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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

- Natal do imigrante em Blumenau

Texto enviado pela historiadora Sueli M,V. Petry
Diretora Patrimônio histórico de Blumenau

Entre o sonho do imigrar e a realidade do chegar:
Natal do imigrante

 Com o processo civilizador dos europeus no Vale do Itajaí ocorreu a introdução de uma diversificação de usos e costumes que se são marcantes nas áreas colonizadoras do sul do Brasil.
  Muitas das tradições que ainda hoje se preservam fazem parte do cotidiano das pessoas, as quais herdaram dos imigrantes  que a trouxeram na sua  bagagem cultural. Nesta interface do “sonho do imigrar e a realidade do chegar”, uma série de transformações ocorreram nas vivências dos imigrantes.
Uma destas vivências é narrada pelo imigrante Karl Kleine, ao chegar no ano de 1856.
 A chegada ocorreu justamente no dia de Natal  eis o que narra o imigrante: “Naturalmente faltava muito para que pudéssemos nos instalar confortavelmente, contudo, precisaríamos nos conformar....
À noite, depois do jantar todos estavam sentados ao ar livre e um sentimento estranho invadiu cada um – era a primeira noite na nova pátria, era Noite de Natal! – Todos recordavam os natais na antiga pátria e, de repente, fez-se um silêncio estranho (....)
A princípio baixinho e timidamente, a seguir, cada vez mais alto e forte, ouvia-se a canção “Noite feliz”, que se misturava com o canto estridente das cigarras. Ninguém sabia quem havia iniciado, mas todos acompanhavam a pequena canção, mas de conteúdo rico, cujos acordes ecoavam pelo céu estrelado.
Era como se um anjo tivesse descido para acalentar todos os corações. Nessa noite, mais do que durante a viagem inteira, todos se sentiram muito próximos uns dos outros. – Ninguém percebeu que já era meia noite!”.[1]
Arquivo família Oliveira
As lembranças dos imigrantes não param por aqui, um outro imigrante revela que chegou (1875), alguns meses antes da festa natalina. E, conta... “Na véspera do natal nossa comida estava chegando ao fim, comemos pão seco e já mofo, acompanhado de água do ribeirão”. Como se constata, muitos sentimentos tomavam conta dos corações dos imigrantes, com eles agregaram-se novos elementos para a celebração da festa Natalina nos trópicos. O antigo costume europeu de decorar a árvore com maçãs e nozes para se fazerem mais visíveis eram dourados ou prateados e recobertos de açúcar.
Foto reprodução
Nas áreas de colonização alemã este costume foi substituído por novos componentes. Vejamos o que nos diz Frederico Kilian num conto inspirado nas memórias de imigrantes:
“O nosso primeiro pinheirinho de natal. Mas não é o pinheiro alemão, “Abies pectinata”, mas sim, uma árvore com folhas aciculares mais duras, que nasce no planalto, a “auracária brasiliensis”, e que foi introduzida aqui na colônia pelo próprio Dr. Blumenau que arranjou as sementes da zona serrana. Cresce muito ligeiro e dentro de quatro a cinco anos já pode ser cortada para servir de árvore de natal.
Nos anos anteriores nossa árvore de natal era um arbusto ou pequena árvore com galhos simétricos e que enfeitávamos com pequenas fitas de cores, cortadas de restos de fazenda, com as quais prendíamos aos ramos as flores das múltiplas orquídeas que aqui abundam, e pendurávamos em falta das costumeiras gulodices (doces, maçãs e peras), as frutas que nascem aqui, como bananas, cachos de uvas maduras e várias frutas silvestres.
Também não faltavam as velinhas de cera de cera, pois existem aqui nas matas abelhas, de várias espécies, que se alojam nos troncos ocos das árvores que produzem uma cera escura, mas que serve para fazer velas.
Assim, em todos os anos não deixamos de ter a nossa árvore de natal, mesmo nos três primeiros anos em que a vida era dura de fato.(...) Aqui estamos, com a graça de Deus, vivendo felizes e contentes,...”.[2]
 Hoje há árvores de Natal que são artisticamente decoradas. Os adornos empregados para decorar a árvore de Natal experimentaram grande mudança.  Também se generalizou o uso de filetes dourados e prateados, conhecidos como lameta, feito a base fino estanho, de 30 a 40 centímetros de comprimento e apenas um a dois milímetros de largura, para estender sobre as ramas do pinheiro, realçando suas linhas.
Agregou-se a isto “Cabelos de anjo” de lã de vidro, algodão brilhante e estrelas prateadas ou outro material que cause efeito, e eis que está pronto o Pinheirinho ou o Tannenbaun. 

(....) O iniciador desse costume  do “Natal de rua” foi um paulista chamado Carlos Mazzei, filho de italianos. Recebera de seus pais, católicos praticantes, o ensinamento cristão de festejar o nascimento de Cristo com grandes solenidades e efusivas alegrias. Desde sua adolescência, seu espírito de observação foi acumulando uma profunda piedade por inúmeros semelhantes seus, menos afortunados, que não possuíam recursos para que o seu Natal se tornasse uma data mais festiva e algo diferente da triste rotina de privações de todos os outros dias.  Idealizou, então, um meio de transformar as praças públicas, as ruas da cidade e os logradouros comuns em grandes presépios coletivos.”
Tradição alemã trazida para Blumenau - Papai Noel do Mato
Ornamentação natalina nas ruas de Blumenau
                   A tradição da ornamentação natalina em nossa cidade teve início na década dos anos setenta. Neste tempo, a Comissão de Turismo da cidade, juntamente com o apoio do comércio, ornamentou a cidade e os bairros da Velha, Garcia e Vila Itoupava. Esta Ornamentação deu um toque todo especial, principalmente à noite.
Mereceu por parte de toda a imprensa e visitantes os maiores elogios, tanto pela beleza e bom gosto, como pelas inovações. É  o caso da Avenida Beira Rio - que foi decorada de ponta a ponta.
 O projeto decorativo do ano de 1971 contou com o apoio do artista carioca Almir Silva. As peças decorativas foram todas confeccionadas pela própria prefeitura, que contou com a supervisão da Comissão.
Esta novidade, copiada anos mais tarde por outras cidades, trouxe muitos turistas que vinham apreciar e realizar compras nas casas de comércio. Esta tradição, com o passar dos anos, teve os seus altos e baixos.
 Arquivo de Adalberto Day
Ao ser retomado, através do Projeto “Magia do Natal”, este evento se expandiu também para a Vila Germânica e ruas da cidade. A visitação de blumenauenses e turistas que acorrem para apreciar este local de encantamento das ornamentações natalinas, encontram locais de venda de produtos relacionados ao período festivo, exposições, desfiles, oficinas de pintura em doces, visita à casa do Papai Noel e outras atrações culturais que marcam esta programação natalina que se encerra em 6 de janeiro. 
Sueli M.V.Petry
Diretora Patrimônio Histórico

[1] Suas memórias foram publicadas em alemão sob o título  “Blumenau de Ontem: experiências e recordações de um imigrante” - (Blumenau einst Erlebnisse und Erinnerungen eines Eingewanderten). Os originais manuscritos em 35 cadernos foram doados pela família. Os mesmos estão sob a guarda do Arquivo Histórico Prof. José Ferreira da Silva, órgão vinculado à Fundação Cultural de Blumenau.  Fundo Memória da Cidade – Coleção “Família Kleine”.  

[2]Arquivo Histórico José Ferreira da Silva: Fundo Memória da Cidade. Família Kilian – série Produção Intelectual.
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OS “PELZNICKEL” MORAM AQUI PERTINHO...EM GUABIRUBA PARA SER MAIS EXATO!
Texto enviado por
Carlos Braga Mueller (Jornalista e Escritor)
 
pelznickel.blogspot.com

Em Blumenau, antes da chegada do Natal, mais precisamente na noite de 6 de dezembro, as crianças deixavam suas meias ou sapatinhos na janela para que o Papai Noel, ou seus ajudantes, colocassem ali guloseimas: bombons e pequenas lembranças. Mas existia uma recomendação: só as crianças obedientes e estudiosas receberiam presentes.
As malcriadas e as que não haviam estudado durante o ano teriam que rezar muito e pedir perdão pelas suas faltas.

Esta situação era comum na Blumenau da metade do século passado. É possível que esta tradição ainda permaneça no seio de algumas famílias.
 
pelznickel.blogspot.com

Em algumas regiões da Alemanha, Croácia, Eslovênia, Hungria e Suíça , existe um personagem nas comemorações natalinas que, longe de ser simpático como o Papai Noel, é um ser que mete medo: coberto de folhas, máscara diabólica e chifres, ele é conhecido na Alemanha como o Pelznickel, que ao invés de brinquedos e doces, sai da floresta trazendo nas mãos um chicote para assustar as crianças que não gostam de estudar. E tem uma missão importante: é o ajudante do Papai Noel !

Nos relatos dos imigrantes que colonizaram Blumenau, não encontramos referências a essa figura, que certamente não era tradição nas regiões de onde os migrantes vieram, por isso não a trouxeram consigo.

Acontece que foi em Guabiruba, aqui em Santa Catarina, que aflorou a ideia, recente, de se introduzir o Pelznickel nas comemorações do Natal. Com chicote na mão e um saco para levar as crianças mal educadas e desobedientes !

Há cerca de 10 anos foi fundada em Guabiruba a Sociedade Pelznickel, que tem sede própria no bairro Imigrantes, naquela cidade.
  
Segundo um estudo feito pela blumenauense Marion Bubeck no opúsculo “Desfile Natal Alles Blau”, editado em 2009 pela Fundação Cultural de Blumenau, “outra tradição, fortemente difundida entre os povos germânicos e em algumas regiões da América colonizadas por grupos étnicos europeus, nos conta que São Nicolau (o Papai Noel alemão) possui ajudantes, que são os Pelznickel.
No dia 06 de dezembro, dia de São Nicolau, os Pelznickel saem da floresta para buscar as cartas de Papai Noel e verificar como as crianças estão se comportando. Sua indumentária são roupas velhas escuras, com máscaras muito feias e chifres. Nas mãos levam acessórios como correntes, chicotes e um saco. Neste dia eles vêm para verificar quem são as crianças desobedientes. Se o comportamento da criança não melhorar até o dia 24 de dezembro, eles virão buscá-la e levá-la para a floresta.”

Como se depreende, causavam terror nas crianças, sob o pretexto de que iriam corrigi-las.

Lembro que quando criança, na noite de São Nicolau, eu deixava um sapato na janela e esperava que o Papai Noel e seus ajudantes colocassem as guloseimas. De manhã lá estava um chocolate. Mas minhas tias, que cuidavam disso, sempre diziam que só viria o presente se eu fosse obediente.
 
pelznickel.blogspot.com

Pelo que consta, os ajudantes conhecidos como Pelznickel só têm atuação no município de Guabiruba.
Nas semanas que antecedem o Natal, começando em 6 de janeiro, eles andam pelas ruas daquela  cidade, participam de desfiles e recebem turistas na sede da Sociedade Pelznickel, onde – em um bosque – fazem representações.   


É possível que alguns imigrantes que aportaram na região de Guabiruba tenham transmitido a seus descendentes por tradição oral, a existência desses duendes da floresta, adotados pelos guabirubenses como mais uma tradição natalina do Vale Europeu.
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Arquivo da família de Nahir de Oliveira envida por Ângela Maria de Oliveira
Adendo de José Geraldo Reis Pfau – Publicitário em Blumenau
Bolas ou bagas de Natal
Material (bolas de natal em vidro) são muito lindas. 
Lembro que na casa de meus pais a árvore (tannenbaun) era feita na sala que ficava trancada até na noite do dia 24. Nós ficávamos olhando pelas frestas da porta e janela e tentando ver lá dentro quando eles abriam a porta. Os conjuntos de portas da sala na nossa casa eram com vidros martelados, portanto se viam vultos. Claro que, tinha momentos, em que víamos o Papai Noel de vermelho lá dentro da sala. Imaginação infantil. Junto à arvore ficavam os presentes. Cinco filhos era uma maravilha de Natal. Na árvore colocavam algodão para imitar a neve, as bolas de vidro eram grandes, reluzentes, coloridas e castiçais pequenos com velas eram distribuídos pelos galhos. A árvore chegava até perto do teto - aonde tinha uma ponteira na forma de estrela e de vidro também. Minha mãe tinha o talento de cantar (principalmente nas missas) e se fazia uma fila para entrar na sala na hora “H”. O pinheiro já estava aceso com dezenas de velinhas. Era maravilhoso. Luz só do lustre no canto da sala. E entravamos na sala cantando o NOITE FELIZ, a mãe e o pai atrás, com a voz de minha mãe em evidencia. Emocionante. Daí em diante era o sonho se realizando. 

Tradição Alemã do Pelznickel em Guabiruba (SC)
Papai Noel Existe?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

- Nossa Senhora e São José

Crônica de Adalberto Day
Maria e José
Em 1929 a história da Igreja Nossa Senhora da Glória e do Grupo Escolar São José começa a se tornar realidade.
Tudo começou na Rua Belo Horizonte bairro da Glória em terras da família Loos e com o nome de Escola Paroquial São José. Depois se mudou para frente da atual Igreja Nossa Senhora da Glória e a partir da década de 1940 para o endereço atual Rua da Glória, 888 bairro Glória. 
Frei Beda Koch (ao centro) com os alunos na antiga escola da Rua da Glória, em Blumenau, na década de 1930. 

Desde minha infância e de milhares que moravam no então Garcia, um dos locais mais frequentados pelos moradores eram a Igreja Nossa Senhora da Glória e Grupo Escolar São José. Um ao lado do outro no mesmo número. Quantos encontros amorosos que resultaram em casamento na própria igreja, batizados, festas populares aconteceram desde 1929.
A Escola formou grandes cidadãos que se tornaram trabalhadores das empresas principalmente Garcia e Artex. Cidadãos e cidadãs que saíram pelo Brasil com um aprendizado exemplar podendo exercer funções com destaques por todos os cantos. Uma igreja linda, que merece ser tombada pelo patrimônio histórico de Blumenau, uma preciosidade.

 A Igreja Nossa Senhora da Glória é imponente, bela, majestosa, uma das mais lindas de nossa cidade. Sua edificação foi inaugurada em 1947, baseada na Igreja São Paulo Apóstolo que infelizmente foi demolida em 1956. Alguns Padres marcantes, o primeiro Frei Beda Koch, Frei Raul Bum, Frei João Maria, Padre Silvio, Padre Virtulino, Monsenhor Geraldo e tantos outros.
E o Grupo Escolar São José, que maravilha, que sonho para todos nós. Lembrar-se das Freiras de Minas Gerais e de todos que lecionaram neste Educandário Atual Celso Ramos. A primeira Professora Júlia Strzalkowska.
Abaixo parte da história da Igreja Nossa Senhora da Glória e Grupo Escolar São José.
 
1976
 
1978
A Igreja Nossa Senhora da Glória (pedra fundamental em 1942) inaugurada em 16 de março de 1947.A imagem mostra a igreja na década de 50, 60 e atual.
 
Freiras de Minas Gerais
Da esquerda pra direita, começando do primeiro degrau, ou seja, de baixo para cima.
Nomes das Irmãs que trabalhavam no Garcia e Apiúna na visita da Superiora Madre Maria Elizabeth no ano 1960.
1ª fila: Irmã Maria Dora (com as mãos dentro da manga) Irmã Maria Artêmia (sem óculos) Irmã Maria Hilária (com óculos) Irmã Maria do Pilar (com óculos) Irmã Maria Ludovina (que é natural de Apiúna) e Irmã Maria Joelma (que deixou o Convento)
2a fila: Irmã Maria Ignácia (com óculos) Irmã Maria de Fátima (sem óculos) Irmã Maria Rosina Irmã Maria Trindade, Irmã Maria da Paixão Irmã Maria Josélia (com óculos e que deixou o Convento) e Irmã Maria Simone.
3a fila: Irmã Maria Benigna, Irmã Maria do Rosário (com óculos) Irmã Isabel Maria (com óculos e no alto) Madre Maria Elizabeth (bem no meio) Irmã Maria Conceição (sem óculos e alta) Irmã Conceição que depois adotou o nome de Marina Resende, falecida dia 28/07/2013 com 86 anos, em Itajubá - Minas Gerais.  Irmã Maria São Mauro e Irmã Maria Caridade (com óculos) As que estavam em Apiúna no Grupo Escolar São João Bosco: Benigna, Isabel Maria, São Mauro, Caridade, Trindade, Maria de Fátima, Artêmia, Hilária. 
Já falecidas: Irmãs Conceição, São Mauro, Benigna, Trindade, Hilária, Madre Elizabeth. 
As Irmãs dizem que foi o melhor tempo da vida delas, o tempo de Garcia e do que passaram no Sul e que o povo as queria um bem enorme. Irmã Mercedes Darós (natural do Apiúna).
Colaboração Guiomar Daros Peixe e Mercedes Daros Peixe
Imagem Orlando de Oliveira e Edite de Oliveira Buerger 

História
Lado a lado Igreja e Educandário
A Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos foi fundada em 14 de fevereiro de 1929, com o nome de Escola Paroquial São José (servia de Capela pela comunidade – com sede inicialmente na Rua Belo Horizonte, em propriedades da família de Carlos Loos), abrigando os primeiros 50 alunos na única sala. Nesta sala a professora lecionava para alunos de 1a, 2a e 3a séries.
“A primeira comissão formada para a construção da escola e a igreja era formada por Henrique Heiden, Carlos Loos, Roepcke, Gustavo Weinrich. Compraram o terreno da família Schatz (antes o terreno era da família Sasse). Todos com exceção de José Schatz doaram o terreno, que chegou a estar em mãos da professora Júlia Straskowsky. Antes dessa negociação do terreno, cogitou-se a construção de um cinema e de um hotel” (depoimento do senhor Nicolau Schtaz em 2002). O primeiro Presidente da escola foi Paulo Schatz, vice-presidente Carlos Loos e o primeiro secretário Nicolau Schatz.
 
Década de 1950, de 1970 e atual
Quem sugeriu o nome da igreja e ajudou a fundá-la foi frei Beda Koch, já na segunda comissão presidida pelo Sr. Rafael Rosini.
- Em meados de 1951, a Escola já contava com mais de 500 alunos.
- Em 1953, uma nova comissão em prol da ampliação da Escola foi formada, comandada pelo Frei Raul Bunn.
 - Em 1957, a Escola que era particular foi transformada em Grupo Escolar São José, por decreto do então governador Jorge Lacerda.
- Em 1960, o novo prédio foi oficialmente inaugurado pelo Governador Jorge Lacerda, que assinou convênio com a escola, decretando que as professoras seriam remuneradas pelo Estado.
- No ano de 1966, pelo Decreto Nº 3823, de 21 de janeiro, foi criado o Ginásio Normal Governador Celso Ramos, funcionando somente no período noturno em salas cedidas pelo Colégio São José e tendo como diretora a Professora Dóris Terezinha Sanceverino
- Em 1969, o Ginásio passou a funcionar em prédio anexo ao Colégio São José, com 12 salas de aula, além de salas destinadas à secretaria, à direção e aos professores.
- Em 31 de março de 1971, com a implantação do novo plano estadual de educação, a Escola foi transformada em Escola Básica Governador Celso Ramos.
- Em 1974, houve a fusão do Grupo Escolar São José com a Escola Básica Governador Celso Ramos.
- Em 1976 houve a implantação do 2º grau e a Escola passou a ser denominada Conjunto Educacional Governador Celso Ramos atual Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos.
Essas terras onde estão o colégio foram adquiridas da família Schatz , pela comunidade de todos os credos, mas por indução do Frei Raul Bunn, a comissão comandada pelo Sr. Rudolfo Papst passou a emprestar o nome da Igreja como proprietária que iria assegurar em nome da comunidade.
Lamentavelmente em agosto de 2002, o Bispo diocesano da catedral São Paulo Apostolo Dom  Dom Angélico Sândalo Bernardino de Blumenau através da MITRA, vendeu ao governo do Estado o Colégio que foi construído pela comunidade sem distinção religiosa. Um ato que revoltou toda uma comunidade, de uma atitude prepotente, e sem fundamentação histórica. Observação.: Pelo que sei e toda a comunidade nunca prestou conta da Venda, ou seja onde anda esse dinheiro?, onde foi aplicado. Pergunta que não quer calar.
A comunidade no geral não foi consultada, apenas alguns lideres que não aceitaram a venda, gerando discussões em Rádios e Jornais.
O colégio e a Igreja foi o esforço de toda uma comunidade, ainda quando a Rua da Glória era conhecido com o nome de Spectife (palavra de origem alemã que quer dizer terra gordurosa ou lamacenta – barro vermelho) e foi nessas terras lamacentas que a comunidade do grande Garcia independente de credo, política, e pessoas representativas do bairro, como o Sr. Rudolfo Papst, Orlando de Oliveira, Francisco de Oliveira, João Heiden, José Klein Jr., Júlio Corsini, Antonio Tillmann, Nelson Salles de Oliveira, José de Oliveira, posteriormente Frei João Maria e o Padre Virtulino que introduziu o segundo grau e tantos outros que poderíamos nominar, levantaram tijolos por tijolos deste grande Educandário. Quero aqui relatar que dentro do direito judicial a venda do educandário foi efetuada dentro da legalidade, porém nem tudo que é moral é ético, e foi isso que foi ignorado.
Quando falamos que foi a comunidade que construiu, foram de todos os credos, inclusive os céticos, maçônicos espíritas e ateus, o que eles queriam era uma escola. - Houve participação efetiva da Empresa Industrial Garcia, inicialmente nos anos 20 e 30 com o Sr. João Medeiros Jr. (que também foi fundador da Radio Clube) e depois a partir de 1940 com o Sr. Ernesto Stodieck Jr. Como também da Artex S/A
- Dizem os moradores: "Foi o resultado de uma luta de classe, e deve ser melhor esclarecido pela Mitra, que precisa primeiro conhecer melhor a história de luta do povo do Garcia, antes de tomar qualquer atitude" . Essa historia começa antes da fundação da colônia Dr. Blumenau, de pessoas que já residiam por aqui desde 1846, nas imediações do inicio da Rua da Glória e que vieram do antigo Ribeirão Garcia, hoje Ribeirão Camboriú, conhecida como gente do Garcia.
“Mas o que queremos e sempre faremos é defender os interesses desta que foi a primeira comunidade organizada de Blumenau argumentou um dos moradores.” Até quando veremos esses tipos de desmandos e desrespeito a nossa comunidade. 
Arquivo de Dalva e Adalberto Day 

domingo, 11 de dezembro de 2016

- Fotos e documentos família de Victor Soares

Foi com muito orgulho que no dia 28 de novembro 2016, recebi este e-mail conforme dados  descritos abaixo.
Boa noite Sr. Adalberto.
Sou natural de Gaspar, nascido em 1955, mas fui criado em Blumenau desde os dois anos, resido em São Paulo a mais de trinta anos.
Quando batem as saudades eu acesso a sua página e fico olhando de tudo sobre a minha cidade.
Tenho alguns documentos, (anexos) que eram do meu avô e do meu pai, caso o Sr. tenha interesse em postar na sua página eu ficaria contente em poder compartilha
r.
Foto: 1970
Sou Vitor Soares nascido em Gaspar SC aos 06 de abril de 1955 e fui criado em Blumenau desde os dois anos de idade, estudei no Grupo escolar Adolfo Konder onde a diretora da época chamava-se Doracy Inês Dalsenter, o curso primário foi concluído no ano de 1968 conforme certificado .
Não tenho importantes informações sobre os meus avôs paternos, apenas sei que o meu avô paterno Chamava-se Victor Soares e a avó paterna chamava Maria Soares.
Casa de meus avós 1980 - Rua Prefeito Leopoldo Schramm, bairro Gaspar Grande, Gaspar próximo ao número 1800 mais ou menos.
O meu avô materno chamava-se Leonel Próspero de Aguiar, nasceu em 10 de junho de 1898 e faleceu no ano de 1967, foi casado com Amélia de Aguiar onde teve seis filhos, após o falecimento de sua esposa o meu avô casou-se com a irmã da sua esposa Eletlvina onde teve duas filhas sendo uma delas a minha mãe Alzira.
Esse meu avô fazia o cultivo de arroz em grandes campos alagados, criava gado tinha também plantações de cana e tinha um engenho onde a cana era moída através da força de animais de tração como bois ou cavalos que atrelados andavam em círculos para movimentar o engenho.
Eu era muito pequeno, não posso precisar a idade, mas ainda lembro-me dos animais andando em círculos quase que o dia todo para movimentar as moendas do engenho onde o meu avô produzia o melado de cana, o açúcar mascavo e a cachaça, anos mais tarde o meu avô substituiu os animais por um motor a diesel de apenas um pistão e eu adorava ver o meu avô dar a partida nesse motor manualmente com uma manivela.
O meu avô mantinha guardado um baú pequeno confeccionado de folhas de flandres onde ele guardava todos os documentos que achava ser importante, antes do falecimento da minha avó eu pedi a ela esse baú com a promessa de preservar os documentos guardados pelo meu avô e ela me concedeu o baú.
Entre os documentos estão notas fiscais de compras efetuadas em Gaspar e Blumenau bem como notas promissórias, um mapa de Blumenau e arredores datado do ano de 1905, imposto de carroça, certificado de propriedade de bicicleta, etc.
Um bilhete de um farmacêutico chamado Anfiloquio Nunes Pires convidando o meu avô a participar de uma reunião do partido revolucionista, mas não me lembro do meu avô participando de atos políticos.
O meu pai Osvaldo Soares, nascido em 02 de abril de 1933 e falecido no ano de 1994 trabalhou na antiga fábrica de chapéus Nelsa que era instalada perto no SENAI na Rua São Paulo e depois que a empresa encerrou as atividades ele trabalhou até a sua aposentadoria na Cia Hering no bairro do Bom Retiro.
Com o início da televisão no Brasil, no ano de 1969 o meu pai comprou um aparelho da marca Telefunken na loja Germano Stein conforme cópia da nota .
Documentos e fotos

Meu avô. esposa, cunhada e filhos.


Casa de meus pais em Blumenau nos anos de 19(60) - Rua Frei Estanislau Schatte, 1516, bairro água Verde, Blumenau.
Minha irmã Solange em 1962 em Blumenau
 
Bilhete de um namorado de uma tia
Certificado de Bicicleta
Convite de casamento
Duplicata
Nota de entrega
Nota fiscal de Televisão
Regras de imposto
Telegrama
Emplacamento de carroça
Nota de compra
Nota de entrega
Arquivo e texto
Vitor Soares

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

- As pontes de Blumenau

Com a colaboração do amigo Carlos Braga Mueller, estamos apresentando algumas, das principais  pontes de Blumenau. Também apresentamos algumas fotos de algumas pontes. 

AS PONTES DE BLUMENAU


Por Carlos Braga Mueller/escritor e jornalista

Blumenau foi fundada por causa de um rio. Um rio que encantou o alemão Hermann Bruno Otto Blumenau quando por aqui passou em busca de um lugar aprazível onde pudesse fundar uma Colônia que atraísse imigrantes europeus. O Itajaí Açu e a curva que faz, ao receber seu afluente, o Ribeirão Garcia, foram vitais para que o local fosse o escolhido para fincar as raízes da Blumenau que conhecemos nos dias atuais.
E por causa do Rio surgiram as Pontes.
Ponte Lauro Müller (do Salto)

Vamos enumerar algumas, as principais, e seus nomes. Nomes que, infelizmente, são pouco conhecidos, porque a maioria delas se identificam pelos apelidos, como Ponte do Salto, do Tamarindo, da Ponta Aguda, da Itoupava Norte ou a Ponte de Ferro.
A primeira a ser construída sobre o majestoso Itajaí Açú levou nada menos que 17 anos entre seu início e a inauguração: foi a Ponte do Salto, que teve seus pilares lançados em 1896 sendo inaugurada somente em 29 de junho de 1913, recebendo o nome de Ponte Lauro Müller, em homenagem ao ilustre catarinense que foi Governador do Estado de 1889 a 1902, Ministro dos Transportes de 1902 a 1906 e Ministro de Relações Exteriores de 1915 a 1920. Ainda em vida ele pôde passar por aquela ponte, que a maioria não sabe que continua a chamar-se Ponte Lauro Müller
Ponte sobre Rib Garcia de ferro 1906
Ponte Desembargador Pedro Silva - Foz Rib. Garcia

Já quem está na “Stadtplatz”, onde se localizam a antiga Prefeitura, hoje Fundação Cultural, Mausoléu Dr. Blumenau e Praça Hercílio Luz, e quer acessar o centro da cidade pela continuação da Rua 15 de Novembro ou pela Beira-Rio, passa por uma ponte de concreto sobre a foz do Ribeirão Garcia. Inaugurada em  3 de junho de 1906, tinha sua estrutura de ferro até os anos 50, quando foi reformada e feita de concreto. Em 4 de março de 1950, ano do Centenário de Blumenau, foi batizada de Ponte Desembargador Pedro Silva, em homenagem ao ilustre Juiz de Direito que chegou em Blumenau em 1915, exercendo esse cargo até 1919.
Ainda sobre o Ribeirão Garcia, na Rua 7 de Setembro em direção ao Hospital Santa Catarina, está situada a Ponte Engenheiro Udo Deeke, homenagem a um blumenauense que governou o Estado no período de 1946 a 1947.
E ali perto, na Rua Amazonas, em sua confluência com a Alameda Duque de Caxias (Rua das Palmeiras), existe uma pequena ponte sobre o Ribeirão Fresco. Ela foi inaugurada em 25 de julho de 1937 pelo então prefeito Alberto Stein e batizada de Ponte 25 de Julho, homenagem ao Dia da Imigração Alemã no Brasil. Durante muito tempo foi chamada de Ponte do Fantasma, porque fica perto de um cemitério, o evangélico.
Ponte Adolfo Konder
A Ponte da Ponta Aguda, bem no centro (Castelinho), tem nome desde  1º de dezembro de 1957, quando foi inaugurada: chama-se Ponte Adolfo Konder, ilustre catarinense que foi Deputado Estadual de 1919 a 1924; Governador de 1926 a 1930, e Deputado Federal de 1933 a 1935. Por laços familiares era muito ligado a Blumenau.
Ponte de "Ferro" Aldo Pereira de Andrade
Outra ponte no centro da cidade, a de Ferro, foi erguida sobre fortes pilares de pedra para servir à Estrada de Ferro Santa Catarina no seu prolongamento de Blumenau até Itajaí. A construção teve início em 1929 e a ponte somente foi utilizada pela linha férrea a partir de 1954, quando a primeira composição ferroviária percorreu o novo trecho. Em 1971, a estrada de ferro deixou de existir. Restaurada em 1991, a ponte foi re-inaugurada para trânsito de veículos automotores pelo então prefeito Victor Sasse com a presença de Roberto Marinho, cuja Fundação auxiliou nas obras. E batizada de Aldo Pereira de Andrade, o Deputado Estadual que representou Blumenau durante sete legislaturas seguidas na Assembléia Legislativa.
Ali perto, ligando a Avenida Beira-Rio com a Avenida Martin Luther situa-se uma ponte sobre a foz do Ribeirão da Velha. Ela tem nome: Gerhard Carlos Francisco Neufert, que exerceu as funções de Deputado Estadual e foi Prefeito Interino de Blumenau por um ano, de 26 de janeiro de 1955 a 31 de janeiro de 1956.
Sobre o mesmo Ribeirão da Velha, na Rua São Paulo, na confluência desta com a Rua Paulo Zimmermann, situa-se uma ponte que foi batizada em homenagem a um Governador que morreu tragicamente em um desastre aviatório: Jorge Lacerda. Ninguém a conhece por esse nome, até porque a placa que ali se situava foi roubada; era de bronze, material muito visado pelos ladrões de metais.
Ponte Vilson Pedro Kleinubing - Tamarindo
E por causa desses ladrões de placas de bronze a homenagem aos ilustres catarinenses, gravadas em placas afixadas nas pontes de Blumenau, foi desaparecendo sistematicamente.
Importante para a mobilidade urbana da região norte de Blumenau, a Ponte do Tamarindo foi inaugurada em 18 de dezembro de 1999. Mas oficialmente foi batizada de Ponte Vilson Pedro Kleinubing, homenageando aquele que foi Prefeito de Blumenau, depois Governador e Senador.
A ponte da Itoupava Norte, que liga a Itoupava Seca àquele bairro,  pela Rua Santa Catarina, inaugurada em 15 de novembro de 1953, chama-se Ponte Governador Irineu Bornhausen. Como o próprio nome indica, Irineu foi governante do nosso Estado.
Ponte Engenheiro Antônio Vitorino Ávila Filho - dos Arcos
Já em direção à Itajaí, ligando a margem direita à margem esquerda, existem duas pontes importantes: uma delas é muito conhecida como a Ponte dos Arcos. Mas tem nome: Engenheiro Antônio Vitorino Ávila Filho. Construída pela Estrada de Ferro, para o prolongamento da via férrea até Itajaí, teve em Ávila Filho um importante incentivador para sua consecução. Foi inaugurada em 18 de dezembro de 1954 e a viagem inaugural  entre Blumenau e o litoral, teve um ilustre passageiro: o então Presidente da República, Café Filho.
Mais adiante, ligando a Rua República Argentina (Ponta Aguda) à Rua Antônio Treis (lado direito do rio), temos a Ponte José Ferreira da Silva, homenagem ao ex-prefeito de Blumenau e ilustre historiador.
No bairro Testo Salto, próxima à fábrica Karsten, sobre o Rio do Testo, se localiza a ponte que foi batizada de Emílio Baumgart, em homenagem ao  engenheiro blumenauense pioneiro em projetos de estrutura em concreto, que ficou conhecido como “o pai do concreto armado”.
E outra ponte, ali próximo, no Badenfurt, é a Ponte Emma Hemmer, na Rua Arnold Hemmer, homenagem à veneranda senhora, já falecida, de ilustre família daquela região.
Ligando a Rua Alberto Stein à Rua Almirante Tamandaré, sobre o Ribeirão da Velha, está situada a Ponte Alberto Busnardo. Homenagem a um tradicional comerciante da Rua Mariana Bronemann, líder do já extinto Operário Futebol Clube, da Velha, do qual muitos ainda se lembram.
Quase ao lado, fazendo a ligação da Rua Mariana Bronemann também com a Almirante Tamandaré, situa-se uma ponte  recentemente entregue à comunidade, que substituiu uma antiga passagem naquele local. Ainda não tem nome, como a antiga nunca teve.
E uma ponte importante, sobre o Ribeirão da Velha, na Rua 7 de Setembro ao lado da Praça do Estudante, segundo consta nunca foi batizada.
Outras pontes em Blumenau que receberam nomes através de leis municipais:
Ponte Afonso Manoel Tobias, sobre o Ribeirão das Cabras (Ruas Pedro Kraus/Urubici), no Vorstadt;
Ponte Alfredo Maul na Rua Prof. Hermann Lange, sobre o Ribeirão Fidelis, no Fidelis;
Ponte Armando Silva na Rua Capinzal, sobre o Ribeirão Garcia, no Garcia;
Ponte Arno Max Júlio Gaertner, na Rua Heirich Hosang, sobre o Ribeirão da Velha, no bairro Victor Konder;
Ponte Bernardo Wolfgang Werner, ligando à Rua Bahia à BR-470, sobre o Rio Itajaí-Açu, no Badenfurt;
Ponte Bertoldo Bachmann, ligação da Rua dos Caçadores com a Rua Guilherme J. Nazario, sobre o Ribeirão da Velha, na Velha Central;
Ponte Carlos Jensen, na Rua Mário Giese, sobre o Ribeirão Itoupava, na Itoupava Central;
Ponte Claudino Kienen, ligação da Rua Werner Duwe coma Rua Helmund Trapp, sobre o Ribeirão Testo Salto, no Testo Salto;
Rua Dr. Edgar Barreto, na Rua Itororó, sobre o Ribeirão da Velha, na Velha Central;
Ponte Ervin Wendelich, na Rua Santa Maria, sobre o Ribeirão Garcia, no bairro Progresso;
Ponte Frida Rosemann, na Rua Guilherme Scharf, sobre o Ribeirão Fidelis, no Fidelis;
Ponte Guilherme Prim, na Rua Alfredo Pfiffer, sobre o Ribeirão Garcia, no Progresso;
Ponte Gustavo Krug, na Rua Ruy Barbosa C (onhecida como Ponte Preta) , sobre o Ribeirão Garcia, no Progresso;
Ponte Heinrich Feldmann, na Rua Henrique Conrad, sobre o Ribeirão Sarmento, na Vila Itoupava;
Ponte Heinrich Georg Weise, na Rua Bahia, sobre o Ribeirão Branco, bairro Salto Weissbach;
Ponte Heinrich Gieland, na Rua Jordão, sobre o Ribeirão Jordão, no bairro Progresso;
Ponte Helmut dos Santos, na Rua Emil Wehmuth, sobre o Ribeirão da Velha, na Velha Grande;
Ponte Henrque Duggen, na Rua General Osório, sobre o Ribeirão da Velha, no bairro da Velha;
Ponte Henrique Kratz, na Rua Henrique Kratz, sobre o Ribeirão do Cego, na Velha Grande;
Ponte Hermann Gebien, na Rua Harry Brehmer, sobre o Ribeirão Velha Grande, na Velha Central;
Ponte Alvino Volpi, na Rua Martin Jensen, sobre o Ribeirão Itoupava, na Itoupava Central;
Ponte Erno Otto, na Rua Rio Bonito, sobre o Córrego Itoupava Central, no bairro Itoupava Central;
Ponte José Hercilio Junges, na Rua Erich Belz, sobre o Córrego Tatutiba I, na Itoupava Central;
Ponte José Reuter, na Rua Franz Müller, sobre o Ribeirão do Cego, na Velha Grande;
Ponte José Rulenski, na Rua Germano Roeder, sobre o Ribeirão Garcia, no bairro Progresso;
Ponte Justino Regis, na Rua Antônio Zendron, sobre o Ribeirão Garcia, no bairro Garcia;
Ponte Linda Seibt, na Rua Bernardo Reiter, sobre o Ribeirão Velha Pequena, na Velha Central;
Ponte Manoel Emilio Laurentino de Souza, na Rua Júlio Rudiger Sênior, sobre o Ribeirão Jararaca, no bairro Água Verde;
Ponte Oscar José Pering, na ligação da Rua Canto do Rio com Rua Santa Maria, sobre o Ribeirão Garcia, no Progresso;
Ponte Ottomar Belz, na ligação da Rua Irai com a Rua Pedro Zimmermann, sobre o Ribeirão Itoupava, na Itoupava Central;
Ponte Paulo Kowatsh, na Rua Professor Max Humpl, sobre o Ribeirão Salto do Norte, no bairro Salto do Norte;
Ponde Rudolfo Ruediger, na Rua Marechal Deodoro, sobre o Ribeirão da Velha, no bairro da Velha;
Ponte Tekla Rulenski, na ligação da Rua São Januário com Rua Progresso, sobre o Ribeirão Garcia, no Progresso;
Ponte Victorino Goll, na Rua Bruno Schreiber, sobre o Ribeirão Garcia, no Garcia;
Ponte Willy Hartung, na Rua dos Pescadores, sobre o Ribeirão da Velha, na Velha Central.

FINALIZANDO
Além destas, já existe denominação de uma ponte ainda não construída: pela  Lei Municipal nº 6.239 foi dado o nome de Ponte Acácio Bernardes à futura ligação da Rua Rudolfo Freygang com a Rua Chile, no centro de Blumenau.
Já a ponte que foi construída no prolongamento da Rua Humberto de Campos, ligando a Rua Marechal Deodoro com a Rua General Osório, ainda não inaugurada porque depende dos acessos, já recebeu a denominação de Ponte Ademar João Maiochi, através da Lei 8.164.    
Uma curiosidade: de todas estas dezenas de pontes que foram “batizadas” em Blumenau, apenas quatro levam nomes de mulheres:
Emma Hemmer, no Testo Salto;
Frida Rosemann, no Fidelis;
Linda Seibt, na Velha Central, e
Tekla Rulenski no bairro Progresso.
As 51 pontes que têm nomes, mais 154 ainda inominadas, compõem o varal que se estende sobre os rios, riachos, ribeirões e filetes de água que abundam em nosso Vale do Itajaí.
Mas  quando se constata o quase completo desconhecimento sobre seus patronos, é
de se perguntar: será que vale a pena homenagear alguém dessa forma ?
O presente estudo está sendo levantado em novembro de 2016.
É possível que nos próximos dias, meses ou anos, novas homenagens sejam feitas obrigando a uma atualização deste levantamento.
ADENDO
São tantas as pontes que dão passagem sobre nosso Itajaí Açu, ribeirões e córregos,  que acabei esquecendo de uma.Ela é usada diariamente por milhares de veículos e pedestres. Apresso-me em incluí-la na relação, embora também não tenha sido batizada.
Dificilmente um blumenauense ainda não passou por ela...fica na Rua Paraíba, sobre o Ribeirão da Velha.
Deve existir há mais de 100 anos, é estreita e muito diferente das demais.
Por situar-se em um declive da rua, logo é inundada quando existe ameaça de enchente e as águas do Ribeirão da Velha atingem os 8 metros.
Carlos Braga Mueller

Blumenau, novembro de 2016.
Carlos Braga Mueller
Jornalista e Escritor

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