer o Brasil de Blumenau por 7 a 3. Nesse caso houve uma trapaça Leiam: A trapaça, campeão foi o Brasil, Palmeiras, BEC

Naquele ano, a diretoria do Bom Retiro era composta por: 
Presidente: José Baum
Vice-presidente: João Hahn
1º Secretário: Francisco Klitzke Jor
2º Secretário: Paul Fritzshe
1º Tesoureiro: Theodoro Darius
2º Tesoureiro: Walter Seelbach

O clube inscreveu 16 atletas para o campeonato catarinense de 1932, entre eles, Nilo Silva (Tigi), que mais tarde tornou-se um conhecido árbitro da Liga Blumenauense.
Nilo Silva; Arnaldo da Silva Porto; Herbert Otto; Helmuth Fischer; Paulo Fischer; Walter Seelbach; Ricardo Fischer; Afonso Balsini (Posto de Saúde da Velha Central tem o seu nome); Lauro Gracher; Theodoro Rodrigues; Bento Silva; Walter Deggau; Alfredo Creus; Walter Eisenhut; Theodoro Spitzer; Adolfo Pellath.
Fonte: acervo Osny Meira a ofício FC Bom Retiro/1932

Arquivo de Moacir Curbani/Adalberto Jorge Kluser/Adalberto Day/colaboração Giovani Vitória, Wieland Lickfeld, Theodor Darius e Adalberto Jorge Kluser/pesquisador do futebol catarinense.
Vídeo de Moacir Curbani:
Homenagem de Moacir Curbani ao Clube e seu pai Pedro
Para saber mais sobre o Bairro Bom Retiro clique em:
Bairro Bom Retiro

quarta-feira, 12 de abril de 2017

- Mamonas Assassinas

 Mamonas Assassinas em Blumenau
Domingo de Sol na Prainha
Concha acustica doada em 1986 pela Artex 
A matéria é reprodução de texto do JSC do ano de 2003.
Em outubro de 1995, Mamonas Assassinas faz show que entra para a memória da cidade.
Uma multidão se aglomerou na Ponta Aguda e do outro lado do Rio-Itajaí Açu para assistir à banda paulista que estava no auge da carreira.
Um meteoro de simpatia passou por Blumenau no dia 22 de outubro de 1995. Levados a condição de superestrelas da música em questão de meses, o grupo de rock Mamonas Assassinas chegou a Blumenau para encerrar o Festival Skol Rock, que era paralelo a Oktoberfest, no auge de uma carreira na qual a longevidade foi inversamente proporcional a irreverência que conquistou o país.
E aquele domingo ensolarado realmente ficou marcado na história da cidade, sobretudo para as mais de 50 mil pessoas (mais que o dobro do que qualquer outro show do festival) que assistiram à apresentação na Prainha. Nunca tantas pessoas estiveram, juntas, na praça que nos anos 90 virou reduto do lado roqueiro da festa mais alemã do Brasil.
Quem conseguiu um comemorado espaço na Prainha chegou muito antes do início do show, que começou por volta das 17hs. Perto dos ídolos, então; só quem madrugou nas margens do rio. Mas os barrados na festa não se deram por vencidos. Numa cena que não sai da memória de quem presenciou aquele dia, milhares de pessoas assistiram ao show da Avenida Beira-Rio ou das margens do rio, sem falar nos que improvisaram seus camarotes até onde a vista pudesse alcançar. Munidos de binóculos do alto dos prédios da Ponta Aguda e até do tradicional Fronshinn, o que, inclusive, chamou a atenção  do cantor Dinho:Queria mandar um abraço para o pessoal que está lá em cima, no hotel”, disse durante o show, sem saber que se tratava de um restaurante.
Multidão tomou conta da Prainha 
Vestidos de Chapolim, uma marca registrada do grupo paulista, os Mamonas Assassinas não decepcionaram os que se esforçaram tanto para vê-los.
As músicas engraçadas e de letra fácil fizeram todo mundo cantar do início ao fim. O antológico show foi o último dos Mamonas em Blumenau. Pouco menos de seis meses após a aparição na Prainha a meteórica trajetória do grupo foi bruscamente interrompida por um acidente aéreo quando voltavam para Guarulhos, terra natal do grupo.
Arquivo Jornal de Santa Catarina/Adalberto Day
Jornal de Santa Catarina, sábado e domingo, 30 e 31 de agosto de 2003
Colaboração: José Geraldo Reis Pfau e Caio Santos
História da Prainha:

quarta-feira, 5 de abril de 2017

- O Silêncio do Castelo

O Silencio do Castelo

A matéria é reprodução de texto do JSC do ano de 2003, referindo-se aos eventos de 1999. 
Blumenau 22 de fevereiro  de 1999
Criada em 1869 a Moellmann sucumbiu às dívidas e pediu falência 130 anos depois.
Fechamento do mais famoso ponto turístico da Rua XV surpreende a cidade em fevereiro de 1999.
O silêncio tomou conta do castelo mais famoso de Blumenau no dia 22 de fevereiro de 1999. Com dívidas que, na época, ultrapassavam a R$ 6 milhões, os 130 anos de tradição da Moellmann sucumbiram e a empresa decretou falência, encerrando de forma discreta e melancólica  as atividades. Naquela manhã, a cidade foi pega de surpresa ao descobrir o prédio inaugurado em 1978, na Rua XV de Novembro, de portas fechadas. Chegou-se a falar que o local seria transformado em um centro comercial, o que acabou não ocorrendo.

Autoridades e pessoas comuns lamentaram a perda de um patrimônio histórico de Blumenau. Apontado como uma das construções mais fotografadas da Região Sul, o castelinho teria pela frente anos de incertezas. Além do processo de falência, uma briga judicial se arrasta desde então. Isso porque, oficialmente, no dia do fechamento o prédio não pertencia mais à Moellmann. Oferecido como garantia do pagamento de empréstimos, o prédio há três anos havia sido repassado ao empresário Wandér Weege, de Jaraguá do Sul.
O confuso processo está indefinido até os dias atuais. Enquanto o impasse segue sem solução, a prefeitura encontrou uma forma de evitar que o local permanecesse fechado e, desde junho do ano passado, por recomendação judicial, instalou lá a Secretária de Turismo.
O imóvel que viria a se transforma no castelinho foi adquirido pela família Moellmann em 1919. O projeto arquitetônico marcante foi inspirado na prefeitura de Michelstadt, na Alemanha. A história da empresa começou um século antes, em 1817, pelas mãos de Carl Moellmann, carpinteiro que, em função das dificuldades para prosperar na Europa, veio com a esposa e os cincos filhos para o Brasil. Desembarcou em Florianópolis (na época, Desterro), onde, em 1869, abriu uma loja de tintas.
Anos depois, fazendo sucesso com a importação de utensílios e ferramentas da região onde nascera resolveu abrir filiais no Estado. A Loja de Blumenau foi a primeira, inaugurada em 13 de outubro de 1919.
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Castelo da Havan 
Observação: Em 31 de maio de 2008 A Loja Havan foi inaugurada no Castelinho ou Castelo.
Para saber mais e dados atuais leiam:
Inauguração do Castelo da Havan
Arquivo de Adalberto Day/Jornal de Santa Catarina, 1º de setembro de 2003 

quarta-feira, 22 de março de 2017

- Bandeira Nazista em SC

Esclarecimento sobre a bandeira alemã em Santa Catarina
Mais um importante Texto para pesquisas sobre a bandeira Nazista , enviado por Rafael José Nogueira. 
            Tem circulado uma imagem (imagem A) na internet referenciada de duas maneiras erradas: “Bandeira Nazista hasteada ao lado da bandeira Brasileira na sede do governo de Santa Catarina. Itajaí - SC – 1934”. Ora é fácil de saber que a sede neste ano já era em Florianópolis e não em Itajaí. Em outras legendas aparece o seguinte: “Sede distrital do Governo de Santa Catarina em 1934 (Arquivo Histórico de Blumenau) ”. Não diz qual é a cidade que seria a suposta sede distrital. Não achei até agora nenhuma informação sobre tal sede. Mesmo que fosse Blumenau ou Itajaí não faz sentido. Por que as duas cidades eram redutos da família Konder inimigos da família Ramos que estavam em ascensão e no comando do governo catarinense. Não acredito que deixariam essas cidades serem as supostas sedes distritais. Dariam um jeito de fazer que Lages ou alguma cidade próxima fosse a sede onde eram seus currais eleitorais.
            Reparem que na imagem A que é sempre identificada de forma errada temos a seguinte descrição “Arquivo histórico de Blumenau”. Mais que uma palavra de identificação a frase nos lembra os “sinais” destacada por Ginzburg. Para Ginzburg se a realidade se mostra nebulosa “existem zonas privilegiadas – sinais, indícios – que permitem decifrá-la” (GINZBURG, 1989, p. 177). A frase parece simples, mas olhando com mais profundidade, percebe-se a estratégia do falsificador da imagem. Pois, usar nome “Arquivo histórico de Blumenau” pode ser empregado como um nome genérico. Quem identificou a imagem com esse nome sequer sabe que o arquivo de Blumenau chama-se Arquivo Prof. José Ferreira da Silva. Até um carimbo aparece na imagem para tentar dar uma maior veracidade a mentira. A maior parte do carimbo está ilegível. Me parece que a única parte mais legível está escrito “Santa Catarina”.
            Pesquisei a origem da imagem e por meio de dois colegas historiadores do Rio Grande do Sul e descobri com mais algumas pesquisas simples na internet que na verdade a foto correta (imagem B) pertenceu a Exposição Farroupilha em Porto Alegre realizada em 1935 por conta do centenário da Revolução Farroupilha. Mas Rafael está escrito Santa Catarina no prédio? Correto. É que cada estado tinha seu galpão no evento. Na imagem correta (imagem B) também temos uma legenda com letras brancas muito comum em fotos antigas que parece ter sido tirado da imagem errada (imagem A) por meio de edição. Nem mesmo o tal carimbo existe. Na imagem C não vemos novamente o carimbo.
            Do ponto de vista histórico não há nada de errado em ver a bandeira alemã (do regime nazista) hasteada em 1934. Ela começou a ser adotada como bandeira da Alemanha em 1933. A partir de 1935 se tornou a bandeira oficial do país, até 1945. Assim sendo, onde quer que houvesse o hasteamento da bandeira alemã em 1934, muito provavelmente seria essa a bandeira em questão. Seja em Santa Catarina, São Paulo, Paris, Washington, etc. A Alemanha só veio a se tornar a vilã do mundo em 1939, ao invadir a Polônia e o Brasil só declarou guerra à Alemanha em 1942, 8 anos depois da foto. É errado falar de “bandeira nazista”, era o regime político. Quando olhamos a bandeira norte-americana em fotos antigas, não falamos “bandeira liberalista” ou “bandeira capitalista”.
            Ademais, se restou alguma dúvida sobre a foto realmente ser referente a Exposição Farroupilha de 1935, existem vários trabalhos acadêmicos sobre o evento, mostrando iconografias do pavilhão de Santa Catarima. Deixo dois para quem quiser ler mais sobre: “Um passeio pelo Parque Farroupilha e pela Exposição do Centenário” e “Do Palácio Piratini a Exposição do Centenário Farroupilha: O percurso das obras de Augusto Luiz de Freitas e Lucilio de Albuquerque” ambos os trabalhos da pesquisadora Marlise M. Giovanaz. Deixo também o link de um vídeo no Youtube mostrando imagens do evento: https://www.youtube.com/watch?v=SPebr1XVVIc. Verifiquei fotos das sedes municipais de Blumenau e Itajaí e ao observar sua arquitetura, percebi que a arquitetura dos prédios passa longe de qualquer semelhança com o prédio das imagens.
            Por último a título de uma confirmação oficial, mandei e-mail para o arquivo Prof. José Ferreira da Silva e obtive a resposta que o arquivo desconhecia a foto, tampouco tinha alguma relação com Blumenau, e que qualquer elemento do período nazista é sempre tentando estabelecer alguma ligação com o vale do Itajaí e região ou Santa Catarina. Liguei para o Centro de Documentação história e a resposta foi o que eu pensava: a imagem não existe em seus arquivos e não tem nenhuma ligação com Itajaí.
            Finalmente o trabalho de Juliano da Cunha Reginato: “A Produção Fotográfica da Exposição do Centenário Farroupilha: Visualidades de um Evento” que traz uma farta documentação fotográfica do evento, não deixa dúvidas ao mostrar as imagens do pavilhão de Santa Catarina. Entrei em contato com ele e o parecer dele foi de que a foto pertence a Exposição Farroupilha de 1935, inclusive ele apontou alguns pontos para isso:
1º - Arquitetura do prédio (pavilhão); 2º Padrão paisagístico usado no parque; 3º Mobiliário - Bancos do parque. Alguns ainda estão até hoje lá e são esses mesmo da foto e 4º Localização da bandeira. Em outras fotos do evento você percebe que ela ficava mesmo na frente do pavilhão deste estado. Apontou ainda que o fotógrafo provavelmente foi Olavo Dutra.
            Como historiador afirmo sem qualquer dúvida, que atribuir a imagem da esquerda a Blumenau ou a Itajaí é completamente errado e sem fundamento nenhum. É apenas uma tentativa tola e ingênua de ligar Santa Catarina com o nazismo de forma desesperada.
 
               IMAGEM A: Falsa e referenciada de dois modos errados: “Sede distrital do Governo de Santa Catarina em 1934 (Arquivo Histórico de Blumenau) e Bandeira Nazista hasteada ao lado da bandeira Brasileira na sede do governo de Santa Catarina. Itajaí - SC – 1934” Fonte: Sites e páginas da internet.
IMAGEM B: Imagem verdadeira, da exposição Farroupilha de 1935 em Porto Alegre. Fonte: https://www.flickr.com/photos_user.gne?path=fotosantigasrs&nsid=&page=403&details=1 .
IMAGEM C: Pavilhão de Santa Catarina na Semana Farroupilha de 1935. Fonte: http://lealevalerosa.blogspot.com.br/2010/05/centenario-da-revolucao-farroupilha.html

REFERÊNCIAS:
CORRÊA, Carlos Humberto. Um estado entre duas Repúblicas: a Revolução de 30 e a política catarinense até 35. Florianópolis: Editora da UFSC; Assembleia legislativa de Santa Catarina, 1984.

GINZBURG, Carlo. Sinais – Raízes de um Paradigma Indiciário. In: Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. 

quarta-feira, 15 de março de 2017

- Russland I


Belíssima crônica da escritora Urda Alice Klueger,nos relatando sobre ’A conhecida Nova Rússia ou Russulana”.
(Para Elizabete Tamanini, Cesar Zillig e Juarez Aumond)



                                   Um dia, lá na aurora dos tempos, este planeta Terra se formou  todo quente e explodindo em vulcões e derrames de magma; um dia, também, ele esfriou e veio uma primeira glaciação, e depois, uma série delas, e aí nesse entremeio foi surgindo a Vida nas suas mais diversas formas, e ontem à tarde eu caminhei por um pedacinho privilegiado deste planeta, e era tão visível, ali, tantas destas coisas que vêm desde lá dos tempos mais remotos!
                                   Era uma estradinha no lugar que quando eu era criança a gente chamava de Russland – hoje, aquele lugar tão lindo é conhecido como Nova Rússia. Fica em Blumenau/Brasil, e é uma reserva ecológica, que abriga nascentes de bicas, arroios, riachos – e todas essas águas juntas acabam formando um rio, à beira do qual costumo acampar.
                                   E era no finalzinho da tarde, assim já depois que o sol se pusera por detrás dos morros altos, e uma fina camada de névoa azulada pairava sobre tudo e dentre tudo, principalmente dentre as árvores daquele resquício de Floresta Atlântica ali preservada, embora aqui e ali, dentro da floresta nativa, surja um Tannenbaum, ou um eucalipto, ou florescidos antúrios plantados sob a mata, à beira da estradinha – e embora exista por ali algumas casas de campo (eu diria: casas-de-mato), escondidas nos lugares mais inesperados, e umas três ou quatro propriedades rurais onde, em pastos de grama rasteira, vacas holandesas nos olham bondosamente com seus grandes olhos líquidos e mansos, e também alguns campings, e algumas outras curiosidades, como uma roça de cana, alguns jardins e cachorros, pode-se dizer que a preservação ambiental, ali, é boa, e pode-se embarcar nela e viajar para a história do passado deste planeta.
                                   O que sempre me chama a atenção primeiro é a estradinha, quase pendurada na encosta dos morros altos e quase caindo sobre o rio, lá embaixo – como venho muito a este lugar, tenho podido observá-lo nas mais diversas situações e estações do ano, e sei que o único lugar onde ela poderia existir é onde está, que na outra margem do rio é tudo perau tão escarpado, rochas abruptas disfarçadas sob a camada da floresta, que não haveria como se ter criado tal estradinha do lado de lá – assim como vejo hoje, depois de prestar muita atenção, muito gente, nos últimos milênios, também viu onde era a passagem possível, e aquela estradinha, um dia, começou a ser aberta e se tornou um caminho feito a pé de índio. Generalizo a palavra índio por não saber o nome das tantas possíveis nações que um dia por aqui passaram – afinal, desde a última glaciação, quando o mar recuou destes lugares onde estou, quanta gente deve ter passado por aqui?      
                                   Faz século e meio, lá por volta de 1860, que um jovem imigrante chamado Julius Bernhard Klüger, que foi o meu bisavô, também passou por aqui uma primeira vez, e foi cultivar a terra da sua primeira colônia lá mais para os confins da Russland, e o caminho já estava aberto. Mais adiante deste camping onde costumo ficar, bem mais adiante, há um pequeno cemitério com muitos parentes meus enterrados, comprovação inequívoca dos tantos meus antepassados que um dia aqui vieram trilhar a estradinha aberta a pé de índio – e que pouca modificação sofreu depois que os engenheiros e os imigrantes deram uma melhorada nela, com tratores e enxadas.
                                   Então, ao pôr do sol de ontem, também eu estava a trilhar a estradinha, o rio espumante e encachoeirado de um lado, lá embaixo, e as rochas partidas pelo resfriamento do planeta, em outros tempos, a formar a base dos morros, do outro – e era-me espantoso observar a quantidade de vida que se agarrava àquelas rochas, musgos, líquenes, samambaias e outras plantas, cada uma tentando fazer o seu trabalho de desmanche daquelas rochas que talvez estejam ali desde um antiquíssimo primeiro derrame de lava aqui nesta região. Talvez aquelas rochas já tenham passado por todo o calor e por tantas glaciações, e sejam testemunhas de todo o tanto de vida que já aconteceu por aqui, desde a das plantas, quanto a dos animais de diversos tipos, sabe-se lá quantos já extintos, e das diversas nações de gente que por aqui desfilaram, inclusive a dos imigrantes, e sabe-se lá em quantas delas havia pessoas do meu passado – e ali estão, portando seus musgos e seus líquenes, e esperando que a próxima glaciação chegue, embora, por enquanto, o mundo ainda esteja a esquentar, desde o último grande Frio... como queria eu poder perguntar tantas coisas àquelas rochas! O quanto poderiam elas me contar, que me escapa a este olhar limitado com que as olho!      

Para saber mais acesse:
Russland II
Russland III
                                                           Blumenau, 14 de setembro de 2007. 

                                                           Urda Alice Klueger
                                                           Historiadora, escritora e doutora em Geografia
                                                           

sexta-feira, 10 de março de 2017

- A Divina Regência

Dedicatória a Adalberto Day
Recebi através do correio o livro A Divina Regência, do meu querido amigo Olímpio Moritz, sempre emprenhado nas belas histórias e colaborar ferrenho do nosso Blog.
O livro de autoria de Rafael Boskovic, é uma espécie de ficção e realidade sobre de Blumenau e região.
Recomendo a quem possa adquirir o Livro no e-mail do próprio autor rafaelboscovic@gamail.com

Rafael Boskovic é advogado em Blumenau, Santa Catarina.
          Apaixonado por História, ideias, liberdade e engajado em causas políticas e sociais, une o prazer de escrever às possibilidades de mudar histórias, disseminar ideias e criar oportunidades de libertação.

Pequeno Relato:
          Richard Breyer, um famoso médico geneticista americano é assassinado. Suzana, sua esposa, e Júlia, sua filha, subitamente entram em um verdadeiro jogo de gato e rato. Tentam juntar as peças do misterioso assassinato de Richard ao mesmo tempo em que passam a ser alvo de sucessivas perseguições. Enquanto não conseguem entender quem realmente são seus inimigos e tampouco seus aliados, mãe e filha tentam se reencontrar e colocar um fim ao pesadelo que insiste em não terminar.

          A Divina Regência é um suspense que tem como plano de fundo grandes segredos escondidos por gigantescos conglomerados industriais, agências governamentais, sociedades secretas e organizações religiosas.
  
Consultoria Editorial e revisão: Luiz Bastos
Impressão e gráfica e Editora 3 de Maio Ltda.
Diagramação e capa: Mateus Leal.
Contato para compra : editoranovaliterarte@gmail.com

terça-feira, 7 de março de 2017

- Lauro Eduardo Bacca

Por solicitação do Cientista Social e pesquisador Adalberto Day, gentilmente nosso Naturalista e Ecólogo Lauro Bacca nos enviou parte da rica história de sua vida e curriculum
Lauro Eduardo Bacca, fevereiro de 2017.
 
Tempo do Mestrado no INPA - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em Manaus- AM, 1977, foto de Êdela Tereza W. Bacca;

Recordando minha vida, começo agradecendo aos meus pais, que aceitaram e não tolheram minha paixão pela natureza e toleraram minha primeira criação de cobras, ainda pré-adolescente, escondida, inicialmente sem que minha mãe soubesse, atrás das bananeiras, em nossa casa, do na rua Amazonas, 1204, no Garcia, onde vivi dos 2,5 anos até os 24 anos. Sou o quarto de oito irmãos, filho de Lauro Bacca e Mary Lucy Bacca. Até os 2,5 anos vivi na rua Mariana Bronemann, no bairro da Velha.

             Agradeço também à Êdela, minha melhor conselheira e aos filhos, pela paciência por tantas esperas e tantas ausências minhas, motivadas pela boa ou má obsessão que adquiri pela causa ecológica e pela preocupação com o nosso futuro, com um mundo melhor de fato e não melhor apenas através da grande ilusão do consumo, excesso de materialismo e tecnologia. Junto com a família, agradeço também a todos os amigos, pela compreensão e tolerância por tantas vezes ter sido “ecochato” e “biodesagradável” e por não ter jamais conseguido deixar de ser um incontrolável Ecohólatra.

            Numa conversa recente com amigos e companheiros ambientalistas e conservacionistas, surgiu a pergunta: mas por que nos preocupamos tanto com a proteção ambiental? Qual foi o bicho que nos mordeu ou picou? No que Leocarlos Sieves veio com a resposta lapidar: foi o bichinho da INDIGNAÇÃO, indignação que não nos deixa sossegados vendo tanta destruição irracional (se é que existe destruição racional) acontecendo, tanto prejuízo ao planeta e tanto comprometimento da qualidade de vida dos nossos pósteros e das futuras gerações.

Revelo aqui alguns aspectos pessoais de minha vida e minha maneira de ver algumas coisas, aspectos que normalmente não constam dos currículos como o aqui apresentado.
 
logo após ter recebido o Troféu Fritz Müller "Personalidade Ambiental de SC - 2005" - solenidade da FATMA/Governo Estadual, Florianópolis, junho de 2005. Foto Iumaã Carolina Bacca.

            Sou blumenauense nato, filho de pai gasparense que residiu 90 anos em Blumenau e de mãe blumenauense, da família Sada. Descendo de imigrantes italianos das famílias Zendron, Bacca e Sada, da brasileiríssima família Jacinto, do lugar Carijós, hoje bairro no município de Indaial e de imigrantes alemães da família Zimmermann, com prováveis ancestrais mais antigos de origem árabe e outros, o que permite dizer que somos, a exemplo de tantas outras famílias brasileiras, uma autêntica “salada genética”, com predominância de italianos das regiões de Trento (sobrenomes Bacca e Zendron) e Milão (Sada). Os Zendron emigraram da localidade de Valda, não muito longe de Trento também.

            A mais antiga notícia que temos dos Bacca, por enquanto, é que eles habitavam um minúsculo e perdido pontinho no mapa, chamado Rumo, nos atuais Alpes italianos, quase fronteira com a Suíça e a Áustria, dali migrando para a região de Trento, em 1790, onde moram vários Bacca na cidadezinha Mezzocorona, vizinha a Trento. (Sabe-se lá se não somos descendentes de Ötzi, como foi batizado o homem que em 1991 foi descoberto conservado no gelo e que andava pelas proximidades da pequeníssima Rumo, há mais de cinco mil anos !!!)

Devaneios à parte, o certo é que vários Bacca, assim como os Zendron, vieram para o Brasil na grande imigração italiana de 1875 sendo instalados na localidade de Gasparinho. Foi ali que meus bisavós Carlo Bacca e Antônio Zendron Senior iniciaram a dura vida de imigrantes europeus nas tropicais terras, em grande parte hoje pertencentes à empresa Bunge de Gaspar. Os Sada vieram da região de Milão, Itália e se instalaram inicialmente em Florianópolis. O imigrante Antônio Zendron Sênior foi pai do também imigrante Antônio Gaspari Giovani Zendron, patrono de conhecida rua Antônio Zendron, entre os bairros Garcia e Valparaizo em Blumenau. (Em Gaspar também existe uma rua Antonio Zendron e a rua Paulo Zendron, seu irmão)._

            Apesar da principal ascendência italiana, eu e meus irmãos, infelizmente, pouco fomos influenciados por ela, provavelmente pelo fato de não ter sido formada no Gasparinho uma colônia italiana propriamente dita e que teria mantido a língua e costumes por gerações, como acontecido em Nova Trento, Rodeio, Ascurra e Rio dos Cedros, por exemplo. Tivemos então uma maior influência e experiência de sentir ainda um pouco do que foi a origem predominantemente germânica da nossa cidade.

Crescemos, meus sete irmãos e eu, ainda em tempo de ouvir o tratamento de “Frau”, dado à algumas senhoras vizinhas e o tratamento de “Dona”, dado a outras. Também ouvíamos as Fraus tratarem nossa ítalo-brasileira mãe como “Frau Bacca” e ouvir suas conversas em alemão. Hoje, fevereiro de 2017, restam pouquíssimas “fraus” da rua Amazonas da minha infância e juventude como a minha tia Frau Brunner, com quase 97 anos e a Frau Leyndecker, ou Dona Tereza, com 87 anos, além da mãe Frau Bacca com 90 anos.
 
Sendo cumprimentado pelo Prefeito Carlos Curt Zadrozny ao receber o prêmio "Estímulo ao Trabalho", (quarto colocado) no Concurso "Cientistas de Amanhã" de 1966, durante o encerramento da Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) que aconteceu em Blumenau, no Teatro Carlos Gomes - foto - fotógrafo oficial da Reunião em julho de 1966. Estava com 15 anos;

            Nos estudos de primeiro e segundo graus, tive a felicidade de passar pelos três grandes colégios do Centro de Blumenau da época. Nessas escolas, tive a felicidade de aprender com notáveis mestres e formadores de caráter, entre os quais destacaria Dona Aurora Dorigatti, no curso primário do Colégio Sagrada Família, Frei Fulgêncio, Frei Odorico, João Mosimann, e Rivadávia Wollstein, entre outros, no curso ginasial do Colégio Santo Antônio, Lothar Krieck, Valdir Floriani e João Medeiros, entre outros, no curso Científico do Colégio Pedro II, este então dirigido com capacidade, seriedade e pulso forte, quase mão de ferro, por Joaquim Floriani.

            Fui o quarto e último dos oito irmãos que meu pai conseguiu manter estudando em bons colégios particulares, no caso o Colégio Santo Antônio. No entanto, sair do ginásio no Santo Antônio e entrar no curso Científico do Pedro II, um colégio público estadual, não significou perda de qualidade de ensino. O Pedro II era, isso mesmo, ERA um excelente educandário à época, o que demonstra que o ensino público pode, perfeitamente, se equiparar às boas escolas particulares. Devemos pois, com todas as nossas forças, lutar para que isso volte o quanto antes, a ser uma realidade.

            Em casa, entre minhas tarefas, tinha que cortar lenha e, num certo período de tempo, cuidar de quinze porcos. Mantinha distância, porém, da Rebeca, filha da Viúva, uma vaquinha geniosa e de chifres que, apesar de muito curtos, quase dois cotos de chifre, me metiam muito medo. Cheguei a sentir – até com certo prazer – o que é andar descalço sobre a relva coberta de geada, nas baixadas do início do Garcia. Isso me permitiu experimentar, pelo menos em pequena escala, um pouco do que eram as lides rurais, em plena área urbana da Blumenau da época. Passava também gostosas temporadas na casa da avó paterna Maria Zendron Bacca, da qual só tenho ternas e amorosas recordações, onde também senti um gostinho de vida rural, ainda que em área urbana, no início da rua Antônio Zendron.
 
A imagem, da década de 1960, mostra um caminhão da frota da Transportadora Blumenauense, que durante anos prestou relevantes serviços de carga e descarga por toda Santa Catarina e o Brasil. Ela foi desativada em 1983
            Depois do primeiro emprego formal como auxiliar de escritório na Transportadora Blumenauense, pude conhecer o historiador José Ferreira da Silva, que, sabendo que eu tinha vencido o Concurso “Cientistas de Amanhã” no Rio de Janeiro, em 1967, me conseguiu uma bolsa de trabalho no então quase abandonado Museu Fritz Müller e a venturosa experiência de respirar e aprender no ambiente histórico-cultural da Biblioteca Pública Municipal Dr. Fritz Muller e da então Casa Dr. Blumenau. Estava entre 16 e 18 anos.

Voltando ao Museu já com 27 anos e o mestrado quase concluído, pude conhecer melhor a peculiar e extraordinária vida desse insigne cientista que adotou o Brasil e Blumenau para viver e no qual, em alguns aspectos, me espelhei. Atuando nessa área por quase quatro anos, faltou pouco para receber o título de museólogo. Título ou diploma à parte, o que vale são as experiências que vão enriquecendo nossas vidas.

            Ter sido bibliotecário-auxiliar na Biblioteca Central da Furb, dirigida por Bráulio Schloegel também foi uma experiência muito enriquecedora, assim como as experiências na vida pública, na chefia por duas vezes do órgão municipal do Meio Ambiente e até mesmo como vereador, por quase um ano e meio, mais motivado pela impulsão ao exercício da cidadania do que pela atuação político-partidária propriamente dita – também uma experiência muito enriquecedora, como foi enriquecedora a experiência na iniciativa privada, gerindo o então Parque Ecológico Artex, atual Parque das Nascentes, embrião do Parque Nacional da Serra do Itajaí, cuja criação, tenho certeza, será considerada no futuro, um grande, importante e fundamental marco na história do Vale do Itajaí e na preservação da Mata Atlântica Brasileira.
 
Estudando a melhor posição para a instalação do mirante do Morro do Sapo, hoje uma das principais atrações do Parque Natural Municipal Nascentes do Garcia - Parque das Nascentes, atualmente inserido no Parque Nacional da Serra do Itajaí. Foto de aproximadamente ano 1969 - 2000, autor não registrado.

            Nós somos todos frutos de nossas origens e experiências. A vocação para a proteção ambiental não teria prosperado, se eu não tivesse tido a sorte de encontrar em professores como Frei Fulgêncio, o indispensável apoio e estímulo à vocação às ciências naturais, a quem sou eternamente grato. Suprema sorte e felicidade ainda, foi a de desfrutar do aprendizado como aluno e convívio e amizade com o saudoso professor e botânico Dr. Roberto Miguel Klein na FURB. Amizade e aprendizado também com grandes “dinossauros” do conservacionismo brasileiro: o polêmico e combatente José Lutzenberger de Porto Alegre; o sereno e apaziguador Dr. Paulo Nogueira-Neto de São Paulo, que foi ministro de meio Ambiente de quatro Presidentes da República; almirante Ibsen de Gusmão Câmara do Rio de Janeiro e geólogo Dr. João José Bigarella de Curitiba, entre outros.

            Também foi de venturosa felicidade a convivência com o grande cientista Warwick Kerr, então diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em Manaus, onde cursei um dos melhores cursos de mestrado na área de Biologia – Concentração Ecologia que o país já teve, onde tive grandes mestres de diversos países, com destaque ao alemão Dr. Harald Sioli, pioneiro nos estudos da Ecologia dos rios e lagos da Amazônia. Também merece lembrança Dona Maria Julieta Ormastroni, diretora do Ibecc – seção de São Paulo, que muito me estimulou quando de minhas participações nos Concursos Cientistas de Amanhã, aos 15 e 16 anos e Congressos de Jovens Cientistas nos anos seguintes. Com todos muito aprendi em conhecimento, sabedoria e exemplos de vida.
 
Fazendo a Trilha do Rio do Boi,no fundo do canhadão (cañon) do Itaimbezinho, no Parque Nacional dos Aparados da Serra, Divisa de SC com RS, com alunos da FURB em visita técnica oficial e membros da Acaprena, foto de Heinz Beyer, 2004.

            Como professor, a convivência de mais de trinta anos com estudantes, principalmente na FURB, foi igualmente marcante, assim como os quase 44 anos de Acaprena, onde encontrei tantos e tantos amigos e que mereceria toda uma série de considerações à parte, que não é o caso deste texto.

Assim também me lembro do nosso querido Clube de Ciências Frei Fulgêncio, iniciativa espontânea nossa, como alunos do curso científico do Colégio Pedro II, junto com Nélcio Lindner, Cláudio Fernando Kreuss, Ivo Scharf, Asteróide Paulo Zwicker, Mário Cezar Brasil, entre outros. Pouco mais tarde, já como professor, fundei o Clube de Biologia Prof Lothar Krieck, no mesmo Pedro II, que realizou intensos trabalhos em campo e conquistado prêmios de primeiro lugar em Feiras Brasileiras de Ciências.

            Voltando aos estudos, vale mencionar a grande sorte que tive de fazer o curso superior que escolhi aqui mesmo em Blumenau, o Curso de História Natural da FURB, um excelente curso, mesmo para a época. Sou portanto um naturalista, e nessa irônica condição, uma espécie em extinção, que logo “transmutou-se” para Biólogos! Apesar de trabalhar para pagar os estudos, não foi fácil cobrir todos os custos e devo lembrar agradecido uma bolsa recebida do Rotary Clube de Blumenau, através do eminente e saudoso empresário blumenauense, Sr. Ingo Hering. Não sei como, mas consegui estudar na faculdade, trabalhar e ainda cursar Inglês até o nível Intermediário e Alemão Básico, ao longo da juventude em Blumenau

            Uma das experiências no Museu Fritz Muller, lá nos idos anos da década de 80, foi um dia terem nascido centenas de filhotes de uma aranha caranguejeira, fato curioso que mereceu divulgação na imprensa, que também informou a soltura dos animais para repovoamento no seu ambiente natural de origem, um procedimento cada vez mais necessário, desde que cientificamente conduzido, principalmente com espécies ameaçadas de extinção (o que não era o caso das caranguejeiras). O que eu não esperava foi a forte reação do então vereador Manoel da Luz Rampelotti, que bradou aos microfones da Câmara que “se já não bastasse a população ter tantos problemas, vem agora esse Lauro Bacca soltar aranhas para infernizar ainda mais a vida do povo”.

Mal adivinhava eu as reações muito mais amplas e agressivas que muitos anos mais tarde iríamos enfrentar quando da luta pela criação do nosso Parque Nacional da Serra do Itajaí, felizmente criado, depois de mais de 20 anos de lutas, em 04 de junho de 2004, hoje uma realidade, ainda que meio dormindo em berço esplêndido!
 
Com o velho e sempre amigo Nélcio Lindner, na quinta, das cem subidas ao morro Spitzkopf, em 6 e 7/12/1969. Foto de João Carlos Correa em 07/12/69.

            Tive a chance de trabalhar em organismos internacionais, como na diretoria do ELCI – Centro Internacional de Enlace para o Meio Ambiente, com sede em Nairobi, no Quênia, onde, diante de intermináveis reuniões e discussões, inclusive na própria ONU em Nova Iorque, onde estive como observador numa sessão, percebi que não era por aí que eu poderia dar o melhor de mim. Enquanto sonolentas e longas discussões aconteciam, ainda que muito importantes, percebia que a mata atlântica do Brasil, de Santa Catarina e do Vale do Itajaí iam desaparecendo e muito tinha que ser feito para salvá-la. Sentia-me como um tripulante debatendo ideias no convés do Titanic, enquanto ninguém fazia nada para fechar os buracos abertos sob o seu casco. Assim, optei e adotei como lema de minha conduta pessoal como cidadão e profissional a “ação local com visão global”, e fico feliz em ver que há muitas pessoas e instituições fazendo o mesmo.
 
Apoiado num Cedro cujo crescimento acompanha há 50 anos, margem da trilha ao topo do morro Spitzkopf, por ocasião da comemoração da Centésima subida ao morro, no dia dos 50 anos da primeira subida; foto de Miriam Prochnow, em 12/11/2016.

            Assim como fui muito criticado, várias vezes com razão, também tenho recebido algumas honrarias, as quais atribuo por, em todos esses anos, ter lutado e ainda estar lutando, ainda que com ênfase local e regional, para que a atual e as próximas gerações tenham um planeta bom para ser vivido, com a natureza plenamente preservada, biodiversidade protegida e para que a humanidade não se transforme no homem-bomba do planeta.
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Currículo / Histórico de Vida (Informal)

Nome: Lauro Eduardo Bacca
Nascimento: Blumenau – SC, em 14/01/1951.
Estado Civil: casado com Êdela Tereza Werner Bacca há (ufa!) 41 anos;
                         Pai de Iumaã Carolina, Maioí Cristina e Aianarí Felipe.

  1. Formação escolar e técnica:
·        pré-primário (segundo semestre) e primário no Colégio Sagrada Família, Blumenau-SC, 1957 - 61;
·        ginásio no Colégio Santo Antônio, Blumenau-SC, 1962-65;
·        curso científico no Colégio Pedro II, Blumenau, 1966-69;
·        curso superior = História Natural (atual C. Biológicas) – FURB, 1973;
·        Estágio no Serviço de Animais Peçonhentos – Instituto Butantan, jan.1974;
·        Especialização na primeira turma de Pós-Graduação em Ecologia no Brasil – UFRGS, Porto Alegre, mar – dez. 1975;
·        Mestrado = Ecologia – INPA/Universidade do Amazonas, 1976-79;
·        Treinamento em Técnicas de Reflorestamento e Manejo Florestal pela JICA / Japão, ago – nov 1985.

  1. Vocação para a Conservação da Natureza:
Vide X “Prêmios e homenagens
  1. Participação em Cursos, Congressos, Oficinas, Seminários e similares:
Centenas, entre 1968 até hoje. A partir de 1997, ênfase na participação de Eventos relativos à Conservação da Natureza e Biologia da Conservação, como todos os oito Congressos Brasileiros de Unidades de Conservação já acontecidos no país, o último em set. 2009;

  1. Palestras proferidas, participação em mesas redondas e similares:
Centenas. Ênfase nos últimos anos na questão da sustentabilidade, população, consumo, recursos e meio ambiente e defesa de uma visão holística, sistêmica, mais ecocêntrica do que antropocentrismo de mundo;
      5.   Experiência Profissional Parcial:
·        Auxiliar de Escritório, Transportadora Blumenauense, 1967;
·        Auxiliar de Escritório, na realidade “auxiliar técnico” do Museu Fritz Muller, Prefeitura Blumenau e FURB, 1968 – 72;
·        “Auxiliar de Biblioteconomia”, Biblioteca Central da FURB, 1972 - 3;
·        Instrutor, Museu de Estudos Zoológicos, FURB, 1974;
·        Diretor do Museu de Ecologia Fritz Muller, Blumenau, 1978 – 1982;
·        Assessor Especial Municipal do Meio Ambiente – AEMA - Blumenau, 1983-1987;
·        Gerente Geral do Parque Ecológico Artex – 1988 – 1992;
·        Presidente da Fundação Municipal do Meio Ambiente, 1993 – 1995;
·        Chefe do Depto. de Ciências Naturais, FURB, 1996 – 1998;
·        Secretário Executivo do Parque Natural Municipal Nascentes do Garcia, 1998 – 2000;
·        Presidente do Instituto Parque das Nascentes – dez. 2000 – ago. 2004.
           6.    Experiência Profissional na área do Ensino:
·        Prof. de Ciências e Biologia, Conj. Educacional Pedro II, Blumenau, 1972-74,
·        Prof. de Ciências, Escola de 1º. Grau Leopolda Barnewitz, Porto Alegre, 1975,
·        Prof. Aux. de Ensino de Ecologia, Universidade do Amazonas, Manaus, 1977-78,
·        Prof. de Biologia e Prática de Ensino de Biologia, FURB, Blumenau, 1979-82;
·        Prof. Responsável de Ecologia, Ecologia I, Ecologia II, Ecologia III e  Limnologia, Curso de Ciências Biológicas, (nem sempre todas concomitantemente), FURB, entre 1983 e 2004;
·        Prof. de Ciências do Ambiente e disciplinas equivalentes nos cursos de Eng. Civil, Eng. Florestal, Eng. Química e Eng. Ind. Elétrica da FURB, entre 1996 e 2004;
·        Coordenador do Curso de Especialização em Ecologia Aplicada, FURB, cf.1990;
·        Coordenador do Curso de Especialização em Gerenciamento Ambiental, FURB, cf. 1998.
·        Prof. de Recursos Naturais, curso de Graduação em Gestão Ambiental do SENAI-SC, Blumenau

7.      Publicações (até 2000, prefácios, orelhas de livro, apresentações, etc):
Bacca, L. E. Cinco Visões (apresentação de livro). In: Fritz Muller: reflexões biográficas.   Blumenau: Cultura em Movimento, 2000.   (também revisor técnico de três dos cinco capítulos).
Bacca, L. E.  Considerações e opiniões sobre a questão ambiental: o caso de Blumenau – SC.   Dynamis: revista Técnico-Científica.   Blumenau: Furb,  v. 8, n.33, p. 36 – 56, out. / dez. 2000.
Bacca, L. E. Como uma pequena RPPN pode ser importante para o Mundo.   In: Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Chácara Edith.   Brusque:Ed. Anette Hoffmann et. al, 2002.
Bacca, L. E.  O Grande Mito.   In: Redescobrindo a Ecologia no Turismo / Margarita Barretto, org. Elizabete Tamanini.   Caxias do Sul: EDUCS, 2002.
Bacca, L. E. Meio Ambiente em Blumenau: da Pré-história à História.   In: Blumenau em Cadernos.   Blumenau: Fundação Cultural de Blumenau, T. XLVIII, n. 11/12, p. 19 – 56, Nov/dez, 2007.
Aumond, J. J., Sevegnani, L., Tachini, M. e Bacca, L., Condições naturais que tornam o vale do Itajaí sujeito aos desastres.   In: Desastre de 2008 no vale do Itajaí, água, gente e política / organisação: Beate Frank e Lúcia Sevegnani, org.   Blumenau, Agência de Água do Vale do Itajaí, 2009.
Bacca, L. E. in: Biodiversidade Catarinense: características, potencialidades, ameaças / Lucia Sevegnani / Edson Schroeder organizadores, 2013, com as participações:
- “Prefácio”, p. 5;
- “Müller, o incrível Fritz do Leste”, p. 84-85;
- “Plaumann, o incrível Fritz do Oeste”, p. 181 e
- “Unidades de Conservação – preciosos espaços para a vida”, pág. 238-239.
* obs.: articulista ocasional em órgãos de imprensa além do Jornal de Santa Catarina, mormente sobre questões ambientais.
8.      Atuações comunitárias anteriores (incompleto):
·        Sócio fundador do Clube de Ciências Prof. Frei Fulgêncio Kaupp (iniciativa espontânea de alguns alunos do Colégio Pedro II, Blumenau), 1968-9;
·        Prof. Orientador e fundador do Clube de Biologia Prof. Lothar Krieck, junto ao então Colégio Pedro II, Blumenau, 1973 (funcionou até 1977);
·        Sócio Fundador (1973), primeiro, quarto, quinto e 24º presidente da ACAPRENA – Associação Catarinense de Preservação da Natureza; vice-presidente de da gestão 2005 – 2007 (vide sítio www.acaprena.org.br) e membro da Diretoria ou Conselho Consultivo na maioria das gestões da entidade;
·        Membro do Conselho Municipal de Turismo (anos 1970), Conselho do IPPUB (anos 1990) e outros.
·        Membro da Diretoria do ELCI – Environment Liasion Center International (sede em Nairóbi, Quênia), 1991-92.
·        Sócio Fundador da Conservale – União dos Proprietários Conservacionistas do Vale do Itajaí, cf. 1995, entidade atualmente não mais existente;
·        Vereador na Câmara de Vereadores de Blumenau, 1º ago/1995 – 31 dez/1996 (atividade comunitária remunerada);
·        Criador e Proprietário, junto com a esposa Êdela, mantenedor da RPPN Reserva Bugerkopf, com 82,7 hectares, em Blumenau – SC, reconhecida pela Portaria Ibama 148/N, de 30/12/1992 (vide sítio www.rppncatarinense.org.br/bugerkopf);
·        Primeiro e terceiro Coordenador do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica em SC, entre nov 2000 e mar 2003 e entre março de 2005 e abril de 2007;
Obs.: A partir de proposta deste Comitê é que foi elaborado o projeto que resultou na criação do Parque Nacional da Serra do Itajaí, com 57.374 ha, além de outras Unidades de Conservação em várias regiões Catarinenses e a ampliação para a Fase V da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica para todo o Estado de Santa Catarina, onde sempre teve atuação constante, com empenho de mais 20 anos para a consecução do Parque Nacional supra-citado. Também resultaram deste Comitê as propostas técnicas de manejo da bracatinga e do palmiteiro, este último servindo de modelo para resoluções similares nos estados de SP, PR, SC e RS.
·        Membro Titular do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, 2001 - 2007;
·        Membro da equipe elaboradora da Proposta de Plano de Manejo do Parque Nacional da Serra do Itajaí, quesito “Histórico do Parque Nacional”, 2006;  
·        Membro titular da Associação RPPN Catarinense no Conselho Estadual do Meio Ambiente – CONSEMA-SC, de 2007 a junho de 2009;
·        Sócio Fundador e 1º. Secretário da primeira Diretoria da Associação e 2º e 3º presidente da Associação de Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural de SC = “RPPN Catarinense”, fundada em 03/07/2005, em São Francisco do Sul – SC (atual sede em Blumenau);
·        Membro do Conselho do Fundo Nacional do Meio Ambiente (datas e gestões a conferir), representando as ONGs da região Sul;
·        Membro suplente do Conselho gestor da APA do Araçá, de Porto Belo-SC
              
9.      Atividades Voluntárias/Comunitárias atuais:
·        Membro Titular do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Blumenau;
·        Membro Titular no Conselho Municipal de Planejamento Urbano, Blumenau,   
·        Membro do Conselho Consultivo do Parque Nacional da Serra do Itajaí;
·        Representante da Acaprena na FEEC – Federação de Entidades Ecologistas de SC;
·        Sócio do IPAN – Instituto Parque das Nascentes;
·        Sócio do Instituto Histórico de Blumenau;
·        Presidente da Associação de Proprietários de Reservas particulares do Patrimônio Natural de SC – RPPN Catarinense, gestões de 2005 até o presente (vide sítio  www.rppncatarinense.org.br).
10.   Atividades atuais remuneradas:
·        Professor de Recursos Naturais (Curso Superior de Gerenciamento Ambiental Empresarial), Senai / Blumenau;
·        Articulista semanal no Jornal de Santa Catarina, desde março de 2010, com 350 artigos publicados até o momento (23/02/2017);
·        Eventual parecerista ou consultor  na área ambiental de Conservação da Natureza.
11.   Atuação na criação/implantação de Unidades de Conservação:
·        Em 1977, participou da vistoria em campo e relatório (turma de Mestrado em Ecologia do INPA/Universidade do Amazonas) que resultou na criação do Parque Nacional do Jaú, no Estado do Amazonas, até 2004 o maior do Brasil, com 2.200.000 ha;
·        Desde 1979 lutando para preservar o Sul de Blumenau e toda a Serra do Itajaí, resultando em 2004 no Parque Nacional da Serra do Itajaí, com 57.374 ha englobando Blumenau, Indaial, Ascurra, Apiuna, Pres. Nereu, Vidal Ramos, Botuverá e Gaspar, no Vale do Itajaí-SC – uma das campanhas em que mais se empenhou na vida;
·        Em 1988 propôs a criação e implantou (entre 1988 e 1992) o Parque Ecológico Artex, reconhecido como RPPN em 1992 e atuou na transformação do mesmo em Parque Natural Municipal Nascentes do Garcia em 1998, com 5.326 ha (dos municipais, o maior do país), que serviu de embrião ao Parque Nacional da Serra do Itajaí;
·        Em 1992, junto com a esposa, teve reconhecida como RPPN, através da Portaria IBAMA 148-N, sua propriedade de 82,7 ha, batizada como RPPN Reserva Bugerkopf, em Blumenau-SC;
·        Em 1995, como Presidente da Fundação Municipal do Meio Ambiente ajudou a articular e encaminhou projeto de Criação do Parque Natural Municipal São Francisco de Assis, 23 ha e APA São Francisco, em Blumenau – SC;
·        Em ca. 2002 propugnou, orientou e participou da criação do Parque Natural Municipal Vale do Rio do Peixe, em Joaçaba-SC, com 286 ha, em área de transição de Floresta Ombrófila Mista para Estacional Decidual;
·        Em 2001-2 atuou ativamente na criação da RPPN Chácara Edith, em Brusque-SC, com 415 ha de Floresta Ombrófila Densa de Baixa Altitude, reconhecida em reunião do “Bureau” do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, em Belo Horizonte - MG (2006), como o primeiro Posto Avançado da RBMA em SC;
·        Apoiou e apóia (com empenho pessoal em maior ou menor grau, às vezes com a simples presença em reuniões, incursões em campo, seminários e oficinas, conforme as possibilidades), vários projetos e ações de criação de UC de Proteção Integral, como:
·        - Reserva da Bunge Alimentos em Gaspar-SC, com 300 ha;
·        - áreas propostas para RPPN pela Apremavi em Papanduva-SC e    
·          pelo Instituto Rã Bugio (8 RPPNs criadas até o momento) em
·          Itaiópolis –SC;
·        - Parque Nacional das Araucárias (ca. 12.841 ha) em Ponte Serrada
·          e Passos Maia - SC
·        - Reserva Biológica da Mata Preta (6.565 ha), em Abelardo Luz–SC;
·        - Parque Estadual Acaraí, 6.667 ha em São Francisco do Sul – SC; - - continua colaborando e apoiando iniciativas pela criação de outras Unidades de Conservação, como Parque Nacional do Campo dos Padres em Urubicí e outros  6 municípios, Refúgio da Vida Silvestre Nascentes do Rio Pelotas e Campos de Cima da Serra (em estudo no Ministério do Meio Ambiente), entre várias outras, no Estado e fora do mesmo.
12.   Prêmios e homenagens:
·        Primeiro colocado no Campeonato Estudantil de Sabedoria – programa do Advogado e Professor Werner Greuel na Rádio Nereu Ramos, 1963;
·        Quarto lugar nacional, Prêmio “Estímulo ao Trabalho” no Concurso “Cientistas de Amanhã”, promoção do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura, IBECC – Seção de São Paulo, ligado à ONU, na Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC acontecida em Blumenau-SC, 1966:
·        Primeiro lugar (nacional) no Concurso “Cientistas de Amanhã”, promoção do IBECC – Seção de São Paulo, na Reunião Anual da SBPC acontecida no Rio de Janeiro – RJ, 1967:
·        Prof. Orientador do Clube de Biologia Prof. Lothar Krieck e orientador do Trabalho da “Equipe Costão” que ganhou o primeiro lugar na 1ª Feira Brasileira de Ciências, acontecida em Blumenau-SC, 1972;
·        Cidadão Honorário Indaialense, título concedido pela Resolução no. 19/92 da Câmara de Vereadores de Indaial, em 17/09/1992;
·        Prêmio Expressão de Ecologia, Editora Expressão, Floranópolis, ca. 1992;
·        Brasão Municipal de Blumenau, outorgado pelo Prefeito Renato Vianna por mérito de dedicação 1993-1995;
·        Sócio Honorário – Círculo de Orquidófilos de Blumenau, outorgado em 1997;
·        Placa de homenagem pelos 30 anos do Curso de Ciências Biológicas da FURB, C. Acadêmico Chico Mendes, maio 1998;
·        Placa de “Gratidão do presente e futuro de todas as espécies” – FURB? Depto. de Ciências Naturais, setembro de 2004;
·        Comenda FURB 40 anos, maio de 2004;
·        Troféu “Maiores de Santa Catarina” – Perfil Ambientalista Catarinense, 2005;
·        Troféu “Fritz Muller” – Personalidade Ambiental do ano, Floranópolis, FATMA, 2005;
·        Comenda Municipal do Mérito Udo Schadrack, Câmara de Vereadores de Blumenau, 2006;
·        Patrono da espécie Mecicobothrium baccai Lucas et al, 2006, uma espécie nova de aranha do grupo conhecido como tarântulas anãs, descoberta no Parque das Nascentes / Parque Nacional da Serra do Itajaí, 2006;
·        Placa de “Amigo do Parque das Nascentes, 2007;
·        Troféu “Amigo da Comunidade Catarinense”, homenagem do grupo RBS nos seus 30 anos em SC, Joinville, novembro 2009;
·        Patrono da espécie Siphocampylus baccae Funez e Hassemer, 2016, planta da família das Campanuláceas, espécie nova para a Ciência, descoberta em cachoeiras e paredões de Benedito Novo-SC, 2016.
·        Patrono ou Paraninfo de turmas de graduação na FURB, ASSEVIM (Uniasselvi), FEDAVI, entre outras Instituições.

13.   Passatempo e esportes:       
- ciclismo até 2010; caminhadas-escalaminhadas (100 subidas ao Morro Spitzkopf e 28 subidas ao morro Baú, entre muitos outros morros –, experiências raras de alpinismo (1 escalada no Pão de Açúcar – RJ; descidas nos canhadões de Fortaleza dos Aparados (3 vezes) e Itaimbezinho (uma vez), entre RS e SC);
- caminhar como exercício e muitos km em trilhas em meio à Unidades de Conservação é a principal atividade física dos últimos anos.

14.   Atualmente:
·        Aposentado pelo ISSBLU / FURB, Blumenau, desde agosto de 2004;
·        Proprietário e gestor, junto com a esposa Êdela Bacca, da RPPN “Reserva Bugerkopf”, com 827 mil m² no sul de Blumenau-SC;
·        Colunista Semanal do Jornal de Santa Catarina (desde 24/03/2010);
·        Prof. à disposição do Senai – Blumenau – Divisão Ambiental;
·        Conselheiro titular no Conselho Estadual do Meio Ambiente – Consema, representando a Associação dos Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural de SC – RPPN Catarinense;
·        Conselheiro da Associação RPPN Catarinense;
·        Conselheiro da Acaprena – Associação Catarinense de Preservação da Natureza;
·        Conselheiro titular pela Acaprena no Conselho Municipal do Meio Ambiente - Blumenau;
·        Conselheiro suplente pela Acaprena no Conselho de Planejamento - Coplan de Blumenau;
·        Conselheiro representante da RPPN Catarinense no Conselho Consultivo do Parque Nacional da Serra do Itajaí;
·        Conselheiro suplente pela Acaprena no Conciblú de Blumenau;
·        Conselheiro da Apremavi – Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida – sede em Rio do Sul – SC;
·        Membro do Instituto Histórico de Blumenau – IHB;
·        Membro da Associação dos Amigos da Casa de Fritz Müller – Blumenau;
·        Voluntário no Instituto Parque das Nascentes e voluntário registrado no Parque Nacional da Serra do Itajaí;
·        Palestrante.
Colaboração: Quem ajuda nessas questões de achar fotos em arquivos é a filha Iumaã que mora em Londres.
                              Última atualização - Blumenau, 28 de fevereiro de 2017.
Lauro Eduardo Bacca 
Lauro Eduardo Bacca
Quando da minha centésima subida ao Morro Spitzkopf em Blumenau, hoje dentro do Parque Nacional da Serra do Itajaí, os amigos e ferrenhos ambientalistas Wigold e Miriam resolveram documentar em forma de vídeo que tenho o prazer de compartilhar com você.
Aos que se dispuserem a vê-lo, ei-lo, no link

Lauro E. Bacca

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