"A Educação é a base de tudo, e a Cultura é a base da Educação"

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

- O Cinema em BLUMENAU – Parte XV

Mais uma participação exclusiva e especial do renomado escritor, jornalista e colunista, Carlos Braga Mueller, que hoje nos relata a programação Impressa, distribuídas nos cinemas de Blumenau, vale a pena a leitura.
PROGRAMAÇÃO IMPRESSA, DISTRIBUIDA NOS CINEMAS DE BLUMENAU.
Hoje em dia se alguém receber na porta do cinema um folder de publicidade, provavelmente vai ler e depois jogar fora.
Antigamente, havia um cuidado especial em se guardar estes papéis, e prova disso foram duas revistas que ficaram na história do cinema em Blumenau.
Uma delas chamava-se “REVISTA DO CINE BLUMENAU”; a outra foi a “REVISTA PROGRESSO”, ambas distribuídas de graça aos freqüentadores do Cine Blumenau (a primeira) e dos Cines Blumenau e Busch (a segunda).
A “Revista do Cine Blumenau” foi editada de 1953 a 1961. Já a “Revista Progresso” surgiu para substituí-la, em 1961, circulando até mais ou menos 1967.
Além dos filmes que seriam exibidos em seguida, as revistas traziam publicidade local. Eram anunciantes as lojas CASA PEITER, HERMES MACEDO S.A., PROSDÓCIMO, CASA WILLY SIEVERT, PONTINHO, SUALIVRARIA (assim mesmo, junto), CIA.MERCANTIL VICTOR PROBST, LOJAS ZADROZNY, para citar as mais tradicionais, além da fábrica do PUDIM MEDEIROS..
A moda de se difundir a programação dos cinemas desta forma vinha dos grandes centros.
Por aquela época os circuitos cinematográficos do Rio e São Paulo distribuíam nos seus cinemas os informativos com as novidades dos filmes que seriam exibidos em seguida.
As mulheres tiravam do guarda-roupa os melhores vestidos; os homens usavam terno e gravata, e assim todos iam aos cinemas, elegantemente vestidos. Em Florianópolis, homem só entrava no Cine São José de gravata. E não adiantava insistir com o porteiro.
Ficaram famosos no Rio os programas impressos dos Cines Metro Passeio, Tijucas e Copacabana, bem como os da rede de cinemas de Luiz Severiano Ribeiro Jr.
A HISTÓRIA DAS DUAS REVISTAS
Segundo o historiador José Ferreira da Silva, no seu trabalho “A Imprensa em Blumenau” (Edição do Governo do Estado de Santa Catarina/1977), foi assim que surgiram a “Revista do Cine Blumenau” e a “Revista Progresso”:
“A direção da principal casa de projeções cinematográficas de Blumenau começou a publicar em janeiro de 1953, uma pequena revista, distribuída gratuitamente aos seus freqüentadores. Tinha, geralmente, 16 páginas, em sua maioria com propaganda das casas comerciais e produtos industriais, uma ou outra curiosidade, problemas de palavras cruzadas e, sobretudo, indicações e resumos dos enredos das próximas apresentações. O formato era de 16x22 cm. Algum tempo depois, tendo a empresa assumido também a direção de outro cinema local, a revista passou a intitular-se “Revista Interna de Publicidade dos Cinemas Blumenau e Busch”, guardando as mesmas características e formato. A redação estava a cargo de Telvio Maestrini, que também era o responsável. Era impressa na Gráfica Tupi. Depois de uma interrupção na publicação, a revista voltou a circular em junho de 1961, com outra denominação: “Revista Progresso”, igualmente para distribuição interna e gratuita nos 2 cinemas citados.”
Ferreira ainda esclarece que era impressa agora na Tipografia Centenário, sem alteração no formato. E queixa-se de que “não consta, entretanto, nome do redator nem do responsável. Apenas figura a indicação de serem diversos os colaboradores, com assuntos transcritos de jornais e revistas”.
Pesquisando estas informações, acabamos encontrando o responsável pela REVISTA PROGRESSO, um amigo de longa data, Sr. Ercy Couto que na época era funcionário da Gráfica e Tipografia Centenário, de propriedade do Sr. Nicolau Elói dos Santos. A Centenário ficava na Rua 15 de Novembro, bem em frente do Cine Blumenau.
Conversando com o Ercy, ficamos sabendo que ele era o “faz tudo” da revista. Ia atrás dos anúncios, fazia a composição tipográfica e até elaborava e criava as “palavras cruzadas”. Os leitores que enviassem as respostas corretas participavam de sorteios de ingressos para os cinemas. Além de a composição ser feita na gráfica, a mão, com tipos móveis, Ercy catava nos cinemas os “clichês” com fotos dos filmes. Tudo pronto entregava os exemplares para serem distribuídos.
Hoje em dia, conseguir um exemplar destas revistas não é fácil. Ercy me emprestou algumas, de onde reproduzimos o material que ilustra este trabalho.
Texto Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor/ Arquivo: Adalberto Day .

terça-feira, 25 de agosto de 2009

- Almanaque do Esporte: A família Siegel , o estádio da baixada e a S.D. Vasto Verde

A família Siegel presenteou o futebol de Blumenau com grandes jogadores. A imagem, de 1972, enviada pelo amigo Adalberto Day, mostra dois deles. Nilson (Bigo) e Wilson (Nenê), foram campeões da primeira divisão da Liga Blumenauense de Futebol (LBF) defendendo o Amazonas. Bigo foi um dos maiores artilheiros do time do Garcia. Ao lado do outro irmão, Adilson, o Ticanca, foi também campeão estadual de futsal pelo Guarani e nos Jogos Abertos.
Francisco Siegel - Nilson (Bigo), Wilson (Nenê) e Adilson (Ticanca)
Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte do jornalista Everton Siemann, Sábado 08/agosto/2009 - edição nº 298

Estádio da Baixada em 1963

Dia (14/agosto) em que o Olímpico celebrou 90 anos de fundação, o espaço rende homenagem ao quase centenário clube da baixada. A imagem, enviada pelo amigo Adalberto Day, é de 1963 e mostra o estádio da Baixada. Inaugurado em abril de 1939, o campo do bicampeão estadual teve a marca inicial com um torneio disputado pelas equipes Blumenauense (Olímpico), Brasil (Palmeiras) Amazonas, Bom Retiro e Altonense, tradicionais times da época. O Amazonas, do Garcia conquistou o título. Fica o registro!

Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte do Jornalista Everton Siemann, Sábado dia 15/agosto/2009 - edição nº 301.

A imagem de 1963, retirada do álbum de homenagem ao craque catarinense Teixeirinha, destaca a Sociedade Desportiva Vasto Verde, da Velha. Enviada pelo amigo Adalberto Day, a imagem mostra o time comandado pelo técnico Laerte, que tinha ainda Izardo, Pichuca, Sarará, Waldemar, Heitor, Nenê, Ingo, Sérgio, Ataci, Quatorze e Eonar. Naquele ano, o Vasto Verde montou uma equipe forte, com oito jogadores que vieram do Rio Grande do Sul. Infelizmente, um dos clubes mais tradicionais da cidade desativou o futebol há alguns anos. Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte do jornalista Everton Siemann, Sábado 22/agosto/2009 - edição nº 304

Arquivo de Adalberto Day

domingo, 23 de agosto de 2009

- Jornal “O GARCIA” Edição nº 12


Introdução: Adalberto Day
Parabéns a direção do Jornal O GARCIA, pela passagem do primeiro ano de fundação.
- Nesta edição de Agosto/2009, o jornal, continua com belas matérias e merece nossa aprovação e divulgação - Os destaques desta edição são para as Seguintes matérias:
Capa: Um ano de Jornal, Artigos: Cantinho da Saudade, Churrascaria do “Zé Silvino” pág. 3, - Amigo Bicho, Seja você o líder do seu cão, pág. 5 – De olho na Ortografia, O que é Virgula?, pág.9 – Saúde em Movimento Fisiculturismo, pág.8, - Nova sede da incubadora Tecnológica, pág.4.- Comunidade e CONSEG em busca de melhorias para o Bairro, pág.9.
O Cantinho da Saudade

- Churrascaria do “Zé Silvino”
Nos anos 60 e 70 do século XX -, na Rua da Glória, bairro Glória, próximo a Igreja Nossa Senhora da Glória e Colégio Celso Ramos, existiu a Churrascaria “Zé Silvino”. Seu proprietário José Silvino da Cunha, mais conhecido como “Zé Silvino”, (que também foi guarda de trânsito, treinador do Amazonas) proporcionava momentos de uma bela gastronomia a toda comunidade em sua Churrascaria. A parte de preparação do Churrasco e a famosa Costela eram realizadas e assadas pelo próprio Zé Silvino, seu filho Edgar e também João Santos. Também atuavam em outros serviços de cozinha - saladas, maionese, polenta frita, arroz, a famosa farofa, dona Hildegard (Mause) esposa do senhor Zé Silvino, Martha Hoenicke e também o senhor Kohler. Muitos casamentos foram comemorados ali, batizados, primeira comunhão, enfim festas de final de ano. Eu particularmente ia muito ali com meus amigos Nilton, Gerson, José Egidio de Borba (Tigi), Wilson Siegel, Deusdith, José Carlos de Oliveira, Alvinho, Ademir, Silvio, Dorivaldo Costa, Álvaro e tantos outros que aos sábados íamos comer um delicioso petisco de Costela; era realmente saboroso.
Imagem do mês:
A imagem do mês mostra o então diretor Carlos Curt Zadrozny, conhecido como "homem idealizador e de projetos". Como prefeito de Blumenau, entre 1966 e 1970, no discurso de inauguração da Associação Artex em 1986. O presente foi dado aos associados e funcionários da empresa, pela passagem do cinqüentenário de fundação.
Expediente:
- Gerente comercial: Carlos Ubiratan
- Criação e Redação: Grande Agência Publicitária Ltda
- Jornalista Responsável : Fernando Gonzaga
- Diagramação : Yuri Apolônio
- Distribuição Tiragem : mensal e gratuita
- Circulação : Distrito do Garcia, Centro e Região
- Contatos: 
- Fone: (47) 3329 2143
Arquivo: Carlos Ubiratan/Adalberto Day

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

- A Escola de E. B. Governador Celso Ramos

- O aluno do Grupo Escolar São José
A imagem de 1961 mostra aluno do antigo Grupo Escolar São José, atual Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos. O educandário foi fundado em 14 de fevereiro de 1929, com o nome de Escola Paroquial São José. Era comum na época todos terem sua foto exibida como uma recordação. Também o corte dos cabelos dos meninos era tipo soldado, moda da época, e uma forma de evitar doenças. (Foto: Arquivo de Adalberto Day)
Publicado no jornal de Santa Catarina Sexta - feira 21/08/2009 Edição N° 11711 , ALMANAQUE DO VALE do jornalista Sérgio Antonello

- O Distrito do Garcia se orgulha de fazer parte desta história deste tão importante educandário. No dia 14 de fevereiro de 2009, a escola comemorou 80 anos de fundação. Principalmente o bairro Glória está feliz em poder compartilhar desta história de glórias. Poderíamos aqui nominar milhares de cidadãos e cidadãs que através deste educandário puderam conduzir uma vida mais digna de satisfação profissional e familiar.

Histórico
- A Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos foi fundada em 14 de fevereiro de 1929, com o nome de Escola Paroquial São José (servia de Capela pela comunidade – com sede inicialmente na Rua Belo Horizonte, em propriedades da família de Carlos Loos).
- A primeira comissão para a construção da escola e a igreja era formada por Henrique Heiden, Carlos Loos, Roepcke, Gustavo Weinrich. Compraram o terreno da família Schatz (antes o terreno era da família Sasse). Todos com exceção de José Schatz doaram o terreno, que chegou a estar em mãos da professora Júlia Strzalkowska, (foto). Antes dessa negociação do terreno, cogitou-se a construção de um cinema e de um hotel” (depoimento do sr. Nicolau Schtaz em 2002).

Escritora Urda Alice Klueger

O primeiro Presidente da escola foi Paulo Schatz, vice-presidente Carlos Loos e o primeiro secretário Nicolau Schatz.

Ex: Professoras Aguida e Alice

Quem sugeriu o nome da igreja e ajudou a fundá-la foi o frei Beda Koch, já na segunda comissão presidida pelo Sr. Rafael Rosini.
- Em meados de 1951, a Escola já contava com mais de 500 alunos.
- Em 1953, uma nova comissão em prol da ampliação da Escola foi formada, e comandada pelo Frei Raul Bunn.
- Em 1957, a Escola que era particular foi transformada em Grupo Escolar São José, por decreto do então governador Jorge Lacerda.
- Em 1966 foi introduzido o antigo Ginásio, com o nome de Colégio Governador Celso Ramos.

- Em 31 de março de 1971, com a implantação do novo plano estadual de educação, a Escola foi transformada em Escola Básica Governador Celso Ramos. Em 1976 houve a implantação do 2º grau e a Escola passou a ser denominada Conjunto Educacional Governador Celso Ramos. Essas terras onde estão o colégio foram adquiridas da família Schatz , pela comunidade de todos os credos, mas por indução do Frei Raul Bunn, a comissão comandada pelo Sr. Rudolfo Papst passou a emprestar o nome da Igreja que iria assegurar a propriedade da comunidade em nome da comunidade. Lamentávelmente em agosto de 2002, o Bispo diocesano da catedral São Paulo Apostolo de Blumenau através da MITRA, vendeu ao governo do Estado o Colégio que foi construído pela comunidade sem distinção religiosa. Um ato que revoltou toda uma comunidade, de uma atitude prepotente, e sem fundamentação histórica. A comunidade no geral não foi consultada, apenas alguns lideres que não aceitaram a venda, gerando discussões em Rádio e Jornais.

Quero aqui relatar que no direito judicial a venda do educandário foi efetuada dentro da legalidade, porém nem tudo que é legal é moral e ético, e foi isso que foi ignorado.
Durante alguns anos, Freiras religiosas eram as educadoras da Escola e comunidade.
Quando falamos que foi a comunidade que construiu, foram de todos os credos, inclusive os céticos, maçons, espíritas e ateus, o que eles queriam era uma escola.
Esse colégio foi o esforço de toda uma comunidade, ainda quando a Rua da Glória era conhecido com o nome de Spectife (palavra de origem alemã que quer dizer terra gordurosa ou lamacenta – barro vermelho) e foi nessas terras lamacentas que a comunidade do grande Garcia independente de credo, política, e pessoas representativas do bairro, como o Sr. Rudolfo Papst, Orlando de Oliveira, Francisco de Oliveira, João Heiden, José Klein Jr., Júlio Corsini, Antonio Tillmann, Dr. Nelson Salles de Oliveira, José de Oliveira, Oswaldo Malheiros , posteriormente Frei João Maria e o Padre Virtulino que introduziu o segundo grau e tantos outros que poderíamos nominar, levantaram tijolos por tijolos deste grande Educandário.
Arquivo de Dalva e Adalberto Day/João Carlos Day/Urda Alice Klueger/

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

- Vapor Blumenau um marco da historia que o tempo e a chuva insistem em destruir

Foto: Hamilton Antonio
Postado por Hamilton Antonio em seu Blog Sala de Noticias em 10/agosto/2009.
Voltar a falar deste assunto parece puramente crítica, mas na verdade o que nos preocupa é que com o passar dos meses, o nosso Vapor Blumenau, um dos marcos da historia e colonização, vai se decompondo aos poucos com peças caindo e sua estrutura demonstrando total abandono e com a ajuda das intempéries contribui para ficar ainda com uma imagem ainda pior .
Minha sugestão é que o Vapor Blumenau seja retirado, transportado para algum galpão, até que tenham recursos para reformá-lo, por que repito, onde está vai desaparecer aos poucos e com ele parte da nossa Historia.

Outra solução seria tentar um patrocínio, quem sabe de um destes bancos da cidade que só pegam nosso dinheiro cobrando taxas e mais taxas, e mandam para fora da cidade, poderia destinar verbas para a recuperação do Vapor Blumenau.
A imagem de quem não é da cidade e vai a prainha é de que o local está abandonado pelas autoridades. Somos sabedores que existe um projeto de revitalização daquele local incluindo o Vapor, mas quando terá inicio? Se agora tudo o que se cobra a resposta é que temos algo mais urgente a fazer.
História:
Vapor Blumenau início do séc.20
O primeiro vapor a atracar em Blumenau/SC, foi o São Lourenço. - Em 1878 a colônia de Blumenau crescia e a embarcação existente (Vapor Progresso) já não era mais suficiente para atender a demanda, sentiu-se então a necessidade de uma embarcação maior. Adquirido na Alemanha em 1894 e montado na cidade de Itajaí, O Vapor Blumenau navegou pela primeira vez no dia 30 de maio de 1895 (desativado em 29 de outubro de 1959) é quase um estorvo para muitos, pela “trabalheira” que já deu, mas precisa ser preservado pela enorme contribuição que proporcionou ao município, e pelo significado histórico. O vapor já foi restaurado mais de uma vez e por pouco foi levado por uma enchente. Ele foi a segunda embarcação a vapor a fazer a ligação entre Blumenau e o porto de Itajaí. Além do transporte de pessoas para regiões vizinhas, transportava também mercadorias. Com 28 metros de comprimento, 4m40cm de largura e 2m10cm de altura, o Vapor Blumenau tinha potência de 80 cavalos. Devido à construção da estrada de ferro, o escoamento da produção e o transporte de passageiros passaram a ser feitos pela ferrovia. Na década de 50, já não havia mais demanda para a navegação do Vapor, quando foi desativado. Reformada, hoje a embarcação faz parte da história de Blumenau e abriga um pequeno museu contando sua história através de painéis explicativos.

O Restaurante Moinho do Vale, a concha Acústica doada a comunidade em 1986 pela Empresa Artex, tornaram mais bonita nossa prainha. E todo o paisagismo ao redor em nossos dias correntes.
Também teve outros vapores, com relevantes serviços prestados à cidade: o Progresso, comprado em 1878; mas começou sua primeira viagem no dia 09/dezembro/1879; o Richard Paul, 1910 e o Barco Gustavo, de 1913. A partir de 1949 começou a desativação. O barco-restaurante, Blumenau II, de 1972, agonizou durante algum tempo nas margens do Rio Itajaí, adernando por abandono, até que a Justiça obrigou o proprietário a dar um destino ao barco, e então foi levado para outro município, onde afundou em 2002. E o Catamarã de vários nomes (Prefeito Décio Nery de Lima, Manezinho Schiff, Capivara Dois) depois de virar um dos assuntos mais polêmicos dos últimos tempos (até porto seria inaugurado para ele, e por ninguém menos que o presidente da República) atualmente faz passeios turísticos no litoral catarinense, e mudou de nome mais uma vez, agora é Catamarã Catarina
Local: Praça Juscelino Kubitschek de Oliveira (Prainha) – bairro Ponta Aguda.
Arquivo: História Adalberto Day/colaboração Rubens Heusi / José Reis Pfau

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

- O HOTEL HOLETZ E SUA ESTRATÉGIA DE DIVULGAÇÃO

Hoje tenho a satisfação de apresentar mais um belo relato do amigo Wieland Lickfel, sobre o antigo e majestoso Hotel Holetz.
O Hotel Holetz, para os padrões da época em que foi inaugurado, em 1902, foi uma edificação majestosa, imponente, especialmente se considerada a juventude do então núcleo urbano do município de Blumenau e sua ainda precária infra-estrutura de acesso e transportes. Demolido em 1959 com o objetivo de ceder espaço ao então considerado dos mais modernos hotéis do Brasil, o Grande Hotel Blumenau, assim como aconteceu com muitos outros empreendimentos e monumentos arquitetônicos que por longos anos marcaram a paisagem urbana de Blumenau e deixaram de existir, praticamente não é referência às gerações mais jovens. Para o historiador e escritor Theobaldo Costa Jamundá (1914-2004), o seu desaparecimento criou uma lacuna impossível de ser preenchida. Para ele, o hotel constituía “a própria fotografia do caráter da cidade” (JAMUNDÁ, 1977) e o progresso, ao impor o seu desaparecimento, do ponto de vista da perda do testemunho cultural, exigiu desta o seu mais alto preço.
Suas origens remontam ao século XIX e possivelmente o registro iconográfico mais antigo ao qual temos acesso seja o abaixo, uma aquarela (1) sobre a qual aparece o nome de Maurício Holetz (o imigrante Moritz Holetz aqui chegado em 1854) juntamente com a indicação do ano que a imagem deseja retratar: 1879.

Residência dos Holetz no início da Rua Richard Hoketz, bairro Bom Retiro.
Nas décadas de 1880 e 1890 Moritz Holetz já oferecia hospedagem aos viajantes em sua propriedade (SILVA, 1960), com frente para a atual Alameda Rio Branco e a Rua 15 de Novembro, e tendo aos fundos o Ribeirão Garcia. O negócio hoteleiro parecia ser a vocação da família Holetz e, anos mais tarde, em 1902 (KORMANN, 1996?), esta inaugurou o empreendimento hoteleiro que foi marco arquitetônico em nossa cidade por quase sessenta anos. Não sem razão foi constantemente citado nas memórias e relatos de viagem de imigrantes recém-chegados e viajantes que nele se hospedaram ou apenas o vislumbraram. A fotografia (2) abaixo, da década de 1950, permite observar como o hotel se destacava na paisagem do centro da cidade. Estrategicamente bem localizado, nas proximidades do porto ao qual chegavam os vapores, e na entrada da cidade para que utilizasse o acesso terrestre entre Itajaí e Blumenau, era facilmente visto pelos visitantes.
Estas linhas desejam motivar o leitor a conhecer melhor a rica história de Blumenau, mas são sobretudo importantes para que se compreenda o contexto do que aqui se pretende tratar: lançar luz sobre um aspecto mercadológico deste empreendimento, colocado em prática há sete décadas e assaz importante para a sobrevivência do negócio, e que continua atualíssimo nestes tempos de economia globalizada: sua estratégia de divulgação.
“A propaganda é a alma do negócio”, assim o dito popular. Consta que o primeiro anúncio publicitário publicado no Brasil data de 1808 quando, com a chegada da Família Real portuguesa ao Brasil, foi criado o jornal Gazeta do Rio de Janeiro. Já os primeiros reclames ilustrados teriam aparecido em nossos jornais a partir de 1875.
Não desejamos nos ater às diferenças conceituais entre publicidade e propaganda. Limitar-nos-emos a observar como este empreendimento lançou mão desta poderosa ferramenta de marketing e vendas, que é a divulgação do negócio, mais de meio século antes do surgimento das teorias mercadológicas que norteiam as ações das empresas em nossos dias.
O Hotel Holetz não dispunha de um modelo referencial refinado como os atualmente em vigor para se posicionar no mercado no período em que nele atuou. Mesmo assim, veremos que sua preocupação, ao divulgar seu negócio, não era outra que sobreviver num mercado competitivo, a exemplo do que fazem as empresas atualmente. Vejamos como isso se deu em certo período da década de 1930, num momento em que o empreendimento já não pertencia à família Holetz. Para tanto, propomos a observação de dois anúncios (3, 4) do Hotel Holetz em publicações daquela época.
Ambos têm teor praticamente idêntico: são ilustrados com a imponente edificação que abrigava o hotel, identificam claramente o empreendimento e seu proprietário (o hotel então pertencia a um Besitzer de nome R. Siebert, muito provavelmente Reinoldo Siebert, conforme atestam outras fontes), informam o número do telefone (a diferença no Telephon No. do hotel pode ter sido um erro gráfico), a caixa postal (Postfach), o endereço telegráfico (Telegramm), a cidade e o estado onde o hotel se localiza, diferenciam-no de seus concorrentes e dão conta de suas características com informações detalhados sobre os serviços prestados e as facilidades oferecidas.
O endereço postal comumente utilizado, com rua e número, tão importante para orientar hóspedes potenciais, curiosamente não aparece nos anúncios. Haja vista aparecerem caixa postal e o endereço telegráfico, nada deveria impedir o hotel de receber sua correspondência. Mas como o viajante recém-chegado à cidade encontraria o hotel? Talvez esta informação fosse considerada desnecessária. Além de o hotel ser conhecido pela cadeia de transportes ora existente, o viajante, ao se deslocar pelo centro da cidade, dificilmente não reconheceria, in loco, a imponente construção que ilustrava os anúncios. Ainda que isso falhasse, certamente não teria dificuldade para encontrar alguém na cidade que lhe prestasse a informação necessária de forma correta. A expressão Bekanntestes Hotel am Platze, que pode ser traduzida como “hotel mais conhecido da cidade” (ou “do centro da cidade”) é a segunda mais fortemente grafada nos anúncios. Utilizada para diferenciar o hotel de seus concorrentes, parece suprir a suposta falta do endereço postal com rua e número. Afinal de contas, quem é tão conhecido pode ser facilmente encontrado. Reforça a indicação quanto à localização do hotel a expressão que aparece ao final do anúncio, im Zentrum der Stadt gelegen, “localizado no centro da cidade”.
Merece destaque o fato de Reinoldo Siebert não ter, a exemplo do que muitas vezes ocorre nos casos de mudança de proprietário, mudado o nome do empreendimento. Ao contrário, preferiu mantê-lo, provavelmente por já à época da compra ter-se tratado de empreendimento com marca consolidada no mercado, referência de hotelaria em Blumenau. No entanto, Siebert parecia saber que “a propaganda é a alma do negócio”, que uma marca supostamente consolidada não deixa as empresas imunes às regras de mercado. Estes anúncios, testemunhos de sua estratégia de vendas, utilizados com o intuito de fazer frente a uma já existente concorrência, publicados ano após ano em diversos veículos de comunicação, parecem demonstrar isso.
A fim de atingir seu objetivo maior, de influenciar a decisão dos hóspedes potenciais, fazendo com que viessem a se tornar clientes, os anúncios fornecem diversas informações a respeito das facilidades e dos serviços prestados pelo hotel. A expressão saubere und luftige Zimmer (quartos limpos e arejados) demonstra a preocupação do hotel em fazer com que seus clientes potenciais saibam que se trata de um estabelecimento preocupado com asseio e higiene. Se em nossos dias estes pressupostos para qualquer estabelecimento hoteleiro que almeja sucesso nem sempre correspondem à realidade, podemos compreender a importância deste argumento no contexto das condições de higiene e infra-estrutura das cidades há quase 80 anos atrás. Já erstklassige Kueche (cozinha de 1a. classe) procurava demonstrar as vantagens de ser hóspede do hotel a partir da perspectiva gastronômica. Relatos do passado dão conta de que a comida do hotel era realmente muito boa. Um contraste aos dias atuais, quando são cada vez mais raros os hotéis que gozam desse tipo de reputação, apesar dos massivos investimentos nesta área. Como ocorre em nossos dias, já naquela época homens de negócio eram vistos como um público-alvo importante. É isso que nos mostra a expressão Musterzimmer stehen den Herren Reisenden zur Verfuegung, equivalente a “salas para a exposição de mostruários encontram-se à disposição dos senhores viajantes”. O vendedor viajante podia contar com uma espécie de showroom para receber clientes, demonstrar produtos e concretizar negócios. Sem dúvida, uma grande facilidade para os vendedores viajantes da época. Àqueles que viajavam de carro era transmitida a tranqüilizadora mensagem de que o hotel oferece genuegende Auto Garagen, ou seja, “suficientes garagens para veículos”. Para completar o anúncio, uma indicação quanto à localização do hotel no centro da cidade, im Zentrum der Stadt gelegen, à qual já nos referimos anteriormente.
Esforços para vender e conquistar clientes não são fruto de um mundo que se globalizou de forma marcante nas últimas décadas com a queda do protecionismo comercial e a abertura econômica. São resultado de uma necessidade que remonta às origens da atividade comercial entre os povos, e que recebeu impulso definitivo a partir do século XVI com o surgimento do liberalismo econômico e a consolidação dos pilares do capitalismo nos séculos seguintes. Muitos dos imigrantes europeus que aqui chegaram a partir da metade do século XIX estavam, portanto, familiarizados com estes conceitos.
A considerar os relatos dos viajantes que fizeram uso do Hotel Holetz, e seu importante papel na vida social da cidade, podemos assumir que as estratégias utilizadas pelo seu proprietário foram, ao menos durante algum tempo, bem sucedidas. No entanto, isso não impediu que o empreendimento entrasse num período de decadência que culminou com seu lamentável desaparecimento em 1959 (SILVA, 1988). As razões para isso, apenas especulativas, além de muitas outras, podem ter sido: escassez de recursos para investimentos em modernização e assim fazer frente a uma nova concorrência, como a do Hotel Rex, inaugurado em 1950 para os festejos do Centenário de Blumenau com base num conceito mais modernos de hotelaria; impossibilidade de adaptação do negócio aos desejos e necessidades de uma classe viajante que se tornava mais exigente; pressão pela iniciativa de romper paradigmas arquitetônicos do passado a fim de dotar o centro da cidade de monumentos arquitetônicos considerados mais adequados à visão progressista dos tempos da passagem da década de 1950 para a de 1960; falta de interesse na continuidade da atividade por parte do proprietário. Fato é que em seu lugar surgiria um novo empreendimento hoteleiro, de características totalmente distintas, e que à época parecia suprir aquilo que o antigo Hotel Holetz já não era capaz de oferecer: o Grande Hotel Blumenau (5).
Autor
Wieland Lickfeld, Bacharel em Administração de Empresas (FURB) e Mestre em Turismo e Hotelaria (UNIVALI).
Colaboração
José Geraldo Reis Pfau e Adalberto Day.
Para ler outros artigos do autor, acesse : - Wieland Lickfeld
Fotografias
(1) Acervo do Arquivo Histórico José Ferreira da Silva.
(2) Acervo particular do autor.
(3) Blumenauer Volkskalendar 1933.
(4) Blumenauer Volkskalendar 1936.
(5) Acervo do Arquivo Histórico José Ferreira da Silva.
Fontes
JAMUNDÁ, T. C. Theagá. Florianópolis, ACL, 1977.
KORMANN, E. Blumenau: arte, cultura e as histórias da sua gente (1859-1985). 2 ed. Blumenau: Edith Kormann, 1996?
NIETSCHE & KÖMKE. Blumenauer Volkskalendar 1933. Blumenau: Empreza Graphica, 1933.
____________. Blumenauer Volkskalendar 1936. Blumenau: Empreza Graphica, 1936.
SILVA, J. F. Cervejarias de Blumenau. Blumenau em Cadernos, Blumenau, tomo 3, n. 9, p. 161-3, set. 1960.
____________.História de Blumenau. 2 ed. Blumenau: Fundação “Casa Dr. Blumenau”, 1988.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

- Olímpico, de Blumenau


Queremos saudar os torcedores da Sociedade Desportiva Blumenauense, atual Grêmio Esportivo Olímpico, clube que existe até hoje, mas que desativou o futebol.
“anos de história em plena atuação”, apesar da tragédia de nov/2008 ter praticamente destruído seu magnífico estádio.
A imagem de 1962, e dos momentos atuais, mostra o Estádio da Baixada de propriedade do Grêmio Esportivo Olímpico em Blumenau.
Inaugurado em 09/10/abril/1939 - torneio em que participaram diversas equipes: Brasil (Palmeiras), Blumenauense (Olímpico), Altonense, Bom Retiro e Amazonas. O torneio foi vencido pelo Amazonas do Bairro Garcia.
O Grêmio Esportivo Olímpico campeão de 1949 com o seu carneiro mascote “Pirata” Em pé da (e) para (d): Arthur, Onório,Pachequinho, Jaeger, Oscar e Jalmo. Agachados : Testinha, Nicolau, Juarez, Aducci Vidal, René. Este time foi o primeiro Clube a ser campeão do Estado por Blumenau ao derrotar o Avaí em Florianópolis por 4x1.
Foto revista social do Olímpico campeão de 1949 - enviada por Valdir Appel (Chiquinho) ex goleiro do Vasco da Gama final dos anos 60 início dos anos 70
Em 1964 o Olímpico é Bi campeão estadual de futebol – em jogo realizado no dia 25 de abril de 1965 no estádio da baixada, contra o Internacional de Lages. Os Grenás venceram por 3x1 – todos os tentos do Olímpico, foram marcados pelo paranaense Rodrigues.
Olímpico foi destaque no Jornal "Hora de Santa Catarina" de Florianópolis - Jornalista torcedor do Avaí, André Tarnowski Filho.
- O Olímpico sempre foi destaque no cenário esportivo de nossa cidade, em todas as modalidades amadoras.
G.E. Olímpico 1964
(da E para a D), Paraná, Orlando, Nilson Greuel, Barreira, Paraguaio e Jurandir Capela (massagista), Lilá, Rodrigues, Mauro, Joca e Ronald. O técnico era o Aducci Vidal.
1963- Técnico Manoel Pera, Garoto, Nilson Greuel,Romeu Fischer,Jurandir, Balsini - Mauro Longo,Lilá, Garoto, Venicio Fiamoncini, Domingos, Jorge Laffront.
História:
O Olímpico foi fundado em 14 de agosto de 1919, e desativou seu futebol profissional em 1970. Este foi o palco que viu por duas vezes a única equipe campeã do Estado de Futebol, em 1949 e 1964. Neste belo estádio e com um gramado invejável, atuaram grandes jogadores do futebol brasileiro: Pelé, Garrincha, Zito, Barbosa, Belini, Paulinho de Almeida, Sabará,Teixeirinha e tantos outros. Clubes como : Santos, Flamengo,Vasco da Gama, Botafogo, Fluminense, Grêmio....
Hino do Olímpico: Autor do Hino Márcio Volkmann/Edson da Silva
Forte és, alvi-grená

Por tua história, teu valor
Pela camisa reluzente
Pelo grito do torcedor
Estribilho
Olímpico, Olímpico,
O teu verbo é vencer
Olímpico, Olímpico
És a razão do meu viver
A baixada das conquistas
Na Alameda das vitórias
Fez surgir esse gigante
Uma paixão de muitas glórias
(repete o estribilho)
Para quem quiser ouvir,
Com orgulho vou cantar
É grená meu coração
Para sempre vou te amar.
(repete o estribilho)

Pelé e Garrincha em Blumenau
Pelé e Garrincha juntos, em 1962. Pelé jogou pelo Santos contra o Olímpico de Blumenau no dia 30 de agosto de 1961. O placar foi 8 a 0, com cinco gols marcados pelo rei. Já Garrincha, "o anjo das pernas tortas", atuou no Estádio da Baixada com a camisa do Olímpico no dia 30 de agosto de 1969. O adversário foi o Caxias de Joinville.
O Olímpico não foi só forte no futebol, mas também no amadorismo. A história de Waldemar Thiago de Souza confunde-se com a do atletismo catarinense. Nascido em 1926 , na localidade de Espinheiro (Ilhota), veio para Blumenau ainda jovem. Durante décadas foi o quase que imbatível atleta fundista de 5 mil e 10 mil metros. Representou Santa Catarina pelo Brasil, levando o nome de Blumenau além-fronteiras na década de 40 Ele representa todo o sucesso do Clube Grená no atletismo, como a família Belz , Paulo Zimmer, Mara Furmann e tantos outros.
Para saber mais acesse : - “O Foot-Ball Club Blumenauense”.
Arquivo de Adalberto Day

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

- Reunião Ordinária da Associação de Moradores “METAJUHA” Ruas Emilio Tallmann, Júlio Heiden e arredores da Associação Artex.

Agenda:
Data: 11/agosto/2009
Local: Associação Artex.
Com início as 19h30min, a reunião ordinária da METAJUHA, foi realizada na Associação Artex - bairro Progresso em Blumenau, de maneira cordial, mas com cobranças de vários moradores, as obras emergenciais.
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Presentes a reunião, o vice-prefeito Rufinus Seibt, que ouviu atentamente os reclames da comunidade, o vereador Vanderlei Paulo de Oliveira, José Luís Gaspar Clerici - Diretor de Assuntos Comunitários – lotado ao Gabinete do Vice Prefeito. As principiais reivindicações, foram: A passarela da Rua Catarina Abreu Coelho, transporte coletivo tão logo seja possível na Rua Júlio Heiden, uma camada de asfalto antipó nas cabeceiras da passarela da Catarina Abreu Coelho, como também melhorar a iluminação pública e a retirada imediata do barro logo após a curva do cemitério, da calha do Ribeirão Garcia. - A alegação é a falta de liberação de verbas destinadas do Governo Federal. Dentro de nossa visão, como líder comunitário, não cabe a nós aqui discutir ou avaliar onde estão os problemas ou os entraves burocráticos, mas sim tentar ajudar a comunidade e o poder público para que possamos voltar a uma vida normal o mais breve possível. A passarela de concreto da Rua Catarina Abreu Coelho, com acesso a Rua Júlio Heiden, foi prometida pelo prefeito João Paulo Kleinubing, em reunião com a Associação de moradores e depois ratificado em cima desta travessia, no ano de 2005.
Kleinubing retornou ao local em 2006, e assegurou junto aos moradores, inclusive indo à residência de um deles, dizendo que a obra seria realizada, mas ficou na promessa.
- Na oportunidade o Vice-prefeito "Rufinus, disse que estava cumprindo com o prometido de iniciar a passarela dia 10/agosto/2009, e assim está sendo executada". Porém não será de concreto,mas sim de madeira.
Essa passarela é de suma importância para toda a comunidade, tanto as pessoas que necessitam ir ao mercado, padaria, do outro lado do ribeirão, como também alunos que estudam no colégio Padre José Mauricio. Sem a passarela, o acesso se torna 800m mais distante, ocasionando transtornos à comunidade.
- O vereador Vanderlei Paulo de Oliveira, colocou-se a disposição da comunidade em ajudar naquilo que for possível, e prometeu fiscalizar as supostas "obras Superfaturadas".
Foto 11/08/09 - Obras no final da Rua Júlio Heiden
- José Luiz Gaspar Clerici, também prometeu empenho nas solicitações feitas, dizendo que também estará fiscalizando as obras supostamente " Superfaturadas". O exemplo citado na reunião, foi da passarela do Canto do Rio que está orçada em 438 mil reais. Um absurdo pois com esse valor daria para fazer pelo menos seis delas, se as verbas fossem repassadas ao município.

- Outras obras supostamente "obras Superfaturadas" foram comentadas pelos edis e cobrados pela comunidade.

Exemplos: uma ponte sobre o Ribeirão do Encano Alto (atravessa a Rua Euclides A. de Souza) que praticamente não leva a lugar algum (Rua sem saída), que foi projetada para trafego pesado, mas que nunca será utilizada para este fim. A obra atende apenas uma pequena comunidade, aproximada de 40 moradores, orçada em 498 mil reais, quando deveria ser feita uma obra menor nos moldes da anterior. Segundo informações estão sendo feitos pilares com uma profundidade de até 16 metros.

- A passarela do Canto do Rio que liga a Rua Santa Maria com a Helmuth Goll, orçada em 438 mil reais, quando o valor sendo executada pelo município a obra não passaria de 70 mil.

- Outro exemplo de obras supostamente "obra Superfaturada" conhecida como a passarela da Alameda que liga a Rua Amazonas pela Rua Manaus, orçada em 496 mil reais, e nos moldes da anterior custaria em torno de 70 mil.

- Foi citado pelos vereadores a pintura da ponte da rua Tororó, que serão gastos a quantia absurda de 125 mil reais.

Fizemos este relato, pois caso seja confirmado " Superfaturamento nas obras", com esse dinheiro daria para executar a passarela, da Rua Catarina Abreu Coelho, que mais uma vez será reconstruída de madeira sustentada em cabos de aço. Outros exemplos se seguem por todo município, e com as sobras desse dinheiro a comunidade poderia ser beneficiada com calçadas, passeios públicos, rotulas e praças. Dados extraídos: http://www.bnu.sdr.sc.gov.br/ (reconstrução). Penso que a comunidade precisa agir, pois é dinheiro público, portanto do contribuinte.

Sábado 15/08/2009 ¹

Prefeito João Paulo Kleinubing, essas imagens¹ são do dia 15/agosto/2009 sábado. A esquerda, passarela da Rua Catarina Abreu Coelho sendo reconstruída. Suas cabeceiras bem projetadas, mas que serão refeitas com madeira. Ainda o tempo está ao seu favor, cumpra com sua promessa que perdura desde 2005 e a faça de concreto....pense nisso. E a imagem a direita, o final da Rua Júlio Heiden em plena reconstrução.

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• INFRAESTRUTURA – Pontes, pontilhões e passarelas – R$ 8.192.721,46 (em execução).

• Blumenau R$ 7.038.506,59

Ponte na Rua Capinzal R$ 153.361,93 Stein

Ponte na Rua Carlos Pagel R$ 1.123.405,57 Stein

Ponte na Rua Carlos Roesel R$ 516.693,58 Stein

Ponte na Rua Felippe Jensen R$ 619.648,11 Stein

Ponte na Rua Euclides Antônio de Souza R$ 498.310,09 Tec Engenharia

Ponte na Rua Itororó R$ 2.291.112,20 Tec Engenharia

Ponte na Rua Kurt Jacobs R$ 474.195,38 Tec Engenharia

Passarela na Rua Santa Maria com Rua Progresso R$ 438.488,57 Tec Engenharia

Passarela na Rua Hermann Huscher com Rua Soldado R$ 426.860,08 Tec Engenharia

Passarela na Alameda Rio Branco com Rua Manaus R$ 496.431,08 Stein

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- Observação: Conversei hoje 11/agosto/2009, no local onde estão sendo realizados os trabalhos de recuperação da Rua Júlio Heiden com o Senhor Moisés Koberstein (foto) um dos encarregados do setor de obras que estão sendo executadas pela empresa “VIAPAV CONSTRUTORA LTDA” de Camboriú, em nosso município. Pude verificar que as obras estão com um bom ritmo de trabalhos sendo realizados, por uns oito empregados. O Senhor Moisés foi bastante prestativo e objetivo em suas colocações, quando lhe fiz diversas perguntas quanto à entrega e execução das obras, como também da possibilidade da passagem de transporte coletivo. Garantiu-nos o Senhor Moisés, que dependendo das condições climáticas, dentro de uns 30 a 40 dias, terminam os trabalhos de gabiões, e liberação da rua, com a possibilidade de poder o transporte coletivo, novamente circular por este local. Também fui conversar com os dois funcionários que estão executando as obras da passarela da Rua Catarina Abreu Coelho, contudo mais uma vez não será de concreto conforme prometido pelo prefeito João Paulo Kleinubing em 2005.

Arquivo Dalva e Adalberto Day

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