"A Educação é a base de tudo, e a Cultura é a base da Educação"

Seja Bem-Vindo e faça uma boa pesquisa!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

- Jornal Folha de Blumenau, Palmeiras


Almanaque do esporte


No espaço desta semana, o amigo Adalberto Day disponibiliza a imagem do time do Palmeiras, pentacampeão da Liga Blumenauense de Desportos (LBD), entre 1944 e 1948. A imagem é da mesma década de 1940 e reúne o elenco da época. Em pé da esquerda para a direita: Babão, Meireles, Teixeirinha, Augusto, Abreu, José Pêra (técnico); agachados: Bóia, Pfau, Juca, Bergo, Schrmann e Zico.



Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte, do jornalista Jean Laurindo , sábado28/Novembro/2009 - edição nº 344
Arquivo de Adalberto Day

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

- Dr. Blumenau retorna à Alemanha 1866


- Dr. Blumenau visita sua terra natal Alemanha em 1866. Apesar da Ida de Dr. Blumenau a Alemanha, não foi possível incrementar a imigração, e o número de colonos entrados foi relativamente insignificante.
Continuaram os trabalhos de aplainamento do local e transporte de material para a construção das igrejas católicas e protestantes, já iniciadas.
- A imagem mostra a residência que foi de Hermann Wendeburg – amigo de Dr. Blumenau e vice-diretor da colônia, que morou nesta residência de 1858 até 1881. Dr. Blumenau morou aos fundos desta residência, em uma casa de madeira, com sua esposa Bertha Repsold (Foto).
O Dr. Blumenau casou-se em 1867, na Alemanha com Berta Repsold, filha de Jorge Repsold, fabricantes de instrumentos óticos.
Nesse mesmo ano, Dr. Blumenau compareceu, com uma representação brilhantíssima, à exposição Universal de Paris. O Dr. Blumenau que se encontrava na Europa, orientou a organização das mostras de produtos da colônia, de dados estatísticos em quadros bem elaborados, que serviram, no mesmo tempo que de atestados de pujança da colônia e da atividade dês seus habitantes, de um veiculo de propaganda inteligente e eficiente.
O Júri supremo conferiu a colônia Blumenau um dos 12 grandes prêmios: Diploma de honra,medalha de ouro e 10 mil francos em dinheiro, que não foram recebidos senão anos mais tarde.
Ainda em 1867 o governo da Prússia nomeou seu cônsul na colônia, o Sr. Vitor Gaetrtner, sobrinho de Dr. Blumenau. Em fevereiro, o presidente da Provincia, Dr, Adolfo de Barros, visitou a colônia que, em maio seguinte, também recebeu a visita do ex-presidente da Província, Dr. Inácio da Cunha Galvão.
Começaram os trabalhos de exploração e abertura de um caminho que ligasse a sede da colônia Blumenau à de Brusque, instalada pelo governo provincial às margens do Itajaí Mirim. Esse caminho não seguia o atual traçado por Gaspar e Barracão, mas partia da sede da colônia pela margem direita do ribeirão Garcia passando pelas minas de chumbo.
- A imagem mostra a Casa que morou Dr. Blumenau. Esta casa foi completamente destruída pela enchente de 1880.
- Após viver trinta e quatro anos em Blumenau, seu fundador partiu em definitivo para a Alemanha, onde veio a falecer em 30 de outubro de 1899, aos 79 anos de idade.

Durante todo esse ano e o seguinte, Hermann Wendeburg manteve-se na direção da colônia, como substituto de Dr. Blumenau. Era um digno representante do fundador, honesto, , ativo, inteligente,parcimonioso nos gastos, , minucioso no emprego das verbas,enfim, um homem capaz de substituir Dr. Blumenau onde quer que a experiência, o conselho e a orientação do fundador se fizesse necessário. Foram solenemente colocadas as pedras fundamentais das igrejas católica em 20 de setembro de 1868, e protestante dia 23 do mesmo mês e ano. Neste ano o pastoreio d”almas continuava sob a orientação do Pastor Oswaldo Hesse, enquanto que os católicos tinhsm como vigário o Padre Antônio Zielimski, substituto do Padre Gattone.
- Casa em que Hermann Wendeburg residiu de 1858 até 1881, até o seu falecimento. Alameda Duque de Caxias, 78 – Centro - Blumenau. - Esta casa é um referencial da história administrativa da Colônia Blumenau. Na sala principal dessa casa foram tomadas muitas decisões administrativas importantes. Datada de 1858, é a mais antiga de Blumenau. Na realidade são duas casas encostadas, a de Wendeburg é a primeira a esquerda. Atual Museu Colonial de Blumenau.
Nesse ano de 1868, o aumento de imigração foi enorme. Entraram 1866 imigrantes vindos diretamente de Hamburgo, de sorte que, com eles, a população da colônia ascendeu a 526 almas. Esse acréscimo forçou o governo a mandar para a colônia uma comissão de engenheiros e agrimensores, para que não se demorasse a instalação definitiva dos colonos recém chegados em seus respectivos lotes. Em 23 de novembro de 1869 regressa o Dr. Blumenau da Alemanha, reassumindo a direção da colônia.
Para saber mais acesse:
- Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau
- Hermann Wendeburg
Dados extraídos do livro feito pela passagem do Centenário de Blumenau em 1950/edição da comissão de festejos/Arquivo de Adalberto Day

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

- TV Legislativa de Blumenau


Nessa manhã do dia 25 de novembro/2009, dia chuvoso, alguns moradores da comunidade próximo a curva do cemitério no Progresso, se reuniram para uma entrevista à TVL – TV Legislativa de Blumenau.
As chuvas fez relembrar a tragédia ocorrida em Nov/2008, quando parte da curva do Progresso e barranca do ribeirão Garcia veio abaixo, invadindo casas e o barro se alojar nas casas da Rua Emilio Tallmann e bairro Valparaiso.

Foto Artur Moser
A iniciativa partiu do vereador em exercício, Mauricio Goll. Os moradores que ali estiveram foram:
Francisco A Krueger Ernesto Simon, Wilibaldo Zimmermann, Rogério Lang, Carlos A. Salles de Oliveira, Dalva e Adalberto Day.

Situação preocupante na barranca do ribeirão Garcia

A chuva atrapalhou a pequena participação dos moradores, mas muito produtiva devido à qualidade das informações e soluções repassadas ao Jornalista Marcos Roberto Jana o “Marcão” com o cinegrafista Rafael Miranda, durante a entrevista.

Adalberto Day sendo entrevistado. A esquerda  o vereador Mauricio Goll
Todos entrevistados, Mauricio, Carlos, Ernesto, Wilibaldo e Adalberto, fizeram relatos das ocorrências durante a tragédia e a cobrança de soluções imediatas antes que ocorra uma ainda maior. As soluções seriam taludes (Bancadas) de cima para baixo no morro, e na barranca do ribeirão Garcia, enrrocamentos, gabiões, uma estrutura para suportar a anunciada queda da estrada a qualquer momento.


Carlos Presidente da Comissão Pró Construção do AGG - sendo entrevistado por Marcos Jana.
Essas iniciativas de obras nessa região começaram logo após a tragédia de nov./2008, com a Associação “METAJUHA” lideranças comunitárias e moradores da região. Sabemos que várias obras foram reconstruídas, como a Rua Emilio Tallmann, Júlio Heiden, mas no que tange ao morro e barranca do ribeirão Garcia, logo após a curva do cemitério, na Rua Progresso, nada foi feito. É um tal de cai barro..tira barro...cai barro tira barro.
Arquivo de Adalberto Day

terça-feira, 24 de novembro de 2009

- Jornal folha de Blumenau, Nilson Greul


Almanaque do esporte

A imagem de 1963, enviada pelo colaborador da coluna, Adalberto Day, mostra o zagueiro central Nilson Gruel, campeão estadual pelo Grêmio Esportivo Olímpico em 1964. A imagem é a rara figurinha número 15 do álbum de homenagem ao craque catarinense Teixeirinha. Jogador forte e vigoroso, Gruel jogou ao lado de Romeu Fischer e Robertão.

Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte, do jornalista Jean Laurindo , sábado 21/Novembro/2009 - edição nº 341
Arquivo de Adalberto Day

domingo, 22 de novembro de 2009

- Um ano da maior tragédia urbana do Brasil

22/23/24/novembro de 2008, a maior tragédia urbana e o caos se instala em Blumenau.
Após mais de três meses de chuvas, Blumenau e região é acometida da maior catástrofe que uma cidade pode vivenciar.
Obs: em 12,13,14/janeiro de 2011, chuvas intensas, precipitações de grande vulto provocam  a maior tragédia Urbana no Brasil - ocorre na região serrana do estado do Rio de Janeiro - Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis com algumas centenas de vitimas fatais.  As cidades mais atingidas são Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu cerca de 300 mm em 24 horas na região.
Foram momentos difíceis, que jamais será esquecido por nossa brava gente. Povo ordeiro que rapidamente começa sua reconstrução particular. Verbas prometidas demoram a chegar entraves políticos e burocráticos, e pouca coisa foi feito até hoje em relação ao todo. Algumas pontes foram reconstruídas e outras novas foram executadas.
Rua Júlio Heiden 23/nov.2008
Rua Júlio Heiden, nov./2008 e 20nov./2009
Ao completar um ano da tragédia, nenhuma casa foi entregue aos desabrigados e as áreas que eram consideradas impróprias, as comunidades afetadas retornam e o perigo continua. Como entender este descaso? Eu não consigo compreender... Foram adquiridos vários terrenos para a construção, mas somente no próximo ano, serão entregues as primeiras unidades.
No bairro Progresso em relação às estradas e pontes, foram executados trabalhos importantíssimos e com mais qualidades. Podemos dizer que houve uma boa recuperação. Porém nas encostas dos morros, nada ou pouco foi feito, nas ruas Progresso (curva do cemitério e próximo ao posto Bruno), Emilio Tallmann,Júlio Heiden.
Não vou aqui me alongar muito, pois a minha intenção é colaborar, entendo as dificuldades, mas é necessário mais ação. As verbas deveriam ser repassadas às prefeituras. Se assim fosse, com certeza haveria muito menos o perigo do “superfaturamento”, e muitas mais obras seriam realizadas e com mais rapidez.
Apenas vou mostrar um pouco do que observo todos os dias aqui em frente a minha residência, e na Rua Júlio Heiden,onde resido. Digitando textos de meu trabalho, como este,, visualizo a curva do cemitério, que se tornou uma novela. “Enquanto isso aqui na curva do cemitério no Progresso”...cai barro...tira...barro...cai barro...tira barro, alguém lucra com isso, ou estou errado? E a mesma coisa se repete a cada chuva. Caso não seja tomado providencias urgente, parte ou quase toda curva do cemitério no Progresso vem abaixo. E assim parte da rua, que está para ruir e acontecer uma tragédia. É só verificar as fendas que estão aumentando e se aprofundando abaixo da camada asfáltica.
No dia 03/nov./2009, liguei para a rádio Nereu Ramos, programa Espaço Comunitário do radialista Joelson dos Santos, relatando todos os fatos, inclusive sobre as faixas de segurança que são inexistentes neste instante em toda região do Progresso. Solicitei aos amigos José Carlos de Oliveira e Isaias Izidoro, diretores da SETERB, para que providenciassem novamente a passagem do transporte coletivo pela Rua Júlio Heiden, já que a estrada oferece condições de trafegabilidade neste instante. Imediatamente a solicitação foi providenciada, e os ônibus voltaram a circular a partir do dia 05/nov.
Passarela da rua Catarina Abreu Coelho, com acesso a rua Júlio Heiden. Na imagem a esquerda do dia 23/nov./2008, e a direita do dia 22/nov./2009. Recuperada em madeira e cabo de aço, a comunidade ficou feliz, mas lamenta que mais uma vez o prefeito João Paulo Kleinubing não cumpriu com sua promessa de fazê-la de concreto.
Passarela da Rua Santa Maria com acesso ao Canto do Rio
Ponte Victorino Goll, com acesso a Rua Bruno Schreiber
A construção da Passarela do Canto do Rio e Ponte Victorino Goll, foi um esforço em conjunto com a prefeitura, governo estadual, e principalmente da comunidade da Associação de Moradores da Santa Maria, presidida por Maurício  Goll. Ambas muito bem planejadas e executadas.
Deixo para o caro amigo leitor acessar os links , caso queira saber mais, e recordar aqueles dias fatídicos.
Arquivo de : Mauricio Goll e Adalberto Day cientista social e pesquisador da história
“Blumenau 1927: Indígenas e colonos alemães”.

Colaboração: Angeline Tostes

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

- Mostra Escolar da E.E.B. Gov. Celso Ramos


Mostra escolar em comemoração aos 80 anos de Fundação da realizada no dia 20/nov./2009 - E.E.B.Governador Celso Ramos

- O Distrito do Garcia se orgulha de fazer parte desta história deste tão importante educandário. No dia 14 de fevereiro de 2009, a escola comemorou 80 anos de fundação. Principalmente o bairro Glória está feliz em poder compartilhar desta história de glórias. Poderíamos aqui nominar milhares de cidadãos e cidadãs que através deste educandário puderam conduzir uma vida mais digna de satisfação profissional e familiar.

A história da escola teve início em 1929. Localiza-se no bairro da Glória e tem como diretor geral o professor João Albino Gonçalves e como seus assessores a professora Valéria Rulensky e o professor Renato Tottene.
Atende cerca de 1500 alunos
               
Maquetes do colégio feitos por alunos
               
Por mais de 40 minutos, fomos recebido pelo Diretor Geral do Colégio João Albino Gonçalves, a esquerda  (foto), em sua sala de direção. Na oportunidade podemos conversar sobre sua atuação por mais de três décadas (desde 1974) em nossa região (20 anos  como diretor), onde foram feitos vários relatos importantes sobre a história do Educandário, e com fotos exclusivas.


Trabalho rochas e minerais: alunas da (E) para a (D) : Nathália, Jaqueline, Grasiele, e Vanessa.
            
Trabalho sobre : A história e documentos obtidos junto a comunidade.
                 
Trabalho: O avanço dos transportes  e a Globalização da Economia. Também sobre o dia da Conscientização Negra. Ao meu lado a Professora Ana Lúcia.

- História:
                   
A Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos foi fundada em 14 de fevereiro de 1929, com o nome de Escola Paroquial São José (servia de Capela pela comunidade – com sede inicialmente na Rua Belo Horizonte, em propriedades da família de Carlos Loos).
“A primeira comissão formada para a construção da escola e a igreja era formada por Henrique Heiden, Carlos Loos, Roepcke, Gustavo Weinrich. Compraram o terreno da família Schatz (antes o terreno era da família Sasse). Todos com exceção de José Schatz doaram o terreno, que chegou a estar em mãos da professora Júlia Straskowsky. Antes dessa negociação do terreno, cogitou-se a construção de um cinema e de um hotel” (depoimento do sr. Nicolau Schtaz em 2002). O primeiro Presidente da escola foi Paulo Schatz, vice-presidente Carlos Loos e o primeiro secretário Nicolau Schatz. Quem sugeriu o nome da igreja e ajudou a fundá-la foi o frei Beda Koch, já na segunda comissão presidida pelo Sr. Rafael Rosini. - Em meados de 1951, a Escola já contava com mais de 500 alunos. - Em 1953, uma nova comissão em prol da ampliação da Escola foi formada, comandada pelo Frei Raul Bunn. - Em 1957, a Escola que era particular foi transformada em Grupo Escolar São José, por decreto do então governador Jorge Lacerda. - Em 1966 foi introduzidos o antigo Ginásio, com o nome de Colégio Governador Celso Ramos.
- Em 31 de março de 1971, com a implantação do novo plano estadual de educação, a Escola foi transformada em Escola Básica Governador Celso Ramos. Em 1976 houve a implantação do 2º grau e a Escola passou a ser denominada Conjunto Educacional Governador Celso Ramos. Essas terras onde estão o colégio foram adquiridas da família Schatz , pela comunidade de todos os credos, mas por indução do Frei Raul Bunn, a comissão comandada pelo Sr. Rudolfo Papst passou a emprestar o nome da Igreja como proprietária que iria assegurar em nome da comunidade. Lamentavelmente em agosto de 2002, o Bispo diocesano da catedral São Paulo Apostolo de Blumenau através da MITRA, vendeu ao governo do Estado o Colégio que foi construído pela comunidade sem distinção religiosa. Um ato que revoltou toda uma comunidade, de uma atitude prepotente, e sem fundamentação histórica. A comunidade no geral não foi consultada, apenas alguns lideres que não aceitaram a venda, gerando discussões em Rádios e Jornais.
- Esse colégio foi o esforço de toda uma comunidade, ainda quando a Rua da Glória era conhecido com o nome de Spectife (palavra de origem alemã que quer dizer terra gordurosa ou lamacenta – barro vermelho) e foi nessas terras lamacentas que a comunidade do grande Garcia independente de credo, política, e pessoas representativas do bairro, como o Sr. Rudolfo Papst, Orlando de Oliveira, Francisco de Oliveira, João Heiden, José Klein Jr., Júlio Corsini, Antonio Tillmann, Nelson Salles de Oliveira, José de Oliveira, posteriormente Frei João Maria e o Padre Virtulino que introduziu o segundo grau e tantos outros que poderíamos nominar, levantaram tijolos por tijolos deste grande Educandário. Quero aqui relatar que dentro do direito judicial a venda do educandário foi efetuada dentro da legalidade, porém nem tudo que é moral é ético, e foi isso que foi ignorado.
Quando falamos que foi a comunidade que construiu, foram de todos os credos, inclusive os céticos, maçônicos espíritas e ateus, o que eles queriam era uma escola. - Houve participação efetiva da ex Empresa Industrial Garcia, inicialmente nos anos 20 e 30 com o Sr. João Medeiros Jr. (que também foi fundador da Radio Clube) e depois a partir de 1940 com o Sr. Ernesto Stodieck Jr. Como também da Artex S/A.
- Dizem os moradores:"Foi o resultado de uma luta de classe, e deve ser melhor esclarecido pela Mitra, que precisa primeiro conhecer melhor a história de luta do povo do Garcia, antes de tomar qualquer atitude" . Essa historia começa antes da fundação da colônia Dr. Blumenau, de pessoas que já residiam por aqui desde 1846, nas imediações do inicio da Rua da Glória e que vieram do antigo Ribeirão Garcia, hoje Ribeirão Camboriú, conhecida como gente do Garcia.
“Mas o que queremos e sempre faremos é defender os interesses desta que foi a primeira comunidade organizada de Blumenau argumentou um dos moradores.” Até quando veremos esses tipos de desmandos e desrespeito a nossa comunidade.
Arquivo de Dalva e Adalberto Day


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

- O Cronômetro



Cronômetro da Marca Omega, das décadas de 1950 até 1970. Esse da imagem foi utilizado na antiga Empresa Garcia e Artex. O trabalho era executado pelo Departamento Técnico/Departamento de Tempos e Métodos – os cronometristas mediam a eficiência dos colaboradores nas indústrias têxteis de Blumenau. (Foto: Arquivo de Dalva e Adalberto Day)


Publicado no Jornal de Santa Catarina – Quarta-feira 18/11/2009, coluna ALMANAQUE DO VALE do jornalista Sérgio Antonello

Sala de Costura Artex anos 60


Sala de Tecelagem anos 70
Arquivo de Adalberto Day

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

- Jornal Folha de Blumenau, De Primeira


Apresentação
Começo a coluna desta semana me apresentando. Sou Jean Laurindo, repórter da Folha e, a partir desta edição, passo a assinar a coluna De Primeira. Aproveito para deixar o espaço aberto para a participação de você, leitor.

O Almanaque continua...

Não poderia abrir minha primeira coluna sem dar continuidade à sessão “Almanaque do esporte”, produzida em parceria com o cientista social e pesquisador  Adalberto Day. Afinal, resgatar a história do esporte da cidade é fundamental. Na imagem desta semana, enviada pelo colaborador da coluna, estão em destaque os craques Vanildo, do Marcílio Dias (E) e Teixeirinha, do Palmeiras, além do ex-radialista e árbitro da Liga Blumenauense de Desportos (LBD), Manoel Pereira da Silva Júnior (D). A imagem foi registrada no final dos anos 1940 e reúne duas referências do futebol da região.

Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte, do jornalista Jean Laurindo , sábado14/Novembro/2009 - edição nº 338
Arquivo de Adalberto Day

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

- Secretário Paulo França, acompanha obras no Progresso

Por solicitação nossa, esteve nesta tarde do dia 13 de Novembro 2009, o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional de Blumenau, Paulo França, acompanhado do Gerente de Infraestrutura Cleverton João Batista, o Diretor de Articulação Política Comunitária, José Luis Gaspar Clerici, juntamente com lideranças da comunidade Carlos Alberto Salles de Oliveira, Presidente da Comissão Pró Construção do AGG, , Adalberto Day líder comunitário, cientista social, Secretário da Comissão Pró AGG e membro da Associação METAJUHA, fez uma rápida visita a Comunidade Kolping no Valparaiso e no bairro Progresso.
O secretário Paulo França, ouviu atentamente as angústias da comunidade.

Cleverton,Carlos Alberto, Paulo França e Gaspar Clerici
Foram solicitadas através de Carlos Alberto, Adalberto e Gaspar, obras de contenção na barranca do Ribeirão Garcia, logo após a curva do cemitério no Progresso, como também bancadas de cima para baixo no morro no mesmo local. Também no morro próximo ao Posto Bruno, em frente à serraria do Sr. Anzini, as necessidades são idênticas.


Carlos Alberto, Cleverton e Paulo França

Na Rua Emilio Tallmann, os trabalhos já estão em fase de acabamento, apenas foi solicitado ao secretário Paulo França e ao Gerente de Infraestrutura Cleverton, que fossem verificadas possíveis irregularidades, no gabião na margem direita do Ribeirão, local onde houve um avanço para dentro do Ribeirão conforme mostra as fotos, quando deveria ter sido feito o contrário. Deveria sim ser retirada a curva existente e o gabião adentrando as margens com a Associação Artex.

Carlos Alberto, Paulo França, Cleverton e Gaspar
 Na rua Júlio Heiden, os problemas são parecidos, já em fase de acabamento, sendo que a camada asfáltica, será colocada na semana próxima vindoura, segundo o Secretário Paulo França.

Acompanhamos também o início da demolição da Ponte na Rua Capinzal com acesso ao morro do centenário, segundo Paulo França, o prazo da nova ponte está previsto para conclusão em 180 dias.
Agradecemos o empenho e a visita do Secretário Paulo França.
Arquivo de Adalberto Day

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

- Festas populares


Desfile de festas populares, meados da década 50. À frente, levando a bandeira do Amazonas, o jogador Ivo Maas. Os desfiles começavam em frente à Igreja Nossa Senhora da Glória, na Rua da Glória, percorrendo a Rua Amazonas, passando em frente à Empresa Industrial Garcia, com o término no Estádio do Amazonas. (Foto: Arquivo de Dalva e Adalberto Day)

Publicado no Jornal de Santa Catarina - Quarta-feira11/11/2009, coluna ALMANAQUE DO VALE do jornalista Sérgio Antonello

Rua da Glória
O bairro Glória foi oficialmente criado através da lei nº 03, de 04 de fevereiro de 1938, Pelo prefeito José Ferreira da Silva, o bairro foi oficializado pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. Através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956. .
O nome Glória foi colocado em homenagem a um antigo clube musical chamado Glória que existia desde 1920, antes era conhecida com o nome de Specktiefe (palavra de origem alemã que quer dizer caminho lamacento ou gorduroso- Speck significa toicinho, tiefe significa profundidade).O nome Specktiefe, foi popularmente conhecido, porque no início da atual rua da Glória, até próximo ao atual CSU, Centro Social Urbano, existiam dos dois lados, pés de eucaliptos, mantendo sempre sombrio esse espaço, e em conseqüência muito lamaçal. O então diretor da Empresa Industrial Garcia João Medeiros Jr., mandou colocar barro vermelho, e essa mistura, o barro lamacento ficou com cor de toicinho.
Arquivo de Adalberto Day

domingo, 8 de novembro de 2009

- Submarinos Alemães – Mitos, Lendas e a Realidade


Mais uma participação exclusiva e especial do renomado escritor, jornalista e Colunista, Carlos Braga Mueller (Foto), que hoje nos relata sobre - Submarinos Alemães – Mitos, Lendas e a Realidade .
Por Carlos Braga Mueller:
O escritor brasileiro Roberto Muylaert publicou recentemente pela Editora Globo o livro ALARM, no qual ele conta a história do blumenauense de origem alemã Werner Hoodhart, que nos anos 1940 se alista nas forças nazistas e acaba como tripulante de um submarino, o U-199, nas costas brasileiras.
U-199
A imaginação fértil de Muylaert leva Werner e seus colegas tripulantes a desembarcarem em Praia Grande, no litoral paulista, atrás de uma famosa marca de cachaça ! E isto é só o começo das aventuras que todos irão viver nas páginas deste livro.
SUBMARINO U-513
U-513
Outro submarino alemão que infernizou a vida da marinha mercante no litoral brasileiro durante a segunda guerra mundial foi o U-513, que atuava no litoral sul do nosso país.
Dele, se fez um documentário, que foi exibido pela RBS/TV de Santa Catarina.

Blumenau anos 40

A presença dos submarinos na costa do Brasil foi uma dura realidade, mas criou lendas e mitos.
Em Blumenau circulavam notícias à boca pequena, dando conta de que muitos espiões iam e vinham nestes submarinos, preparando o campo para a futura base alemã em que seria transformado o Vale do Itajaí, se Hitler ganhasse a guerra.
A BATALHA DO ATLÂNTICO
Naquela manhã do dia 19 de julho de 1943 as correntes marítimas que vinham do pólo sul tornavam gélida a superfície do Oceano Atlântico, nas imediações da costa de Santa Catarina.
O vento forte que cortava os ares não foi empecilho para que a um avião Mariner, anfíbio da marinha norte americana, realizasse intensas operações de patrulhamento, buscando localizar submarinos inimigos. Três dias antes, um navio da marinha mercante americana, o “Richard Caswell”, de 7.177 toneladas, transportando tungstênio e magnésio de Buenos Aires para Nova York havia sido torpedeado e afundado pelo submarino alemão U-513, no mar territorial brasileiro, a poucas milhas da costa catarinense, entre Florianópolis e São Francisco do Sul.
A Europa havia se transformado em um sangrento teatro de operações de guerra.
De um lado, americanos, ingleses e russos, procurando o apoio de aliados, entre os quais o cobiçado Brasil. Do outro lado, as “forças do Eixo”, formadas pela Alemanha, Itália e Japão.

O Brasil custou a decidir-se: apoiar quem ?

Getúlio Vargas (foto) exercia nosso governo de forma ditatorial. Por isso, e até sugestionado por membros influentes do seu governo, como Filinto Muller, manifestava velada simpatia por Hitler, que também usava e abusava de plenos poderes na Alemanha.
Mas a pressão americana pela conquista do Brasil como aliado foi mais forte. Quando os americanos resolveram financiar a construção de uma siderúrgica no Brasil, antigo sonho de Vargas, não houve mais dúvidas. Ele cedeu território para a instalação de bases americanas no norte do país, cortou relações diplomáticas com a Alemanha e acabou declarando guerra aos países do Eixo.
Em represália, dezenas de navios mercantes, brasileiros e de outras nacionalidades, foram afundados em nossa costa, torpedeados por submarinos alemães.
E assim o Brasil foi envolvido na “Batalha do Atlântico”, muito antes de mandar seus pracinhas da FEB para os campos de batalha italianos.
SUBMARINOS ALEMÃES X AVIÕES MARINER ALIADOS
Preocupado com a rota que os navios mercantes faziam na costa da América do Sul, transportando mantimentos e produtos para fabricação de armas bélicas. Hitler (foto no carro) chamou seu homem de confiança, Almirante Karl Dönitz, e lhe deu a incumbência de atacar, com submarinos, as embarcações consideradas inimigas na costa brasileira. Ressalvou, porém, que nenhum ataque seria feito nas costas da Argentina e Chile, países considerados neutros e, por isso, amigos.
Muitos submarinos, conhecidos como U-Boats, foram então deslocados para o Atlântico. Não só alemães, mas também italianos. As costas do Brasil passaram a ser invadidas por missões nazistas dos U-Boats 128, 161, 164, 199, 507, 513, 590, 591, 598, 662 e também pelo italiano Arquimede.
Dois deles, em especial, incumbiram-se de aterrorizar os mares do sul do Brasil: o U-199 e o U-513, este último presença constante na costa catarinense.
A missão dos alemães era extremante fácil de ser realizada. A imensidão da nossa costa dava tranqüilidade aos submarinos, que emergiam em locais estratégicos para se abastecer de água potável.. Conta-se que o U-513 tinha um destes pontos de abastecimento na Ilha de Santa Catarina, na Praia de Armação, onde havia sido instalada, em 1939, uma estranha “fábrica” de óleo de baleia por um cidadão estrangeiro mais estranho ainda.
Já o abastecimento de combustível dos anfíbios era feito por submarinos apoiadores, que ficavam em alerta entre as costas brasileira e européia.
Não demorou para que os americanos do norte viessem nos auxiliar no patrulhamento do Atlântico, o que foi feito pela marinha de guerra americana e por aviões.
UM SUBMARINO NA COSTA CATARINENSE
O submarino U-513 era comandado por Friedrich Guggenberger, nascido em Munique, que assumira o comando da embarcação em maio de 1943. Guggenberger tinha apenas 29 anos e sua tripulação, de 53 membros, era bem mais jovem.
Na sua missão o U-513 foi afundando, torpedeando, causando terror no Atlântico Sul.
No dia 21 de junho de 1943 ele torpedeou o navio Veneza, de nacionalidade sueca.
Quatro dias depois atacou o Eagle, dos Estados Unidos, que não afundou mas ficou bastante avariado.
Prosseguindo na sua missão, o U-513 afundou, no dia 1º de julho de 1943, o navio mercante brasileiro “Tutóia”, de 1.125 toneladas, pertencente à Cia. de Navegação Lloyde Brasileiro.
O ataque aconteceu a apenas 6 milhas da costa, na Ponta da Juréia, Iguape, litoral paulista.
O Tutóia fazia a rota entre Paranaguá e Santos e transportava café, madeira, batatas, carne salgada e outros mantimentos. Dos 37 membros da tripulação, 7 morreram, entre eles o comandante Acácio de Araújo Faria. Os outros abandonaram o barco antes que afundasse, em duas baleeiras e uma balsa. No dia 3 de julho de 1943 o U-513 colheu mais um triunfo. Afundou o navio americano Elihu Washburne, de 7.176 toneladas. Depois foi a vez do Incomat, de nacionalidade inglesa e, finalmente, no dia 16 de julho, afundou na costa catarinense o Richard Caswell, navio de bandeira norte americana, de 7.177 toneladas.
Enquanto estas missões nazistas eram bem sucedidas no Atlântico Sul, porque os submarinos atacavam de surpresa e desapareciam rapidamente nas águas do mar, aconteceu um fato que iria mudar o rumo da história.
A SITUAÇÃO SE REVERTE
Os aliados possuíam um sistema para detectar a presença de submarinos submersos. Era o ASDIC – Allied Submarine Detection and Investigation Committee, ou Sonar, que captava a presença de um submersível através da freqüência de áudio.O “bip” que o caracterizava era o terror dos submarinos. Esta técnica, porém, era inútil contra os submarinos que disparassem torpedos da superfície. Por isto, seus comandantes receberam instruções para efetuar a imersão e atacar à tona d’água.
Em maio de 1943 o cientista britânico John Sayen anunciou a descoberta de um novo sistema de radar, o “radar centimétrico”, munido de ondas curtas e com tamanho compacto suficiente para ser instalado em aviões. Com ele, os aviadores podiam agora localizar o alvo, como no caso dos submarinos alemães, desde que “estivessem na superfície”. Agora, não havia escolha: submerso, o submarino era descoberto pelo sonar dos navios aliados. Na superfície, era o radar centimétrico dos aviões que o denunciava.
Localizado o submarino inimigo, e se este submergisse, o ataque era feito pelos aviões com cargas de profundidade, utilizando-se bombas em forma de latas de tinta, que explodiam com a pressão da água.
Era o começo do fim dos submarinos alemães no Atlântico Sul.
O AFUNDAMENO DOS SUBMARINOS ALEMÃES
Em 17 de maio de 1943 foi afundado o U-128, a 32 milhas da costa de Alagoas, por aviões Mariner americanos e pelos destróieres ingleses Moffet e Jovett.
O temido U-199 foi atacado e afundado em 31 de julho de 1943 ao largo da Praia de Maricás – Rio de Janeiro, por um avião PBY Catalina A28 Hudson e por um avião 74P-7 Mariner.
O U-590 recebeu carga mortal em 09 de julho de 1943, quando foi atacado por um avião Catalina PBY-3 – Esquadrão PV94, ao largo do litoral do Amapá. Em alto mar.
Em 21 de julho de 1943 foi afundado o U-662, atacado por um avião Catalina VP 94, ao largo do litoral do Amapá.
O U-598 não resistiu ao ataque de um avião UB-107 B12 e de 2 Mariners, 107-B6 e 107-B8, a 60 milhas do Cabo de São Roque, litoral do Rio Grande do Norte, em 23 de julho de 1943.
Em 30 de julho de 1943 foi a vez do submarino U-591 ser afundado por um avião Ventura do Esquadrão VP-127, a 33 milhas do Recife. Em pouco tempo, todos haviam sido eliminados.
Mas quais teriam sido realmente destruídos ?
Um dos mais conhecidos artifícios dos capitães de submarinos era lançar destroços e óleo pelos tubos de torpedos, de modo a enganar os navios de patrulhamento, simulando assim seu afundamento.
De alguns têm-se o registro de fotos e depoimentos de tripulantes que sobreviveram. Outros, podem ter mudado de rumo e abandonado o local, mesmo seriamente avariados. Porque nunca se localizou destroços de nenhum submarino afundado em nossa costa.
E o U-513 ?
O U-BOAT 513 É DESTRUIDO
Ele teve seu trágico fim no dia 19 de julho de 1943. Como vimos, 3 dias antes o U-513 havia afundado o navio Richard Caswell na costa catarinense.
Segundo alguns historiadores, o Comandante Guggenberger cometeu um erro naquele dia, ao conversar longamente pelo sistema de comunicações com o Comando de Submarinos na Alemanha, mais precisamente com Karl Dönitz. Ele pediu o envio de mais unidades para reforçar o trabalho na área e esta transmissão foi interceptada e a posição do U-513 foi determinada no litoral catarinense: 90 milhas da costa, ao norte da Ilha de Santa Catarina e próximo a São Francisco do Sul.
Naquela manhã um avião Mariner realizava patrulha pela área em que o navio Richard Caswell havia sido torpedeado, nas proximidades de Florianópolis.
Durante o vôo foi feito um contato pelo radar e identificado, pelo binóculo, um submarino. Era o U-513 ! O avião atacou e o U-513 respondeu com fogo antiaéreo, disparado do canhão localizado no seu convés.O avião lançou 6 bombas. As explosões ergueram o submarino sobre a água, fazendo-o afundar de proa em menos de um minuto.
Na superfície ficaram destroços, uma grande mancha de óleo e 20 sobreviventes debatendo-se no mar. Apenas 7 foram resgatados, entre eles o Comandante Guggenberger, que depois foi levado para os Estados Unidos para ser inquirido.
46 tripulantes morreram.
Foi o fim do U-513, o submarino que infernizou a vida das embarcações nas costas do Brasil e de Santa Catarina durante a segunda guerra mundial.
COMANDANTE GUGGENBERGER E O SEU TRÁGICO FIM DE VIDA
Com o afundamento do seu submarino, a carreira do comandante Friedrich Guggenberger (foto) não terminou. Pelo contrário, durou ainda muito tempo.
Depois de ficar à deriva no mar, foi recolhido pelo navio norte americano US Barnegate. Ferido gravemente, foi levado aos Estados Unidos e durante vários meses permaneceu em um hospital, sendo transferido depois para o campo de “Papago Park”, perto de Phoenix, no Arizona. Em 23 de dezembro de 1944, ele e mais 24 tripulantes de U-Boats, incluindo Hans Werner Kraus, do U-199, escaparam.
Guggenberger foi recapturado em janeiro de 1945, quando já estava próximo à fronteira mexicana. Certamente pensava em abrigar-se no Paraguai ou Argentina, onde os nazistas encontravam guarida segura.
Foi libertado pelos Estados Unidos em agosto de 1946.Tornou-se arquiteto e regressou à Marinha Alemã em 1956.Depois, graduou-se no Colégio Naval de Guerra de Newport, nos Estados Unidos. Durante quatro anos foi contra-almirante da NATO ( OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte), até que aposentou-se, em 1972.
Em maio de 1988 Friedrich Guggenberger entrou em uma floresta, perto de sua casa na aldeia de Erlenbach am Main, na fronteira noroeste da Baviera. Era um passeio, mas o ex nazista sumiu. Estava com 75 anos. Seu corpo só foi encontrado dois anos depois.
Até hoje, a morte de Guggenberger continua envolta em mistério.
Mistério que cerca, também, a história dos submarinos alemães que navegavam pelas águas do Atlântico sul.

DEPOIMENTO PESSOAL DE QUEM NAVEGOU NESTAS ÁGUAS DURANTE A GUERRA:
Vitoriano Cândido da Silva, hoje nos seus bem vividos 96 (2009) anos, sentiu na própria pele as emoções de navegar pelas águas do Atlântico, a bordo de um navio mercante brasileiro, enfrentando os perigos de ser torpedeado por um submarino alemão.
Mais conhecido em Blumenau como Tesoura Júnior, pseudônimo que o imortalizou na crônica esportiva do rádio blumenauense, Tesoura, lúcido e com a mesma voz firme que muitos conheceram no rádio, descreveu para mim aqueles momentos de suspense vividos durante a segunda guerra mundial.
Vitoriano morava naquela época na cidade catarinense de São Francisco do Sul. Depois viria residir em Blumenau, onde se encontra até hoje. Um amigo seu, membro da tripulação do navio mercante “Comandante Pessoa”, adoeceu. O ano era 1943.
Perto de completar 30 anos de idade, disposto a vivenciar aventuras e conhecer um pouco do mundo, ele assumiu o lugar do amigo na tripulação. Partindo de São Francisco, o “Comandante Pessoa” tinha escala em Santos e destino final na África do Sul, onde entregaria sua carga.
Vitoriano lembra que o navio seguiu em comboio, escoltado por belonaves de guerra.
Nas águas territoriais do Brasil a escolta foi feita por um navio brasileiro. Quando o comboio entrou em águas internacionais, a missão de proetegê-lo foi assumida por navios de guerra ingleses e norte americanos. Para ocultar-se dos prováveis ataques dos submarinos alemães, à noite não era permitido acender luzes nos navios. Vitoriano conta que apenas era permitida uma pequena iluminação, para enxergar a bússola.
Enquanto isto, os navios argentinos, considerados amigos pelos nazistas, navegavam tranquilamente, com todas as luzes acesas.
Felizmente a viagem do “Comandante Pessoa” e dos demais integrantes do comboio, transcorreu sem maiores incidentes. Mas a recordação traz à lembrança de Tesoura o suspense que cada tripulante vivia, dia após dia, hora após hora.
Na África do Sul o navio aportou em Durban e Cape Town, descarregando sua carga.
O retorno não foi tão tenso, porque a caça aos navios, pelos alemães era centrada nos que navegavam em direção à África e à Europa, pois estariam transportando equipamentos e alimentos para os aliados enfrentarem as forças do Eixo na guerra.
Ouvir um depoimento como este, de quem vivenciou esta história, e repassá-la aos leitores, é tarefa deveras gratificante.
Depois da nossa conversa fiz algumas pesquisas, inclusive na internet, sobre o navio Comandante Pessoa e fiquei sabendo que a intrépida embarcação teve um fim melancólico.
Construído nos anos 10, o navio foi lançado ao mar em 1919 nos Estados Unidos com o nome de Cliffwood. Depois, mudou de dono e de nome; foi rebatizado Mormacsea. Em 1939 foi adquirido pelo governo brasileiro, que o vendeu, em 1940, à companhia de navegação Lloyde Brasileiro, quando passou a ser o “Comandante Pessoa”.. Não obstante ter enfrentado tantos perigos nos conturbados anos da segunda guerra mundial, acabou afundando em 1954.
No dia 4 de maio de 1954, o vapor vinha de Areia Branca, Rio Grande do Norte, com um carregamento de sal para Recife.
Nessa viagem, chocou-se com um arrecife ao largo do Cabo de São Roque, encalhando.
Sua tripulação foi resgatada por outros navios e na operação de rebocá-lo, acabou afundando.
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EM BUSCA DO SUBMARINO U-513
A respeito do nosso artigo “Submarinos Alemães – Mitos, Lendas e a Realidade”, postado neste blog em 08/11/2009 , um internauta, que não se identificou, comentou que gostaria de saber em que ponto do litoral catarinense foi bombardeado e afundado o submarino alemão U-513, em 19 de julho de 1943, em plena segunda guerra mundial.
Em nossas pesquisas, chegamos à informação de que o navegador Vilfredo Schürmann já iniciou as operações que visam localizar em alto mar o submarino que atacava os navios mercantes dos países aliados na costa de Santa Catarina.
No dia 26 de junho deste ano, o veleiro “Aysso”, da Família Schürmann, deixou o Iate Clube Veleiros da Ilha, em Florianópolis, para dar início às operações.
Segundo o navegador, o local do afundamento está situado a cento e quarenta milhas no través da Ilha do Arvoredo.
O arquipélago do Arvoredo, ao qual pertence a ilha que lhe dá nome e mais as ilhas Deserta, Galés e Calhau de São Pedro, situa-se ao norte da Ilha de Santa Catarina. Fica a uma distância de 11 quilômetros do litoral.
No site “Naufrágios do Brasil”, a informação da localização do submarino na hora do afundamento é a seguinte:
“Localização: ao largo de Florianópolis.
Latitude: 27º 17’ S.
Longitude: 47º 32’ W. “
A equipe de Vilfredo já está a postos para produzir um filme-documentário sobre as buscas. Dela, fazem parte arqueólogos de renomado saber.
A direção do filme é de David Schürmann. Wilhelm Schürmann está encarregado das operações de um sonar de varredura lateral, adquirido nos Estados Unidos, que mapeia com precisão uma faixa de até 600 metros de largura no fundo do mar.
Para levar às telas toda a grandeza desta exploração submarina, Vilfredo adquiriu os direitos de filmagem de 2 livros do historiador Telmo Fortes, ambos versando sobre o Submarino U-513: “A Última Viagem do Lobo Cinzento” e “O Tesouro Hebreu”.

Adendo: 18 de julho de 2011 

BUSCAS REVELAM LOCAL ONDE AFUNDOU O SUBMARINO NAZISTA U-BOAT 513
por Carlos Braga Mueller 

A busca parece ter terminado. Wilfredo Schürmann e sua equipe localizaram o submarino alemão U-513, que foi afundado em 1943 na costa de Santa Catarina, durante a Segunda Guerra Mundial.
O histórico desta saga está contido em nossa postagem de 8 de novembro de 2009, deste blog, no qual terminamos com um tópico sobre as buscas que já estavam sendo projetadas pelo navegador Wilfredo.
As coordenadas que apontavam o local do afundamento revelaram-se corretas. A busca concentrou-se ao largo da Ilha do Arvoredo, litoral do Município de Governador Celso Ramos (antigo Ganchos), e na quarta-feira (dia 13) o equipamento rastreador deu o alerta: ao fundo estava caracterizada a presença da enorme massa metálica do submarino, cerca de seiscentas toneladas, talvez até mais.
Com equipamentos de última geração, tal qual o cineasta norte-americano  James Cameron fez para localizar e filmar os destroços do Titanic para seu filme, Wilfredo e sua equipe, após a localização, pretendem agora captar imagens do U-513 no fundo do mar, usando um veículo submarino robotizado, ou seja, operado por controle remoto.
Não se sabe ainda se a carcaça será içada, operação muito cara. Mas pretende-se criar um museu em nosso Estado, para contar e mostrar a história do U-513.
Está sendo produzido também um filme, com direção de David Schürmann, o cineasta da família, que mostrará os pormenores desta "caça" ao que sobrou do submarino alemão, que ficou conhecido como o "Lobo Cinzento".
Em entrevista ao "Jornal de Santa Catarina", o historiador Telmo Fortes, que escreveu um livro sobre o U-513, "A Última Viagem do Lobo Cinzento", estava eufórico e ao encontrar-se com  Wilfredo, disse: "Vocês recolocaram Santa Catarina no mapa das batalhas navais  da Segunda Guerra."
(Com dados publicados pelo "Jornal de Santa Catarina", edição nº 12.271, de 16 e 17 de julho de 2011). 

A SERVIÇO SECRETO DE HITLER
Vários depoimentos de pessoas que, nos anos 40 habitavam no litoral catarinense, dão conta de que na calada da noite submarinos emergiam das águas do Atlântico e que de lá embarcavam ou desembarcavam pessoas, certamente espiões a serviço de Hitler, cuja missão era cooptar para o projeto nazista os teutos que habitavam a América do Sul.
Lenda ou realidade ? Persistem os segredos, muitos deles guardados no interior de submarinos, navios e aviões abatidos em combate e que jazem insepultos no fundo do mar.
Texto Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor/ Arquivo: Adalberto Day

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