"A Educação é a base de tudo, e a Cultura é a base da Educação"

Seja Bem-Vindo e faça uma boa pesquisa!

terça-feira, 31 de julho de 2007

- BRASIL - Campeão de Blumenau em 1941

A Imagem de 1941 - mostra o Brasil de Blumenau fundado em 19 de Julho de 1919 (Olímpico e Amazonas também foram fundados neste ano) campeão citadino de Futebol. Em 1943 por determinação governamental, devido a segunda grande guerra mundial, os clubes com nome de estados, países, e outros tiveram que alterar seus nomes. O Brasil mudou para Palmeiras Esporte Clube - até que em 1980 mudou para BEC - Blumenau Esporte Clube. Foto cedida gentilmente por José Geraldo Reis Pfau que por sua vez recebeu do amigo do filho do Cardoso la de Rio do Sul. O Pai do Zé Pfau está na foto, é o primeiro pela ordem Osmênio Pfau.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

- "O Menino Santo"

A Casa em que morou o "Menino Santo
“O Caso Menino Santo” Por volta de 1954, no então conhecido Beco Tallmann no Garcia, hoje Rua Emílio Tallmann bairro Progresso 406, houve o conhecido “Caso do menino Santo”. Ficava no inicio da Rua Emílio Tallmann próximo a subida da encosta do morro que do acesso a Rua Centenário. Esse episódio do suposto “menino Santo” de nome (não divulgo a pedido) que teria proporcionado curas, milagres, através de aparições de Nossa Senhora Fátima, quando o menino subia ao telhado da residência (supostamente aparecia em um abacateiro ali existente) de seu pai ,"que segundo as Histórias a mim relatadas", tramou essa farsa, juntamente com sua esposa que era a principal articuladora do episódio, para se beneficiar monetariamente, conseguindo excelentes lucros . No local foi erguida uma gruta próxima ao barranco, para os devotos pedirem através de oferendas, algum tipo de ajuda. Vinham romarias de todas as localidades de Santa Catarina. Os caminhões com romeiros, faziam filas e estacionavam em frente ao estádio do Amazonas. Eram abandonadas dúzias de muletas e aparelhos ortopédico deixados por pessoas, supostamente curados pelo “milagre” do menino santo. Alguns peregrinos levam folhas do abacateiro, e barro pensando ser tudo santo. Mesmo depois que foi desativado a gruta, fieis vinham à noite pedir ajuda a imagem e depositavam dinheiro, que segundo o novo morador,que quando foi morar ali, ainda permanecia a gruta, seus filhos usavam o dinheiro para comprar alguma coisa, sorvetes, balas e outros. Contam os moradores que residiam próximos que em certa ocasião quando foi anunciada uma suposta aparição de Nossa Senhora, se acumulou em torno de 6000 peregrinos (número aproximado calculado pela Policia). Comentam também que houve casos de óbitos de pessoas com sérios problemas de saúde, que ao esperar não resistiram. Esses peregrinos causavam transtornos à vida dos pacatos moradores da então pequena localidade, que viviam trancados em suas residências, com medo de invasões e pedintes que se acumulavam aos montes. Alguns moradores ganhavam alguns dividendos, vendendo feijoada preparada no local. Outros lucravam com a venda até de água. Então elaboram um abaixo assinado para a retirada dessa família do bairro, e também por acreditarem que tudo não passava de uma farsa. O objetivo foi alcançado, esta família foi para Curitiba (por volta de 1956) acusados de charlatanismo, mas a gruta permaneceu até o meados década 19(60).
Adendo de Valter Hiebert:
Esse menino é o Vilmar Schmidt, o famoso menino santo.

A imagem ao fundo é de Nossa Senhora, aquele que ele dizia ver no bambuzal que ficava nos fundos da cooperativa. Ele estudava no turno da manhã.
O teatrinho era na hora do almoço quando a turma geral saia. Ele apontava para o bambuzal e dizia estar vendo a santa e nós não víamos nada.

Era a hora que eu tinha chegado em casa e ia levar a marmita com o almoço de meu pai na sala 14, onde ele trabalhava até às 13,30 horas 

Não vejo porque omitir o nome do "santo", pois todos conheceram o Vilmar Schmidt. Ele era meu colega na EPSJ (Escola São José, hoje Celso Ramos. Seu pai Antônio um dos 3 (três) eletricistas da EIG. Nome do pai Antônio e da mãe Carmem. 
Todos os dias, perto do meio dia, voltando para casa depois da aula, para cruzar a "ponte de balanço" que existia ao lado da cooperativa da EIG, era necessário chamar algum "valentão" que trabalhasse na EIG. O motivo era que o Vilmar alegava ver Nossa Senhora Aparecida no alto daquele bambuzal que ficava a direita do outro lado do rio. Ele tinha medo de cruzar sozinho a tal ponte, não o fazia sem estar acompanhado de alguém forte e valentão. Lembro que um dos acompanhantes foi um dos Massaneiros. Aquele bambuzal era onde tirávamos nossas varas de pescar e nunca alguém viu nada. Quando ele dizia estar vendo a Santa no bambuzal, jamais alguém que estivesse junto viu alguma coisa, inclusive eu. As pessoas perguntavam: "por que ter medo de Nossa Senhora ?" Se ela ali estivesse certamente estaria protegendo, jamais o contrário.

Contudo, aquele ritual continuou.

A seguir começou a receber clientes na casa que até hoje existe, naquele tempo era a última a direita, hoje a penúltima antes da súbita para o centenário. A capela era onde hoje está aquela última casa. Era tamanha a romaria que a policia tinha que comandar o fluxo de pessoas na ponte de balanço. Durante um tempo num sentido depois em outro.
Os milagres eram realizados no quarto da frente da casa, na cama do casal. Como criança curiosa consegui assistir uma tentativa de cura ao vivo. Entrei pelo quintal do vizinho, era o armazém do Francisco Oliveira (esse deve ter muitas historias para contar),pulei a cerca e fui espiar pela janela da casa, cuja cortina estava com um fresta aberta. A cena: o Sr. Guerreiro (trabalhava na EIG), que tinha uma perna bem mais curta que outra, estava deitado na cama, dois homens seguravam os braços e dois puxavam a perna mais curta, com muita violência. O Vilmar estava deitado no peito do Sr. Guerreiro, que urrava de dor. O "Menino Santo" rezava ou falava alguma coisa que não me recordo, pois guardei somente os gritos do Sr. Guerreiro. Um dos que puxava era o "Boião" , me parece o Osmar Seiler e outro o tal Massaneiro que passava com ele na ponte.
O Sr. Guerreiro continuo com o mesmo problema ou talvez até maior. Com o sucesso da empreitada o Vilmar não compareceu mais às aulas e depois do fechamento do centro de cura ele desapareceu, nunca mais tive noticias dele nem do irmão mais novo que ele tinha. 
Seria interessante ouvir as pessoas citadas e fazer um relato de uma história que foi marcante à época.
O nosso bambuzal continuou nos dando belas varas com as quais tudo mundo do bairro pescou por muitos anos. Jamais alguma vara veio santificada, pois os peixes foram rareando até que ninguém pescasse graças ao "bicho" homem que acha ser o rio uma lixeira de pública.

Arquivo de Dalva e Adalberto Day

domingo, 29 de julho de 2007

- Os 50 anos da criação de bairros

A lei que oficializou implantação dos bairros mais antigos de Blumenau é a 717, de 28 de abril de 1956. . Atualmente a área urbana da cidade é dividida em 35 bairros e dois distritos (lei nº 489 de 25/11/2004). Dentre eles, Garcia e Velha são dois exemplos que foram criados pela lei nº 717, de 28 de abril de 1956, na gestão do prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. Ambos foram desmembrados, formando novos bairros. Faço menção aos dois bairros por terem sido onde a Colônia Blumenau recebeu os primeiros imigrantes e por serem ponto de partida dos trabalhos de colonização às margens da foz do Ribeirão da Velha e às margens do Ribeirão Garcia, onde podemos dizer que se constituiu a célula máter da colônia, na Rua das Palmeiras (Alameda Duque de Caxias) e início da atual Rua XV de Novembro. O Garcia, que recebeu este nome em homenagem às famílias vindas das margens do Rio Garcia (atual Rio Camboriú, em 1846), da cidade de Camboriú, também empresta o nome ao distrito. E sua rua principal, antes conhecida como Estrada Geral do Garcia e, a partir de 1919, a atual Rua Amazonas. O Grande Garcia possui uma característica de condomínio, por ser quase que inexistentes vias de escoamento para outras localidades e, talvez por isso, ser detentor de tantas histórias e tão encantador. A Grande Velha e o Grande Garcia são anteriores à colônia fundada por Dr. Blumenau. Quando aqui atracou pela primeira vez, em 1848, Dr. Blumenau o fez às margens do Ribeirão da Velha, também assim o fizeram os primeiros 17 imigrantes, em 2 de setembro de 1850, um domingo. Duas lendas sobre o nome desse bairro não menos encantador devem ser preservadas: uma referindo-se a uma senhora idosa, moradora da região, que tinha como referência ser conhecida como "a velha"; e outra , devido à existência de duas serrarias, uma mais "velha". A versão mais provável, no entanto, é que tenha recebido esse nome devido a uma família de São Francisco do Sul, cujo sobrenome era Velha, que possuía propriedades na região. Desde 1832, um documento da Vila de Porto Belo já trazia o nome Ribeirão Velha.
ADALBERTO DAY/ Cientista Social e pesquisador Publicado no Jornal de Santa Catarina, no dia 28 de abril de 2006.

- Alunos homenageiam empresário do Garcia

A imagem de 1965 mostra alunos do antigo Grupo Escolar São José - atual Celso Ramos -, no Bairro da Glória, em Blumenau, na passagem dos 25 anos de serviços prestados à Empresa Garcia pelo então diretor Ernesto Stodiek Jr. A homenagem foi feita no Estádio do Amazonas. Era comum esse tipo de apoio e respeito aos empresários de Blumenau. Na faixa os dizeres típicos da época: "As crianças desse bairro apresentam parabéns ao chefe de seus pais". (Foto: arquivo de Adalberto Day e Luiz Tomázia)
A nota foi publicada no Jornal de Santa Catarina (25/07/06) na coluna Almanaque do Vale - Jaime Avendano.

- Auto Viação Catarinense

A imagem da década de 30 mostra uma das primeiras frotas de ônibus da Auto Viação Catarinense Ltda, a mais antiga empresa de transporte de passageiros no Brasil - uma marca de qualidade, idoneidade e, acima de tudo, respeito ao usuário. Desde os idos de 1928, a filosofia da Catarinense continua sendo a mesma: o mais importante são as pessoas. (Foto: arquivo de Adalberto Day e Pedro Bento de Oliveira)
A nota foi publicada no Jornal de Santa Catarina (06/05/06) na coluna Almanaque do Vale - Jaime Avendano.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

- O Postal que correu o mundo

O Cartão Postal de 1971 - Mostra o inicio da Rua da Glória - em Blumenau. Essas casas são de 1946 - pertenciam a Empresa Industrial Garcia, que a partir de 1966, vendeu aos funcionários a preços razoáveis. Foram construídas em torno de 240, pelos próprios funcionários da Marcenaria da Empresa a partir de 1920. A maioria construídas de forma idênticas, e de uma cor só, tom creme, com cerca de madeiras (estaquetas) quando adquiridas pelos empregados, foram muradas e começa os primeiros comércios, Loja de calçado Hass e Lojas Prosdócimo. Colaboração Maria Nair de Oliveira.

- Agradecimento

Agradeço a Jornalista Louisiana Waleska Day, pela elaboração deste Blogger - Que toda comunidade possa ter acesso a pesquisas, principalmente referentes ao Vale do Garcia. Toda História do Grande Garcia - A comunicação do Rádio começou no Bairro Garcia em 1929 - na Empresa Industrial Garcia com João Medeiros Jr. que era diretor e fundou a primeira emissora de Santa Catarina a PRC 4 - Rádio Clube de Blumenau.

Sucesso em sua caminhada filha querida...mil beijos

quarta-feira, 25 de julho de 2007

- Hércilio Deeke

A imagem de 1962 mostra Hercílio Deeke, prefeito de Blumenau de 1951 a 1955 e de 1961 a 1966. Melhorou muito o aspecto urbano da cidade com obras importantes: retificação e calçamento da Rua 7 de setembro, construção da Ponte Adolfo Konder e tantas outras obras. Seguiu os passos do pai, o agrimensor José Deeke, no resgate histórico da cidade, passos seguidos hoje pelo filho, o memorialista Niels Deeke. (Foto: Arquivo de Adalberto Day e Valentino Caresia) Foto Publicada na Coluna de Sérgio Antonello Santa-14 de abril 2007

segunda-feira, 23 de julho de 2007

- Transportadora Blumenauense

A imagem, da década de 1960, mostra um caminhão da frota da Transportadora Blumenauense, que durante anos prestou relevantes serviços de carga e descarga por toda Santa Catarina e o Brasil. Ela foi desativada em 1983. Um detalhe interessante da imagem é o slogan da Artex na carroceria. (Foto: Arquivo Adalberto Day e Álvaro Luiz dos Santos) A nota foi publicada no Jornal de Santa Catarina (25/01/06) na coluna Almanaque do Vale - Jaime Avendano.

- A antiga E. I. Garcia



A imagem remete ao ano de 1971 e mostra a saída de colaboradores da antiga Empresa Industrial Garcia, na Rua Amazonas, 4.906, então Bairro Garcia, em Blumenau. A empresa fundada em 1868 com o nome de Johann Henirich Grevsmuhl & Cia, completaria este ano 138 anos de fundação. (Fonte: Arquivo Adalberto Day e Jorge Luiz Buecheler) A nota foi publicada no Jornal de Santa Catarina (14/01/06) na coluna Almanaque do Vale - Jaime Avendano. Nesse dia o meu amigo Djalma Fontanella da Silva filho, estava presente.

- A Guarda Municipal de Trânsito

A imagem de 1969 mostra a tradicional Guarda de Trânsito de Blumenau, pioneira em Santa Catarina, se preparando para o desfile de 7 de setembro. Essa guarnição ainda é um orgulho para os blumenauenses. (Foto: arquivo Adalberto Day e Ivo Gieland) A nota foi publicada no Jornal de Santa Catarina (07/01/06) na coluna Almanaque do Vale - Jaime Avendano.

- Carlos Curt Zadrozny

A imagem mostra Carlos Curt Zadrozny, conhecido como "homem idealizador e de projetos". Como prefeito de Blumenau, entre 1966 e 1970, deu maior impulso às áreas profissionais, à Furb e à Comissão Municipal de Turismo, além de continuidade às obras da Beira-Rio. Iniciou a política de estímulos fiscais à indústria e comércio. Foi diretor-presidente da Artex, vindo a falecer no final da década de 80. (Colaborou Adalberto Day) A nota foi publicada no Jornal de Santa Catarina (30/12/05) na coluna Almanaque do Vale - Jaime Avendano.

- O cartão de Lott e Jango


A imagem, de 1959, estampa ao centro a figura de Getúlio Vargas, à esquerda o marechal Lott e, à direita, João Goulart. Trata-se de um cartão de Natal e Ano Novo político, que fazia parte de uma campanha presidencial. Esta foi vencida por Jânio Quadros, cujo símbolo era uma vassoura para varrer a corrupção. O lema de Lott e Jango era A Espada da Justiça e Deus Defenderão Nossas Riquezas. (Foto: Arquivo Adalberto Day) A nota foi publicada no Jornal de Santa Catarina (24/12/05) na coluna Almanaque do Vale - Jaime Avendano.

- O antigo Salão da Associação Artex

A imagem, da década de 70, mostra o antigo salão da Associação Artex, em Blumenau (conhecido como Pasto do Sr. Bernardo). Demolido em meados da década de 80 para dar lugar ao complexo atual, com salão, piscinas, bosques, campo de futebol e ginásio de esportes, também promove atividades culturais. (Foto: Arquivo Adalberto Day e Álvaro Luiz dos Santos) A nota foi publicada no Jornal de Santa Catarina (19/12/05) na coluna Almanaque do Vale - Jaime Avendano.

- Probst & Sachtleben

A imagem, de 1912, mostra o antigo traçado da Rua Amazonas, em Blumenau. Aos fundos, a fábrica de Fiação e Tecelagem - Tinturaria, Fundição, Serraria, Olaria e Marcenaria Probst & Sachtleben, que mais tarde viria a ser a Empresa Industrial Garcia. Havia ainda um hotel para funcionários, sob os cuidados da família Panoch. (Foto: Arquivo Adalberto Day e Ulrich Frehner) A nota foi publicada no Jornal de Santa Catarina (06/12/05) na coluna Almanaque do Vale - Jaime Avendano.

- Cine Garcia


Memórias que o tempo não apaga
No início do século 20, por volta de 1905, nas proximidades onde hoje é a igreja Santo Antônio, no Distrito do Garcia, existia o comércio de secos e molhados de Hermann Hinkeldey que, quando não recebia em dinheiro, fazia escambo de mercadorias. Também nesse local funcionava um salão dançante do conjunto Musik-Club Garcia, que teve seu funcionamento até por volta de 1941, quando então foi transformado em local para exibição de filmes (oficilamnete em novembro de 1944) com o nome de Cine Garcia. Seu último proprietário foi Reynaldo Olegário, que manteve as atividades no local até 1974. No ano seguinte foi instalada ali a paróquia. O antigo prédio do Cine Garcia abrigou a igreja até 1978 e no ano seguinte foi demolido. Mas deixou histórias e recordações. O Cine Garcia ofereceu momentos de lazer a toda comunidade do Garcia. A juventude trocava de gibis, tinha bate-papos e os namoros eram constantes. As pessoas se olhavam numa paquera quase envergonhada, em um momento sutil e mágico. Existia até mesmo uma suposta premiação para quem encontrasse uma pulga carimbada e a entregasse ao proprietário. Nunca soube de alguém que a tivesse encontrado, mas é o comentário que se ouve até os dias de hoje. Ainda no aspecto pitoresco, havia as ocasiões em que a platéia batia os pés, assobiava e gritava para incentivar o mocinho. Naquele instante, o lanterninha interrompia bruscamente a exibição para chamar a atenção dos mais exaltados "baderneiros" e ameaçava não continuar o espetáculo. Sem falar das vaias quando as enormes fitas se rompiam, ou acabavam, e precisavam ser emendadas ou trocadas. Os freqüentadores iam a pé ou de bicicleta. As laterais do prédio ficavam lotadas de bicicletas, empilhadas umas sobre as outras. Noo Cine Garcia, depois do gongo, entrava a música do Django Era o maior entretenimento dos moradores do Garcia, que assistiam, principalmente nas tardes de domingo, aos maiores clássicos e seriados do cinema. Depois de assistir ao filme, o ponto de parada era o Bar ao Lado, do senhor Schoenfelder, onde era servido um delicioso sorvete caseiro... Pura nostalgia de uma época que fez parte da vida de muita gente - como eu, seus pais, avós, tios, sobrinhos e quem sabe até você.
A matéria saiu em REPORTAGENS DO LEITOR, no Jornal de Santa Catarina, no dia 04 de novembro de 2005.

- Descanso para o lanche

A imagem, de 1935, mostra a família de Erwin Panoch e seus amigos. A parada foi na subida do Morro do Spitzkopf, palavra de origem alemã que quer dizer "cabeça de ponta". O morro atinge 936 metros de altitude, tendo sido escalado pela primeira vez em 19 de julho de 1890, por Friedrich Deeke e alguns companheiros. (Foto: Arquivo Adalberto Day/Soly Panoch Olbrisch) A nota foi publicada no Jornal de Santa Catarina (26/08/05) na coluna Almanaque do Vale - Jaime Avendano.

- AG Garcia: MANIFESTO de protesto e repúdio

AGG –Ambulatório Geral do Garcia: No final da década de 80, foi instalado, de forma provisória, no prédio do CSU – Centro Social Urbano do Garcia o Ambulatório Geral AG-Garcia, com a promessa por parte das autoridades da época, de construir um novo, amplo e moderno Ambulatório Geral para o bairro. Passados quase duas décadas a promessa ainda não foi cumprida. Vários projetos foram elaborados, inúmeras cobranças da por parte dos Conselhos de Saúde, das Associações de Moradores, do Conselho de Desenvolvimentos de Bairros, de Vereadores e demais lideranças da região foram implementadas e boas oportunidades de execução foram frustradas. * Em abril de 2005, o então secretário de saúde, Dr. Newton Motta comentou em várias comunidades que até julho de 2006 pretendia entregar o novo AG para a comunidade do Distrito do Garcia na antiga Cantina da Artex.
* Em 14 de novembro de 2006, em audiência na Rua da Glória, o Prefeito João Paulo Kleinubing apresentou o projeto definitivo, assegurando o início das obras ainda em 2007.
Após essa nova promessa, de construir o Novo AG-Garcia nas antigas instalações do salão e cantina da Artex, maciçamente apoiada pela comunidade do Distrito do Garcia, com um bem elaborado e moderno projeto de engenharia, pronto para sua execução, com aprovação de todos da área da saúde, “novas esperanças embaladas por um novo clima de otimismo trouxe novo alento a todos do nosso Distrito”. Mas, recente intenção das algumas autoridades que, de forma intempestiva pretendiam apenas transferir o AGG e alojá-lo , novamente de forma provisória, no prédio da atual Intendência do Garcia e, dessa forma, colocar em risco de abandonar a execução do “correto projeto” gerou uma forte reação da comunidade que, através da COMISSÃO PRÓ-CONSTRUÇÃO DO A G GARCIA moveu uma ação de protesto na Câmara de Vereadores e expressou toda a sua revolta através de um “MANIFESTO DE PROTESTO E REPÚDIO”, que foi entregue às autoridades e aos Conselhos de Saúde. Com o apoio do Prefeito João Paulo, do Presidente da Câmara de Vereadores José Luiz Gaspar Clerici e todos os vereadores, como também, do secretário do Distrito do Garcia Braz Roncáglio, que prometeram total dedicação na busca dos recursos acreditamos, agora com mais certeza, que teremos para em muito breve, o início da tão aguardada e importante obra.
Adalberto Day/Carlos A. Salles de Oliveira - COMISSÃO PRÓ CONSTRUÇÃO DO NOVO AG-GARCIA

Acompanhe e comente tudo o que foi notícia sobre o AG Garcia
* AG Garcia: Ordem de serviço
* AG Garcia: Reunião na SEMUS
* AG Garcia: Reunião da comissão com o prefeito
* AG Garcia: Reunião da comissão com prefeito e secretária da saúde
* AG Garcia: 1ª Vistoria da Obra

domingo, 22 de julho de 2007

- Uma Igreja Renovada

A imagem retirada do arquivo de Adalberto e Dalva Day mostra a obra de reforma e pintura realizada na Igreja Nossa Senhora da Glória. "Essa obra foi executada pela comunidade do Bairro da Glória, em Blumenau, sob a direção do Monsenhor Geraldo Piesik", comentou Adalberto.
A nota foi publicada no Jornal de Santa Catarina (15/03/05) Almanaque do Vale.

- A empresa Artex

Fundada em 23 de Maio de 1936 (registrada em 23 de junho de 1936) por Theophilo B. Zadrozny ( nasceu na cidade de Lodtz (Polônia) em 24 de maio de 1890 e faleceu em 08 de fevereiro 1961. Observação em seus documentos no Brasil, inclusive certidão de casamento está erroneamente como nascido em Brusque. e Otto Huber, que compraram as terras da família Gresvsmuhl. É bom observar sempre o capital agindo sobre o proletário, ou seja; Theophilo Bernardo Zadrozny, não possuía conhecimento no ramo têxtil, então convidou um hábil tecelão e técnico chamado Otto Huber para começar uma nova empresa. As duas empresas citados Garcia e Artex, foram empresas que fizeram através de seus colaboradores, o crescimento não só do bairro Progresso, mas de todo grande Garcia. Otto Huber (Austríaco) fundador da Artex, trabalhou 30 anos na E.I.Garcia, e convidado por Theophilo B .Zadrozny (nascido em Brusque) foi para a Artex. Em setembro de 1994 a família Zadrozny perde o controle acionário da empresa, que que é vendida para o grupo GP Investimentos (Garantia Partners--->sócios do Banco Garantia), lavrado em ata em 28 de abril de 1995, esaparecendo o nome Fabrica de Artefatos Têxteis S/A .ARTEX – para então somente ARTEX S/A .Em 01 de junho de 2000, a empresa é novamente vendida desta vez ao Grupo Coteminas - e doravante a empresa passou a possuir uma nova razão social passando a denominar-se Toália S/A - Indústria Têxtil . - Filial da Empresa Toália de João Pessoa – Paraíba, mas ainda com participação do grupo Garantia. A ex empresa Artex S/A muda de razão social para atender interesses próprios e de seus acionistas, com o nome de Kualá S/A em junho de 2000. E finalmente em 09 novembro de 2001, o grupo Garantia, sai do controle acionário, e a empresa adota o nome de COTEMINAS – Companhia de Tecidos Norte de Minas. E finalmente em 06 de janeiro de 2006, COTEMINAS S/A.
O empresário fundador da COETEMINAS e ex-vice-presidente José Alencar Gomes da Silva, 79 anos (17 de outubro de 1931), dia (29/03/2011), às 14h41, no Hospital Sírio Libanês, após longa batalha contra o câncer. Segundo o boletim médico, a causa da morte foi câncer e falência de múltiplos órgãos
 Fonte: Acervo particular da Família de Adalberto Day/ Coloboração Guido de Oliveira.

- O Distrito do Garcia

O Distrito do Garcia foi criado pela Lei Complementar Municipal nº 251, de 17 de dezembro de 1999 e regulamentada pela Lei complementar nº 344 de 21 de dezembro de 2001. Sendo seu primeiro secretário Distrital – o Sr. Braz Roncáglio e o segundo secretário o Sr. Deusdith de Souza Jr., nomeados pelo Prefeito Décio Néry de Lima em 02 de maio de 2002. A sede do Distrito localizava-se no Bairro Glória sito a Rua da Glória nº 686. A partir de janeiro de 2003, o governo estadual do então governador Luis Henrique da Silveira concede em forma de comodato, por 30 anos as antigas instalações da cantina, ambulatório, centro de treinamento e serviço social, da ex-empresa Artex S.A., na Rua Progresso, nº 167 no Bairro que leva o mesmo nome. O início das atividades nas instalações, na Rua Progresso, deu-se em 15 de dezembro de 2003. Em 1º de janeiro de 2005, José Carlos de Oliveira, assume com intendente do Distrito do Garcia.Praça do Cidadão do Distrito do Garcia: Os serviços da prefeitura mais perto de você. Em 20 de setembro de 2005 o prefeito João Paulo Kleinubing, inaugurou A Praça do Cidadão no Distrito do Garcia. A Praça do Cidadão todos os serviços num só lugar, mais de 400 serviços. Entre eles: - IPTU- Parcelamentos- Alvarás- Taxas- Licenças- Samae- Seterb- Central Funerária- Procon- Agencia Bancaria. Em breve ambulatório Geral do Grande Garcia.
- Em abil de 2004 o secretário Braz afastou-se do cargo para concorrer uma vaga na câmara de vereadr e assume interinamente o secretário Adjunto Pedro Prim. Também por um curto período esteve a frente do Distrito o Sr. Álvaro Correia.
- Em 1º de janeiro de 2005, José Carlos de Oliveira, assume como intendente do Distrito do Garcia.
- Em janeiro de 2007, Sr. Braz Roncáglio assume o cargo como Secretário Distrital do Distrito do Garcia.
- Em abril 2008/Janeiro de 2009 - Assume como secretário Distrital Pedro Prim.
- Em Fevereiro/março/2009 - Assume Pedro Prim como intendente. - Em 19/maio/2009 asuume como intendente, Francisco Borba Correia
- Em 01/janeiro/2013 assume a Intendência do Garcia Antônio Tillmann.
Em 13 de fevereiro de 2014 assune a Intendência do Garcia, Mauricio Goll.
- Em 04 de abril de 2016 assume a intendencia do Garcia Jaime Cunha.
- Em 11 de outubro 2016 retorna ao cargo Mauricio Goll.
- Em 13 de fevereiro 2017 Assume o cargo Airton Maçaneiro.
Fonte: Acervo particular da Família de Adalberto Day

- Os Bairros do Grande GARCIA

- A imagem mostra toda a Região Sul de Blumenau - Grande Garcia em 1978.
História:
- O Bairro Vila Formosa foi criado em através da lei nº 717 de 28 de abril de 1956, na administração do Prefeito Guilherme Frederico Busch.Jr. O caminho paralelo à margem esquerda do ribeirão Garcia já constava no mapa da colônia Blumenau de 1864, existindo também a demarcação de alguns lotes coloniais. Este caminho atualmente é conhecido por Rua Hermann Huscher. Esta denominação foi dada em homenagem a um grande proprietário de terras no Bairro Vila Formosa, que inaugurou um curtume no dia 7 de janeiro de 1898.
- O Bairro Garcia que recebeu este nome em homenagem às famílias vindas do Rio Garcia, da cidade de Camboriú, recebeu esta denominação oficial através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956, pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. . O nome de Rua Amazonas foi colocado devido que na época era comum utilizar nomes de Estados, antes era conhecida com o nome de terras Die Kolonie. "A colônia”.
- O Bairro Progresso foi oficializado pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. Através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956.O nome Progresso originou-se após as implantações das empresas; Industrial Garcia e Artex – os moradores “diziam quando eram indagados onde residiam, que moravam onde o Progresso estava chegando” referindo-se as industrias. A Rua Progresso tem essa denominação desde 28 de agosto de 1952 – Decreto Lei nº 364. conforme artigo 2º. Antes era conhecido como Alto Garcia ou Garcia Alto e distrito do Jordão. E quem morava onde hoje é a Rua Rui Barbosa dizia que morava no “Krohberger ” ou Krohbergerbach “bach ribeirão”, ou ainda somente “Kroba”, devido a primeira família a morar na região Sr. Heinrich Krohberger, que chegou por aqui por volta de 1858 e falecido em 22 de abril de 1914 que possuía uma grande propriedade era engenheiro, agrimensor prestou serviço em vários governos inclusive com Dr. Blumenau, projetou as primeiras e maiores obras de vulto do município , entre os principais estão a construção das pontes do Garcia e do Salto, igrejas católicas e evangélicas.
- O Bairro Glória foi oficialmente criado através da lei nº 03, de 04 de fevereiro de 1938, Pelo prefeito José Ferreira da Silva, o bairro foi oficializado pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. Através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956. .O nome Glória foi colocado em homenagem a um antigo clube musical chamado Glória que existia desde 1920, antes era conhecido com o nome de Specktiefe (palavra de origem alemã que quer dizer caminho lamacento ou gorduroso, lama vermelha).
- O Bairro Valparaiso deve-se o nome ao Loteamento conjunto Valparaiso dado em homenagem a uma cidade chilena.Antônio Zendron havia comprado o lote de João Gebin, em 1920, onde no local havia uma plantação de abacaxi na vertente da direita e mandioca na vertente da esquerda do ribeirão. Com o desmembramento o caminho da roça se tornou a Rua Antônio Zendron, que recebeu a denominação oficial em 28 de agosto de 1952. O bairro ainda é mais conhecido como ZENDRON do que por Valparaiso .

- O Bairro Ribeirão Fresco foi oficializado pelo prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. Através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956. No mapa de 1864 já constava o nome de Ribeirão Fresco, antes conhecido como Kuhler Grund – solo Fresco, denominação usada pelos primeiros imigrantes. Observação : o bairro preferiu não participar do Distrito do Garcia, mas é parte integrante do Grande Garcia.
Fonte: Acervo particular da Família de Dalva e Adalberto Day

sábado, 21 de julho de 2007

- A última conquista do Amazonas

Time campeão Taça governador Colombo Salles de 1974. Em pé :Raul Cavaco, Girão,Deusdith,Eloy,Vilmar, Assunção - Agachados: Poroca,Verninha,Gibi,Nilson Bigo,Tarcisio Torres e Ademir.

A conquista derradeira com o nome de Amazonas foi em 1974, na Taça Governador Colombo Machado Salles, também disputado pelo União, Marcilio Dias, Carlos Renaux, Tupi e Humaitá. A campanha do Amazonas, que treinava na atual associação Artex, antigo pasto do Sr. Bernardo Rulenski, se desenvolveu em maus e bons momentos, culminando com a conquista a 14 de julho, ao vencer o Humaitá, por 5x1 no estádio do Palmeiras. Só o avante Nilson (Bigo) fez quatro gols, que serviu para compensar a tristeza pela perda do seu estádio, o outro foi de Tigi (José Egidio de Borba). Neste jogo derradeiro o Amazonas formou com Gaspar, Girão,Luiz Pereira (Nena), Vilmar e Assunção, Cavaco e Nelsinho, Werninha, Nilson (Bigo) Tarcisio Torres e Ademir. Também atuaram Deusdith, Eloi, Adir, e Tigi.
Arquivo Adalberto Day

- Amazonas : O esquadrão de peso

Time campeão de 1957 - Em pé :Gepe, Arlindo,Tillmann,Cilinho,Ivo Mass,Oscarito e Pera- Agachados: Paulo de Luca, Meyer, Malheirinho,Erico Mass,Filipinho, Amadeu.

Composto por grandes jogadores que trabalhavam na Empresa Industrial Garcia ou Cooperativa de Consumo dos Empregados, em sua grande maioria, residia em casas de propriedade da Empresa localizadas nas imediações, o time Amazonense foi bom de bola, principalmente no amadorismo, quando enfrentava várias agremiações de todo estado, obtendo resultados expressivos, qualificando-o como um dos melhores clubes de Santa Catarina, no período compreendido entre 1919 e 1944 principalmente, o chamado antigo Amazonas Esporte Clube, destaques para Nena Poli e Leopoldo Cirilo. Em toda a década de 1920 e 1930, o Amazonas foi campeão em diversos torneiros.
Os melhores resultados do Amazonas:
Em 1939, o Grêmio Esportivo Olímpico promoveu um torneio no dia 09 e 10 de abril para a inauguração de seu estádio. O Amazonas sagrou-se campeão do 1º torneio disputado neste estádio. Em 1953 conquista alguns torneios no bairro. Em 1954 conquista o torneio de abertura da LBF. Em 1955 campeões do torneio extra Em 1957 conquistam o torneio Sebastião Cruz com extrema facilidade. Ainda em 1957 o Amazonas vence um torneio quadrangular que teve a participação também do Palmeiras, Tupi, e Vasto Verde. Em 1958 o Amazonas vence com facilidade a liga de amador,o placar mais elástico foi 11x0 no Floresta com quatro gols de Filipinho e vence também o torneio inicio no estádio da baixada. Em 1959 o Amazonas é tri campeão do torneio extra Sebastião Cruz e campeão de um triangular invicto realizado com Olímpico e Tupi, e também campeão de um torneio promovido pelo Olímpico. No dia 1º de setembro de 1961, o Amazonas perde por 1x0 na prorrogação para o Olímpico, com o estádio lotado a torcida Amazonense divide as arquibancadas com o rival. O Amazonas jogava melhor mais sofre o gol e perde o titulo, o empate daria o titulo ao clube alvi celeste. Com o gol de Orio, morre ao lado, onde estávamos na arquibancada, um torcedor fanático do Olímpico. Em 1962, o Amazonas é campeão na baixada (Estádio do Olímpico) do torneio inicio da LBF. Em 1966, o Amazonas é campeão do quadrangular disputado com o Guarani, Vasto Verde e Tupi. Em 1968 discreta participação, mas campeão juvenil invicto em cima do Olímpico no estádio Grená, com o escore de 3x1. Em 1972, o Amazonas é campeão da LBF- 1ª divisão de amadores Em 1973, o Amazonas é bi-campeão invicto da LBF – 1ª divisão de amadores.
Que Saudades do meu Amazonas
Quantos jogos memoráveis, que os torcedores Amazonenses presenciaram durante muito tempo. Os pênaltis cobrados pelo Gepe ...que categoria! "Dizem os mais idosos, que jogou por aqui algumas partidas, o jogador Patesko, jogador do Botafogo do R.J., que também jogou na Seleção Brasileira”. Como esquecer os gols de bicicleta do Filipinho, e aquele gol de calcanhar que o Dico fez contra o Palmeiras, as arrancadas fulminantes do Meyer, que quase sempre se transformava em gols, o Celinho, Duflis artilheiros natos, Nilson (Bigu – maior artilheiro da história do clube) era zagueiro, fazia tantos gols que foi jogar de centro avante assim como tantos outros artilheiros que passaram pelo Amazonas
Arquivo de Adalberto Day

- O Glorioso Amazonas E.C.

Histórico e fundação

Oficialmente o Amazonas foi fundado em 19 de setembro de 1919, porém desde 1911 já existia com o nome de jogadores do Garcia. O nome da praça de esportes Amazonense se chamava estádio da Empresa Industrial Garcia, o mais belo de Santa Catarina até então. Relembro com muita tristeza a enxurrada de 31 de outubro de 1961, que destruiu totalmente toda praça esportiva, inclusive o salão, e ali foram encontradas três vitimas fatais presas ao alambrado. O reduto Amazonense ficou em ruínas, tal a violência da água que transbordou do curso normal do ribeirão Garcia, para causar destruição geral e deixar um rastro de calamidade. O gramado praticamente sumiu, tal o acumulo de areia, pedras, lama, árvores, móveis, balcão frigorífico, material esportivo, troféus, tudo ficou inutilizado.
Neste período de recuperação do estádio, que se tornou mais bonito, sediando até competições dos primeiros jogos abertos em Blumenau em 1962, o Amazonas treinava num estádio construído provisoriamente próximo de onde hoje é a praça Getulio Vargas Nos jogos oficiais, o mando de campo era no estádio do Palmeiras E.C, O Estádio foi reinaugurado em 23 de setembro de 1962.
Arquivo: Adalberto Day

- O Morro ou Doze


O Cantinho da Saudade O campo do “12” ou Morro Sábado à tarde, domingo pela manhã sol ou chuva, “vamos ao majestoso” ¹ estádio dos eucaliptos o clube “12”, para mais um jogo.Geralmente tínhamos que erguer novas traves, pois o Sr. Hipólito tinha recolhido para queimar em seu fogão a lenha. O pequeno campo do “12” ou Morro se localizava na rua Almirante Saldanha da Gama bairro Glória, próximo às empresas Garcia e Artex em Blumenau. Muitos craques se revelaram nesse pequeno campo, e foram jogar em equipes como Amazonas, Palmeiras, Olímpico e tantos outros. Suas dimensões não ultrapassavam 60X30, mais barro que grama, e foi palco de diversos jogos valendo uma “garrafa de capilé” (troféu da época). Tinha este nome de Doze , devido aos moradores da rua 12 de Outubro, hoje Praça Getúlio Vargas e Terminal Garcia.Quem teve oportunidade de conhecer esse pequeno espaço de propriedade da Empresa Industrial Garcia, com funcionamento, a partir de 1954 até 1979, jamais esquecerá, pois irá recordar de um gol (“eu fiz alguns de cabeça” ²), de machucar o pé ou o dedo no solo irregular, (era comum o atleta atuar descalço). O Nino Valênçio, disse que fez cinco só em um jogo, será? Depois se tornou um dos melhores goleiros da história do Amazonas. Nesse dia o Ziza foi o goleiro, o Dinho, Luizinho, Cao , Egon, Dico, Aurélio, Fininho, Walfrido, Jonas Husadel, Ride, Valter Hiebert , Valmor, Edson e o Dedé também jogaram. Essa era a velha guarda, na nova geração até seu final, atuaram os Oliveiras, que só eles davam um time, os Vieira, Massaneiros, Silvas e Fontanelas, os Siegels (Nenê,Ticanca e Bigo), os Cavacos, Oechsler, Day, Moritz, os Galassini (Zinho e Tide) os Izidoros, os Zuchi, Husadel, os Souza , os Schnaider, e tantos outros. Até você que está lendo este artigo agora, deve ter feito um gol, ou então sabe de um amigo ou parente que diz ter feito pelo menos um. Embora ninguém acredite até o Álvaro Luiz dos Santos (Toureiro) diz ter marcado um. Antes do jogo, o aquecimento era o famoso controle, só valia gol de cabeça. O Silvio Roberto de Oliveira , Nilton da Silva eram bons também na cabeça e controle. Obs.:  O "12" existiu devido a retirada do barro para a aterrar a antiga Praça Getúlio Vargas em 1954. 
Também existiam outras equipes de pequenos e médios portes, mas com grande passagem e revelações de atletas, como Brasileirinho na Rua Amazonas, o Garciesporte Clube que atuava no campo do Amazonas. O Glória, o Horizonte em atividade (fundado em 1961), Cruz de Malta, Estrelinha, Estrela Azul, Caiçara, União, Colorado, Maringá,Centenário, Juventude, no Zendron o Independente, o Ájax e o Zendron. No Buraco Quente o três de Março e tantos outros. No progresso ainda tínhamos o Progresso, o América, Niterói, a Ponte Preta, em atividade, o Jordão E.C, o Canto do Rio (fundado em 1959), em atividade, que já conquistou vários torneios inclusive da liga Blumenauense de futebol de amadores (LBF). Adalberto Day - O autor é Cientista Social
_________________________________
¹ majestoso, só os eucaliptos.
² de cabeça, Beto Day

- Flâmula comemorativa

A imagem de 1968 estampa dados referentes à festa do centenário da Empresa Industrial Garcia, em Blumenau. Os festejos no estádio do Amazonas foram organizados por José Pêra, Dr. Nelson Salles de Oliveira, Jorge Luiz Buechler, Gerhard Kertischka, diretoria e funcionários da empresa. As principais atrações foram Ronaldo Gollias, Ivon Curi, Grande Otello e desfiles mostrando a cultura indígena e competições esportivas.
(Foto: Acervo de Adalberto Day e Álvaro Luiz dos Santos)
A nota foi publicada na Edição nº 11045 do Jornal de Santa Catarina (20/07/07) Almanaque do Vale - Sérgio Antonello

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...