"A Educação é a base de tudo, e a Cultura é a base da Educação"

Seja Bem-Vindo e faça uma boa pesquisa!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

- Hotel Holetz “O Majestoso”



Antigo Hotel Holetz - Hoje Grande Hotel
Introdução: Adalberto Day
Texto e colaboração de Morgana Holetz Aguiar, que nos enviou do Estado do Espirito Santo.
- E como diz o meu amigo Wieland Lickfeld uma Metamorfose Urbana, mas é desta que jamais deveria ter ocorrido. É a algo parecido assim: demolir hoje o Castelo da Havan e construir um Edifício qualquer. E digo para vocês,mesmo que eu tenha conhecido muito pouco o Hotel Holetz, asseguro que ele seria tão fotografado ou mais que o Castelo da Havan. Quero ressaltar que jamais estamos querendo macular o belo prédio do Grande Hotel, reverenciado e aplaudido em sua inauguração em 1962.
-Embora "destruímos" uma edificação maravilhosa, a cidade nos anos 60 - o nosso Banco Inco - fez o Grande Hotel Blumenau - que foi no seu lançamento uma referencia internacional em Hotelaria (José Geraldo Reis Pfau).
O amigo leitor deve opinar e tirar suas conclusões, faça uma boa leitura.

O Hotel Holetz foi inaugurado em 01/09/1902 , na esquina da atual Alameda Rio Branco
- No Local onde foi construído o prédio do hotel, existia anteriormente a casa de Maurício Holetz, da qual se conservou uma fotografia com a data de 1879. Na propriedade dos Holetz havia grande quantidade de pés de coqueiros e magnólias. Inicialmente foi apenas o sobrado do Hotel Holetz. Encostado na antiga moradia dos Holetz um amplo casarão de madeira passou a servir de cozinha e dependências. Atrás desta casa já existia um salão que posteriormente demolido deu lugar a execução das construções em alvenaria. A planta e construção do prédio foram obra do construtor Richard Ebert. A disposição das portas e deliberação do projeto teve o aval da Sra. Elsbeth Holetz.(Dentro dos dados que chegaram a meu alcance Elsbeth Holetz era esposa de Richard Holetz. O Prédio foi inaugurado em 01/setembro/1902, na esquina da atual Alameda Rio Branco (durante a monarquia "Kaiserstrasse” ), com a rua 15 de novembro no mesmo local em que se ergue, hoje, o Grande Hotel Blumenau.

O Majestoso Hotel Holetz
- Em março de 1959, começou a demolição daquele Hotel que durante muitas décadas foi o principal de Blumenau onde se hospedavam os viajantes e os mais graduados visitantes. Em seu lugar foi edificado dentro dos requisitos modernos o "Grande Hotel Blumenau". Este Hotel foi planejado para atender o turista exigente. O Conjunto imobiliário abrigando doze "suítes" (apartamento de luxo), sessenta e quatro apartamentos, restaurante e confeitaria, salão de leitura e chopp, salão social, boate, salão de beleza, jardim tropical e piscina, além de garagem privativa.
Arquivo: Morgana Holetz Aguiar/Heinz Holetz/Adalberto Day

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

- Complexo Turístico Moinho do Vale


O Artista blumenauense Luiz Bernardes desenvolve um trabalho sensacional de rasgaste de imagens antigas de Blumenau. O trabalho de arte que faz valoriza a história e mantém e divulga o pioneirismo desta região. A exposição de fotografias antigas no Moinho do Vale foi produzida por ele. Em três momentos criou peças como no balcão do mezanino do espaço de eventos - com certa cronologia - a história da principal Rua de Blumenau - a Rua XV de Novembro. Em outra situação - conta parte da história em imagens com quadros na parede harrmoniosicamente decorados com flores e plantas nativas, da rica e colorida flora da região. Em um livro gigante com 44 páginas ele criou como se fosse um álbum de imagens da história da cidade.

Prefácio: José Geraldo Reis Pfau.
Renasce o Moinho do Vale
Símbolo da cidade de Blumenau hoje se consolida como importante empreendimento turístico da cidade. A sua reinauguração foi no último dia 7/10/2008, marcada pelo requinte e bom gosto em cada detalhe. Uma recepção impecável seguida por uma cerimônia inaugural para convidados, abriu o espaço que passou por uma reestruturação completa.O emprendimento que era de apenas um restaurante, transformou-se em um imponente e refinado complexo com uma casa de eventos, restaurante com lounge, uma choperia, um deckbar e loja de souvenires.
A construtora responsável pela execução da obra foi a A2.
O Restaurante tem capacidade para 150 pessoas que serão atendidas por uma equipe de profissionais de excelência e um cardápio especialmente elaborado e adequado ao paladar tanto do blumenauense quanto do turista.
(fonte: Jornal atrevido/Álvaro Jacques)
História
Moinho do Vale
Blumenau SC

Construído em 1971 pela iniciativa privada na Praça Juscelino Kubitschek de Oliveira, mais conhecida como Prainha, em terreno público de 1.114m² cedido pelo município através de uma concessão de uso para a empresa Coretur Comércio de Restaurante e Turismo por um período de 20 anos. Em dezembro do mesmo ano, ganhou mais 305m² para área de estacionamento. Abrigou em seu espaço um restaurante típico e um Moinho de Vento, símbolo de seu nome.
Com o fim da concessão em 1991, para tristeza da população e de seus frequentadores, fechou as portas em 2004 após 33 anos atendendo o público blumenauense e os turistas como Restaurante Moinho do Vale, ponto turístico e de grande marco na história de Blumenau.
A década de 70 foi marcada também pela inauguração do Jornal de Santa Catarina, assim como pela chegada do Vapor Blumenau II, a inauguração da Prainha e a última viagem do trem na cidade, além do Castelo da Moellmann, da Casa do Artista, do primeiro orelhão público e da visita de Figueiredo.

- Replica Ford A 1929 modelo parecido com o Ford da Empresa Industrial Garcia de Bombeiros. Na outra imagem Adalberto Day e René Huewes exposições para marcar época, a 1ª Exposição de Carros Clássicos Antigos de Blumenau.
Com a recuperação do terreno, a prefeitura, através de uma licitação, vendeu o terreno do Moinho do Vale para a Ibiza Administradora de Bens e Participações Ltda., que apresentou o projeto de revitalização do Restaurante, transformando o local em um Complexo Turístico para a cidade.
O Moinho do Vale irá oferecer aos blumenauenses e turistas, um Restaurante, um Bar e Choperia, além de uma Casa de Eventos e uma loja de Suvenires e Artesanatos.
Preservação
O antigo Moinho foi preservado em vários aspectos.
O telhado de madeira, antes pintado, foi cuidadosamente restaurado. Suas quase 4.000 telhas foram lixadas uma a uma, e receberem um verniz especial, para protegê-las do tempo, pois com a revitalização permanecerão aparentes. Preservamos também as charmosas janelinhas de vidro, e as pás permaneceram com a mesma cor amarela, após a restauração. O antigo motor responsável por movimentá-las foi reaproveitado. A idéia em manter estes detalhes surgiu com uma pesquisa feita junto ao arquivo histórico de Blumenau. Com o apoio da dedicada historiadora e professora Sra. Sueli Petry, conseguimos as informações necessárias para podermos resguardar um pouco da história da cidade, da qual o Moinho do Vale faz parte.
Nosso Moinho está presente nos livros de 90 e 100 anos de memória de Blumenau.
Neste espaço funcionará uma Loja de souveniers climatizada, com produtos desenvolvidos com a marca Moinho do Vale, e artesanatos da região.
Na parte externa, o Moinho recebeu um deck de madeira, no formato da proa de um barco. As antigas janelas da parte baixa foram transformadas em vitrine para que os produtos fiquem expostos.
Colaboração:Andressa Buerger/José Geraldo Reis Pfau/Arquivo Histórico José Ferreira da Silva/Professora e diretora do Arquivo Sueli Petry
Arquivo de Adalberto Day

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

- Blumenau: QUE CIDADE É ESSA?

Antonio de Andrade residiu em Blumenau de março de 1974 a agosto 1984 e retornou a morar na cidade de abril de 1985 a julho de 1987 quando fez trabalhos de consultoria para duas empresas na cidade.
Em seu texto nos faz refletir sobre a importância da cidade que adotamos para viver. Trabalhamos juntos na Artex em Blumenau no setor de Recurso Humanos.
Um Blumenauense de coração.
Antonio de Andrade(*)
Vamos imaginar caro leitor, que a cidade onde você vive é Blumenau e ela está aniversariando, comemorando mais um ano no dia 2 de setembro. Nesse caso seria bom que as pessoas soltassem os rojões, badalassem os sinos, batessem palmas, hasteassem as bandeiras nos mastros oficiais. Seriam as homenagens de praxe à cidade onde você vive. Após essas homenagens, convido você, leitor, a uma reflexão sobre sua cidade. Primeiramente, imagine a sua cidade como se ela fosse uma pessoa. Que tipo de pessoa seria? Homem ou mulher? Velha ou jovem? Gorda ou magra? Alta ou baixa? Empreendedora ou acomodada à sua situação? Agitada ou calma? Andando ou parada no tempo? Vivendo em paz e harmonia ou em constante conflito entre suas forças internas, conflitos que atrapalham o seu desenvolvimento? Vivendo em um ambiente saudável ou poluído? Limpa ou suja? Bonita e agradável ou suja e repugnante? Alegre ou triste? Vestida em cores agradáveis ou sua cor é cinza cimento desbotado dos prédios? Entusiasta por mudanças que lhe farão muito bem ou indecisa sobre o que fazer de sua vida, sem objetivos claros? Acreditando em idéias que lhe tragam novo sopro de esperança para um futuro melhor e andando em passos firmes nessa direção ou em briga constante com idéias divergentes e sem esperança de que irá melhorar, ficando brigando com suas pernas, cada uma querendo ir em uma direção e não saindo do lugar? Vamos lá, leitor, faça a sua imaginação funcionar! Aproveite o feriado do aniversário da cidade e converse com seus amigos, seus familiares e conhecidos. Como eles imaginarão a sua cidade? Por exemplo, será que eles imaginarão a sua cidade como uma mulher, de meia idade, magra, altura média, um pouco acomodada à vida, mais calma, parada e olhando o horizonte, aguardando alguma mudança em sua situação? Será que imaginarão uma pessoa com essas características, ou outras diferentes, mas uma cidade-pessoa com um profundo sentimento de esperança na melhoria de seu futuro? A imaginação deles se aproxima do que você pensa de sua cidade? Pense um pouco, leitor, você tinha o planeta Terra inteiro para viver, por que você escolheu sua cidade? É claro que cada morador da cidade de Blumenau deve ter os seus motivos para estar vivendo nesse pedaço do planeta, nessa cidade onde vivem. Independentemente dos motivos, leitor, o importante é que você está morando nessa cidade, está nela e é nela que você vive! E se você vive nesse pedaço de mundo, deve ter aprendido a valorizar a sua cidade e o que ela tem de bom. Permita-me fazer um paralelo, caro leitor, sobre a cidade onde este escritor reside, Lorena, no Estado de São Paulo, cidade a 182 km da capital paulista em direção ao Rio de Janeiro, quase no meio do Vale do Paraíba, entre as serras da Mantiqueira e a do Mar. Lorena tem alguns aspectos que valorizo muito. É privilegiada em relação à maioria das cidades do Vale do Paraíba, pois ela não capta a água do poluído rio Paraíba, mas é servida à população uma água pura vinda de nascente na serra e de poços artesianos. É uma água abençoada, pois é água com "sabor" de água de verdade e o ar da cidade tem características de ar puro e não de poluição, como por exemplo, o ar que os paulistanos respiram. E a paisagem dos picos da serra da Mantiqueira que no horizonte próximo se descortina? Muitos acham que é a paisagem mais bonita de todo o Vale do Paraíba, sem "bairrismo"! Realmente, a paisagem dos contornos elevados da serra da Mantiqueira é de "encher os olhos", em especial nos dias em que a serra está azulada, a tal ponto que se os seus picos fossem brancos com neve, poderia competir à altura com aquelas paisagens de folhinhas suíças! Aspectos físicos, ambientais, muito positivos e bonitos, muito valorizados por lorenenses conscientes desses valores da cidade. E na cidade onde você vive Blumenau, que valores ela tem? Vamos lá, ponha a sua cabeça para funcionar, traga à sua consciência os valores de sua cidade! Descubra o que ela tem de bom!

Pintura Dr. Blumenau

Sônia Baier Gauche

Agora, imagine que todos os habitantes da cidade de Blumenau foram retirados. O que sobraria? Prédios, lojas, indústrias, bancos, praças, ruas, objetos materiais, inanimados, sem vida. Por aí você vê que a "vida" da sua cidade está nas pessoas que nela habitam. E cada um, cada morador, você inclusive, pode construir a "cidade de seus sonhos" onde viverá feliz. É só cada morador da cidade fazer o melhor possível, em todas as situações, para o bem coletivo e comum da cidade, em benefício de Blumenau. Muita gente costuma ficar reclamando de sua cidade, pois ela é isso ou aquilo, outros atrapalham o desenvolvimento da cidade e outros ainda, só ficam criticando aqueles que estão fazendo alguma coisa, mas eles mesmos nada fazem de concreto, para modificar essa situação que não gostam ou que criticam. Em toda cidade, cada um que nela vive tem uma parcela de responsabilidade para que a cidade seja um excelente lugar para nela se viver. Afinal, a parte "viva" da cidade não é formada pelas pessoas? Você, sim você mesmo leitor, é responsável e colaborador dessa transformação para a sua cidade ser um bom lugar para se viver. É como disse John Kennedy quando presidente americano: "Não pergunte o que o seu país (leia aqui, leitor, cidade) pode fazer por você, mas o que você pode fazer por seu país"(cidade).
Viver feliz em sua própria cidade. Isso é possível, caro leitor, pois viver feliz é uma forma de estar bem consigo mesmo e com a sua realidade. Esse aprendizado é contado naquela fábula antiga. Conta-se que um capitão de barca de transporte fluvial que operava numa travessia entre duas cidades que ficavam cada uma, de um lado das margens do rio, era muito sábio. De vez em quando um morador de uma das cidades lhe perguntava: - Como são as pessoas da outra cidade? Estou pensando em mudar-me para a outra cidade. O capitão da barca, com os anos de experiência que tinha, sempre perguntava:
- O que você acha das pessoas da cidade onde vive agora? Se a pessoa respondesse que os moradores de sua cidade eram alegres, amigas, boas pessoas, solidárias, o capitão dizia à pessoa que os habitantes da outra margem do rio eram boas pessoas, calorosas, alegres, amigas e solidárias. Mas, se a pessoa respondesse que os moradores de sua cidade não eram boas pessoas, eram tristes, egoístas, agressivas, violentas, então o capitão descrevia os moradores da outra cidade do mesmo modo.
Sábio capitão! Ajudava cada um a descobrir para onde queria iria ir e o que queria ser... em especial, ajudava cada um a descobrir a importância de enfrentar e viver a sua própria realidade, na cidade onde vivia, criando nela as oportunidades para ser feliz. Voltando à primeira idéia que apresentei a você, sobre o aniversário da cidade de Blumenau, além dos "parabéns a você" para a sua cidade, comece a agir, fazendo a sua parte para viver nela como um passageiro alegre e feliz, colaborando para transformar a sua cidade - cidade pessoa - em uma cidade que realmente seja um bom lugar para todos viverem. (*) Antonio de Andrade residiu por 12 anos em Blumenau, onde trabalhou como psicólogo na Artex, no bairro do Garcia, atuou também no Detran, em Clínica psicológica e foi professor na Furb. É escritor e editor de sua própria Editora Opção (na Internet www.editora-opcao.com.br) É autor de nove livros, sendo um deles, "Os Segredos de Fellicia", um romance moderno ambientado na cidade de Blumenau, uma homenagem à cidade e seus habitantes.
Arquivo: Adalberto Day

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

- No Tempo da etiqueta de “papel”


Na foto dona Ingeborg Lauterjung Artista Plástico nasceu em 02 de Julho de 1924 e fez suas primeiras obras em 1990.e Adalberto Day – nos fez a doação de um guardanapo (adamascado) de tecidos da E.I. Garcia de seu enxoval de 1943, bordado com suas iniciais I.D. Inge Darius – seu pai Theodor Darius foi um dos fundadores da Auto Viação Catarinense.
As imagens são de artigos fabricados no século passado décadas 40/60 quando ainda eram utilizadas etiquetas de papel.
São Guardanapos, Pano de copa, e toalhas confeccionadas na Empresa Industrial Garcia em Blumenau.
Curiosidade: era comum as moças “prendadas” até as décadas de 70, organizarem caprichosamente seus enxovais para o futuro casamento. A maioria desses artigos que adquiri, consegui junto a mulheres que acabaram não casando, por uma razão ou outra.
Com uma produção de 200 toneladas mensais, Blumenau, é a líder mundial na produção de etiquetas. O volume produzido no município é suficiente para "etiquetar" meio bilhão de peças por mês. O segmento fatura cerca de 500 milhões de reais por ano.
História:
A primeira indústria que se instalou no bairro e mais antiga de Blumenau, foi a Ex-Empresa Industrial Garcia em 1868, na Rua Amazonas nº 4906 –fundada por Johann Heinrich , August Sandner, Johann Gauche,( Confirmado no Documentário da CIA. Hering por ocasião de seu centenário em 1980) associaram-se com um tecelão, conhecido como Lipmann (já possuía teares desde 1865) que ajudou a montar alguns teares e deram impulso na primeira indústria têxtil de Blumenau, com o nome de “Johann Henirich Grevsmuhl & Cia.” Este era o nome da pequenina tecelagem - ganhou diplomas em duas grandes exposições internacionais e algumas medalhas, na Europa. Uma dessas exposições foi no ano de 1873, em Viena (Áustria) e a outra teria sido em Paris. Em 1876 esta pequena empresa extinguiu-se.. Esses considerados fundadores foram os antecessores, de Gustav Roeder.Pouca gente sabe que a Empresa Industrial Garcia teve como primeira edificação, bem em frente à Portaria da ARTEX – (Toália - Coteminas), onde subia para a antiga cantina,atual AGG, em uma casa de madeira, de Grevsmuhl.

Foto 1971 (pano de louça) enviada por Valdira Zanonni
Em 1883 juntamente com sua esposa, Roeder assume o comando dando grande impulso no desenvolvimento da Empresa adotando o nome de “Tecelagem de Tecidos Roeder”, (antes em 1882, Roeder, juntamente com Heinrich Hadlich e Johann Karsten, fundara a Empresa KARSTEN ). Em 1896 Roeder sofria um grande golpe com o falecimento da esposa, que era, incontestavelmente, a alma comercial da empresa, ela dirigia os negócios da fábrica, sendo que grande parte do capital lhe pertencia. Com o seu desaparecimento a empresa entrou em fase de decadência, os negócios diminuíram sensivelmente, Roeder viu-se então forçado em princípios de 1900, a promover a liquidação da Empresa. Assumiu a direção da Empresa Nicolau Malburg, que não foi mais feliz que seu antecessor, tanto que poucos meses após, não conseguindo melhorar a situação, foram forçados a vender a fábrica a uma sociedade da qual faziam parte Heinrich Probst, Frederico Busch e Hermann Sachtleben. Em 1906 faleceu Heinrich Probst, substituindo-o na direção da empresa, seu Filho Júlio Probst. Neste mesmo ano, havendo se retirado o sócio Frederico Busch, constituiu-se numa nova firma com a denominação “Probst & Sachtleben”. Em 1913 a Empresa foi transformada em Sociedade Anônima, adotando a denominação “Empresa Industrial Garcia & Probst”. Fabrica de Fiação e Tecelagem – Tinturaria – Fundição – Serraria – Olaria - -Oficina Mecânica – Marcenaria - Ferraria. A empresa colocou o nome de Garcia em homenagem a primeira família a residir no bairro conhecido como gente do Garcia. a ex E.I.Garcia já foi também conhecida pela fabricação de maquinário agrícola e de sinos para Igrejas. Otto Huber técnico austríaco trouxe idéias não só para a tecelagem, mas também foi responsável pela implantação do prédio com três pavimentos. Em janeiro de 1918 verificou-se a nova alteração no nome da firma com a retirada do seu maior acionista JÚLIO PROBST.
Na constituição da nova sociedade, verificou-se a entrada de capitais de Curitiba Grupo Hauer (permanecendo até o final da Empresa), passando definitivamente a denominar-se “Empresa Industrial Garcia S/A”. Os operários desta empresa eram em sua maioria, moradores do bairro e filhos e parentes de empregados, pois facilitava a locomoção até o parque fabril, por residirem perto da empresa. Isso ocorria, devido às estradas serem esburacadas, empoeiradas e lamacentas, principalmente as Ruas Amazonas e Glória, por esse motivo à empresa de ônibus “Empresa Coletivo Ultich Ltda.” (antes existiam outros particulares que faziam transporte urbano), negava-se a realizar esse trajeto.
Em 15 de fevereiro 1974, a E.I.Garcia, incorporou-se a Fábrica de Artefatos Têxteis Artex. A incorporação teve cunho político através do governo federal, que investia nas duas empresas, a Artex dirigida pela família Zadrozny e a Garcia controlada por dirigentes do Estado do Paraná, grupo Hauer, que controlava a empresa que pertencia a um grupo canadense. Em 14 de julho de 1972, o então ministro da Fazenda Delfin Neto buscou a fusão, dando preferência que ficasse o controle acionário em Blumenau, através da família Zadrozny. A fusão teve início em 15 de fevereiro de 1973 em caráter experimental, concretizado em 15 de fevereiro de 1974. Antes destas negociações, a família Zadrozny teve um encontro com o grupo canadense em Nova York.
- Arquivo de Adalberto Day/colaboração:
Vânia Maria de Oliveira/Ingeborg Lauterjung Artista Plástico

domingo, 19 de outubro de 2008

- A última horta do Centro de Blumenau

Emaranhada entre os fios da modernidade, cercada pela selva de pedra e ladeada pelos transeuntes apressados, lá está a velha casa de Arno Zendron, que guardava uma preciosidade entre os verdes espaços do terreno gigante na esquina da Cel. Vidal Ramos com a Alameda (Reprodução)
Outra belíssima crônica da escritora Urda Alice Klueger, sobre o tema ‘A última horta do centro de Blumenau”.
Disseram-me que ele morreu com 88 anos – deve fazer, portanto uns 60 ou 70 anos que aquela horta existe, bem na esquina da Alameda com a Rua Coronel Vidal Ramos, que antigamente se chamava rua Paraná. Faz duas semanas que ele morreu (abril 2002) – chamava-se Arno Zendron, e eu o conhecia de vista desde criança. Pertencia a uma família longeva – é de estranhar que não tenha completado o século, como outros dos seus irmãos, mas há que se convir que 88 anos também é uma idade respeitável.

Seu Arno Zendron morou quase naquela esquina que citei acima por toda a sua vida – disse quase, porque ele morava um tanto fora da esquina – quem morava na esquina era a sua horta.
Faz uns 30 anos que comecei a prestar atenção naquela horta. Trinta anos atrás Blumenau crescia, sumiam as vacas de atrás das casas, novas gentes, novas caras e novos costumes vinham fazer ninho na nossa cidade. Apareceram os supermercados, com vidros resplandecentes e espelhos nos seus setores de horti-fruti-granjeiros; apareceram os frangos congelados e resfriados nos longos balcões de vidro, apareceu o leite “de pacote”. Paulatinamente, as hortas de Blumenau foram abandonadas; já não se criavam mais galinhas atrás das casas, venderam-se as vacas.
Saíra sete cores e Gaturamo
Foto: Rubens Heusi
O símbolo da resistência dos tempos antigos, em Blumenau, era a horta do seu Arno Zendron: no centro da cidade, em área nobre, que ia, aos poucos, sendo rodeado por edifícios de apartamentos, ela resistia, e tinha de tudo: a cebolinha, a salsa, as cenouras, a couve-flor, a alface, o aipim. Agora de cabeça não lembro bem das árvores, mas acho que há algumas bananeiras, um pé de pêssego, ralas árvores que não deveriam tirar o sol das hortaliças. Galinhas também andavam por lá; eram poucas, mas de vez em quando as havia, bem como se o tempo não tivesse passado, bem como se ainda se vivesse nos tempos da colonização, antes que o mundo tomasse o ímpeto de transformação que acabou tomando. Eu prestava a maior atenção naquela horta; sabia o tempo todo, o que ela representava, e que ela era a última.
Faz poucos dias que soube que o seu Arno Zendron tinha viajado para outras plagas. Fui lá olhar a horta, então. Ela já está um pouco descuidada, com capim crescendo nos canteiros, bem como fica uma horta antes do seu último suspiro. Enquanto o seu Arno esteve doente, ela começou sua despedida. Penso que ninguém irá ressuscitá-la, que está irremediavelmente condenada à extinção, para dar lugar, daqui à pouco, a um outro qualquer edifício de apartamentos. Chegou ao fim à última horta do centro de Blumenau.
É como se tivesse acabado uma antiga resistência. É muito triste.
Blumenau, 30 de Abril de 2002.
Urda Alice Klueger/escritora
Arquivo de Adalberto Day

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

- Gírias de nosso cotidiano

Humor:
Você que vem a Blumenau e região nestas festas de outubro, é bom se atualizar.
Boa festa
- APELHA - (s.f.) - Inseto foador que faprica o mel. Fife em golméias. Muito perricossas, bois quando bicam doe pastante. Alquns xente bõem querrozene ou mixam em cima, barra alifiar a feroada. O mel é muito abreciado barra vazer remédios, em doces ou brá colocar no gachasa.
- BALHA - (s.f.) - Casca te milho, muito utilizada em cicaros.
- BALHERO - (s.m.) - Cicaro feido com balha te milho. Os mais felhos gostumam quardar o balhero em cima ta orrelha, que fica com um colorraçon amarrelada e fetorrenta que non sai mais. Pode tomar quantos panhos quisser, que non sai.
- BIBOGA - (s.f.) - Comida que fem to milho, é vrito em panha e sal, elas estorram e vicam prancas, e é aprreciada belas grrianças.
- BEIDO - (s.m.) - Emisson non controlata te cases. Resultado ta ingeston te quantidades generrosas te pia, rebolho e rapanete em conserva ou linqüiça.
- CARRETA - (s.f.) - Expresson to carra que transforma o rosto ta bessoa. Cheralmente guem xá é vêio vica ainda mais vêio. 2) Certo caro buxado por xuntas de pois ou cafalos.
- CATOFLA - (s.f.) - Patata. Cheralmente breparrada azada, cozida ou vrita.
- CHÁ - (ad.) - Logo, agorra, neste momento. “Vaça isto chá!!”
- CICARO - (s.m.) - Tubo te babel ou balha, recheado te vumo picado, que se acende num bonta e jupa no otra.
- CRITA - (v.) - Ato te critar, berar, aumentar o folume ta foz.
- DOALHA - (s.f.) - Bedaço te bano. Tem fários tibos: bara colocar no mesa, bara se secar tebois to panho, bara secar bartes íntimas.
- FUSSPAL - (s.m.) - Esborte muito abreciado, em que se ussa um pola te couro, tois times com onse te cata lato, tuas coleiras e alcuns curis bara puscar os polas, quando zão chutadas bara lonxe.
- JUDERAS - (s.f.) - Zapato te couro, utiliçado bara a brática to fusspal.
- GACHASA - (s.f.) - Aguartente. Tepois to pia, é a pepida mais conzumida por alemoada. Cheralmente zervida bura ou misturrada com limon.
- LOMPINHO - (s.m.) - Carne te borco muito abreciada. É serfida azada ou vrita.
- PAGAXI - (s.m.) - Vruta esbinhenta, muito abreciada bura ou com otrras vrutas, tais como bera, maçan, mamon, melon e ufa. Os mais gachaceiros vazem um oco no pagaxi e tentro bõem o gachasa. Debois, sucan com pompa te chimaron ou canutinho.
- PANDA - (s.f.) - É um crupo te amicos, que se xunta bara vazer música. Norrmalmente, tem bor nome pandinha.
- PAR - (s.m.) - O mesmo que botega, policho, armacem que serfe pepidas e dira-costo, como toresmo, quecho, mortadela, ofo cossido, etc.
- PARACO - (s.m.) – Habitaçon bobre, humilte, zem ácua, zem luxa.
- PARALHO - (s.m.) - Xogo de gartas. Muito abreciado nos pares e cassas te vamília.
- PARANCO - (s.m.) - Encosta no beirra to estrada.
- PIA - (s.f.) - No Brrasil tampém conhecida por lourra ou xelada. É um pepida veita a bartir do cefata, muito abreciada em pares e vestas.
- PIÇAR - (v.) - Caminhar no crama, gaminhar no calzada; Ex.: Non piça no minha crama, vacapunto! 2) (g.) – Piçar na domate, icual a vacer cacada.
- PIZICLETA - (s.f.) - Meio te transporte te tois rotas, com traçon humana. Tem betais e coreia.
- POI - (s.m.) - Touro castrato, zem saca. zem saca.
- POLZA - (s.f.) - Pjeto que serfe bara caregar fários coiza. Tem fários dipos: polza te mulher, polza bara lijo, polza te zupermerrcato e polza te açons financerras ).
- REBUCHO - (s.m.) - Eveito ta marré, tepois te pater no braia, os ontas foltam bara o marr.
- TIARÉIA - (s.f.) - Distúrbia dos tribas. Muito gomum bara quem come panana com gachasa e toresmo com chimaron, ou pepe pia xelada com linqüiça quende. É tão ruim o tiaréia, que texa o xente suato e amarrelo.
- XAROBE - (s.m.) - Remétio cheralmente veito te erfas ou com mel e agrrion. Muito inticato nos resvriados vortes, com muita dosse. 2) Intífituo chato, que costa te imborrtunar, ou alco que não se coste.
- XOTA - (s.m.) - Técima letra to alfapeto.
- XUNTO - (adj.) - Acombanhado te alco ou alquém. Vacer alcuma coiça com alquém. 2) - (v.) - Ato te xuntar alquma coiça. Ex.: O Fritz xuntô a carta do paralho da chon.
- ZIM - (ex.) - O que diz bessoa que concorrda, azeida, deija. Bessoa que sembre diz zim é conhecita bor concortino.
Texto recebida belo Internet, zem a indicaçon de autorria.
Colaboração : Valdir Salvador.
Boeminha pem lecal!
Chá fui mortido, ti apelha que ti mel é fapricántche, ele five em golméia. Tem ferón e bicam pastántche.Na róssa blanto biboca bra storrá na pánha e salda balha faço o balheiro que tá fumassa e nón faz mal. Costo ti paile com pandinha linguiça cuca e muito pía rebolho em conzerva e rapanétchdá cada beido do cacétch tampém blanto catofla faço schnaps ti cana e pagaxi ti mel faço jarope vendo tudo no par do ari.No tomingo bégo as judêra e vou chocar meu fusspal vou mais licheiro de piziglettaí caranto lucar no time brincipal levo os abetrecho num polza vai chunto os curi e a minha veia.Tampém levo um chornal se me dé um tiaréia. se tá briga no xogo eu pulo logo no paranco me escondo lá atrás e tigo pem altotulibakot!
Colaboração José Carlos de Oliveira.
Arquivo Adalberto Day

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

- Escola Paroquial São José


Frei Beda Koch (ao centro) com os alunos na antiga escola da Rua da Glória, em Blumenau, na década de 1930. Fundada em 14 de fevereiro de 1929, servia de capela (com sede inicialmente na Rua Belo Horizonte, em propriedade da família de Carlos Loos). Em 1966, foi introduzido o antigo ginásio. Em 1971, passou a chamar-se Colégio Governador Celso Ramos. (Foto: Arquivo de Adalberto Day e Neide Fronza)
- Publicado no Jornal de Santa Catarina, dia 15/10/2008 – Coluna do Jornalista Sérgio Antonello
Aos mestres com carinho!
Mestre! Pessoa não comum! Pessoa sábia! Símbolo para muitos! Pessoa venerada por sua sabedoria!
Feliz dia dos professores
A história de Júlia Strzalkowska (aparece na foto a direita de branco) foi resgatada no Dia do Professor, como exemplo de dedicação ao que ela chama de “missão” de ensinar. Nascida em Massaranduba em 1904, foi chamada em 1920 pelo Frei Beda Koch para atuar na nova Escola Paroquial São José. (Notícia publicada na edição do dia 15 de outubro de 1978)
História:

História
A Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos foi fundada em 14 de fevereiro de 1929, com o nome de Escola Paroquial São José (servia de Capela pela comunidade – com sede inicialmente na Rua Belo Horizonte, em propriedades da família de Carlos Loos),  abrigando os primeiros 50 alunos na única sala. Nesta sala a professora lecionava para alunos de 1a, 2a e 3a séries.
“A primeira comissão formada para a construção da escola e a igreja era formada por Henrique Heiden, Carlos Loos, Roepcke, Gustavo Weinrich. Compraram o terreno da família Schatz (antes o terreno era da família Sasse). Todos com exceção de José Schatz doaram o terreno, que chegou a estar em mãos da professora Júlia Straskowsky. Antes dessa negociação do terreno, cogitou-se a construção de um cinema e de um hotel” (depoimento do senhor Nicolau Schtaz em 2002). O primeiro Presidente da escola foi Paulo Schatz, vice-presidente Carlos Loos e o primeiro secretário Nicolau Schatz.

Quem sugeriu o nome da igreja e ajudou a fundá-la foi frei Beda Koch, já na segunda comissão presidida pelo Sr. Rafael Rosini.
- Em meados de 1951, a Escola já contava com mais de 500 alunos.
- Em 1953, uma nova comissão em prol da ampliação da Escola foi formada, comandada pelo Frei Raul Bunn.
 - Em 1957, a Escola que era particular foi transformada em Grupo Escolar São José, por decreto do então governador Jorge Lacerda.
- Em 1960, o novo prédio foi oficialmente inaugurado pelo Governador Jorge Lacerda, que assinou convênio com a escola, decretando que as professoras seriam remuneradas pelo Estado.
- No ano de 1966, pelo Decreto Nº 3823, de 21 de janeiro, foi criado o Ginásio Normal Governador Celso Ramos, funcionando somente no período noturno em salas cedidas pelo Colégio São José e tendo como diretora a Professora Dóris Terezinha Sanceverino. 
- Em 1969, o Ginásio passou a funcionar em prédio anexo ao Colégio São José, com 12 salas de aula, além de salas destinadas à secretaria, à direção e aos professores.
- Em 31 de março de 1971, com a implantação do novo plano estadual de educação, a Escola foi transformada em Escola Básica Governador Celso Ramos.
- Em 1974, houve a fusão do Grupo Escolar São José com a Escola Básica Governador Celso Ramos.
- Em 1976 houve a implantação do 2º grau e a Escola passou a ser denominada Conjunto Educacional Governador Celso Ramos atual Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos.
Essas terras onde estão o colégio foram adquiridas da família Schatz , pela comunidade de todos os credos, mas por indução do Frei Raul Bunn, a comissão comandada pelo Sr. Rudolfo Papst passou a emprestar o nome da Igreja como proprietária que iria assegurar em nome da comunidade.

Lamentavelmente em agosto de 2002, o Bispo diocesano da catedral São Paulo Apostolo Dom  Dom Angélico Sândalo Bernardino de Blumenau através da MITRA, vendeu ao governo do Estado o Colégio que foi construído pela comunidade sem distinção religiosa. Um ato que revoltou toda uma comunidade, de uma atitude prepotente, e sem fundamentação histórica.
A comunidade no geral não foi consultada, apenas alguns lideres que não aceitaram a venda, gerando discussões em Rádios e Jornais.
O colégio foi o esforço de toda uma comunidade, ainda quando a Rua da Glória era conhecido com o nome de Spectife (palavra de origem alemã que quer dizer terra gordurosa ou lamacenta – barro vermelho) e foi nessas terras lamacentas que a comunidade do grande Garcia independente de credo, política, e pessoas representativas do bairro, como o Sr. Rudolfo Papst, Orlando de Oliveira, Francisco de Oliveira, João Heiden, José Klein Jr., Júlio Corsini, Antonio Tillmann, Nelson Salles de Oliveira, José de Oliveira, posteriormente Frei João Maria e o Padre Virtulino que introduziu o segundo grau e tantos outros que poderíamos nominar, levantaram tijolos por tijolos deste grande Educandário. Quero aqui relatar que dentro do direito judicial a venda do educandário foi efetuada dentro da legalidade, porém nem tudo que é moral é ético, e foi isso que foi ignorado.
Quando falamos que foi a comunidade que construiu, foram de todos os credos, inclusive os céticos, maçônicos espíritas e ateus, o que eles queriam era uma escola. - Houve participação efetiva da Empresa Industrial Garcia, inicialmente nos anos 20 e 30 com o Sr. João Medeiros Jr. (que também foi fundador da Radio Clube) e depois a partir de 1940 com o Sr. Ernesto Stodieck Jr. Como também da Artex S/A
- Dizem os moradores: "Foi o resultado de uma luta de classe, e deve ser melhor esclarecido pela Mitra, que precisa primeiro conhecer melhor a história de luta do povo do Garcia, antes de tomar qualquer atitude" . Essa historia começa antes da fundação da colônia Dr. Blumenau, de pessoas que já residiam por aqui desde 1846, nas imediações do inicio da Rua da Glória e que vieram do antigo Ribeirão Garcia, hoje Ribeirão Camboriú, conhecida como gente do Garcia.
“Mas o que queremos e sempre faremos é defender os interesses desta que foi a primeira comunidade organizada de Blumenau argumentou um dos moradores.” Até quando veremos esses tipos de desmandos e desrespeito a nossa comunidade. 
Arquivo de Dalva e Adalberto Day 

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

- Jornal “O GARCIA” Edição nº3


Nesta edição de Outubro/2008, o jornal continua com belas matérias e merece nossa aprovação e divulgação. Os destaques para as matérias sobre o 23 BI – Nosso Batalhão, O Cantinho da saudade sobre o Clube 12 ou Morro, Inauguração do AGG – Ambulatório Geral Schwester Marta, ABLUDEF e o dia Nacional do deficiente, Mostra dos Trabalhos EEB Padre José Mauricio, sobre a Casa Brasil e muitos outros destaques.~
- 23º Batalhão de Infantaria
História:

O então Ministro da Guerra, Hermes da Fonseca, envia a Blumenau em 1909 o 55º Batalhão de Caçadores, Sob o comando do Coronel Crispim Ferreira, e se instala em um galpão onde hoje é o Hotel Rex. No ano de 1921 instala-se no Bairro Garcia a 9ª Companhia de Metralhadoras Pesadas; em 1924 a 18ª Companhia de Metralhadoras Pesadas; em 11 de abril de 1939 (Data considerada oficial do 23 BI) é instalado 32º Batalhão de Caçadores; em 1949 o 1º Regimento de Infantaria; em 1950 o 23º Regimento de Infantaria e em janeiro de 1973 o 23º Batalhão de Infantaria. Defronte este quartel militar foi construído uma praça, em 1939, que foi denominada de Praça General Osório.
- Imagem do mês Imagem registrada por Osmar Day no ano de 1963, mostra uma manobra infeliz de Valmor Adriano. O local hoje é a praça Getulio Vargas e terminal Urbano Garcia, antiga Rua 12 de outubro no Bairro Glória. O Carro era um Oppel de Bruno Hoenick.
Expediente:
- Impressão: Gráfica Médio Vale
- Tiragem cinco mil exemplares.
- Distribuição mensal e gratuita.
- Circulação Distrito do Garcia, Centro e Região.
- Jornalista responsável: Liliane Bento
- Gerente comercial: Carlos Ubiratan
- Designer: Michael Diderot
- Diagramador: Yuri Apolônio
- Endereço: Rua Ignácio dos Santos, 83 – Bairro Glória.
- Contatos: 
fone: (47) 3329 2143
Arquivo: Adalberto Day

sábado, 11 de outubro de 2008

- BLUMENAU ... Cidade que eu amo

Por Carlos Braga Mueller
Durante mais de 10 anos mantive no rádio uma crônica diária de cinco minutos com o título de "Bom Dia Blumenau, Cidade que eu Amo".
Agora, aproveitando o espaço deste importante blog histórico, vou arriscar-me a redigir algumas linhas em forma de crônica, de vez em quando, falando sobre a minha querida Blumenau.
Podem ser fatos alegres, ou até tristes e pesarosos. Mas que envolvem a terra fundada pelo Hermann , que também era Bruno, que também era Otto.....Blumenau.
Começamos esta crônica sob os acordes alegres de nossa festa tradicional: a Oktoberfest Mas constatamos que a nossa Blumenau já teve muito mais expressão, não em festas, que dificilmente alguém bate a Oktober, mas na área industrial.
E explico por que.
Folheando a revista EXAME de julho deste ano, edição especial com as maiores empresas do país, detivemo-nos a analisar as 100 mais expressivas do sul brasileiro (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Entre as 100 mais, nosso Estado participa com 13 empresas de expressão.
São elas:
Bunge (Gaspar); Sadia (Concórdia); Celesc, Tractebel Energia e Eletrosul (Florianópolis); Weg Equipamentos e Weg Exportadora (Jaraguá do Sul); Vega Sul (São Francisco do Sul); Seara (Itajaí); Tigre, Tupy e Amanco (Joinville); e Angeloni (Criciúma).
Os critérios que a revista utiliza para mensurar o tamanho das empresas envolvem as vendas, o lucro e o patrimônio, entre outros.
Claro que você, leitor, também foi lendo e ficando apreensivo: Blumenau desta vez ficou de fora.
Houve época em que éramos imbatíveis em qualquer lista, pelo menos na área têxtil.
Este registro pode estar defasado, porque a pesquisa foi publicada em julho deste ano. De lá para cá podemos ter avançado.
Mas urge que os empresários de Blumenau reajam. E mostrem que Blumenau poderá ser outra vez, o maior polo empresarial de Santa Catarina.
Estou torcendo para que isto aconteça, minha querida Blumenau, cidade que eu amo! Até a próxima.
Arquivo de Adalberto Day/colaboração Carlos Braga Mueller jornalista e escritor.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

- 25ª Oktoberfest de BLUMENAU

- Este ano o evento será realizado de 09 a 26/outubro/2008. Uma excelente festa aos nossos visitantes de todo o Brasil e do exterior, em especial ao povo catarinense. Viva a Vida!!!.
Hallo Blumenau .....Bom dia Brasil....17 dias de folia.... música cerveja e alegria.... Hallo Blumenau....
- Quer ouvir a música? clique no link abaixo.
(Clique com o botão direito e na opção abrir em uma nova janela)
Ein Prosit
- No Brasil, a Oktoberfest foi realizada pela primeira vez em 1978 no município de Itapiranga , extremo-oeste catarinense. Na ocasião, um grupo de jovens, na maioria descendentes de alemães, reuniu-se na localidade de Linha Becker para cantar, tomar chope e tocar música. Esses encontros foram tornando-se freqüentes até que em 1989 a festa passou a ser realizada no centro da cidade.
Inspirada na Oktoberfest de Munique, a sua versão blumenauense nasceu da vontade do povo em expressar seu amor pela vida e pelas tradições germânicas.
- Em Blumenau, a Oktoberfest surgiu no ano de 1984 com a proposta de levantar o ânimo da população, abalada por duas grandes enchentes do rio Itajaí-Açu (1983/ 1984). A partir de 1987 a festa consolidou-se nacionalmente, e ganhando status de segunda maior festa da cerveja do mundo, depois de Munique, na Alemanha. Atualmente a festa é realizada no PARQUE VILA GERMÂNICA.
Consagrada como a segunda maior festa alemã do mundo, a Oktoberfest é confraternização de gente de todas as partes. E ela nasceu inspirada na maior festa da cerveja do mundo, a Oktoberfest de Munique, Alemanha, que deu seus primeiros passos em 1810, no casamento do Rei Luis I da Baviera com a Princesa Tereza da Saxônia.
São 17 dias de festa, em que os blumenauenses se integram com visitantes de todo o Brasil e do exterior. E não há quem não se encante com os desfiles, com a participação dos clubes de caça e tiro ou com a apresentação dos grupos folclóricos. A Oktoberfest de Blumenau ostenta um número admirável: em suas 24 edições reuniu quase 15 milhões de pessoas no Parque Vila Germânica, antiga Proeb. Isto significa que um público superior a 700 mil pessoas, em média, por ano, participou da festa desde a sua criação.
O segredo para este sucesso é simples: a Oktoberfest de Blumenau é um produto que se mantém autêntico, preservando as tradições alemãs trazidas pelos colonizadores há 158 anos. E são as belezas desses traços que conquistaram o país inteiro. À noite, é na Proeb/Parque Vila Germânica que todos se encontram e fazem da Oktoberfest um acontecimento incomparável.
Todas as tradições alemãs afloram na sua máxima expressão, através da música, da dança, dos belos trajes, da refinada culinária típica e do saboroso chope.
A cordialidade do povo, a paz e a beleza da cidade também tornam a festa inesquecível.A maior festa alemã das AméricasA Oktoberfest teve sua primeira edição em 1984 e logo demonstrou que seria um evento para entrar na história. Em apenas 10 dias de festa, 102 mil pessoas foram ao, então, Pavilhão A da Proeb, número que na ocasião representava mais da metade da população da cidade. O consumo de chope foi de quase um litro por pessoa. No ano seguinte, a festa despertou o interesse de comunidades vizinhas e de outras cidades do país. O evento passou, então, a ser realizado em dois pavilhões. O sucesso da Oktoberfest consolidou-se na terceira edição e tornou-se necessário a construção de mais um pavilhão e a utilização do ginásio de esportes Sebastião da Cruz - o Galegão - para abrigar os turistas vindos de várias partes do Brasil, principalmente da região Sudeste, e também de países vizinhos. O evento acabou fazendo de Blumenau o principal destino turístico de Santa Catarina no mês de outubro. Mas, para quem não sabe, a Oktoberfest não é só cerveja. É folclore, é memória, é tradição. Durante 17 dias de festa os blumenauenses mostram para todo o Brasil a sua riqueza cultural, revelada pelo amor à música, à dança e à gastronomia típicas, que preservam os costumes dos antepassados vindos da Alemanha para formar colônias na região Sul. A cultura germânica o turista confere pela qualidade da festa, dos serviços oferecidos, através de sociedades esportivas, recreativas e culturais, dos clubes de caça e tiro e dos grupos de danças folclóricas. Todos eles dão um colorido especial ao evento, nas apresentações, nos desfiles pelo centro da cidade e nos pavilhões da festa, por onde circulam, animando os turistas e ostentando, orgulhosos, os seus trajes típicos.
É por essa característica que a festa blumenauense, versão consagrada da Oktoberfest de Munique, transformou-se, a partir de 1988, numa promoção que reúne mais de 500 mil pessoas. E foi, também, a partir dela que outras festas surgiram em Santa Catarina, tendo a promoção de Blumenau como carro-chefe, fato que acabou por tornar o território catarinense no caminho preferido dos turistas no mês de outubro.
História:
A história começou há quase 200 anos na Baviera
A Oktoberfest de Blumenau, que em apenas uma década se tornou uma das festas mais populares do Brasil, foi inspirada na festa homônima alemã, que teve origem há 198 anos em Munique. Tudo começou em 12 de outubro de 1810, quando o Rei Luis I, mais tarde Rei da Baviera, casou-se com a Princesa Tereza da Saxônia e para festejar o enlace organizou uma corrida de cavalos. O sucesso foi tanto, que a festa passou a ser realizada todos os anos com a participação do povo da região. Em homenagem à princesa, o local foi batizado com o nome de Gramado de Tereza.
A festa ganhou uma nova dimensão em 1840, quando chegou a Munique o primeiro trem transportando visitantes para o evento. Passaram a ser montadas barracas e promovidas várias atrações. Neste local apareceram também os primeiros fotógrafos alemães, que ali encontraram um excelente ambiente para fazerem suas exposições. A cerveja, proibida desde os primeiros anos, só começaria a ser servida em 1918. Logo depois, os caricaturistas já retratavam a luta pelos copos cheios de cerveja e pela primeira vez pode-se apreciar nas telas dos cinemas a festa das mil atrações.
Por conseqüência das guerras e pela epidemia de cólera, a Oktoberfest deixou de realizar-se 25 vezes. De 1945 até hoje, aconteceu ininterruptamente. Atualmente, a Oktoberfest de Munique recebe anualmente um público de quase 10 milhões de pessoas. O consumo de cerveja chega a 7 milhões de litros.
Arquivo de Adalberto Day/José Geraldo Reis Pfau

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

- Grupo de Teatro da Artex

Grupo de Teatro da Artex em ação, em 1977. Em apresentação, a peça O Médico à Força, de Molière (Le Medecin Malgré Lui), escrita no século XVII. Peça francesa, sátira em que uma pessoa comum da sociedade (lenhador) se passa por um médico para obter vantagens na sociedade. As apresentações do grupo ocorriam no antigo Salão e Cantina da Artex. (Foto: Arquivo de Adalberto Day e Álvaro Alves de Andrade).
Publicado no Jornal de Santa Catarina - Sábado/Domingo 27/28//setembro/2008,coluna Almanaque do Vale;jornalista Sérgio Antonello; Edição nº 11428
Peça escrita no século XVII pelo dramaturgo francês Molière, “Não hesita em classificar esta peça como a melhor farsa de Molière, acrescentando que o interesse da peça ultrapassa o tema que aborda, pelo seu tom satírico, as suas situações e diálogos só possíveis quando saídos da pena de um grande mestre do teatro”.
Diga-se desde já que é uma peça hilariante.
Um simples lenhador, Sganarelo, é levado pelas circunstâncias a exercer a Medicina. Molière aproveita a peça não só para ridicularizar os médicos do seu tempo, mas também para ridicularizar os pais que tantos entraves colocavam às inclinações amorosas de suas filhas. Sganarelo, um simples rachador de lenha, vê-se forçado a exercer a Medicina quando é obrigado a deslocar-se a casa de Geronte para lhe curar a filha Lucinda, enamorada do jovem Leandro, e vítima de amores contrariados pelo pai.
- Peça : Os mistérios do sexo
A imagem de 1978 mostra o grupo de Teatro da Artex, com a peça “Os mistérios do sexo” de Coelho Neto.Uma comédia que conta a história de uma mulher que realiza uma mudança de sexo para fugir de um casamento. As apresentações do grupo, eram realizados no antigo Salão e Cantina da Artex – atual Ambulatório Geral . Schwester Marta
Arquivo de Adalberto Day e Álvaro Alves de Andrade.

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