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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

- A Bandeira do município de Blumenau

DOCUMENTOS HISTÓRICOS
A BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE BLUMENAU
EXCERTO EXTRAÍDO DAS COLEÇÕES EXISTENTES NO ACERVO PARTICULAR DE NIELS DEEKE
Mensagem de  HERCÍLIO DEEKE
Qualificação: Prefeito Municipal de  Blumenau
Local:  Gabinete do Prefeito Municipal
Tema :  Mensagem encaminhada à Câmara Municipal de Blumenau, acompanhada do Projeto de Lei que instituiu a
BANDEIRA DE BLUMENAU  (1)
Data:  15/10/1964

À CÂMARA MUNICIPAL DE BLUMENAU

“Senhor Presidente: Tenho a honra de submeter à consideração e aprovação dessa Colenda Câmara o incluso projeto de lei que institui a BANDEIRA DO  MUNICÍPIO DE BLUMENAU. Somente os que não podem compreender o sentido do verdadeiro patriotismo discutem, ainda, a conveniência dos símbolos municipais para estimular, no cidadão, o amor à Pátria, sempre mais acrisolado e sincero. Esses símbolos, brasão e bandeira, desde tempos imemoriais, pertenceram antes que a Estados e Nações, às comunas e aos municípios. Realmente é ensinando o indivíduo a amar e defender o seu céspede natal, a sua “Pequena Pátria”, na feliz expressão de Marcos Konder, a felicitar-se com as suas alegrias e a entristecer-se com as suas dores, que se lhe incute o verdadeiro amor à Pátria comum. O cidadão não pode se sentir empolgado por sentimentos de afeição e de carinho para com o país que o viu nascer, sem que manifeste, antes, entranhado amor ao pedaço de terra em que veio à luz, onde passou a sua infância, a sua mocidade, aconchegado à ternura maternal e sob a solícita vigilância de pais extremosos. É a natureza que cerca a nossa aldeia natal; são os encantos das suas matas, das suas flores, dos seus rios, do seu sol e do seu céu; é a bondade da sua gente e o equilíbrio dos seus homens públicos, e o civismo dos seus soldados que acendem em nossos corações a centelha de patriotismo capaz de todos os sacrifícios, de todas as renúncias pela grandeza e felicidade da Pátria. Foi animado por esse pensamento que determinei a elaboração de um projeto de bandeira para o  nosso município, inspirado em razões sentimentais e históricas. Na verdade  os motivos e cores do modelo, que junto, não foram escolhidos a esmo. As cores vermelha, branca e amarela, foram as mesmas das fitas e laços com que, em 1865, as mulheres blumenauenses enfeitaram a bandeira imperial  que os 56 voluntários, que Blumenau mandou aos campos do Paraguai, levaram consigo para o teatro das lutas, em defesa da honra, do brio e da dignidade do Brasil. Não poderiam, portanto, serem outras as cores escolhidas para a Bandeira Municipal. Presentes, continuamente, aos olhos e ao coração dos munícipes, das crianças e da juventude das escolas de um modo especial, essas cores nos apontarão sempre o caminho do dever para com a Pátria estremecida, desde o do esforço físico e intelectual para fazê-la grande, forte e respeitada, até a suprema renúncia da própria vida para vê-la sempre respeitada e digna do seu passado inconspurcado e das suas tradições gloriosas. Apresento a V.Exa. com minhas saudações, as expressões da minha estima e consideração. HERCÍLIO DEEKE – Prefeito Municipal”.
O Projeto de Lei que institui a Bandeira do Município, tem redigido seus artigos da seguinte forma :
Artº 1º - Fica instituída a Bandeira de Blumenau que, juntamente com o Brasão adotado pela Lei nº 19, de 21 de junho de 1948, passará a ser um  dos símbolos do Município.
Arº 2º -  A Bandeira de Blumenau obedecerá aos tamanhos regulamentares e consistirá em campo de quatro listas vermelhas e três brancas, em sentido horizontal, tendo ao centro, sobreposto a uma esfera amarela, o Brasão do Município, em suas cores oficiais.
Artº 3º - O uso da Bandeira de Blumenau será obrigatório em todas as repartições escolas municipais, observadas, quanto ao seu hasteamento e ordem de precedência, as leis e determinações federais e estaduais.                                              
                                  Gabinete do Prefeito Municipal de Blumenau , em 15 de novembro de 1964

                  HERCÍLIO DEEKE – Prefeito Municipal

Referenciais :  Atos Administrativos do Prefeito Hercílio Deeke ano 1964
Mensagem  de  HERCÍLIO DEEKE
Qualificação :  Prefeito Municipal de  Blumenau
Local :  Gabinete do Prefeito Municipal
Tema :  Mensagem encaminhada à Câmara Municipal de Blumenau, acompanhada do Projeto de Lei que instituiu a BANDEIRA DE BLUMENAU
Data :  15/10/1964
Documento : Cópia, produzida por papel-carbono,  datilografada da mensagem.  Uma folha estampada com o escudo armorial e o timbre municipalidade, datada de 15/10/1964 –  constante no documentário  “ O Executivo em Foco” – atos administrativos do prefeito Hercílio Deeke. Colecionada por Niels Deeke, integrando o espicilégio de Discursos de Hercílio Deeke. Arquivo Particular Niels Deeke. 

Y
Notas   – Escólios de Niels Deeke
1) A revista “AGORA” editada em Florianópolis pela “Associação de Amigos do Arquivo Público do Estado de Santa Catarina” ; ano I, nº 1, junho de 1985, páginas 27 a 32 ( Exemplar constante do acervo de Niels Deeke) , em artigo sob o título “A Bandeira do Município de Blumenau” (Y)- trabalho de autoria do eminente heraldista doutor Edison Mueller (Y), contém em parte de seu texto  a seguinte informação : “A nossa bandeira foi instituída pela Lei municipal nº 1.287, sancionada em 20 de novembro de1964 (Y), pelo saudoso Prefeito e benquisto cidadão sr. Hercílio Deeke. Porém, ela só foi apresentada aos munícipes blumenauenses (Y) e desfraldada publicamente pela primeira vez em cerimônia realizada no dia 04 de abril de 1965. Nessa data, em ato solene e a convite da Câmara de Vereadores, a esposa do citado Prefeito Municipal, Sra. Namy Deeke, confiou a primeira bandeira do município, ricamente confeccionada em gorgurão de seda, a uma “guarda de honra”, composta de moças da sociedade blumenauense, que, marchando à frente da “Banda de Música Municipal”, percorreu as principais ruas da nossa cidade, sob aclamação geral. No dia seguinte a “Bandeira do Município” foi hasteada na fachada do edifício da Prefeitura, juntamente com a “Bandeira Nacional” e a “Bandeira do Estado de Santa Catarina (Y) “.
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A BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE BLUMENAU.  Instituída pelo Pref. Hercílio Deeke através da Lei nº 1.287 de 20/11/1964 Vide Rel. Neg. Adm. Pref. Hercílio Deeke ano 1964 p. 21 e 22.
BANDEIRA DE BLUMENAU. Foi pela primeira vez apresentada ao público em 04/4/1965. Vide Relatório dos Negócios Administrativos do Prefeito Hercílio Deeke ano 1965 p. 100 – acontecimento do dia.
ESCUDO ARMORIAL DO MUNICÍPIO DE BLUMENAU : Adotado através da Lei nº 19 de 21/6/1948. Vide Rel. Neg. Adm. Pref. Hercílio Deeke ano 1964 p. 21. Vide p. 01à 04 do Livro do Centenário de Blumenau- título : “ O Escudo d’Armas do Município de Blumenau”- texto de autoria de José Ferreira da Silva.

LEI MUNICIPAL Nº 1.287, SANCIONADA EM 20 DE NOVEMBRO DE1964 . Somente referida como instituída, in  relatório Neg. Adm. Pref. Hercílio Deeke ano 1964 p. 114- acontecimento do dia.
APRESENTAÇÃO DA BANDEIRA DO MUNICÍPIO : Em 04/4/1965 foi apresentada ao público, por Dona Namy Deeke, esposa do Prefeito Hercílio Deeke- que encontrava-se ausente no Rio de Janeiro - a Bandeira do Município de Blumenau Vide Relatório dos Neg. Administrativos do Prefeito Hercílio Deeke ano 1965 p. 29  onde consta a descrição da cerimônia levada a efeito. 
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Y BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE BLUMENAU.  Instituída pelo Pref. Hercílio Deeke através da Lei nº 1.287 de 20/11/1964 Vide Rel. Neg. Adm. Pref. Hercílio Deeke ano 1964 p. 21 e 22.
Y BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE BLUMENAU.. Foi pela primeira vez apresentada ao público em 04/4/1965. Vide Relatório dos Negócios Administrativos do Prefeito. Hercílio Deeke ano 1965 p. 100 – “Acontecimento do dia” Apresentação da  Bandeira do Município de Blumenau : Vide Relatório dos Negócios Administrativos do Prefeito Hercílio Deeke -ano 1965 p. 29  onde consta a descrição da cerimônia levada a efeito.
y BANDEIRA DE BLUMENAU.. Foi pela primeira vez apresentada ao público em 04/4/1965. Vide Relatório dos Negócios Administrativos do Prefeito Hercílio Deeke ano 1965 p. 100 - acontecimento do dia.
y BRASÃO DO MUNICÍPIO DE BLUMENAU : Adotado através da Lei nº 19 de 21/6/1948. Vide Rel. Neg. Adm. Pref. Hercílio Deeke ano 1964 p. 21. Vide p. 01à 04 do Livro do Centenário de Blumenau- título : “O Escudo d’Armas do Município de Blumenau”- texto de autoria de José Ferreira da Silva.
y DR. EDISON MUELLER . Polígrafo, Heraldista, Artista Gráfico. Sócio Benemérito do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. O Dr. Edison Mueller, nascido a 23/4/1938, filho do Sr. Deoclydes Muller, este nascido em 17/01/1909 e falecido em 12/7/1969 e de Rosa Ruth ( Roza Ruti Mueller - Rosinha) do Nascimento, nascida em ...............e falecida, aos 88 anos de idade, em 08/6/2008 em Blumenau SC. Edison Mueller foi registrado como  Mueller enquanto seu pai constava como Müller. Dentre as variadas atividades exercidas, como renomado heraldista e escritor blumenauense, foi também Vice-Presidente da “Fundação Casa Dr. Blumenau” nos anos setentas ( 1972-1977).
y LEI MUNICIPAL Nº 1.287, SANCIONADA EM 20 DE NOVEMBRO DE 1964 . Somente referida como instituída, in  Relatório Neg. Adm. Pref. Hercílio Deeke ano 1964 p. 114- acontecimento do dia.
y   APRESENTAÇÃO DA BANDEIRA DO MUNICÍPIO : Vide Relatório dos Negócios  Administrativos do Pref. Hercílio Deeke ano 1965 p. 29  onde consta a descrição da cerimônia levada a efeito.
y  BANDEIRA DO ESTADO DE SANTA CATARINA. Logo após o Golpe de Estado em 10/11/1937 (Quarta-feira), deflagrado por Getúlio Vargas, o ditador, num primeiro e muito simbólico ato “Solene” do Estado Novo, determinou a “queima” de todas as  Bandeiras dos Estados em 19/11/1937.

Niels Deeke memorialista em Blumenau Santa Catarina
Arquivo de Adalberto Day

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

- O Antigo Mercado Público de Blumenau

 A imagem do final dos anos de 1960 mostra o Antigo Centro de Abastecimento Municipal, o Mercado Público de Blumenau, na Rua 7 de Setembro. (Imagem: arquivo de Arno Evandro Gielow e Adalberto Day)
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Publicado no Jornal de Santa Catarina  dia 26/08/2011 | N° 12346 
ALMANAQUE DO VALE | Jackson Fachini
jackson.fachini@santa.com.br
Antigo "Centro de abastecimento municipal", da cidade de Blumenau-SC.
À esquerda, Chevrolet 1951 e Gordini; Rural Willys, Studebaker Commander 1950, Ford Custom 1951 (carro de aluguel); um Gordini dourado, que me sugere ser o raro modelo "1093"; Kombi e Fusca. 
O antigo MERCADO PÚBLICO de Blumenau, com o nome de CENTRO DE ABASTECIMENTO MUNICIPAL conforme consta da foto.
Situava-se defronte ao Hotel Rex, e tomava o espaço desde a Rua Floriano Peixoto até a Rua Ângelo Dias.
Em 1965 lá se estabeleceu a empresa  BLUSA COMÉRCIO DE EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO BLUMENAU SA, que era concessionária da Volkswagen  ( a BLUSA) , quando ainda não havia a grande parede erigida rente à calçada.. Após a concessionária transferir-se para a Rua Itajaí, o local foi novamente utilizado para conter BOXES comerciais´, quando, então edificaram o paredão em que está escrito CENTRO DE ABASTECIMENTO MUNICIPAL.
Nos anos 1946 o local era utilizado pela Auto Viação Catarinense, da qual era  sócio o Sr. Adolfo Hass, empresa que anos após, no início da década de 1950, incorporou a Auto Viação Brusquense do Sr. Nilo Bianchini .
Observando o foto e os dizeres, nos vem a lembrança de que Blumenau carece de um MERCADO PÚBLICO, uma falta que muito nos entristece por requerer sempre urgente instalação, como soe acontecer com todas as cidades que honram seus cidadãos com a pública disponibilização de artigos de primeira necessidade. Lamentável  não possuirmos  tal utilidade e comodidade.
Foto da segunda metade dos anos sessenta, enviada pelo Arno Evandro Gielow.
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Adendos:
A necessidade de Blumenau ter um mercado público é mais uma situação de atenção para com as nossas tradições por parte dos governantes. Essa feira que existe próximo a Rua Alberto Stein com Humberto de Campos já é um local muito bem frequentado. Lá você encontra produtos de qualidade principalmente de produtores regionais e com boa procedência. Um mercado público teria a ampliação dos serviços oferecidos como frutos do mar e mesmo açougues mais especializados. Na área de lacticínios a nossa tradição tem produtos de excelente qualidade e que deveríamos ter no mercado com mais variedades. Num mercado se teria a certeza da procedencia e os setores ligados a agricultura da região poderia melhor viabilizar economicamente seus projetos. A falta de comercialização ou a dificuldade de distribuição desmotiva os remanescentes colonos que insistem em produzir produtos que enaltecem a nossa tradição. Perdemos a nossa identidade quando não oferecemos condições de sobrevivência aos que produzem este tipo de produto nesta região do Vale. Se não tivermos um mercado público de acordo certamente e novamente outra cidade vizinha vai saber explorar esta oportunidade e Blumenau passar a frequentar aquele mercado também. Outra característica é a eliminação de produtos cuja procedência é duvidosa e até sem característica de um mercado público.


Jose Geraldo Reis Pfau/Publicitário em Blumenau
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Resposta do Sr. Nelson ao adendo de José Geraldo Reis Pfau
Quanto aos produtos de boa qualidade, produzidos de modo artesanal, devo acrescentar que a praça ou local de vendas, é muito importante. Mas não é por esta razão que os mesmos desapareceram do mercado. Eu escrevi um pequeno livreto “ Sabores da Colônia” onde consta a historia de 33 empreendimentos deste tipo, a maioria já fechada. Se se dispuser a ler o mesmo, verá que nenhuma delas fechou por falta de ponto de vendas. As razões são bem mais complexas, mesmo porque todas as barracas da atual Feira da Humberto de Campos, pertencem a comerciantes que revendem produtos produzidos por terceiros. Nenhum deles é produtor.

As pequenas industrias artesanais, quase em sua maioria, fecharam em face de novas exigências das autoridades sanitárias, cuja essência não cabe aqui discutir, as quais para serem satisfeitas, exigiam investimentos que o pequeno negocio não suporta. Também o desenvolvimento e a reestruturação da área rural não mais contribuem para este tipo de indústria. Certamente devem existir outras modalidades de fomento a tais industrias familiares.
Com meus cumprimentos

Nelson V. Pamplona
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Desculpa Sr. Nelson, mas eu sou frequentadora assídua(!) da feira da Humberto de Campos, das segundas-feiras, principalmente, e existem sim produtores locais levando seus produtos. E a feira de sábado também tem produtores locais.

Daniela Mayerle
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Dona Renate sobre o assunto
Caros amigos/as interessados no assunto Feira Livre x Mercado Municipal.

Rolf (agrônomo) e eu amamos a Feira Livre que fica na Humberto de Campos com a Alberto Stein. Levantamos sábado cedinho e rumamos para a Feira sem Agrotóxicos para comprar ovos de galinhas felizes que ainda dormem com o galo, mais galinha, marreco, peru, que vêm da Vila Itoupava e não são tratadas com ração, as maravilhosas geleias de tangerina e morango feitas pelas Omas de Atalanta, juntamente com a banha de porco branquinha e firme, manteiga, ricota, também o pão de milho com cará e batata-doce, compota de pêssego crioulo, que vêm de lá. Tem a banca que traz noz peça descascada (safra começa em maio, época de encher uma prateleira do freezer – ômega 3) Isto para não falar nas variadas e lindas alfaces da banca de Wilson/Adelaide (logo começará a época do morango, depois vem a época do figo) – tudo sem agrotóxicos. Conhecemos os agricultores pessoalmente. Não queremos viver sem aquelas laranjas e tangerinas da nossa terra, repolho-coração de boi, brócolis, cenouras e dezenas de outras delícias.

Mas, há uma série de produtos dos quais necessitamos que só tem nas Feiras Livres de 2ª. e 5ª. feira. Então lá vamos nós novamente, uma vez por semana, logo após a sesta, comprar cereais, chás, suco de uva (muito bom!), Kochkäse, bacon, frios em geral, charque para o feijão, salsicha de Pomerode, aipim descascado (ótimo), banana, tomate cereja – conhecemos bem as poucas e boas bancas que plantam sem agrotoxicos!!!
Nós somos idosos, temos tempo, mas moramos do outro lado da cidade, fazer feira é nosso luxo, luxo cansativo. Talvez um mercado municipal fosse uma boa.
Confessamos que temos receio de perder o contato com os nossos amigos agricultores feirantes.
Mas o Sr.Nelson Pamplona não deixa de ter razão em algumas de suas ponderações.

O que muito me admira é não encontrar esposas de médicos e donas de casa da ala vip nas feiras livres. Nós vamos lá comprar saúde. Há cerca de seis anos não entra margarina na nossa casa e só refogamos e tostamos (a polenta) com um pouco de banha de porco (uma delícia) e usamos manteiga, tudo em quantidade medida, claro, e no pão integral (feito em casa) só azeite de oliva, esporadicamente uma manteiga fininha, que ninguém é de ferro. Ricota amassamos com iogurte – esqueça a nata. Aqui em casa um ovo por dia (contando o que vái no pudim, etc) não mexe com o colesterol. Hoje há uma nova tabela para taxar o colesterol.

Senhor Deus, abençoe nossas feiras livres, mas faça acontecer também um mercado municipal. Blumenau precisa de ambos. Agradecemos-te por podermos viver numa terra onde dá desde banana a figo, de nozes a abacate, de tangerina a maçã. Ainda de lambuja os plantadores de São Paulo e mais pro norte nos mandam manga, abacaxi e tudo o mais, os gaúchos nos mandam suco de uva e vinho. Deus seja louvado pela fartura do nosso Brasil.

Renate S. Odebrecht

Sugestão da matéria e colaboração Allan Jurk/Niels Deeke/José Geraldo Reis Pfau.
Arquivo Arno Evandro Gielow e Adalberto Day

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

- Histórico Gincana Cidade de Blumenau

Fotos: Jaime Batista da Silva
Festa da equipe Capitão Caverna campeã da 19ª Gincana cultural de Blumenau/2011. Segundo lugar equipe Arromba e terceiro lugar Amigos do Barney. Parabéns a equipe vencedora e a todas as equipes participantes.
Uma das provas da 19º Gincana Cultural 2011 era encontrar o Cientista Social Adalberto Day (Eu). Quatorze equipes das dezesseis conseguiram cumprir a prova.
Conforme combinado com a direção da Gincana, fui levado até o Centro de Convivência Casa Santa Ana, localizado na Rua Grevsmuehl, no Bairro da glória, em Blumenau. A obra foi realizada pela comunidade do Garcia, para abrigar idosos e teve como idealizador monsenhor Geraldo Piesik falecido em 03/janeiro/2009 aos 68 anos de idade.
Pela ordem as equipes que chegaram primeiro ao local.
1-      Equipe Arromba; 2- Coringas; 3- Tribo dos Anjos; 4 – Mik Dundee; 5- The Neanderthais; 6- Elite; 7- Capitão Caverna; 8- Safari Blumenau; 9- Ecossistema; 10- SPY; 11- Amigos da Onça; 12- Amigos do Barney; 13- Kamikaze; 14- Os Desgra 99
Meus agradecimentos a todos os gincaneiros, pelo carinho. A minha esposa Dalva pelo seu empenho. Também agradeço em nome do André e Gilson, pela confiança em nosso trabalho e a toda equipe #GCBlu2011
Fotos : arquivo de Dalva e Adalberto Day
História
A Gincana Cidade de Blumenau surgiu no ano de 1993, sendo um evento organizado inicialmente pela Assessoria para Assuntos da Juventude da Prefeitura de Blumenau, sendo realizada em comemoração ao aniversario do município.
No primeiro ano, foram 366, em seis equipes participantes. Hoje, chega a sua 19ª edição ininterrupta, com a participação de mais de 700 inscritos em 16 equipes, além de colabores, que totalizam cerca de 2000 pessoas participando no evento. É importante salientar que boa parte das equipes se mantêm estruturadas o ano inteiro, participando de diversas outras atividades beneficentes.
Apesar de o evento ainda ser apoiado pela Assessoria da Juventude, hoje em dia é organizado pela Liga Blumenauense dos Gincaneiros, composta por 1 integrante de cada equipe, presidida pelo Gincaneiro Gilson da Motta Soares. A criação da LIGA foi um importante passo na consolidação da gincana, que passou a contar com administração independente para garantir estabilidade e continuidade da gincana.
Precedem a gincana as provas com objetivos filantrópicos. Toneladas de alimentos já foram arrecadados ao decorrer da gincana, além de brinquedos, livros, produtos de higiene, agasalhos e cobertores. Todo ano os gincaneiros participam maciçamente do Pedágio da APAE, cobrindo diversos pontos de arrecadação e contribuem com o hemocentro através da prova de doação de sangue.
Já no final de semana do evento, acontecem as mais esperadas provas, compostas por charadas inteligentes que envolvem variedades, conhecimentos gerais, cultura e principalmente a história da cidade.
Do outro lado das equipes está a Comissão de Provas, coordenada desde 1997 (salvo em 2 edições) por André Mrozkowski, responsável pela elaboração e execução das tarefas. A CP vem cumprindo com êxito sua tarefa de fazer desta uma gincana diferenciada, com aspecto distinto das convencionais. As provas que acontecem neste evento se diferem da concepção tradicional de gincana. São provas muito mais complexas, em que as equipes têm que desvendar enredos, geralmente policiais ou de terror, através de interpretação de pistas distribuídas por toda a cidade.
Dentre estas provas, se destaca a prova da madrugada (a mais esperada), que tem duração até as 05 da manhã. Criptografia e sustos rolam a noite toda, inclusive em cenários que são preparados especificamente para esta prova, como sítios ou casas abandonadas, aumentando o suspense. E, por incrível que pareça, muita gente gosta destes sustos.
 Por suas peculiaridades, a gincana de Blumenau acabou virando referencial e modelo para diversas gincanas do Brasil, que buscam suporte em nosso evento.
 Primeira Diretoria - Presidente - Humberto José de Paiva / Vice - Rodrigo Cirino / Primeira Secretária - Dominique Pires Ibbotson / Primeiro Tesoureiro - Rafael Coutinho dos Santos
Diretoria atual - Presidente - Gilson Soares / Vice - Fernando Reinert / Primeira Secretária - Janete Valéria Jensen / Primeira Tesoureira - Dannyle Gomes
FOTOS:
1 - 2006 – Prova do Napoleão 2- 2004 – Prova dos Mosqueteiros 3-  2004 – Prova do Videoclipe ao vivo
4 - Sítio alugado em 2006 para fazer o cenário da Prova da Madrugada 5 - Outro cenário de Prova de Madrugada 6 - 2007 – Provas de Colecionismo
7 - Centenas de Gincaneiros aguardando resultado da GCB na Vila Germanica 8 - 2008 – Prova feira de ciências 9 - 2008 – seqüestro de gincaneiros que durou 4 dias. Estes participantes foram levados para um sítio na Garuva, e sem saber sua localização, cumpriram provas afastados de suas famílias, amigos e do trabalho.
10 - 2008 – Gincaneiros ajudando na catástrofe de novembro 11 - Comissão de Provas 12 -  2002 – Gincaneiros com CARLOS JARDIM
13 - CP em produção de prova largada pela RBS
Arquivo: Gincana Cidade de Blumenau/André M. Mrozkowski 

sábado, 20 de agosto de 2011

- Um cidadão de belas histórias

Em Histórias de nosso cotidiano, por sugestão de vários amigos, apresento uma pequena homenagem ao Memorialista Niels Deeke.
Adalberto Day
Adalberto e Niels

          O Dia Que Conheci Niels Deeke
Por CAO ZONE
     Acabara de acessar pela primeira vez o famigerado grupo de genealogia SC Gen, e lá estava aquele longo texto, um emaranhado retilíneo, quanto mais se lia, mais se ficava fascinado, uma das marcas que a escrita do dr. Niels costuma infligir aos seus leitores. 
     Tanto nos de primeira leitura, quanto, e principalmente, nos costumasses. 
     O tema não poderia ser mais sui generis, falava justamente sobre o enigmático navegador, Binot Paulmier de Gonneville, provavelmente a última reserva ainda não totalmente decifrada de todas as navegações, cujo mote pode modificar muitos aspectos da história do início do século XVI no litoral sul do Brasil.
     E o portentoso escriba, puxava para si, a dissertação estonteante da possibilidade de que o fleumático navegador normando teria estado na foz do rio Itajaí-Açú. 
     Conjecturava que, as condições adversas de navegabilidade da barra do citado rio, casam, com a descrição do que consta no, "Campagne du navire l´Espoir de Honfleur 1503-1505. Relation authentique du voyage du capitaine de Gonneville ès Nouvelles Terres des Indes. Publiée intégralement pour la première fois avec une introduction et des éclaircissements par M. d´Avezac. Paris: Challamel, 1869."
     Já que ao voltar a expedição sofrera naufragio, e só foi encontrada esparsa documentação, no Almirantado da Normandia, nesse ano que depois foi publicado o relatório do título acima. 
     E tudo que se refere a esse navegador, ainda causa enorme frisson na comunidade de pesquisadores, sendo que, muito ainda, tem-se por desvendar.
     Embora nunca tivesse o prazer de conhecer o dr. Niels pessoalmente, já nos falamos por telefone e trocamos muitos e-mails. 
     Mas falta, é claro, desenvolvermos um projeto em conjunto.
     Enquanto esse sonho não se realiza, continuo considerando aquela aprazível noite na internet de alguns anos atrás, como, o dia que conheci Niels Deeke.
Texto de CAO ZONE/Articulista e Designer
Rio de Janeiro/RJ
Acesse também: 
Arquivo de Adalberto Day

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

- Locomotiva passa por reforma

MANUTENÇÃO

Macuca é revitalizada
Partes enferrujadas e esburacadas da locomotiva serão substituídas por chapas de metal reciclado
BLUMENAU - Em nove dias, um dos cartões portais da cidade, a Locomotiva Macuca, ficará nova como em 3 de maio de 1909, quando percorreu pouco mais de 30 quilômetros entre a atual prefeitura de Blumenau e Warnow, hoje Indaial, inaugurando o primeiro trecho da Estrada de Ferro Santa Catarina. A locomotiva foi a terceira a cruzar os trilhos catarinenses. As duas primeiras foram vendidas como sucata na década de 1930.

Quando a Estrada de Ferro Santa Catarina foi desativada, a Macuca já estava aposentada. Segundo Angelina Witmann, no livro A Estrada de Ferro no Vale do Itajaí, no dia 13 de março de 1971 o maquinista José Pacheco dirigiu pela última vez a composição formada pela locomotiva 331, de fabricação Baldwin, e quatro vagões. Era o fim da nossa estrada de ferro!
Os trabalhos de recuperação, que começaram segunda-feira, estão sendo feitos por funcionários da prefeitura e a conclusão está prevista para o dia 26, pouco antes do aniversário do município, em 2 de setembro. A manutenção da máquina inclui a retirada das partes enferrujadas, como caldeira, lataria e assoalho, que foram danificadas pela ação do tempo e serão substituídas por chapas recicladas de metal galvanizado. Os materiais reciclados são placas de sinalização antigas e devem receber emendadas com solda e rebites.
O processo inclui, ainda, massa para corrigir as emendas e lixa para nivelar a estrutura, pintura total e troca das correntes que delimitam o espaço da locomotiva. O investimento será de R$ 600, pois a mão de obra é própria, as chapas metálicas são recicladas e a tinta preta a prefeitura já possui. A máquina passou por reformas em 1997, março de 2000 e dezembro de 2002.

Conforme o diretor de Patrimônio da Secretaria de Administração, Valdir Loss, a recuperação já estava sendo planejada, pois a estrutura recebe muitos turistas e tinha buracos, o que poderia causar acidentes para os visitantes.
Para o cientista social e pesquisador Adalberto Day, a reforma é importante para que os turistas possam observar a estrutura que alavancou o progresso da cidade, levando passageiros e cargas das indústrias locais. Ele defende a ideia de que a locomotiva seja aproveitada turisticamente como em outras cidades que tiveram estrada de ferro.

– Ela representou o símbolo do progresso de Blumenau, junto com o Vapor Blumenau, que funcionou de 1895 a 1950, e agora está na Prainha – explica.


MORGANA MICHELS

Matéria do Jornal de Santa Catarina do dia 18 de Agosto de 2011 - contra capa e página 16

Para saber mais acesse :

Arquivo Bancos de dados Santa Catarina e Adalberto Day

domingo, 14 de agosto de 2011

- Grêmio Esportivo Olímpico

Hoje 14/agosto/2011 queremos saudar os torcedores da Sociedade Desportiva Blumenauense, atual Grêmio Esportivo Olímpico, clube que existe até hoje, mas que desativou o futebol profissional.

“92 anos de história em plena atuação”, apesar da tragédia de Nov/2008 ter praticamente destruído seu magnífico estádio.
 Grêmio Esportivo Olímpico, fundado em 14 de agosto de 1919, duas vezes campeão estadual. Foto do time em 1967. Em pé: Robertão, Orlando, Mauro Longo, Ezio, Jurandir e Di. Agachados: Calita, Baia, Leal, Joca, Ronald e o massagista Leiga. (Imagem: Arquivo de Roberto Pereira Nascimento e Adalberto Day)
Publicado no Jornal de Santa Catarina dias 13/14/08/2011 | N° 12335
ALMANAQUE DO VALE | Jackson Fachini
 A imagem de 1962, e dos momentos atuais, mostra o Estádio da Baixada de propriedade do Grêmio Esportivo Olímpico em Blumenau.
Inaugurado em 09/10/abril/1939 - torneio em que participaram diversas equipes: Brasil (Palmeiras), Blumenauense (Olímpico), Altonense, Bom Retiro e Amazonas. O torneio foi vencido pelo Amazonas do Bairro Garcia.
Olímpico 1964
O Grêmio Esportivo Olímpico, de Blumenau, completa 92 anos neste domingo (14).
Fundado em 1919, o clube é uma das referências de incentivo ao esporte e à  cultura em toda a história de Blumenau. Além do intercâmbio entre os frequentadores, o Olímpico teve papel de destaque no futebol, chegando a conquistar o título do campeonato catarinense, em 1964.
O grupo que foi campeão estadual aparece na imagem acima, gentilmente enviada por Roberto Pereira Nascimento e Adalberto Day.  Em pé da (E) para (D):  Massagista Capela,  Robertão, Nilson,  Mauro, Orlando, Barreira e Jurandir; Agachados: Lila, Rodrigues, Paraná, Joca e Paraguaio. Também compunham o time  Ronald, Quatorze e Romeu. Gandulas: Britinho, Fernando Pfau e Nelsinho Pereira.
Arquivo de Roberto Pereira Nascimento e Adalberto Day
Publicado no Jornal Folha de Blumenau dias 13/14/Agosto/2011 - Almanaque do Esporte - Jean Laurindo
jean@folhadeblumenau.com.br
Leia toda história do Olímpico acessando: 
Arquivo de Adalberto Day

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

- A Torcida Farroupilha

Por sugestão  do amigo Airton Gonçalves Ribeiro (Moritz), estamos  apresentando  hoje sobre um fato que nos traz grandes saudades e um pedacinho de nossa história importante:

A TORCIDA FARROUPILHA.

Por/Carlos Braga Mueller
Jornalista e escritor

Antigamente existia em Blumenau uma favela no morro da caixa d'água (onde hoje está a ETA 1 ao lado da ponte de ferro). Esta favela era conhecida como a Farroupilha. Era um tratamento pejorativo, porque farroupilha significa maltrapilho, mas acabou tendo, também, uma característica sentimental.
Acontece que era ali, naqueles toscos barracos na barranca do Rio Itajaí Açú, que estavam os mais apaixonados torcedores do Palmeiras E.C., e por isso foi formada a "Torcida Farroupilha". O interessante é que pobres e ricos se uniam nessa torcida e quando o Palmeiras enfrentava seu arqui rival, o GE.Olímpico, a torcida farroupilha desfilava pela Rua 15 com batuques e bandeiras do clube, em um pré desafio ao time grená da Alameda Rio Branco.
Palmeiras 1975 Em pé - Nelson / Carlinhos / Reinaldo / Coral / Tico / Alcir  Agachados - Piter / Adaozinho / Vava / Afonso / Helinho

Um dos mais proeminentes torcedores era o saudoso advogado Dr. Luiz Navarro Stotz, que desfilava também, e com a camisa alviverde do clube Se não me engano, a favela Farroupilha foi "desativada" pela Prefeitura em 1949, visando "embelezar" a cidade para festejar o seu centenário em 2 de setembro de 1950. A maioria dos moradores foi deslocada para outro morro, o da Rua Araranguá. Estes fragmentos da história eu conto baseado em memórias da minha infância. Pequeno, eu assistia da janela da casa do meu avô, na Rua 15, a torcida desfilar, cantando e batucando em incontida alegria. Aliás, lá em casa todos torciam pelo Palmeiras, desde os tempos em que ele ainda era o Brasil E.C.
Por/José Geraldo Reis Pfau/Públcitário em Blumenau
A origem do futebol, em nosso país foi iniciativa de engenheiros ligados as empresas de estradas de ferro. Era lazer de empregados das ferrovias, desde da sua origem na Inglaterra. Em Blumenau a EFSC e seus diretores certamente incentivaram a criação de um time de futebol que foi o Brasil e depois Palmeiras. Existiam nas cidades junto a linha do trem diversos times chamados “Ferroviários”. Os jogadores do time de futebol trabalhavam nas Estradas de ferro e nas horas vagas, como aqui em Blumenau defendiam a camisa alviverde. Tanto que o time antes da guerra se chamava Brasil, nome com apelo altamente popular.
Essa divisão das torcidas em Blumenau acontecia pois no Palmeiras certamente na sua base era formada de pessoas simples com pouca o quase nenhuma tradição germânica e ligadas de certa forma aos empregos e aos negócios da ou com a Estrada de Ferro. A EFSC era a grande oportunidade social e econômica para alguns Blumenauenses e quem nos procuravam como centro empresarial para “vencer” na vida. Tinha na torcida também profissionais liberais e até empresários, mas o grito de gol mais forte no campo de futebol vinha da "geral". Além da grande quantidade de funcionários e seus familiares que frequentavam o estádio de futebol como quase única opção de lazer. O trabalho na estrada de ferro era um trabalho duro, pesado e simples. Além das chefias poucos eram os estudos que se exigia. Contrastando com o emprego mais qualificado da industria basicamente têxtil que já era predominante. 
O rótulo de “farroupilha” com certeza seria um verdadeiro “orgulho” pois a denominação se identificava com gente simples e acredito que propositalmente contrastante a elite predominante germânica dos patrões. A alegria dos componentes desta torcida era composta das mais diversas raças e nacionalidades que sempre foram características do público que animava e realizava o carnaval e as festas em geral. Por isso batuques, cantorias e alegria extravasada. A Estrada de ferro seria a alternativa de emprego que se apresentava para quem não falava alemão - língua utilizada nas empresas - cujos donos eram quase a totalidade imigrantes alemães.
Os diretores e presidentes do time sempre foram políticos e profissionais conceituados como Dr. Antonio Vitorino Ávila Filho, Abel Ávila dos Santos, e outros ... Como filho de um dos jogadores do Brasil nos anos 40 sei de ver em casa, a irmandade entre os amigos jogadores, do companheirismo e do amor a camisa, da alegria e do grande esforço que faziam, para bem representar o time.
Para saber mais acesse:
Texto de Carlos Braga Mueller e José Geraldo Reis Pfau.
Colaboração : Airton Gonçalves Ribeiro (Moritz)

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