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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

- Waldemar Hinkeldey

Introdução:
Adalberto Day
Em histórias de nosso cotidiano apresentamos hoje um exemplo de ser humano e dedicação de nossa comunidade. O Sr. Waldemar (Foto) nascido em Blumenau em 23 de maio de 1940. Seguiu os passos de seu saudoso pai  senhor Oswaldo Hinkeldey regente e fundador do Coral Misto do Garcia, - da Paróquia Evangélica Bom Pastor - Garcia e regente do Coral Misto do Garcia Alto, Progresso.
Após o falecimento do pai, Waldemar assumiu a regência destes dois corais, além de ser o regente de um  Coral Masculino e de um conjunto instrumental da Paróquia Bom Pastor Garcia, dando sequencia com maestria e sabedoria a este trabalho. Aprendeu a tocar violino com seu pai e depois teve aulas de aprendizado complementar de violino no Teatro Carlos Gomes com o professor Leopoldo Kohlbach.
Casou com Lorena Hinkeldey, nascida Metzner e o casal foi abençoado com 2 filhos: Alexandre Luiz que toca flauta transversa e Celso Roberto, cuja filha Isabelle de 8 anos e neta de Waldemar,  já está nos primeiros passos para se tornar uma grande violinista.
         Amigo de trabalho em RH das empresas Garcia e Artex, Waldemar era competente no trabalho e bom amigo. Vinha trabalhar todos os dias com sua bicicleta pintada de preto, e que na época dos anos de 1972/74 no auge da fama do piloto de F-1 - Emerson Fittipalidi que corria com uma Lotus preta, apelidei sua bicicleta de Lotus.
(Os dados que se segue foi repassado por Osmar Hinkeldey irmão de Waldemar.)
Foto início dos anos 19(60) Coral Misto fundado em 15 maio de 1951 pelo Sr. Oswaldo Hinkeldey
Da esquerda para a direita: Frederico Moeller, Wiegang Rüdiger, Curt Labes, Willibert Bewiahn, Hugo Kertischka, Ingo Eskelsen, Oswaldo Hinkeldey (regente), Hermann Roeder, Alfredo Roepcke, Rodolfo Roepcke, Geraldo Hinkeldey, Raulo Fischer, Ralf Gauche. Lore Ebeling, Ilma Iten, Anemarie Iten, Schwester Martha Kunzmann, Tecla Kertischka, Helga Dorow, Sidonia Moeller, Erna Moeller, Anna Firzlaff, Maria Kertischka, Iracema Hinkeldey, Iris Sandner, Irmgard Freygang, Irma Roeder, Erica Schiphorst, Adele Hinkeldey e Andolina. 
 
A “Streichorchester” [orquestra de cordas].formado por volta de 1932 – O Sr. Oswaldo Hinkeldey está sentado à esquerda da bateria com o violino na mão


Waldemar com sua netinha Isabele de 6 aninhos (na época) apresentando uma peça musical dia 24/12/2012 na Paróquia Bom Pastor Garcia.
Foto: Celso Roberto Hinkeldey, filho de Waldemar.
 
A imagem mostra a casa de 1912 da família Hinkeldey - Osmar e Waldemar Hinkeldey no dia 16/06/1976 na Igreja Nossa Senhora da Glória participação no casamento de Dalva e  Adalberto Day.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

- Vídeo Férias no Sul

Vídeo  do filme de 1967 - "Férias no Sul" postado no YouTube por  Anthar Cesar Hartmann, comerciário.
Para acessar e ver o filme clique no link:

Caso queira saber mais dados técnicos antes de assistir o vídeo leiam:
COMO SURGIU A IDÉIA DO FILME
Em 1966 o cineasta Reynaldo Paes de Barros resolveu realizar um filme em Blumenau. Ele mesmo elaborou o roteiro, que foi batizado de “FÉRIAS NO SUL”.
O filme conta a história de Celso, um estudante carioca que a convite de um amigo vem passar suas férias em Blumenau. Aqui, conhece duas mulheres: Helga, uma bela alemãzinha de Blumenau e Isa, voluntariosa escritora paulista. Ele se envolve com as duas e a história, contrariando o tradicional final feliz, termina em tragédia ...{...}. 
O ELENCO
Quando chegou a Blumenau, Reynaldo Paes de Barros revelou os nomes do elenco suporte de “Férias no Sul”:
O galã seria um jovem e promissor ator chamado David Cardoso, que ninguém ainda conhecia. David até então havia feito apenas pequenos papéis em filmes de Mazzaropi, mas tinha a vantagem de ser conterrâneo do diretor. Ambos eram de Mato Grosso.
A atriz paulista Elisabeth Hartmann, esta sim bastante conhecida, foi incluída depois no elenco.
Para a mocinha do filme Reynaldo não abriu mão de escolher uma blumenauense. Teria que ser loura, rosto angelical, saber representar. A escolha recaiu em Dagmar Heidrich, miss Blumenau na época (mas nascida em Timbó), que acabou sendo contratada.
Cláudio Viana veio de São Paulo e fez uma ponta no início do filme. O restante do elenco foi todo ele constituído de atores da comunidade blumenauense, gente conhecida, como o temido secretário do Colégio Santo Antônio, Franz Pult, ou pessoas simples, que apareceram apenas em “pontas”.
O quadro principal dos atores era o seguinte:
David Cardoso, Dagmar Heidrich, Cláudio Viana, Elisabeth Hartmann, Sheila Weyckert, Marly Busch, Heinz Talmann, Célia Kolbach e Rute Vieira.
Participaram mais os seguintes integrantes da comunidade blumenauense:
Guenther Deeke, Franz Pult, Walmor Reis, Mara Heidrich, Eliane Pereira, Virginia Ramos, Carmen Krueger, Bernardete Cruz, Deocelia Cunha, Maria H. Pimenta, Maura Souza, Suely Weidgnant, Linda Schwab, Rosa A. Mosimann, Beatriz Schroeder, Gertrude Knihs, Pedro Reis, Hélio Telles e Ingrid Heckelmann.
Estes foram os nomes creditados no elenco, que consta no começo do filme.
A EQUIPE TÉCNICA
Oriundo de uma famosa faculdade de cinema norte americana, Reynaldo queria alçar um vôo alto. Trouxe alguns técnicos que haviam acabado de participar das filmagens de um seriado de Tarzan, estrelado por Ron Ely, que utilizara a Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, como as selvas africanas.
Os eletricistas foram José Vieira, José Dias e Zivoniri Morovie. Maquinista, Artur Leão.
A blumenauense Sheila Weickert, além de atriz, foi assistente de direção e responsável pela continuidade da produção.
Para cuidar da fotografia, Reynado Paes de Barros contratou Jorge Veras, um profissional de respeito, substituído, durante as filmagens, por Edgar Eichhorn, veterano cineasta alemão, radicado no Brasil, que fez muitas chanchadas da Atlântida com o irmão Franz.
Para Secretária das filmagens foi contratada Magrid Heidrich.
A maquiagem esteve a cargo da profissional Nena.
A trilha musical foi composta por Remo Usai, que estava em voga nas principais trilhas dos filmes brasileiros.
Adendo de Carlos Braga Mueller
Para quem talvez não saiba:
No filme "Férias no Sul", do qual fui um "produtor meio-executivo" (por conta da Prefeitura, onde eu trabalhava na época), houve muitas cenas que indignaram a população. Naquele tempo (1966) Vera Fischer ainda não havia escandalizado o bairro da Velha com seus filmes chamados de pornochanchada (de pornô estes filmes não tinham  nada).
Pois bem: em uma cena do aguardado, e depois prestigiado pelos espectadores, "Férias no Sul", uma jovem saía do baile com o David Cardoso (no seu primeiro filme como ator). Cena seguinte, ela sai de trás de um arbusto e arruma a saia... só isso.  A coitada da moça trabalhava em uma loja de calçados, e de tanto ser "cobrada" mudou-se de cidade.
Outra:
O produtor, Geraldo Mohr, casado com uma blumenauense, perguntou se uma das minhas irmãs poderia participar de uma cena. Não precisava falar nada, bastava ficar sentada em uma das mesas da Churrascaria Palmital. Agradeci e recusei o convite pela minha irmã. Quando o filme foi exibido, David Cardoso e o colega entravam no restaurante e olhavam para uma moça sentada sozinha em uma das mesas. E o colega falava para o Davi mais ou menos isso: "Ela é de programa" !!!!
Aliás, na cena final, em que uma motoneta despenca do Morro do Aipim, o Geraldo insistiu em que  eu emprestasse minha Lambreta para as filmagens. Tive que negar. Era meu único bem e ia deslizar morro abaixo. A salvação foi uma motoneta que o Prosdócimo emprestou. O motorista do caminhão que ia subindo o morro e deu de frente com a motoneta, tinha ponto na Praça Hercilio Luz. Pois ficou nos cobrando durante meses um cachê pela atuação ...
Abraços do Braga Mueller (recordando..,. e vivendo)

Mais postagens referentes o Filme  “Férias no Sul”
Participação Carlos Braga Muller jornalista e escritor/Fotos: João Alberto de Napoli/Colaboração Anthar Cesar Hartmann, comerciário que postou no Youtube. 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

- O Carrossel de Cavalinhos



BAÚ DA SAUDADE
Carlos Braga Mueller (foto)







O CARROSSEL DE CAVALINHOS DA FESTA DO DIVINO EM BLUMENAU 
Por Carlos Braga Mueller
Embora não acompanhe as tradições portuguesas que reverenciam o Divino Espírito Santo, Blumenau sempre teve, na Festa do Divino da Paróquia de São Paulo Apóstolo, um dos seus grandes eventos comemorativos. 
Lá pelos anos 50, 60, era considerada a maior festa do município, antes mesmo da Oktoberfest assenhorear-se deste título.

Dos meus tempos de infância e adolescência me vêm à lembrança momentos inesquecíveis da festa blumenauense do Divino. 
GANHE UM CANARINHO ... NA RODA DA FORTUNA
Um deles me remete à roda da fortuna, que girava de vez em quando com um prêmio muito especial: lindos canarinhos com gaiola e tudo. Aqueles pássaros possuíam uma cor amarela inconfundível,  que só perdia para a qualidade canora das avezinhas. Dizem que um dos frades franciscanos, um bem velhinho, incumbia-se de cuidar dos canários durante o ano todo, até que chegasse o dia da festa, quando eles estavam no “ponto”.
Pobres canários, enjaulados, sorteados e levados sabe Deus para onde ! 
O CARROSSEL
Outra atração da festa era o Carrossel, montado religiosamente uma semana antes.
Nos meus dez anos, eu frequentava catecismo da igreja matriz, era cruzado eucarístico e acompanhava, dia após dia, a montagem do carrossel e a colocação dos cavalinhos que faziam parte do brinquedo.
Quando o carrossel era acionado, os cavalos subiam e desciam, numa cavalgada de puro sonho para a criançada.
Era comum  um pequenino sentar-se na sela e rodar sendo segurado pela mãe.
DISNEY ENTRA NA RODA
foto - (atriz no cavalinho) - texto: Disney, interpretado pelo ator Tom Hanks, revela seu brinquedo favorito na Disneylândia: o carrossel.
No filme “Walt e os Bastidores de Mary Poppins” (Saving Mr. Banks), de 2013,  Walt Disney, protagonizado por Tom Hanks, tenta convencer  Pamela Lyndon Travers, ou P.L Travers como assinava nas historinhas de Mary Poppins, a vender-lhe os direitos desta personagem para realizar um filme musical .
Foram quase 20 anos de insistência do aclamado desenhista, até que Travers concordou.
O filme musical “Mary Poppins” foi realizado e lançado em 1964, constituindo-se em um dos maiores líderes de bilheteria do cinema, lembrado e assistido até hoje em DVD e Blu-Ray.
Em determinado momento do filme “Walt e os Bastidores de Mary Poppins” o criador do Mickey leva a autora para visitar a Disneylândia. E confessa que o seu brinquedo favorito é o Carrossel de Cavalinhos !!!
Os dois acabam entrando na roda, ela cavalgando o corcel de mentirinha, um enlevo que transporta a criadora de Mary Poppins a momentos de sua infância, nos braços do pai, cavalgando um portentoso cavalo branco pelas planícies australianas.

A preferência de um mago da diversão, como Disney, criador dos maiores parques temáticos do mundo, por um simples “carrossel de cavalinhos” é a prova evidente que todos nós, seres humanos, vivenciamos em nossas infâncias um momento inesquecível: o de cruzar com um carrossel de cavalinhos !
E onde eles ficaram ? Hoje em dia só se pensa em colocar nos parques brinquedos que mexam com a adrenalina.
Enquanto isso, a maioria dos carrosséis restaram apenas na lembrança. Como esta, que acabo de narrar.

Arquivo e texto de Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor. Antigamente em Blumenau. 

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