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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

- Carlos Techentin

Entre os homens que, em Blumenau, se dedicaram ao ensino e educação da infância e mocidade, é de justiça destacar-se o nome do professor Carlos Techentin. 
Dotado de variada cultura e aprimorada inteligência, ativo e esforçado, consagrou toda a sua existência ao magistério do qual se tornou um verdadeiro apostolo pela inata atração que por ele nutria.Era alemão  de nascimento. Mas de tal forma aqui se integrou que, em pouco tempo não só dominava perfeitamente o vernáculo como se encontrava habilitado a ensinar o nosso idioma em vários estabelecimentos de ensino primário e médio.
Nascido em Hamburgo, a 19 de janeiro de 1886, veio para o Brasil, pela segunda vez, em 1908. Era filho de Jorge Carlos Techentin e Henriqueta Harder. Em 1911, casou-se com Helena Meurer Steffens, natural de Vargem Grande, do município de Palhoça, neste Estado. 

Vindo para Blumenau, já em 1913 era nomeado professor do Grupo Escolar “Luiz Delfino”. Ao mesmo tempo que ensinava, continuava estudando. Colou grau de normalista e em 1916 foi nomeado diretor do mesmo Grupo Escola, posto em que se houve com muita correção e acerto, a ponto de merecer do então Diretor da Educação, Horácio Nunes Pires, elogios que passaram a fazer parte de sua folha de  serviços. Submeteu-se, em 1927, a exames de madureza no Ginásio Catarinense, dirigido pelos padres jesuítas, em Florianópolis, tendo sido aprovado plenamente e obtido certificado de habilitação em português, história, geografia e aritmética. 
Não contente com isso, e obedecendo a naturais impulsos de adiantar-se sempre mais, prestou exames no Superior Tribunal de Justiça do Estado, obtendo carta de solicitador, em 1926. Nesse mesmo ano, a 1º de setembro, foi nomeado adjunto do promotor público desta comarca, cargo do qual, no ano seguinte, solicitou exoneração. Em 1930 era secretário da junta de Alistamento Militar. De janeiro de 1927 até dezembro de 1929 foi procurador e contador geral da firma Kander & Deschner, desta praça.Em 1935 foi nomeado lente do Colégio Santo Antônio, também desta cidade para as cadeiras de Português e Geografia. Por algum tempo, dedicou-se também ao jornalismo, sendo redator do seminário “Volkszeitung”, de pouca duração.Faleceu a 2 de junho de 1947. Sua viúva, dona Helena, seguiu-o no túmulo a 19 de janeiro de 1963.

De seu matrimônio, Carlos Techentin deixou os seguintes filhos: Elsa, casada com Laureano Pacheco, atualmente diretora do Grupo Escolar “Machado de Assis”; Carlos, funcionário municipal, fiscal da D.O.P.; Annemarie, secretária da Prefeitura Municipal; Maria Hertha, também professora do grupo Escolar “Machado de Assis” e, finalmente, Fritz Paulo, farmacêutico, proprietário da Farmácia “Techentin”, em Campinha Central, município de Massaranduba, de cuja câmara municipal faz parte, como seu presidente. Fora, este último, também, vereador à Câmara Municipal de Guaramirim.Foi, assim, o nosso biografado um blumenauense prestimoso, merecendo que lhe rendamos à memória honrada um pleito de profundo reconhecimento.
TOMO VI – Nº 7 Blumenau em Cadernos1963; página 141 

5 comentários:

Paulo R. Bornhofen disse...

Adalberto,

Muito interessante o texto. Conhecia o colégio, mas não tinha a menor ideia de quem teria sido o homenageado.

Abraços,

Paulo R. Bornhofen

Osmar Hinkeldey disse...

Bom dia Adalberto

muito interessante esta matéria sobre o prof. Carlos Techentin e sua trajetória de vida.
É justa a homenagem.
Abraço

Santos disse...

Amigo Beto, não pude deixar de me manifestar a respeito dessa notável figura do professor Techentin. Primeiro, porque ele era conterraneo de meu avô. Segundo, era contemporâneo do mesmo. Terceiro, porque eu conhecia demais a sua filha que trabalhou na Prefeitura de Blumenau ha muitos anos. Valeu mais essa amigo, sempre trazendo historias interessantes dem nossa região. Parabéns amigão.

E.A.Santos

Prof. Jorge disse...

Olá.. Prezado Adalberto

Peço licença para você, em copiar o seu texto e anexá-lo a história da Escola Carlos Techentin, no Passo Manso onde sou Professor. E Parabenizo-o sobre o belo texto escrito e aqui apresentado.

Professor Jorge Augusto Wruck

Beto disse...

Professor
Pena que você não deixou seu e-mail de contato conforme solicitado. Mas pode sim copiar e utilizar tudo que desejar do meu trabalho. E que DEUS lhe proteja para que tudo caminhe bem em sua escola e nadamais aconteça de ruim com alunos indisciplinados.
Abraços e bom ano Letivo.
Adalberto Day cientista social pesquisador da história em Blumenau.

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