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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

- 100 anos de Escotismo em Blumenau

Baden Powel
Eu Adalberto Day digo com muito orgulho que fui escoteiro nos anos de 1965/1966, nas dependências do estádio do Amazonas no Garcia - Grupo Escoteiro Leões.
Texto: Marcos Schroeder Vice-presidente do IHB - Instituto Histórico de  Blumenau.
Dia 13 de Janeiro de 2013 - é comemorado o centenário do movimento escoteiro de Blumenau, cidade onde foi criado o primeiro grupo escoteiro do Sul do Brasil.
Grupo Blumenau -  19 escoteiros que foram a pé até Florianópolis em 1916 
Apenas 6 anos depois de Baden Powel ter iniciado o movimento escoteiro e após três 3 anos de existência do primeiro grupo no País, o professor da Escola Nova (Neue Schule) de Blumenau Curt Böttner, fundou o primeiro grupo na cidade em 13 de janeiro de 1913, composto principalmente por alunos daquela escola. Foi professor de Matemática, Biologia e Ginástica e mais tarde foi promovido a diretor, período no qual a escola construiu sua nova sede, na Rua Nereu Ramos, o atual Pedro II. Böttner nasceu em 25 de setembro de 1887 em Glauchau – Saxônia e faleceu em data ignorada logo após o término da II Guerra Mundial. Casou-se em 1916 com Gertrud Hering, nascida em 01.08.1898 em Blumenau,  filha de Paul Hering. Em 10.08.1917 nasceu seu único filho Harald. Em 1929 a família voltou para a Alemanha fixando-se em Zittau.  
Desenvolveu  inúmeras atividades com os jovens blumenauenses, como os Jogos de Guerra nos morros que circundam a Cia Hering e Altona, exercícios de artilharia (com fogos de artifício)  e cavalaria. Organizou  também  jornadas e expedições, como para o Bairro da Velha pela Rua Mal Deodoro, numa época em que não existia nenhuma  picada nem ponte sobre o ribeirão. Em 18 de julho de 1914  o grupo fez sua primeira apresentação cultural do Teatro Frohsinn composto de canto coral, declamação, piano e ginástica. O evento foi noticiado da seguinte forma pelo Jornal Der Urwaldsbote em 22 de Julho de 1914: O Teatro Frohsinn mal comportava o numeroso público que veio de longe e de perto para assistir a apresentação. Foi realmente um programa muito bonito. Em todo o espetáculo transparecia o espírito escoteiro que logo entusiasmou o público. Após as apresentações de canto dirigidas pelo senhor E. Zimmermann, seguiram-se as declamações, apresentações ao piano e ginástica. Destacaram-se os dois duetos com as canções de ninar apresentadas pelas alunas C. Feddersen, E. Altenburg, R. Müller e pelos alunos A. Lindholm e F. Kilian, todos com muita simpatia. Fortes e merecidos aplausos aos exercícios com bastões das meninas e aos números no trapézio, que apesar da grande dificuldade, foram executados com suavidade e precisão. O ponto culminante do espetáculo no entanto, foram os quadros-vivos, todos referentes à vida escoteira, a alegria no acampamento, o amor ao próximo, etc. Nós nos congratulamos com os jovens e desejamos ao seu chefe, o senhor P. C. Boettner muito sucesso e alegria no futuro.”
Família Böttner - família de Kurt Böttner
Outras ações relevantes daquele período foram a descida pelo Rio Itajaí feito na Páscoa de 1915, quando oito escoteiros em cada canoa desceram até a barra do rio Itajaí, pernoitando na fábrica de papelão. Também fizeram  uma expedição entre os dias 13 e 16 de Novembro de 1915 até as proximidades do Morro do Baú onde escavaram  sambaquis e acharam  peças indígenas. Em 19 de Abril de 1916, dezenove escoteiros foram a pé até Florianópolis e retornaram com o vapor Max até Itajaí após nove dias de jornada. A jornada foi noticiada pelo Jornal Der Urwaldsbote de 02 de Maio de 1916, de cuja reportagem extraímos alguns trechos: Nossa primeira grande viagem iria levar-nos a Florianópolis, uma "terra incógnita" para a maioria dos nossos rapazes. Os preparativos necessários para grandes caminhadas foram feitos, foi concluído com sucesso um exercício final de 40 km com bagagem e definiram-se os requisitos essenciais para caminhadas. Assim a viagem pode começar!
Na manhã de quarta-feira antes da Páscoa a animada tropa de 19 escoteiros e seu chefe se encontraram na estrada para Gaspar. A maioria caminhava apenas levemente inclinada, pela carga incomum das mochilas, cheias de todo o tipo de coisas que o prudente chefe havia colocado. Mas logo eles se esqueceram da carga, atraídos pelo caminho e pelo belo sol que espreitava por cima dos montes. Em pouco menos de três horas chegaram em Gaspar onde fizeram uma longa pausa. Motoristas que passavam com carro vazio pela estrada levaram-nos de bom grado por um bom trecho, o que nos permitiu chegar as 12 horas em Barracão. Rapidamente deitamos as mochilas, tiramos os utensílios de cozinha e logo fervia a sopa verde sobre um intenso fogo. Após encher os cantis com café novo, fomos adiante. Como o sol pode ser tão bom, enquanto subíamos o longo morro do Barracão! Muitos litros de suor foram derramados ali.
Adiante o artigo continua assim: Os últimos 12 km de uma excelente estrada até o Estreito foram concluídos na manhã seguinte. E desta forma, após quase 2 horas de marcha, chegamos no porto do Estreito e admiramos a bela vista diante de nós. Nos arrumamos rapidamente para melhorar a aparência para que pudéssemos causar uma boa impressão na nossa entrada na capital do estado. A travessia transcorreu sem problemas e do cais do porto marchamos unidos e firmes até o Hotel Metropol, onde fomos recebidos com muita hospitalidade pelos cordiais proprietários.  Através da intermediação do Sr. E. Fragoso, pai de um dos nossos companheiros, tivemos a honra de ser recebidos pela Excelência, o Senhor Governador (Nota: o governador na época era Felipe Schmidt). Ele nos recebeu com cordialidade e garantiu-nos todo o apoio para passeios, etc. Após o chefe ter feito um breve relato da viagem, fomos liberados. Depois disso, visitamos os editores de vários jornais, como "O Dia", "Estado" e "A Opinião". No domingo de Páscoa atendemos a um convite do Sr. Karl Hoepcke e de sua amável esposa, visitando-os em sua residência para participar de um Festival da Cruz Vermelha promovido pelo Clube de Caça e Tiro alemão. “
Segundo documento e foto existente no Arquivo Histórico de Blumenau, os integrantes do grupo eram: Lorenz Bonnemassou, Henrique Sachtleben,  Guilherme Jensen, Heinz Schrader, Henrique Schroeder, Vitor Breithaupt, Herbert Böhm, Ninias Cunha, Bläse, Vitor Hering, Waldemar Barreto, Willy Kästner, Richard Paul, Hellmuth Hackländer, Renè Deeke, Elpídio Fragoso, Odebrecht, Harry Schäffer e Ottokar Gruber.
No jornal publicado na Alemanha, “Der Feldmeister”, de maio de 1915, consta que “O grupo escoteiro local é formado por 1 Chefe e 52 escoteiros com idade entre 12 e 17 anos. As 6 patrulhas são guiadas por 6 monitores, todos alunos da Escola Nova (Neue Schule). As reuniões se realizam no inverno, uma vez por semana e no verão, duas vezes por semana. Durante as férias de páscoa e natal realizaram-se viagens de 14 dias de duração, com canoas, até o mar e jornadas a pé ao longo da costa.”
No dia 15 de janeiro de 1916, chegou em Blumenau um grupo composto de 15 escoteiros, sob a chefia de George Black. O grupo partiu de Porto Alegre em 26 de Dezembro e foi de trem até Taquara, de lá seguindo a pé por São Francisco de Paula, Torres e Laguna, de onde vieram de navio até nossa cidade. O grupo George Black, fundado em 13/10/1913, é o grupo em funcionamento mais antigo do Brasil.
Para arrecadar fundos para a Cruz Vermelha, o grupo escoteiro organizou mais uma apresentação em 24 de setembro  de 1916 no Teatro Frohsinn, com  um programa que incluía Canções, Poemas, Poesia, Dança e Jogos de Sombra. O Jornal Urwaldsbote assim descreveu  o evento: “O festival apresentado no último domingo pelo grupo escoteiros da Escola Nova em benefício da mobilização da guerra foi um sucesso completo. Raramente a sala do teatro estava tão cheia, com cerca de 800 pessoas, incluindo os escoteiros. A primeira parte, composta de canções e poemas demonstra o valor e importância que a Escola Nova dá para desenvolvimento do canto e do discurso, que podem ser obtidos com jovens através de muitos anos de trabalho determinado e dirigido. Na primeira parte, uma peça variada e cômica foi a apresentação das alunas com a dança "Jovens e Velhos". O destaque da noite foi a segunda parte. A cena representava uma paisagem da Floresta Negra, em primeiro plano o campo de jogos para os jovens da aldeia, ao lado de uma estalagem, enquanto no fundo, o ranger de um moinho. Era domingo, jovens e idosos celebravam o início da primavera. A juventude cantava e dançava saudando o frescor natural. Logo em seguida, o diretor do circo liberou seus artistas internacionais para acompanhá-los. Imagens coloridas em movimento se mostravam aos espectadores. Danças de várias nações foram apresentados, os ciganos foram seguidos pelos dançarinos japoneses, os filhos do deserto em trajes de beduínos, os ceifadores da Floresta Negra e culminando com um grupo de negros. Uma multidão animada de gnomos na sombra da noite encerrou a apresentação. Fortes aplausos recompensaram as performances graciosas e os divertidos jogos de sombra também agradaram ao público. As receitas da noite somaram 662 mil réis.“ Devido ao sucesso, o mesmo espetáculo foi apresentado em Itajaí em 2 de dezembro do mesmo ano.
Sede dos Escoteiros - local da primeira sede - Rua Duque de Caxias
Como a escola foi fechada em Novembro de 1917, por conta da entrada do Brasil na I Guerra Mundial, o grupo escoteiro também foi dissolvido, possivelmente no final daquele ano.
Neste ano de 1917, porém, havia sido criado o Grupo Escoteiro de Indaial pelo jovem professor Frederico Kilian, o qual funcionou junto à Sociedade Recreativa Indaial. 
O grupo, formado entre outros, por Jorge Hiendlmayer, Richard Hiendlmayer, Carl Blaese, Erich Schönfelder, Henrique Schroeder, Heinrich Wanke e Edgar Haertel existiu até o ano de 1922.    
Após um intervalo de mais de dez anos, foi criado um novo grupo na região, desta vez em Gaspar, conforme noticia o Jornal A CIDADE, que destaca o juramento dos primeiros escoteiros de Gaspar na edição de 06.07.1929: Sabbado ultimo tivemos a oportunidade de assistir a uma formatura de pequenos escoteiros do Grupo n. 1 dos Escoteiros de Gaspar, sob o commando do seu fundador e instructor Sr. Pharmaceutico Amphiloquio Nunes Pires.”
O mesmo jornal destaca na edição de 14.09.1929 o Jamboree de Itajahy: “Com um brilho excepcional, apesar do tempo, tiveram lugar na encantadora Itajahy, as festas do “Jamboree” pelas escolas de escoteiros de Florianópolis, Brusque, Gaspar e a do Itajahy.”
 O segundo grupo de Blumenau foi fundado em 7 de setembro de 1930 pelo Prof Amir de Brito, cuja cerimônia foi assim descrita pelo jornal A CIDADE na edição do dia 13 do mesmo mês: “Revestiu-se de grande imponência a acto do compromisso dos escoteiros do Collegio Santo Antonio, no domingo passado. Puxados pela banda de Musica Garcia, os escoteiros, acompanhados da Escola de Instrucção Militar 232, do tiro 475 e dos alumnos do Collegio Santo Antonio, foram marchando até ao campo do Brasil F.B.C. O garbo com que toda esta rapaziada vinha marchando dava a impressão de uma tropa optimamente disciplinada. No local do acto havia uma mesa ricamente ornamentada de flores, onde se depositou a Bandeira nacional. Em frente da mesa formavam os escoteiros, atraz della ficavam a madrinha, a exma snra D. Frieda Balsini, o padrinho, o snr Emilio Sada, o director e os professores do Collegio Santo Antonio e o chefe do grupo dos escoteiros, o snr Amir de Brito. Os outros rapazes formavam em grande quadrado e, redor da mesa.
Com a palavra, o paranympho pronunciou bella peça oratória, inspirada por altos sentimentos patrióticos, realçando a importância do compromisso que os escoteiros estavam prestes a assumir.
Escoteiros SA - grupo fundado em 1930 no Colégio Santo Antonio 
Grupo de Escoteiros Leões fundado em 13 de Agosto de 1958
Na imagem de 1969 Henry Georg Spring - Grupo  escoteiro Leões , casa na Rua Acre n.39 em frente onde hoje é Kibaguetti  padaria, antiga casa da Schwester Martha.
Grupo Escoteiro Cruzeiro do Sul, fundado em 29 de Novembro de 1980
Grupo Escoteiro Curt Hering fundado em  13 de Maio de 1983
Grupo Escoteiro Teófilo B. Zadrozny, fundado em 10 de Junho de 1986
Grupo Escoteiro Blumenau fundado em 04 de Agosto de 2012.
A impressão das vibrantes palavras do snr. Emilio Sada estampa-se no rosto dos rapazes, que, um por um, com a mão extendida sobre o pavilhão nacional, com voz firme, proferiram as palavras do compromisso, recebendo em seguida da mão dos padrinhos o lenço de escoteiros. Depois deste acto foi tocado o hymno nacional pela banda. Era agora a vez do chefe do grupo dos escoteiros de dirigir aos “irmãos” palavras de animação, o que fez em eloqüente allocução que terminou com palavras de agradecimento aos padrinhos e à assistência. Em seguida os escoteiros fizeram evoluções, exercícios de sinaleiros e pyramides, sendo muito applaudidos pela assistência.
Falou ainda o Director do Collegio, congratulando-se com a fundação do Grupo de Escoteiros. Considera o escoteirismo uma associação não exclusivamente para o treinamento physico, mas para uma educação integral, conforme o lemma: “Ut sit mens sana in corpore sano”:que exista um espírito são em corpo sadio”. As ideias que o Ver. P. Ernesto soube interpretar com enthusiasmo, mereceram-lhe espontâneos e prolongados aplausos.
O jogo de foot-ball que se realisou em homenagem aos escoteiros entre o “Tamandaré F.B.C.” e o “Blumenauense F.B.C.” correu muto animado e correcto, devido Á boa actuação do juiz, o snr. Tenente Cabral. Coube a victoria ao “Blumenauense” pelo score de 4x3.”
No entanto, se desconhece por quantos anos existiu este grupo escoteiro na nossa cidade.
O terceiro grupo, denominado Associação dos Escoteiros Brasileiros de Blumenau, foi fundado em 06 de Junho de 1938, cuja diretoria era composta por: Presidente: José Ferreira da Silva, Vice-Pres: Rodolfo Gerlach, 1. Secret: Celso Rilla, 2. Secret: Ricardo Schwanke, 1. Tesoureiro: Paulo Clementino Lopes, 2. Tesoureiro: Walter Puetter e Chefe Geral: Diomedes Subtil de Oliveira.
O Jornal A CIDADE do dia 25 de Junho de 1938 informa que: “Perto de 400 escoteiros estão reunidos nesta cidade. Chegaram hontem  nesta cidade os escoteiros do Paraná e de diversos municípios do nosso estado que realizam um grande concentração em Blumenau.
De Curityba, Lapa e Porto União chegaram 200 escoteiros sob a chefia suprema do Sr. Capitão Emmanuel Moraes brilhante figura do Estado Maior da 5ª. Região Militar. De Lapa veio chefiando os escoteiros o Sr. Milton Guimarães, Director do grupo escolar daquella localidade.
De Rio do Sul, Hammonia, Rodeio, Timbó, Indayal e Gaspar vieram cerca de 120 escoteiros commandados, respectivamente, pelos srs  Pedro Cunha, Prof. Atario Petrelli,  Sargento Pinheiro, Prof. Nestor Margarida, Prof. José Vieira Corte e Prof. Edmundo Santos. De Blumenau tomam parte da concentração 78 escoteiros.”

Entre 17 e 25 de Junho de 1939, aconteceu o Ajuri Inter-Estadual na Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro. Ajuri é um termo utilizado na época por Escoteiros no Brasil que significa encontro ou reunião, evento que atualmente é chamado de Jamboree. O retorno dos jovens é noticiado pelo Jornal A CIDADE de 01 de Julho de 1939: “ Na quinta-feira, um pouco antes do meio-dia, chegaram a esta cidade os escoteiros blumenauenses que foram ao Rio tomar parte no grande “AJURI” da Quinta da Boa Vista. Viajaram os escoteiros do Rio até S. Francisco no navio Pará do Lloyd Brasileiro, depois de trem até Jaraguá e finalmente de ônibus até Blumenau onde por parte das autoridades e povo, lhes foi feita carinhosa e significativa recepção.”
Voltaram todos imensamente satisfeitos com a linda excursão que fizeram e não escondem sua admiração e alegria pela esplêndida oportunidade que tiveram em visitar e conhecer as maiores cidades do Brasil.
Por sua parte a população Blumenauense está também possuída de grande satisfação pois seus filhos souberam, com garbo, disciplina e distinção representar o nosso município na grande concentração da Capital Federal.”
O quarto grupo fundado em Blumenau e o mais antigo ainda em atividade na cidade é o Grupo Escoteiro Leões, fundado em 13 de Agosto de 1958, patrocinado pelo Lyons Clube de Blumenau e sob a chefia do antigo escoteiro,  Engenheiro Gerd G. Leyen.
Além dele existem ainda os grupos:
Grupo Escoteiro Cruzeiro do Sul, fundado em 29 de Novembro de 1980
Grupo Escoteiro Curt Hering fundado em  13 de Maio de 1983
Grupo Escoteiro Teófilo B. Zadrozny, fundado em 10 de Junho de 1986
Grupo Escoteiro Blumenau fundado em 04 de Agosto de 2012.
O Escotismo catarinense esteve em festa no último sábado, 08/062013, com a fundação de mais um Grupo Escoteiro, desta vez pertencente a Modalidade do Ar. Fizeram a promessa no Grupo Escoteiro do Ar Pelicano 11 adultos voluntários como escotistas ou dirigentes, 10 escoteiros e 15 lobinhos.
No Escotismo, a Modalidade do Ar procura desenvolver nos jovens, além dos valores comuns ao Movimento Escoteiro como um todo, o gosto pelo aeromodelismo, aeroplanos, pelos esportes aéreos, pelo estudo da meteorologia e da cosmografia, além do mundo aeroespacial e pela cosmonáutica, incentivando o culto das tradições da aeronáutica do país.
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Para marcar o centenário do escotismo em Blumenau e, por conseguinte, de Santa Catarina, serão desenvolvidas diversas atividades ao longo de 2013 em todo o estado, como por exemplo, o lançamento de um livro sobre a história do centenário do escotismo em SC, a publicação (em português) de um livro escrito em alemão sobre as aventuras do primeiro grupo de Blumenau, a instalação de um monumento pela passagem do jubileu, acampamentos, jornadas, exposições etc...
Ao longo destes anos, muitos voluntários se dedicaram e mantiveram  viva e ativa esta formidável organização para educação não formal de centenas de jovens, buscando torná-los melhores cidadãos. Utilizando o significado da palavra escoteiro em alemão “PFADFINDER” que pode ser traduzido por explorador de caminho ou trilha, podemos dizer que o escotismo está auxiliando os jovens a encontrar o melhor caminho para sua vida.
Registramos nosso profundo agradecimento a todos que ajudaram o movimento escoteiro ao longo destes 100 anos, sejam pais, chefes, diretores e especialmente expressamos nossos parabéns a todos os jovens que tiveram a oportunidade de vivenciar e participar desta extraordinária experiência que é o escotismo.
Fonte:
- Arquivo Histórico de Blumenau/ Arquivo da cidade de Zittau/ Jornal A CIDADE/ Jornal DER URWALDSBOTE/ Jornal BLUMENAUER ZEITUNG/Jornal DER FELDMEISTER/STANGE, ERICH,  Memoraízes: instantâneos históricos de Indaial., compilado por Fundação Indaialense de Cultura. -Blumenau : Odorizzi, 2000. - 207 p. :il./ KORMANN, EDITH. Blumenau arte, cultura e as histórias de sua gente (1850 – 1985). Vol. 2. Florianópolis: Paralelo 27, 1994. p. 78./ SILVA, HENRIQUE JORGE, Grupo LEÕES DE BLUMENAU 1958-1988 – 30 anos, Baumgarten Ind. Gráfica, 1988. 
Arquivo: Marcos Schroeder/Adalberto Day
A grafia original -  em alguns casos não foram alterados, dos jornais da época. 

10 comentários:

Fernando Pasold disse...

Excelente resgate. Sempre Alerta.

Fernando Pasold disse...

Complementando, segue imagem do Primeiro Grupo Escoteiro de Indaial, com Sr. Frederico Killian.

http://www.saudosaindaial.com.br/2011/03/1917-primeiros-escoteiros/

Djalma(de Anápolis) disse...

Disciplina e respeito. Estes eram os dois maiores legados que um grupo de escoteiros passava aos jovens que dele participavam. Conviver em grupo, trabalho em equipe. Coisa meio esquecida hoje em dia. Bom reler isto. Parabens pela postagem.

Nilton S. Zuqui disse...

Sempre Alerta,muito bom saber que fomos os primeros,desta forma ficamos marcados tambem nesta maravilhosa historia,parabens por mais um belo resgate Adalberto.

Braz disse...

Adalberto
Quando transformamos os erros que cometemos na vida em aprendizado, tornamo-nos muito mais compreensivos e humanos. Foi o que aconteceu com Robert Baden Powell. Sua estada na Índia e na África foi sua escola de ida, e ele teve o mérito de olhar para o passado, tirando dos erros cometidos as decisões que o levaram a se transformar num verdadeiro herói.
Braz dos Santos

Jorge disse...

Professor tive o prazer de fazer parte do Grupo Leões, iniciei quando a sede era no Colégio Pedro II
Jorge Holetz

Antonio Souza disse...

Uma bela viagem no tempo! Quão aventureira não deve ter sido a ida de Blumenau à Floripa por aquele grupo? Haveria hoje em dia quem se dispusesse a tal jornada?
Ver a grafia da época foi curiosamente prazeroso. Desconhecia como algumas palavras eram escritas nos idos tempos.
O tempo passou, mas ainda hoje quem quiser ir ao Rio de Janeiro de ônibus, precisa ir até Jaraguá do Sul! Não há linha direta de Blumenau!
Fui escoteiro no RJ, acampei em florestas, montanhas, praias e apoio essa atividade como educadora e formadora de bons líderes!
Sempre Alerta!

adler disse...

Muito bom!
Hoje em Blumenau já existe mais um Grupo Escoteiro, iniciou suas atividades em novembro de 2012, esta com o registro provisório 108/SC, Grupo Escoteiro do Ar Pelicano.
É o primeiro grupo na região norte da cidade. A sua sede provisória é no CEI Professor Paulo Freire na ItoupavaCentral.
http://www.facebook.com/GrupoEscoteiroDoArPelicano
Adler Luis

Sido Gessner Jr - Dir. Presidente Escoteiros de Santa Catarina disse...

Excelente resgate histórico. Em nome da Direção Estadual dos Escoteiros de Santa Catarina, nosso muito obrigado.

Ricardo Coelho dos Santos disse...

Sr. Adalberto,

Gostaria de colocar um link do seu magnífico texto no blog da Patrulha Jaguatirica, em http://coruja.anan.blog.uol.com.br/, formada por historiadores do Escotismo.

Porém, antes, solicitaria que o Sr. entrasse em contato conosco pelo e-mail coruja.anan@uol.com.br para nos apresentarmos e ampliarmos nossos conhecimentos.

Escoteiramente,

Ricardo Coelho dos Santos
Divulgação da Patrulha

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