"A Educação é a base de tudo, e a Cultura é a base da Educação"

Seja Bem-Vindo e faça uma boa pesquisa!

terça-feira, 30 de junho de 2009

- Professora Júlia Strzalkowska


Os homenageados
Homenagem feita à professora Júlia Strzalkowska (falecida em 30 maio de 1982 aos 78 anos de idade) , primeira professora da E.E.B. Governador Celso Ramos. Ela recebe das mãos do padre Vertolino José Silveira uma placa, em 1974. À esquerda da professora, o também homenageado Belírio Rebello. Ele foi um dos fundadores do educandário, que antes ficava na Rua Belo Horizonte e era chamado de Escola Paroquial São José, fundada em 14 de fevereiro de 1929. (Foto: Arquivo de Adalberto Day e Ângela Maria de Oliveira) Publicado no Jornal de Santa Catarina – Quarta feira. 23/junho/2009; coluna Almanaque do Vale do Jornalista Sérgio Antonello.

Professoras da Escola São José :Nadir, Evelina, Júlia Strzalkowska, Esmeraldina de Jesus Bacca e (casada) Esmeraldina de Jesus Santiago, mais conhecida como Landi e Ágata (Águida) dos Santos.
No Bairro Valparaíso, no Distrito do Garcia – Blumenau na Rua Valéria Hostins nºs/n, a professora foi homenageada com nome de escola., Escola Reunida Municipal Prof Júlia Strzalkowska
- Eu (Adalberto Day) tive a oportunidade em 1966, já em final de carreira, de tê-la como professora no primeiro ano ginasial. A impressão que tive na época, foi de uma pessoa realizada e bondosa. Porém nas pesquisas e entrevistas que fiz durante anos, ex alunos (as) relataram que a professora Júlia era muito severa e que por qualquer motivo colocava os alunos de castigo de joelhos , e outros métodos. Mas isso apenas fica como registro de uma época que os métodos eram muito diferente, mas posso dizer que essas pessoas que conheci e entrevistei, inclusive minha mãe, são do bem e conseguiram ser bons cidadãos.
Arquivo de Adalberto Day

domingo, 28 de junho de 2009

- Vera Fischer: a "Nossa eterna Miss Brasil".

Maracanãzinho
Quase vinte mil pessoas lotavam o Maracanãzinho, no antigo Estado da Guanabara –RJ. . Era uma noite fria de São Pedro (28 de junho) 24 jovens desfilaram pela passarela. Todas voltadas para ser a mais bela brasileira. Os apresentadores foram Paulo Max e Marli Bueno
A comissão julgadora escolheu como semifinalistas as misses Ceará, Guanabara, São Paulo, Amazonas, Brasília, Minas Gerais, Santa Catarina, e Rio Grande do Sul. Finalmente o resultado final: Miss Brasil de 1969, Vera Fischer, Miss Brasil Beleza Internacional Maria Lúcia Alexandrino dos Santos, Miss Brasil Mundo Ana Cristina Rodrigues, e em quarto lugar ficou Mara de Carvalho Ferro.
Vera Lúcia Fischer foi eleita com 17 anos, um a menos que o mínimo exigido pelo regulamento.

Antigo pavilhão "A" da Proeb - FAMOSC
Foi no dia 7 DE JUNHO de 1969, no Pavilhao A da Proeb em Blumenau que a Miss Blumenau Vera Fischer se tornou a Miss Santa Catarina. CANDIDATAS: 1 Lugar-Vera Fischer-miss Blumenau, 2 lugar-Marta Rinaldi-Miss Tubarao, 3 lugar- Dagmar Polmann-Miss Timbo.
História:
Vera Lucia Fischer nasceu em Blumenau no dia 27 de novembro de 1951 – Residia no Bairro da Velha.
Vera Fischer conta como se tornou Miss Brasil em livro.

Leia o trecho da autobiografia em que atriz revela que usou peruca e falsificou idade no concurso
A coroação como Miss Brasil, em 1969

Desfile na Rua Itajaí no dia 10/julho/1969 no "Thunderbird" Branco,com estofamento vermelho de couro, da FORD - foto batida por Egon Gropp - feita em cima do muro em sua casa.

Vera Fischer em visita a Artex - ao lado Júlio Zadrozny
"Daí eu já pensava: se eu for Miss Santa Catarina, vou para o Miss Brasil, e se eu vencer o Miss Brasil, saio da casa dos meus pais e vou morar no Rio. Morar no Rio era o meu sonho.Naquela época era a capital do glamour. Mar, sol, Pão de Açúcar, boates da moda, boutiques da moda, bossa nova, barzinhos, shorts, sandálias, vestidinhos de alça, gente bronzeada, uma certa esculhambação, enfim, a minha alforria.Pensando dessa maneira, em conquistar a minha liberdade, me esforcei ao máximo para cumprir todos os eventos sociais propostos. A primeira providência a ser tomada: eu teria que emagrecer um pouco. Comecei a fazer massagens para diminuir os quadris e as coxas; tomava aqueles choquinhos para celulite e me pesava diariamente. Só não consegui fazer dieta. Eu era chocólatra. E gulosa. ..... Aplaudiram muito a Miss Tubarão. Acho que queriam que ela ganhasse. Ela tinha uma torcida imensa e eu não tinha nenhuma. Para meu horror, fui vaiada novamente. Fiquei passada! Desfilei quase correndo pela passarela e nem olhei pra cara do júri, só queria sumir dali. Aí tinha o teste do microfone. Eu não sabia o que fazer. Estava muito nervosa, mas me saí bem.
“Mas a minha vida não era essa vida certinha de cidade do interior. Queria ser livre e morar na cidade grande. Queria ser dona do meu nariz, como, aliás, sempre fui"

Quando saiu o resultado, quase desmaiei. Eu ganhara. Queria pular de alegria, pois tinha conseguido um dos meus objetivos, que era vencer. Mas eu precisava voltar à passarela para ser coroada pela miss do ano anterior. Como eu tinha sido vaiada, não quis ir. Recusei-me terminantemente. Mas Elenita (a amiga que a acompanhava nos concursos), com muito tato, me convenceu. ........ Mas a minha vida não era essa vida certinha de cidade do interior. Queria ser livre e morar na cidade grande. Queria ser dona do meu nariz, como, aliás, sempre fui. Nunca ninguém me impôs nada, eu sempre sabia o que tinha que ser feito. E fazia. Na minha vida tudo tinha um porquê. Eu, que sempre fui tão corajosa, não consigo entender o porquê daquele medo louco de desfilar de maiô. Afinal, até então, eu nunca tinha tido medo de nada. Era vergonha do meu corpo. Não só porque ele não era perfeito, mas porque quando me desnudava eu o achava feio. Como se fosse um pedaço de carne pendurado num açougue.E tinha medo de multidão. Era fobia mesmo. Como tenho até hoje. Numa grande concentração de gente, eu fico perdida, não suporto. Também não gosto de falar em microfone. A verdade verdadeira é que sou tímida. Sempre fui. “Não parece, mas sou”.

A ovação no Maracanãzinho

"Elenita e eu ficamos no mesmo quarto. Todas as noites ela enrolava as minhas seis perucas. Tinha chanel, gatinho, longa lisa, longa enrolada e duas curtas. Todas da cor do meu cabelo. Eles nunca souberam o tamanho do meu cabelo, que era curto, e não desconfiavam que eu usava peruca. Eu os enganava, usando todos os dias uma peruca diferente. E depois, era proibido usar perucas para desfilar. Engraçado porque era moda e todas as mulheres usavam. Mas miss tinha que ser ao natural. Que bobagem! ….. Quando eu entrei de maiô, o público começou a aplaudir de pé. Foi uma ovação geral. Gritaram: – Já ganhou! Já ganhou! Foi de arrepiar; o Maracanãzinho lotado, lotado. Um delírio! Mas eu não sabia fazer gracinhas, andava rápido como um general, queria mesmo era chegar no final e ganhar. Só isso. Os repórteres estavam nos bastidores e queriam declarações minhas. ….. Eu teria que tirar o passaporte para ir a Miami para o Miss Universo, e aí o pessoal do concurso descobriu que eu só tinha 17 anos. Foi uma loucura! Claro, uma miss tinha que ter 18 anos. Foi um corre pra cá, corre pra lá, homens grandes entrando e saindo da minha casa, desesperados. Até trazerem um despachante que, finalmente, falsificou meus documentos. Pronto. Eu já tinha dezoito anos. Deram um jeitinho brasileiro. Fiquei com a identidade e o passaporte falsificados até poucos anos atrás, quando eu resolvi atualizar a minha idade. Afinal, agora que estou mais velha, faz diferença, né?!".

Este traje típico da Vera Fischer foi feito pela Senhora ASTRIT BAUMGARTEN. Moradora do bairro da Velha e que continua fazendo trajes de luxo, entre outras costuras. São os parentes dela que conviveram com o Doutor Blumenau.
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O texto a seguir foi enviado por Luiz Herinque Pfau
Depoimento de Vera Fischer
Blumenau. Santa Catarina. Era noite. O ano, 1968. Eu estava na cama lendo um livro de poesia... (Vera morava na casa do poeta Lindolf Bell e conta que foi procurada à noite. Vestiu uma roupa e foi à porta, ver o que era)... Cabelos bem curtinhos, óculos de grau, calças pretas, blusa de gola rulê preta e sapatilhas também pretas. Pronta para descer, eu estava sem a menor vontade de ver ou conversar com ninguém. Mas fui. Encontrei meu pai e minha mãe em companhia de três estranhos. Dois homens e uma mulher. Eram do jornal "A Nação". E tinham vindo me convidar para participar do concurso de Miss Blumenau.Então eu, musa do existencialismo, era convidada para ser miss? Que afronta! Era só o que me faltava. Eu não tinha nenhuma pinta de miss. Eu era intelectual (pelo menos eu achava) e ser miss seria uma desonra Eu quase morri. O quê?! Então eu, musa do existencialismo era convidada para ser miss? Que afronta! Era só o que me faltava. Eu não tinha nenhuma pinta de miss. Eu era intelectual (pelo menos eu achava) e ser miss seria uma desonra. Eu tinha 16 anos e é claro que meus pais não deixaram. – Ano que vem, quem sabe... – disseram. Mas mesmo que deixassem eu não aceitaria. Era contra os meus princípios. Mas fiquei com aquilo martelando a minha cabeça. Tinham colocado lá uma sementinha, e eu, sem ter muita consciência, a regava todos os dias. Adorava filosofia, mas queria ser jornalista. Dessas jornalistas que vão ao campo de batalha, no meio da guerra; queria ser como a Oriana Fallaci. Se eu soubesse o que passavam...!"

Um ano depois...
"O convite para concorrer ao título de Miss Blumenau veio, evidentemente (através da Elenita), do jornal "A Nação". Meus pais disseram que agora, se eu quisesse, poderia aceitar. Desfilar de novo, me maquiar, me pentear, usar saltos altíssimos, roupas de miss... e enfrentar o povo. Mas alguma coisa na minha cabeça estava se formando (não sei o quê, então) e eu disse sim. Iria ser candidata pelo teatro Carlos Gomes. À noite, eu pegava os maiôs da minha mãe (sim, porque eu só tinha biquínis e monoquínis) e ficava desfilando diante do espelho. Ai, ódio! Eu era cheinha, pernas grossas, e estava com pavor de ter que desfilar para a galera. Pensava, refletia – vou desistir – miss tem que ser magra, elegante. Eu já estava pronta para dizer que desistiria quando Elenita me contou que outros clubes não queriam concorrer. Eles não queriam apresentar nenhuma miss, porque sabiam que eu iria ganhar. Mas sabiam como? Bom, eles tiraram o cavalinho da chuva. Fiquei pasma! Foi uma surpresa e tanto para mim. Fiquei até meio convencida, porque isto significava que me achavam mais bonita que as outras. Foi um alívio saber que eu não teria que desfilar novamente. Desfilar de maiô era o meu terror".
Arquivo e fontes : Luiz Herinque Pfau/ José Geraldo Reis Pfau/Adalberto Day

quinta-feira, 25 de junho de 2009

- O Cinema em Blumenau – Parte XIII

Mais uma participação exclusiva e especial do renomado escritor e jornalista Carlos Braga Mueller, que hoje nos presenteia sobre Cinema a magia e a criatividade dos ambulantes.

Por Carlos Braga Mueller
OS AMBULANTES E SUAS INCRÍVEIS SESSÕES DE CINEMA.
Hotel Holetz e Cine Busch final dos anos 50 - séc.20
Desde que o cinema surgiu, no finalzinho do Século 19, surgiram também os exibidores ambulantes.

Naquele tempo, nem existiam salas apropriadas para passar filmes. Assim, os salões de baile serviram para as primeiras exibições e no fundo do palco, destinado às orquestras, era estendido um grande pano branco, a tela, onde as imagens acabavam projetadas.

Equipamentos de Projeção de filmes nos anos 60, usados pelos ambulantes (16 mm.)
A história de Blumenau registra a passagem de muitos destes exibidores “ambulantes”, que chegavam com seus projetores e promoviam as sessões do “Kinematógrapho”, “Omniógrafo”, ou seja, lá que nome tivesse o aparelho naquele início da era da sétima arte. Já tratamos deles em capítulos anteriores desta série.
Depois, mesmo com salas de cinema permanentes nas cidades maiores ( o Busch de Blumenau foi o pioneiro no sul do Brasil), os ambulantes continuaram, com o seu trabalho, porque as pequenas localidades se ressentiam da falta de cinemas.
E quando um ambulante chegava a Indaial, Rio do Testo (hoje Pomerode), Hansa Hammonia (Ibirama) ou Bella Aliança (Rio do Sul), era uma alegria só !
Em Blumenau eram os bairros, como Garcia e Itoupava Norte, do outro lado do rio, que abriam suas portas para estes exibidores.
Alguns ficaram famosos: José Julianelli (foto), Walter Mogk, Irmãos Holzwart deixaram lembranças profundas na população, porque quando chegavam, sempre traziam novidades.
Acredito que eu vivenciei a última etapa desta saga dos exibidores ambulantes. Sim, porque eu também fui um deles na década de 60 do século passado.
Por volta de 1962, eu e o colega de rádio, Alvacyr Ávila, juntamos todas as moedas que tínhamos e compramos um projetor de 16 mm. Da marca AMPRO.
Arquibancada da S.D. Vasto Verde em 1962
A primeira exibição aconteceu na Sociedade Desportiva Vasto Verde, no bairro da Velha em Blumenau. Nos fundos da arquibancada do estádio de futebol colocamos o projetor e uma tela. Mais algumas cadeiras do restaurante e...pronto: lá estava o cinema. Não durou muito, mas enquanto durou tivemos o apoio do Vilson de Souza, diretor daquele clube.

Bell & Howell

A namorada do Alvacyr, depois sua esposa, Eva, estava sempre ajudando, quer na bilheteria, quer na instalação da tela e dos equipamentos.
Assim, percorremos vários salões: no Encano, na Itoupava Central (Salão Volles); Ponte do Salto (Salão Wuerges, ao lado do Matadouro) exibindo filmes comerciais que eram alugados em Curitiba das filiais das distribuidoras Warner Bros., Metro Goldwyn Mayer, Fox, etc.
Em uma época em que não existia TV, o cinema era sempre novidade. Tivemos que adquirir mais um projetor para exibir filmes em dois salões ao mesmo tempo, aos sábados, quando todos podiam sair de casa para divertir-se um pouco.
O Sr. Volrath, da Livraria Evangélica de Blumenau, vendia na sua loja um projetor de filmes na bitola 16 mm. nacional, fabricado no Rio Grande do Sul, que ostentava a marca IEC. Compramos dele um equipamento novinho em folha, zero quilometro.
Projetor de filmes 16 mm. fabricado pela I.E.C. em São Leopoldo - RS, a partir dos anos 60, séc.20
Estes projetores da IEC eram diferentes de todos os outros do mercado. Só existiam nos anos 60 marcas famosas americanas e européias, como Varimex, Bell Howeell, Phillips... Diferente porque, ao invés do magazine de projeção ficar à direita, no IEC todo este sistema ficava a esquerda (o magazine compreendia os roletes para o filme correr, a janela de projeção com a grifa, a lâmpada, a lente e o sistema de reprodução do som magnético).
E saíamos, eu e o Alvacir, cada um para um lado, para exibir filmes.
Foi assim que vivenciamos muitas situações até hilárias, como uma que vamos relatar mais adiante.
Em março de 1964, enquanto nos quartéis era tramado o golpe militar, em Blumenau, longe destas artimanhas, estávamos mais interessados em exibir filmes do que pegar em armas.
Assim, durante todo aquele mês estivemos exibindo um filme clássico em várias localidades e clubes. Tratava-se de “Jesus, O Filho de Deus” (Il Figlio dell’Uomo), uma produção italiana contando as passagens principais da Bíblia: Adão e Eva expulsos do Paraíso, o Advento, a vida, os milagres, a paixão e morte de Jesus Cristo.
Não é preciso dizer que as exibições alcançaram muito sucesso.
Dia destes encontrei uma pasta antiga no meu arquivo e lá estava: o roteiro da programação do filme “Jesus, o Filho de Deus” durante todo o mês de março de 1964 !
Dia 7 o filme foi cedido ao Sr. Hadlich, que possuía um equipamento de projeção 16mm para exibições em casa ( e que era representante da IEC em Blumenau).
Nos dias 9 e 10 fizemos projeções durante o dia para as alunas do Colégio Sagrada Família, no auditório do estabelecimento.
No dia 14 ele foi exibido no Cine São Luiz de Ilhota, que era um cinema que havíamos alugado do Sr. Dida, então prefeito da cidade.
No dia 16 o filme foi apresentado no Salão Volles, ao lado do “campo de aviação do Aeroclube”, como era conhecido o aeroporto Quero Quero de Blumenau.
No dia 20 fomos a São João Batista e projetamos o filme no cinema daquela cidade, que por sinal estava desativado.
Nos dias 21 e 22 estivemos em dois salões das Itoupavas.
No dia 24 a exibição aconteceu em Balneário Camboriú. Lá, passávamos os filmes no antigo Iate Clube, um enorme casarão que mais parecia um hangar de avião, hoje já demolido.
Dia 25 foi a vez do filme ser emprestado à Biblioteca Municipal, que o exibiu.
Dia 26 levamos o filme até o Salão Paroquial de Belchior Baixo, Gaspar.
O circuito foi finalizado no dia 27, quando houve uma “reprise” no Cine São Luiz de Ilhota.
Mas foi em Belchior que vivemos uma situação que ficou entre o trágico e o cômico.
A tragédia: final da missa, noite escura, o salão perto da igreja, lotado. Começa a sessão. O Alvacyr liga o motor e o filme começa a rodar. Liga o interruptor da lâmpada, para projetar o filme e nada.... a luz fica fraquinha, fraquinha....
Pára tudo. O que foi que houve, quebrou, queimou?
Que nada...lá naquele remoto local a rede elétrica estava tão fraca que não dava conta de acender uma lâmpada de 1.000 watts ! Como resolver?
Chega o vigário e tem uma luminosa idéia, na verdadeira acepção da palavra!. Coloca-se na frente do público e pede:
- Irmãos, cada um vai até sua casa, apaga todas as lâmpadas que estiverem acesas, pede aos vizinhos que façam o mesmo, e depois voltem rápido para cá.
Não deu outra. Meia hora depois a luz estava um pouco mais forte e a lâmpada de 1.000 watts acendeu !
Belchior Baixo pôde finalmente assistir a “Jesus, o Filho de Deus”.
Texto: Carlos Braga Mueller/ Escritor e Jornalista
Arquivo de Carlos Braga Mueller e Adalberto Day

terça-feira, 23 de junho de 2009

- Jornal “O GARCIA” Edição nº 10


Introdução: Adalberto Day
- Nesta edição de junho/2009, o jornal, continua com belas matérias e merece nossa aprovação e divulgação .
- Os destaques desta edição são para as Seguintes matérias:
Imagem do Mês: A Antiga E.I.Garcia em 1935, pág. 2 . - Amigo Bicho – O inverno está aí, proteja seu pet, pág.,3 - Artigos: - Cantinho da Saudade: As Festas Juninas nos anos 50,60, e 70 pág.6,– De Olho na ortografia : Acento agudo, pág. 11 - Saúde em movimento: Exercícios aeróbicos para a terceira idade?, pág.9 - Geral Instituto Gene, pág.5
Cantinho da Saudade Especial

As festas juninas de nossos avós
Por Dalva e Adalberto Day
Desfile festa junina em 1956 na Rua da Glória
e jogo de caipiras no estádio do Amazonas em 1968,destaque preto e guarda-chuva José Pêra.
As festas juninas em toda a cidade sempre foram fascinantes. Em minha infância e a de muita gente, lá pelos anos 50, 60 e 70, foram inesquecíveis. As escolas e igrejas promoviam grandes e belas festas. No dia 24 de junho os alunos iam para as aulas a caráter (caipiras) e havia as apresentações de quadrilha.
A Empresa Garcia também promovia magníficas festas juninas, organizadas pelos próprios funcionários da empresa. Minhas recordações são as mais diversas: uma enorme fogueira, foguetórios, pipocas, corujas (roscas de polvilho), maçã do amor, pinhão, quentão, cachorros quente, o tradicional churrasco, brincadeiras, pescarias, roda da fortuna, as famosas e esperadas quadrilhas, parque de diversão, e tantas outras atrações. Era emocionante.
As festividades eram realizadas no estádio do Amazonas, com teatros e desfiles pelas ruas da Glória e Amazonas, festas representativas de índios, sorteios de eletrodomésticos e outras premiações, culminando com um jogo do time anilado ou alvi-celeste, o Grande Amazonas Esporte Clube.
Sempre à frente destes trabalhos, lá estava o Sr. José Pêra (ou Zé Pêra) que era o motorista dos diretores e treinador do Amazonas. A supervisão da festa ficava a cargo do gerente de relações industriais, Nelson Salles de Oliveira.
Não há quem não tenha participado ou ouvido falar destas comemorações que emocionavam todo o Garcia. Tenho a convicção que como participante e atuante dessas festividades, elas são um cantinho da saudade que nos parece cada vez mais forte e evidente em nossa memória.
Festa junina no Grupo Escolar São José (Celso Ramos) na Rua da Glória em Blumenau - dança da quadrilha - 1969 e 1971 respectivamente.
Origem das festas Juninas
Três santos são efusiva e intensamente comemorados em junho em todo o Brasil desde o período colonial: Santo Antônio, São João e São Pedro. No norte e nordeste do país, principalmente, estes santos são reverenciados, e pode-se dizer que a importância dessas festas ultrapassa a do natal, principal festa cristã. Por este motivo, para os moradores desta região, este evento é o mais importante do ano, tanto festiva quanto politicamente.
Acredita-se que essas festas tenham começado no século XII, na região da França, com a celebração dos solstícios de verão (dia mais longo do ano) e também do início da época de colheitas. No hemisfério sul, na mesma época, acontece o solstício de inverno (noite mais longa do ano). Como aconteceram com outras festas de origem pagã, estas também foram adquirindo um sentido religioso, trazido pela igreja católica ao Novo Mundo. A comemoração das festas juninas é certamente herança portuguesa no Brasil, acrescida ainda dos costumes franceses que a eles se mesclaram na Europa.
O ciclo das festas juninas gira em torno de três datas principais: 13 de junho, festa de Santo Antônio, 24 de junho, São João e 29 de junho, São Pedro. Durante este período o Brasil fica praticamente tomado por festas. Do norte ao sul do país comemoram-se os Santos Juninos, com fogueiras e comidas típicas.
Para saber mais, acesse: www.rosanevolpatto.trd.br/festajunina
Expediente:
- Criação e Redação: Grande Agência Publicitária Ltda
- Impressão: Gráfica Médio Vale
- Distribuição Tiragem : mensal e gratuita
- Circulação : Distrito do Garcia, Centro e Região
- Jornalista responsável: Liliani Bento
- Gerente comercial: Carlos Ubiratan
- Diagramação : Yuri Apolônio
- Endereço: Rua Ignácio dos Santos, 83 – Bairro Glória.
- Contatos: 
Fone: (47) 3329 2143
Arquivo: Carlos Ubiratan/Adalberto Day

domingo, 21 de junho de 2009

- Roupa de Missa

Rua XV de Novembro em Blumenau
Apresentamos mais uma bela crônica da escritora historiadora, e Colunista Urda Alice Klueger, que nos brinda falando sobre as roupas de domingo. Quem não tinha, ou ainda cultiva este costume - uma roupa especial que diziamos de domingo ou "roupa de Missa".
"Histórias de nosso cotidiano":
Por Urda Alice Klueger
Saí na rua na manhã de Domingo. Blumenau é uma cidade que fica vazia aos domingos: se verão, está todo mundo na praia; se não é verão, está todo mundo dormindo, curtindo a ressaca do churrasco ou do baile da véspera. Mas, apesar do seu ar de cidade abandonada, sempre há uns corajosos que se aventuram a andar na rua nas manhãs de Domingo, e eles me chamaram a atenção.
Como se anda na rua, hoje, nas manhãs de Domingo?
Assim neste tempo de outono, os trajes variam das bermudas ao agasalho, do chinelo ao tênis. Eventualmente, vê-se uma velhinha em trajes chiques, na certa indo para a missa, e essas raras velhinhas me fizeram viajar no tempo, fizeram com que eu revivesse as manhãs de Domingo do começo da minha vida, quando todas as manhãs de Domingo eram manhãs muito solenes.
Igreja Nossa Senhora da Glória, déc.50,60,e em 2008
Na minha infância, e no começo da minha juventude, Domingo era dia de ir à missa. E ia-se à missa na maior estica, usando-se a melhor roupa que se tinha, com sapatos pretos muito bem engraxados, ou sapatos brancos recém-pintados de Nuget. Naquele tempo, tinha-se os vestidos de andar em casa, os vestidos mais-ou-menos, e os vestidos de ir à missa. Na época, as roupas masculinas eram totalmente sem graça e sem imaginação – todos os homens usavam camisas brancas engomadas e calças de casemira azul-marinho com vinco – de maneira que nem lembro como eram as roupas dos meninos, mas nós, meninas, arrasávamos nas cores e nos modelitos. Vestido de missa era coisa séria, tinha que estar muito bem passado, e armado por toda uma coleção de anáguas de bordado inglês cheias de goma. Na saída da missa, na hora do pacote de pipoca semanal, as meninas ficavam se exibindo umas para as outras, contando, sob a barra do vestido, quantas barras de rendas de anáguas que cada uma tinha – quantidade de anágua era questão de status.
Frei João Maria, em visita a uma residência no bairro Glória, logo após a celebração de uma missa. Notem a comunidade bem vestida a caráter para os domingos.
Nessa época, lá no começo da década de 60, minha tia Frieda, que vivia na fantástica cidade do Rio de Janeiro e que uma vez por ano viajava para Santa Catarina (ainda me lembro quando ela vinha do Rio de Janeiro de navio), trouxe, para mim e minhas irmãs, a última novidade em moda: anáguas de um material novo, que ficavam armadas sem necessidade de goma, cobertas de riquíssima renda de nylon, um arraso total para se usar, e, principalmente, para se exibir para as outras meninas na hora do pacote de pipoca semanal.
Eu adorava aquelas roupas rebuscadas e complicadas, aquelas roupas de ir à missa. Ainda na década de 60, porém, a moda começou a mudar. Surgiram fibras novas, a primeira delas sendo o nycron. Minha mãe, adepta das novidades, não titubeou: passou a vestir-nos de nycron e ban-lon, roupas que não precisavam ser engomadas, e sequer passadas a ferro. Por algum tempo, foi empolgante usar saia plissada de nycron e vestido de nycron, mas, para mim, aquilo logo perdeu a graça. Tinha saudades das roupas rebuscadas, complicadas e engomadas; sonhava com vestidos de organdi cheios de babadinhos, enquanto tinha que usar aquelas roupas de vanguarda, aquele chatíssimo vestido de nycron cor-de-rosa para as missas de Domingo, mas isso é outra história, coisas do meu gosto pessoal.

Frei João Maria, o terceiro da esquerda para a direita, com os missionários em 1964 - Igreja N.S. da Glória

O fato é que as pessoas do começo da minha vida vestiam-se de festa a cada manhã de Domingo. As mulheres usavam suas sedas e suas jóias; os homens usavam seus chatos ternos pretos ou azuis-marinhos – a caminho da igreja, dentro dela, todos se comportavam-se coma maior urbanidade possível, e cada manhã de Domingo era uma festa solene, onde se via a melhor cara da sociedade onde se vivia.
Os tempos mudaram, as pessoas mudaram, a sociedade mudou. Eu, pessoalmente, acho que tudo mudou para melhor – vivemos, desde lá, grandes mudanças, a partir da filosofia que veio com o movimento hippie. Acho que hoje somos menos preconceituosos, menos hipócritas, menos preocupados com a opinião dos vizinhos. Achei legal, hoje, ver como as pessoas se vestem informalmente nas manhãs de Domingo, como curtem com liberdade seu dia de lazer, seu dia sem as pressões do trabalho que garante o pão nosso de cada dia.
As pessoas andam soltas e livres com seus chinelos e suas bermudas, sem a exibição da quantidade de anáguas, sem a opressão das golas e colarinhos cheios de goma. Sou totalmente favorável a esse novo modo de se vestir descompromissadamente nas manhãs de Domingo, mas que deu uma saudadezinha do tempo em que se tinha as roupas de missa, ah! Isso deu!
Blumenau, 28 de Abril de 1996. Urda Alice Klueger/Escritora e historiadora Arquivo de Adalberto Day/Olimpio Moritz/Rubens Heusi

sexta-feira, 19 de junho de 2009

- Visitas ilustres

Destaco hoje um pequeno relato de contatos do meu cotidiano que estiveram em nossa residência ao longo dos anos.
Durante a minha trajetória que foi traçada através dos inúmeros trabalhos comunitários em que atuei diretamente desde 1988, desde a fundação da nossa Metajuha (Associação de Moradores das Ruas Emílio Tallmann, Júlio Heiden e arredores da Associação Artex), situada no bairro Progresso/Blumenau/SC, tive a oportunidade de receber várias personalidades da política municipal, estadual e federal, além de grandes amigos em minha residência. Nem todos poderei citar para fazer o devido registro, pois a memória me falta no momento.
Vale destacar a presença do ex-prefeito de Blumenau Wilson Pedro Kleinubing (ex-governador e senador) e de seu filho João Paulo Kleinubing (ex prefeito de Blumenau); Alfredo Iten (ex diretor da Empresa Garcia, Cremer e ex-vice prefeito); Celio Mário Koch (Gerente DRH Artex);Felix Theiss (ex-prefeito de Blumenau); Edson Bruensfeld (ex-vice-prefeito de Blumenau); Braz Roncáglio (ex-vereador e Secretário Distrital do Distrito do Garcia); Vanderlei Paulo de Oliveira (vereador de Blumenau; esteve comigo em maio/09); Ricardo Stodieck (ex-presidente da ACIB - Secretário de Turismo); Sueli Petry (Diretora do Arquivo histórico de Blumenau); Vitório Tomio (ex vereador);Caleb Zaniz (ex vereador); Maria Helena Mabba ( Presidente da ABLUDEF e CODEPA); Claudio Holzer (jornalista RBS),Silvio Kohler (Jornalista e comentarista esportivo); Emerson Luiz,  Dalmo Bozano ( ex arbitro de futebol da FIFA, que atuou em jogos regionais, nacionais e Internacionais); Magali Moser (jornalista RBS- JSC); Irene Huscher (jornalista e assessora de imprensa); Isolete Berti (jornalista e ex Die Zeitung) ; Jaime Avendano (Jornalista);Vilmar Minozzo (Jornalista) ; Palavra Aberta (TVAL Assembleia Legislativa de SC) apresentação Isabela Althoff ;Pedro Albino (ex-vice Presidente do Sindicato dos Têxteis de Blumenau); Maurício Gool (líder comunitário e suplente de vereador); José Luiz Gaspar Clerici (ex-vereador de Blumenau, ex-presidente da câmara de vereadores, esteve comigo no dia 11/junho/09);Carlos Braga Mueller/escritor e jornalista; Pedro Prim (Secretário Distrital do Distrito do Garcia); Lauro Bacca (Ecólogo e professor da Furb); Ademir Manoel Gonçalves (ex-presidente da METAJUHA); Mauricio Goll secretário distrital do Garcia e vereador; José Carlos de Oliveira (ex-Secretário Distrital do Grande Garcia); Carlos Alberto Salles de Oliveira (Presidente comissão pró-construção do AGG); diversos secretários municipais; Intendente do Garcia: Antonio Tillmann, Mauricio Goll, Presidente da COOPER Hercílio Schimitt;  Sylvio Zimmermann secretário da Cultura de Blumenau; (Obras, saúde...); historiadores; jornalistas; pesquisadores; gincaneiros; escritores; rotaractianos; interactianos; professores; militares; estudantes - dos mais jovens aos universitários; amigos de infância; amigos que conquistei nos últimos anos; amigos do universo "online"; militantes; familiares em geral; empresários; comerciantes; curiosos, entre outras tantas personalidades da nossa comunidade blumenauense.

E para registro mais recente, no dia 18/junho/2009, aqui comigo batendo um papo descontraído, o vereador de Blumenau Napoleão Bernardes (foto). Pude perceber que o jovem político além de uma simpatia impar, nos mostra que ainda podemos acreditar na política e em alguns políticos.
Bernardes realmente irradia simpatia e confiança em seus propósitos. Eu sempre procurei receber a todos que me procuram pelo propósito em contribuir com a coletividade em geral, e sem distinguir partido. 

Arquivo de Adalberto Day

quinta-feira, 18 de junho de 2009

- Álbum : Balas Ponta esquerda

Álbum Balas Ponta Esquerda
Grandioso concurso dos craques catarinenses.
Nos idos anos 40 do século passado, circulou por todo Estado, mais precisamente na região de Florianópolis uma coleção com 143 figurinhas de clubes catarinenses.
Destacamos aqui a do Grêmio esportivo Olímpico e do Palmeiras Esporte Clube de Blumenau.
O Grêmio Esportivo Olímpico foi fundado no dia 14 de agosto, com o nome de Sociedade Desportiva Blumenauense, depois Grêmio Esportivo Olímpico, clube que existe até hoje, mas que desativou o futebol. Foi campeão Catarinense em 1949 e 1964.
Olímpico: 67 – Egon. 68 – Lyra. 69 – Arecio. 70 – Amauri. 71 – Onorio. 72 – Jalmo. 73 – Testa. 74- Nicolau. 75 – Gastão. – 76 – Walmor. 77 – Renne
O Palmeiras Esporte Clube foi fundado no dia 19 de julho de 1919 com o nome de Brasil Esporte Clube, depois Palmeiras E.C. e finalmente BEC - Blumenau Esporte Clube, de saudosa memória
Palmeiras : 78 – Juca . 79 – Delucas. 80 – Osni. 81 – Altino. 82 – Augustinho 83 –Wirgnes. 84 – Jonas. 85 – Lazinho.86 – Massaita. 87 Teixeirinha. 88 – Luizinho
Arquivo de Valdir Appel (Chiquinho ex goleiro do Paisandú e Vasco da Gama)
Para saber mais acesse ou clique:
Na Boca do Gol
www.valdirappel.blogspot.com

segunda-feira, 15 de junho de 2009

- Nereu Ramos : O Presidente catarinense de todos os brasileiros

- Nereu Ramos em Blumenau
O presidente Getúlio Vargas, acompanhado do interventor Nereu Ramos (Catarinense nascido em Lages, que depois foi presidente do Brasil) e grande comitiva, visita Blumenau a 10 de março de 1940, sendo alvo de calorosa recepção organizada pelo prefeito José Ferreira da Silva. No Teatro Carlos Gomes realiza-se um almoço com 600 convidados, quando Getúlio é homenageado com uma apresentação da Orquestra do Teatro, regidos pelo maestro Heinz Geyer, que executa o Hino Nacional cantado a oito vozes.
A inserção de Florianópolis na política do Estado Novo
Nas vésperas das eleições para governador do Estado em 1935 ocorriam boatos de que a polícia estadual iria intervir e que deputados seriam seqüestrados. Os eleitores de Nereu Ramos pediram abrigo no quartel das forças federais, dali saindo para a sessão realizada sem a presença dos deputados da oposição, elegendo assim Nereu Ramos para o mandato de Governador por quatro anos. Quando ocorreu o golpe do Estado Novo, Nereu o apoiou, e por isso mesmo, permaneceu fiel a Vargas de 25 de novembro quando é nomeado interventor federal em Santa Catarina até outubro de 1945.
Salienta Marlene de Fáveri que o governador Nereu Ramos era “compromissado com a ordem e estruturação do Estado Novo, e estava absolutamente alinhado ao projeto ideológico de Getúlio Vargas na homogeneização nacional”.4 Afoito defensor do Estado fortalecido, o entendia como essência e única fonte para o justo e o injusto.Mas os injustos, por desacreditarem de suas idéias, ou por ousarem discordar ou comprometer sua grande obra nacionalizadora, seriam duramente castigados. Em 1939 aparece O Esporte, jornal especializado em notícias do esporte em Florianópolis, editado e redigido pelos conhecidos desportistas Carlos Campos Ramos e Flávio Ferrari. O jornal indica que estimulante é o exemplo e patriotismo, da personalidade vigorosa do dr. Nereu Ramos, o grande e devotado amigo do esporte catarinense.
A imagem mostra o Presidente Nereu Ramos a esquerda e a direita com o Marechal Henrique Batista Duffles Teixeira Lott
NEREU DE OLIVEIRA RAMOS - Advogado, nascido na cidade de Lajes, estado de Santa Catarina, em 3 de setembro de 1888.
Ele foi o único catarinense presidente do Brasil. Houve apenas outro catarinense, Márcio de Sousa Melo, que fez parte da junta militar que governou o Brasil de 31 de agosto a 30 de outubro de 1969.
Filho de Vidal José de Oliveira Ramos Júnior, governador de Santa Catarina de 1910 a 1914, formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1909. Foi deputado estadual em seu estado natal, em 1911. Em 1927, foi fundador e primeiro presidente do Partido Liberal Catarinense. Em 1930 foi eleito deputado federal, mas com o fechamento do congresso teve seu mandato extinto. Apoiou a Revolução Constitucionalista de 1932 e em 1933 foi eleito deputado constituinte com a maior votação de seu estado. Nereu Ramos foi um dos 26 deputados integrantes da comissão encarregada de examinar o anteprojeto de constituição preparado pelo Governo Provisório da Revolução de 1930.
Em 1935 foi eleito governador, sendo nomeado interventor em 1937, permanecendo nesse cargo até 1945. Foi eleito simultaneamente deputado (1911-1912; 1919-1921), e senador pelo PSD em 1946. Presidente da Câmara de Deputados, em 1951, e vice-presidente do Senado, em 1955.
Como presidente do Senado Nacional, Nereu Ramos assumiu a presidência após o suicídio do titular, Getúlio Vargas, e o impedimento do vice-presidente, Café Filho, e do impedimento do presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, liderados pelo General Henrique Lott no Movimento de 11 de Novembro.
Coube a Nereu Ramos, em sua breve passagem pela presidência do Brasil, de (11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956) sob estado de sítio, completar o quadriênio presidencial e repassar o cargo ao presidente eleito Juscelino Kubitschek.
A crise política em que mergulhara o país, após o suicídio de Getúlio Vargas, projetou a figura do Ministro da Guerra Henrique Lott, por ter assegurado tanto a posse de Juscelino Kubitschek e de João Goulart, eleitos em 1955, como a continuidade democrática. Com a posse de Juscelino Kubitschek, Nereu assumiu o Ministério da Justiça. Em 1957 voltou ao Senado, pedindo exoneração do ministério.
O político catarinense faleceu em 16 de junho de 1958, em desastre aéreo. O avião, um Convair CV-440 da Cruzeiro do Sul, procedente de Florianópolis, acidentou-se durante o pouso em Curitiba, vitimando 18 dos 24 ocupantes, entre eles o governador de Santa Catarina Jorge Lacerda e o deputado Leoberto Leal.
Em Blumenau, foi homenageado com o nome de uma Rádio:
A Rádio Nereu Ramos, inaugurada em dia 1º de setembro de 1958, fundada por Evelázio Vieira - popularmente conhecido como Lazinho. A Rádio Nereu Ramos (Com o nome inicial de Rádio Tabajara) recebeu este nome em Homenagem ao grande Político Catarinense da época Nereu Ramos .
4. FÀVERI, Marlene de. Memórias de uma (outra) guerra: cotidiano e medo durante a Segunda Guerra em Santa Catarina. Itajaí, 2002. Tese (Doutorado em História). Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis.
Para saber mais acesse :
Há 50 anos morre Nereu Ramos
Arquivo Adalberto Day

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