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domingo, 25 de dezembro de 2011

- Inri Cristo



Em histórias de nosso cotidiano, apresentamos um texto do Jornalista e escritor Carlos Braga Mueller, que nos relata Sobre INRI CRISTO.



ANTIGAMENTE EM BLUMENAU, O RÁDIO ERA ASSIM.

Por Carlos Braga Mueller

A Rádio Clube de Blumenau, que ostentava antigamente um honroso prefixo PR (PRC-4) prepara-se para comemorar seus 80 anos de vida.

Dos meus tempos de PRC-4, me voltam à memória alguns momentos que valem a pena registrar:
O INRI CRISTO COMEÇOU NA RÁDIO CLUBE
Na segunda metade da década de cinquenta eu era locutor de estúdio da PRC-4 Rádio Clube de Blumenau. De "estúdio" eram os locutores que liam as mensagens publicitárias (os reclames) e anunciavam os nomes das músicas que eram rodadas na programação.
O locutor ficava em uma sala forrada com material que evitava eco e à sua frente, em sala separada por um vidro, ficava a técnica de som, como era chamada a aparelhagem onde se conectavam os microfones e os toca discos, os "pratos", que recebiam discos em 78 rotações ou em 33 rpm, os então recém chegados long-plays, que novidade !
Se os 78 de cera quebravam ao cair no chão e tinham agulhas descartáveis, os LPs podiam cair que não estragavam e as agulhas de diamante duravam uma eternidade.

Pois bem. Certo dia um dos nossos operadores de som teve que deixar a rádio, se não me engano para servir o Exército.
Era filho do seu Theiss, um homem boníssimo, conhecido pela cidade inteira, porque vendia bilhetes de loteria, principalmente nas lojas da Rua 15. Ia passando pelas calçadas e na frente de cada loja gritava: Olha a loteria. Vão querer?

O filho do seu Theiss procurou o seu Flávio Rosa, nosso Diretor, e disse que tinha um irmão mais novo, dos seus 15 anos, que podia aprender a ser técnico de som. E veio o jovem aprendiz.
Foi duro ensiná-lo a operar aqueles botões. Quantas e quantas vezes eu anunciava a música e tinha que sair da mesa de locução, pé ante pé, e chegar até a mesa de som para desligar o botão do microfone! Ele simplesmente esquecia-se de cortar o som da cabine de locução.

O jovem me olhava com cara de culpado ... mas fazer o que ? Um dia ele aprenderia. Logo, porém, ele jogou a toalha e foi em busca de outro emprego.
Passaram-se os anos e eis que vejo uma reportagem, não sei se na revista "Manchete" ou no "O Cruzeiro", mostrando a reencarnação do filho de Deus na terra ! E quem estava lá, estampado?
A foto está neste link: http://profetada.com.br/?p=776
O jovem Thais, que havia sido nosso operador de som na PRC-4. Ele se auto intitulava agora INRI CRISTO e, pasmem, tinha até carteira de identidade com esse nome, que fazia questão de mostrar aos que duvidavam da sua identidade divina.
Deixara crescer a barba, falava com os "erres" de pastor evangélico, e se fazia cercar de apóstolos e apóstolas. Todos trajando mantas brancas, como ele.Thais... digo INRI, tinha fincado sua sede em Curitiba.
Ainda hoje INRI CRISTO se intitula o filho de Deus. Os cabelos longos embranqueceram, a coroa que usa é de seda e não tem mais espinhos. Continua com muitos seguidores, mas é bufão quando vai a TV dar entrevistas. Os apresentadores se divertem com ele. Mas como não faz mal a ninguém, INRI CRISTO circula bem entre a moçada do rádio e da TV. Ratinho, até por ser também de Curitiba, é um que dispensa muita atenção ao profeta.
E nós, que o conhecemos adolescente, podemos dizer que um dia tivemos problemas com o Cristo em pessoa!
Aliás, quando INRI lá pelos anos 70 provocou um escândalo em uma igreja do Pará durante uma festa, açoitando os infiéis que "haviam transformado a casa de Deus em um bazar", chamaram a polícia e o delegado logo o soltou. Perguntado por que, o homem da lei foi enfático:
- E se ele for mesmo o filho de Deus?
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História
Eu conheci o INRI CRISTO, quando ainda jovem no bairro da Velha, e ainda se chamava Álvaro Thais. Durante o início dos anos 1970, muitas vezes o encontrei pela Rua XV de Novembro - praças públicas, fazendo suas pregações.

INRI CRISTO nasceu em Indaial,  estado de Santa Catarina, em 22/03/1948. A parteira que testemunhou o nascimento entregou o menino de origem desconhecida a um casal de camponeses alemães católicos, Wilhelm e Magdalena Theiss. INRI CRISTO frequentou a escola Pedro II e  Adolfo Konder, em Blumenau , tão somente até o terceiro ano primário. Deixou de estudar , pois tinha que carregar água para ajudar a mulher que o criara no ofício de lavadeira, a fim de contribuir no sustento da família.
Desde a infância INRI obedece a uma voz forte e poderosa que lhe fala no interior da cabeça; obediente a esta voz abandonou o aconchego do lar aos 13 anos, passando a viver independente da família de criação.
Ainda jovem, trabalhou como verdureiro, entregador de alimentos, padeiro, mascate, garçom vendedor de rifas.

Em 1969, iniciou a vida pública como profeta, apresentando-se como Iuri; falava nas rádios anunciando o porvir e ajudava as pessoas com a solução de seus problemas. Por ser ateu, vivia como profeta de um DEUS desconhecido. Em 1971, começou a falar nas televisões, o que lhe possibilitou conhecer os mais altos escalões sociais. Este período facultou-lhe um minucioso estudo na escola da vida e lhe rendeu o conhecimento puro de ciências humanas, que não se aprende nos livros nem nas academias convencionais, necessário para o cumprimento de sua missão. Em 1976, no caminho da transcendência espiritual, INRI tornou-se vegetariano. Em 1978, saiu do Brasil e peregrinou por diversos países da América Latina. Em setembro de 1979, obediente à mesma voz que o comanda, submeteu-se ao jejum em Santiago do Chile, ocasião em que a voz se revelou como sendo seu PAI, SENHOR e DEUS, o DEUS de Abraão, de Isaac e de Jacó, revelando-lhe, igualmente, sua identidade, ou seja, que era o mesmo Cristo crucificado há quase dois mil anos.

Passou a viver como apátrida, peregrinando por vários países e cidades do mundo, especialmente Europa e América Latina, sempre proferindo sermões ao público de cada cidade. Apátrida porque, obediente à voz em sua cabeça, incinerou todos os seus documentos civis (onde constava seu nome de batismo, Álvaro Thais, por seu nome novo ser INRI CRISTO, como afirma que DEUS lhe revelou. Foi expulso de vários países, como Estados Unidos e Inglaterra, mas bem acolhido na França por nove meses. Nessas peregrinações foi preso mais de 50 vezes, por não possuir pátria. Já de volta ao Brasil (por extradição), em 28 de fevereiro de 1982 praticou o que diz ser Ato Libertário ("anulação da Igreja Católica..."), em Belém do Pará. vivendo como apátrida até 24 de outubro de 2000, data em que o egrégio Tribunal de Justiça do Paraná expediu acórdão determinando a retificação da certidão de nascimento de Inri Cristo junto ao Cartório de Registros Públicos da Comarca de Indaial-SC, e reconheceu sua nova identidade, passando a constar legalmente em todos os documentos civis (Passaporte, RG, CPF, CNH, etc...) "INRI CRISTO" como seu legítimo nome.
Adalberto Day/cientista social e pesquisador da história
Para saber mais acesse :
Entrevista concedida em 1983 ao jornalista Carlos Tonet

Carlos Braga Mueller
Jornalista e escritor
Arquivo Dalva e Adalberto Day
***********
ADENDO
SERIA MESMO INRI CRISTO O JOVEM APRENDIZ DE SONOPLASTA EM BLUMENAU?

Surgiu agora uma dúvida. Seria o jovem Álvaro Thais o aprendiz de sonoplasta da PRC-4 Rádio Clube de Blumenau há 50 anos ?
Sobre este assunto, recebemos correspondência do próprio INRI CRISTO, assinada por sua assessora e discípula Assinoê Oliveira, na qual ele contesta ter trabalhado na PRC-4, esclarecendo que foi um irmão seu que prestou serviços naquela emissora.
Todavia, expressa a vontade que sempre teve em sua pré-adolescência de atuar naquela rádio de Blumenau.
Reproduzimos abaixo a correspondência que recebemos de INRI CRISTO e em seguida vocês poderão ler mais algumas considerações do jornalista Carlos Braga Mueller, autor da matéria neste blog.
Correspondências (via e-mail) recebidas de INRI CRISTO.
Adendo da Assessoria de INRI CRISTO com seu conhecimento:
Olá, Adalberto!
Em seu blog você publicou um texto de Carlos Braga Junior sobre INRI CRISTO, porém, é necessário esclarecer que INRI nunca trabalhou na Rádio Clube de Blumenau e sim seu irmão de criação, já falecido, Aldolino Theiss. Como pode ver até por asposas coincidências o nome de Aldolino Theiss foi registrado corretamente Theiss, como é originário da Europa, enquanto no nome de INRI CRISTO houve um equívoco do tabelião que escreveu Thais ao invés de Theiss. Aldolino Theiss tinha o mesmo sobrenome do ex-prefeito Félix Theiss.
INRI CRISTO nasceu em 22 de março de 1948 e o sonoplasta mencionado na reportagem Aldolino Theiss, nasceu em 22 de novembro de 1946. Na época em que Aldolino trabalhava na rádio Clube, INRI CRISTO trabalhava numa verduraria de japoneses, num box que havia na Rua Nereu Ramos. Logo após o local onde estava a Rádio Clube havia a Churrascaria Palmital; antes de chegar ao prédio do INSS que ficava na esquina havia a mencionada feira permanente, em cujo primeiro box à esquerda estava a verduraria dos japoneses da família Iriê onde INRI CRISTO trabalhou como verdureiro de 1960 a 1963. INRI sente saudades dessa época.
O seu irmão de criação, Aldolino Theiss, era o sonoplasta; ele saiu da rádio para trabalhar na instaladora Blumenau, da família Cascais, enquanto INRI continuou como verdureiro até 1963. INRI lembra inclusive das coisas que o irmão de criação dizia fazer na rádio; lembra que ele falava dos locutores Nelson Rosenbrock e Nilton Simas. INRI CRISTO recorda de um momento marcante em que Aldolino Theiss lhe mostrara com júbilo uma medalha que ganhou, por ocasião da enchente que houve em Blumenau e ele tinha que andar de canoa até a rádio para fazer seu trabalho de sonoplastia. Se por ventura existem registros nos anais da rádio poderão ver o nome de Aldolino Theiss. Álvaro Thais era o nome que INRI CRISTO fora registrado ao nascer, conforme está até hoje nos documentos. Depois da decisão judicial seu nome completo é Álvaro INRI CRISTO Thais.
Confira nesse link tudo sobre a história jurídica do nome de INRI CRISTO
http://www.inricristo.org.br/index.php/pt/o-tempo .
Aldolino Theiss saiu da instaladora para servir o exército no Rio de Janeiro, o que para ele foi um transtorno, pois se apaixonara por uma moça da cidade. INRI lembra com muito carinho do seu irmão de criação, falecido num acidente de carro no Rio de Janeiro.
Para bem confirmar a condição e posição de INRI CRISTO quando era verdureiro de 1960 a 1963, ele pediu que lhe descrevesse uns lugares no qual ele entregava verduras. Ele lembra com certa nostalgia desse período que entregava verduras ao Restaurante Gruta Azul que ficava na Rua Marechal Floriano logo depois da XV; também entregava verduras ao Restaurante do russo Victor Rogouchie que ficava do lado da Beira Rio e da Praça Dr. Blumenau, onde em 1981 INRI reuniu o povo para dar um sermão e até parou o trânsito. Victor Rogouchi transferiu mais tarde o seu estabelecimento para o Restaurante Aquarius por ocasião da inauguração do Grande Hotel de Blumenau. INRI entregava verduras na Alameda Rio Branco, na casa do Dr. Lourival Saade, também para o Maestrini que se tornou diretor de televisão. Entregava verduras até na Boate Imperial, lugar mais inusitado por onde passou nesse período, que ficava na Itoupava Central depois da Ponte Salto. Ele entregava verduras para vários clientes que tinha nas transversais na Alameda Rio Branco, no Bom Retiro, para o Dr. Moussi, advogado. Nesse mesmo tempo o Aldolino trabalhava na Rádio Clube de Blumenau. Inclusive INRI lembra que houve um período por conta das enchentes que ele não podia trabalhar, a Rua XV ficava toda debaixo d'água. As mercearias tinham que retirar todo depósito e colocar no andar superior. A mercearia Blumenau que ficava em frente do Bola Sete ao lado do Restaurante Petisqueira, por exemplo, INRI até ajudou a evacuar as caixas de pepinos e outras conservas. INRI entregava verduras na Rua Nereu Ramos para a viúva do tabelião Nóbrega.

Nesse mesmo tempo, além da Rádio Clube e da Rádio Nereu Ramos de Blumenau tinha também o Zone Cassiano e ele tinha uma espécie de rádio improvisada num carro com alto falante e andava pelas ruas de Blumenau fazendo concorrência com as emissoras de rádio. Ele era filho do Cassiano das Neves dono do Ninho da Sorte, única casa lotérica que tinha no centro da cidade na época.
INRI diz ter boas recordações da Rádio Clube, naquele tempo a rádio mais respeitada e ouvida de Blumenau; já a rádio Nereu Ramos não tinha a mesma audiência, cujo diretor na época era o Lazinho (Evelásio Vieira) tornou-se Senador da República. A Rádio Clube era tradição em Blumenau nos tempos em que INRI era ouvinte, no período de sua adolescência. INRI até gostaria de ter trabalhado na rádio se o tivessem convidado, mas quis o destino que INRI passasse a conviver em ambiente de rádios somente quando iniciou sua vida pública em março de 1969, aos 21 anos. Começou pela Rádio Princesa de Francisco Beltrão - PR, dirigida por Domingos Bertanholi, que era o proprietário, e a partir de então falou em centenas de rádios em todo o Brasil. Inclusive falou durante horas na Rádio Nacional do Rio de Janeiro e na Super Rádio Tupi convidado pela Cidinha Campos em 1981.
INRI tem muitas recordações de Blumenau onde passara sua infância e pré-adolescência.
Ele iniciou sua alfabetização no D. Pedro II e depois o 3° e último ano por motivo de transferência de residência no Adolph Konder.
INRI apreciou ver o prédio da Rádio Clube publicado em seu blog e ficou feliz em constatar que o jornalista Carlos Braga está fazendo um excelente trabalho de história.
INRI CRISTO percebeu que você é uma pessoa de lisura e se você achar de bom alvitre para preservar a verdade genuína você pode proceder com a correção.
Fizemos questão de fazer essas correções no intuito de contribuir com seu trabalho e no afã que a verdade prevaleça.
Seja bem-vindo aqui na sede da SOUST, em Brasília, se tiver interesse de coletar outras informações.
Cordialmente,

Assinoê Oliveira - Discípula
Assessora do MÉPIC
Movimento Eclético Pró INRI CRISTO
Telefone da assessoria: 61 3404 0134
Site oficial de INRI CRISTO: www.inricristo.org.br
Twitter oficial de INRI CRISTO - http://twitter.com/_INRICRISTO
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CONSIDERAÇÕES DE CARLOS BRAGA MUELLER
Lembro-me de um Theiss, que INRI CRISTO em seu e-mail classifica como seu irmão de criação Aldolino, como sendo o técnico de som (sonoplasta) da PRC-4 Rádio Clube de Blumenau de 50 anos atrás, ao tempo em que eu era locutor da emissora e usava um pseudônimo, como era moda: Charles Neto !
Recordo também que quando este técnico de som teve que deixar a rádio, disse que tinha um irmão menor de idade que poderia ficar no lugar dele. É bom salientar que naquela época aos 14 anos já se podia trabalhar com carteira assinada, recebendo meio salário. O jovem esteve na rádio e como aprendiz fez testes durante alguns dias, não sendo admitido. É a imagem deste jovem que ficou na minha lembrança como sendo aquele que se tornaria depois o INRI CRISTO. Claro, posso ter me enganado em minhas lembranças pois tudo aconteceu há 50 anos !
Mas o importante neste resgate histórico é o depoimento de INRI CRISTO, que acabamos provocando e no qual ele faz um relato muito interessante sobre a Blumenau daqueles tempos.
Depois de ler a matéria no blog do Adalberto Day ele fez colocações de uma forma cordial e educada e lendo suas recordações pode-se ver que sua vivência em Blumenau foi bastante intensa, deixando-lhe marcas profundas, principalmente dos trabalhos que desenvolveu como ajudante de uma verdureira. Tempos que lhe trazem saudades, como salienta no seu depoimento.
INRI CRISTO também confirma que a grafia do sobrenome de sua família é Theiss. Mas ele foi registrado como Thais por uma falha do registro civil de Indaial, onde nasceu.
E referenda que sua carteira de identidade traz agora o nome de Álvaro Inri Cristo Thais.
Talvez pelo envolvimento do seu irmão com a PRC-4, e por acompanhar a programação da emissôra, Álvaro confessa que era um sonho seu atuar também na PRC-4 naqueles tempos de juventude e lembra-se de radialistas como Nelson Rosenbrock e Nilton Simas (hoje já falecidos).
Como se vê, rebuscando lembranças, sempre se acaba revivendo momentos interessantes da nossa história.
Se no caso de INRI CRISTO fui traído pela memória, paciência.
Acabamos resgatando uma parte da biografia desse líder religioso, adorado por alguns, combatido por outros, mas conhecido nacionalmente graças ao apoio que recebe da mídia.
Carlos Braga Mueller
Jornalista e escritor
****************
Adendo:
De: Luciana Horne [mailto:hornbragalucian@yahoo.com]
Enviada em: segunda-feira, 7 de novembro de 2016 00:53
Para: familiaday@terra.com.br
Assunto: ALDOLINO THEISS

Olá,

me chamo Luciana Braga Horne.
Só hoje tive a ideia de procurar na internet por "Aldolino Theiss"
(nascido em Indaial, SC em 22 de Novembro de 1948 e que mudou-se com a família para Blumenau ainda muito jovem). Então,  para minha surpresa, entre os resultados de pesquisa do Google, eu acho este artigo no Blog do ADALBERTO DAY situado em http://adalbertoday.blogspot.com.br/2011_12_01_archive.html.

Como a data do artigo, no qual a menção a Aldolino Theiss, é de Dezembro de 2011, não sei se ainda receberei alguma resposta. No entanto, decidi enviar essa mensagem assim mesmo.

Eu sou do Rio de Janeiro e conheci o Aldolino Theiss em na noite do dia 23 para 24 de Setembro de 1988, por intermédio de um colega de faculdade que o conhecera perto de sua residência. Eu e esta colega havíamos assistido um filme no cimena de um Shopping Center no bairro onde em morei, na Gávea. Ele morava no bairro vizinho, o famoso bairro do Leblon, na zona Sul do Rio.

Depois de comermos uma pizza, após a sessão de cinema, fomos dar uma volta a pé. Foi então que, em pouco tempo, o meu colega exclamou "Lá está ele!", pois vinha me contando que tinha conhecido uma pessoa bastante singular, e lá estava ele, o Aldolino, encostado no balcão de uma lanchonete e bar no Baixo Gávea.

Ficamos conversando, eu, o meu colega e o Aldolino até a manhã do dia 24. A partir daí, eu e o Aldolino começamos uma relação afetiva e emocional muito intensa que durou 1 ano e 8 meses, terminando com o seu falecimento por causa de um atropelamento que eu e ele sofremos em cima de uma calçada no bairro de Copacabana, na noite de 16 de Junho de 1990.
Seis dias depois, em 22 de Junho de 1990, ele falceceu devido a hemorragia interna que não pôde ser contida, e eu tive como dano físico mais grave a perda dos meus dentes superiores frontais com suas raízes, fora algumas escoriações e traumatismos sem muita gravidade. Mas, fiquei com visão dupla durante umas duas semanas.

Ele me contou que serviu o Exército no Rio de Janeiro, porque rapazes de Santa Catarina eram convocados pela sua estatura e  boa constituição física. Ele foi Polícia do Exército naqueles tempos de ditadura. Depois conheceu Loreci, uma moça do Paraná que era da família Vargas de Oliveira com quem ele se casou e tiveram um filho chamado Damien Pablo Oliveira Theiss que nasceu, pelo que sei, nasceu no Rio de Janeiro e hoje em Pato Branco, no Paraná, e se tornou advogado. Tive a oportunidade de conhecê-lo depois do atropelamento e do falecimento do seu pai Aldolino, pois ele teve a gentileza de ir me visitar na casa da minha mãe (já falecida há 17 anos), quando ainda era um rapazinho de 15 anos de idade. Quando eu conheci o Aldolino, ele já tinha se divorciado da Loreci.

Eu chamava o Aldolino pelo seu sobrenome Theiss, apenas mudando para a pronúncia do "ei" em Português. Eu tinha completado 22 anos de idade em 30 de Junho de 1988, um pouco antes do encontro com o Aldolino que se encontrava em situação precária e tinha a ajuda de um primo Frei Franciscano chamado José Schwartz Pereira por parte materna. Ele também havia sofrido a amputação da perna esquerda (abaixo do joelho) devido a um acidente de carro e depois de 4 anos de tentativa de salvação da sua perna.

Primeiro começamos a namorar e eu ainda morava com minha mãe e estudava na PUC-RJ. Depois de uns seis meses, fomos morar em um hotel no bairro da Glória com um amigo do Aldolino. Este rapaz se chama Luiz Augusto Richa, gaúcho e descendente de Libaneses que não queria morar com os pais, havia se convalescido de uma Pneumonia e era funcionário do Ministério do Trabalho. Depois disso, moramos em uns 3 ou 4 apartamentos de quarto e sala em Copacabana.

Por fim, quanto ao INRI CRISTO, eu posso dizer que o Aldolino me falou sobre ele, mas, por incrível que pareça, eu já o tinha visto através da TV há alguns anos atrás, quando ele já estava vestido de túnica. Porém, apenas em Outubro de 2004, eu fui até Curitiba, na sede anterior da SOUST, no Alto do Boqueirão em Curitiba, para estar pessoalmente com o INRI, depois que ele começou a aparecer em programas como o extinto Super Pop da Luciana Gimenez na REDE TV.

Eu não sabia sobre o trabalho do Aldolino (ou não lembrava-me) na Rádio Clube de Blumenau e fiquei muito feliz por achar este artigo.

Um abraço,
Luciana.


Arquivo Dalva e Adalberto Day

9 comentários:

Hercio Prust disse...

Na verdade a reação das pessoas em relação ao Inri Cristo é a mesma reação que as pessoas tiveram há 2000 anos em relação a Jesus. Poucos acreditavam que Jesus era o filho de Deus. Muitos, tal qual acontece hoje, debochavam, riam e zombavam de Jesus quando este afirmava ser quem era. Tanto é, que o mesmo foi morto na cruz...

Edemar disse...

Meu caro Adalberto,

Não conhecia a história e fiquei perplexo com o texto do Carlos Braga. Muito interessante!

Forte abraço

Edemar
Annuseck

Luiz Roberto Turatti disse...

Comparar Jesus ressuscitado ao charlatão reencarnacionista Inri é no mínimo blasfêmia. Me perdoem!

“A doutrina da reencarnação é a maior idiotice que a imbecilidade humana já conseguiu imaginar”, repete, incansavelmente, nos quatro cantos do planeta, há mais de 50 anos, o jesuíta especialista em Parapsicologia Prof. Dr. Padre Oscar González-Quevedo (http://www.clap.org.br), “uma das maiores autoridades mundiais em Parapsicologia” e “experiente desmascarador de curandeiros e eventos tidos como sobrenaturais”.

Sendo assim, perguntar não ofende: por que será que os reencarnacionistas, os esoteristas, os angelólogos, os satanistas, os horoscopistas, os espiritistas em geral, só convencem aos supersticiosos, infelizmente a maioria das pessoas, ricas e pobres, cultas e ignorantes, SEMPRE desconhecedoras de Parapsicologia, cuja ciência anda de mãos dadas com a Igreja Católica Apostólica Romana?

Anônimo disse...

Adorei conhecer a real história do INRI Cristo! Desde a minha juventude que o tenho visto acá e acolá, nos órgãos de imprensa - que bom saber que é alguém até de família conhecida!
Parabéns ao Braga Mueller - não sabia que ele tinha trabalhado na Clube quando jovem! Só começo a me lembrar dele nos tempos da TV Coligadas - mas em 1955, aos 3 anos de idade, fui uma vez ao programa dominical de auditório da Clube, coisa inesquecível na minha vida! Ver a foto do auditório, agora, foi muito legal!
Urda Alice Klueger

RUBENS disse...

RUBENS
A VELHA DA SOMBRINHA VOLTOU É BRANCA COMO A LUA E ASSOMBRA A CIDADE NAS ALTAS ROSAS. UM ESTUDO PARA O HISTORIADOR.

Mayer disse...

Conheci Aldolino Theiss no Rio de Janeiro, em 1987/1988. Eu tinha 19 anos na época e Jeremias, nome pelo qual era conhecido, foi pessoa de grande impacto e influência em minha vida.
Nome de meu filho o homenageia.
Durante mais de um ano convivemos praticamente todos os dias, período durante o qual conversamos longamente sobre diversos assuntos, incluindo acontecimentos de sua vida, tal como seu nascimento em 22/11/46, em Indaial, às 8h da manhã, em dia de sol, seu casamento, seu filho, o acidente na Lagoa Rodrigo de Freitas que, ao final, lhe custou parte da perna, seu contato com Lídia Brondi, com Paulo Coelho, com "Ferrinho", da Globo, e muitos outros.
Aldolino muito aproximou minha história, valores e educação judaica da história e valores cristãos; hoje ambos sofrem forte ameaça, em todo mundo.
Em 1989 fui estudar em Israel. Quando voltei, em 1990, soube que Jeremias havia partido, vítima de atropelamento em Copacabana.
Um amigo em comum, Luis Gustavo, quis ressuscitá-lo, foi impedido.
De toda sorte, Aldolino era abençoado, e nunca saiu de meus pensamentos, que D's o tenha.

Damien disse...

"Mayer disse...
Conheci Aldolino Theiss no Rio de Janeiro, em 1987/1988. Eu tinha 19 anos na época e Jeremias, nome pelo qual era conhecido, foi pessoa de grande impacto e influência em minha vida.
Nome de meu filho o homenageia."

Mayer, se possível, gostaria de fazer contato contigo - sobre o Aldolino Theiss. Me encaminhe um email para d.theis.74@gmail.com.
Grato

Ricardo Sartor disse...

O Brasil é um país sem igual... Onde mais um homem que engana os mais humildes conseguiria na justiça o direito de mudar seu nome para dar força a sua encenação! Que mau gosto. Os meios de comunicação prejudicam e muito as pessoas sem instrução que ficam em dúvida e podem até acreditar num maluco como esse. Considerar que no tempo de Cristo foi assim é ridículo!!! Jesus Cristo não surgiu no mundo "do nada", "de surpresa". O Velho Testamento e a própria história do povo judeu está repleta de alusões e profecias sobre a vinda do messias. E todas elas se cumprem na pessoa de Jesus Cristo. É ridículo ter que justificar que esse senhor não é Cristo... Isso mostra a que pé anda a pobreza espiritual dos formadores de opinião. Lamentável.

rui disse...

é claro, meridiano, totalmente evidente que o sr. Alvaro Inri Cristo Thais ou Theiss não é a reencarnação de Jesus, até porque Jesus disse que só voltaria a esse mundo acompanhado de todos os seus santos anjos para buscar os seus escolhidos, o que ainda não aconteceu. tenho lido muito sobre o Inri Cristo e percebo que é uma pessoa inteligente, Lê muito, tem respostas (algumas abomináveis)para tudo e gosta de se expor publicamente. Se não tiver algum tipo de desvio psicológico para assumir a posição de filho de Deus, é um tremendo ator, que usa até a forma de falar para tentar "convencer" o que o ouvem. É inofensivo e jamais explicou porque só anda acompanhado de discípulas se o próprio Jesus andava com a maioria masculina.

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