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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

- O morro do Spitzkopf


- Na área Rural no bairro Progresso em Blumenau, depois da Rua Bruno Schreiber, dista 15 Km do Centro, encontra-se o segundo ponto culminante do município, o morro chamado de Spitzkopf palavra de origem alemã que quer dizer (cabeça de ponta ou grande),que atinge a altitude de 936 metros (a altura do morro oficial pelo IBGE é de 913,98 metros - 914 metros arredondados)

- Naquela época o corte de árvores e a caça, eram acontecimentos naturais e habituais. Como Ferdinando Schadrack era empresário, montou uma serraria e começou a explorar como atividade econômica àquela região. De 1907 até 1932 exportou uma grande quantidade de madeira para a Europa. Com seu falecimento seu filho Udo (1910-1983) , já com uma visão mais futurista, encerrou as atividades da serraria e passou a combater os caçadores, e a preservar a flora e fauna da região, preparando o local para ponto turístico já no inicio da década de 30 do século passado.
Passeio morro do Spitzkopf 1935. Descanso para lanche



Em 1907 Ferdinando Schadrack (adquiriu da prefeitura o morro Spitzkopf para exploração de madeira inicialmente - faleceu em 1932), seu filho Udo Schadrack ampliou a área para 5 milhões de metros quadrados. Muitos cientistas de renome Internacional e alunos de diversas Universidades fizeram pesquisas, principalmente, nas áreas de botânica e zoologia. No dia 17 de julho de 1927, foi criados o Spitzkopf - Clube Garcia - com a finalidade de conservar a picada de acesso a fazer uma cabana no alto, para abrigar visitantes. Posteriormente foi construída a cabana, sendo que mais de 90% da área pertence ao município de Blumenau, e o restante ao município de Indaial, o pico do morro é que faz a divisa dos municípios.
- Na madrugada do dia 5 de junho de 1995 (por ironia Dia Internacional de Proteção ao Meio Ambiente), aconteceu um incêndio, próximo ao cume, durando aproximadamente 120 horas, onde se estima que foram destruídos 50.000 metros quadrados de matas nativas e muitas espécies de animais. Mais de 200 pessoas trabalharam na intenção de debelar as chamas. A situação só começou a melhorar a partir do dia 8 quando começou a chover.
A origem do incêndio é creditada a visitantes com a falta de cuidados com fogueiras e teriam até soltado fogos de artifícios.
– passou a ser roteiro turístico a partir de 1988, quando tomou posse seu último e atual proprietário: Hans Schadrack.
Acervo da família de Adalberto Day / Joilson Volney Day/João Carlos Day

5 comentários:

Anônimo disse...

Oii...sou filha do Hans Schadrack...adorei seu blog....é bom saber que ainda tem pessoas que se importam com a história de nossa família...

Atenciosamente,
Bianca R. Schadrack.

estefano disse...

Sou de Guabiruba, cresci na rua São Pedro, no final da rua para ser mais preciso. O Sptitzkopf, também faz divisa com o município de Guabiruba.Inclusive já o escalei quando era menino.

Niels disse...

- Na área Rural no bairro Progresso em Blumenau, depois da Rua Bruno Schreiber, dista 15 Km do Centro, encontra-se o segundo ponto culminante do município, o morro chamado de Spitzkopf palavra de origem alemã que quer dizer (cabeça de ponta ou grande),que atinge a altitude de 936 metros (oficialmente 920), e é o maior divisor de águas da região, sendo este escalado pela primeira vez em 19 de julho de 1890, por Friedrich Deeke e alguns companheiros. Depois nos dias 19,20 de julho de 1892, Chistian Imroth, Fritz Alfarth, Hermann Gauche Sênior e Otto Wehmuth, (segundo alguns moradores teriam sido os pioneiros).
................
Há, porém, no texto supra, engano quanto à data da primeira escalada da montanha, vez que Friedrich Deeke, qualificado como o primeiro a escalá-la, alcançou o cume em 1872 ( não em 1890), conforme relatório que, Deeke, entregou à Direção da Colônia, na prestação de contas que o Dr. Blumenau enviou à diretoria da Fazenda da Província de Santa Catarina. Na verdade a empreitada da escalada, por Deeke, não foi levada a efeito por diletantismo, mas visando implantar uma picada de acesso ao cume onde pretendia estabelecer um posto de observação em altitude conveniente, donde poderia, um de seus vinte comandados da ¨Guarda de Mato¨, sinalizar ou constatar sinalização por fogo e fumaça à distância, provocada por Guarda Mato nos demais postos avançados no Vale do Itajaí - isto abaixo da Serra da Subida, quando fosse o caso de alguma ameaça de ataque indígena. Pessoalmente não creio tenha tal estratégia surtido algum efeito, porém no Morro do Cachorro, o seu comandado de nome Pasold, estabeleceu no cume da elevação, um posto com finalidade idêntica.
Não imagino se há possibilidade de corrigir texto de blog - parece-me que não - todavia o ano de 1872 é sempre citado como sendo o da primeira escalada por Friedrich ( Frederico) Deeke, conforme poderá ser observado no Google em ¨Friedrich Deeke¨.

Era isto,meu caro Adalberto, o quanto havia para o momento.
Niels Deeke, em Bl'au- SC

Ingo da Silva disse...

Visitei o famoso morro em março de 1977, eu e o cunhado do meu irmão, levamos 3 horas e meia para chegar ao topo, isto desde a rua Santa Maria (na ponte de concreto, ao lado mora meu irmão). Conhecia o Spitzkopf desde quando nasci pois nossa casa ficava defronte ao mesmo só que de muito longe (Polaquia-Indaial). Quem não conhece, eu recomendo, vá e veja que maravilha, é um verdadeiro espetáculo. A volta é rapidinho, morro abaixo todo santo ajuda! Um abraço! (Ingo da Silva-Foz do Iguaçu-PR.)

Leonardo Ribeiro da Costa disse...

Maravilha, sempre gostei de historia, e uma pessoa que sempre me lembro com carinho foi do Professor Adalberto Day. Muito bom manter essa memoria, assim outros se instigam a dar continuidade de manter a historia viva. Um forte abraco

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