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terça-feira, 30 de abril de 2013

- Ponte do Salto

Mais uma participação exclusiva do jornalista e escritor Carlos Braga Mueller. Hoje o texto é sobre a Ponte Do Salto 

AS PONTES DE BLUMENAU 
O assunto "pontes" em Blumenau é emblemático. Muito se fala, e discute sobre uma nova ponte ligando o centro da cidade ao bairro da Ponta Aguda.
Sem entrar no mérito desta questão, hoje vamos nos reportar à primeira ponte construída sobre o Rio Itajaí Açu, no Salto Weissbach, em Blumenau: a ponte "Lauro Müller", mais conhecida como "Ponte do Salto", que teve seus pilares de granito levantados a partir de 1896, quando era governador Hercílio Luz. A estrutura metálica veio da Alemanha, pesava 155 toneladas, e só chegou a Blumenau em 1911.
Mais dois anos passariam até ser concluída.
1913 - Inauguração
Finalmente a Ponte do Salto Weissbach, ou Ponte do Salto, ou Ponte Lauro Müller foi inaugurada, em 29 de junho de 1913!
Iniciava-se um ciclo de pontes cujas construções  se caracterizariam pela demora em ser concluídas.
A Ponte do Tamarindo, ou Ponte Vilson Kleinubing, um projeto de 1970, começou a ser construída em maio de 1992. Parte da estrutura ruiu sobre a Rua 2 de Setembro em fevereiro de 1996. Só foi inaugurada em dezembro de 1999.
A Ponte do Badenfurt, iniciada em janeiro de 2011 tinha prazo para ser entregue pronta: dezembro de 2012. Este prazo foi prorrogado para abril de 2013. Hoje (abril de 2013) só Deus sabe quando poderá ser aberta ao tráfego! 
1896, FINAL DO SÉCULO 19 
Hercílio Luz devia a Blumenau o sucesso de sua carreira política. Foi quando morava aqui que começou a enveredar pelos meandros políticos.
Por isso, dizem que como gratidão, autorizou o Governo do Estado a construir uma ponte no Município, sobre o Rio Itajaí Açu.
Era um projeto arrojado: a ponte teria um comprimento de 200 metros e a estrutura metálica viria da Alemanha.
Promessa feita, projeto elaborado.
Os blumenauenses só não contavam com uma espera de quase 18 anos para ver a obra pronta!
Naquele tempo o município de Blumenau ainda possuía sua extensão inicial, mais de 15 mil quilômetros quadrados (hoje temos apenas 500), e "tinha uma arrecadação anual de pouco mais de 60 contos de réis", segundo o historiador José Ferreira da Silva, ou seja, já naquela época o Estado precisava socorrer os municípios na construção de obras públicas.
Infelizmente, apesar da sua extrema boa vontade, Hercílio Luz só conseguiu construir durante seu governo os enormes pilares de pedra que, em 1911, receberiam a estrutura metálica.
Pela demora na sua conclusão, três engenheiros foram responsáveis pela obra: ela começou com Henrique Krohberger, continuou com a supervisão de Emílio Odebrecht e finalmente os serviços de engenharia foram entregues a Rodolfo Ferraz.
1938
O tempo foi passando e a Ponte do Salto continuou servindo muito bem aqueles que queriam acessar o outro lado do rio.
Ir do Salto Weissbach para o Salto do Norte ficou fácil.
SEM MANUTENÇÃO, PONTE DESABA  
Em 1980 surgiram advertências sobre as corrosões na estrutura da Ponte do Salto.
_________
ALMANAQUE DO VALE | Jackson Fachini
30/04/2013
Ponte Lauro Müller
 Vista da Ponte do Salto após parte da estrutura desabar quando um caminhão carregado de madeira atravessava a estrutura, no início de janeiro de 1982. Ao fundo, na parte mais alta da foto, a área onde hoje está localizado o prédio do Jornal de Santa Catarina, na Rua Bahia, em Blumenau. (Imagem: Arquivo/Santa)
Só um ano depois, em dezembro de 1981, a Prefeitura anunciou a reforma da ponte. Não deu tempo.
Um mês depois, no dia 5 de janeiro de 1982 parte da ponte ruiu.
1982 - CLIC RBS - Jornal Santa Catarina
O Jornal de Santa Catarina de 06 de janeiro de 1982 noticiava:
"A cabeceira da Ponte do Salto do lado da Rua Bahia, construída com pedras e arcos de ferro, caiu ontem (5/1) numa extensão de 30 metros, por volta das 17,40 h., no momento em que passava um caminhão Chevrolet carregado com uma laje pré-moldada com tijolos, de 80 m. quadrados, pesando aproximadamente 4,5 toneladas e que se destinava à construção de uma residência na Rua Guilherme Jensen, na Itoupava Central."
Felizmente, apesar do susto, motorista e dois passageiros não se feriram! 
UMA PONTE NOVA ... E MODERNA 
E agora? Recuperar a ponte velha ou construir uma nova?
Muitos batalhavam pela construção de uma ponte mais moderna, com muitas pistas,  cujo traçado ficasse próximo da Ponte do Salto, para atender a mesma demanda das travessias.
O jornalista Luiz Antônio Soares tomou as dores da antiga ponte e publicou uma série de reportagens no Jornal de Santa Catarina sob o título "Ponte do Salto", defendendo a reconstrução da ponte, mantendo-se as suas características originais.
Depois de muita discussão envolvendo comunidade, políticos, rodas de cafezinho, venceu esta proposta.
Tanto assim que Luiz Antônio Soares recebeu o cobiçado Prêmio Esso de Reportagem - Regional Sul, de 1982, conferido em razão das matérias que escreveu sobre o patrimônio histórico que representava a Ponte do Salto Weissbach para Blumenau.
Ela foi reinaugurada no dia 8 de março de 1983.
É bem verdade que as características não ficaram exatamente como eram na ponte original. O leito recebeu camada asfáltica. Foi-se o encanto da madeira estalando ao passar dos carros e carroças!  Em contrapartida, foi acrescida uma passarela para pedestres, nada original, mas essencialmente utilitária.
Mesmo assim, a Ponte Lauro Müller chama a atenção de turistas, porque uma travessia tão extensa, coberta, não se encontra com muita frequência. 
Blumenau poderia muito bem explorar melhor e turisticamente a Ponte do Salto, mostrá-la para os visitantes, contando-lhes um pouco da sua atribulada história.
Para saber mais acesse clicando em:
Texto Carlos Braga Mueller/Arquivo Adalberto Day 

terça-feira, 23 de abril de 2013

- Favela Farroupilha

Introdução:
Favela Farroupilha  em Blumenau
Hoje apresentamos informações que muitos na cidade desconhecem. As favelas localizavam-se nas faldas do morro da Caixa D’água, onde estabeleceram o Museu da Água.
Os assentados eram de todas as etnias, ideologias, e vieram, na sua maioria, à nossa cidade para trabalhar na construção da Estrada de Ferro e Ponte de Ferro “Aldo Pereira de Andrade.” A eles nosso respeito e carinho, pois souberam com seu trabalho obter sustento às suas famílias, além de contribuir para o crescimento de nossa querida Blumenau.
Adalberto Day

A foto entre 1947/48 retrata o Morro da Caixa d'água  com os assentamentos da Farroupilha no costado leste do dito  morro, ou seja, visto da margem esquerda do rio Itajaí Açu  - de algum ponto antes do túnel EFSC. Existiam em torno de 102 barracos.
Entre 1947/48 Foto AHJFS
Foto entre 1947/48 - AHJFS
“Existia em Blumenau uma favela no morro da caixa d'água. (Onde hoje se localiza a ETA 1, ao lado da ponte de ferro Aldo Pereira de Andrade). Essa favela era conhecida como a Farroupilha. Era um tratamento pejorativo, porque farroupilha significa maltrapilho, mas acabou tendo, também, uma característica sentimental.
Acontece que era ali, naqueles barracos na barranca do Rio Itajaí Açu, que estavam os mais apaixonados torcedores do Brasil/Palmeiras E.C./BEC., e por isso foi formada a "Torcida Farroupilha". 
O interessante é que pobres e ricos se uniam nessa torcida e quando o Palmeiras enfrentava seu arqui rival, o G.E. Olímpico, a torcida farroupilha desfilava pela rua quinze com batuques e bandeiras do clube, em um pré-desafio ao time grená da Alameda Rio Branco.
Foto 1938 - Frederico Kilian
A favela Farroupilha foi "desativada" pela Prefeitura em 1949, visando "embelezar" a cidade para festejar o seu centenário em 2 de setembro de 1950. A maioria dos moradores foi deslocada para outro morro, o da Rua Araranguá (o então Beco Araranguá), conta o escritor e jornalista Carlos Braga Mueller”.
 “Parte do terreno onde estabeleceram a Farroupilha do costado leste do Morro da Caixa (Com bem menos choupanas que no lado oeste), pertenceu  ao sr. Bruno Kadletz e o da parte oeste do costado  era propriedade do sr. Roberto Baier. Longa foi a demanda judicial mantida pelo Roberto Baier para ver-se imitido na posse do terreno tomado pelos trabalhadores.
Vieram de todas as partes do sul do país, não houve predominância regional. Procuravam trabalho e a EFSC contratava para executar a PONTE e o  TÚNEL, além da própria via férrea elevada. Recordemo-nos que tratores não havia, os  trabalhos eram executados com picareta, pá e carrinho de mão, enfim no braço.
A primeira Foto deve ser dos anos 1947/48, logo antes da sua erradicação . No   alto do morro, junto às instalações da caixa d'água, pode ser observada a construção que serviu de residência ao responsável pelo tratamento da água, o sr. Reinoldo Althoff  e família” nos relata Niels Deeke, memorialista em Blumenau.
Arquivo : Bruno Kadletz/Frederico Kilian/Arquivo Histórico José Ferreira da Silva AHJFS
Colaboração: Niels Deeke/Carlos Braga Mueller/José Geraldo reis Pfau

segunda-feira, 15 de abril de 2013

- Raridades de Colecionadores do Esporte

Raridades do álbum Teixeirinha
As figurinhas avulsas enviadas pelo Publicitário José Geraldo Reis Pfau “Zé Pfau”, são duplas do álbum – O craque Eterno Teixeirinha, que circulou entre 1964/1966. Figurinhas doadas ao Pfau pelo Calito Duarte.
As imagens são de 1963,  sua circulação foi no final do ano de 1964 até 1966 - pelo grande sucesso que fazia em toda região de Blumenau.
Foram momentos de pura nostalgia que eu e muita gente pudemos conviver e vivenciar na construção e preenchimento do Álbum composto por 168 figurinhas, 20 páginas, 14 Clubes.
A primeira página, a capa do álbum com Teixeirinha, a segunda Osni Melo então presidente da Federação Catarinense de Futebol, a terceira os estádios do Palmeiras Esporte Clube e do Grêmio Esportivo Olímpico de Blumenau. A quarta imagem time do Palmeiras Esporte Clube de Blumenau, seguidos do Grêmio Esportivo Olímpico de Blumenau - Sociedade Desportiva Vasto Verde do Bairro da Velha em Blumenau - Amazonas Esporte Clube do bairro Garcia em Blumenau Guarani Esporte Clube do Bairro Itoupava Norte de Blumenau , Sociedade Desportiva Floresta da cidade mais alemã do Brasil Pomerode - Clube Atlético Tupi da cidade de Gaspar - Sociedade Desportiva Recreativa União da cidade perola do Vale de Timbó – Clube Atlético Carlos Renaux da cidade berço da fiação catarinense Brusque - Clube Esportivo Paysandu da também cidade berço da fiação catarinense Brusque, - Caxias Futebol Clube da cidade Manchester Catarinense de Joinville - América Futebol Clube da Manchester Catarinense de Joinville, - Clube Náutico Barroso da cidade portuária de Itajaí.- Clube Náutico Marcílio Dias da cidade portuária de Itajaí, seguidos  - Estádios do Guarani Esporte Clube da Itoupava norte, do Amazonas Esporte Clube do Bairro Garcia ( o mais belo da Região) e do Vasto Verde do Bairro da Velha, - Seleção Catarinenses de 1960, completando a contra capa.

São 127 figurinhas avulsas e que estão assim distribuídas:
Palmeiras 5, Olímpico 8, Vasto Verde 5, Amazonas 10, Guarani 8, Tupi 8, Floresta 15, União 13, Carlos Renaux 6, Paysandu 9, Caxias 17, América 4, Barroso 8, Marcílio Dias 11, total= 127

Estamos registrando 1  jogador de cada clube que foram destaques no Álbum.
6 Delucas do Palmeiras. 15 Nilson Gruel do Olímpico (a figurinha mais difícil em Blumenau). 33 Ataci do Vasto Verde. 47 Meyer do Amazonas. 51 Leonardo Guarani. 80 Orlando do Tupi.
66 Goede do Floresta. 94 Zeca do União. 105 Teixeirinha do Carlos Renaux. 119 Nilo do Paysandu.
130 Norberto Hoppe do Caxias. 135 Nilton do América. 150 Nelinho do Barroso. 164 Ratinho do Marcílio Dias.
Para saber mais acesse:
http://adalbertoday.blogspot.com.br/2010/03/album-teixeirinha.html
Figuras avulsas enviadas por José Geraldo Pfau. Doadas por Calito Duarte/Arquivo de Adalberto Day/ e colecionador do álbum em referencia.

sábado, 6 de abril de 2013

- Roberto Carlos

 Crédito: Patrick Rodrigues/Agencia RBS
Esse cara sou eu
A apresentação de Roberto Carlos em Blumenau dia 04/abril/2013 foi um sucesso, um show a parte, com mais de  5 mil pagantes, no Parque Vila Germânica.
Não pude comparecer devido ainda às muitas sequelas pós-câncer na Rinofaringe. Mas quero aqui deixar registrado todo meu entusiasmo e carinho pelo grande cantor.
Livro lançado em 2006 e proibido em 2007
Breve História
Roberto Carlos o “Zunga” na infância, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim (ES) no dia 19 de Abril de 1941.
As músicas Divã, traumas, falam de seu acidente aos 6 anos em junho de 1947. Na época após assistir um desfile escolar junto a sua coleguinha “Fifinha”, atrás deles uma velha locomotiva a vapor, começou a fazer uma manobra lenta para pegar o outro trilho. Uma professora temendo a segurança daquelas duas crianças próximas ao trem em movimento, gritou para elas saírem dali.
A professora avançou e puxou a menina que caiu sobre a calçada. Roberto Carlos se assustou com aquele gesto brusco e recuou, tropeçou e caiu na linha férrea. A professora ainda gritou desesperadamente para o maquinista parar o trem, mas não houve tempo. A locomotiva avançou por cima do garoto que ficou preso embaixo do vagão, tendo sua perninha direita imprensada sob as pesadas rodas de metal.
O maquinista freou o trem para evitar consequências ainda mais graves ao garoto RC, que apesar da gravidade teve sangue frio para segurar uma alça do limpa trilhos que lhe salvou a vida, mutilando parte de sua perna.
Até os 15 anos andou de muletas. Foi acudido por algumas pessoas, mas principalmente por Renato Spíndola, que o levou ao hospital.
Esse momento trágico de sua vida ele iria registrar anos depois no verso de sua canção, O Divã, quando diz: “Relembro bem a festa, o apito/ e na multidão um grito/ o sangue ao linho branco...”
Citando outra canção “Traumas”,1971 diz RC: “delírio da febre que ardia/no meu pequeno corpo que sofria/sem nada entender...”.
Adalberto Day 2007 - exposição do RC
Teve mais dois acidentes com carros (1964 e 1966) no início da carreira com vitimas em 1964. Até os anos 70 (século 20) era chamado “Rei da Juventude”.
A primeira vez que RC cantou foi numa manhã de domingo, pouco depois das nove horas no mês de Outubro de 1950. Foi em uma emissora de rádio em Cachoeiro de Itapemirim interior do Espirito Santo, programa infantil da ZYL-9,Rádio Cachoeiro.
Quem incentivou ir ao programa infantil, foi sua mãe Laura, e  ele foi com uma roupinha costurada por ela...e educadamente cantou..[...] “Tú no sabes cuanto te quiero/ tú no sabes lo que yo tengo para ti/ tú no sabes que yo te espero para darte/ amor, amor, amor y mas amor...”.
Como premio ganhou um punhado de balas... e estava muito nervoso. Assim desistiu de ser desenhista ou Doutor como sua mãe o incentiva. Seu primeiro ídolo foi o cantor Bob Nelson.
Foi em 1966, que Roberto Carlos ganhou informalmente o titulo de “o Rei da Juventude”. Ele foi ao programa Buzina do Chacrinha, sentou-se em um trono e recebeu a cora de rei da mãos  de sua mãe, dona Laura.
Suas canções são as mais ouvidas no Brasil – e uma das mais ouvidas no mundo América Latina, África e em toda Europa.
E assim o apaixonado torcedor do Vasco da Gama, fez e continua fazendo sucesso e emocionando jovens, adultos dos 8 aos 80 ou mais.
Eu o acompanho desde 1963
Desde garoto (cabelo moda RC) acompanho a carreira do “Rei” Roberto Carlos. Nos idos anos de 1966 ouvia pela Rádio Nereu Ramos de Blumenau, o programa vespertino a “A Hora do Rei”.
Justamente neste ano de 1963, Roberto Carlos gravou seu primeiro LP – embora já houvesse interpretado outras músicas desde 1950, quando se apresentava em rádios.
Cronologia de 1959 até 1962:
JULHO 1959
- Roberto lança pela Polydor seu primeiro disco com 78 rotações, duas músicas de autoria de Carlos Imperial:
 “João e Maria" e "Fora do Tom"

JULHO 1960
- Roberto Carlos recém-contratado pela Columbia grava nos estúdios da Rua Visconde do Rio Branco, no centro do Rio, as músicas "Canção de amor nenhum" e "Brotinho sem juízo".
OUTUBRO 1961
- Na parada de sucessos, como uma das mais pedidas no Rio de Janeiro, Roberto Carlos aparece com a música Louco por você.
FEVEREIRO 1962
- Roberto Carlos, que também está se tornando mania entre os brotos cariocas, seu disco é  classificado como "o melhor da música jovem", pela Revista do Rádio.
Com o sucesso de vendas de ”Malena”, Roberto alugou um apartamento na rua Gomes Freire, para onde vai com a família, saindo em definitivo do Lins”
______________________ 
Devido a um anel que RC usava (moda da época), muitos fuscas foram alvos da retirada daquela pecinha que jogava água nos vidros da frente, conhecido como “brucutu” - era a capa metálica do equipamento de esguicho de água no para-brisa de fusca que eram "roubados" e feitos anéis.
Usava cabelos compridos tipo Roberto Carlos (ele era o cabeludo da moda/moda dos Beatles), mas para nós ele era o nosso modelo e cabelo de jovem.Cantava suas músicas junto com outros colegas. Um deles que imitava bem era o Valério Sestrem, e assim ganhávamos a simpatia das meninas na época.
Temos em nosso acervo 48 CDs, 32 LPs,1 Compacto Disco (Raro), 3 DVDs, 4 Chaveirinho, 2 Calhambeques, 1 Livro que ele proibiu a venda, mas conseguimos um exemplar antes que fossem todos retirados das livrarias.
Assistimos Shows, fomos a exposições.
Roberto Carlos em 1965 se apresentando no Estádio do G.E. Olímpico - Concedendo autógrafos.
Arquivo/Suelita Beiler/Antigamente em Blumenau
O ano de 1965, ainda seu prestigio não era tão grande, ele veio cantar no Estádio do Grêmio Esportivo Olímpico – na baixada em Blumenau. No final do show, ficou em pé junto à calçada aguardando uma condução (táxi) para leva-lo ao Hotel,
“Quem conta essa história é Paulo Guilherme Pfau” que na época tinha o programa jovem de maior audiência na cidade através da Rádio Alvorada (emissora de seu pai Osmar Pfau neste ano) O show acabou e o Paulo Guilherme ficou na calçada da Alameda conversando com o RC.
Neste ano Roberto Carlos foi contratado pelo empresário Samuel August, blumenauense, para show comemorativo ao dia das mães. Era o dia 9 de maio, estava apenas com uma guitarra, sem banda. O Calhambeque era sua música mais conhecida. Esta foi a primeira vez que o “Rei” ainda não tão consagrado passou pela nossa cidade.
Depois vieram tantos outros – Detalhes, Quero que vá tudo para o inferno, Como é grande meu amor por você, Por isso corro demais, Quando, vencedor do Festival de San Remo 1968 na Itália, cantou Canzone Per Te, Um Gato Nel Blu, O Inimitável ainda em 1968, Se você pensa, Eu te Amo, Eu te Amo, As canções que você fez para mim, A Montanha, Jesus Cristo, A Volta, Amada Amante, As curvas da Estrada de Santos, Isolda, Emoções, Cama e Mesa, Nossa Senhora, Amigo, Caminhoneiro, Os botões da Blusa, Taxista, Mulher dos 40 e tantas outras culminando com o “Esse cara Sou Eu”. Sempre bom lembrar-se de seu amigo inseparável Erasmo Carlos “O Tremendão”, e Wanderléa.

O público foi pequeno, 490 pagantes, mas que lotou a sede do Grêmio Esportivo Olímpico. Roberto Carlos chegou a desfilar em carro aberto pela rua Quinze de Novembro, em um Ford A 1928.
Mesmo assim Roberto Carlos foi  atração para os pacatos moradores daquele nostálgico dia. Já cantava junto com Wanderléa, Erasmo e outros, na TV Record - programa “Jovem Guarda”.
Algumas moças da plateia, tentaram “agarra-lo, abraçá-lo e beija-lo”, e até tirar-lhe algum pertence, de vestimenta, elas ficaram enlouquecidas pelo “Brasa Mora”...eu sou Terrível, é bom parar, ...cantava ele.

Mais cinco vezes Roberto Carlos fez shows em Blumenau. Portanto esta apresentação  do dia 04 de Abril de 2013 é a sétima vez que se apresenta em nossa cidade. Antes dessa a última apresentação foi em maio de 2007. Outra que lembro foi em 1998.
“Esse Cara Sou Eu” Letra e vídeo:

Arquivo de Adalberto e Dalva Day
Texto: Adalberto Day/Colaboração José Geraldo Reis Pfau

quarta-feira, 3 de abril de 2013

- Torradinho...torradinho

Torradinho...torradinho.
Por Adalberto Day/cientista social e pesquisador da história.
     Cine Garcia   e   Sorveteria Sibéria
Na nossa infância e adolescência pelos idos anos de 1960/1970, nossa alegria era ir ao Cinema aos domingos a tarde, na matiné das 13h30min, onde havia a troca de gibis no Cine Garcia, Busch e Blumenau.
Logo após assistir à sessão cinematográfica, o público costumava saborear um delicioso sorvete na Casa e Sorveteria Sibéria, do senhor Schoenfelder, que ficava ao lado do Cine Garcia, na Rua Amazonas, Bairro Garcia, em Blumenau, e em seguida se dirigir aos estádios do Amazonas, Palmeiras ou Olímpico.
 Estádio do Amazonas 
Estádio do Palmeiras
 Estádio do Olímpico
Arquibancadas lotadas, na expectativa de um bom jogo. Antes e durante os jogos, vinha os maravilhosos vendedores ambulantes nos oferecer, picolés, pé de moleque, bananinhas, pasteis, pipocas e torradinhas.
Os vendedores eram oriundos das Ruas Araranguá (conhecida como Beco Araranguá), rua Ipiranga (conhecida como rua do Mirador) e rua belo Horizonte (conhecida como rua do Pfiffer).
As vendas de bananinhas, pasteis, pés de moleque e pipocas, eram depositadas em uma caixa de madeira fina retangular, mais ou menos 1,2 m x 0,70 cm, presas com uma tira, que ficava junto ao pescoço do vendedor para facilitar o manuseio e transporte.
E estes humildes jovens, através dos bons ensinamentos, educação, tornaram-se adultos responsáveis, dignos de respeito e admiração.
Também tinha o menino simples humilde o Neves que hoje é um baita de um jornalista - Ilmar das Neves o “Jota” Neves, hoje (2013) do Jornal Folha do Garcia, outro exemplo de bom cidadão.
O trabalho que realizavam, era a pedido de seus pais que assim auxiliavam no sustento da familia. Os garotos tinham 11, 12 anos e na época ninguém comentava de exploração de menores, ao contrário eram elogiados por todos pela disciplina, caráter, responsabilidade em poder ajudar seus pais e irmãos.
Hoje vimos um absurdo de leis que proíbem o jovem de trabalhar antes dos 16 anos.
Sem uma valorização e ensinamento do trabalho, muitos deles ficam a margem da sociedade, cometendo pequenos delitos, e são até usados como laranja na venda de drogas. Ou até mesmo partindo para a drogatização na infância.



Mas quero aqui relatar especialmente o assunto que me veio a criar este texto, hoje de madrugada (02h40min) dia 29/março/2013 em especial aos vendedores de torradinhos. 

Um certo dia no estádio do Amazonas Esporte Clube, lotado em todas as suas dependências, com mais de 3 mil torcedores, eu estava sentado na arquibancada, e lá vinha o simpático vendedor e seus irmãos com suas latinhas com os torradinhos salgados, amendoins, com casca ou sem casca. E num desses jogos, entre Amazonas e Palmeiras, ele estava virado de costa  para o palco do jogo, me vendendo uma porção dos deliciosos amendoins quando, Dico (jogador que veio em 1964 do então campeão estadual (1963) Marcílio Dias para o Amazonas, substituir o grande ídolo Meyer, que havia ido para o Grêmio), fez um golaço de calcanhar, o da vitória de 2x1.
Meyer e Dico
O estádio veio “Abaixo” com a vibração da maioria dos torcedores anilados. O Vendedor de torradinhos, mal viu o gol e como torcedor do Palmeiras ficou triste...mas continuou seu trabalho...torradinho...torradinho.

Conto esta história pois em 2000 trabalhando pela empresa “JULICER” como responsável pela parte administrativa, eis que aparece (nosso personagem) o  vendedor de torradinhos. Ele me cumprimentou e eu educadamente disse a ele “Cara” você é aquele menino que vendia torradinhos nos estádios de futebol? Ele respondeu: sim eu mesmo.
Fiquei emocionado com a educação e seu crescimento profissional,
Isto nos mostra o quanto a educação e o trabalho cedo faz crescer o jovem e leva-lo a um caminho reto, ordeiro e progressivo profissionalmente.

Belos tempos àqueles que fazem parte da minha formação e de muita gente que neste momento faz a leitura e recorda de algo semelhante.
Blumenau,29 de março de 2013  

Arquivo de Dalva e Adalberto Day/ Foto da Sorveteria Sibéria do amigo Fernando Pasold. 

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