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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

- Inauguração da Cooper Garcia

Uma nova Cooper, no coração do Garcia.
Desde 1990 o Grande Garcia com a tragédia em 14 de outubro com 21 vitimas fatais, e repetiu-se em 15 de novembro de 1991, caiu no desagrado da população – o IDH despencou, e quando veio a tragédia maior de 2008, o desespero tomou conta dos Garcienses
A Cooper vem resgatar essa credibilidade, a autoestima dos Garcienses e nossa gente, e temos certeza que daqui para frente, voltaremos a ser o bairro de antes, ou seja, o primeiro a ser organizado na cidade e o mais antigo, de tantas tradições, pois foi aqui que começou o berço da indústria Têxtil 1868 com a Empresa Industrial Garcia, Corpo de Bombeiros em 1929, energia elétrica, a partir de 1929 com a primeira emissora de Rádio, através de alto falantes, tocados na Empresa Industrial Garcia através de seu grande diretor e fundador da Radio fusão em Santa Catarina, João Medeiros Jr., que fundou o Radioamadorismo e a Rádio Clube de Blumenau.
Amplo estacionamentos para quase 300 veículos. 
Inauguração da oitava filial marca início da expansão física da cooperativa, que nasceu em 1944 e é a segunda maior do Brasil.
No dia 28 de novembro 2012 quarta-feira, às 9 horas, foi inaugurada a nova Cooper Garcia. A Cooperativa de Produção e Abastecimento do Vale do Itajaí abre aos cooperados e clientes sua oitava filial, na Rua Amazonas, nº 3000. Esta será a mais completa loja da Cooper, terreno de 16 mil metros quadrados, com 21 mil metros quadrados construídos, ambientes climatizados, amplo estacionamento, esteira rolante e outros diferenciais que a posicionam entre os mais modernos equipamentos do segmento de varejo supermercadista do Brasil.
Cerimonial e autoridades constituídas
Prefeito eleito Napoleão Bernardes
Secretário de turismo de Blumenau, José E Bahls de Almeida, representando o prefeito.
Diretor-presidente da Cooper, Hercílio Schmitt
Padre João Bachmann da  Catedral São Paulo Apóstolo Centro e Pastor Horst Lümke da Paróquia Luterana Bom Pastor - que realizaram a cerimonia religiosa.

A Cooper Garcia seguirá o conceito “Power Center”, oferecendo, além da loja própria, uma estrutura de lojas de apoio e Praça de Alimentação. Farmácia Cooper e uma unidade da Viacredi integram o mix. Já na abertura, os cooperados e clientes puderam conhecer as instalações e já fazer suas compras. A inauguração proporcionou  eventos culturais e exposições.
 Está gerando 250 novos empregos diretos na região e tem área de check-outs com 28 caixas.
O mix tem mais de 25 mil itens de produtos e é o mais completo entre todas as lojas da cooperativa. Seguindo o conceito de “power center”, além do espaço próprio da filial, com aproximadamente 3,4 mil metros quadrados, a Cooper Garcia oferece farmácia própria, mais de 15 lojas de apoio, Praça de Alimentação com 220 lugares e estacionamento com 360 vagas, sendo 220 cobertas. Para garantir a acessibilidade de cooperados e clientes, a loja conta com esteiras rolantes, elevadores, sanitários adaptados e corredores largos.

Diferenciais de sustentabilidade

A nova filial da Cooper no Bairro Garcia foi construída em um terreno de 16 mil metros quadrados, que pertenceu à tradicional Família Schadrack. O projeto contempla modernos conceitos de sustentabilidade, a exemplo do sistema de coleta e aproveitamento da água da chuva para fins sanitários e de limpeza. A capacidade de armazenamento deste reservatório (250 mil litros) também evitará a sobrecarga das tubulações e da calha do Ribeirão Garcia nos períodos de precipitações mais intensas, permitindo liberar a água da chuva gradativamente.
A loja está entre as mais modernas do País quanto a tecnologias menos nocivas ao meio ambiente nos equipamentos de refrigeração, congelamento e câmaras frias, utilizando glicol e CO2. As aberturas em vidro contribuem para o aproveitamento da luz natural e o sistema de iluminação se utiliza de lâmpadas mais econômicas e de maior vida útil. Três geradores próprios, com capacidade de 1350 kva, garantem a continuidade de atendimento  no caso de falta de energia e possuem tecnologia para atenuar  ruídos aos níveis dos equipamentos dos hospitais (55 decibéis).
Outro diferencial de sustentabilidade foi a destinação de um espaço de 1635 metros quadrados (cerca de 10% do terreno*) como área verde, nos fundos do imóvel, onde estão sendo replantadas espécies nativas da região, incluindo os ipês retirados da área de construção. A palmeira borassus quase centenária que existia no terreno também foi remanejada, mas a Cooper optou por replantá-la em frente à loja, para que integre o paisagismo da fachada. 
Como parte do acordo de compensação pela supressão de vegetação originária, a Cooper adquiriu uma área de preservação ambiental de 20 mil metros quadrados, no Bairro Progresso.
Sistema viário
O acordo para aprovação do projeto da nova Cooper Garcia também incluiu a doação de 1566 metros quadrados (mais 10% da área do terreno*) para que a cooperativa fizesse o alargamento das ruas Amazonas e Soldado Moacir Pinheiro. A Cooper está investindo mais de R$ 700 mil na reurbanização da Rua Amazonas - asfaltamento dos recuos e calçadas - na extensão entre as ruas Jaborá e Soldado Moacir Pinheiro. Também fez o asfaltamento da Rua Soldado Moacir Pinheiro até a confluência com a Rua Paulo Kellner e outras melhorias no entorno, como a transposição da energia e iluminação pública. Está em execução, ainda, a obra de uma rede de drenagem pluvial independente, do empreendimento diretamente para o Ribeirão Garcia.
Estas contribuições da Cooper irão facilitar a continuidade do projeto da municipalidade para o sistema viário da região, que prevê uma futura ligação das ruas Amazonas e Hermann Huscher através de uma ponte sobre o Ribeirão Garcia.
* Somadas as doações para fins de melhoria de tráfego e compensação ambiental, a Cooper destinou mais de 20% de sua área total.
 Adalberto Day - Hercílio e Osnildo de Souza
Adalberto Day e o diretor da Viacredi, Vanildo Leoni
Diferenciais da nova loja
Padaria própria e a Cafeteria Sabor & Delícia, onde são oferecidos produtos fresquinhos e deliciosos, para serem consumidos no local ou levados para casa.
Ampla área de frutas/verduras/legumes onde os cooperados encontram também os produtos abastecidos por produtores rurais da região, através do Programa Cooper Agro, Açougue abastecido com carnes de ótima procedência, com cortes variados, Setor de eletros, sempre com as últimas novidades.

Farmácia Cooper, com um mix completo de produtos e atendimento de um farmacêutico responsável. Duas esteiras rolantes (as primeiras do bairro) e dois elevadores, Ambiente climatizado, Moderna comunicação visual.

Para mais informações ou agenda de entrevistas, entre em contato com:
New Age Comunicação /Assessoria de Imprensa da Cooper
Jornalista Responsável: Marli Rudnik
(47) 3340-8208 / (47) 9980-2356
marli@newagecom.com.br
Eu e minha esposa, tivemos a honra de poder contar e deixar retratada, um pouco da história do Bairro.
História
A Cooperativa da Hering foi fundada no dia 16 de março de 1944, um dia após, em 17 de março de 1944 foi fundada a Cooperativa de consumo dos empregados da Empresa Industrial Garcia (com o apoio do Senhor Ernesto Stodieck Jr. diretor ). Antes dessa Cooperativa a Empresa Industrial Garcia desde a década de 1920 possuía um armazém para os empregados no mesmo local.  A idéia foi de um grupo de colaboradores que buscava a solução para a escassez de produtos básicos, durante e pós-guerra. Localizava-se na Rua Amazonas logo após o estádio do Amazonas e ao lado da antiga ponte de acesso a Rua Emilio Tallmann. Uma nova fase da CooperArtex, que foi transferida em 1979 para a Rua da Glória, 344. Posteriormente, Cooperhering e atual Cooper.
O que é Cooperativismo? É uma doutrina, um sistema, um movimento ou simplesmente uma atitude ou disposição que considera as cooperativas como uma forma ideal de organização das atividades sócio-econômicas da humanidade. 
O que é Cooperativa? Cooperativa é uma associação de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, socias e culturais, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida. O cooperativismo teve sua origem na Inglaterra por iniciativa de operários da cidade de Rochdale. Prejudicados pelo novo modelo industrial - onde as máquinas inventadas substituíram o trabalho artesanal e algumas atividades - os operários foram levados a se preocuparem com outras formas de garantirem o sustento de suas famílias. Discutindo as dificuldades e buscando soluções, eles decidiram pela criação de uma sociedade de consumo, baseada no cooperativismo puro. Houve uma reunião, que teve a participação de 27 homens e uma mulher, foi realizada em novembro de 1843 e repetiu-se em 21 de dezembro de 1844, para a fundação de um armazém comunitário, com um capital inicial de 28 libras, representando uma libra que cada um do grupo havia economizado. Foi lançada então a Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale Limitada. Ao fim do primeiro ano, a Sociedade já contava com 74 sócios e um capital de 180 libras. Onze anos depois, a organização tinha 400 sócios. Nasceu assim o cooperativismo, Desde então, o movimento alastrou-se pelo mundo e as normas definidas por aqueles tecelões passaram a nortear as ações das cooperativas em todo o mundo.

Presentes no evento:
Comunidade em geral, Diretor Presidente da Cooper Sr. Hercilio Schmitt, Supervisora Regina Aparecida Eberle, Gerente Cooper Garcia Hilda Busanna. Vice Presidente Osnildo Maçaneiro, Ex. Prefeito Felix C. Theiss, Presidente da ACIB – Ronaldo Baungartner, Vereadores Deusdith de Souza, Vanderlei Paulo de Oliveira, Mauricio Gool, Vice-prefeito Rufino Regis, Vanildo Leoni Diretor da Viacredi, Padre João Bachmann, Pastor Horst Lümke, Secretário de turismo José Eduardo Bahls de Almeida e esposa Senhora Regina, jornalistas entre outras autoridades.

Para saber mais acesse:
Fonte: Dados - Informativo/Site Cooper/ChristianeArquivo: Adalberto e Dalva Day

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

- Blumenau e sua imprensa

“A TRIBUNA”
Com esse titulo, surgiu em Blumenau outro semanário sob a direção dos jornalistas Gentil Telles e Evelásio Vieira. “ A Tribuna” lançou ao público o seu primeiro número em 7 de outubro de 1957 e explicava em seu editorial de apresentação: “ Apesar de vivermos esmagados no mesmo meio, arrastando trabalho e dificuldades, queremos, sem maiores pretensões, com este jornal, emprestar a insignificância do nosso esforço a um empreendimento grande, nobre e valioso. Anima-nos, unicamente, a vontade firme e decidida de utilizar, total e completamente, a nossa capacidade de trabalho, a intenção sincera de servir de servos úteis. Pretendemos colher e semear a Verdade. Essa verdade que brota da sua própria natureza e fixa os seus valores na placa dos seus postulados. Jamais nos curvaremos a injunções políticas e interesseiras E aí por diante.
Com 12 páginas, esse primeiro número, bem impresso, trazia matéria variada, bem distribuída e através da qual já se via a verdadeira orientação do jornal: combater os governos do município e do Estado.
Seguindo o ponto de vista político do partido Trabalhista Brasileiro, desencadeou tenaz campanha contra os situacionistas da união Democrática Nacional, apontando, falhas e erros, criticando, às vezes acerbamente, a situação dos dirigentes locais.
Não desceu, porém, nunca, aos ataques pessoais e nem à linguagem desaconselhada órgãos de imprensa que se prezem, num meio avesso a tricas e fruticas da politicagem.
Formato 33 x 46,5 cm, que conserva, pois o jornal ainda continua, até os dias de hoje (1971), prestando bons serviços a coletividade.
O Dr. Gentil Telles ficou à frente da Direção do jornal até setembro de 1959, quando “A Tribuna” passou, por compra para a propriedade de Germano Beduschi, cidadão que já exercera, por mais de uma vez, o governo Municipal e era um dos próceres políticos locais. Evelásio Vieira já havia deixado, em novembro de 1958, de participar da direção, quando Egídio Volpato entrou para a gerencia da “A Tribuna”, e Péricles Prade para a sua redação , nelas se conservando até a transferência do jornal.

Dispondo de bons colaboradores “A Tribuna” atravessou todo esse período, fornecendo matéria variada, não apenas sobre a situação política e os interesses econômicos e culturais do município, mas igualmente sobre assuntos de caráter geral. O jornalista Cássio Medeiros, espírito arejado e combativo, mantinha assídua coluna sob o titulo “Três por Semana” que despertava muito interesse pela variedade dos assuntos versados e o bom senso com que eram tratados.
Antes de passar para as mãos do seu novo proprietário, Germano Beduschi, “A Tribuna” sofreu interrupção na sua publicação, em abril de 1959, tendo reaparecido em 7 de setembro, seguinte. Egídio Volpato figurava ao lado de Beduschi, como diretor.
De acordo com nota explicativa, publicada na primeira página, o jornal continuaria a mesma orientação que lhe fora dada pelos seus fundadores, ou seja “ o caminho que partilharemos será o mesmo em favor do povo”. Pouco depois, Volpato deixa de figurar como diretor, permanecendo só o Sr. Germano Beduschi. Já em fevereiro de 1960, entra para a redação Geraldo Luz que dá pouco depois, o seu posto a Waldir Wandall, entrando Nagib Barbiere para a direção. Este último, entretanto, não demora no cargo, pois, já no número seguinte ao que apareceu, seu nome não mais figura no cabeçalho.
Pelos fins de 1960, entra para a redação Onildo S. de oliveira que permanece apenas algumas semanas.
Daí por diante, passam ano cabeçalho, apenas Germano Beduschi como proprietário e como colaboradores: Diversos.
Mantendo uma linha de conduta coerente e de elevado nível, “A Tribuna” vem se mantendo dentro de uma trajetória digna de registro e de louvores.

Contando com a colaboração de elementos capacitados, como Geraldo luz, Álvaro Corrêa e outros que, embora não figurando no cabeçalho do jornal, emprestam-lhe o brilho da sua inteligência e a sua prática jornalística, “A Tribuna” vem cumprindo galhardamente o seu programa, vencendo tropeços e dificuldades sem conta sempre presentes em empreendimentos jornalísticos do interior. Germano Beduschi, nesse particular, tem se mostrado também um verdadeiro abnegado, dedicando esforços inauditos em prol do desenvolvimento do seu jornal e, conseqüentemente, da imprensa no Vale do Itajaí. Participando de quantas campanhas se têm desenvolvido em prol do progresso de Blumenau e do bem estar do seu povo, “A Tribuna” vai se impondo, cada vez mais, como um órgão orientado por elevados propósitos.


“BLUMENAU EM CADERNOS”

Esta publicação surgiu em novembro de 1957 em Curitiba. Ali residia, então, o seu fundador José Ferreira da Silva. Este blumenauense honorário, sempre dedicado ao estudo da história do Vale do Itajaí, embora temporariamente afastado do município que chegara a governar de 1938 a 1941, jamais deixou de se interessar pelo desenvolvimento cultural de Blumenau.


Em constante ligação com as principais figuras do mundo intelectual blumenauense, resolveu ele concretizar um projeto que o vinha preocupando há muito: o de dar publicidade, em pequenos cadernos mensais, ao vasto material existente no Arquivo Histórico do Município e, assim, preservá-los para a posterioridade.

Os primeiros números foram impressos nas oficinas tipográficas de Max Roessner, passando, posteriormente, os demais, a sê-lo nas da Gráfica Vicentina, ambas da capital paranaense.

Em 1962, quando “Blumenau em cadernos” já estava no quinto tomo, Ferreira da Silva retornou a Blumenau, passando a revista a ser impressa em oficinas desta cidade.

De acordo com o que se propôs no artigo de apresentação, a revista vem executando um interessante programa de estudo e divulgação dos fatos catarinenses, especialmente dos do Vale do Itajaí, publicando artigos, crônicas, relatórios, cartas e outros documentos históricos, prestando assim, assinalados serviços à coletividade.

“Blumenau em Cadernos” aparece mensalmente em 20 páginas de Texto, formato 16,5 x 23 cm., com capa ilustrada em duas cores. Está, atualmente, no XII tomo cada um deles com 12 cadernos formando já 11 volumes completos com mais de 2.650 páginas (1971). Constitui-se, por essa forma, a “Blumenau em Cadernos” o maior acervo impresso de informações histórica de Santa Catarina, tendo acolhido e continuando a ser honrado com a colaboração dos maiores expoentes das letras e da História da nossa terra.

Somos suspeitos para opinar sobre os méritos e préstimos desta publicação. Possuímos, entretanto, em nossos arquivos, centenas de opiniões de destacadas figuras do mundo social e cultural de Santa Catarina e de outros estados da Federação e até mesmo de outros países, todas salientando a valiosa atuação de “Blumenau em Cadernos” e a sua contribuição para o maior progresso intelectual barriga-verde.

“Blumenau em Cadernos” é mantido por pequena subvenção dos cofres municipais e por espontâneas contribuições de algumas indústrias e de particulares. Graças a essa cooperação, que, nos serve de estímulo, a publicação vai sendo feita com louvável regularidade.

“O MONITOR”
Dizendo-se “órgão da juventude social-progressista de Blumenau”, surgiu nesta cidade, a 15 de abril de 1958, um jornal quinzenal, sob o título “ O Monitor”. Era de distribuição gratuita e tinha como diretor Geraldo Luz, como redator Waldir Wandall e como gerente Lourival Nascimento. Os dois primeiros números (15 de abril e 16 de maio, respectivamente) apareceram com seis páginas, no formato de 25,5 x 36,5 cm.
O número 3 data de 2 de junho de 1959 e aparece em formato bem maior: 32 x 47,5 cm, tendo desaparecido do cabeçalho a indicação do órgão da Juventude Social Progressista e os nomes dos responsáveis, constando apenas como “órgão independente do Vale do Itajaí”. Já no segundo número, o nome do redator Waldir Wandall tinha sido substituído pelo de Péricles Prade. Foi uma folha de orientação política, ligada ao partido chefiado por Ademar de barros no âmbito nacional. Teve vida curta, mas foi muito combativo, bem feito e com boa colaboração.

“REVISTA AA BB”
Em janeiro de 1959 apareceu o primeiro número deu ma bem feita revista, com 20 páginas, formato 15,5 x 22 cm, órgão da Associação Atlética Banco do Brasil.
A “Revista AA BB”, Blumenau tinha como diretor Edison Müller, diversos redatores, de edição mensal e tinha por sede o Edifício do Banco do Brasil, à rua 15 de novembro. Era impresso na Tipografia e livraria Blumenauense S/A.
São do editorial de apresentação estas palavras: “Destinada, especialmente, aos associados da AABB, escudamo-nos, desde já no elevado espírito de compreensão que sempre nos tem unido, aos nos serem apontados os nossos defeitos. A feitura desta revista deve-se à colaboração imprescindível dos associados. Neste primeiro número apresentamos trabalhos dignos de figurarem nas melhores revistas do país fato que, sobremaneira, nos anima a continuar no campo da luta por muito tempo”.
Realmente, tanto esse primeiro como os demais números da Revista apareceram enriquecidos de excelente colaboração, artigos e contos bem feitos, bem escritos e de seções variadas, inclusive de palavras cruzadas, esporte, anedotas, piadas, variedades.
As primeiras nove edições saíram sob a direção de Edison Müller, as de números 10 e 21 sob a responsabilidade redatorial de Ary de S. Siqueira, a de nº 22 sob a direção de Rogério Bergonsoni e Edison Müller, figurando, este último, sozinho, como diretor-redator chefe no número 23. Deste, até o número 26, o Sr. Oswaldo Ladewig.

Com esse número, correspondente a setembro/outubro de 1966, a revista encerrou suas atividades. Lamentavelmente, porque foi um órgão de imprensa à altura do preparo intelectual, da experiência e cultura dos rapazes do Banco do Brasil, e que grandemente honrou a imprensa de Blumenau.
O nosso Arquivo Histórico possui toda a série dos números publicados.
Blumenau em Cadernos Tomo XII - * Abril de 1971 * - Nº 4
Colaboração: Sávio Abi-Zaid

terça-feira, 20 de novembro de 2012

- TAC

 TAC - TRANSPORTES AÉREOS CATARINENSE S/A



 Mais uma bela colaboração de Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor, onde relata sobre a antiga TAC – Transportes Aéreos Catarinenses S/A.   

A década de quarenta estava prestes a terminar  e na área de aviação alguns importantes fatos marcaram o ano de 1949 em Santa Catarina. 
Primeiro, foi um acidente com o hidroavião Catalina PBY-5 da TABA Transportes Aéreos, em Iguape (SP). Embora a empresa não tivesse sede em Santa Catarina,  a TABA era íntima dos catarinenses, pois  servia os passageiros através dos pousos que seus 2 hidroaviões faziam regularmente em São Francisco do Sul, Itajaí, Florianópolis, Laguna e Araranguá. E era pela TABA que os blumenauenses "voavam" para o Rio e outros destinos, a partir de Itajaí, com amerrissagens e decolagens do Rio Itajaí-Açú, um misto de viagem e aventura !

A frota da TABA era de apenas 3 aviões: 2 Catalinas e um Douglas DC3, que no dia do acidente em Iguape ao ir socorrer o Catalina acidentou-se também, ao pousar em um campo improvisado e sem condições. Estava decretado o fim da TABA.

Foi também em 1949 que começou a ser construído o Aeroporto de Itajaí, que teve sua Estação de Passageiros inaugurada em 6 de setembro de 1952. 
E finalmente, outro fato importante na área da aviação em nosso Estado foi a criação de uma empresa local de transportes aéreos: a TAC - Transportes Aéreos Catarinense S/A, com sede em Florianópolis.

A FUNDAÇÃO 
Existia no Rio de Janeiro uma empresa  chamada TAL - Transportes Aéreos Ltda., que em maio de 1948 começou a operar uma linha entre  o  Rio de Janeiro e Curitiba.
Em assembleia geral de acionistas, realizada em Florianópolis no dia 22 de setembro de 1949, a TAL foi transformada em TAC - Transportes Aéreos Catarinense S/A. 
Foram seus sócios fundadores: Aderbal Ramos da Silva, no ato representado por procuração pelo Dr. João  Batista Bonassis; Genésio de Miranda Lins; Luiz Fiuza Lima; Sidnei Nocetti; Agamenon Nocetti; CITAI-Cia. Catarinense de Transportes Aéreos; e os aviadores  Antônio Alexandrino José Maria de Bescúcia, Albino Teixeira Pinheiro Jr., Luiz Lanziolli e Fred Elton, este último de nacionalidade norte-americana, que foi representado no ato pelo colega Antônio Alexandrino.

AS OPERAÇÕES 
A partir de  1950, a TAC iniciou as suas operações, ligando regularmente Florianópolis e algumas cidades de Santa Catarina a Curitiba e ao Rio de Janeiro, ao norte, e a Porto Alegre, no sul.
Em 1950, por ocasião do Centenário de Blumenau, em 2 de Setembro, a TAC homenageou o município fazendo divulgar uma peça publicitária de um avião Douglas DC-3 de sua frota sobre a cidade de Blumenau.
A última capa da Revista "O Vale do Itajaí", comemorativa do centenário e editada em Blumenau, estampou a referida propaganda em página inteira. Mas como se tratava de um trabalho artístico, desenhado a bico de pena e não uma foto, não se sabe se realmente um DC-3 da TAC voou, naquela época, pelos céus de Blumenau.
Em 1956, a TAC operava 11 cidades e seus vôos incluiam os seguintes aeroportos, por ordem alfabética de município, com  suas denominações na época (se possuíam): 
- Chapecó - Aeroporto Serafim Bertaso
- Curitiba - Aeroporto Afonso Pena
- Florianópolis - Aeroporto Hercílio Luz
- Itajaí - Aeroporto Salgado Filho (primeiro nome do aeroporto. Hoje é nome do aeroporto de Porto Alegre).
- Joaçaba - Aeroporto Santa Terezinha
- Joinville - Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola
- Lages - Aeroporto Municipal
- Paranaguá
- Porto Alegre - Aeroporto Salgado Filho
- Rio de Janeiro - Aeroporto Santos Dumont
- Santos
- Videira - Aeroporto Ângelo Ponzoni.

A FROTA 
A frota da TAC era composta de 5 aeronaves Douglas DC-3, aviões valentes e que voaram com galhardia pelos céus do mundo inteiro durante décadas.
O FIM 
Em determinado momento, a TAC firmou contrato de operacionalidade com outra companhia aérea, a Cruzeiro do Sul, até que em 1966 foi vendida e absorvida definitivamente pela Cruzeiro do Sul.
Texto e arquivo Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor em Blumenau 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

- Ligueli e o automobilismo em Blumenau

Em histórias de nosso cotidiano apresentamos o famoso e conhecido taxista e automobilista blumenauense Carlos Federico Mertens, também conhecido como Ligueli ou Ligueligue para a maioria  Lig Lig (faleceu em 2004)  -  e outros participantes.
Quem nos enviou as fotos foi seu Neto Felipe Mertens Brancher.
Introdução: José Geraldo Reis Pfau/publicitário em Blumenau
Corridas
Blumenau esteve no circuito nacional de competições de automobilismo de rua no centro de cidade nos anos 19(60).
Na época as cidades promoviam corridas de rua como aconteceu nos 200 km de Joaçaba em 1965, Lages com 500 km em 1966, Chapecó com 4 horas em 1967 e Blumenau foi palco num destes espetáculos. Com carros e pilotos catarinenses e de outros estados brasileiros.
Uma época que terminou com um desastre com morte e feridos numa prova de rua em Joinville. A partir daí estas provas só em autódromos.
Na competição de velocidade tínhamos carros como Simca, DKWs, Fuscas, Gordinis, Berlinetas Interlagos que eram automóveis da moda no Brasil.
O envolvimento da cidade era grande e fez despertar o desejo pela velocidade de muitos blumenauenses. A vitória ficava por conta de uma equipe que teve reconhecimento nacional e era de Piracicaba (SP) com DKWs comandada por Maks Weiser. Das cidades de Santa Catarina tivemos pilotos de todas as grandes cidades como Itajaí, de Lages e Joinville.
De Blumenau o profissional do volante “Ligueligue” (Simca) liderava o grito da torcida, e nos DKWs pilotos como Fritz Reimer, Julio Reichow, Sergio Buerger, Arminio Klotz e outros personagens da rápida história naquela época do nosso automobilismo. O circuito na sua grande maioria era em ruas calçadas com paralelepípedos, e em Blumenau incluía o trajeto da Rua 7 de Setembro, com largada na esquina do Hotel Rex, pelas curvas da Rua João Pessoa, subindo, em estrada de barro, o morro da Companhia “Hering” , percorrendo no asfalto pelo bairro Bom Retiro na rua Hermann Hering, entrando no paralelepípedo na Floriano Peixoto e fechando o circuito com a Rua 7.
Lembro mais um forte candidato a vencer a prova era o lageano  Plinio Luersen (SIMCA). Outro era um Batistela de Lages com um Willys Interlagos coupe, de Blumenau tinha um Willys  Interlagos Berlineta prateada cujo apelido do piloto era "Caveira".).
Pouco me lembro dos dados desta corrida.Mas houve uma corrida em Blumenau ano 1969 em que o Max Weiser venceu e que um Gordini preparado pela engenharia mecânica da UFSC tirou segundo lugar.O piloto era Luiz Carlos Brasil. ( Luiz Henrique Pfau
Comentário do Pfau Nós, amigos e adolescentes, residentes na região da Rua Amadeu da Luz, São José e Getúlio Vargas fazíamos parte de um grupo de amigos com carros (alguns com o carro do pai) que formamos uma escuderia. Escuderia na época era moda e se colocava um adesivo redondo (30 cm de diâmetro) no vidro traseiro dos carros para dizer que essa era uma turma organizada e eram da mesma equipe. Nós criamos a Escuderia Zangão. Aproximamo-nos do Lig Lig e ele estava viabilizando sua condição de competir e nós nos propomos a "pintar" o patrocínio, nº, etc., no carro dele e com isso ele competiu com "Equipe Zangão". (Veja no capô do SIMCA)
Desenho criado por volta do ano de 1963/64 por José Geraldo Reis Pfau

Conta à história uma parte  engraçada. As emissoras de rádios entrevistavam os pilotos, com objetivo de criar a expectativa. Numa dessas envolveu os pilotos locais, Ligueligue e Fritz, já com estabelecida rivalidade, um de Simca, taxista; outro de DKW, proprietário de uma loja de canetas. Ainda não tinham decidido se corriam por causa da ameaça do mau tempo. Ao ser informado pelo repórter que Ligueligue iria, sim, entrar na prova mesmo com chuva, Fritz, com seu sotaque carregado não deixou por menos e anunciou forte para os ouvintes: ”Se Liclic core, Fritz tampém core”! . A frase entrou para o folclore. Na internet diz que na prova “Uma Hora de Blumenau” registra como primeiro colocado foi Mario Wilson Soares, DKW e segundo Arminio Klotz, DKW. Nas Três Horas de Itajaí o primeiro colocado foi Max Weiser - DKW, 65 v em 3h02m13s seguido de Otavio do Canto/Dalmir Rocha – DKW + Mario Soares/Artur Fagundes – Renault + Arno Luersen/Antonio Carlos dos Santos – Simca + Carlos Frederico Mertnes/Elmar Seidelmann – Simca +  Jose Avila dos Santos/Francisco Berti – DKW + Eloir Ernandi/Olivir Pereira – DKW +  Julio Reichow/Vitorinio Ventura + Errold Klotz/Arminio Klotz – DKW + Helio Sclemper/Albenir Gentil – Simca.
Arquivo: Família  Mertens/Brancher 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

- Histórias da minha Avó

Em histórias de nosso cotidiano, apresentamos hoje mais uma crônica da Escritora Urda, relatando em sua crônica sobre os costumes e histórias de sua avó Emma.
 
Minha avó¹ não tinha dentes. Eu passei a conviver diariamente com ela quando ela tinha se tornado irremediavelmente velha, aos sessenta anos, e ela me fascinava por ser um poço sem fundo de histórias para contar, e também pelo fato de não ter dentes.

Minha avó Emma ensinou-me coisas estranhas. Por exemplo, no começo do verão, naquelas maravilhosas tardes de começo de verão em que os pepinos estavam começando a formar os frutos no nosso quintal, minha avó fazia coisa estranhíssima: colhia um pequeno pepino ainda em formação, tenro pepino de casca verde, e sentava-se à sombra, numa grande pedra que havia no nosso jardim. Com uma faca afiada, ela ia cortando o pepino em finas fatias translúcidas, com casta e tudo, e punha-se a mascá-las.
É claro que eu não arredava do pé dela, totalmente fascinada por aquela pessoa estranha que comia pepino sem sal e sem vinagre, e COM CASCA!, e podia ficar por horas acocorada perto dela, a espiar como suas gengivas sem dentes mascavam as finas fatias do pepino, que ela saboreava com tanto prazer. É claro, também, que em pouco tempo eu também comia pepino do mesmo jeito que ela, e aquele é um gosto que ainda hoje tenho na boca, de tão bom que era!
Nas amenas tardes do começo do calor, minha avó, além de me dar o espetáculo das suas gengivas desdentadas trabalhando, me deu o incomensurável presente das suas histórias.
Ela chegara ao Brasil prestes a fazer sete anos, oriunda da Lituânia, que a gente não sabia bem onde era e ela dizia que era na Rússia. Hoje sei muito bem que a Lituânia é, de novo, um país soberano, depois da dissolução da União Soviética, mas, naqueles idos de 1960, a Lituânia era apenas um lugar nebuloso na minha Geografia pitoca, que, de certo, só existia nas histórias da minha avó.
Ela se lembrava muito bem de como as coisas eram lá, e aquilo era muito mais empolgante do que qualquer livro com histórias de fadas, ainda mais contado por ela, a comer pepino com casca com as suas gengivas vazias.
Do que ela se lembrava? Do inverno, com certeza a coisa mais marcante que guardara da sua primeira pátria. No inverno, andava-se de trenó por cima de muito gelo e, se  jogasse para cima um punhado de água com a mão, a água caía transformada em pedrinhas de gelo. Eu a ouvia contar totalmente fascinada; daria qualquer coisa para conhecer um lugar assim, onde eu poderia produzir o meu próprio granizo o inverno inteiro, e não ter de esperar pelos raros granizos que já vira na minha terra de Blumenau.
Nem tudo tinha sido fascinação nos invernos de gente pobre da Lituânia no final do século passado, claro que não. A família da minha avó morava em casa exígua, que tinha como peça e/ou objeto principal o que ela chama de forno. Considerando que ela nunca aprendeu corretamente o português, eu creio que com “forno”, ela queria dizer lareira. Era em torno desse “forno” que a vida da família decorria no inverno. Dormia-se em torno dele; degelavam-se diante dele os repolhos e as batatas das parcas refeições, repolhos e batatas contados e recontados, para que durassem até o final do inverno, sempre mais escassos conforme a estação se adiantava.
E no forno, pensam que havia farta lenha para as chamas crepitantes? Nada disso, a lenha era racionada, o governo lituano só permitia que cada família cortasse pequeno trecho da floresta por ano, insuficiente para o calor na época das grandes neves. Era mister secar todo o esterco do gado e armazená-lo, para queimar quando a lenha acabasse.
Dona Emma e Sr. Oskar Klueger.
O mais incrível de tudo o que a minha avó contava, porém, era sobre as visitas. Se se fizesse ou recebesse visita, ficava implícito que os visitantes trariam sua própria comida, já que o anfitrião não tinha o que oferecer à uma boca a mais. Seria isto possível, em algum lugar no mundo? Esse fato ficava além da minha imaginação de menina criada em terra de fartura, e para exorcizá-lo, eu ia correndo buscar grossa fatias de pão de casa com manteiga e mussi de banana, o quitute preferido da minha infância. Enquanto eu mastigava o meu pão com mussi, minha avó, placidamente continuava mascando suas finas fatias de pepino novo, a olhar, lá atrás dos morros, o Sol que se escondia.
Minha avó não tinha dentes. Mas como ela sabia contar histórias!
¹ Emma Katzwinkel Klueger.
  
Blumenau, 08 de Abril de 1996. 
Urda Alice Klueger/escritora em Blumenau
Arquivo Família Kluger/Adalberto Day

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

- Emil Odebrecht

Rolf Odebrecht e Renate Sybille Odebrecht 
Cartas de Família
E Ensaio Biográfico de seu filho Oswaldo Odebrecht Sênior.
Senhora Renate e Adalberto
Fomos presenteados no dia 26 de outubro de 2012, com um belo exemplar autografado pela Senhora Renate Sybille Odebrecht que nos recebeu calorosamente em sua residência em Blumenau.
Foram décadas de pesquisa nos relatou a Senhora Renate, com a publicação em 2006; composta por  576 páginas.
Apresentamos neste espaço apenas uma pequena passagem de apresentação do livro sobre a família Odebrecht.
 Capa (D) e contra capa (E)
Velho Mundo – a pátria das raízes Dieser Stein und Begraebnis gehöret Andreas Odebrecht und seinen Erben. Ano 1686. Esta pedra e túmulo pertencem a Andreas Odebrecht e a seus herdeiros. Ano 1686. (inscrição em lápide mortuária na Igreja da Universidade, em Greifswald) Em 1834 casavam-se os pais de Emil, o Conselheiro Jurídico do Real Tribunal de justiça August Odebrecht com a Srta. Louise Juliane Albertha L`oeillot de Mars, na Igreja do Palácio da Cidade de Stettin, Reino da Prússia.
Novo Mundo – a pátria da esperança. Em 1864 casava-se o filho, engenheiro Emil Odebrecht, com a Srta. Bertha Bichels, na Igreja Evangélica da Colônia de Blumenau – uma simples construção de madeira, que por exigência de lei imperial, era desprovida de torre, sino e cruz – em Santa Catarina, província do império do Brasil.
No dia 9 de fevereiro de 1863, em sua primeira grande expedição pela mata brasileira, escreve em seu diário: “(...) Queimei, ontem a noite, as perneiras das minhas calças, que eu havia estendido perto do fogo para secar (...). Já estou prevendo que, não vai demorar e eu terei de andar nu mesmo, através dos espinheiros.
Mas o que nos resta fazer, sem os alimentos? Comer traíras apenas e sem sal? Palmito não existe mais e caça rendosa não avistamos, há dias, (...) farinha que dá para sete dias apenas, (...). Não tivessem os soldados deixado cair nosso feijão no rio !!
Selo do prêmio 2007 CBG –
História e Cotidiano na Colônia Blumenau
Saga de um cartógrafo Europeu no Sul do Brasil.
Nos 35 anos em que Emil palmilhou as selvas brasileiras, nem ele nem seus homens tiveram problemas com os índios. Emil várias vezes acampou ao lado de suas malocas. Sabia fazer entender-se na língua deles.
Emil foi o engenheiro que Dr. Blumenau sempre de novo requeria para seus serviços... O governador Imperial constantemente o requisitava para missões difíceis, sigilosas... Netos e bisnetos se destacaram por admiráveis avanços no campo da engenharia.
Emil sonhava com o progresso, que estava acontecendo na Europa, Estados Unidos, Canadá...Em 1893 adquiriu um terreno no Salto Pilão, Vale do Itajaí, prevendo a construção de uma usina elétrica. Hoje, 106 anos depois, foi iniciada a terraplenagem para a mesma.
Os pais dos alunos reivindicavam e Dr. Blumenau, Diretor da Colônia, pedia insistentemente para que as autoridades do Governo mandassem professores de português, mas não foram atendidos.
(...) julgam por um lado, que o colono poderá ser tanto melhor explorado quanto mais baixo for o seu nível de instrução (...)
O tenente Odebrecht e a espada de duas guerras, 1864/70 e 1939/45. Na ativa, na guerra do Paraguai, e depois enterrada tempestivamente pela Sociedade de Atiradores de Blumenau.
“... Moças bonitas que também fariam a alegria numa aldeia da Alemanha montavam a cavalo à moda masculina” (Gieserbrecht, 1899,p.65).
Os imigrantes pomeranos: “...e nessa empreitada vingamos assim como, pois é, como nossa batatinha pomerana. Todas as famosas variedades de batatinhas com que os alemães ocidentais atingiram suas colheitas recorde por hectare, foram criadas e selecionadas no magro solo de Pomerânia Oriental e, como diz o autor:  Só depois do seu transplante, demonstraram todas as qualidades nela existentes” (Rautenberg, 1989).
  
Para saber mais acesse:

Transcrição das cartas, a letra gótica para a latina – Emilio Odebrecht, filho de Oswaldo Odebrecht.
Traduções Renate Sybille Odebrecht e Christiane Odebrecht Rupp.
Revisão : José Roberto Rodrigues.
Projeto Gráfico, coordenação editorial e capa: Max Jensen
Diagramação/Editoração: Saulo Kozel Teixeira.
Tratamento de imagens: Paulo Arazão
Ilustrações: Obra em Giz pastel (na capa em primeiro plano) e a vinheta no rodapé do Cap.16: Sônia Baier Gauche
Publicação: Copyright 2006

Para adquirir o livro:
Livraria Catarinense no Shopping, podendo ser  encomendado via internet. E em qualquer Livraria Curitiba e outros Estados. 

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