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quinta-feira, 30 de abril de 2009

- O “23ª BI Batalhão de infantaria no contexto histórico do Vale do Garcia”.


 Foto e edição : Luiz Ricardo Dalmarco

Ficamos muito honrados com o convite que recebemos da SAB 23 – Sociedade Amigos do Batalhão, e o 23° Batalhão de Infantaria, para proferir uma palestra sobre o Vale do Garcia. O convite foi feito pelo II Tenente Odilon Tadeu Dalla Costa, que já conhece nosso trabalho em visita a nossa residência no dia 07/abril/2009.
Convite:
Palestrante: Adalberto Day – Cientista Social e pesquisador da História, e sua esposa Dalva Day Assistente Social da ABLUDEF – Associação Blumenauense dos Deficientes Físicos.
Tema: O “23ª BI Batalhão de infantaria no contexto histórico do Vale do Garcia”.
Data e Horário: 29/abril/2009 – 20:00 horas.
Local: auditório do 23º BI – Batalhão de Infantaria.
José Henrique de Cássio Ruffo – Ten. Cel. Comandante do 23º BI.
Carol Buhr Presidente SAB
Apresentamos inicialmente um breve histórico da fundação de Blumenau, em seguida O Vale do Garcia. Destaque para a história de cada bairro, com fotos e ilustrações. Minha esposa Dalva, comentou sobre a importância dos trabalhos junto a comunidade e a ABLUDEF.
História:
O Vale do Garcia
Para os moradores, era o local da “Gente do Garcia”. Como portal de entrada do bairro e de acesso a toda região do Vale do Garcia, a Rua Amazonas, com mais de 5 Km detém hoje um vasto e variado comércio e industrias. Foi conhecido primeiro por estrada geral do Garcia até 1919 e depois a ser a Rua Amazonas dos nossos dias correntes, que juntamente com a Alameda Rio Branco, foram as primeiras ruas da cidade a receberem asfalto. Em torno dela a vida socioeconômica do bairro cresceu.


Adalberto Day recebendo das mãos do Comandante Ten. Cel. Ruffo, um diploma de participação. Também foi entregue pelo presidente da SAB - Carol Buhr, um Troféu em 3D Crystal, alusivo a comemoração aos 70 anos do 23º BI.
As primeiras famílias que aqui se estabeleceram, vieram das margens do rio "Garcia” (hoje Rio Camboriú), da cidade de Camboriú, por isso o nome do BAIRRO, da Ex Empresa Industrial Garcia, e do ribeirão, passou a denominarem-se Garcia.
As primeiras atividades produtivas foram extraídas da agricultura, engenhos e moinhos manuais. Mais tarde foram introduzidas as serrarias, olarias, atafonas e outras atividades artesanais. Na região Sul a colonização foi pioneira e os responsáveis do empreendimento denominaram o nome da principal Rua de Die Kolonie (a colônia).
“Os primeiros dias na nova terra, foram cheios de surpresas para aqueles alemães, que se seguiram aos primeiros imigrantes que entre espanto e até certo receio e comentavam: o que significa aquela fumaça proveniente da região Sul, para os lados daquele ribeirão caudaloso (de até então) águas cristalinas? Serão indígenas se preparando para combate? exclamavam os mais céticos. Que nada finalmente descobriram: eram brancos e alemães, as famílias Grevsmuhl, Gauche e Sandner que juntamente com outros principalmente os Açorianos, Tijucanos, estavam trabalhando na “Empresa” que acabavam de instalar em 1868. Esse é um relato apenas mitológico mas que pode ter ocorrido, e que devem ter causado curiosidade àqueles imigrantes alemães que acabam de chegar e se estabelecer na década de 1860.
Em 1860, com a chegada do imigrante alemão Johann Heinrich Grevsmuhl o Vale do Garcia tomava novo impulso. Não satisfeito com os trabalhos agrícolas, passara a explorar a madeira da região, constituindo uma serraria, e com o represamento do Ribeirão Garcia, pode instalar uma atafona movida à força da roda d' água, (energia elétrica veio em definitivo para o bairro somente por volta de 1914). Os compensadores progressos do empreendimento levaram-no a associar-se com dois vizinhos, que conheciam a técnica da tecelagem, para a organização de uma fábrica. Nascia naquela região, a semente da indústria têxtil por volta de 1868, solidificando-se mais tarde com o nome de Empresa Industrial Garcia.
O Vale do Garcia, possui uma característica de um grande condomínio, talvez por isso ser tão charmoso, encantador e cheio de belas histórias. Sempre quem chega a essa localidade, seja por qualquer motivo, se faz necessário seu retorno devido o acesso ser praticamente inexistente para outras localidades. E é essa diferenciação com outros bairros, (que ao contrario muitas vezes apenas passamos por necessidade na busca de outra região), que representa tanto para a nossa comunidade.
23º BI – Batalhão de Infantaria
O então Ministro da Guerra, Hermes da Fonseca, envia a Blumenau em 1909 o 55º Batalhão de Caçadores, Sob o comando do Coronel Crispim Ferreira, e se instala em um galpão onde hoje é o Hotel Rex. No ano de 1921 instala-se no Bairro Garcia a 9ª Companhia de Metralhadoras Pesadas; em 1924 a 18ª Companhia de Metralhadoras Pesadas; em 11 de abril de 1939 (Data considerada oficial do 23 BI) é instalado 32º Batalhão de Caçadores; em 1949 o 1º Regimento de Infantaria; em 1950 o 23º Regimento de Infantaria e em janeiro de 1973 o 23º Batalhão de Infantaria. Defronte este quartel militar foi construído uma praça, em 1939, que foi denominada de Praça General Osório.
Arquivo: Dalva e Adalberto Day

4 comentários:

Valter disse...

Adalberto,


Sobre o 23º BI tenho muitas saudades daquele tempo.

Lembro do médico que fez minha inspeção de admissão, DR. Roberto.

Até hoje reencontro os amigos daquele tempo, alguns residem aqui em BC.

Fui o primeiro filho de operário da EI Garcia e do bairro a chegar a Sargento do Exército Brasileiro.

Meus pais nasceram na então Russia, hoje Ucrânia, e tinham muito orgulho de ter um filho servindo a Pátria Brasileira.

Se sentiam totalmente brasileiros e eram mais patriotas que a maioria dos brasileiros.


Servi no 23º BI de 1965 até 1968, depois de 1972 até 1975. Servi também no 1° BFron (Foz do Iguaçu), 1º BPE (RJ) , ESA (MG) e DAF (Bsb).

Tinha um curso chamado CAS, Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos, feito na ESA, Três Corações - MG, que me daria acesso até Capítão.

Contudo, com 12 anos de farda, quando servia no Ministério do Exército em Brasília, mudei de carreira e fui trabalhar no Banco Central, depois na CEF. Era 2º Sgt QMG-QMP/07-201.

Cantava todos os dias no 23º BI o Hino da Infantaria: "Ondes vais tu esbelto infante, com teu fuzil lesto a marchar. Cadenia certa, o peito arfante .;....

A vocação para o magistério surgiu do aprendizado militar, tinha que dar instruções para os novos infantes que chegavam ao 23º BI, bem como no 1º BPE, no RJ.

Foi assim que fui professor da PUC em cursos de graduação e da FGV, em cursos de pós.

Guardo com orgulho as 15 condecorações de Paraninfo e Patrono de turma que recebi em 22 anos de magistério.

Tudo isso é passado, mas é ótimo olhar para o passado e ter orgulho de cada etapa profissional de minha vida, onde a militar sempre constou de meus relatos, currículos, amizades, saudades, etc.

Desculpe tomar teu tempo com as belas lembranças de minha vida.

Um grande abraço.

Valter Hiebert

Vanessa disse...

Parabéns pai pela palestra!!!
Quero ver o troféu quando estiver ai visitando vocês!!!
Beijos

Ivan Angonese - Cel Inf Sl disse...

Parabens Sr Adalberto
Fui Subcomandante do 23º BI e lendo sua página tive excelentes lembranças, tanto do nosso Batalhão como dessa linda Blumenau.
Nossa profissão nos leva a muitas transferências e consequentemente a conhecer nosso Brasil geograficamente, seus costumes e principalmente o seu povo. Das minhas andanças caracterizo Blumenau pela beleza, limpeza e organização. E acima de tudo a sincera amizade conquistada dos integrantes da SAB. Um grande abraço
Ivan Angonese - Cel Inf Sl

Clovis disse...

Parabéns Adalberto, pela palestra e pela merecida homenagem.

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