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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

- Uma história que vale a pena relembrar

Os 60 anos da primeira conquista do Olímpico, campeão de 1949
Time do Pirata
Equipe do Grêmio Esportivo Olímpico, campeão de 1949, com o carneiro mascote Pirata. Neste registro, feito em Blumenau, aparecem, em pé (partindo da esquerda), Arthur, Onório, Pachequinho, Jaeger, Oscar e Jalmo. Agachados: Testinha, Nicolau, Juares, Aducci e René. O Olímpico venceu o Avaí por 4 a 1, na final, em Florianópolis. Os gols foram marcados por Juares (3) e Testinha (1). Também atuaram na partida final os jogadores Arécio e Walmor Belz. A decisão ocorreu no dia 7 de maio de 1950. (Foto: Arquivo de Adalberto Day)
Publicado no Jornal de Santa Catarina Sexta Feira -Blumenau, 27/fevereiro/2009. Edição nº 11561 - Coluna Almanaque do Vale do Jornalista Sérgio Antonello.
A primeira partida da decisão foi em Blumenau no estádio da Baixada e o Olímpico aplicou uma goleada histórica no Avaí, pelo placar de 6x1, esta partida foi no dia 30/ abril/1950, os gols do Olímpico: Juares (2), Nicolau,,René, Walmor e Testinha.
A decisão:
O jogo decisivo foi em 07/ maio/ 1950.
. A equipe do Olímpico estava convicta que poderia conseguir um belo resultado em Florianópolis e trazer o titulo para Blumenau. Os jogadores não mudaram suas rotinas da semana que antecedia a grande decisão em Florianópolis. Além dos treinamentos alguns jogadores cumpriram normalmente seus expedientes nas empresas em que trabalhavam. A delegação blumenauense viajou para Florianópolis, confiante em realizar uma bela partida.
Hora da decisão Florianópolis havia preparada uma enorme festa, que iniciaria na hora que os jogadores avaianos adentrassem ao campo. Depois do festivo ingresso da equipe da casa ao gramado, sob um ensurdecedor foguetório entrou o Olímpico vaido.
O Avaí parecia ter entrado em campo mais disposto, mas logo o time Grená impôs seu jogo. A Zaga formada por Aducci Vidal e Arécio, se impôs logo na marcação sobre os afoitos atacantes do time da capital., proporcionando assim mais tranqüilidade aos atacantes blumenauenses investirem ao primeiro ataque aos 7 minutos, marcar o primeiro gol da tarde. Testinha consegue um bom arremesso contra a meta do então melhor goleiro do campeonato, Adolfinho, com Juares completando. Juares também em seguida aos 9 faria o segundo gol. A sorte para os blumenauenses estava praticamente decretada e seus jogadores começaram apenas a administrar a vantagem de 2x0 O Avaí chegou a descontar através de Jair aos 19 minutos, Desesperado o Avaí tenta de qualquer maneira chegar ao gol de empate. Porém aos 38 minutos, em uma jogada de René, o Olímpico marca novamente através de Testinha, de cabeça.
Na segunda etapa o jogo foi mais fraco, apesar de que os avaianos esperassem uma reação e a vitória de virada de seu time.No início umas boas jogadas do time da capital, até aos 20 minutos, e então começam a perder o domínio do jogo, com o zagueiro Aducci presente junto com Arécio nas mais fugazes tentativas, constituindo-se ao lado de Juarês na melhor figura do jogo.
Finalmente o Olímpico acabou com todas as esperanças da equipe da capital, aos 20 minutos , em mais uma bela triangulação de Testinha, René e Juares, completaram a goleada de 4x1, com gol de Juares. Finalmente uma equipe de Blumenau, depois de várias lutas travadas ao longo de três décadas conseguia um titulo estadual, fato este repetido em 1964, mas esta é outra história.

Foto: Dr. Walmor Belz

Ficha do Jogo:
Avaí 1 x Olímpico 4
Avaí : Adolfinho, Honduras, Dunda,Guido, Boos,e Jair, Bentevi, Britinho,Nilinho e Saul. Técnico Oswaldo Meira.
Olímpico: Oscar, Aducci Arécio,, Pachequinho, Onório, e Jaeger, Testinha, Nicolau, Juares, Walmor Belz e René. Técnico Carlos de Campos Ramos (Leleco).
Arbitragem : Arthur Lange.
Data:07/maio/1950
Os Campeões de 1949
Oscar , Aducci Vidal, Arécio,, Arthur, Jaeger, Curt, Amauri Pacheco, Honório, , Jalmo, Testinha, Nicolau, Juares, Walmor Belz,Moacir, René , Genésio da Silva, , Waldir Luz. Técnico José Pêra maior parte do campeonato, e nas três ultimas partidas Carlos de Campos Ramos (Leleco), presidente Werner Eberrhardt.
Arquivo de: Informações dos Craques que passaram por aqui. • Walmor Erwin Belz Adalberto Day/ Fonte 70 anos História do Grêmio Esportivo Olímpico

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

- Big Year sem Fritz Müller?´


Dr. Cézar Zillig

Liderado pela comunidade científica britânica, o mundo celebra o que se convencionou chamar de Big Year. Trata-se de oportuna homenagem ao genial naturalista Charles Robert Darwin, pelo transcurso dos 200 anos de seu nascimento no dia 12 de fevereiro, há duas semanas. O Big Year comemora também, em 24 de novembro, 150 anos do lançamento do livro onde Darwin apresentou ao mundo a teoria de que as espécies animais evoluem espontaneamente através de um processo de seleção natural. Peça principal das comemorações é uma exposição itinerante que expõe a obra de Darwin. Infelizmente, para nós catarinenses e brasileiros, o nome de Fritz Müller não está sendo mencionado em lugar algum. Mesmo artigos redigidos por cientistas brasileiros têm omitido o nome e a obra de Fritz Müller.Tal lapso só pode ser atribuído a conhecimento parcial de uma história que pretendem festivamente contar, tanto lá fora quanto aqui. Os organizadores do Big Year demonstram ignorar a importância que o “Für Darwin”, de Fritz Muller, representou para o próprio Darwin e sua ousada teoria. Foi Darwin quem buscou contato com Fritz Müller e com ele manteve correspondência até sua morte em 1882. Nas edições posteriores do livro “A Origem das Espécies”, Darwin se referiu, mais de uma dezena de vezes, aos trabalhos de Fritz Müller.Deixar de citar o “Príncipe dos Observadores” – como Darwin carinhosamente se referia a Fritz Müller em cartas a outros pesquisadores – permite suspeitar de outras omissões mais e deixa dúvidas quanto à consistência da história que estão contando ao redor do mundo.Se até hoje as ideias de Darwin causam tropeço, mesmo no seio de nações tidas como adiantadas, imagine a briga que o lançamento de “A Origem das Espécies” desencadeou em meados do século 19. E Darwin previa isto; não foi à toa que titubeou por cerca de 20 anos.Conquistar um homem do quilate de Fritz Müller, logo nos primeiros momentos do que foi o mais sério embate científico da história da ciência, foi providencial, foi um trunfo, para Darwin e sua teoria.
Publicado no Jornal de Santa Catarina 23/fevereiro/2009
História
Charles Darwin
Charles Robert Darwin, naturalista inglês, nasceu em 12 de fevereiro de 1809, em Shrewsbury. Robert Darwin, seu pai, era Físico, filho de Erasmus Darwin, poeta, filósofo e naturalista. A mãe de Charles, Susannah Wedgood Darwin morreu quando ele tinha oito anos de idade. Com dezesseis anos, Darwin deixou Sherewsbury para estudar medicina na Universidade de Edinburgh. Repelido pelas práticas cirúrgicas sem anestesia (ainda desconhecida na época), Darwin parte para a Universidade de Cambridge, com o objetivo (imposto pelo seu pai) de tornar-se clérigo da Igreja da Inglaterra.
O seu pai, Dr. Robert Darwin, foi um físico proeminente da época. Darwin não foi um aluno brilhante, pois não se interessava pelas matérias que lhe ensinavam na escola. Estava destinado a viver da fortuna da família, mas o seu pai convenceu-o a optar por uma profissão. Em 1825, Charles Darwin foi estudar medicina, tendo desistido dois anos mais tarde, para ingressar no curso de direito na Universidade de Cambridge. Aí, um dos seus professores, Prof. Henslow, convenceu-o a levar mais a sério o seu interesse pelas Ciências. Em Janeiro de 1831, Darwin formou-se. O Prof. Henslow falou-lhe então de um navio, o H.M.S. Beagle, que iria partir para uma viagem à volta do mundo numa missão de investigação e, assim, em 27 de Dezembro de 1831, Darwin partiu numa expedição que iria durar cinco anos e que se iria tornar um marco da história da Ciência.A vida religiosa não lhe agrada e em 31 de dezembro de 1831 ele aceita o convite para tornar-se membro de uma expedição científica a bordo do navio Beagle. Assim, Darwin passa cinco anos (1831 a 1836) navegando pela costa do Pacífico e pela América do sul. Durante este período, o Beagle aportou em quase todos os continentes e ilhas maiores à medida que contornava o mundo, inclusive no Brasil. Darwin fora chamado para exercer as funções de geólogo, botânico, zoologista e homem de ciência. Esta viagem foi uma preparação fundamental para a sua vida subseqüente de pesquisador e escritor. Tanto é verdade que na introdução de seu livro ele assim se refere: "as relações geológicas que existem entre a fauna extinta da América meridional, assim como certos fatos relativos à distribuição dos seres organizados que povoam este continente, impressionaram-me profundamente quando da minha viagem a bordo do Beagle, na condição de naturalista. Estes fatos (...) parecem lançar alguma luz sobre a origem das espécies (...) julguei que, acumulando pacientemente todos os dados relativos a este assunto e examinando-os sob todos os aspectos, poderia, talvez, elucidar esta questão".Em todo o lugar, Darwin reunia grandes coleções de rochas, plantas e animais (fósseis e vivos) enviadas à sua pátria. Imediatamente, após seu regresso à Inglaterra, Darwin iniciou um caderno de notas sobre a evolução, reunindo dados sobre a variação das espécies, dando assim os primeiros passos para a Origem das Espécies. No começo, o grande enigma era explicar o aparecimento e o desaparecimento das espécies.Assim surgiram, em sua cabeça, várias questões: por que se originavam as espécies? Por que se modificavam com o passar dos tempos, diferenciavam-se em numerosos tipos e freqüentemente desapareciam do mundo por completo?A chave do mistério Darwin encontrou casualmente na leitura: "Ensaio sobre a População", de Malthus.Depois disso, nasceu à famosa doutrina darwinista da seleção natural, da luta pela sobrevivência ou da sobrevivência do mais apto - pedra fundamental da Origem das Espécies. As pesquisas feitas durante a viagem abordo do Beagle é que fundamentaram sua Teoria da Evolução, servindo de base para o famoso livro Origem das Espécies. A obra foi publicada em 1859, sob o bombardeamento das controvérsias – o que era muito natural: Darwin estava mudando a crença contemporânea sobre a criação da vida na Terra.No livro Origem das Espécies, Darwin defende duas teorias principais: a da evolução biológica - todas as espécies de plantas e animais que vivem hoje descendem de formas mais primitivas - e a de que esta evolução ocorre por "seleção natural". Os princípios básicos da teoria sobre a evolução de Charles Darwin, apresentados na Origem das Espécies, são quase que universalmente aceitos no mundo científico; embora existam controvérsias em torno deles. A Origem das Espécies demonstra a atuação do princípio da seleção natural ao impedir o aumento da população. Alguns indivíduos de uma espécie são mais fortes, podem correr mais depressa, são mais inteligentes, mais imunes à doença, mais agressivos sexualmente ou mais aptos a suportar os rigores do clima do que seus companheiros. Estes sobreviverão e se reproduzirão, enquanto os mais fracos perecerão. No curso de muitos milênios, as variações levaram à criação de espécies essencialmente novas. Após a publicação de sua obra mais famosa, Darwin continua a escrever e publicar trabalhos na área da Biologia por toda a sua vida. Ele passa a viver, com sua esposa e filhos, em Downe, um vilarejo a 50 milhas de Londres. Sofre de síndrome do pânico e mal-de-Chagas, o último adquirido durante sua viagem pela América do Sul. A morte chega em 19 de abril de 1882. Charles Darwin é sepultado na Abadia de Westminster.
Fritz Muller
O sábio e naturalista Fritz Muller primeiro morou no Bairro Garcia por dois anos, depois transferiu-se para a Rua Itajaí, 2195 – bairro Wostard, em 1856, porém sua casa não é considerada a mais antiga, pois passou por várias modificações. .Fundação: 17 de junho de l936 (hoje, o Museu de Ecologia Fritz Müller).
Obs: Fritz Müller morou 2 anos no Garcia (1852 - 1854), depois (1854) se transferiu para a margem esquerda do Itajaí Açú, depois (1856) transferiu-se para Desterro, vindo de volta prá Blumenau em 1867, aí sim, indo morar na rua Itajaí, onde permaneceu por 30 anos até cair doente e vir a falecer.
- Oficialmente, a história nos relata que em 28 de agosto 1852, o fundador da colônia Blumenau, Dr. Blumenau, distribuía os primeiros lotes aos colonos. Era nesse contexto que se iniciava a colonização do Garcia, passando a receber os primeiros contingentes de imigrantes alemães. O objetivo Geral desta colonização era a agricultura.. Fritz Muller foi o primeiro a adquirir a concessão de terras no Garcia.
Johann Friedrich Theodor Müller, nasceu na aldeia de Windschholzhausen, na Alemanha, em 31 de março de 1822. Fritz Müller como era chamado, estudou matemática e ciências naturais, em Berlim, foi doutor em Filosofia e concluiu a faculdade de medicina aos 27 anos. Mas foi um livreto escrito por Dr. Blumenau, que falava da colônia no Brasil, que o convenceu a embarcar para o nosso país, em 19 de maio de 1852. Suas habilidades de cientista e sábio da vida contribuíram na formação de opiniões e influenciaram comportamentos. Sem deixar de manter contato com grandes pesquisadores na Europa, manteve grande amizade com o cientista Charles Darwin que o chamou “Príncipe dos Observadores”. Fritz Müller escreveu o livro Pró-Darwin, defendendo a teoria de Darwin sobre a seleção natural das espécies. Sua paixão, assim que começou a desbravar a mata, foram a fauna e a flora, dais quais se tornou observador e pesquisador.Fritz Müller descobriu, observando, que borboletas de cores semelhantes tinham um gostou muito ruim, e que isto as protegia de seus predadores. E então? Darwin utilizou esta descoberta na sua Teoria da Seleção e denominou tal forma de mimetismo de Mimetismo Mülleriano. Müller também descobriu uma forma larval de que preencheu, dali por diante, uma lacuna que existia na teoria evolucional dos crustáceos.Por se tratar de um cientista que proclamava a biogênese (a idéia de que a vida vinha da vida, não de um deus), Müller foi aos poucos sendo excluído da colônia Blumenau. O terreno que lhe foi dado para construir a casa era dos mais distantes do centro e só se chegava lá de barco. Doutor Blumenau, luterano, não queria um cientista ateu por perto.É por isso que nos roteiros culturais para se fazer a pé que são publicados em Blumenau não aparece o nome do Museu Fritz Müller. Montado na antiga casa do cientista, às margens do Rio Itajaí Açu, o museu é um verdadeiro arsenal entomológico e nos mostra, sem querer, como desenvolveu-se a pesquisa científica nos últimos 100 anos.O Museu Fritz Müller, que existe desde 1936, pertence à Faema, órgão municipal de meio-ambiente, e hoje mantém uma importante atividade de educação ambiental, sendo visitado principalmente por estudantes e turistas. O Museu fica localizado na Rua Itajaí , 2.195 – VorstadtVisitar o museu não é somente uma viagem à história e aos hábitos de um cientista do século XIX: é também conhecer a fundo, cientificamente, a fauna e a flora da Mata Atlântica que encobre Blumenau e se deixar encantar belas belezas naturais desde reduto de floresta tropical
Arquivo de Adalberto Day

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

- Rotary Internacional


Paul Percy Harris (foto), Advogado e seus três grandes amigos e clientes: Silvester Schiele, negociante de carvão; Gustavus E. Loer, engenheiro de minas e Hiram Shorey, alfaiate; carentes de novas amizades e contatos com profissionais de outros setores, na cidade conturbada de Chicago, EUA, tiveram a feliz idéia de criar um Clube de Serviços.
Foi assim que nasceu o ROTARY INTERNATIONAL, o primeiro Clube de Serviços no mundo. Rotary, neste seu centenário e mais quatro anos, continua firme e pujante. Feliz por suas inúmeras e inesquecíveis realizações através do tempo e de mais de 1.2 milhões de homens e mulheres que trabalham diuturnamente através da compreensão e em prol da paz mundial, distribuídos por mais de 33 mil clubes, 532 distritos rotários, em 205 países e regiões geográficas.
Com absoluta certeza e sem exagero, através do resultado das atividades desenvolvidas como Instituição Internacional, afirmamos que o mundo é um pouco melhor, pois o ROTARY INTERNATIONAL, constituídos de Rotary Clubs e agregando outras instituições como: Fundação Rotária, Rotaract e Interact que implementam programas e projetos dos mais variados níveis e setores, Promovem o Bem no Mundo.
Rotary “Realizamos os sonhos”
Em um mundo cada vez mais complexo, o Rotary satisfaz a uma das necessidades mais básicas dos seres humanos: a de companheirismo. Esta é uma das duas razões pelas quais o Rotary foi fundado em 1905.
O Rotary representa um corte transversal das profissões de uma comunidade, pois os rotarianos estão envolvidos em todos os ramos comerciais e profissionais, e ajudam-se uns aos outros.
Pelo fato do Rotary International não ter caráter político ou religioso, não possuímos nenhum credo oficial. Somos uma sociedade aberta, integrada por homens e mulheres que acreditam no valor da ajuda ao próximo.
Rotary é formado por clubes dedicados a prestação de serviços. Seu interesse máximo é a humanidade, seu produto de maior valor é a dedicação ao servir. Os melhores motivos para tornar-se rotarianos são a oportunidade de ajudar nossos semelhantes e o bem-estar que resulta de nossas ações.
Rotary no Brasil
Lema do Rotary - Gestão 2009/2010
A oficialização da admissão do Rotary Club do Rio de Janeiro em Rotary International somente foi registrada em 28 de fevereiro de 1923, data esta que passou a ser a data de aniversário da organização no Brasil.
A semente plantada em 1923 pelo RC do Rio de Janeiro, germinou e deu frutos: hoje, são 38 distritos no Brasil, com mais de 2.300 unidades rotárias, das quais fazem parte mais de 53.000 rotarianos.
No mundo rotário, o Brasil encontra-se em terceiro lugar em número de clubes e quinto em número de sócios. Além disso, duas convenções internacionais já foram realizadas no Brasil: uma em 1948, na cidade do Rio de Janeiro, com 7.511 participantes, e outra na cidade de São Paulo, em 1981, com 15.222 participantes. três ilustres rotarianos brasileiros também já ocuparam a posição de Presidentes de Rotary International: Armando de Arruda Pereira (1940-41), Ernesto Imbassahy de Mello (1975-76) e Paulo Viriato Correa da Costa (1990-91), todos já falecidos.
Rotary em Blumenau

Blumenau congrega 1/4 dos rotarianos do Distrito 4650. São 265 sócios e nove clubes: Açu, Blumenau, Centenário, Fortaleza, Garcia, Hermann Blumenau, Norte, Oeste e Verde Vale. Além de um Rotaract, do Interact e Rotary Kids.
Os clubes da cidade acompanharam a história da cidade, se envolvendo em inúmeras ações, a exemplo das enchentes de 1983 e 1984 que destruíram Blumenau e região, com participação fundamental no projeto de reconstrução da cidade, com cadeira cativa nos conselhos especiais criados naquela oportunidade. Mais recentemente em ações com o Natal sem Fome e o Sonho de Natal – promoções coordenadas pelo Rotary Clube Hermann Blumenau. Ou ainda o Bazar Solidário do RC Blumenau.
Fonte dos textos publicados no blog: Diário de Cuiabá, publicado em 18 de fevereiro de 2009; Rotary Hermann Blumenau e Site do Rotary do Brasil.
Mais informações sobre o Rotary:
- Veja vídeo Rotary Hermann Blumenau 30 anos de história :
http://www.youtube.com/watch?v=cWnOPpkbNbw&feature=share Giovani Vitoria
- Rotary Internacional: http://www.rotary.org/
Fotos Arquivo Pessoal de Adalberto Day

- Hamilton Antonio

Hoje ao acessar o Blog do meu amigo Hamilton Antonio (Botafoguense apaixonado), pude me deparar com uma brilhante homenagem que ele a mim aferiu. Nós seres Humano somos movidos às vezes a pequenas palavras de carinho e incentivo, e isso o Hamilton fez com muita maestria. Obrigado meu irmão de coração.
Sala de Noticias pela Ótica de Hamilton Antonio

Acessem:
BLOG do jornalista amigo Hamilton Antonio
Meu carinho a Adalberto Day
Texto: Hamilton Antonio
Foto: extraída do seu Blog Nesta edição, quero primeiro agradecer o e-mail enviado pelo amigo Adalberto Day, normalmente não costumo falar dos e-mails recebidos, apenas respondo, mas no caso do Adalberto, sinto-me não na obrigação de escrever sobre ele, e fico orgulhoso de saber que o meu blog Sala de Noticias, é acessado por ele na busca de informações. Adalberto pessoa de um caráter fantástico tem não só o meu respeito, mas de todos que querem saber muito da historia do Grande Garcia e porque não de toda Blumenau.
Quem freqüenta o Blog- http://www.adalbertoday.blogspot.com/ fica encantado pela riqueza de informações da historia de nossa cidade.Seu perfil copiei do seu blog, pois não me sinto capaz de usar as palavras certas para dizer sua qualificação.Nascido em Blumenau. Cientista Social formado pela FURB de Blumenau, professor aposentado das disciplinas de História, Geografia, Filosofia e Sociologia, e é pesquisador da história do Grande Garcia. Beto como é conhecido pelos amigos resgata através de pesquisas a história de sua comunidade para que se mantenha sempre viva para as gerações futuras.Porem agradeço por tê-lo como amigo, e da família dos blogueiros, um novo jeito de se comunicar ou um novo veiculo de comunicação em nossas mãos.
Abraços Adalberto Day
Postado por Hamilton Antonio

domingo, 22 de fevereiro de 2009

- Três meses da tragédia em Blumenau

22/23/24.......novembro/2008. Para esquecer ou ser lembrado?
Defesa civil, 23 BI, Corpo de Bombeiros, Policia, Hospitais, Secretaria da Saúde, aeronáutica, governos municipal, estadual e federal, todos estão engajados nesta luta de reconstrução, desta que foi a maior tragédia urbana em toda Blumenau e região . Esquecer jamais, pois com ela iremos procurar onde erramos, e trabalhar com projetos na reconstrução. Planejar, e as ações que devemos tornar viável para um futuro melhor para nossa cidade. Temos a obrigação de dar respostas principalmente às futuras gerações. Esta foi a maior tragédia urbana em toda Blumenau e região .

É necessário também separar as coisas, não foi a maior enchente, pois esta ocorreu em 1983 e 1984 – atingindo 15:34m em 1983 e 15:46m em 1984 ,anteriormente teria ocorrido as marcas em 1852 = 16:15m, em 1880= 16:80m e 1911: 16:70m –. Esta de 2008 atingiu a marca de 11:52m em Blumenau. "O que ocorreu foram incalculáveis desmoronamentos, enxurradas em proporções inimagináveis em toda a cidade e região". Sabemos “que essa tragédia de Santa Catarina, anunciada há mais de 150 anos”: as enchentes no Vale do Itajaí ocorrem desde a sua colonização. De 1850 a 1992 ocorreram 66, das quais 11 até 1900, 20 nos 50 anos subseqüentes e 35 nos últimos 43 anos. A população local, principalmente de Blumenau, através das enchentes levou a criar uma cultura de coexistência com as enchentes de pequena magnitude e também a conviver com o uso político das mesmas.

E agora Blumenau, mostra tua cara, mostra que és forte, povo brioso, e como tal qual Fênix, ela ressurgirá.


Mas é necessário que as medidas sejam urgentes, passados três meses a burocracia atrapalha, as verbas estão chegando, e devemos fiscalizar. A prefeitura municipal de Blumenau lançou um pacote de prioridades emergenciais de reconstrução que se iniciará em março. Passarelas importantes como a da Rua Catarina Abreu Coelho e da Rua Santa Terezinha estão de fora, no Progresso.
ARTIGO:Publicado no Jornal de Santa Catarina Sábado e Domingo -Blumenau, 21/22 fevereiro de 2009. Edição nº 11556
Não podemos apanhar de novo!

LAURO EDUARDO BACCA/ Biólogo e ambientalista

Há 156 anos Blumenau e o Vale do Itajaí sofrem com as enchentes. Há 48 anos, Blumenau e Brusque foram duramente golpeados com a violenta enxurrada que se abateu sobre as duas cidades, causando severos prejuízos e perdas de vidas humanas a ambas as comunidades. Há 30 anos, refletindo sobre essa enxurrada, que em Blumenau atingiu principalmente o vale do Garcia, o respeitado empresário blumenauense Udo Schadrack, inconformado com o que via, publicava no Santa o lapidar artigo “Alarma”, no qual alertava de forma contundente para os perigos do agravamento das enxurradas devido aos desmatamentos na região.Enquanto isso, a legislação ambiental dava seus primeiros passos, objetivando ordenar o uso e a ocupação do solo urbano, bem como salvaguardar as florestas protetoras de encostas, nascentes e cursos d’água, para o bem da sociedade.Em 1983, Blumenau foi assolada pela maior enchente dos últimos 72 anos. A fé cega na tecnologia e na arrogante supremacia do homem sobre a natureza fez com que quase ninguém percebesse que as florestas do Vale, na realidade gigantescas esponjas naturais, estavam sumindo a olhos vistos bem ali, ao lado das barragens construídas pelo homem, que deveriam complementar e não substituir o que já fazia a natureza. Muitos milhões de dólares depois, no entanto, havíamos simplesmente trocado seis por meia dúzia.Também foi em 1983 que o morro da Coripós rachou pela primeira vez, num lugar cheio de gente, onde jamais deveria ter-se permitido fixar gente. As pioneiras leis ambientais eram pouco cumpridas.Como se vê com esses poucos exemplos, já apanhamos muitas vezes no passado e deveríamos ter aprendido muito com isso.Então veio a maior das tragédias, o desastre natural de novembro de 2008, com tudo aquilo que todos conhecem. Fomos pegos de surpresa? Pecamos por falta de avisos e alertas? O pioneiro “Alarma” de Udo Schadrack foi considerado? As leis pertinentes a esses casos, nesse tempo todo, foram cumpridas? Os órgãos ambientais e a Defesa Civil foram ouvidos e valorizados? A Educação Ambiental formal e informal foi prestigiada e adaptada à nossa realidade de convivência com desastres naturais? Os estudantes sabem como medir chuvas num pluviômetro artesanal, que pode ser feito ali mesmo, a custo zero, e instalado na maiorias das escolas? A sociedade tem sido bem informada e orientada sobre a inconveniência da ocupação de áreas impróprias? Será que no futuro vamos apanhar de novo?
Arquivo de Adalberto Day – Fotos: Ramon Cunha, Adilson Siegel, João Carlos Day, Sandileine Schmidt, Josiane Hasse, José Geraldo Reis Pfau, Adalberto Day

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

- Uma Obra da comunidade

A imagem retrata o Centro de Convivência Casa Santa Ana, localizado na Rua Grevsmuehl, no Bairro da glória, em Blumenau. A obra foi realizada pela comunidade do Garcia, para abrigar idosos e teve como idealizador o monsenhor Geraldo Piesik (foto), falecido em 03/janeiro/2009 aos 68 anos de idade. Nossa gratidão e “reconhecimento a um padre por demais querido da comunidade da igreja Nossa Senhora da Glória.”
Mas infelizmente na tragédia que ocorreu em novembro/2008, também este importante centro de Convivência Casa Santa Ana, foi seriamente abalado em suas estruturas, necessitando a retirada dos idosos .
O idoso na cadeira de rodas, é o chinês de 105 anos
Como a comunidade Taiwanesa chegou a Blumenau ?.
Vendo o desastre em Santa Catarina e na região de Blumenau amplamente divulgado em todos os meios de comunicação do Brasil a comunidade de Chineses no Brasil - notadamente de Taiwan - buscaram contato com conhecidos em Blumenau. Isto aconteceu através do Chinês Pin - do Restaurante Chines - na esquina da XV enfrente a Alameda Rio Branco. O Sr. Pin tem relacionamentos e amizade familiar com o presidente da CDL Marcelino Campos. Estando a CDL envolvida com uma série de ações desencadeadas pelo comércio de todo o Brasil através de donativos, passou a ser o porta voz daquela importante comunidade que reúne mais de 100 mil chineses. Desde aquela data já estiveram em Blumenau cerca de 40 representantes da comunidade. Nesta oportunidade trouxeram engenheiros e técnicos na reconstrução para avaliar os investimentos. As obras das áreas de serviço, notadamente a lavanderia serão iniciadas para que a casa possa voltar a abrigar seus hospedes. Carregados de muita emoção pela oportunidade ajudar tão nobre causa foi a reunião na Casa Santa Ana. Por situações do destino a casa abriga hoje o seu mais idoso hospede, um chinês nascido em 1904, portanto com 105 anos.
“Release”
CDL e Comunidade Taiwanesa participam na recuperação da Casa Santa Ana no Garcia.
Presidente da CDL Marcelino Campos fala da parceria
No dia 17 de fevereiro 2009, terça-feira, às 11:30 da manhã, representantes da Comunidade Taiwanesa do Brasil estiveram em Blumenau para, em conjunto com a diretoria da CDL, participar da reunião com engenheiros e arquitetos responsáveis sobre a obra e para definir e assinar um convênio para a reconstrução. A Casa Santa Ana, um ancionato mantido por freiras católicas que sofreu grandes perdas com as chuvas de novembro de 2008. Está localizada na Rua Grewsmuehl, 315, no Garcia e costumava manter mais de 88 internos, sendo considerado um dos mais importantes centros de convivência de idosos de Blumenau. Com a tragédia ocorrida no final do ano passado, a estrutura do prédio sofreu grandes prejuízos com os desbarrancamentos, tendo inclusive parte da construção comprometida. O convênio que está sendo firmado prevê a aplicação de recursos para a recuperação do prédio, inicial da área de serviços, lavanderia, etc e do muro e acesso frontal fazendo com que a instituição possa voltar a trabalhar em plenas condições. A parceria solidária estabelecida entre a Comunidade Taiwanesa do Brasil e a CDL de Blumenau surgiu logo após a tragédia, quando a entidade foi procurada pelos representantes da comunidade que, sensibilizados com a situação da cidade, uniram-se para ajudar. A primeira ação aconteceu ainda em 2008, quando cerca de 1.500 cestas básicas foram distribuídas entre os abrigos de Blumenau. O segundo momento acontece agora, em fevereiro com a assinatura deste convênio e, no início de março, será feita também a entrega de 45 fogões e 20 geladeiras para a comunidade blumenauense. De acordo com o presidente da CDL, Marcelino Campos, "Para nós, da CDL, é uma satisfação poder fazer parte desta ação que vem promovendo tantos benefícios para a nossa cidade. Agradecemos à Comunidade Taiwanesa pela confiança nesta parceria". A CDL de Blumenau vem atuando em conjunto com os representantes da comunidade, inclusive auxiliando-os na identificação das necessidades mais urgentes hoje para o município.
História
O Centro de Convivência de idosos – Casa Santa Ana inaugurada em 23 de outubro de 1999, começou com um desejo de Mons. Geraldo Piesik, padre polonês apaixonado pela missão no Brasil e que sonhava em construir um lugar, uma instituição para trabalhar com pessoas da terceira idade. Um lugar que correspondesse às necessidades físicas, emocionais e espirituais tão próprias desta fase da vida.
Já com a construção bem adiantada, Mons.Geraldo trouxe uma congregação de religiosas para administrar o trabalho que ali se realizaria, por parte das irmãs da Congregação das Irmãs de Santa Elisabete, que foi feito um contrato de comodato, (congregação também de origem polonesa).
A Casa Santa Ana com o passar dos anos, foi tornando-se um referencial não só na cidade de Blumenau mas em toda a região do Vale do Itajaí, referencial no cuidado da pessoa idosa e no zelo por sua dignidade. Gerard Eugeniusz Piesik, (Mons. Geraldo) da diocese de Pelplin, Polônia; veio como missionário para o Brasil em 1973 para Blumenau. Depois de passar por algumas outras paróquias foi designado para a Paróquia Nossa Senhora da Glória, onde foi pároco por 18 anos, realizando o sonho de construir a Casa Santa Ana.
ESTRUTURA FÍSICA:
- O Centro de Convivência de Idosos – Casa Santa Ana é uma construção de 4 andares com 2.998m².
- No andar térreo encontra-se um amplo hall de entrada, elevadores, uma porta que dá para a escadaria que leva para os andares superiores, banheiros, secretaria, capela, refeitório e a cozinha com despensas.
- No primeiro andar existem amplos corredores com janelas de fora a fora formando as paredes externas da construção para o lado norte em frente dos quais dão as portas e janelas dos apartamentos. Nos corredores existem sofás, cadeiras e mesinhas com material para leitura. Existe ainda um Posto de Enfermagem, um almoxarifado, banheiros, um salão de festas e reuniões (que serve também de local para fazer ginástica) com lugar para assistir televisão, bebedouro, lavanderia e também existem 5 apartamentos que ficam ao lado sul.
- No segundo andar há 11 apartamentos no lado norte, e 12 no lado sul, corredores com poltronas, cadeiras e mesas, Posto de Enfermagem, almoxarifado e sala de banho para a higiene pessoal que quem precisa de auxílios nesta atividade.
- No terceiro andar as dependências são iguais às do segundo andar.
- No quarto andar para lado sul localiza-se a Enfermaria B, e ao lado norte está a Enfermaria A: acomodações para pessoas dependentes restritas ao leito, mais um Posto de Enfermagem. Ao lado norte do piso está localizada a sala de fisioterapia, além de almoxarifados e escritório. Neste quarto piso temos ainda como área externa um grande terraço para acomodar melhor as famílias que vêm em visitas e acompanhamentos, além de banho de sol para os hóspedes deste piso.
Em uma construção a parte, atrás da Instituição, e no nível do primeiro andar existe uma garagem, uma área coberta para secar as roupas, um depósito maior e vestuário para os funcionários. A construção é bem adaptada à população idosa ali residente, com piso antiderrapante, corrimões ao longo dos corredores e banheiros com alças para segurança. Todos os andares estão interligados por escadas, elevadores e interfones.
Cada idoso dispõe de um quarto com banheiro. O idoso pode trazer seus móveis e utensílios particulares.

Arquivo: José Geral Reis Pfau e Adalberto Day

sábado, 14 de fevereiro de 2009

- E.E.B. Governador Celso Ramos 80 anos educando.

- 80 anos educando:
A Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos, do Distrito do Garcia, completa 80 anos neste sábado. O educandário foi fundado em 14 de fevereiro de 1929, com o nome de Escola Paroquial São José (servia de capela para a comunidade). Inicialmente, a sede ficava na Rua Belo Horizonte no Bairro Glória. (Foto: Arquivo de Adalberto Day e Neide Fronza) Publicado na coluna Almanaque do Vale – do Jornalista Sérgio Antonello 14/15 de fevereiro de 2009. Edição nº 11550 Sábado e domingo.
- O Distrito do Garcia se orgulha de fazer parte desta história deste tão importante educandário. Hoje 14 de fevereiro de 2009, principalmente o bairro Glória está feliz em poder compartilhar desta história de glórias. Poderíamos aqui nominar milhares de cidadãos e cidadãs que através deste educandário puderam conduzir uma vida mais digna de satisfação profissional e familiar. Histórico
- A Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos foi fundada em 14 de fevereiro de 1929, com o nome de Escola Paroquial São José (servia de Capela pela comunidade – com sede inicialmente na Rua Belo Horizonte, em propriedades da família de Carlos Loos).

-Professoras do São José :Nadir, Evelina, Júlia Strzalkowska, ,Emeraldina de Jesus Bacca e (casada) Emeraldina de Jesus Santiago, mais conhecida como Landi e Ágata (Águida) dos Santos. Na segunda imagem na gruta N.S.da Glória Frei Raul Bunn, , Arnolda, Águida, e Nadir.

O Frei Beda Koch é o 2º sentado
- A primeira comissão para a construção da escola e a igreja era formada por Henrique Heiden, Carlos Loos, Roepcke, Gustavo Weinrich. Compraram o terreno da família Schatz (antes o terreno era da família Sasse). Todos com exceção de José Schatz doaram o terreno, que chegou a estar em mãos da professora Júlia Strzalkowska, . Antes dessa negociação do terreno, cogitou-se a construção de um cinema e de um hotel” (depoimento do sr. Nicolau Schtaz em 2002).
O primeiro Presidente da escola foi Paulo Schatz, vice-presidente Carlos Loos e o primeiro secretário Nicolau Schatz.

Urda Alice Klueger - Arquivo Família Klueger

Quem sugeriu o nome da igreja e ajudou a fundá-la foi o frei Beda Koch, já na segunda comissão presidida pelo Sr. Rafael Rosini.
- Em meados de 1951, a Escola já contava com mais de 500 alunos.
- Em 1953, uma nova comissão em prol da ampliação da Escola foi formada, e comandada pelo Frei Raul Bunn.
- Em 1957, a Escola que era particular foi transformada em Grupo Escolar São José, por decreto do então governador Jorge Lacerda.
- Em 1966 foi introduzido o antigo Ginásio, com o nome de Colégio Governador Celso Ramos..
- Em 31 de março de 1971, com a implantação do novo plano estadual de educação, a Escola foi transformada em Escola Básica Governador Celso Ramos. Em 1976 houve a implantação do 2º grau e a Escola passou a ser denominada Conjunto Educacional Governador Celso Ramos. Essas terras onde estão o colégio foram adquiridas da família Schatz , pela comunidade de todos os credos, mas por indução do Frei Raul Bunn, a comissão comandada pelo Sr. Rudolfo Papst passou a emprestar o nome da Igreja que iria assegurar a propriedade da comunidade em nome da comunidade. Lamentávelmente em agosto de 2002, o Bispo diocesano da catedral São Paulo Apostolo de Blumenau através da MITRA, vendeu ao governo do Estado o Colégio que foi construído pela comunidade sem distinção religiosa. Um ato que revoltou toda uma comunidade, de uma atitude prepotente, e sem fundamentação histórica. A comunidade no geral não foi consultada, apenas alguns lideres que não aceitaram a venda, gerando discussões em Rádio e Jornais.
Quero aqui relatar que no direito judicial a venda do educandário foi efetuada dentro da legalidade, porém nem tudo que é legal é moral e ético, e foi isso que foi ignorado.
Quando falamos que foi a comunidade que construiu, foram de todos os credos, inclusive os céticos, maçons, espíritas e ateus, o que eles queriam era uma escola.
- Esse colégio foi o esforço de toda uma comunidade, ainda quando a Rua da Glória era conhecido com o nome de Spectife (palavra de origem alemã que quer dizer terra gordurosa ou lamacenta – barro vermelho) e foi nessas terras lamacentas que a comunidade do grande Garcia independente de credo, política, e pessoas representativas do bairro, como o Sr. Rudolfo Papst, Orlando de Oliveira, Francisco de Oliveira, João Heiden, José Klein Jr., Júlio Corsini, Antonio Tillmann, Dr. Nelson Salles de Oliveira, José de Oliveira, Oswaldo Malheiros , posteriormente Frei João Maria e o Padre Virtulino que introduziu o segundo grau e tantos outros que poderíamos nominar, levantaram tijolos por tijolos deste grande Educandário.
- Vários moradores demonstraram a indignação quanto à venda sem consulta prévia a comunidade, que se sente lesada pelo esforço de tantos anos de luta.
O senhor Antonio Tillmann exibe diploma de colaboração com os dizeres , conforme abaixo destaque em vermelho.
- Alguns fizeram relatos emocionados defendendo seus pais e avós que ergueram com muito sacrifício, não só o colégio como também a igreja, citando o nome de vários professores como Dona Júlia, e as Irmãs Conceição, da Paixão, Josélia, Dolores, Adalgisa, Josefina, Débora e tantas outras, como também houve relatos que os colaboradores recebiam um diploma de honra ao mérito (com os seguintes dizeres: legionários construtores da nova escola São José) por trabalhos prestados.
- Houve participação efetiva da ex Empresa Industrial Garcia, inicialmente nos anos 20 e 30 com o Sr. João Medeiros Jr. (que também foi fundador da Radio Clube) e depois a partir de 1940 com o Sr. Ernesto Stodieck Jr. Como também da Artex S/A.
- Dizem os moradores:"Foi o resultado de uma luta de classe, e deve ser melhor esclarecido pela Mitra, que precisa primeiro conhecer melhor a história de luta do povo do Garcia, antes de tomar qualquer atitude" . Essa historia começa antes da fundação da colônia Dr. Blumenau, de pessoas que já residiam por aqui desde 1846, nas imediações do inicio da Rua da Glória e que vieram do antigo Ribeirão Garcia, hoje Ribeirão Camboriú, conhecida como gente do Garcia.
“Mas o que queremos e sempre faremos é defender os interesses desta que foi a primeira comunidade organizada de Blumenau argumentou um dos moradores.” Até quando veremos esses tipos de desmandos e desrespeito a nossa comunidade.
Arquivo de Adalberto Day e Neide Fronza
Texto Adalberto Day – extraídos de entrevistas pessoais em Rádios e manifestações da comunidade. Tenho gravado em CD – boa parte desse episodio lamentável de nosso Garcia.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

- Jornal “O GARCIA” Edição nº 6


Introdução: Adalberto Day
- Nesta edição de Fevereiro/2009, o jornal como nas edições anteriores, continua com belas matérias e merece nossa aprovação e divulgação. Os comentários em toda comunidade são de euforia, e pedem para que o jornal se torne cada dia mais forte e que não sofra solução de continuidade – ou seja, "que venha para ficar”. - Os destaques desta edição são para as Seguintes matérias:
ARTIGOS: o Cantinho da Saudade festejos do centenário da Garcia pág. 3 – Inovação: O Sucesso pág. 4 – Saúde em Movimento Gestante x Atividade Física pág.8 – Amigo Bicho : Um assunto delicado: Castração, pág.10 –Casa Brasil completa 1 Ano .pag.10 – Celso Ramos 80 anos pa.4 – Vereador Deusdith apresenta projetos para o atual mandato, pág.9 Vereador Vanderlei planeja para 2009 pag.9
O Cantinho da Saudade
- Festejos do Centenário da Empresa Industrial Garcia
- Em novembro de 1968, foram comemorados o centenário da Empresa Industrial Garcia, com grandes festividades, desfiles, competições esportivas, teatros, apresentação de diversas personalidades artísticos do Brasil da época.

Uma partida de futebol entre Palmeiras e Olímpico, foi a atração do público que superlotou o magnífico estádio do Amazonas, o resultado foi 1 a 1.
Também foi feito um Hino em homenagem ao centenário que foi composto por Francisco Salles de Oliveira, e que era assim:
Salve Garcia centenária campeã dos bons tecidos; Teu barquinho em cem anos a tudo tem resistido; Salve o corpo de empregados, Salve a tua diretoria; Na passagem de um século, Salve o nome Garcia; Garcia, Garcia, no teu bairro a lutar; Nós vamos o progresso conquistar.
As festas indígenas eram tradicionais no bairro, também todos os anos, existiam festas juninas, natalinas e do dia do trabalhador. Todas as festas, que se realizaram nas décadas de 50 e 60, eram organizadas pelo inesquecível Jose Pêra, supervisionada pelo gerente Departamento de Relações Industriais, na figura do Sr. Nelson Salles de Oliveira.
Os artistas que se apresentavam, eram funcionários, que com muita dedicação e carinho, se apresentavam com orgulho e muita determinação.
Também a cada festa, eram realizados diversos torneios de futebol, basquete, vôlei, atletismo entre os diversos departamentos da “Empresa” nome esse chamado carinhosamente pelos funcionários, da Garcia.

Adalberto Day - Cientista Social e Pesquisador da História
Expediente:
- Criação e Redação: Grande Agência Publicitária Ltda.,
- Impressão: Gráfica Médio Vale
- Distribuição Tiragem : mensal e gratuita. 7 mil exemplares.
- Circulação Distrito do Garcia, Centro e Região.
- Jornalista responsável: Liliani Bento
- Gerente comercial: Carlos Ubiratan
- Designer Gráfico:/Diagramação : Michael Diderot /: Yuri Apolônio
- Endereço: Rua Ignácio dos Santos, 83 – Bairro Glória.
- Contatos: 
fone: (47) 3329 2143
Arquivo: Carlos Ubiratan/Adalberto Day

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

- Um empresário atuante

Ingo Hering teve expressiva presença política e colaborou no ensino e nas artes.
Menos de uma semana depois de escrever o artigo O ensino no Japão Comparado ao nosso para o Santa, o próprio jornal anunciava a morte do empresário Ingo Wolfgang Hering, aos 85 anos, seu colaborador semanal por mais de duas décadas. A história do empresário foi bem mais além. Ingo nascido em Blumenau em 25 de março de 1907 era um homem arredio a ostentações, de hábitos simples e moderado, firme e decidido na condução de seus negócios, mas ainda assim de voz tranqüila e pausada.
O empresário morreu vítima de um aneurisma cerebral, por volta das 12h do dia 23 de agosto de 1992. A multidão que seguiu o cortejo fúnebre, as mais de 200 coroas recebidas e a presença de autoridades, como o então governador Vilson Kleinubing e o prefeito Victor Sasse, mostram bem o prestigio gozado por Ingo Hering. Ele foi enterrado no jazido da família, quadra C, fila 11, no cemitério da Comunidade Evangélica de Blumenau.
O trecho de abertura do último artigo enviado por Hering para publicação mostra uma das suas maiores preocupações: “Já temos afirmado diversas vezes que a chave do desenvolvimento é a educação e que as causas da nossa falta de desenvolvimento, principalmente no Norte/Nordeste, é o analfabetismo. Esta, aliás, é uma verdade tão evidente que dispensaria repetição, se fosse obedecida pelas respectivas instâncias educacionais”.
Ingo Hering também se destacou na vida política. Exerceu mandatos na Câmera de Vereadores por quase duas décadas. Atuou à frente dos diretórios da extinta União Democrática Nacional (UDN), posteriormente da Arena e, por fim, do PDS.Teve Atuação decisiva na fundação da Universidade Regional de Blumenau (Furb). Também ajudou a fundar o Conservatório Musical, hoje chamado de Escola Superior de Música, ale, da Orquestra de Câmara de Blumenau, que foi considerada uma das melhores do Brasil.
Portaria da CIA. Hering em 1970 - visita de Amaral Neto o repórter
Representante da terceira geração dos fundadores da Hering, Ingo entrou na empresa no dia 14 de dezembro de 1929, como diretor-suplente. Arrojado, fez brilhante carreira ao longo do tempo. Foi diretor-comercial (1942), diretor-geral (1962), e diretor-presidente (1971), cargo que exerceu até 1989, quando se afastou do comitê executivo da companhia.
- Em 1980 ano do centenário da Cia Hering, Ingo Hering deixou registrado em livro, uma COLETÂNEA DE ARTIGOS, maravilhosos. Guardo em meus arquivos com muito carinho essa raridade. Nessa coletânea, Ingo começa a sobre o – Desenvolvimento da Industria Blumenauense pág.10 , em seguida – O desejável e o Possível pág.31 – Democracia e Liberdade pág. 33 – Administração descentralizada pág.36 - Problemas econômicos pág. 39 .....e assim segue o seu livro terminando – O manifesto “dos democratas cristãos” pág. 223.
Durante a gestão de Ingo, a Hering consolidou a posição de destaque na economia, diversificando as atividades e expandindo-se em dois segmentos no mercado de consumo: Têxtil e alimentos. Na época da morte de Ingo, a Companhia Hering empregava quase 30 mil pessoas nas várias empresas do grupo. Hoje, entre outras homenagens recebidas, Ingo Hering dá nome ao trecho da BR-470 entre Blumenau e Navegantes, inaugurado em 1996 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.
Suplemento do Jornal de Santa Catarina, sábado 2/setembro/2000 Volume 3 – Personagens, lugares e construções.
Arquivo Histórico José Ferreira da Silva/ Adalberto Day

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