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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

- Filme Férias no Sul 45 anos

Jornal de Santa Ctarina 20/12/2012 | N° 12759
CINEMA
Romance, tragédia e polêmica
Férias no Sul, filme gravado em Blumenau, completa 45 anos. Produção expôs tabus da época e gerou críticas da população
O ano era 1966 e o cineasta Reynaldo Paes de Barros resolveu que Blumenau seria o cenário para gravar o roteiro de Férias no Sul. O filme de ficção teve três meses de filmagens e a equipe, instalada na cidade, movimentou a rotina dos blumenauenses. O filme conta a história de Celso (David Cardoso), um estudante carioca que vem passar férias em Blumenau. Aqui, conhece duas mulheres: Helga (Dagmar Heidrich), bela descendente de alemães, e Isa (Elizabeth Hartmann), uma escritora paulista. Ele se envolve com as duas e a história termina em tragédia. O filme gerou polêmica durante a esperada estreia, ocorrida há 45 anos. Quem estava na poltrona do cinema em 1967 era a escritora Urda Alice Klueger:
– A fila para ver o filme ia até onde hoje está o Banco do Brasil. O que mais me impressionava era que todo o mundo ia lá para falar mal da produção. Dizia-se que o filme foi feito para rebaixar Blumenau e a moral da sua gente.

O jornalista, escritor e amante de cinema Carlos Braga Mueller relembra que a pré-estreia de Férias no Sul ocorreu no Cine Blumenau, em três sessões: às 17h, 19h e 21h. Apareceu tanta gente que houve uma sessão extra às 23h.
– Mas na hora do lançamento oficial, por desentendimento do produtor com o Cine Blumenau, o filme foi lançado no Cine Atlas, no Bairro Vila Nova, onde ficou em cartaz durante um mês.

No blog do historiador Adalberto Day (adalbertoday.blogspot.com), ele conta, em quatro postagens, detalhes do filme. O roteiro, a montagem e a escolha dos atores estão publicados com textos de Braga Mueller e de Urda. Os mais conhecidos do filme eram o galã David Cardoso, que havia feito apenas pequenos papéis em filmes de Mazzaroppi, e a atriz paulista Elizabeth Hartmann. A mocinha do filme foi interpretada por Dagmar Heidrich, Miss Blumenau na época. O restante do elenco foi composto por “atores” da comunidade e pessoas conhecidas, como o secretário do Colégio Santo Antônio Franz Pult.

Relevância histórica

Braga Mueller, que também colaborou com a equipe de produção, não hesita ao dizer que, lamentavelmente, Férias no Sul não representou nada para a cultura local. Pelo contrário, as insinuações maldosas que o filme apresentou no roteiro criaram mal estar na comunidade quando ele foi exibido. Mas ele ressalta uma importância:
– Se levarmos em conta ter sido um filme ficcional, realizado com equipe de profissionais, visando o mercado exibidor, podemos considerá-lo como o primeiro filme a ser rodado em Blumenau.

Já o blogueiro Adalberto Day destaca a relevância do filme para Blumenau hoje:
– Na época o filme gerou polêmica, mas faz parte da história da nossa cidade. Depois que publiquei os textos com curiosidades sobre a produção, uma das atrizes que participou do longa entrou em contato comigo um pouco descontente com as lembranças guardadas por ela, mas depois de alguns e-mails até me pediu uma cópia do filme. Fato que me deixou muito feliz.

PAMYLE BRUGNAGO
CINEMA
História de bastidores
Na época, o diretor Reynaldo Paes de Barros resolveu fazer um trabalho que se distanciasse das chanchadas humorísticas, sucesso que estava se esgotando, como do hermetismo e obra de autor do Cinema Novo, movimento que tinha em Glauber Rocha como maior expressão. Reynaldo optou por localizar a história no Sul e contratou como produtor executivo do filme Geraldo Mohr, casado com uma jovem do Vale do Itajaí.
O cineasta estava disposto a investir no filme, tanto que em entrevista para o Jornal Mensageiro, de Blumenau, em janeiro de 1967, Barros conta que todo o dinheiro da produção saiu do próprio bolso. Na equipe estavam técnicos que haviam acabado de participar das filmagens de um seriado do Tarzan, estrelado por Ron Ely. A blumenauense Sheila Weickert, além de atriz, foi assistente de direção e continuista.

A fotografia é de Jorge Veras, substituído durante as filmagens por Edgar Eichhorn, veterano cineasta alemão radicado no Brasil. A maquiagem esteve a cargo da profissional Nena e a trilha musical foi composta por Remo Usai, que estava nas principais trilhas dos filmes na época.
Curiosidades

- A casa escolhida para as cenas externas do filme foi a da viúva Frau Peiter, na Alameda Rio Branco, que ficava logo depois do Grêmio Esportivo Olímpico, hoje já demolida.
- As cenas internas foram filmadas na casa estilo “castelinho” do Sr. Antônio Reinert, na Rua Namy Deeke.
- Filmagens também foram feitas no Tabajara Tênis Clube; na Igreja Matriz São Paulo Apóstolo, na Alameda Rio Branco; no Grande Hotel Blumenau; no Morro do Aimpim; na Reserva Florestal da Cia. Hering e nas ruas da cidade.
- Além dos cenários de Blumenau, o filme também se passa em Balneário Camboriú, Caxias do Sul e Gramado.
Mas de 90% da ação se desenrola em Blumenau.
- O carro usado pela atriz Dagmar pertencia ao Sr. Taeschner, que emprestou à equipe de filmagens.
- A TV Furb fez a telecinagem de uma cópia celuloide de Férias no Sul, existente em 16 mm, que foi transferida para VHS. Há cópias na Biblioteca da FURB e no Arquivo Histórico Professor José Ferreira da Silva.
Fonte: Blog Adalberto Day

Anos mais tarde, a escritora Urda Klueger reviu Férias no Sul, considerado polêmico na época e conta que foi hilariante entender o que fez o povo ficar tão indignado:CINEMA
Polêmica revista e estudada
– A grande cena que chocou todo o mundo é que em algum momento depois de uma paquera entre o mocinho e uma mocinha vestida de Frida, fica subentendido que eles foram dar uns amassos. Momentos depois, eles retornam e a moça volta arrumando a roupa. Nessa “arrumação” ela deixa ver um pedacinho da alça do sutiã. Foi este o grande escândalo.
Ingenuidade

Para Urda, o filme é uma grande ingenuidade e considera que foi um momento de glória para Blumenau aparecer nas telas de cinema do Brasil durante a década de 1960.
– Até hoje, nas rodas de pessoas com mais idade, ouço falar do filme Férias no Sul como algo que envergonhou nossa cidade. As pessoas de hoje deveriam rever o filme, para poderem rir de seus velhos preconceitos.

Hoje, o filme também é usado como referência dentro da sala de aula. Professor da Furb e especialista em cinema, Rafael Jose Bona confirma que o longa é utilizado nas aulas sobre cinema no Vale do Itajaí e que há uma cópia na biblioteca da universidade.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

- Magia do Natal 2012 em Blumenau

Novamente podemos apreciar uma bela decoração nas principais ruas de Blumenau. A secretaria de Turismo de Blumenau, através do Secretário José Bahls de Almeida . Sara Fogaça - Coordenadora Geral da Magia do Natal e equipe, vêm se esforçando, para que a cada ano possamos evoluir e quem sabe em um futuro breve, chegarmos retomar a supremacia no sul do país no tocante as festividades natalinas. A cidade de Gramado - RS, que se inspirou em nossa cidade a partir de 1986, também mantém uma tradição forte, nessa época do ano. 
________________________
O Projeto Magia de Natal da decoração natalina, - a decoração a cargo da CDL - Câmara de Dirigentes Lojistas de Blumenau.
Todos os órgãos gestores de nossa cidade nos últimos anos se envolveram em um esforço grandioso de recuperação para que a economia possa girar.
 Eu já tenho a certeza que Blumenau faz um Natal tão bom ou melhor que a cidade de Gramado. Pude constatar  visitando Gramado, e comparando com nossa Blumenau, que desde 2005 deu uma arrancada espetacular em busca de melhorar a cada ano.
Com o nome de "A magia do Natal" a programação começou  em 20/novembro. Uma união de transformar as pessoas em um clima de fraternidade e do renascimento.
Parabéns a todos os organizadores - Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Prefeitura de Blumenaucom apoio das entidades de classe
A Magia de Natal, deste ano de 2012 ganha proporções na decoração de locais públicos, desfiles temáticos e apresentações artísticas, culturais e religiosas envolvendo os blumenauenses e turistas no clima do espírito de Natal.
Confira a programação completa no site oficial:
Coordenação do evento:

  O Natal na minha Infância.
 Foto: José Geraldo Reis Pfau                           
Meus avós, pais todos cultivam essa tradição que representa o nascimento de Jesus. A cidade se enfeitava, os presépios eram sempre as atrações principais, acompanhada do “bom velhinho”.

- Mas as festas natalinas começavam mais cedo, no dia 6 de dezembro, onde a figura de Bispo Nicolau, que viveu e pontificou na cidade de Myra, na Turquia, no século quatro. São Nicolau era rico, mas costumava ajudar pessoas pobres, que estivesse em dificuldades financeiras, colocando sacos de moedas, nas chaminés das casas. Uma vez ao atirar pela chaminé, essas moedas teriam entrando em uma meia, daí o termo “pé de Meia”. E foi assim que aprendi com minha avó Ana e meus pais, que a figura do Papai Noel teria se inspirado no Bispo Nicolau.
- No dia 24 de dezembro véspera de Natal, já cedo íamos ao mato cortar uma arvore (ou na casa doSenhor Djalma e Ingeborg (Inha) Fontanella da Silva, ou ainda na Frau Bachmann, mãe do meu amigo Walfrido – da antiga Rua 12 de outubro) para depois durante a tarde enfeitá-la com bolas coloridas e como não havia luzes “piscas-piscas” eram colocados velinhas também coloridas para iluminar o pinheiro. Muita alegria e confraternização entre os moradores das Ruas próximas onde morávamos: 
Rua Almirante Saldanha da Gama, da Glória, 12 de outubro, Belo Horizonte, Progresso, e Vila. Mas um natal desses não foi tão bonito, pois uma velinha de cera ao cair nas vestes de nossa vizinha e colega Sandra, pegou fogo em suas vestes e lhe causou graves queimaduras em seu pequeno corpo, já que era uma garotinha de uns 10 anos. Era um dia especial, se colocava a arvore somente no dia 24, devido ao calor sempre predominante, a ramas murchavam facilmente.
- Em nossas ruas dos bairros Garcia e Glória, eram colocados enfeites coloridos em toda extensão das vias públicas, das Ruas Amazonas e Rua da Glória. Também havia sempre um presépio em forma de personagens de tamanho natural, colocado na antiga Praça Getulio Vargas, no início do Progresso, Glória e final do Garcia. E as músicas natalinas que ouvíamos bem cedo provenientes dos auto-falantes da casa Nº. 111 da Rua 12 de Outubro, residência do Senhor David Hiebert, mais conhecido como Russo, (hoje atual praça Getulio Vargas).
- Essa era a década principalmente dos anos de 1960, esperávamos ansiosos os presentes, que naquela época era raro, era costume os pais dar o mesmo presente, durante alguns dias, e depois os guardava para o ano seguinte. Da mesma forma as bonecas eram recolhidos alguns dias antes do Natal, e as mães as vestiam com roupinhas novas, para dar novamente as filhas na noite véspera do Natal. Os carrinhos eram todos de madeira, mas a bola para jogar o ano inteiro no clube doze (no Morro) há essa não podia faltar, e não era recolhida, ganhava todos os anos.
- E o presépio lindo que data de 1950, era da minha avó Ana, guardo em nossa residência desde 1976 quando nos casamos e “tomei posse desta tão linda ornamentação”. A confraternização era linda entre os moradores, em nossa aldeia social, morávamos nas casas pertencentes a E.I.Garcia. Não Faltavam os lindos cantos natalinos, pura nostalgia e que cultivamos nos dias de hoje mantendo a tradição.
História:
Há 16 séculos na Turquia, havia um menino rico que não suportava ver a miséria existente. Então decidiu distribuir brinquedos, alimentos, roupas.
Papai Noel foi inspirado no Bispo Nicolau, que viveu e pontificou na cidade de Myra, na Turquia, no século 4. São Nicolau era rico, mas costumava a ajudar pessoas pobres, que estivesse em dificuldades financeiras, colocando sacos de moedas, nas chaminés das casas. Uma vez ao atirar pela chaminé, essas moedas teriam entrando em uma meia, daí o termo “pé de Meia”.
Quando cresceu se tornou bispo “São Nicolau” (dia de São Nicolau comemorado em 06 de dezembro) e continuou com sua generosidade.
Foi através dele que surgiu a lenda do Papai Noel na Finlândia, já com trenó, renas, descendo as montanhas geladas.
Mas foi na França que surge o termo “Papai Noel” depois imitado pelos Italianos que antes chamavam o bom velhinho de “Babbo Natale”.
Cartão de Natal surgiu na Inglaterra em 1843. Mas foi em 1849 que começam a serem comercializados, tornando-se populares.
A figura do Papai Noel, foi elaborado pelo cartunista Thomas Nast, da revista Harper”s Weekly em 1881.
radição de árvores de Natal foi a partir do século XVI em 1525 na Alemanha, pelo pastor protestante Martinho Lutero.. Já o presépio acredita-se é desde o século 8 em Roma, e mais tarde em 1223 São Francisco de Assis fez o primeiro presépio vivo que se tem noticia.
O dia 25 de dezembro começou a se comemorar o nascimento de Jesus a partir do ano 353, até então eram em diversas datas.
Noite feliz
A canção mais popular da noite de Natal nasceu na Áustria, em 1818. Na cidade de Arnsdorf, ratos entravam no órgão da igreja e roeram os foles. Preocupado com a possibilidade de uma noite de Natal sem música, o padre Joseph Mohr saiu atrás de um instrumento que pudesse substituir o antigo. Em suas peregrinações, começou a imaginar como teria sido a noite em Belém. Fez anotações e procurou o músico Franz Gruber para que as transformasse em melodia.
A versão brasileira da canção também foi feita por um religioso: o Frei Pedro Sinzig. Também nascido na Áustria, em 1876, estudou música em sua terra natal e veio morar na cidade de Salvador, na Bahia, em 1893. O frei naturalizou-se brasileiro em 1898 e se destacou como um grande incentivador da música religiosa no país. Em 1941, criou a revista Música Sacra e fundou a Escola de Música Sacra, na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro. Frei Pedro é autor de várias músicas do mesmo estilo e livros sobre o assunto e também atuou como consultor e conselheiro de muitos compositores, inclusive de Villa-Lobos, que dedicou a ele a canção "Missa S. Sebastião". Frei Pedro morreu na Alemanha em 1952.
Mensagem:
Dentro de alguns dias, um ano novo vai chegar a esta estação.
Se não puder ser seu maquinista, seja o seu mais divertido passageiro.
Procure um lugar próximo a janela e desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir.
Procure curtir a viagem da vida observando cada arbusto, cada riacho, beiras de estrada e tons mutantes da paisagem.
Descobre o mapa e planeje roteiros. Preste atenção em cada ponto de parada e fique atento ao apito de partida.
E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou, não hesite.
Desembarque nela os seus sonhos.
Arquivo de José Geraldo Reis Pfau/Adalberto Day
Acesse também:

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

- Lenda Urbana: enterrados vivos?

Mais uma bela colaboração de Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor, que nos relata mais uma Lenda Urbana de Blumenau.
LENDAS URBANAS DE BLUMENAU


Por Carlos Braga Mueller
Desde cedo os católicos que ajudaram a construir os alicerces de Blumenau sofreram com a falta de assistência religiosa.
A Colônia, fundada em  2 de setembro de 1850 pelo alemão e luterano Hermann Bruno Otto Blumenau,  tinha como maior preocupação dar assistência aos luteranos, em  maior número entre os imigrantes.

A LENDA URBANA DOS CEMITÉRIOS DOS CATÓLICOS EM BLUMENAU
Igreja católica de Blumenau, em 1876 (no mesmo local foi erguida a atual Catedral São Paulo Apóstolo). Nos fundos ficava o primeiro cemitério católico de Blumenau. Foto Carl Heinz Rothbarth

Foi já a partir daí, primórdios da colonização,  que começou a peregrinação dos cadáveres católicos em Blumenau, de um cemitério para o outro,  maldição insana que permanece até hoje, sem que as almas descansem em paz !
1859. A Colônia Blumenau tem apenas nove anos de vida !
Hermann Blumenau mapeou com todo cuidado em suas plantas um lugar para se instalar uma capela, escola e cemitério para o culto católico na Colônia. Um terreno elevado, à beira do Rio Itajaí Açú, entre a foz de dois Ribeirões, Velha e Garcia.

Não havia sacerdote católico na Colônia e os blumenauenses eram atendidos pelo padre Alberto Francisco Gattone, primeiro vigário da vizinha Freguesia de São Pedro Apóstolo de Gaspar.
Padre Gattone não se entendia muito bem com o pastor luterano da Colônia Blumenau, mas mesmo assim foi obrigado a acompanhar o sepultamento de alguns católicos no cemitério luterano, construído perto do Ribeirão Garcia. (onde hoje está instalado o cemitério evangélico da Rua Amazonas).

Em 15 de janeiro de 1862 o padre  visitou o local demarcado por Hermann Blumenau para sediar  as cerimônias religiosas da população católica da colônia. Em julho do mesmo ano o padre apresentou ao Dr. Blumenau um orçamento de quanto iria custar a construção do seu cemitério. No mês seguinte, Hermann Wndeburg, diretor da Colônia lhe avisou que o terreno estava limpo para abrigar os sepultamentos. Mas o padre queria saber mais: quanto dinheiro dispunha Blumenau para a obra ficar pronta. O fundador não era homem de curvar-se a insinuações e por isso ele e Gattone se desentenderam. Mas Hermann Blumenau respeitava todos os credos religiosos e contemporizou. Para ele, católicos e luteranos mereciam tratamento idêntico.
Foto dos túmulos:
Na época em que foi feita a transferência do cemitério católico para a Rua São José, lápides como estas eram as mais usadas nos cemitérios de Blumenau. 

Finalmente, em 25 de janeiro de 1865 foi inaugurada uma pequena capela de madeira, coberta de palmitos, no local onde hoje se ergue a catedral de Blumenau. Mais aos fundos ficava o futuro cemitério, que se espraiava morro acima.
E para lá foram trasladados, depois de exumados, os corpos dos católicos que haviam sido enterrados no cemitério luterano do Ribeirão Garcia.
No entretempo Padre Gattone foi transferido para Brusque. Veio substituí-lo o padre Antônio Zielinsky, que tinha maior diálogo com a direção da Colônia.
1956 - Igreja antiga e a nova sendo construída.
20 de setembro de 1868: Foi lançada a pedra fundamental da nova igreja católica de Blumenau, projetada por Henrique Krohberger, que já havia projetado a igreja evangélica.
Os anos foram passando.
Início de um novo século !
A igreja católica ganhara ampla escadaria, ligando-a à rua principal da cidade; uma torre enfeitava a construção e o sino badalava, alto e sonoro,  convidando os fiéis às missas ...

UM NOVO CEMITÉRIO PARA OS CATÓLICOS
O progresso chegando fez com que uma rua fosse projetada para passar nos fundos do terreno da comunidade católica (hoje, Rua 7 de Setembro). Ao lado da igreja já existia o Colégio São Paulo, depois Santo Antônio. Hoje Bom Jesus.
Mas se  fosse feito um corte no morro para passagem da rua, para onde iria o cemitério ?
Então, no final dos anos vinte do século XX a comunidade católica fundou um movimento para instalar um novo cemitério,  um pouco mais adiante, onde está até hoje: o Cemitério São José, em morro mais íngreme ainda do que o anterior, mas livre de enchentes ! 

ENTERRADOS VIVOS ?
A crônica dos primeiros anos do século passado em Blumenau registrou um fato inusitado, mas terrífico.
Por volta de 1905, o jornalista Hermann Baumgarten, então com uns 45 anos de idade,  fundador do "Blumenauer Zeitung", o primeiro jornal do Município, amanhecera desacordado, e fora dado como morto.
Durante o velório, o médico e deputado por Blumenau, ex-superintendente do Município, José Bonifácio da Cunha, veio de Florianópolis para prestar suas homenagens ao amigo falecido. Ao perfilar-se junto ao corpo notou que as cores de Hermann Baumgartem permaneciam mais vivas do que as de um cadáver. O morto estava em estado cataléptico e logo depois, estimulado pelo médico, "ressuscitou", para alegria geral do velório ! 
Isto causou um susto na população: será que não teria mais gente "morrendo" e sendo enterrada viva ?

No início dos anos 30 os corpos sepultados no antigo cemitério, situado nos fundos da igreja católica, começaram a ser exumados e transferidos para o atual Cemitério São José.

Surgia uma lenda urbana em Blumenau !

Todos comentavam as estranhas posições de alguns corpos exumados; estavam retorcidos, como a pedir socorro, pareciam em desespero, talvez querendo sair dali...

Teve gente que implorava aos médicos da cidade:
- Doutor, quando eu morrer, por favor corta meus pulsos para que eu não volte à vida lá em baixo !
Claro que não foram atendidos pelos médicos; afinal a medicina avançava, , mas a lenda dos corpos sepultados ainda com vida permaneceu por muitas décadas, assustando a pacata comunidade blumenauense !

Nos últimos anos novas exumações foram feitas no próprio Cemitério São José, para permitir a sua reurbanização...
FIM (FIM ?)
Texto e arquivos Carlos Braga Mueller Jornalista e escritor em Blumenau
Para saber mais sobre textos publicados pelo Jornalista acesse:

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

- 25º Aniversário do 10º BPM



Livro 10º BPM – Os primeiros vinte e cinco anos
O Autor:
Tenente Coronel da Policia Militar de Santa Catarina - Paulo Roberto Bornhofen; natural de São José SC.

Parabéns a valorosa classe da Policia Militar 
Apresento uma pequena parte do livro que recebi de presente do autor -  O 10º BPM na história de Blumenau, páginas, 22,23,24.
O livro é composto por 128 páginas – Palavras do autor, agradecimentos, Mensagem do Comandante Geral da PMSC, A marcha do tempo nos trouxe até os dias de hoje, Parceria entre a PMB e a Policia Militar, A Associação Empresarial de Blumenau e a Bandeira da Segurança Pública, Como a CDL Blumenau  vê o trabalho da Policia Militar, e mais 17 Capítulos, Relação dos eventos de comemoração dos 25 anos do 10º BPM, Anexo 1 e 2.
Capa
contra-capa
 O 10º BPM na história de Blumenau
Desde o período colonial, a Policia Militar já se fazia presente em Blumenau – SC. Inicialmente, em 1848, com 8 (oito) soldados da Cia. De Pedestres instalados em Belchior (hoje pertencentes ao Município de Gaspar), que defendiam os colonos dos ataques dos bugres.
1863 -  Instalação de um grupo de Pedestres na colônia de Dr. Blumenau, também para a defesa dos colonos contra o ataque de bugres.
1871 – Após a visita do governador e, atendendo as autoridades, foram enviados 3 soldados.
1873 – Foi organizada pelos colonos a Guarda de Batedores de mato, para a abertura de picadas e defesa contra índios.
1875 – Como crescimento da população e a infiltração de maus elementos, foi designado o primeiro Delegado, Tenente Policia Militar Pedro Félix Gomes, que com mais 10 soldados da Força Pública faziam a segurança de toda a região do Vale do Itajaí.
1968 – Foi instalado o Serviço de Rádio Patrulha na cidade de Blumenau, e o  destacamento foi transformado em Pelotão subordinado á 4ª Cia. Do 1º Batalhão na cidade de Itajaí.
1979 – Marca a criação, em Blumenau, da 1ª Cia. Do 1º BPM – Itajaí, que foi instalada em 1981 e, após vários endereços, veio a se fixar definitivamente, no ano de 1982, em prédio próprio na Rua Almirante Tamandaré nº 1501, atual endereço do Batalhão.
1987 – Foi criado, no dia 06 de março, o 10º BPM, ocupando o mesmo espaço físico da então 1º Companhia do 1º Batalhão de Policia Militar e, tendo como área de atuação 12 municípios.
1989 – Houve a incorporação ao 10º BPM da Companhia de Rio do Sul, passando a denominar-se 4º Cia. Do 10º BPM, com área de atuação em 27 municípios do Alto Vale do Itajaí, ficando o 10º BPM com 39 municípios.
1994 – É criado o 6º Pelotão de Policia Militar Feminina.
1995 – Em 5 de maio, é implantado o Grupo de Policia de Proteção Ambiental, ativado em 2 de junho. Também em maio de 1995, foi criado o Grupo de ações Táticas, com ações direcionadas para o atendimento das ocorrências de maior gravidade.
1996 – Foi instalada a primeira Base Operacional em Blumenau, situada no bairro Itoupava Central, tendo por intuito a descentralização e facilitação do serviço de policiamento nos bairros. Em 1999, foram entregues mais duas bases, uma no bairro da Velha e outra no bairro do Garcia.
1999 – Foi implantado o PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), que atua nos 14  municípios da área do 10º BPM; o programa consiste em levar às escolas instrutores, que por meio de aulas preventivas ensinam como as drogas tornam as pessoas violentas e infelizes, ajudando-as a resistirem às pressões que poderão lhes influenciar a experimentar cigarro, maconha, álcool ou inalantes entre outras drogas.
Hoje, na área do 10º BPM, o PROERD já vacinou 26.415 (vinte e sei mil e quatrocentos e quinze) crianças contra as drogas e a violência e, desde o primeiro semestre deste ano, vem desenvolvendo o programa também com adolescentes da 6ª série, tendo formado, em agosto, 146 alunos em sua primeira turma.
2005 – O decreto nº 3.549, de 03 de outubro de 2005 transforma a 1º CIA. Do 10º BPM em Guarnição Especial de Policia Militar em Brusque, a qual deixou de pertencer ao 10º BPM, juntamente com os municípios de Botuverá , Gaspar e Guabiruba.
2006 – Conforme decreto nº 3.979, de 31 de janeiro de 2006, o pelotão da cidade de Gaspar retorna a fazer parte da área do 10º BPM.
2007 – Implantação do Termo Circunstanciado (TC), aplicado para os crimes de menor potencial ofensivo.
2010 – Passou a contar com o apoio de cães de patrulhamento e faro.
2012 – Completou 25 anos.

Atualmente. O 10º Batalhão de Policia Militar, com efetivo aproximado de 450 policiais militares, é comandado pelo tenente-Coronel Claudio Roberto Koglin, e atende a 10 municípios: Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Blumenau, Doutor Pedrinho, Indaial, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio e Timbó.
10º Batalhão de Policia Militar

No site www.ninholiterario.com.br  - espaço para divulgação de seus textos.
Bornhofen, Paulo Roberto
B736d 10ª BPM, os primeiros vinte e cinco anos/Paulo Roberto Bornhofen – Blumenau Ed. Do Autor, 2012.
Ficha catalográfica Elaborada por Ana Claudia P.O. Silva CRB    14/769
  

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

- Carlos Techentin

Entre os homens que, em Blumenau, se dedicaram ao ensino e educação da infância e mocidade, é de justiça destacar-se o nome do professor Carlos Techentin. 
Dotado de variada cultura e aprimorada inteligência, ativo e esforçado, consagrou toda a sua existência ao magistério do qual se tornou um verdadeiro apostolo pela inata atração que por ele nutria.Era alemão  de nascimento. Mas de tal forma aqui se integrou que, em pouco tempo não só dominava perfeitamente o vernáculo como se encontrava habilitado a ensinar o nosso idioma em vários estabelecimentos de ensino primário e médio.
Nascido em Hamburgo, a 19 de janeiro de 1886, veio para o Brasil, pela segunda vez, em 1908. Era filho de Jorge Carlos Techentin e Henriqueta Harder. Em 1911, casou-se com Helena Meurer Steffens, natural de Vargem Grande, do município de Palhoça, neste Estado. 

Vindo para Blumenau, já em 1913 era nomeado professor do Grupo Escolar “Luiz Delfino”. Ao mesmo tempo que ensinava, continuava estudando. Colou grau de normalista e em 1916 foi nomeado diretor do mesmo Grupo Escola, posto em que se houve com muita correção e acerto, a ponto de merecer do então Diretor da Educação, Horácio Nunes Pires, elogios que passaram a fazer parte de sua folha de  serviços. Submeteu-se, em 1927, a exames de madureza no Ginásio Catarinense, dirigido pelos padres jesuítas, em Florianópolis, tendo sido aprovado plenamente e obtido certificado de habilitação em português, história, geografia e aritmética. 
Não contente com isso, e obedecendo a naturais impulsos de adiantar-se sempre mais, prestou exames no Superior Tribunal de Justiça do Estado, obtendo carta de solicitador, em 1926. Nesse mesmo ano, a 1º de setembro, foi nomeado adjunto do promotor público desta comarca, cargo do qual, no ano seguinte, solicitou exoneração. Em 1930 era secretário da junta de Alistamento Militar. De janeiro de 1927 até dezembro de 1929 foi procurador e contador geral da firma Kander & Deschner, desta praça.Em 1935 foi nomeado lente do Colégio Santo Antônio, também desta cidade para as cadeiras de Português e Geografia. Por algum tempo, dedicou-se também ao jornalismo, sendo redator do seminário “Volkszeitung”, de pouca duração.Faleceu a 2 de junho de 1947. Sua viúva, dona Helena, seguiu-o no túmulo a 19 de janeiro de 1963.

De seu matrimônio, Carlos Techentin deixou os seguintes filhos: Elsa, casada com Laureano Pacheco, atualmente diretora do Grupo Escolar “Machado de Assis”; Carlos, funcionário municipal, fiscal da D.O.P.; Annemarie, secretária da Prefeitura Municipal; Maria Hertha, também professora do grupo Escolar “Machado de Assis” e, finalmente, Fritz Paulo, farmacêutico, proprietário da Farmácia “Techentin”, em Campinha Central, município de Massaranduba, de cuja câmara municipal faz parte, como seu presidente. Fora, este último, também, vereador à Câmara Municipal de Guaramirim.Foi, assim, o nosso biografado um blumenauense prestimoso, merecendo que lhe rendamos à memória honrada um pleito de profundo reconhecimento.
TOMO VI – Nº 7 Blumenau em Cadernos1963; página 141 

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