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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

- Livro Emil Odebrecht

Rolf Odebrecht e Renate Sybille Odebrecht 
Cartas de Família
E Ensaio Biográfico de seu filho Oswaldo Odebrecht Sênior.
Senhora Renate e Adalberto
Fomos presenteados no dia 26 de outubro de 2012, com um belo exemplar autografado pela Senhora Renate Sybille Odebrecht que nos recebeu calorosamente em sua residência em Blumenau.
Foram décadas de pesquisa nos relatou a Senhora Renate, com a publicação em 2006; composta por  576 páginas.
Apresentamos neste espaço apenas uma pequena passagem de apresentação do livro sobre a família Odebrecht.
 Capa (D) e contra capa (E)
Velho Mundo – a pátria das raízes Dieser Stein und Begraebnis gehöret Andreas Odebrecht und seinen Erben. Ano 1686. Esta pedra e túmulo pertencem a Andreas Odebrecht e a seus herdeiros. Ano 1686. (inscrição em lápide mortuária na Igreja da Universidade, em Greifswald) Em 1834 casavam-se os pais de Emil, o Conselheiro Jurídico do Real Tribunal de justiça August Odebrecht com a Srta. Louise Juliane Albertha L`oeillot de Mars, na Igreja do Palácio da Cidade de Stettin, Reino da Prússia.
Novo Mundo – a pátria da esperança. Em 1864 casava-se o filho, engenheiro Emil Odebrecht, com a Srta. Bertha Bichels, na Igreja Evangélica da Colônia de Blumenau – uma simples construção de madeira, que por exigência de lei imperial, era desprovida de torre, sino e cruz – em Santa Catarina, província do império do Brasil.
No dia 9 de fevereiro de 1863, em sua primeira grande expedição pela mata brasileira, escreve em seu diário: “(...) Queimei, ontem a noite, as perneiras das minhas calças, que eu havia estendido perto do fogo para secar (...). Já estou prevendo que, não vai demorar e eu terei de andar nu mesmo, através dos espinheiros.
Mas o que nos resta fazer, sem os alimentos? Comer traíras apenas e sem sal? Palmito não existe mais e caça rendosa não avistamos, há dias, (...) farinha que dá para sete dias apenas, (...). Não tivessem os soldados deixado cair nosso feijão no rio !!
Selo do prêmio 2007 CBG –
História e Cotidiano na Colônia Blumenau
Saga de um cartógrafo Europeu no Sul do Brasil.
Nos 35 anos em que Emil palmilhou as selvas brasileiras, nem ele nem seus homens tiveram problemas com os índios. Emil várias vezes acampou ao lado de suas malocas. Sabia fazer entender-se na língua deles.
Emil foi o engenheiro que Dr. Blumenau sempre de novo requeria para seus serviços... O governador Imperial constantemente o requisitava para missões difíceis, sigilosas... Netos e bisnetos se destacaram por admiráveis avanços no campo da engenharia.
Emil sonhava com o progresso, que estava acontecendo na Europa, Estados Unidos, Canadá...Em 1893 adquiriu um terreno no Salto Pilão, Vale do Itajaí, prevendo a construção de uma usina elétrica. Hoje, 106 anos depois, foi iniciada a terraplenagem para a mesma.
Os pais dos alunos reivindicavam e Dr. Blumenau, Diretor da Colônia, pedia insistentemente para que as autoridades do Governo mandassem professores de português, mas não foram atendidos.
(...) julgam por um lado, que o colono poderá ser tanto melhor explorado quanto mais baixo for o seu nível de instrução (...)
O tenente Odebrecht e a espada de duas guerras, 1864/70 e 1939/45. Na ativa, na guerra do Paraguai, e depois enterrada tempestivamente pela Sociedade de Atiradores de Blumenau.
“... Moças bonitas que também fariam a alegria numa aldeia da Alemanha montavam a cavalo à moda masculina” (Gieserbrecht, 1899,p.65).
Os imigrantes pomeranos: “...e nessa empreitada vingamos assim como, pois é, como nossa batatinha pomerana. Todas as famosas variedades de batatinhas com que os alemães ocidentais atingiram suas colheitas recorde por hectare, foram criadas e selecionadas no magro solo de Pomerânia Oriental e, como diz o autor:  Só depois do seu transplante, demonstraram todas as qualidades nela existentes” (Rautenberg, 1989).
  
Para saber mais acesse:

Transcrição das cartas, a letra gótica para a latina – Emilio Odebrecht, filho de Oswaldo Odebrecht.
Traduções Renate Sybille Odebrecht e Christiane Odebrecht Rupp.
Revisão : José Roberto Rodrigues.
Projeto Gráfico, coordenação editorial e capa: Max Jensen
Diagramação/Editoração: Saulo Kozel Teixeira.
Tratamento de imagens: Paulo Arazão
Ilustrações: Obra em Giz pastel (na capa em primeiro plano) e a vinheta no rodapé do Cap.16: Sônia Baier Gauche
Publicação: Copyright 2006

Para adquirir o livro:
Livraria Catarinense no Shopping, podendo ser  encomendado via internet. E em qualquer Livraria Curitiba e outros Estados. 

4 comentários:

Cao Zone disse...

Prezados/as, o neto do engenheiro em epígrafe, que se chamava Emilio Odebrech funda uma empresa em sociedade com Isaac Gondin, chamada Gondim e Odebrech Ltda. Em 1923 cria a Emilio Odebrech & Cia. Uma das empresas pioneira em uso do concreto armado no Brasil. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, pelo material importado, a construção se torna dificil no Brasil, e ele se retira dos negócios. Seu filho Norberto Odebrech sucede o pai em 1941. E depois temos todo esse formidável grupo empresarial. Abraços. Cao

Wieland Lickfeld disse...

Caro Adalberto, parabéns pelo presente recebido da Frau Odebrecht. De fato se trata de uma obra monumental, a ser guardada com todo o carinho. O trabalho de pesquisa realizado pelo querido casal Odebrecht, que está trabalhando num novo livro, é simplesmente brilhante. Emil Odebrecht apostou, literalmente, no Brasil. Veio para cá solteiro, teve seu potencial descoberto pelo Dr. Blumenau, retornou à Alemanha para se qualificar e depois voltou para cá e se tornou no que se tornou. Realmente uma figura que merece todo o nosso respeito. Grande abraço!

Marina disse...

Adalberto
Sou aluna do curso de Arquitetura e Urbanismo da FURB e estou no final da graduação.
Meu TCC terá como tema habitação social entre as Ruas Pastor Oswaldo Hesse e Alwin Schrader..
Estou fazendo a pesquisa histórica da área, com centro histórico, e tenho encontra muitas imagens e fatos importantes no seu blog.
Gostaria apenas de parabeniza-lo e dizer que é muito legal saber um pouco mais da história da nossa cidade com bons textos, seja quais forem os motivos para tais pesquisa!

Parabéns!

Att,
Marina Deichmann

Santos disse...

Oi amigo Beto. Como está o amigo? Está reagindo melhor aos vários problemas que está enfrentando? Peço a Deus que estejam se manifestando em menor escala, com menos sofrimento. Obrigado, amigo, pela importante referencia a essa pessoa tão valiosa, como foi para esta nossa região, o engenheiro Odebrecht. Como é bom conhecer-se essas figuras que desbravaram esses rincões, a pesar, como citado, do descaso de nosso governo central, para as reivindicações desses heróis. Um grande abraço e nossas bênçãos de
Deus para sua cura.
E,A. Santos

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