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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

- Dia dos Reis

Fui entrevistar o meu amigo José Valdir de Souza, mais conhecido como “Zé Valdir” um dos componentes do Grupo Terno de Reis Família Dias, do bairro Progresso em Blumenau, em seu Bazar no início da Rua Rui Barbosa – Progresso, na Ponte Preta.
Essa entrevista é uma forma de homenagear a todos os grupos de Terno de Reis de Blumenau e Santa Catarina. A Família Dias é um dos grupos de Terno de Reis orgulho de nosso bairro e de Blumenau, com renome em todo Brasil.
O Coordenador do Grupo é José Oliveira Dias, um amigo desde os tempos de empresa Garcia e Artex.
Depoimento de “Zé Valdir" foto”
No ano (378?) 385 d.C. oficializou-se como o dia 25 de dezembro, dia  do nascimento do Menino Jesus, baseado em critérios políticos e científicos, aproveitando uma festa pagã dedicada ao Rei Sol, confirmando aquilo que Jesus disse “Eu sou a Luz do Mundo”.
- Somente no ano de 1600 a Igreja Católica incluiu os três Reis Magos nas celebrações natalinas, que visitaram Jesus na Manjedoura de Belém, ofertando Ouro, Mirra, e Incenso, foram eles, Baltazer, Bechior (ou Melchior), e Gaspar, que teriam chegado ao local do nascimento de Cristo no dia 06 de Janeiro.
Nosso Terno de Reis de Santa Catarina, tem origem nas Ilhas dos Açores.
As visitas ás casas são previamente combinadas entre o grupo, mas de surpresa. Quando a família já se encontra descansando. Pede-se através dos versos da cantoria, para o dono da Casa se levantar.
Cantoria
“Sei que voz estais dormindo e com os anjos estão sonhando, venha receber nosso Terno de Reis que em sua casa está chegando”. 
“Numa humilde estrebaria nasceu o Menino Jesus, se você está nos ouvindo, nos de um sinal com Luz”. 
“Já se você gostou do Terno, uma coisa vamos pedir com sua mão sagrada sua porta venha abrir”.

- Adentrando a Casa se canta mais algumas músicas, e a  alegria contagia.
O dono da casa oferece alguma coisa, ex: Refrigerantes, Café, Doces  Natalinos.
Após a confraternização, e cantando a despedida em versos de improviso.
Nosso Terno vai embora, então vamos nos retirar pra cantar em outras casas até o dia Clarear”.
Curiosidades:
A denominação de Terno de Reis tem relação com o número três.
  • Três são os magos que vieram de Três continentes diferentes.
  • Três foram os presentes ofertados ao Menino Jesus.
  • A cantoria nas casas é dividida em três partes; chegada anúncio e despedida.
  • Antigamente o terno de Reis era respeitosamente cantado por três elementos, nos tempos atuais, essa regra foi abolida.
  • Três são as pessoas da Sagrada família; Jesus, Maria e José.
  • Três são as pessoas da Santíssima Trindade; Pai, Filho e Espírito Santo.
Terno de Reis :Família Dias
- Coordenador : José Oliveira Dias.
- Zé Valdir: Viola, cantoria e voz.
- Doraci Dias: Voz
- Lenir Massaneiro: Voz
-Jorge Roberto : Cavaquinho
- Marcos Dias :Violão 12 cordas e Voz.
- Onivaldo Detzel: Violino e Voz
- Eduardo: Afoxé, Henrique: Voz, Lais Helena: Pandeiro e Voz, Andrew Ariel: Atabaque.

Para saber mais acesse: http://blogovagalume.blogspot.com/2010/01/hoje-e-dia-de-reis.html  Blog O Vagalume Miracema/Niterói-RJ
Angeline Coimbra
Os Três Reis Magos
Segundo a tradição, os Reis Magos eram três: Gaspar, cujo nome significa “Aquele que vai inspecionar”; Melchior, que quer dizer: “Meu Rei é luz”; e Baltasar, que se traduz por: “Deus manifesta o Rei”.
Os Reis Magos só são mencionados em apenas um dos quatro evangelhos, o de Mateus. Nos 12 versículos em que trata do assunto, Mateus não especifica o número deles. Sabe-se apenas que eram mais de um, porque a citação está no plural – e não há nenhuma menção de que eram reis.
Cerca de 800 anos depois do nascimento de Jesus, eles foram associados a regiões do mundo antigo: Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia; e Baltazar, rei da Arábia. Em hebreu, esses nomes significavam “rei da luz” (melichior), “o branco” (gathaspa) e “senhor dos tesouros” (bithisarea).
De qualquer forma, a tradição permaneceu viva e foi apenas no século III que eles receberam o título de reis – provavelmente como uma maneira de confirmar a profecia contida no Salmo 72: “Todos os reis hão de adorá-lo”.
O fato relevante é que a palavra mago deriva do latim magus e do grego mágos e significa sábio e sacerdote da Persia. Os Mágoi, ou Magos, faziam parte de uma casta sacerdotal detentora de todas as ciências, inclusive as ocultas. Dedicavam-se ao estudo da Astrologia e Astronomia. Tratavam-se de sacerdotes da religião zoroástrica e teriam ligação com Balaão, contemporâneo de Moisés (Números 24:17).
Tudo indica que os Magos eram astrólogos, já que seguiam estrelas e faziam cálculos para saber dia e local onde ocorreria o nascimento de Jesus, marcando o advento e o início de uma Nova Era: a Era de Peixes. A Estrela de Belém, tão mencionada nas escrituras, pode ter sido um alinhamento planetário entre Júpiter, Saturno e Marte, representando simbolicamente os três povos conhecidos: o branco (Júpiter) representado por Melchior, o negro (Saturno), representado por Baltazar, e o amarelo, asiático (Marte), Gaspar.
Esse alinhamento deve ter acontecido no signo de Peixes, no mesmo período em que tinha início a Era de Peixes, a era Cristã, marcada pelo nascimento de Jesus e pelo posicionamento do Equinócio a 0º da constelação de Peixes. Esse fenômeno celeste aconteceu por volta do ano 6 a.C., já que se sabe que o nascimento de Jesus pode ter ocorrido de 6 a 7 anos antes do inicio do nosso calendário, que passou por várias reformas e ajustes.
A Astrologia nesse período tinha um papel muito importante no oriente médio, por isso seria natural associar um evento celeste ao nascimento de Jesus, assim como se associou um eclipse à morte de Herodes e um cometa ao assassinato de Júlio César em 44 a.C. Estrelas em movimento ou cadentes pressagiavam a morte de grandes homens ou nascimento de deuses, como Agni, Buda e Cristo.

Foi Johannes Kepler, Astrólogo, astrônomo e matemático que, em 17 de dezembro de 1603, na cidade de Praga, fez as primeiras associações astronômicas à Estrela de Belém. Ele estava observando em seu simples telescópio a conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Peixes. Essa conjunção fazia com que os dois planetas somassem seus brilhos e parecessem com uma nova estrela, muito brilhante. Sendo um homem estudioso e postulante a pastor, Kepler lembrou-se do que havia lido num texto do Rabino Abravanel (1437-1508): os Astrólogos judeus diziam que quando Saturno fizesse conjunção com Júpiter em Peixes o Messias viria. Isto porque sabiam, e os Magos também, que a constelação de Peixes era conhecida como Casa de Israel, era o signo do Messias e sinal do fim dos tempos. Júpiter era a estrela real da casa de Davi e do príncipe do mundo e Saturno, a estrela protetora de Israel, da Palestina no oriente. Assim, eles compreenderam, por meio dos significados astrológicos da constelação e dos planetas envolvidos, que o Senhor do final dos tempos havia nascido.
Essa conjunção durou cinco meses durante o ano 7 a.C. – provável ano efetivo de nascimento de Jesus – de 29 de maio a 08 de junho, de 26 de setembro a 6 de outubro e de 05 a 15 de dezembro e pôde ser vista com grande nitidez e claridade na região do Mediterrâneo. Kepler julgou ter encontrado a Estrela de Belém, mas não levou o assunto adiante...
Foi apenas em 1925 que esse tema voltou a ser estudado. O estudioso alemão Paul Schnabel encontrou registros dessa conjunção em tabuinhas de argila datadas da antiga Babilônia e do período neo-babilônico. Essas pequenas tábuas estão em escrita cuneiforme e são registros astrológicos da antiga Escola de Astrologia de Sippar (Zimbir em sumério, Sippar em assírio-babilônio), atual sítio arqueológico de duas antigas cidades da baixa Mesopotâmia, separadas por apenas sete quilômetros na Babilônia, atual Iraque. Escavações realizadas no final do séc. XIX encontraram ainda os restos de um templo e um zigurate dedicado a Shamash – deus solar, e Ebabbar – o antigo escriba da Escola de Astrologia. Atualmente, essas tabuinhas se encontram no Museu de Berlim, Alemanha.

Chegando ao local onde estava o menino Jesus, meses depois de seu nascimento, os magos abriram seus cofres e entregaram grande quantidade de presentes aos pais, Maria e José. Em seguida, cada um deles entregou uma moeda de ouro como presente para Jesus. O primeiro mago o presenteou com ouro, o segundo com incenso e o terceiro, com mirra, para reafirmar a natureza nobre, a realeza de Jesus. Desde o início dos tempos o ouro é um dos artigos mais valiosos para a humanidade. O incenso aromático era o símbolo da função sacerdotal que Jesus viria a desempenhar e a mirra simbolizava o alívio das dores que Ele sofreria em sua crucificação. No ritual da Antigüidade, ouro era o presente para um rei. Incenso, para um religioso e Mirra, para um profeta. A mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade.
Quem hoje visitar a Catedral de Colônia, na Alemanha, será informado de que ali repousam os restos dos 3 Reis Magos. De acordo com uma tradição medieval, os magos teriam se reencontrado quase 50 anos depois do primeiro Natal, em Sewa, uma cidade da Turquia, onde viriam a falecer. Mais tarde, seus corpos teriam sido levados para Milão, na Itália, onde permaneceram até o século 12, quando o imperador germânico Frederico dominou a cidade e trasladou as urnas mortuárias para Colônia.
De qualquer modo os Reis buscavam nas estrelas um caminho para o novo tempo, uma nova era de esperança e fé.
No dia 6 de Janeiro, dia dedicado aos Reis Magos, também marcado como o Dia do Astrólogo, vamos nos dirigir para um novo tempo, olhando para o futuro com mais otimismo e alegria, recebendo as bênçãos do céu que vieram nos lembrar de nossa principal missão neste Planeta: Conheça-te e ame ao próximo como a si mesmo!! Vamos aprender a amar!!
Na harmonia do amor
Patricia Valente
Daniela Rossi
astrologia e craniosacral
Arquivo de Adalberto Day

7 comentários:

José Geraldo Reis Pfau disse...

Dia dos Santos Reis. No meu sobrenome o Reis é por parte de mãe, a professora do Colégio Luiz Delfino nos anos 40 de nome Maria de Lourdes Reis, filha de um nortista, natural do Rio Grande do Norte, chamado Teodomiro dos Santos Reis. Profissionalmente foi prático do Porto de Santos, tendo sido transferido para Itajái e cujo a referencia localizamos no tumulo que se encontra em Brusque. Minha mãe explicava que o "dos Santos Reis" era um sobrenome adodato por ele ter nascido no dia 06 de janeiro, no dia dos Santos Reis, Tradição da época.
José Geraldo Reis Pfau

Angeline disse...

Muito bacana! Não conhecia essa moda, na nossa região temos as folias de reis, como mostramos em fotografias no blog.

JAIME BATISTA DA SILVA (Blumenau - SC) disse...

Olá Adalberto.
Adorei a reportagem e já coloquei no meu blog um anúncio e copiei o link da sua reportagem para quem quiser acessar a matéria completa. Abraço amigo. Jaime Batista da Silva

Anônimo disse...

Oi, Adalberto:
Lembro-me quando criança bem pequena, na Garcia, ter visto, ainda, ternos de Reis. Naquela altura eles eram considerados como tradição de "tijucanos",´já que havia muitos moradores dessa cidade na Garcia (inclusive minha mãe). Outra coisa que o artigo me fez lembrar: nos países de língua espanhola, a "Nochebuena" (noite de Natal) é festejada apenas religiosamente. As crianças (e adultos) ganham brinquedos e outros presentes somente no Dia de Reis. O comércio fica lotado na primeira semana de janeiro, bem como aqui o comércio lota nos dias que antecedem o Natal. Interessante, não?
Um abraço,
Urda.

Daniela disse...

Olá Adalberto!!

Grata pelo carinho, que bom que gostou do site!!
Adorei sua página tb e adoro divulgar e incentivar a pesquisa histórica.. mas preciso fazer uma correção, o texto foi cedido por uma amiga, a qual pedi permissão para incluir em meu blog e do qual apenas acrescentei algumas coisinhas, mas o mérito maior é todo dela, portanto, agradeço se colocares o nome dela (Patricia Valente ) antes do meu, abaixo do texto , ok?

Beijo grande e feliz 2010!!

Dani

Maria C.Sada disse...

Adalberto desejo a toda sua família que este ano, de 2010, seja um ano de muita paz, saúde, amor e realizações.
E que continuem exercendo esta atitude de distribuir seus talentos em beneficio dos outros: comunicando, divulgando e resgatando tradições. Enfim preocupando-se em utilizar a internet de forma cultural.
Que outros sigam seus exemplos. Eu os admiro muito.

Abri dia 6 também seu blog e fiquei muito feliz COM A MATERIA SOBRE TERNO DE REIS.
Retornei a infância, pois aqui em Balneário Camboriu em nossa casa acontecia o terno de reis. Também em Armação presenciava este folclore.
Antes do Natal agora tive o privilegio de assistir aqui em Balneário Camboriu, terno de reis no palco da praça central,quase todos eram pescadores, inclusive um compunha as letras. O grupo já era antigo. Que emoção!
Achei muito importante o espaço no seu blog sobre terno de reis, me deixou feliz. Parabéns precisamos resgatar esta tradição e no tempo de Natal ela deve reviver.Quem não gosta de retornar a sua infância ? E os novos precisam conhecer estas tradições.
Precisamos valorizar quem mantém nossas raízes.
Li sobre o evento da Valmira, ela me convidou, fui a Blumenau para participar, mas infelizmente estava tão quente, me senti mal e nao compareci.Realmente ela merece nossos aplausos.
Quando eu era jovem, tinha um programa infantil, eu era titia Maria Cecília e trabalhei na Radio Difusora com a Valmira.
Conheceu meu programa? Era aos domingos das 11 ao meio dia.
Eu também escrevia no Jornal A Nação 2 colunas diárias uma infantil e outra coluna Feminina, ocupa uma pagina do jornal.


Carinhosamente M. Cecilia

Arnaldo Kabral Monteiro Filho disse...

Bom dia, há muito tempo venho tentando comprar um DVD da Familia Dias onde tem a musica Terno de Reis, para minha Mãe que é muito fã de voces, e não consigo de forma nenhuma. Por favor, moro em Curitiba-Pr. se possivel me ajudarem,onde posso adquirir este dvd, obrigado. e-mail: kabralnacional25@gmail.com (41)92322469

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