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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

- Timbó Imita Berlim

A Bela paisagem do interior de Timbó

TIMBÓ IMITA BERLIM




Cezar Zillig é médico, neurocirurgião de formação, atuando em Blumenau desde 1978.
Entre 2004 e 2015 foi colunista semanal do Jornal de Santa Catarina.
Publicou os seguintes livros:
Dear Mr. Darwin “A intimidade da correspondência entre Fritz Müller e Charles Darwin”. 1997.
Dose o Stress, Tempere a Vida. 1998.
Fritz Müller: Reflexões Biográficas. 2000 [em co-autoria]
De Ventos e Brisas. (poemas) 2000.

Fritz Müller, Meu Irmão. [2004]


Por Cezar Zillig/Neurologista em Blumenau

"É proibida a execução ou realização de propaganda sonora feita com veículos com alto-falantes, megafones, caixas de som, bumbos, tambores, cornetas entre outros."
Esta preciosa frase incluída no Código de Conduta do município de Timbó, interior de Santa Catarina, deveria isto sim estar incrustada no corpo da própria constituição.  (ainda mais em se tratando de uma constituição que é um verdadeiro cartapácio, inchado com leis de varejo.)
Esta norma zela por um legítimo direito que infelizmente o cidadão brasileiro ou não o valoriza ou  ignora ter: o direito ao silêncio, à tranquilidade. Excetuando o município de Timbó - salvo mais alguma honrosa exceção que desconheço -  no restante do país o cidadão nem desconfia estar sofrendo  uma violação toda vez que um carro de som estilhaça o silencio e a tranquilidade de seu lar; geralmente sucessivas vezes ao longo de todo o dia.
Centro de Timbò

Parece até um paradoxo uma vez que o brasileiro destes últimos anos é um indivíduo ávido pelos seus "direitos"; vê direitos em toda parte, até onde não tem, mas esquece a contrapartida dos deveres que tem a cumprir e que costuma ignorar. Curiosamente, nesta questão de barulho, o cidadão docilmente permite que qualquer um, qualquer "empreendedor" de meia pataca, desfile diante de sua casa berrando anúncios banais a serviço exclusivo de sua ganância. Falta brio entre o povo para cobrar respeito ao silencio que lhe é devido.
 (Timbó não imita apenas Berlim, mas imita toda a Europa e América do Norte onde as pessoas não deixam que lhe sonegem um direito tão óbvio).
Esta praga dos carros de som extrapola mesmo é nas praias brasileiras em época de alta temporada, quando todo tipo de arrivista resolve se atirar sobre o rebanho humano que lá se concentra supostamente em busca de "repouso"; que ironia!
E assim desfilam o dia todo carros anunciando toalhas direto da fábrica, carro do abacaxi, carro do sorvete, do sonho, do gás, e mais propaganda de padarias, super-mercados, “assadões”, espetáculos de circo, shows, bingos de igreja, etc.
Enquanto câmaras de vereadores não seguirem o pioneiro exemplo de Timbó, mas pelo contrário, concedam legalidade a este tipo arcaico e invasivo de propaganda, significa que o Brasil ainda continua no atraso abrigando um povo que não sabe exercer sua cidadania.
Texto dr. Cézar Zillig

Bem que em Blumenau poderia ser assim também., Se bem que está Perola do Vale já pertenceu a Blumenau. 
Para saber mais sobre Timbó acesse:

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

- Palavra Aberta - Adalberto Day

Programa: Palavra AbertaTVAL Assembleia Legislativa de Florianópolis Santa Catarina. Apresentação Jornalista Isabela Althof.
Foi com muita honra que recebi em julho de 2013 a visita da competente jornalista Isabela, onde apesar de minha ainda acentuada debilitação devido ao câncer, pude conceder essa entrevista e falar sobre a história de Blumenau e minha saúde. 
Para acessar essa entrevista clique na seta do vídeo:
São apenas 14 minutos, assista e deixe seu comentário.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

- Amaral Neto: "O Repórter"

Antigamente: Blumenau sob o olhar de Amaral Netto, 
 "O Repórter"
Amaral Netto (de cinza) posando de gaiteiro de boca junto a um pequeno conjunto. Visita em 1971 era a terceira do jornalista a cidade (Reprodução / Adalberto Day)
O ano era 1971, tempo em que o mundo ainda vivia entre as tensões da Guerra do  Vietnã e os conflitos na Irlanda do Norte. Assistíamos a entrada da China na ONU e a fundação dos Emirados Árabes Unidos, Falava-se em duas alemanhasGuerra Fria e vivamos o auge da repressão da ditadura nas mãos do presidente Garraztazu Médici. Desabavam o Complexo da Gameleira (Expoinas) em Minas Gerais, e o Elevado Paulo de Frontin, no Rio. O Atlético Mineiro era campeão brasileiro e Jackie Stewart era campeão de F1 pela segunda vez. Perdíamos Jim MorrissonLouis ArmstrongCoco ChanelNikita Khrushchev e víamos o clímax da Guerrilha do Araguaia, com o abatimento de Carlos Lamarca.
Todos estes e outros fatos rolavam pelo mundo quando Blumenau era visitada pela terceira vez por um dos mais importantes jornalistas brasileiros: Fidelis dos Santos Amaral Netto (1921-1995), mais conhecido no meio como Amaral Netto e intitulado O Repórter. Deputado federal da antiga Arena (Aliança Renovadora Nacional) pelo Rio de Janeiro e ufanista indiretamente autodeclarado, Netto estava na cidade para uma tarefa profissional: Coloca-la como um dos destaques da edição número oito da revista homônima que editava desde 1968 (estimado), sem precisão sobre a periodicidade.
Para quem pouco conhece, Amaral Netto mantinha desde o mesmo 1968 (começando na Tupi e passando a Globo meses depois) o programa Amaral Netto, O Repórter (1968-1981) que revolucionava ao trazer para a telinha rincões do país ainda pouco conhecidos pelos próprios brasileiros. Netto esteve em praticamente todos os cantos do país, viveu um sem-número de aventuras e, hoje, tanto os programas de TV quanto as publicações em revista são importantes documentos históricos da comunicação e da vida e cultura nacional naqueles tempos. Uma espécie de National Geografic brasileira um tanto torta, podemos assim dizer.
Nesta edição de número 8, Blumenau dividia destaque com uma aventura no Amazonas, o estado de Goiás, a nova estrutura de Copacabana e a Siderurgia. Apesar de ser uma espécie de pioneiro, os textos e reportagens de Amaral Netto tinham um jeito bem ufanista, procurando destacar os grandes feitos do que ele (Adolpho Bloch, da Manchete, e tantos outros) chamava de Brasil Grande. Com Blumenau não foi diferente. Depois de fazer um breve histórico em palavras poetizadas, Netto enaltece enfaticamente a pujança e o ritmo acelerado do desenvolvimento da cidade ainda em crescimento, mas bem visível aos olhos do país.
Trens abandonados aguardando o desmantelo nas antigas oficinas da EFSC, na Itoupava Seca (atual Campus II). Não é possível precisar se a visita de Amaral Netto ocorreu antes ou depois da erradicação da ferrovia. No entanto, sabendo do ufanismo do jornalista, dificilmente isto seria nota na matéria (Antigamente em Blumenau)
E falando neste olhar ufanista de Netto, basta lembrar que à época em que a cidade via-se como destaque do jornalista-explorador nas bancas não era das melhores. Blumenau – e quase todo o Vale – chorava e lamentava a perda da Estrada de Ferro Santa Catarina (EFSC) em 13 de março de 1971, erradicada pelo mesmo Governo Federal cujos feitos eram enaltecidos por Netto. Não se sabe se a visita de Amaral foi antes ou depois da erradicação, o que nos faz evitar de culpabilizar O Repórter por negligenciar o fato (e se ele esteve mesmo no período pós-erradicação, não surpreender-me-ia ignorar o fato. Trata-se de uma publicação ufanista, sem contar os pontos negativos relacionados as decisões do governo, como de costume).
Aos amigos de A BOINA, transcrevemos aqui, com as imagens originais, o texto de Amaral Netto sobre Blumenau, tal como publicado naquela edição oito da revista. Algumas das imagens aqui já foram compartilhadas pelas redes, como as da Empresa Industrial Garcia e na portaria de saída da Hering, apenas sendo aqui a comprovação de que Amaral Netto estava nelas. Alguns parágrafos foram criados para facilitar a leitura e alguns termos escritos ou acentuados segundo as regras antigas do português foram alterados.
Vale agradecer imensamente também o amigo e mentor Adalberto Day, que possuía a revista em seu riquíssimo acervo e que, hoje, está sob a responsabilidade deste jornalista para cuidar e divulgar como uma importante peça histórica.
Vamos à reportagem
:Blumenau: Tradição e Progresso se unem pelo Brasil
 A clássica imagem da EIG e da Rua Amazonas, sendo “explorada” por Amaral (de costas, de terno cinza). Circulada por várias vezes em blogs e fanpages do Facebook, a imagem saiu da publicação do jornalista (Reprodução / Adalberto Day)(Amaral Netto / 1971).
Quatro anos depois de descoberto o Brasil, o sul já era objeto de interesse dos pioneiros da nossa colonização. Data dessa época a primeira exploração do litoral catarinense, chefiada por um francês .Dez anos depois, com Martim Afonso de Sousa a frente, os portugueses passaram a dar atenção àquela faixa do litoral brasileiro, mas não chegaram a fixar-se ali.
A expedição foi mais de reconhecimento, já que o interesse imediato eram pedras e metais preciosos. Três décadas se passaram, até que em 1541 coube ao espanhol Cabeça de Vaca (Álvar Núñez Cabeza de Vaca) ocupar a Ilha de Santa Catarina – onde hoje se encontra Florianópolis -, ocupação efetuada com náufragos e desertores, mas que, felizmente, em nada desmereceu a colonização daquele pedaço da terra brasileira.
Estamparia  na E.I. Garcia, vistos de perto por Amaral Netto e senhor Sylvio de Oliveira - representando a EIG - durante sua visita a empresa (Reprodução / Adalberto Day)
A colonização efetiva ensaiou os primeiros passos no começo do século XVII, definida e consolidada com a fixação ali, um século mais tarde, de uma guarnição militar. Não havendo atrativos maiores para os colonizadores, à falta do grande objetivo de então, a cobiçada “riqueza à flor da terra”, passavam-se os ano e as terras catarinenses continuavam sem atenção maior da Coroa.
E foi só na segunda metade do século XIX que um fato marcante ocorreu na história de Santa Catarina: A chegada, ali, de um representante da Sociedade Protetora dos Imigrantes Europeus, desembarcado no Rio Grande do Sul, vindo de Hamburgo. Tratava-se de um jovem alemão, recentemente formado em filosofia, Hermann Bruno Otto Blumenau. Veio para observar a situação dos imigrantes já estabelecidos no sul; observou e se convenceu de que o Brasil, Santa Catarina especificamente, merecia uma atenção especial.
 Na fachada da Artex, uma mostra dos produtos que conquistavam o Brasil e o mundo. Um ano antes, em 1970, Norberto Zadrozny era condecorado com a Ordem de Rio Branco e era eleito como o “Homem de Vendas” daquele ano, segundo a ADVB (Reprodução / Adalberto Day)
(Hermann) Chamou a si a responsabilidade de organizar um plano de colonização depois de ter visitado demoradamente a província e ter penetrado pelo Vale do Itajaí adentro. Resultado: Á vista de todos, e em tempo recorde, surgiu uma civilização nova, uma nova concepção de trabalho. Os alemães ali estabelecidos criaram as condições para um progresso rápido e equilibrado da região: Desenvolvimento industrial, espaldado no desenvolvimento agropecuário. Hoje, passado pouco mais de um século, seus habitantes têm nomes estrangeiros, mantêm alguns costumes estrangeiros, forma uma paisagem estrangeira, mas são brasileiros de todo o coração, trabalhando com todas as forças pela grandeza do Brasil.
Atacados por índios e animais selvagens, atingidos pelas cheias do rio, sacrificados pelas doenças endêmicas, os primeiros colonos não se deixaram dominar pelo desânimo. Aqui chegaram dispostos a tudo vencer; eles para cá vieram, sabendo que iriam transformar a mata selvagem num centro de civilização, onde a vida lhe fosse mais fácil que na pátria distante. Em poucos anos, atraídos pelas cartas de parentes e amigos, novos colonos se instalavam no Vale. Vinham ver de perto os encantos, a beleza, a fertilidade daquela terra brasileira. Blumenau começava a crescer. Casas de madeira e de alvenaria já eram os sólidos alicerces do que viria a ser a grande cidade de hoje.
Rua Ângelo Dias, nos tempos de recanto residencial (Reprodução / Adalberto Day)
Dez anos decorridos e Blumenau começava a a viver sua vida própria: Trabalhadores especializados movimentavam olarias, fábricas de cerveja, de vinagre, de charuto, engenhos de açúcar e de farinha. Três casas de negócio já atendiam sua freguesia: Uma farmácia e duas hospedarias. No entanto, a vida não era fácil. Se as dificuldades continuavam e se acentuavam, Hermann Blumenau nelas encontrava o estímulo para levar avante o que era a “sua” colônia. Transformada em vila em 1880, Blumenau já tinha cerca de 14 mil habitantes e 3 mil casas. Trinta escolas e mil alunos, muitas casas comerciais, exportação de produtos agrícolas e manufaturados, hospitais, hotéis – tudo isso fazia prever sua elevação a cidade para dentro de pouco tempo.
Na Hermann Hering, Netto fazendo a típica pose de “europeu” diante de uma charrete. Tempos em que Blumenau parecia mais européia do que brasileira (Reprodução / Adalberto Day)
Mas dentro de pouco tempo, muito pouco tempo, chuvas seguidas e violentas transbordaram o Itajaí: Blumenau foi quase totalmente destruída. Um jornal da época assim se expressava sobre a catástrofe: “As águas do Itajaí subiram a tal altura e tão repentinamente, que a maior parte dos atingidos mal pode salvar a vida”. Três anos depois, era instalado o Município de Blumenau, Isso em 1883.
Quando O Repórter chegou ao Vale do Itajaí sentiu o mesmo deslumbramento das outras vezes – já é a terceira vez que lá vai. A natureza, exuberante; o verde, mais verde; o ar, mais puro. A medida que sobe o Itajaí mais se entusiasma com a opulência, a fertilidade das terras banhadas pelo grande rio. E alcança Blumenau, a “cidade dos três impérios”, no dizer do Repórter, a cidade das bicicletas, a cidade de telhados quase verticais, sótãos, janelas envidraçadas e jardins floridos. Ali estão os traços marcantes do espírito germânico. O espírito europeu ali está vivo, como vivo é o colorido das formas especiais de expressão, misto de alemão e português, num interessante fenômeno de aculturação.
 Antiga fachada da Teka, em 1971… (Reprodução / Adalberto Day)

 …e a fachada da Cristais Hering, também visitada por Netto (Reprodução / Adalberto Day)
Amaral Netto na saída de turno de trabalho na CIA. Hering ( Foto Adalberto Day)
O Repórter desembarca em Blumenau. Dos seus quase 90 mil habitantes, a maioria se encontra entregue ao trabalho. Blumenau não pode parar. Alguns setores trabalhar em regime de 24 horas. O Brasil, de norte a sul, já se acostumou a receber as malhas, os cristais, os produtos alimentícios e os instrumentos musicais de Blumenau. Seus homens de negócio já se instalaram em São Paulo e Paraná. Suas indústrias já estão no Nordeste. Um jovem industrial blumenauense agraciado com a medalha da Ordem do Rio Branco, por mérito como exportador, é eleito o Homem de Vendas de 1970 (Norberto Ingo Zadrozny, da Artex).
Netto observa a ordenha de vacas no que parece ser as instalações da Cia Jensen, uma das titãs industriais de Blumenau naqueles idos (Reprodução / Adalberto Day)
O fabulosamente rápido desenvolvimento da cidade com que Hermann sonhou, exigiu e já é controlado por computador eletrônico. Todas suas indústrias estão em fase de expansão. Pois não bastam as exportações só para os Estados Unidos, Mercado Comum Europeu e países latino-americanos. Blumenau quer e vai levar para todo o mundo o nome do Brasil. O nome do Brasil Grande.
Texto ANDRÉ BONOMINI do Blog A Boina https://goo.gl/WYzu8U
Revista Amaral Neto nº 8 – reportagem em dezembro de 1970, lançado no início de 1971 : "O Repórter"  

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

- O Crime da Mala!

Blumenau,9 maio de 1955.
O CRIME DA MALA em Blumenau
A população desta cidade continua vivamente impressionada com o “Crime da Mala”, praticado pelo dentista Emílio Martins¹ contra Nemo Pacher. O fato já foi divulgado pela imprensa, com todos os detalhes.
Concluiu o relatório policial que houve premeditação no crime de latrocínio. O dentista atraiu a vitima  ao seu consultório para roubá-la. Com uma “chave Inglesa” vibrou violentas pancadas instantaneamente. A seguir colocou o cadáver dentro de uma mala (com o objetivo de ocultar o crime) em que iria, com toda a certeza, enterrá-la com o seu conteúdo macabro, em algum terreno baldio. Quando, porém, pretendia colocar o cadáver de Pacher na mala, um vizinho, Osny Borges, que ouvira os gritos da vitima, e que mora no pavimento superior ao consultório dentário, foi ver o que estava sucedendo. A porta do consultório não estava fechada a chave. Osny colocou a mão na maçaneta e abriu a porta. Foi, então, que presenciou o quadro horroroso.
Imediatamente abandonou o local e avisou a Polícia, que prendeu o bárbaro assassino, que confessou friamente o seu hediondo crime. (M).
Enviado por  André Mrozkowski  jornal A NAÇÃO, edição de 3 de maio de 1955
CONDENADO Á REVELIA
BLUMENAU, 19. O Tribunal de Júri condenou, à revelia, o dentista Emílio Martins, a 25 anos de prisão. Como se recorda, Emílio, em maio do corrente ano, atraiu ao seu gabinete dentário o cidadão Nemo Pacher, que sabia possuir a quantia de 145 mil cruzeiros, assassinando-o e roubando aquela importância. O dentista foi preso e recolhido à cadeia pública de onde, dois meses após, fugiu, sendo, por isso, julgado à revelia. (M)
O Crime aconteceu na edificação da Rua João Pessoa, esquina com rua Mafra. O Assassino foi capturado tentando fugir pelo beco Tijucas (hoje Rua Tijucas), próximo ao local do crime.

¹ Emilio Martins foi condenado e cumpria pena na penitenciária em Florianópolis.   
MRoeck Röck O CRIME DA MALA EM BLUMENAU.
(Correio da Manhã - Rio de Janeiro - Terça Feira - 10 de maio de 1955. pag 20/30.
MRoeck Röck Correio da Manhã - Rio de Janeiro - Domingo -20 de Novembro de 1955 pg. 10/114.
"CONDENADO À REVELIA"

Grupo Antigamente em Blumenau enviado por José Geraldo Reis Pfau.

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