"A Educação é a base de tudo, e a Cultura é a base da Educação"

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

- E. B. M. Henrique Alfarth

Palestra E.B.M. Henrique Alfarth
Rua Rui Barbosa, 1616
Progresso - Blumenau -
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História:
Já há muito tempo a comunidade da Rua Rui Barbosa, no bairro Progresso, município de Blumenau, distante 12 Km da sede do município, solicitava aos órgãos públicos, uma escola para atender o grande número de crianças que aqui moravam.
Fundada em 1977 começou como escola reunida recebeu alunos de 1ª a 4ª série (matrícula inicial: 147 educandos). Em homenagem a um dos primeiros moradores desbravadores desta localidade, homem trabalhador e honrado, Sr. Henrique Alfarth, a Escola recebeu seu nome numa forma de homenagear o cidadão comum e representante da “gente” da comunidade.
Hoje temos como diretora a professora Kátia Regina Flores Koehler e auxiliar de direção, professora Lucia Teresinha Martins.
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No dia 30 de junho de 2010, eu e minha esposa Dalva a convite da professora Luzia Campestrini, estivemos proferindo uma palestra sobre " O Vale do Garcia".
A história por nós mostrada através de data-show, teve como abrangência desde a foz do Ribeirão Garcia, a nascente. Já é a terceira vez que visitamos o educandário. Através de imagens de 1860 até os dias atuais, enfocamos todo o Grande Garcia.
Antes de nossa apresentação, alunos das 7ª series, apresentaram um belíssimo trabalho de resgate da "Memória" do bairro e região, através de dados copilados junto aos familiares e vizinhos, com apresentação de músicas dentro do contexto histórico. Trabalho intitulado "Memórias", realizado pelas professoras de Língua Portuguesa - Neuseli Loos Bernardes e Luzia Campestrini, Ângela Maria de Oliveira.

O Vale do Garcia
A cidade de Blumenau tem como data oficial de fundação 1850, mas já habitavam a região, pessoas vindas de Camboriú em 1846. Existe registro que em 1830 um inglês com um escravo, esteve procurando ouro na localidade chamada “Nova Rússia” ou Russulana na qual logo foi abandonada pela pouca produção.
Quando aqui chegaram encontram os verdadeiros habitantes do bairro, que viviam nas imediações do lugar conhecido como Jordão, os indígenas, conhecidos como bugres, carijós, Xokleng, Guaranis e outros, que habitavam a região de Blumenau há pelo menos 8000 anos.
Quando Dr. Blumenau adquiriu concessão das terras junto a D.Pedro II, as famílias conhecidas como gente do Garcia e os indígenas tiveram que se retirar.De posse da documentação de concessão, Dr. Blumenau teve seu objetivo alcançado, e iniciou o processo de colonização.
Oficialmente, a história nos relata que em 28 de agosto de 1852 (essa era a data considerada de fundação até 1899), o fundador da colônia Blumenau, distribuía os primeiros lotes aos colonos. Era nesse contexto que se iniciava a colonização do Garcia, passando a receber os primeiros contingentes de imigrantes alemães. O objetivo geral desta colonização era a agricultura.
A região era constituída topograficamente, por um vale verdejante e pobre para a agricultura, por ser montanhosa.
As primeiras atividades produtivas foram extraídas da agricultura, engenhos e moinhos manuais. Mais tarde foram introduzidas as serrarias, olarias, atafonas e outras atividades artesanais.
Em 1860, com a chegada do imigrante Johann Heinrich Grevsmuhl, o vale do Garcia tomava novo impulso. Não satisfeito com os trabalhos agrícolas, passara a explorar a madeira da região, constituindo uma serraria, e com o represamento do Ribeirão Garcia, pode instalar uma atafona movida a força da roda d' água, que ficava próximo as duas empresas Garcia e Artex.
Os compensadores progressos do empreendimento levaram-no a associar-se com dois vizinhos, que conheciam a técnica da tecelagem, para a organização de uma fábrica. Nascia naquela região, a semente da industria têxtil por volta de 1868, solidificando-se mais tarde com o nome de Empresa Industrial Garcia.
Dentro desta visão, o constante processo de desenvolvimento econômico, e conseqüentemente populacional, começam a abranger o Garcia. A industrialização abria espaços para novos empregos e muitos imigrantes vindos de outras cidades buscam o "ELDORADO" de uma vida melhor.
A pioneira.
A primeira indústria que se instalou no bairro, foi a ex-Empresa Industrial Garcia em 1868, fundada por Johann Heinrich Grevsmuhl, August Sandner, Johann Gauche, associaram-se a um tecelão, conhecido como Lipmann (já possuía teares desde 1865) que ajudou a montar alguns teares e deram impulso na primeira indústria têxtil de Blumenau.
Esses considerados fundadores, foram os antecessores, de Gustav Roeder. Em 1883 Roeder juntamente com sua esposa, ( Já em 1882 Roeder foi um dos fundadores da Karsten) compra a antiga Tecelagem de Grevsmuhl dando um grande impulso no desenvolvimento da empresa , a mais antiga de Blumenau.
Em 15 de fevereiro 1974, a E.I.Garcia, incorporou-se a Fábrica de Artefatos Têxteis - Artex. A incorporação teve cunho político através do governo federal, que investia nas duas empresas, a Artex dirigida pela família Zadrozny e a Garcia controlada por dirigentes do estado do Paraná, grupo Hauer, que controlava a empresa que pertencia a um grupo canadense.
A Artex foi fundada em 23 de maio de 1936 - por Theophilo B. Zadrozny e Otto Huber, que compraram as terras da viúva de Johann Henrich Gresvsmuhl. Otto Huber (austríaco) fundador da Artex, trabalhou 30 anos na E.I.Garcia, e convidado por Theophilo B. Zadrozny (nascido em Brusque) foi para a Artex. Também estiveram juntos na fundação Max Rudolf Wuensch e Albert Hiemisch, que igualmente atuavam na Empresa Industrial Garcia.
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O Distrito do Garcia foi criado pela Lei Complementar Municipal nº 251, de 17 de dezembro de 1999 e regulamentada pela Lei complementar nº 344 de 21 de dezembro de 2001. Sendo seu primeiro secretário Distrital – o Sr. Braz Roncáglio e o segundo secretário o sr. Deusdith de Souza Jr., nomeados pelo Prefeito Décio Néry de Lima em 02 de maio de 2002. A sede do Distrito localiza-se na Rua Progresso nº 167.
- O Bairro Garcia
O Bairro Garcia que recebeu este nome em homenagem às famílias vindas do Rio Garcia, de Camboriú, recebeu esta denominação oficial através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956, pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. . O nome de Rua Amazonas foi colocado devido que na época era comum utilizar nomes de Estados, antes era conhecida com o nome de terras Die Kolonie. "A colônia”. A Rua Amazonas recebeu esta denominação através da Lei nº 124 de 16 de abril de 1919 .
- O Bairro Vila Formosa
O Bairro Vila Formosa foi criado em através da lei nº 717 de 28 de abril de 1956, na administração do Prefeito Guilherme Frederico Busch.Jr.
O caminho paralelo à margem esquerda do ribeirão Garcia já constava no mapa da colônia Blumenau de 1864, existindo também a demarcação de alguns lotes coloniais. Este caminho atualmente é conhecido por Rua Hermann Huscher. Esta denominação foi dada em homenagem a um grande proprietário de terras no Bairro Vila Formosa, que inaugurou um curtume no dia 7 de janeiro de 1898.
- O bairro Valparaiso
O bairro Valparaiso deve-se o nome ao Loteamento conjunto Valparaiso dado em homenagem a uma cidade chilena.
Também conhecido como Zendron
- O Bairro Glória
O bairro Glória foi oficialmente criado através da lei nº 03, de 04 de fevereiro de 1938, Pelo prefeito José Ferreira da Silva, o bairro foi oficializado pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. Através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956. . O nome Glória foi colocado em homenagem a um antigo clube musical Glória, antes era conhecido com o nome de Spectiefe (palavra de origem alemã que quer dizer caminho lamacento ou gorduroso, lama vermelha). Os moradores mais antigos fizeram o relato que as pessoas conhecidas como gente do Garcia, moravam no início da Rua da Glória. Depois da chegada dos alemães, logo em seguida vieram tijucanos e Italianos.
- O Bairro Progresso
O Bairro foi oficializado pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. Através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956.
O nome Progresso originou-se após as implantações das empresas; Industrial Garcia e Artex – os moradores “diziam que o Progresso estava chegando” referindo-se as industrias. A Rua Progresso tem essa denominação desde 28 de agosto de 1952 – Decreto Lei nº 364. conforme artigo 2º. Antes era conhecido como Alto Garcia. e distrito do Jordão. E quem morava onde hoje é a Rua Rui Barbosa dizia que morava no Kroba “Kroebergerbach ” (bach ribeirão) devido a primeira família a morar na região Sr. Heinrich Krohberger, que possuía uma grande propriedade.
O morro chamado de Spitzkopf palavra de origem alemã que quer dizer (cabeça de ponta ou grande),que atinge a altitude de 936m (oficialmente 920m), e é o maior divisor de águas da região, sendo este escalado pela primeira vez em 1872, por Friedrich Deeke e alguns companheiros (.¨ Os Lineamentos das montanhas e vales levantados em circuito do alto do Morro Spitzkopf contra o lado Leste, Nordeste, e parte Norte das terras na Colônia Blumenau. Feunt - abreviação de Feder Unterzechnet ( assinado com caneta de pena) FREDERICO DEEKE anno 1872). Portanto já em 1872 Frederico Deeke esteve no cimo do Spitzkopf, de onde desenhou aquele croquis.  Depois nos dias 19,20 de julho de 1892, Chistian Imroth, Fritz Alfarth, Hermann Gauche Sênior e Otto Wehmuth, (segundo alguns moradores teriam sido os pioneiros). Naquela época o corte de árvores e a caça, eram acontecimentos naturais e habituais. Como Ferdinando Schadrack era empresário, montou uma serraria e começou a explorar como atividade econômica àquela região. De 1907 até 1932 exportou uma grande quantidade de madeira para a Europa. Com seu falecimento seu filho Udo, já com uma visão mais futurista, encerrou as atividades da serraria e passou a combater os caçadores, e a preservar a flora e fauna da região, preparando o local para ponto turístico já no inicio da década de 30 do século passado.
Em 1907 Ferdinando Schadrack (adquiriu da prefeitura o morro Spitzkopf para exploração de madeira inicialmente - faleceu em 1932), seu filho Udo Schadrack ampliou a área para 5 milhões de metros quadrados. Muitos cientistas de renome Internacional e alunos de diversas Universidades fizeram pesquisas, principalmente, nas áreas de botânica e zoologia.
Posteriormente foi construída a cabana, sendo que mais de 90% da área pertence ao município de Blumenau, e o restante ao município de Indaial, o pico do morro é que faz a divisa dos municípios.
Na madrugada do dia 5 de junho de 1995 aconteceu um incêndio, próximo ao cume, durando aproximadamente 120 horas, onde se estima que foram destruídos 50.000 metros quadrados de matas nativas e muitas espécies de animais. Mais de 200 pessoas trabalharam na intenção de debelar as chamas. A situação só começou a melhorar a partir do dia 8 quando começou a chover.
A origem do incêndio é creditada a visitantes com a falta de cuidados com fogueiras e teriam até soltado fogos de artifícios.
Também durante muitos anos até abril 1998, a Artex, possuía um dos maiores parques ecológicos de Santa Catarina, quando então foi "doado" para a FURB e FAEMA, hoje com o nome de Parque Natural Municipal das Nascentes do Garcia é o maior municipal do Brasil- conhecido popularmente por Parque das Nascentes o controle não só ambiental como manancial e conservação de grande quantidade de água para servir o parque fabril. Todo esse manancial, fornece água tratada através dos órgãos competentes a SAMAE, a toda região do Grande Garcia e até próximo ao Centro.
Para saber mais acesse:
 http://dalvaday.blogspot.com/2010/07/2010-palestra-na-e-b-m-henrique-alfarth.html
Arquivo de Dalva/ Adalberto Day

terça-feira, 29 de junho de 2010

- O muro na curva do cemitério no Progresso II

Voltamos hoje 29/junho/2010 a curva do cemitério, acompanhado de minha esposa, Gerente de Infraestrutura Cleverton João Batista, e Hiroshi Matsuoka – ENGENHEIRO RESPONSÁVEL DA EMPRESA Rodomaq que está realizando a obra. Rodomaq Ltda - Blumenau / SC - Rua Arno Delling, 455 Itoupavazinha -
O Engenheiro Hiroshi, nos passou informações importantes sobre a obra (Muro) em execução na barranca do morro, e na barranca do ribeirão Garcia.. No morro foi feito uma vala de proteção, para pequenos deslizamentos e para não cair e atingir o muro. Essas canaletas no alto do morro, adentrando a mata, as águas das chuvas, irão escorrer até as escadarias e uma abertura que levará até o ribeirão.
Será feito uma bacia de sultagem (depósito de material), e será retirado o barro excedente, árvores caídas, tudo manualmente, até uma determinada profundidade e altura. São três calhas. TIRANTE: a cada 5 metros com dois tirantes. A extensão do muro teve que ser alterada dos 110m iniciais, para 125 m de extensão .
Cleverton, Hiroshi,Adalberto e Braz
No instante em que estavam sendo explicados os procedimentos, o ex vereador Braz Roncáglio se fez presente, tentando contribuir nas explicações e nos prometendo mostrar o projeto e todas as etapas a serem executadas.
Após a conclusão dos trabalhos, será feito uma Vegetação de proteção ao barranco. Tais procedimentos conforme nos informou o Engenheiro Hiroshi, também estão sendo executados da mesma forma no morro próximo ao posto Bruno, em frente a marcenaria Anzini.

Barranca do Ribeirão:

Estão sendo feitos estaqueamentos, com profundidades que variam de 6 a 12 metros de profundidade, o excedente, ou seja onde não seja possível mais a penetração, serão serrados na altura do passeio público (calçadas). O passeio será apoiado nas estacas com vigas 40/50, ficando em balanço, laje suspensa (grampeamento). Serão colocados muretas de proteção junto a barranca do ribeirão.
As obras não serão definitivas e nem conclusivas, pois não serão feitos gabiões, somente a retirada do material mole e fazer um enrocamento.
Ainda continuo no meu raciocínio lógico, e que é pensamento da maioria absoluta dos moradores, o correto seriam as bancadas que resolveriam definitivamente o problema. Também é bom salientar que este é o pensamento do próprio engenheiro da obra Hiroshi, como de Paulo França e Cleverton gerente de Infraestrutura.
Fica aqui minha decepção principalmente na barranca do ribeirão, serão executados trabalhos em um trecho somente, persistindo o problema que é o mesmo desde o início da curva do ribeirão.
Para saber mais acesse:

http://adalbertoday.blogspot.com/2010/06/curva-do-cemiterio-no-progresso.html
Arquivo de Adalberto e Dalva Day

domingo, 27 de junho de 2010

- Presidente da República visita Artex

Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco visita a empresa Artex em Blumenau em maio de 1965. É acompanhado pelo governador do Estado Celso Ramos, ex prefeito Carlos Curt Zadrozny e diretor da Artex.
Arquivo de Dalva e Adalberto Day
Publicado no Jornal de Santa Catarina – 1806/2010 coluna ALMANAQUE DO VALE
OBS: O prefeito de Blumenau em maio de 1965 era Hercílio Deeke, depois no ano seguinte assume Carlos Curt Zadrozny.
Antes da visita à Artex, o presidente e comitiva visitaram a Igreja Matriz, em seguida a Eletro Aço Altona e o Grupo Escolar Machado de Assis. Quem acompanhava o Presidente  Castelo Branco, então já viúvo, era a sua filha Antonieta Diniz.
Almoçaram no ¨Restaurante Aquarium do Grande Hotel Blumenau e logo após seguiram à Itajaí, onde tomaram avião à Florianópolis. (Niels Deeke)
História:

A empresa Artex foi fundada em 23 de Maio de 1936 na Rua Progresso nº 150 –, por Theophilo Bernardo Zadrozny e Otto Huber, que compraram as terras da família Gresvsmuhl. É bom observar sempre o capital agindo sobre o proletário. Theophilo Bernardo Zadrozny, não possuía grande conhecimento no ramo têxtil, porém seu dinamismo e espírito empreendedor possibilitaram a fundação de uma nova empresa a Artex S/A. Então convidou um hábil tecelão e técnico chamado Otto Huber que trabalhava ali próximo na Empresa Industrial Garcia, para associar-se. As duas empresas citados Garcia e Artex foram empresas que fizeram através de seus colaboradores, o crescimento não só do bairro Progresso, mas de todo grande Garcia. Otto Huber (Austríaco) um dos fundadores da Artex trabalhou 30 anos na E.I.Garcia, e convidado por Theophilo Bernardo Zadrozny (nascido em Brusque ...?) Nascido na cidade de Lotz (Polônia) em 24 de maio de 1890.
“Otto Huber foi um profundo conhecedor da arte de tecer. Era mestre Técnico da Empresa Industrial Garcia, e prestou relevantes serviços a industria de Blumenau. Ele não concordava com algumas atitudes do diretor geral da Empresa Industrial Garcia Sr. João Medeiros Jr., que entre outras era muito querido pelos empregados, por promover lazer através de esportes” e diversão com musicas que eram ouvidas nas horas de folga no interior da empresa, por intermédio de alto-falantes desde 1929..Huber comentava com amigos e empregados, que quando tivesse oportunidade, montaria sua própria empresa. E essa oportunidade surgiu em 23 de maio de 1936, em um convite que recebeu de Theophilo Bernardo Zadrozny, e juntamente com outros empregados da Empresa Industrial Garcia, fundaram a Artex.”– O Primeiro diretor Presidente foi Ricardo Peiter. Também iniciaram os preparativos na montagem da nova empresa, Max Rudolf Wuensch e Albert Hiemisch”. “Esses dados tive acesso desde garoto, e mais recentemente, em uma entrevista no dia 18 de agosto de 2004. com o Sr. Theo Hartmann nascido em 1919, Hartmnan trabalhou por mais de 40 anos na Empresa Industrial Garcia, e conheceu Otto Huber, que lhe repassou esses dados”.
Arquivo Dalva e Adalberto Day

quinta-feira, 24 de junho de 2010

- Teatro Carlos Gomes "150 anos"

A cor original das fachadas do Teatro Carlos Gomes foi recuperada graças a um trabalho minucioso de pesquisa. Uma argamassa especial foi preparada para devolver à edificação, tombada pelo patrimônio histórico estadual, as características originais.
A SOCIEDADE DRAMÁTICO MUSICAL CARLOS GOMES é uma entidade cultural, sem fins lucrativos, que atua em Blumenau desde o ano de 1860, quando foi fundada.
Seu objetivo é o de incentivar por todos os meios a prática e o desenvolvimento da cultura e das artes, em todas as suas formas de expressão, podendo estender suas atividades a todo território nacional. Além de ser declarada de utilidade pública municipal, estadual e federal.
O Teatro que abriga a Sociedade Dramático-Musical Carlos Gomes é um dos mais distintos espaços para atividades artísticas de todo o país. Inaugurado em 1º de julho de 1939, com um memorável baile de gala, a história de sua construção começa em 10 de dezembro de 1935, quando foi lançada a pedra fundamental do novo teatro situado na Rua XV de Novembro.
Ele substitui o antigo Teatro Frohsinn (foto) , que desde 1895 abriga o Teatro com o mesmo nome, localizado na Rua das Palmeiras, onde atualmente  é o prédio da CELESC .
A atividade teatral ,que vinha sendo intensa desde 1920,sofreu consideravelmente, desanimando os animadores teatrais. O panorama de espetáculos mudou com a atuação do maestro Heinz Geyer, desde sua chegada á cidade, em 1921, reposicionando parte das atividades culturais à música.
A sociedade Frohsinn se uniu à Sociedade Liederkrantz em 1936, quando o novo prédio estava em obras. Sob a regência de Heinz Geyer, juntaram esforços na primeira ópera montada em Blumenau com artistas locais, Preciosa, de autoria de Carl Maria von Weber. Em 1939, ano da conclusão do teatro, a sociedade recebeu o nome que até hoje ostenta. A fusão com o Club Musical proporcionou a criação da Orquestra e Coro da Sociedade. Hoje, suas histórias dão relevância e poder ao prédio que é o mais legítimo representante da cultura blumenauense.
Heinz Geyer, discípulo do mundialmente famoso Richard Strauss e amigo íntimo do pianista Arthur Rubinstein, chegou a Blumenau no início da década de vinte. No tempo em que esteve à frente das atividades artísticas da Sociedade produziu três óperas e inúmeras peças para canto. A primeira ópera montada na cidade e com artistas locais foi "Preciosa", de Carl Maria Von Weber.
O Salão de Festas, com pequeno espaço para apresentações, tinha papel muito importante, pois cada espetáculo (teatro, concerto, coral), era completado com um baile.
A sala de espetáculos, coxias, palco giratório com 12 metros de diâmetro, inovação que ainda hoje é prerrogativa de poucos teatros brasileiros, foram inauguradas dia 5 de dezembro de 1942. Neste mesmo ano é criada também a Escola de Ballet do Teatro Carlos Gomes.
Atividades e Serviços
A SOCIEDADE DRAMÁTICO MUSICAL CARLOS GOMES atua como Sociedade Cultural para seus associados. Mantém a Escola de Música e sua Orquestra Prelúdio. Seu complexo compreende ainda a Escola de Ballet Pró-Dança, a Carona Escola de Teatro, como também abriga a Orquestra de Câmara de Blumenau.
Conhecido como palco principal de eventos e espetáculos culturais de Blumenau, o Teatro Carlos Gomes abriga também diversos eventos que estimulam o desenvolvimento econômico da região e contribuem com a formação de seus participantes, por meio de seminários, congressos, convenções, palestras, entre outros. Além disso, é ponto de encontro social desde o início de sua história, com a realização de formaturas, casamentos, festas de aniversário e demais confraternizações.
Para receber os mais variados tipos de eventos, o Teatro Carlos Gomes conta com dois auditórios, dois salões e cinco salas de apoio, com estrutura para abrigar desde pequenas reuniões até grandes eventos para até 1.500 pessoas. Todos os ambientes são climatizados e estão prontos para receber sistemas avançados de vídeo-conferência, além de contarem com a beleza e plasticidade da arquitetura clássica do Teatro. Um elevador garante o acesso a todos os níveis da edificação. Outra importante característica é o restaurante presente na própria sede, capaz de servir, com qualidade, coquetéis e refeições da alta gastronomia com atendimento diferenciado. Para os participantes dos eventos, a localização central do Teatro facilita o acesso a estacionamentos, hotéis, bancos, restaurantes e centros comerciais.
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150 anos de história

A história do Teatro Carlos Gomes está ligada à história de Blumenau, fundada em 2 de setembro de 1850. Entre os primeiros alemães vindos com Dr. Blumenau, fundador da cidade, já se formavam, aos domingos, pequenos grupos dedicados à arte dramática e ao canto. Dessa forma, em 24 de junho de 1860, foi instituída a Sociedade Teatral de Blumenau, que só passou a configurar-se como sociedade em 18 de abril de 1895, quando adotou o nome de .
Sociedade Teatral Froshsinn
Sua primeira sede própria foi na então Rua das Palmeiras (hoje Alameda Duque de Caxias). Somente em 1935, a Sociedade Teatral Frohsinn lançou a pedra fundamental da construção do novo teatro, na Rua 15 de Novembro.
A primeira parte das obras foi concluída em 1939. Neste ano, a Sociedade Teatral Frohsinn alterou definitivamente seu nome para Sociedade Dramático Musical Carlos Gomes. O novo teatro foi inaugurado dia 1º de julho de 1939.
Para a inauguração do Teatro Frohsinn, em abril de 1896, foi encenada a peça "Uma Idéia Maluca", de Karl Laufs, escolhida justamente pelo seu título - usado como resposta àqueles que consideravam "loucura" a idéia de construir um teatro em Blumenau.
Precursora
Com o transbordamento do rio Itajaí-Açu, na grande enchente de 1880, grande parte dos equipamentos e da biblioteca destas sociedades foi perdida, dificultando a recuperação de alguns importantes registros históricos. Deste período, no entanto, é de grande relevância registrar um nome que destacou-se entre os demais pioneiros do teatro em Blumenau: Rose Gaertner. Seu papel como incentivadora é indiscutível e sua trajetória foi pautada por atitudes que a colocaram também como a primeira feminista da cidade.
Atualmente, o Teatro Carlos Gomes conta com aproximadamente 800 alunos em suas três escolas - de dança, música e teatro -, além de manter a Orquestra Prelúdio, projetos de inclusão social, como bolsas de estudo, Coro Infanto-Juvenil e Grupo de Percussão. O TCG também é sede de uma média de 600 eventos ao ano, com a participação de 200 mil pessoas.
Para receber os mais variados tipos de eventos, o Teatro Carlos Gomes conta com dois auditórios, dois salões e cinco salas de apoio, com estrutura para abrigar desde pequenas reuniões até grandes eventos para até 1.500 pessoas.
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Lenda Urbana/Mito

Carlos Braga Mueller
As lendas urbanas perseguem até hoje o Teatro.
- Primeira delas: a fachada seria uma réplica do quepe militar de Hitler. Não há como negar. Basta olhar para se ter esta impressão. O quepe do Fuehrer, ou seja, lá de que general for, pode sim ter inspirado qualquer arquiteto, sem que tivesse havido conotação política no projeto.
Conversando com um cidadão, cujo avô trabalhou nas obras do Teatro Carlos Gomes, ele me disse que o avô contava que de vez em quando arquitetos vinham da Alemanha acompanhar a construção. Teria isto algum significado político? Ou seria apenas um intercâmbio técnico-cultural?
As lendas diziam também que o prédio seria a Sede do 3º Reich na América Latina, se Hitler ganhasse a guerra!
Hitler perdeu. Ficou a lenda!
- Outra questão levantada sobre o prédio do Teatro é a possível existência de um túnel, que ligaria os seus porões a uma saída de emergência.
De alguns anos para cá, muitas reformas foram feitas e nada, absolutamente nada foi encontrado que denotasse escavação ou indícios de um túnel ou coisa parecida. É bem verdade que existem paredes no prédio com espessura de mais de meio metro. Mas, segundo consta, tudo de acordo com o projeto original. É bom lembrar um outro fato que, misturado a esta lenda, pode explicar alguma coisa.
Onde hoje existe a Rua Namy Deeke (transversal que liga a Rua XV à 7 de Setembro), corria um ribeirão.
Com a necessidade de se urbanizar o centro, o ribeirão foi canalizado desde o morro da Rua 7 até o Rio Itajaí Açu. Como o terreno do Teatro Carlos Gomes ficava ao lado do antigo Ribeirão, hoje Rua Namy Deeke, muita gente, que acompanhava a construção da tubulação, que naquele tempo era feita de aço, erguia os olhos e via o Teatro. Tinha tudo para dar a impressão que do Teatro saía um túnel em direção ao Rio Itajaí Açu.
E a lenda vai mais adiante: na barranca um barco veloz estaria sempre a postos, para levar Hitler até um local mais navegável do Rio, onde um submarino aguardava o Fuehrer, para levá-lo são e salvo a outro território do Reino.
Indo mais adiante, subindo o Rio Itajaí Açu, chegando a Ibirama, nos vêm à lembrança outra lenda: Hitler teria autorizado homens de sua confiança, egressos da antiga Companhia Hanseática de Hamburgo, que colonizou Ibirama, a encontrar uma grande área de terras para ali instalar-se no Brasil.
PALCO DE GRANDES ATUAÇÕES

O palco do Teatro Carlos Gomes sempre abrigou grandes espetáculos.
Desde a década de 40, até mais ou menos os anos 70, a inexistência em outras cidades de auditórios amplos, com infra estrutura para peças teatrais, colocava nosso teatro entre os principais do sul do Brasil.
Assim, as companhias de teatro que faziam excursões ao sul do Brasil nunca deixavam de agendar uma apresentação em Blumenau.
Geralmente o roteiro ao sul previa Curitiba, Blumenau, Florianópolis e Porto Alegre.
O grande auditório recebeu e aplaudiu nomes como Cacilda Becker, Jardel Filho, Fernanda Montenegro, Procópio Ferreira e sua filha Bibi, Tarcisio Meira, Glória Menezes, Toni Ramos e muitos, muitos outros que vinham até nós apresentar-se em peças que arrancavam suspiros da platéia.
Sem falar nos espetáculos da terra, como a ópera "Anita Garibaldi" e a opereta "Viva o Ministro", ambas com partituras do maestro Heinz Geyer
O ator Toni Ramos guarda gratas recordações do palco do Teatro Carlos Gomes.
Em determinada época, lá pelos anos 80, ele estava em Blumenau com a atriz Beatriz Segall e o então jovem Irving São Paulo com uma peça de muito sucesso.
E foi com orgulho que Toni Ramos dirigiu-se com Beatriz a um dos camarotes do teatro, apontou para o palco e falou, de boca cheia:
- Foi por aqui, Beatriz, que eu iniciei minha carreira.
Recordava os tempos de início de carreira, quando começou a atuar em peças teatrais e a excursionar pelo país.
E o palco do Carlos Gomes entrou, assim, para a sua história.
Saiba mais sobre a história do Teatro Carlos Gomes no endereço

http://www.teatrocarlosgomes.com.br/historico.asp
http://www.teatrocarlosgomes.com.br/
Fonte Teatro Carlos Gomes
Acesse também, repassado pelo jornalista Luis Lopes RBS:
http://www.youtube.com/watch?v=M6whzbtNol4
Arquivo de Adalberto Day/Colaboração José Geraldo Reis Pfau/Carlos Braga Mueller

domingo, 20 de junho de 2010

- Festa Junina

Festa Junina em Blumenau
Desfile de empregados da Empresa Industrial Garcia em 1956. Na foto o desfile passando em frente as instalações da empresa (Rua Amazonas) , proveniente da Rua da Glória, culminando no estádio do Amazonas, bairro do Garcia. Foto que ganhei de meu pai Nicolao Day (1930/1995), o segundo atrás do violeiro a esquerda.

As festas juninas em toda a cidade sempre foram fascinantes. Em minha infância e a de muita gente, lá pelos anos 50, 60 e 70, foram inesquecíveis. As escolas e igrejas promoviam grandes e belas festas. No dia 24 de junho os alunos iam para as aulas a caráter (caipiras) e havia as apresentações de quadrilha.

A Empresa Garcia também promovia magníficas festas juninas, organizadas pelos próprios funcionários da empresa. Minhas recordações são as mais diversas: uma enorme fogueira, foguetórios, pipocas, corujas (roscas de polvilho), maçã do amor, pinhão, quentão, cachorros quente, o tradicional churrasco, brincadeiras, pescarias, roda da fortuna, as famosas e esperadas quadrilhas, parque de diversão, e tantas outras atrações. Era emocionante.

As festividades eram realizadas no estádio do Amazonas, com teatros e desfiles pelas ruas da Glória e Amazonas, festas representativas de índios, sorteios de eletrodomésticos e outras premiações, culminando com um jogo do time anilado ou alvi-celeste, o Grande Amazonas Esporte Clube.

Desfile festa junina em 1956 na Rua da Glória e jogo de caipiras no estádio do Amazonas em 1968,destaque preto e guarda-chuva José Pêra.
Sempre à frente destes trabalhos, lá estava o Sr. José Pêra (ou Zé Pêra) que era o motorista dos diretores e treinador do Amazonas. A supervisão da festa ficava a cargo do gerente de relações industriais, Nelson Salles de Oliveira.
Não há quem não tenha participado ou ouvido falar destas comemorações que emocionavam todo o Garcia. Tenho a convicção que como participante e atuante dessas festividades, elas são um cantinho da saudade que nos parece cada vez mais forte e evidente em nossa memória.

Festa junina no Grupo Escolar São José (Celso Ramos) na Rua da Glória em Blumenau - dança da quadrilha - 1969 e 1971 respectivamente.
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História
Existem duas explicações para o termo festa junina.
De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).
Outra versão diz que esta festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João.
A primeira explicação surgiu em função das festividades que ocorrem durante o mês de junho.No princípio, a festa era chamada de Joanina.
Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar FOGOS DE ARTIFÍCIO veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha
A primeira festa junina realizada no Brasil aconteceu no ano de 1603, em comemoração a São João, pelo Frade Vicente do Salvador que se referiu aos nativos que aqui se encontravam da seguinte forma: “os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque era muito amigo da novidade, como no dia de São João Batista por causa das fogueiras e capelas”.(Ib p.106 Mariza Lira).
Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.
Festa Junina no Nordeste
Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão
A tradição deste encontro festivo é tão forte que em algumas regiões do Nordeste ninguém trabalha em dia de Festa de São João, 23 de junho. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.
A tradição deste encontro festivo é tão forte que em algumas regiões do Nordeste ninguém trabalha em dia de Festa de São João, 23 de junho. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.
COMIDAS TÍPICAS
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, curau, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.
TRADIÇÕES
As tradições fazem parte das comemorações
O mês de junho é marcado pelas FOGUEIRAS, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os BALÕES também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.
A FORMAÇÃO DAS FOGUEIRAS
As fogueiras são partes fundamentais para qualquer festa junina, nas cidades, nem sempre, mas no interior, fazer uma fogueira não é tão simples assim.
Aqueles que são devotos de Santo Antonio, São João, São Pedro, sabem para quem é dedicada a festa junina apenas olhando para a formação da fogueira.
Para cada santo existe um tipo de fogueira.
Elas devem ser construídas como diz a tradição, para cada dia e comemoração, elas tem a sua formação.
Santo Antonio: As lenhas são montadas em forma de quadrado.
São Pedro: As lenhas são atreladas em formato triangular
São João: As lenhas são colocadas semelhantes a uma pirâmide.
No NORDESTE, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros
Já na REGIÃO SUDESTE são tradicionais a realização de quermesse
Como SANTO ANTONIO é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.
Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.
Outros Dados
Origem das festas Juninas
Três santos são efusiva e intensamente comemorados em junho em todo o Brasil desde o período colonial: Santo Antônio, São João e São Pedro. No norte e nordeste do país, principalmente, estes santos são reverenciados, e pode-se dizer que a importância dessas festas ultrapassa a do natal, principal festa cristã. Por este motivo, para os moradores desta região, este evento é o mais importante do ano, tanto festiva quanto politicamente.
Acredita-se que essas festas tenham começado no século XII, na região da França, com a celebração dos solstícios de verão (dia mais longo do ano) e também do início da época de colheitas. No hemisfério sul, na mesma época, acontece o solstício de inverno (noite mais longa do ano). Como aconteceram com outras festas de origem pagã, estas também foram adquirindo um sentido religioso, trazido pela igreja católica ao Novo Mundo. A comemoração das festas juninas é certamente herança portuguesa no Brasil, acrescida ainda dos costumes franceses que a eles se mesclaram na Europa.
O ciclo das festas juninas gira em torno de três datas principais: 13 de junho, festa de Santo Antônio, 24 de junho, São João e 29 de junho, São Pedro. Durante este período o Brasil fica praticamente tomado por festas. Do norte ao sul do país comemoram-se os Santos Juninos, com fogueiras e comidas típicas.
Arquivo de Adalberto Day/colaboração Marilia Carqueja

quinta-feira, 17 de junho de 2010

- O Time do Glória


A imagem da década de 70 mostra, o time do Glória, do bairro Glória em Blumenau. Em pé da (E) para a (D):Jeremias Felsky, Agapito Viana, Rui, Adalberto Rosumeck, Adir Luebke, Alcides da Luz, Izidoro Costa (Fiel), Elpidio Felsky (treinador. Agachados: Alcides Luebke, Isaias Felsky , Ernesto Werner, Bruno Hoenick e Ivo Moritz.
Arquivo de Adalberto Day
Publicado no Jornal de Santa Catarina – 11/06/2010 coluna ALMANAQUE DO VALE do jornalista Sérgio Antonello
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O Cantinho da Saudade
O campo do “12” ou Morro Sábado à tarde, domingo pela manhã sol ou chuva, “vamos ao majestoso” ¹ estádio dos eucaliptos o clube “12”, para mais um jogo.Geralmente tínhamos que erguer novas traves, pois o Sr. Hipólito tinha recolhido para queimar em seu fogão a lenha. O pequeno campo do “12” ou Morro se localizava na rua Almirante Saldanha da Gama bairro Glória, próximo às empresas Garcia e Artex em Blumenau. Muitos craques se revelaram nesse pequeno campo, e foram jogar em equipes como Amazonas, Palmeiras, Olímpico e tantos outros. Suas dimensões não ultrapassavam 60X30, mais barro que grama, e foi palco de diversos jogos valendo uma “garrafa de capilé” (troféu da época).
A imagem do dia 05/junho/2010, mostra a visita que recebi de dois amigos da época do clube 12. Beto Day (E) Alvinho - Luis Álvaro Massaneiro (C) Calinho - Carlos Alberto de Oliveira (D). Na oportunidade, recordamos sobre nossos jogos no Morro ou Doze, sobre o Amazonas E.C., e do cotidiano.
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Quem teve oportunidade de conhecer esse pequeno espaço de propriedade da Empresa Industrial Garcia, com funcionamento, a partir de 1954 até 1979, jamais esquecerá, pois irá recordar de um gol (“eu fiz alguns de cabeça” ²), de machucar o pé ou o dedo no solo irregular, (era comum o atleta atuar descalço). O Nino Valênçio, disse que fez cinco só em um jogo, será? Depois se tornou um dos melhores goleiros da história do Amazonas. Nesse dia o Ziza foi o goleiro, o Dinho, Luizinho, Cau, Egon, Dico, Aurélio, Fininho, Walfrido, Jonas Husadel,Ride, Valter Hiebert , Valmor, Edson e o Dedé também jogaram. Essa era a velha guarda, na nova geração até seu final, atuaram os Oliveiras, que só eles davam um time, os Vieira, Massaneiros, Silvas e Fontanelas, os Siegels (Nenê,Ticanca e Bigo), os Cavacos, Oechsler, Day, Moritz, os Galassini (Zinho e Tide) os Izidoros, os Zuchi, Huzadel, os Souza , os Schnaider, os Berns e tantos outros. Até você que está lendo este artigo agora, deve ter feito um gol, ou então sabe de um amigo ou parente que diz ter feito pelo menos um. Embora ninguém acredite até o Álvaro Luiz dos Santos (Toureiro) diz ter marcado um. Antes do jogo, o aquecimento era o famoso controle, só valia gol de cabeça. O Silvio Roberto de Oliveira , O Nilton das Silva eram bons também na cabeça e controle. Também existiam outras equipes de pequenos e médios portes, mas com grande passagem e revelações de atletas, como Brasileirinho na Rua Amazonas, o Garciesporte Clube que atuava no campo do Amazonas. O Glória, o Horizonte em atividade (fundado em 1961), Cruz de Malta, Estrelinha, Estrela Azul, Caiçara, União, Colorado, Maringá,Centenário, Juventude, no Zendron o Independente, o Ájax e o Zendron. No Buraco Quente o três de Março e tantos outros. No progresso ainda tínhamos o Progresso, o América, Niterói, a Ponte Preta, em atividade, o Jordão E.C, o Canto do Rio (fundado em 1959), em atividade, que já conquistou vários torneios inclusive da liga Blumenauense de futebol de amadores (LBF).
Arquivo Adalberto Day

segunda-feira, 14 de junho de 2010

- O muro na curva do cemitério no Progresso

Foto logo após a Curva do cemitério no Progresso
No dia /27/abril/2010, ouvi na TV Galega , e depois na RBS e rádios, como também contato direto por telefone comigo, do Gerente de Infraestrutura Cleverton João Batista, que as obras de contenção as margens e morro da curva do cemitério na Rua Progresso , serão executadas com prazo de conclusão em até 180 dias. A obra com 150 metros de comprimento aproximadamente, e com altura acima de 3 metros está orçada em R$ 1,4 milhões , com recursos do governo Estadual - Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA).
O ex secretário de Estado de Desenvolvimento Regional de Blumenau, Paulo França, através do Twitter, se colocou a disposição para colaborar na execução da obra juntamente com o Gerente Cleverton.
A obra conforme prometido por Cleverton teve início no final do mês de abril.
Estamos acompanhando a obra de nossa própria residência .
No dia 06/junho/2010, fomos ao local e podemos observar o bom adiantamento da obra. Os trabalhos conforme proposto, estão sendo bem executados, conforme projeto. Porém entendemos não ser esta a melhor forma. Deveriam ser feitas bancadas de cima para baixo, conforme apresentamos dia 13 de Novembro 2009, ao então secretário de Estado de Desenvolvimento Regional de Blumenau, Paulo França, acompanhado do Gerente Cleverton.
Observamos conforme mostra a foto do dia 06/junho/2010,que bastou chover dois dias (3/4/junho) para já derrubar parte do serviço executado, laje e as barras de ferro que darão sustentação aos tijolos de cimento pré moldados.
Cleverton, Adalberto Day e Paulo França
No dia 11/junho/2010, Paulo França, Cleverton João Batista, juntamente com o Assessor Tarciso A. Souza, estiveram em nossa residência, onde podemos conversar sobre a obra da curva do cemitério e gabião da Rua Emilio Tallmann.

Na foto Paulo França observa a obra para ver o espaço entre o morro e o muro
Colocamos nossa preocupação sobre a obra não ser adequada para o tamanho do problema. Prometeram verificar o projeto, e saber o porquê de não ter sido retirado o barro ali depositado antes da construção do muro. Cleverton conversou por telefone com o responsável da obra, e este disse que será retirado após a conclusão do muro. Sinceramente não consigo entender. Como também penso que o muro apesar das estacas, ferragens, colunas e amarrações, não resistirá a um deslizamento maior.

Solicitamos também e observamos ao nos deslocarmos ao local, que as árvores que estão na ponta (borda do morro) devem ser retiradas, até um espaço de 15 metros adentrando a mata, pois com as chuvas, o peso que incidirá sobre as mesmas, irão facilitar a queda de barreiras.
O estaqueamento na barranca do ribeirão Garcia em frente ao local, estão sendo executados.
A obra está sendo executada, graças ao contato no local que tivemos com Paulo França e Cleverton no dia 13 de novembro/2009, juntamente conosco estiveram Carlos A.Salles de Oliveira e José L.Gaspar Clerici. Paulo França nos assegurou se tal contato não fosse efetuado, a verba destinada á curva do cemitério, iria para outra obra.
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Hoje 15/junho/2010, voltei a obra e conversei com alguns trabalhadores, que pensam da mesma forma, que qualquer deslizamento derruba o muro. Confirmaram que o barro atrás do muro será retirado após a conclusão do mesmo. É inacreditável mas será assim mesmo...como que um máquina irá trabalhar atrás de um muro de 3 metros de altura, sem espaço para a retirada do barro, que irá automaticamente deslizar e poder comprometer o muro. Quando estava me dirigindo ao local, ouvi alguns moradores dizer "Day" isso parece o "Muro da vergonha". Estamos apreensivos nem mesmo o Paulo França viu o projeto, se é que ele existe. Veja as fotos abaixo:
 Já na parte da barranca do ribeirão, nos parece que os trabalhos serão adequados, com estacas de trilhos ou "Vigas  I (i)".

Foto batida às 15 horas do dia 16/junho/2010 - vejam se um muro dessa forma poderá sustentar a imensidão do barranco. Como menciono acima, o correto e o prometido, foram bancadas de cima para baixo, e nem haveria necessidade da construção do muro. Tirem suas conclusões.
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Acesse também:
 http://adalbertoday.blogspot.com/2010/04/o-gabiao-da-rua-emilio-tallmann.html
http://adalbertoday.blogspot.com/2009/11/ponte-do-centenario-ruas-emilio.html
http://pmdbblumenau.blogspot.com/2010/06/coordenador-regional-conversa-com.html
Arquivo de Adalberto Day

sexta-feira, 11 de junho de 2010

- Seleção Brasileira

Santa Catarina tem dois campeões mundiais de futebol na história. O primeiro foi Mengálvio em 1962 meio campista do Santos. Em 1970 foi a vez do Goleiro catarinense Ado, que atuava na época pelo Corinthians. Ado era o reserva de Felix.
Apresentamos a seguir as cinco equipes do Brasil Penta
Imagem divulgação
Campeão 1958
A imagem de 1958, na Suécia, mostra a seguinte escalação:em pé Vicente Feola (técnico) Djalma Santos,Zito,Belini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar. Agachados:Garrincha, Didi, Pelé, Vavá, Zagalo e Paulo Amaral.
Imagem divulgação
Bi Campeão 1962
A imagem mostra o Bi do Brasil em 1962, no Chile : em pé Djalma Santos, Zito, Gilmar,Zózimo, Nilton Santos e Mauro, (?) : agachados, Mario Américo, Garrincha, Didi, Vavá, Amarildo e Zagalo, Nocaute Jaque.
Imagem divulgação
Tri Campeão 1970
A imagem mostra a Seleção Tri em 1970, no México: em pé: Carlos Alberto, Felix, Piazza e Brito, Clodoaldo, Everaldo (?); agachados: Mário Américo, Jairzinho, Gerson, Tostão Pelé e Rivelino, Nocaute Jaque.
Imagem divulgação
Tetra Campeão 1994
A imagem de 1994, mostra a seleção Tetra de 1994, nos Estados Unidos: em pé : Em pé: Taffarel, Jorginho, Aldair, Mauro Silva, Marcio Santos e Branco.
Agachados: Mazinho, Romário, Dunga, Bebeto e Zinho.
Imagem divulgação
Penta Campeão 2002
A imagem mostra a Seleção do Penta em 2002, na Coréia do Sul e Japão em pé: Lúcio, Cafú, Roque Júnior, Edmílson, Emerson , Marcos,: agachados: Roberto Carlos, Kléberson, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo.

Arquivo de Adalberto Day

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